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ARTUR HENRIQUE MOELLMANN
APLICAÇÃO DA TEORIA DAS RESTRIÇÕES NO
GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS
Dissertação apresentada à Faculdade de
Engenharia do Campus de Guaratinguetá,
Universidade Estadual Paulista, para a
obtenção do título de Mestre em Engenharia
Mecânica na área de Transmissão e
Conversão de Energia.
Orientador: Prof. Dr. Fernando Augusto Silva Marins
Guaratinguetá
2008
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M693a
Moellmann, Artur Henrique
Aplicação da teoria das restrições no gerenciamento da cadeia de
suprimentos. / Artur Henrique Moellmann.- Guaratinguetá : [s.n.],
2008
163f.: il.
Bibliografia: f. 143-149
Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista,
Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá, 2008
Orientador: Prof. Dr. Fernando Augusto Silva Marins
1. Teoria das restrições I. Título
CDU 658.5
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UNESP UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
Faculdade de Engenharia do Campus de Guaratinguetá
"APLICAÇÃO DA TEORIA DAS RESTRIÇÕES NO GERENCIAMENTO
DA CADEIA DE SUPRIMENTOS"
ARTUR HENRIQUE MOELLMANN
ESTA DISSERTAÇÃO FOI JULGADA ADEQUADA PARA A OBTENÇÃO DO TÍTULO DE
“MESTRE EM ENGENHARIA MECÂNICA”
PROGRAMA: ENGENHARIA MECÂNICA
ÁREA: TRANSMISSÃO E CONVERSÃO DE ENERGIA
APROVADA EM SUA FORMA FINAL PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
Prof. Dr. Marcelo dos Santos Pereira
Coordenador
BANCA EXAMINADORA:
Prof. Dr. FERNANDO AUGUSTO SILVA MARINS
Orientador/UNESP-FEG
Prof. Dr. FERNANDO BERNARDI DE SOUZA
UNESP-FEB
Prof. Dr. RENATO DA SILVA LIMA
UNIFEI
Junho de 2008
DADOS CURRICULARES
ARTUR HENRIQUE MOELLMANN
NASCIMENTO 07.05.1969 – SÃO PAULO / SP
FILIAÇÃO Henrique José Flores Moellmann
Augusta Tereza Tavernari Flores Moellmann
1988/1992 Curso de Graduação
Engenharia Mecânica - Faculdade de Engenharia do
Campus de Guaratinguetá da Universidade Estadual
Paulista.
1998/2001 Curso de Especialização em Gestão Empresarial na
Fundação Getúlio Vargas.
2005/2008 Curso de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica,
nível de Mestrado, na Faculdade de Engenharia do
Campus de Guaratinguetá da Universidade Estadual
Paulista.
Dedico este trabalho à minha mãe Augusta, a quem tenho como
grande ensinamento de superação frente aos sucessivos e
iminentes perecimentos da própria vida, mesmo quando
ingenuamente desenganada.
AGRADECIMENTOS
Agradeço, primeiramente, ao meu orientador, Prof. Dr. Fernando Augusto Silva
Marins, pelo conhecimento transmitido e pela forma didática com que tratou as
minhas dúvidas. Com sua erudição, tolerância e determinação, o Dr. Fernando foi
mais que um mentor, foi um porto seguro para as minhas inúmeras preocupações,
ensinando-me a contornar as dificuldades quando as barreiras pareciam
intransponíveis. A sua visão, experiência e sabedoria contribuíram, fortemente, para o
meu amadurecimento acadêmico, profissional e pessoal, necessários para a elaboração
deste trabalho.
Agradeço, também, aos meus amigos, Antônio Vasco Nunes Brasil, diretor-
presidente da PH-Brasil consultoria, e Azhaury Carneiro da Cunha Filho, diretor-
presidente da Mectron Eng. Ind. e Com., que me instigaram ao desafio de estudar e
experimentar a transformação dos processos empresariais comumente utilizados pelas
nossas empresas, adaptando-os à visão holística da Teoria das Restrições.
Não posso deixar de agradecer ao Prof. Dr. João Murta Alves, do ITA/CTA, pela
suas iniciativas em disseminar os trabalhos acadêmicos de seus alunos nas empresas,
evidenciando que a chave do crescimento não está nas novidades. Está, sim, nas
inovações sobre o conhecimento existente.
Do mesmo modo, um agradecimento especial ao Glauco Rebello, ex-chairman
da Garret
©
do Brasil. Sempre disposto a contribuir com a sua experiência, o Dr.
Glauco foi um dos pioneiros em trazer a Teoria das Restrições para o nosso país, tendo
me motivado com o seu empreendedorismo e espírito inovador.
Igualmente, não tenho como mensurar a gratidão pelo meu amigo, o Brigadeiro-
do-Ar Walker Gomes, ex-Vice-Diretor do CTA e ex-Subdiretor de Planejamento da
DIRMAB. O Brigadeiro Walker é um grande empreendedor e estudioso, em
patrocínio da disseminação da TOC. Sua dedicação pessoal e experiência foram
fundamentais para reestruturar coerentemente o trabalho durante a revisão do texto
final.
Cumpri-me, ainda, a obrigação de agradecer ao meu amigo Reinaldo Fagundes
dos Santos, diretor-presidente da Siber do Brasil S.A., que fez desta empresa o estado-
da-arte na combinação lógica e arrojada de várias inovações do empresariamento
corporativo, evidenciando que não superação e diferenciação competitiva sem o
confrontamento com os modelos administrativos contemporâneos. Empresário audaz e
de grande visão, o Dr. Reinaldo esteve sempre disposto a tentar novas formas de
administração, mesmo correndo os riscos intrínsecos dos processos de mudança.
Por fim, agradeço aos Professores, o Dr. Fernando Bernardi de Souza, da
UNESP-FEB, o Dr. Renato da Silva Lima, da UNIFEI, e o Dr. Humberto Rosseti
Baptista, da Goldratt Scholls, cujas valiosas contribuições auxiliaram-me na
elucidação de uma série de incógnitas relevantes sobre o tema.
“Aos que têm iniciativa,
são atentos às oportunidades,
aceitam desafios,
administram a mudança
e criam as organizações de amanhã.”
Prof. Dr. José Carlos Assis Dornelas
MOELLMANN, A. H. Aplicação da Teoria das Restrições no Gerenciamento da
Cadeia de Suprimentos. 2008. 163f. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica
concentração em Engenharia de Produção) Faculdade de Engenharia do Campus
de Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista, Guaratinguetá, 2008.
RESUMO
Este trabalho apresenta uma aplicação real da teoria das restrições (theory of
constraints - TOC) no gerenciamento de uma cadeia de suprimentos, demonstrando
como esta metodologia pode trazer importantes melhorias no desempenho global do
sistema de abastecimento. Tais melhorias são obtidas por intermédio da redução dos
níveis gerais de estoques e, ao mesmo tempo, pela minimização das oportunidades de
vendas perdidas, ocasionadas devido à indisponibilidade de produtos nos pontos de
consumo (clientes finais). Os principais conceitos da TOC, tais como, os processos de
raciocínio, a programação tambor-pulmão-corda (TPC) e o TPC-simplificado, foram
adaptados do ambiente de manufatura para a utilização prática numa cadeia de
suprimentos, permitindo a emersão dos principais dilemas que afetam o desempenho
do processo de distribuição. A compreensão deste contexto propicia um melhor
balanceamento entre os ganhos globais da cadeia e os ganhos pontuais de cada
parceiro. Salienta-se, ainda, que o processo de estoque gerenciado pelo fornecedor
(vendor-managed inventory - VMI) e os recursos do business-to-business (B2B) são
fortalecidos quando utilizados junto aos preceitos da TOC, robustecendo o
desempenho do sistema e diminuindo, ainda mais, os níveis de estoques, através da
minimização do efeito chicote (bullwhip effect). Uma aplicação prática é apresentada
para evidenciar a viabilidade e os benefícios da proposta, em que o ERP CIS
(Customer Integrated System) utiliza, em seu módulo logístico, o VMI integrado à
TOC e a um B2B na internet. O modelo opera como um sistema de planejamento e
programação avançados (advanced planning and scheduling APS), realizando todo o
compartilhamento de informações entre os ERPs, desde os fornecedores até os
clientes.
PALAVRAS-CHAVE: Teoria das restrições, gerenciamento da cadeia de
suprimentos, estoque gerenciado pelo fornecedor, business-to-business
MOELLMANN, A. H. Application of the Theory of Constraints to Supply Chain
Management. 2008. 163f. Dissertation (Master of Science in Mechanical Engineering
Production Engineering concentration) Engineering College from the Campus of
Guaratinguetá, São Paulo State University, Guaratinguetá, 2008.
ABSTRACT
This research presents a real application of the theory of constraints (TOC) to the
management of a supply chain, in order to demonstrate how this methodology can
introduce important improvements in the entire supply system performance. These
improvements are gained by decreasing the general inventory levels and, at the same
time, reducing losses of sales opportunities due to the lack of goods at sales points
(end-customers). The main concepts of TOC, as the thinking process, the drum-buffer-
rope schedule (DBR) and the simplified-DBR, were adapted from the manufacturing
environment to a practical use in a supply chain, providing a better perception of the
abstruse dilemmas that constrains the performance of the distribution system. The
comprehension of this context enables a better balance between the global gains of the
supply chain and each local earnings of each partner. Moreover, the vendor-managed
inventory (VMI) and the business-to-business (B2B) are strengthened when related
with the TOC conception, making a robust system performance and decreasing, even
more, the inventory levels, by minimizing the bullwhip effect. A practical application
is presented to evidence the feasibility and the benefits of this proposal, where the CIS
ERP (Customer Integrated System) relates its logistic module the integrated VMI to
TOC and B2B to the internet. This model operates as an advanced planning and
scheduling system (APS), accomplishing all data sharing between the ERPs from the
suppliers to the customers.
KEYWORDS: Theory of constraints, supply chain management, vendor-managed
inventory, business-to-business ………………………………………………………
LISTA DE FIGURAS
FIGURA 1 – Fontes de pesquisa consultadas e referenciadas................................ 26
FIGURA 2 – SCM: integrando e gerenciando os processos empresariais
através da cadeia de suprimentos..................................................... 39
FIGURA 3 – Cadeia de suprimentos tradicional ................................................... 42
FIGURA 4 – Amplificação da demanda ou efeito chicote..................................... 45
FIGURA 5 – O método de focalização em 5 etapas ............................................. 52
FIGURA 6 – Analogia entre as marchas militares e a subordinação do sistema
ao seu RRC ..................................................................................... 56
FIGURA 7 – O pulmão de expedição ................................................................... 58
FIGURA 8 – O pulmão do RRC ........................................................................... 59
FIGURA 9 – O pulmão de convergência .............................................................. 60
FIGURA 10 – Alocação dos pulmões do RRC, de convergência e de expedição
em uma linha de manufatura, de acordo com o método de
programação TPC.......................................................................... 61
FIGURA 11 – Lógica da programação tambor-pulmão-corda (TPC) .................... 63
FIGURA 12 – Representação da importância do G-I-DO para o mundo dos
ganhos........................................................................................... 69
FIGURA 13 – Principal dilema entre os parceiros da cadeia de suprimentos ........ 73
FIGURA 14 – Principal dilema do ponto de vista interno dos parceiros da
cadeia de suprimentos.................................................................... 75
FIGURA 15 – Ponto de equilíbrio a ser determinado para satisfazer o principal
dilema do ponto de vista interno dos parceiros da cadeia de
suprimentos ................................................................................... 77
FIGURA 16 – Analogia: de fluxo intermitente (fornecimento em lote) para
fluxo contínuo (distribuição “puxada”).......................................... 79
FIGURA 17 – Analogia para distribuição “puxada” ............................................. 81
FIGURA 18 – Demanda e capacidade para um RRC em potencial ....................... 84
FIGURA 19 – Comparação entre os modelos TPC tradicional e
TPC-simplificado .......................................................................... 85
FIGURA 20 – O processo de implementação TPC-simplificado........................... 86
FIGURA 21 – O processo de distribuição “empurrada” ........................................ 87
FIGURA 22 – O processo de distribuição “puxada” ............................................. 89
FIGURA 23 – Explorar e subordinar na distribuição ............................................ 106
FIGURA 24 – Estrutura hierarquizada dos indicadores de desempenhos locais
e globais ....................................................................................... 109
FIGURA 25 – Ilustração dos sistemas: convencional, VMI e consignação............ 114
FIGURA 26 – Ilustração dos sistemas de TI ......................................................... 117
FIGURA 27 – Ilustração da nova arquitetura dos sistemas de TI através do APS . 118
FIGURA 28 – Proposta TOC-VMI-B2B para o SCM com RRC ativo.................. 121
FIGURA 29 – Proposta TOC-VMI-B2B para o SCM sem RRC ativo
(TPC-Simplificado) ....................................................................... 125
FIGURA 30 – Gestão da Siber do Brasil S.A. com foco no cliente, através do
CIS................................................................................................ 131
FIGURA 31 – CIS na cadeia de suprimentos utilizando a
TOC-VMI-B2B & APS................................................................. 133
LISTA DE TABELAS
TABELA 1 – Ferramentas dos processos de raciocínio da TOC e suas
aplicações ...................................................................................... 67
TABELA 2 – Indicadores da Siber do Brasil antes e depois da
implementação do sistema TOC-VMI-B2B.................................... 139
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABC -
Activity Based Costing
APICS -
American Production and Inventory Control Society, Inc.
APR -
Árvore de Pré-requisitos
APS -
Advanced Planning and Scheduling
ARA -
Árvore da Realidade Atual
ARF -
Árvore da RealidaFutura
AT -
Árvore de Transição
B2B -
Business-to-Business
BSC -
Balanced Scorecard
CIS -
Customer Integrated System
CSCMP -
Council of Supply Chain Management Professionals
CTV -
Custos Totalmente Variáveis
DO -
Despesa Operacional
DRP -
Distribution Resource Planning
ERP -
Enterprise Resource Planning
G -
Ganho
I -
Investimento
JIT -
Just-in-Time
LL -
Lucro Líquido
MPS -
Master Production Schedule
MRP -
Material Requirement Planning
MRP-II -
Manufacturing Resource Planning
OPT -
Optimum Production Technology
P&G -
Procter e Gamble
PV -
Produtos Vendidos
RRC -
Recurso Restritivo de Capacidade
RSI -
Retorno sobre o Investimento
SC -
Supply Chain
SCM -
Supply Chain Management
TI -
Tecnologia da Informação
TIC -
Tecnologia da Informação e Comunicação
TOC -
Theory of Constraints
TPC -
Tambor-Pulmão-Corda
TPC-S -
Tambor-Pulmão-Corda Simplificado
TQC -
Total Quality Control
VMI -
Vendor-Managed Inventory
WIP -
Work-in-Process
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................... 16
1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O CENÁRIO E RELEVÂNCIA DO
ASSUNTO..................................................................................................... 16
1.2 OBJETIVOS, JUSTIFICATIVAS E DELIMITAÇÕES DA PESQUISA........ 19
1.2.1 Objetivo geral............................................................................................. 19
1.2.2 Objetivos específicos .................................................................................. 19
1.2.3 Justificativas, fatores motivacionais e delimitações do trabalho ............. 20
1.3 MÉTODO E CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA .......................................... 22
1.3.1 Revisão da literatura.................................................................................. 22
1.3.2 Método, classificação e estratégia de pesquisa.......................................... 27
1.3.2.1 Método de pesquisa: estudo de caso.......................................................... 30
1.3.3 Considerações finais sobre os métodos adotados para a pesquisa........... 33
1.4 ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO .............................................................. 34
2 FUNDAMENTOS TEÓRICOS....................................................................... 37
2.1 GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS.............................. 37
2.1.1 O MRP e sua influência no cenário contemporâneo do SCM.................. 41
2.1.2 O efeito chicote (the bullwhip effect).......................................................... 45
2.2 TEORIA DAS RESTRIÇÕES (Theory of Constraints - TOC)........................ 48
2.2.1 Fundamentos da TOC................................................................................ 49
2.2.1.1 O conceito de restrição.............................................................................. 49
2.2.1.2 O processo de focalização em 5 etapas (melhoria contínua) ...................... 51
2.2.1.3 A programação tambor-pulmão-corda (TPC) ............................................ 54
2.2.1.4 Os processos de raciocínio da TOC........................................................... 64
2.2.1.5 O mundo dos custos e o mundo dos ganhos............................................... 67
2.3 A APLICAÇÃO DA TOC NO SCM............................................................... 72
2.3.1 Os principais dilemas do SCM segundo a TOC ....................................... 72
2.3.2 Distribuição: sistema “empurrado” versus sistema “puxado”................. 78
2.3.3 O método tambor-pumão-corda simplificado (TPC-S)............................ 82
2.3.4 Distribuição “puxada” com o tambor-pulmão-corda simplificado ......... 86
2.3.5 TOC: paralelo entre manufatura e SCM.................................................. 89
2.3.6 O gerenciamento das restrições aplicado ao SCM ................................... 95
2.3.6.1 Primeiro passo: identificar a restrição no SCM.......................................... 98
2.3.6.2 Planejamento da demanda e posicionamento estratégico dos estoques ...... 99
2.3.6.3 Segundo passo: explorar a restrição no SCM............................................. 101
2.3.6.4 Terceiro passo: subordinar todo o sistema de SCM à restrição .................. 103
2.3.7 Considerações finais sobre a aplicação da TOC e o
gerenciamento das restrições no SCM ..................................................... 104
2.3.8 Garantia de desempenho ........................................................................... 107
2.4 VENDOR-MANAGED INVENTORY (VMI), BUSINESS-TO-BUSINESS
(B2B) E ADVANCED PLANNING AND SCHEDULING (APS) ..................... 111
2.4.1 Vendor-managed inventory (VMI) ............................................................. 113
2.4.2 Internet e business-to-business (B2B)......................................................... 115
2.4.2.1 Internet ..................................................................................................... 115
2.4.2.2 Business-to-business (B2B)....................................................................... 116
2.4.3 Advanced planning and scheduling (APS) ................................................. 117
3 O MODELO PROPOSTO: O SISTEMA HÍBRIDO DE TOC
APLICADO AO SCM APOIADO PELO VMI-B2B ..................................... 120
3.1 CONCLUSÕES SOBRE O MODELO PROPOSTO...................................... 126
4 APLICAÇÃO REAL DO MODELO PROPOSTO: O CASO SIBER DO
BRASIL S.A..................................................................................................... 128
4.1 DESCRIÇÃO DA EMPRESA E CENÁRIO................................................... 128
4.2 O SISTEMA DE ERP CUSTOMER INTEGRATED SYSTEM (CIS) ............... 131
4.3 A INTEGRAÇÃO CIS & TOC-VMI-B2B NA SIBER DO BRASIL.............. 132
4.4 RESULTADOS E CONCLUSÕES................................................................. 138
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES ........................................... 140
REFERÊNCIAS ................................................................................................. 143
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA .................................................................... 150
16
1 INTRODUÇÃO
1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O CENÁRIO E RELEVÂNCIA DO ASSUNTO
O Council of the Supply Chain Management Professionals (CSCMP) define que
o gerenciamento da cadeia de suprimentos (supply chain management SCM)
compreende o planejamento e a administração de todas as atividades envolvidas em
fornecimento, aquisição, transposição, permuta e gerenciamento logístico, incluindo
também a coordenação e colaboração com os canais de distribuição, sejam eles
fornecedores, intermediários, prestadores de serviços terceirizados e clientes. Por estas
razões, o SCM integra o gerenciamento do suprimento e da demanda dentro e através
das empresas.
Com a contínua evolução e melhoramento das ferramentas de SCM,
desenvolvidas mais intensamente a partir da 2
a
. metade da década de 90, são
perceptíveis os benefícios obtidos em otimização e eficácia, devido fundamentalmente
à integração conjunta dos processos entre os membros predecessores e sucessores da
cadeia de suprimentos, especialmente quando comparados com o desempenho dos
envolvidos agindo isoladamente, mais precisamente no atendimento das necessidades
dos clientes finais.
Todavia, apesar de toda a evolução e aperfeiçoamento desenvolvidos, verifica-se
na prática que, em sua grande maioria, as cadeias de suprimentos ainda apresentam
deficiências crônicas que comprometem os resultados.
De acordo com Goldratt et al. (2000), dentre as várias deficiências que precisam
ser solucionadas nas organizações, podem ser citadas:
Informações dispersas em termos de previsões, estoques, planejamento e
tendências;
Lead times muito longos;
Grande número de prazos não cumpridos, ou cumpridos com muito esforço
extra;
Falhas freqüentes de inventário e nas quantidades necessárias dos materiais;
Altos níveis de estoques no sistema como um todo;
17
No varejo, excesso geral de estoques e, ao mesmo tempo, falta pontual de
produtos;
Altos níveis de devolução;
Obsolescência e baixo giro de estoques;
Grande número de embarques emergenciais e dos níveis de expedição;
Custos significativos de transporte;
Mudanças freqüentes e/ou ausência de controle sobre as prioridades;
Muitas programações ao mesmo tempo;
Conflitos na programação dos recursos logísticos;
Falta de comprometimento dos clientes chave.
Posto isto, faz-se necessário o estudo das relações e dos processos entre todos os
membros da cadeia de suprimentos, desde o fornecimento primário até o consumidor
final, e a identificação das causas sicas destes problemas, através da exploração e do
entendimento sobre os seguintes aspectos:
a. Os paradigmas e os processos tradicionais de administração no meio
empresarial;
b. As análises do ponto de vista da programação das fábricas versus as
estratégias voltadas aos interesses do mercado;
c. Os dilemas e conflitos que se sobrepõem tanto aos interesses do mercado
quanto de cada elo da cadeia;
d. As deficiências no relacionamento colaborativo e nas parcerias estratégicas
entre os membros da cadeia;
e. O desbalanceamento entre os níveis gerais de estoques e a demanda;
f. A ausência de uma comunicação precisa, ágil e alinhada com os interesses
internos e globais (mercado).
É nesse contexto que essa dissertação se insere, em que a alternativa estudada,
desenvolvida e implementada procurou agregar a propriedade intelectual e técnica de
várias áreas do conhecimento, no sentido de melhor gerenciar uma cadeia de
suprimentos.
18
A abordagem sistêmica da teoria das restrições (theory of constraints TOC)
mostrou ser de grande valia para enfrentar este desafio, contribuindo globalmente com
o processo de SCM, cujo sucesso se traduz em atender todas as oportunidades de
vendas com o menor custo total (menores inventários, maior otimização em
transporte e maiores giros de estoque).
Agregado a esta perspectiva, o estoque gerenciado pelo fornecedor (vendor-
managed inventory VMI) vem ao encontro desta proposta, facilitando o
gerenciamento para aplicação da TOC e vice-versa no SCM. Neste trabalho, o VMI se
refere ao acordo por meio do qual o fabricante é o responsável por manter e gerenciar
os níveis dos estoques de seus produtos acabados nos seus distribuidores e clientes
(MONCZKA et al., 2005).
Por último, todo sistema de suprimentos necessita de uma arquitetura
informatizada para a troca de informações precisas, seguras e em tempo real. Sob este
aspecto, as soluções business-to-business (B2B) permitem uma comunicação mais
eficaz, integrando as organizações e seus processos e seus fornecedores, clientes,
parceiros estratégicos e distribuidores (BERTAGLIA, 2003).
Finalizando, o núcleo do emprego da TOC no SCM envolve todo o
gerenciamento dos estoques ao longo da cadeia através do elo convergente: o
fabricante de produtos acabados. E a parcela do sistema na qual o controle dos
estoques dos clientes é feita por este fabricante caracteriza-se então como um modelo
de VMI.
Contudo, todo o processo seria inviável sem os recursos do B2B através da
internet. Do mesmo modo, é também por meio da internet que todos os sistemas de
planejamento dos recursos empresariais (enterprise resource planning ERP) são
integrados através de uma arquitetura informatizada de planejamento e programação
avançados (advanced planning and scheduling APS) entre todos os parceiros
(Automotive Design & Production, 1999), demonstrando, enfim, o co-relacionamento
entre a TOC e as soluções VMI-B2B-APS.
19
1.2 OBJETIVOS, JUSTIFICATIVAS E DELIMITAÇÕES DA PESQUISA
1.2.1 Objetivo geral
Este trabalho tem como objetivo melhorar o desempenho global das cadeias de
suprimentos por intermédio da redução do nível global de estoques ao longo delas e,
ao mesmo tempo, garantir as vendas, através da disponibilidade dos produtos ao
consumidor final, em qualquer circunstância. Para atingir este intento, os conceitos
clássicos da Teoria das Restrições (Theory of Constraints
TOC) foram utilizados e
adaptados para aplicações no SCM, com o propósito de eliminar ou, pelo menos,
minimizar as dificuldades relacionadas nas considerações iniciais.
1.2.2 Objetivos específicos
Para atingir o objetivo geral, torna-se essencial:
1. Fundamentar o desenvolvimento de um modelo de aplicação da TOC capaz
de contribuir para a gestão eficaz de uma SCM, através dos seguintes
aspectos:
i. Compreensão e dissipação dos principais dilemas presentes nas cadeias
de suprimentos convencionais;
ii. Mudança da percepção sobre o relacionamento colaborativo entre os
fornecedores, fabricantes, distribuidores e varejistas (ou lojistas);
iii. Adoção de uma nova estratégia de distribuição e reabastecimento,
baseada na visão holística de ganhos da TOC;
iv. Utilização do VMI para robustecer e impulsionar, ainda mais, a eficácia
deste novo processo, estreitando a colaboração e a confiança entre os
membros da cadeia de suprimentos;
v. Verificação de formas de interação do B2B e do APS, agregados à TOC
e ao VMI, de maneira a promover uma rápida e precisa comunicação
entre os envolvidos;
20
vi. Adequação dos processos de manufatura para atender esta nova
estratégia.
2. Justificar a sustentação do modelo através de estudos e pesquisa acadêmica;
3. Demonstrar o desenvolvimento da lógica para o delineamento deste sistema
proposto;
4. Evidenciar a viabilidade do modelo, por intermédio da aplicação prática em
uma empresa de médio porte.
1.2.3 Justificativas, fatores motivacionais e delimitações do trabalho
A perspectiva de contribuir para a evolução dos atuais processos de SCM é o
maior motivador para fundamentar os objetivos deste projeto, cujas razões
fundamentam-se pelos seguintes argumentos:
1. Encontrar uma alternativa aos SCMs convencionais que melhor confronte as
atuais dificuldades, face aos problemas ainda freqüentemente verificados em
informações, prazos, estoques, disponibilidade, transporte e reabastecimento,
não obstante todo o know-how, ferramentas e tecnologias atualmente
disseminados;
2. Enfatizar o aspecto holístico na administração da logística de distribuição ,
com foco no aumento de ganho na cadeia como um todo (eficiência global),
em detrimento do sistema de referência tradicional (eficiência local), por
acreditar que a busca da eficiência local é a principal origem das dificuldades
apresentadas;
3. Verificar o potencial do uso conjunto das soluções propostas, através da
aplicação prática da TOC com o suporte do VMI-B2B-APS;
4. Idealização do modelo a partir do interesse pessoal e da vivência profissional
do autor pelo emprego da TOC em vários campos, incentivado com a
aplicação prática da metodologia em outras indústrias.
É particularmente importante explicitar que o atual estudo é voltado para cadeias
de suprimentos cujas demandas são baseadas em previsões, não sendo objetivo desta
21
pesquisa a sua utilização em sistemas onde as demandas são baseadas em pedidos sob
encomenda.
A aplicação prática do modelo na Siber do Brasil S.A., empresa objeto de estudo
desta pesquisa, foi facilitada pela total confiança existente entre a empresa e seus
clientes/fornecedores, cuja credibilidade foi construída ao longo de mais de uma
década, com total reciprocidade e engajamento entre todos os envolvidos na cadeia de
suprimentos. Para tanto, foi fundamental a maturidade e a visão estratégica da alta
administração da empresa.
Sob este aspecto, verifica-se, paralelamente, que outros casos práticos
envolvendo implementações com a TOC em outras companhias, seja de forma isolada
ou associada a outros processos, partiram, em sua maioria, de seus dirigentes, cujas
iniciativas procuram e perseguem alternativas para fomentar melhorias
empreendedoras (porém silenciosas) de gestão, não se deixando influenciar pela
inércia decorrente de um provável desempenho empresarial estável. Esta postura é
fundamental para proteger estas companhias contra possíveis ameaças em caso de
futuras mudanças no cenário empresarial globalizado.
Ainda em relação à aplicação prática do modelo, houve uma fase de transição do
sistema tradicional para o projeto proposto, em que foi essencial criar uma estrutura
para lastrear a condição financeira dos parceiros mais sensíveis, normalmente situados
nas posições mais primárias da cadeia de suprimentos, cujos fluxo-de-caixa e capital-
de-giro eram mais vulneráveis, justamente por estarem mais distantes do consumidor
final.
Em razão das peculiaridades empresariais da Siber do Brasil S.A., uma
multinacional de médio porte, voltada para seu regime de mercado específico (o qual
será detalhado mais a frente), é desejável que o modelo seja estudado, adaptado e
validado em outros segmentos de mercado, com características de logística e
distribuição diferenciadas, incluindo as avaliações do tipo de produto, flutuação e
sazonalidade de mercado, volume de vendas, sensibilidade tecnológica, mix de
produtos e complexidade da árvore de produto.
22
1.3 MÉTODO E CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
Segundo Severino (2002), em relação às características qualitativas de um
trabalho científico, deve-se estabelecer a sua procedência em termos da pesquisa e
reflexão, de forma que venham a focalizar os aspectos:
Pessoal: exige do pesquisador um envolvimento tal que seu objetivo de
investigação passe a fazer parte de sua vida;
Autônomo: o trabalho é fruto de um esforço do próprio pesquisador;
Criativo: não se trata mais de aprender ou apropriar-se da ciência acumulada,
mas de colaborar no desenvolvimento da ciência;
Rigoroso: não lugar para espontaneísmo, diletantismo, senso comum e
mediocridade.
A dissertação de mestrado “trata-se da comunicação dos resultados de uma
pesquisa e de uma reflexão, que versa sobre um tema igualmente único e delimitado”
(SEVERINO, 2002).
1.3.1 Revisão da literatura
Conforme Marconi e Lakatos (2001), a pesquisa bibliográfica, por sua própria
natureza, constitui-se de fontes secundárias de dados coletados por outros
pesquisadores.
No caso desta dissertação, foi composta de material elaborado, disponível em
vários meios. A pesquisa foi fortemente embasada em documentos publicados em
forma de livros, revistas, periódicos científicos, teses, dissertações e publicações
avulsas.
De forma menos científica, mas não menos relevante, para este trabalho também
ressalta-se o complemento de exploração destas referências através de consultorias,
imprensa escrita e internet.
23
Todo este conjunto propiciou o contato direto com a maior quantidade possível
de material escrito e divulgado acerca dos assuntos abordados durante o
desenvolvimento deste projeto, sejam eles sob um contexto isolado ou em conjunto.
Fontes e bases de dados pesquisadas:
a. Grupo Elsevier (Copyright © 2008 Elsevier B.V.) – base de dados on line:
i. ScienceDirect (ScienceDirect®): biblioteca digital para artigos e
informações científicas, técnicas e médicas. Documentos disponíveis na
língua inglesa;
ii. Scopus (Scopus®): base de dados de resumos e citações de literatura
sobre pesquisa e investigação científica. Documentos disponíveis na
língua inglesa;
b. Emerald Group Publishing (Copyright © 2008 Emerald Group Publishing
Limited): jornais, periódicos e literatura de pesquisa e investigação científica
sobre negócios e gerenciamento. Documentos disponíveis na língua inglesa;
c. Taylor & Francis Group (Copyright © 2008 Taylor & Francis Group):
fornecedor global de informações eletrônicas por meio de jornais e
publicações para os segmentos acadêmico, profissional e comercial.
Documentos disponíveis na língua inglesa;
d. ProQuest (Copyright © 2008 ProQuest LLC): dissertações, teses,
publicações, livros, coleções, jornais, periódicos, coleções digitais, livros fora
de catálogo, diretórios telefônicos. Segmentos: negócios e economia,
referência geral, humanidades, e conteúdo científico/técnico/médico.
Documentos disponíveis na língua inglesa;
e. Harvard Business School Publishing (Copyright © 2008 Harvard Business
School Publishing Corporation): publicações, artigos, livros, coleções,
jornais, conferências, cases, relatórios especiais e vídeos sobre negócios.
Documentos disponíveis nas línguas inglesa e portuguesa;
f. Portal de Periódicos CAPES (Copyright © 2008 Periodicos.capes.gov.br):
textos completos de artigos de mais de 12.365 revistas internacionais,
nacionais e estrangeiras, e 126 bases de dados com resumos de documentos
em todas as áreas do conhecimento. Inclui também banco de teses e uma
24
seleção de importantes fontes de informação acadêmica com acesso gratuito
na Internet. Documentos disponíveis nas línguas inglesa, portuguesa e
espanhola;
g. Anais do Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações
Internacionais (SIMPOI / POMS) 2002 a 2007 Realização: FGV-EAESP /
Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio
Vargas Departamento de Administração da Produção e Operações POI.
Documentos disponíveis nas línguas inglesa e portuguesa;
h. Anais do Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP /
ICIEOM) 1996 a 2007 Realização: Associação Brasileira de Engenharia de
Produção ABEPRO. Documentos disponíveis na língua inglesa e
portuguesa;
i. Anais do Simpósio de Engenharia de Produção (SIMPEP) VI a XIV edição
Realização: Universidade Estadual Paulista UNESP Faculdade de
Engenharia Departamento de Engenharia de Produção Campus de Bauru.
Documentos disponíveis na língua portuguesa;
j. Supply Chain Management - Top Ten Articles and Full List of Papers
Wichita State University: fonte de referências dos artigos sobre SCM
contemporâneos mais citados. Documentos disponíveis na língua inglesa;
k. EBSCO Host Research Databases 2008 EBSCO Industries, Inc.) (acesso
a partir do banco de dados da biblioteca da University of Cincinnati OHIO
EUA): referências para banco de dados voltados à pesquisa industrial e
acadêmica, jornais on-line, publicações, artigos e livros. Segmentos:
faculdades e universidades; hospitais e instituições médicas; empresas e
indústrias; instituições governamentais; coleções de arquivos, documentos,
livros e registros públicos. Documentos disponíveis na língua inglesa.
Durante o processo de exploração bibliográfica, verificou-se que escassez de
material acadêmico e científico relacionando o emprego da TOC no gerenciamento da
cadeia de suprimentos. É ainda mais restrita a disponibilidade de publicações relatando
aplicações na prática ou estudos de casos.
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Mabin e Balderstone (2003) denotam esta carência de publicações relevantes
sobre o tema TOC e SCM, uma vez que a grande maioria dos materiais disponíveis em
periódicos apresenta apenas uma revisão da literatura e da metodologia, em alguns
casos também acompanhados de simulações. Ressalta-se, porém, que o processo de
pesquisa para este trabalho não identificou matérias científicas reportando aplicações
práticas ou estudos de caso.
Para os acadêmicos, profissionais e outros interessados em conhecer a TOC e
suas aplicações no SCM, as referências em linguagem e lógica mais usuais e acessíveis
encontram-se, predominantemente, disponíveis apenas através de publicações de
livros, white-papers, e materiais contendo auto-treinamento via web através dos sites
de consultorias especializadas, não sendo amplamente difundidos estudos científicos
sobre o tema. Porém, ressalta-se que estas publicações, em geral, ainda não usufruem
do necessário reconhecimento científico no meio acadêmico.
Ainda exclusivamente para a TOC aplicada ao SCM, podemos referenciar como
mais preponderantes os livros “Necessária sim, mas não suficiente” (GOLDRATT;
SCHRAGENHEIM; PTAK, 2000), “Visão viável: transformando o faturamento em
lucro líquido” (KENDALL, 2007), e Manufacturing at warp speed: optmizing supply
chain financial performance” (SCHRAGENHEIM; DETTMER, 2001).
Analogamente, dentre os artigos e white-papers mais abrangentes sobre TOC e
SCM incluen-se: Applying the theory of constraints to supply chain collaboration
(SIMATUPANG; WRIGHT; SRIDHARAN, 2004), The theory of constraints'
thinking process approach to developing strategies in supply chain” (RAHMAN,
2002), “Utilização do sistema de produção da teoria das restrições na gestão da cadeia
de suprimentos: uma revisão conceitual” (SOUZA et al., 2004), e Simplified Drum-
Buffer-Rope: a whole system approach to high velocity manufacturing
(SCHRAGENHEIM; DETTMER, 2000). Aqui ressalta-se que no paper de Rahman
(2002) apenas cita-se o VMI, sem correlacioná-lo no emprego junto à TOC.
Dentro destas circunstâncias, também não foram encontrados artigos
relacionando de forma sistêmica o emprego da TOC-VMI ao SCM. Em contrapartida,
o paper entitulado Integrating the theory of constraints into supply chain
management (UMBLE; UMBLE, 2002) apenas esclarece que a TOC vem ao
26
encontro dos potenciais benefícios do VMI, por meio da contribuição prestada pelo
fabricante na determinação dos níveis adequados de estoques dos seus clientes.
Da mesma forma, os principais artigos consultados e referenciados com respeito
ao VMI foram: Supply chain integration in vendor-managed inventory (YAO et al.,
2007), e The effect of vendor managed inventory (VMI) dynamics on the bullwhip
effect in supply chains” (DISNEY; TOWILL, 2003).
Finalmente foi adotad