
Brandão
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e da Praça D. Pedro II
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; a área de São João, em volta da igrejinha até a Praça
Felipe Patroni
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, com as dependências da Justiça e do Ministério Público. A quarta área situa-
se em torno ao Amazon Paper, na Travessa Pedro Albuquerque
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, e se estende até a 16 de
novembro, passando pelo Bar do Rubão, com uso predominantemente residencial, sendo o
quinto setor a faixa comercial e de acesso de veículos coletivos na Avenida Dr. Assis (Figura
29).
Percebo que há uma forte vertente comercial na área Orla, devido à ligação pelo rio,
sendo esta a parte mais decadente do bairro devido às habitações em palafita que se estendem
pelo Beco do Carmo e no entorno do Porto do Sal. Na área monumental, o Feliz Lusitânia
está se conformando um aglomerado voltado ao turismo e lazer, encabeçado pelas obras de
restauração dos espaços, que irão culminar com a restauração da Catedral, em contraste com a
Praça D. Pedro II, que se encontra abandonada e tomada por ambulantes e moradores de rua.
Esses espaços são palcos para grandes eventos como o Círio de Nazaré
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, Auto do Círio
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e
Auto de Natal
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.
Já o entorno de São João caracteriza-se pela ocupação institucional que vêm se
espraiando desde a Praça Felipe Patroni em Anexos do Palácio da Justiça e do Ministério
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Denominada Largo da Sé até 1897, quando passou a homenagear o 4º bispo do Pará Dom Frei Caetano
Brandão, fundador da Confraria da Caridade e do Hospital do Senhor Bom Jesus dos Pobres. Este prédio, situado
fronteiro à referida Praça, foi transformado em Hospital Militar e hoje abriga o Espaço Cultural Casa das 11
janelas.
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O antigo Largo do Palácio, situado em frente aos Palácios Lauro Sodré e Antônio Lemos, nos quais
funcionavam a sede do Governo Estadual e da Prefeitura de Belém respectivamente, foi depois denominado
Largo da Constituição por ter sido palco da adesão do Pará à Constituição Portuguesa em 1821, depois chamado
Largo da Independência, pois nele ocorreu a adesão do Pará à Independência em 1823. Atualmente homenageia
o segundo Imperador do Brasil, D. Pedro II.
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Antes criada pelo intendente Antonio Lemos como Jardim Prudente de Moraes em 1908, representa Felipe
Alberto Patroni Martins Maciel Parente, constitucionalista, cujas idéias trouxe de Portugal e conseguiu implantá-
las no Pará. Montou e redigiu o primeiro jornal impresso em oficinas montadas em Belém: O Paraense.
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Inicialmente chamada d’ água de flores e depois Cintra, a Rua homenageia o Capitão-General Pedro
de
Albuquerque, que foi Governador do estado do Grão-Pará e Maranhão entre 1841 e 1844, quando faleceu, tendo
sido enterrado na Igreja de N. Sra. do Carmo.
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O Círio de N. Sra. de Nazaré é o evento religioso mais importante dos paraenses. Realizado não só na capital,
como no interior, o Círio ocorre num período de quinze dias do mês de outubro, que começa com a procissão da
Trasladação da imagem da Virgem da Capela do Colégio Gentil Bittencourt até a Catedral da Sé, percorrendo os
bairros de Nazaré, Comércio e Cidade Velha. Na manhã seguinte à Trasladação, a imagem sai da Catedral
percorrendo o mesmo trajeto, em direção à Basílica de Nossa Senhora de Nazaré. Ao lado da Igreja forma-se um
arraial com brinquedos e barracas de comidas típicas.
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Auto do Círio é um cortejo de rua que trata de forma alegórica temas relativos ao Círio de Nazaré. Ocorre na
sexta-feira que antecede a procissão do Círio de Nazaré.
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Evento realizado pela SECULT, envolve espetáculo de ballet e música com tema natalino e acontece
próximo ao dia de Natal, em frente à Igreja de Santo Alexandre.