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ANÁLISE DIALÉLICA DE LINHAGENS VISANDO
À PRODUÇÃO DE MILHO VERDE
FABRICIO RODRIGUES
2007
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i
FABRICIO RODRIGUES
ANÁLISE DIALÉLICA DE LINHAGENS VISANDO À
PRODUÇÃO DE MILHO VERDE
Dissertação apresentada à Universidade Federal
de Lavras como parte das exigências do
Programa de Pós-Graduação em Agronomia,
área de concentração Genética e Melhoramento
de Plantas, para a obtenção do título de
"Mestre".
Orientador
Prof. Dr. Renzo Garcia Von Pinho
LAVRAS
MINAS GERAIS-BRASIL
2007
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Ficha Catalográfica Preparada pela Divisão de Processos
Técnicos da Biblioteca Central da UFLA
Rodrigues, Fabricio
Análise dialélica de linhagens visando à produção de milho
Verde / Fabricio Rodrigues. – Lavras
: UFLA, 2007.
51 p. : il.
Orientador: Renzo Garcia Von Pinho.
Dissertação (Mestrado) - UFLA.
Bibliografia.
1. Zea mays. 2. Capacidade de combinação. 3. correlação genética. 4. Índice de
seleção. I. Universidade Federal de Lavras. II. Título.
CDD-633.1523
iii
FABRICIO RODRIGUES
ANÁLISE DIALÉLICA DE LINHAGENS VISANDO A PRODUÇÃO DE
MILHO VERDE
Dissertação apresentada à Universidade Federal
de Lavras como parte das exigências do
Programa de Pós-Graduação em Agronomia,
área de concentração Genética e Melhoramento
de Plantas, para a obtenção do título de
"Mestre".
APROVADA em 2 de abril de 2007
Prof. Dr. João Cândido de Souza UFLA/DBI
Prof. Dr. Luiz Antonio Augusto Gomes UFLA/DAG
Prof. Dr. Renzo Garcia Von Pinho
(Orientador)
LAVRAS
MINAS GERAIS-BRASIL
iv
A Deus,
Aos meus pais, Ademir Nazaré Rodrigues e
Maria José da Conceição Vitoriano Rodrigues;
A meus irmãos, Fabiano, Laira e Anderson;.
Aos meus amigos de República e de sala de aula;
A minha namorada, Jeanne;
A todos que ajudaram na construção deste trabalho,
DEDICO
!
v
AGRADECIMENTOS
A Deus pela força, paz e tranqüilidade nos momentos de superação.
À Universidade Federal de Lavras e ao Departamento de Biologia, pela
oportunidade de realização do mestrado.
À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pela
concessão da bolsa de estudos.
Ao professor Dr. Renzo Garcia Von Pinho, pela orientação e confiança na
realização do presente trabalho.
Aos professores e avaliadores Luiz Antonio Augusto Gomes e João Cândido de
Souza, pelos conselhos.
À empresa Geneseeds Recursos Genéticos em Milho Ltda., pelo fornecimento
das sementes.
Aos professores e pesquisadores do Departamento de Biologia da UFLA,
Magno A. P. Ramalho, João Bosco dos Santos, César Augusto Brasil e demais
professores, pelo aprendizado e convivência amigável.
Aos funcionários do setor de Grandes Culturas, João Pila, Manguinho, Agnaldo,
Alessandro, Julinho e, em especial, ao Marcinho, pela colaboração nos trabalhos
e amizade.
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Aos colegas e amigos da pós-graduação, Aisy, Zé Ângelo, Dheyne, Vanessa,
Juá, Josiane, Eduardo, Mônica, Zé Luiz, Flavinha, Passatempo, Quél, Francine,
Lívia e Gracielle, pela amizade e bons momentos em Lavras.
Aos amigos da república, Pedro, Paulo, Caju e Foguim, pela amizade e
convivência.
Aos amigos do Grupo do Milho, Iran, André Brito, Ivan, Mococa, Zé Luiz,
Marcelo, Goianinho, Thomas, Edmir, Cascalho, Tonim e demais integrantes.
Aos colegas Parrela, Heltim, Raoni, Jacaré, Marcio, Matheus, Cebola, Moreto,
Shirley e Adriano, pela amizade e apoio.
Às amigas Paula Torga, Elaine, Letícia, Cris, Ligia, Jú e Rafa.
A minha namorada, Jeanne, pelo carinho e apoio.
E a todos aqueles que contribuíram para a realização deste trabalho.
Muito obrigado!
vii
SUMÁRIO
Páginas
RESUMO.............................................................................................. i
ABSTRACT.......................................................................................... ii
1 INTRODUÇÃO................................................................................. 1
2 REFERENCIAL TEÓRICO........................................................... 3
2.1 Milho verde.................................................................................... 3
2.2 Avaliação de cultivares de milho verde....................................... 5
2.3 Melhoramento do milho verde..................................................... 7
2.3.1 Análise dialélica......................................................................... 8
2.3.2 Correlação genética.................................................................... 9
2.3.3 Índice seleção............................................................................... 10
3 MATERIAL E MÉTODOS............................................................. 13
3.1 Material genético.......................................................................... 13
3.2 Locais.............................................................................................. 14
3.3 Delineamento experimental e condução dos experimentos........ 14
3.4 Características avaliadas............................................................... 16
3.5 Análises estatísticas e genéticas.................................................... 18
3.5.1 Parâmetros genéticos e correlação genética.................................... 21
3.5.2 Índice de seleção.................................................................................. 22
4 RESULTADO E DISCUSSÃO........................................................ 24
5 CONCLUSÕES................................................................................. 45
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................ 46
viii
RESUMO
RODRIGUES, F. Análise dialélica de linhagens visando à produção de milho
verde. 2007. 51p. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento de
plantas) – Universidade Federal de Lavras, Lavras, MG.
*
O milho verde é utilizado na alimentação sob diversas formas, podendo
ser consumido in natura, cozido, assado ou processado. Além de agregar valor
ao produto, a comercialização de milho verde cresceu muito nos últimos anos.
Há escassez de informações sobre a avaliação e a obtenção de cultivares
destinadas à produção de milho verde e também sobre estudos genéticos das
características envolvidas nesta produção. Este trabalho teve por objetivo
estimar a capacidade geral (CGC) e a capacidade específica de combinação
(CEC) entre oito linhagens de milho em dois ambientes, estimar parâmetros
genéticos, a correlação genética e classificar híbridos para características
importantes na produção de milho verde. O delineamento utilizado foi de blocos
ao acaso com duas repetições, sendo avaliados 36 genótipos. Foram analisadas
sete características de interesse agronômico e comercial, para a produção de
milho verde. Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância
individual e conjunta, decompondo o efeito de genótipos em CGC e CEC.
Constatou-se que os efeitos não aditivos foram mais importantes que os efeitos
aditivos para a variação dos genótipos, o que possibilita inferir que a heterose é
importante na seleção de híbridos para a produção de milho verde. A avaliação
da produtividade de espigas empalhadas (PEE) é suficiente para definir quais
híbridos apresentam o melhor desempenho para a produtividade de espigas
comerciais (PEC), diâmetro (DIAM) e comprimento de espigas (COMP). Isto
indica que essas características podem ser descartadas do processo seletivo de
genótipos para a produção de milho verde. Os híbridos HS48, HS27, HS24,
HS25 e HS12 acumularam um maior número de características desejáveis em
um único genótipo, com base no índice de seleção baseado na soma de postos.
*
Comitê Orientador: Renzo Garcia Von Pinho – UFLA (Orientador)
i
ix
ABSTRACT
RODRIGUES, F. Diallel analysis inbred lines for production of vegetable
corn. 2007. 51p. Dissertation (Master in Plant Genetics and breeding) –
Universidade Federal de Lavras, Lavras, Minas Gerais, Brazil.
*
The vegetable corn is used for feeding under several forms, being
consumed cooked, roasted or processed. Besides associating better value to the
product, the commercialization grew a lot in the last years. There is shortage of
information on the evaluation and development of new genotypes destined to
vegetable corn production and also on genetic studies of traits involved in this
production. The purpose of this work was estimate the general combining ability
(GCA) and specific combining ability (SCA) among eight corn inbred lines in
two environments, to estimate genetic parameters, genetic correlation and to
classify the hybrids for important traits for vegetable corn production.
Randomized complete block design with two replications being 36 genotypes
and seven evaluated traits of agronomic and commercial interest were analyzed
for vegetable corn production. Individual and joint analyses were performed and
the genotype effect was partitioned into GCA and SCA effects. Non additive
genetic effects were more important than the additive for genotypes variation,
indicating that heterosis is important for hybrid selection for vegetable corn
production. Evaluation of husked ears yield (PEE) was enough to define which
hybrid presents better commercial ears productivity, diameter and corn ears
length. This indicates that those characteristics could be discarded in the
selection process of genotypes for vegetable corn production. The hybrids HS48,
HS27, HS24, HS25 and HS12 accumulated the largest number of desirable traits
in a single genotype based on the sum of ranks index.
*
Guidance Committe: Renzo Garcia Von Pinho-UFLA (Adviser)
ii
1
1 INTRODUÇÃO
O milho é uma das culturas mais importantes no mundo, em função de
sua produção, composição química e valor nutritivo. No Brasil, o cultivo do
milho vem desde antes da chegada dos europeus. Os índios, principalmente os
guaranis, tinham o cereal como o principal ingrediente de sua dieta. Com a
chegada dos portugueses, o consumo aumentou e novos produtos à base de
milho foram incorporados aos hábitos alimentares dos brasileiros (Matos et al.,
2006).
O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo e possui
grande potencial para a produção de milho verde. A sua comercialização é feita
diretamente para as indústrias, que comercializam na forma de conserva ou
enlatado, para as centrais de abastecimento dos grandes centros urbanos (Ceasa e
Ceagesp) que distribuem o milho empalhado para consumo in natura ou
elaboração de pratos típicos, como curau e pamonha e também em feiras livres.
Segundo dados do Agrianual (2006), foram comercializadas, no ano de 2004,
58.000 toneladas de milho verde somente na Ceagesp de São Paulo.
A comercialização de milho verde em Minas Gerais cresceu de,
aproximadamente, 5 mil toneladas, em 1986, para mais de 20 mil toneladas, no
ano de 2002. Apesar das oscilações no volume comercializado, é importante
considerar que o aumento de 400% em 15 anos foi relevante, comparado com à
evolução da produção e comercialização de outros produtos agrícolas no estado
(Pereira Filho, 2002).
A disponibilidade de cultivares destinadas à produção de milho verde é
muito escassa, havendo a necessidade de se desenvolver novos híbridos,
apropriados para esse segmento. No ano de 2007, somente nove cultivares foram
2
recomendadas para a produção de milho verde, dentre 275 cultivares de milho
disponíveis para a comercialização (Cruz, 2007).
O mercado consumidor exige o desenvolvimento de cultivares com
espigas de grãos dentados de cor amarela clara, espigas bem empalhadas,
grandes e cilíndricas e com sabugo claro e fino, pericarpo fino, com longevidade
de colheita e boa resistência à lagarta da espiga.
Qualquer programa de melhoramento terá sucesso no desenvolvimento
de novas cultivares, se for eficiente na seleção dos genitores a serem utilizados
nos cruzamentos e que resultem em híbridos com fenótipos de interesse.
A análise dialélica, devido ao grande número de informações que
oferece ao melhorista, é, freqüentemente, utilizada em programas de
melhoramento de diversas culturas. Dentre as metodologias, a proposta por
Griffing (1956) permite obter as estimativas da capacidade geral e específica de
combinação, além de proporcionar informações sobre a concentração de genes
predominantemente aditivos e não aditivos no controle das características.
Há escassez de informações no Brasil sobre a avaliação e a obtenção de
cultivares destinadas à produção de milho verde e também sobre estudos
genéticos de características envolvidas nesta produção.
Este trabalho teve por objetivo estimar a capacidade geral combinação e
a capacidade específica de combinação em um dialelo envolvendo oito linhagens
de milho em dois ambientes, estimar parâmetros genéticos, a correlação genética
e classificar híbridos para características importantes na produção de milho
verde.
3
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Milho verde
O milho é uma planta da família Poaceae, originária da América
Central, com grande capacidade de adaptação a diversos climas, sendo cultivada
em praticamente todas as regiões do mundo, nos hemisférios norte e sul, em
climas úmidos e regiões secas. Trata-se de um alimento rico em carboidratos,
considerado como energético; é também fonte de óleo e fibras e fornece
pequenas quantidades de vitaminas E, B1, B2 e ácido pantotênico, além de
alguns minerais, como o fósforo e o potássio (Matos et al., 2006).
Para o consumo in natura, o milho é, usualmente, colhido com os grãos
no estádio leitoso, entre 20 a 25 dias após a polinização, quando as espigas
apresentam cabelos de cor marrom. As espigas com grãos imaturos na ponta
tendem a possuir melhor qualidade que aquelas nas quais todos os grãos já
atingiram o tamanho máximo (Sawasaki et al., 1979).
Considerado uma hortaliça, por ser um produto muito perecível, o milho
verde tende a perder suas características comerciais em poucas horas,
dependendo da condição climática (Pereira Filho, 2003).
O milho verde é um dos vegetais mais populares dos EUA e Canadá,
consumido in natura e também utilizado pela indústria de enlatados, porém,
apresenta um sabor mais adocicado que as cultivares utilizadas no Brasil (Tracy,
1994). É utilizado em conserva, enlatado, congelado na forma de espigas ou
grãos, desidratado, colhido antes da polinização e usado como “baby corn” ou
mini-milho, e principalmente, para o consumo in natura (Souza et al., 1990).
4
O consumo de milho verde sempre foi uma tradição no Brasil e, hoje, é
comum a comercialização tanto do milho verde como de seus subprodutos
(pamonha, curau e suco), durante o ano todo.
Seu cultivo é uma atividade que vem crescendo nos últimos anos, em
função da lucratividade e da diversificação de seu uso. A área cultivada no
Brasil foi de 102.325 hectares, no final da década de 1990, com a produção de
292.138 toneladas de espigas (Pereira Filho, 2002).
As empresas processadoras de milho verde trabalham em sistema de
integração com os agricultores. Atualmente, a maior concentração da produção
está em Goiás. No plantio destinado ao enlatamento, é dada preferência ao
milho-doce, caracterizado pela película mais fina do grão e pelo maior teor de
açúcar no ponto de colheita. Esse tipo de milho, introduzido no país nos anos 80,
não conseguiu espaço no mercado in natura, para o qual os brasileiros
continuam preferindo o milho comum (Guimarães, 2006).
O volume comercializado no Ceagesp-SP em 2001 era de 56 mil
toneladas de milho verde por ano; houve redução de mais de dez mil toneladas
no fornecimento, com posterior crescimento de mais de 15 mil toneladas nos
últimos três anos (Agrianual, 2006). Parte da produção é comercializada nos
próprios municípios das regiões consumidoras e, provavelmente, não entra nas
estatísticas de produção, mas constitui uma importante contribuição para a
geração de renda e empregos em pequenas e médias propriedades, pois absorve,
principalmente, mão-de-obra familiar na época da colheita, que é realizada de
forma manual (Paiva Júnior et al., 2001).
Em Minas Gerais, os preços de milho verde nos Ceasa variam entre 6,0 a
10,0 reais por embalagem de 25 kg, durante todo o ano. Os preços mais
favoráveis no Ceasa de Belo Horizonte, entre os anos de 2001 a 2005, foram
obtidos nos meses de junho, julho e agosto e com bom equilíbrio de preço
durante grande parte do ano e também durante os anos (Ceasa Minas, 2007).
5
Especificamente no município de Lavras, não existem dados sobre a área
plantada, por esta ser bastante reduzida, mas sabe-se que grande parte do milho
verde consumido é proveniente de outras localidades. Na cidade são consumidos
mensalmente, cerca de 9.000 quilos de espigas de milho verde despalhadas
(Paiva Junior, 2001)
Na colheita do milho verde em espiga, devem-se adotar cuidados e
procedimentos utilizados na colheita de outras hortaliças, tais como: colher nos
momentos mais frescos do dia, manusear as espigas com cuidado e à sombra,
para evitar perda da umidade dos grãos, além de classificar e padronizar as
espigas por tamanho.
2.2 Avaliação de cultivares para produção de milho verde
A escolha da cultivar a ser utilizada para a produção de milho verde é
fundamental para se obter altas produtividades e lucros satisfatórios. Porém, a
maior parte das pesquisas está associada à avaliação de cultivares de milho
comum, havendo escassez de informações sobre a obtenção de novas cultivares
destinadas a essa finalidade.
Existe uma enorme variação nas características das cultivares destinadas
à produção de milho verde. Há desde variedades de polinização aberta, com
menor potencial produtivo e de menor custo, até híbridos simples, de maior
potencial produtivo e maior custo de sementes. Também verificam-se variações
no ciclo e características do grão, como cor e textura (Cruz et al., 2000).
As cultivares ideais para a produção de milho verde devem apresentar
espigas grandes e com bom empalhamento, o que confere à espiga maior
proteção contra o ataque de pragas e doenças, que depreciam o produto. Os
grãos devem ser do tipo dentado, com alinhamento retilíneo e apresentar,
preferencialmente, cor creme ou amarelo-creme; o endurecimento dos grãos
6
deve ser relativamente lento e o pericarpo deve ser fino, pois quanto menor sua
espessura, maior a maciez do grão após o cozimento (Oliveira et al., 1987).
Plantas de porte médio, resistentes ao acamamento e quebramento,
pedúnculo firme, sabugo fino, claro e cilíndrico, com equilíbrio entre os teores
de açúcar e amido, também devem ser levados em consideração na escolha de
cultivares para a produção de milho verde (Bottini et al., 1995).
Em estudos comparativos de cultivares, a avaliação do rendimento de
milho verde tem sido feita isoladamente, estimando-se apenas o rendimento de
espigas verdes sem a avaliação da produção de grãos (Oliveira et al., 1987;
Sawazaki et al., 1979; Silva et al., 2001) ou, em alguns casos, simultaneamente
com a avaliação do rendimento de grãos secos (Silva & Silva, 1991; Silva et al.,
1997; Silva & Paterniani, 1986; Silva et al., 1998). Em geral, tais estudos têm
mostrado a existência de diferenças entre as cultivares, quanto ao rendimento de
milho verde e também evidenciam que nem sempre as melhores cultivares para a
produção de espigas verdes são também as melhores para a produção de grãos.
Em um trabalho conduzido em Lavras, MG, foram avaliados 13 híbridos
para a produção de milho verde (Paiva Júnior, 2001). Os híbridos Cargill 553,
653 e 956 apresentaram maior produtividade de espigas totais e comerciais, com
valores superiores a 21 t ha
-1
. O híbrido AG 4051 destacou-se por apresentar
maior percentagem de espigas comerciais. O híbrido AG 1051 também se
destacou, por apresentar alta porcentagem de massa.
Vinte genótipos de milho foram avaliados, sob três condições:
processado no dia da colheita ou após sete dias de armazenamento, com e sem
refrigeração. Os resultados possibilitaram recomendar o híbrido AG 1051, uma
vez que atendeu às exigências do agricultor e do mercado consumidor de
pamonhas (Alves et al., 2004).
Avaliando híbridos comerciais de milho para produção de espiga verde,
no norte do estado do Piauí, dez híbridos comerciais se destacaram com
7
produtividade de espiga verde sem palhas maiores que as do híbrido AG 1051
(Cardoso et al., 2003).
No programa de melhoramento de milho da Universidade Estadual do
Norte Fluminense (UENF) foram avaliados seis genótipos de milho verde.
Considerando apenas os resultados agronômicos, o milho mais indicado para o
consumo foi o híbrido Uenf506-8. Porém, observando-se os resultados do teste
de preferência realizado com consumidores do produto, constatou-se que os
mais indicados foram os H43IN e HDC (Oliveira Junior et al., 2006).
2.3 Melhoramento do milho verde
O melhoramento genético do milho verde pode ser resumido em
introduzir o caráter doce (monogênico recessivo) de uma fonte genética qualquer
em um material de endosperma normal comercialmente já utilizado, submeter
um germoplasma doce a um programa de melhoramento de rotina ou avaliar
novos genótipos de milho comum, obtidos por diferentes métodos de
melhoramento (Parentoni et al., 1990).
Genótipos obtidos pelo retrocruzamento de milho comum com milho
doce apresentam algumas características não desejáveis, como baixa
produtividade, baixa resistência ao ataque de pragas e doenças e baixo poder
germinativo. Isso ocorre devido à menor reserva de amido no endosperma
(Laughman, 1953; Scapim et al., 1995) e também devido às plantas produzirem
um menor número de espigas comerciais, quando comparado às do milho
comum. Algumas dessas características não desejáveis foram observadas no
milho doce com o gene sugary (Oliveira Junior et al., 2006).
As cultivares Superdoce (BR-400), Doce-de-Ouro (BR-401) e Doce
Cristal (BR-402) foram desenvolvidas por meio de um programa de
melhoramento conjunto do Centro Nacional de Pesquisa de Hortaliças, em
8
Brasília, DF, e do Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo, em Sete
Lagoas, MG. O programa de melhoramento destas cultivares foi iniciado em
1979/80 e foram estudadas características agronômicas e industriais (brix, acidez
titulável, etc.), avaliadas pelos centros nacionais de pesquisa e por agroindústrias
(Reifschneider, 2006).
Na Universidade Federal de Viçosa (UFV) possui um programa de
melhoramento específico para o desenvolvimento de novas cultivares de milho
verde. Atualmente, possui no mercado uma variedade de ciclo normal, grão do
tipo dentado destinado a produtores de baixo nível tecnológico, porém, de cor
alaranjada, que é pouco apreciada pelos consumidores (UFV, 2007).
Empresas privadas, como a Pioneer, Monsanto, Geneagro e a Geneze,
também possuem um programa de melhoramento. As empresas têm no mercado,
híbridos que variam quanto ao ciclo, tipo de grão e nível tecnológico adotado
pelo produtor (Cruz, 2007).
No Brasil, algumas empresas públicas e privadas vêm conduzindo
programas de melhoramento para a produção de cultivares de milho para o
consumo in natura que apresentem endosperma com conversão reduzida de
açúcar em amido e menor déficit germinativo, aliados a testes sensoriais para
avaliar a aceitação do consumidor (Oliveira Junior et al., 2006).
2.3.1 Análise dialélica
O sistema de cruzamento dialélico mostra-se bastante eficiente para
identificar os melhores híbridos e também auxilia na seleção de genitores mais
promissores para entrarem em um programa de melhoramento. Estes
cruzamentos compreendem um grupo de p genitores, os quais são cruzados entre
si e fornecem um máximo de p
2
combinações.
9
Griffing (1956) propôs um método para estimar a capacidade geral
(CGC) e a específica de combinação (CEC), definidas por Sprague e Tatum em
1942. Esse método tem sido utilizado no melhoramento de várias culturas,
visando identificar as melhores combinações híbridas entre linhagens, famílias e
variedades.
Investigando a capacidade combinatória, bem como o efeito recíproco
em dialelo envolvendo genótipos de milho doce e comum, Bordallo et al. (2005)
determinaram que os efeitos referentes à capacidade geral de combinação (CGC)
e a capacidade específica de combinação (CEC) foram significativos para as
características altura de planta, peso médio de espiga sem palha, comprimento
médio de espiga sem palha e teor de proteína no grão.
Com o objetivo de estimar o tipo de ação gênica predominante em
híbridos simples de milho doce quanto a características relacionadas à
produtividade, foram avaliados dois dialelos. Em ambos os dialelos, os efeitos
genéticos aditivos prevaleceram sobre os de dominância (Teixeira et al., 2001).
Em Pesqueira e Vitória de Santo Antão (PE), foram avaliados 45
híbridos simples superdoces obtidos de um cruzamento dialélico completo entre
dez linhagens S
4
e suas linhagens parentais (Lemos, 2002). Os efeitos da CGC e
CEC foram significativos para o peso de espigas com palha, peso de espigas sem
palha e rendimento de espigas.
2.3.2 Correlação genética
De acordo com Hallauer & Miranda Filho (1988), a correlação tem
importância no melhoramento de plantas porque quantifica o grau de associação
genético e não-genético entre dois ou mais caracteres. A eficiência da seleção de
um caráter pode ser aumentada com a utilização de caracteres agronômicos
correlacionados (Paterniani & Campos, 1999).
10
A correlação genética pode ser devido à pleiotropia ou à ligação entre
genes que são responsáveis por duas características (Falconer, 1981). Alguns
genes podem aumentar o valor fenotípico de duas características, causando uma
correlação positiva, e outros genes aumentam uma e reduzem a outra, causando
correlação negativa.
A importância das correlações é que estas associações quantificam a
possibilidade de ganhos indiretos por seleção em caracteres correlacionados.
Além disso, caracteres de baixa herdabilidade têm a seleção mais eficiente,
quando realizada sobre caracteres que lhe são correlacionados (Cruz & Regazzi,
2001).
Segundo Oliveira et al. (1987), as principais características quantitativas
de interesse comercial para o milho verde são: comprimento da espiga com
palha, quando se destina às feiras livres e quitandas, e peso de espigas sem
palha, quando se destina aos supermercados. Este mesmo autor estudou as
relações existentes entre essas características com outros caracteres da espiga.
As maiores correlações foram obtidas entre o comprimento da espiga sem palha
e o peso da espiga com palha. Por outro lado, o peso da espiga sem palha foi
influenciado pelos caracteres peso de espiga com palha, comprimento da espiga
com e sem palha e pelo diâmetro da espiga. Baseado nesses critérios, os autores
separaram dentre as cultivares avaliadas, aquelas mais promissoras para a
produção de milho verde que se destina à comercialização em feiras, daquelas
mais promissoras para a comercialização em supermercados.
2.3.3 Índice de seleção
A seleção com base em uma ou poucas características nem sempre é
adequada para o melhorista. Dessa forma, a seleção simultânea de várias
características oferece uma maior chance de sucesso com a seleção de genótipos
11
promissores ao mercado. No caso do milho verde, a rejeição pelo produto no
mercado é favorecida quando as cultivares apresentam espigas com diâmetro,
cor ou, mesmo, comprimento fora dos padrões desejados
A teoria do índice de seleção é permitir combinar as múltiplas
informações contidas na unidade experimental e selecionar os genótipos
superiores com base em um complexo de variáveis (Cruz & Regazzi, 2001).
O índice baseado em soma de postos consiste em classificar os genótipos
em relação a cada uma das características, em ordem favorável ao melhoramento
(Mulamba & Mock, 1978). A seguir, são somadas as ordens de classificação de
cada material, resultando no índice de seleção, como descrito a seguir: I = r
j
+ r
k
+ ... + r
n
, sendo I o valor do índice para determinado indivíduo ou família; r
j
é a
classificação (ou "rank") de um indivíduo em relação à j-ésima característica; j,
k e n é o número da característica considerada no índice. Adicionalmente, o
melhorista pode desejar que a ordem de classificação das variáveis tenha pesos
diferentes e especificá-los. Assim, tem-se que I = p
j
r
j
+ ... + p
n
r
n
, em que p
j
é o
peso econômico atribuído pelo usuário a j-ésima característica, sendo j e n os
números das características consideradas no índice.
Segundo Garcia et al. (1999), a classificação pelo índice de soma não
permite descartar híbridos com caracteres indesejados, o que, praticamente,
inviabiliza o seu uso e dificulta o processo de seleção. Vale lembrar que o
resultado da aplicação do índice de soma de classificação utilizado por este autor
fornece os valores de I (índice), porém, sem a utilização de pesos econômicos
para as características avaliadas. Este autor relata também que o índice de soma
de classificação, teoricamente, poderia ter uso em programas de seleção
recorrente, em que eventuais valores desfavoráveis em alguns atributos podem
ser compensados por outras características desejadas nas cultivares.
Nos programas de melhoramento, o processo seletivo é dificultado pela
complexidade das características de expressividade econômica. Costa et al.
12
(2004) comparam diferentes critérios de seleção por meio de ganhos estimados e
das progênies selecionadas. As maiores estimativas de ganhos foram obtidas
pela seleção direta, porém, os índices de seleção apresentaram-se mais
adequados para a seleção dos genótipos superiores por registrarem maiores
ganhos totais, distribuídos entre todas as características avaliadas. O índice
baseado em soma de "ranks" permitiu os maiores ganhos na maioria das
situações analisadas.
13
3 MATERIAL E MÉTODOS
3.1 Material genético
Foram utilizadas oito linhagens de milho, obtidas por meio de sucessivas
autofecundações apresentando alto grau de homozigose e provenientes do
programa de melhoramento da empresa Geneseeds Recursos Genéticos em
Milho Ltda. As linhagens foram escolhidas de acordo com a cor, a textura e o
tamanho do grão, a produção, o empalhamento da espiga, a altura da planta, a
altura de inserção da espiga, o florescimento masculino e o feminino e a
coloração do sabugo.
Para a produção das sementes dos híbridos, as sementes das linhagens
foram semeadas em 20 linhas de cinco metros em duas épocas de semeadura, 22
de novembro e 1º de dezembro, visando garantir a coincidência no
florescimento. Para prevenir os cruzamentos indesejados, as espigas foram
protegidas com sacos de plástico, antes da emissão dos estilos-estigmas. Quando
os estigmas estavam receptivos, foram realizados, manualmente, as
autofecundações e os cruzamentos desejados.
Foram realizados todos os cruzamentos possíveis entre as linhagens, de
modo a formar um dialelo completo. A linhagem foi representada pela letra L e
os híbridos pelas letras HS. Para facilitar o estudo e a visualização, os híbridos
foram representados de acordo com os pais que foram cruzados para formá-lo,
por exemplo, o híbrido HS27 é proveniente do cruzamento entre a linhagem L22
e L77.
Após a colheita e a secagem, as espigas foram debulhadas manualmente
e as sementes, após expurgo, foram classificadas quanto ao tamanho e a forma,
eliminando-se as que permaneceram retidas na peneira 18.
14
As 8v linhagens e os 28 híbridos foram avaliados no ano agrícola de
2004/2005, em dois locais da região Sul de Minas Gerais.
3.2 Locais
Os experimentos foram conduzidos em duas áreas experimentais, um no
município de Lavras e o outro no de Ijaci, ambos localizados na região Sul de
Minas Gerais.
A área experimental de Lavras, MG, está situada a 910 metros de
altitude, 19º28’S de latitude e 40º00’W de longitude, e a de Ijaci, MG, situa-se a
850 metros de altitude, 19º28’S de latitude e 44º15’W de longitude.
As temperaturas, intensidades e distribuição das chuvas, durante a
condução dos experimentos, estão apresentados nas Figuras 1 e 2.
3.3 Delineamento experimental e condução dos experimentos
O delineamento experimental utilizado foi o de blocos casualizados com
duas repetições, sendo avaliados 36 tratamentos (28 híbridos experimentais e 8
linhagens). As parcelas foram constituídas de quatro fileiras de 5 m com
espaçamento de 0,8 m entre fileiras, sendo as duas fileiras centrais consideradas
como úteis para efeito de coleta de dados.
O preparo do solo foi realizado de maneira convencional, com uma
aração e duas gradagens. A semeadura foi realizada manualmente, no dia 30 de
outubro de 2004, em Lavras e 19 de dezembro de 2004, em Ijaci, utilizando-se
oito sementes por metro linear.
O desbaste foi realizado manualmente quando as plantas apresentavam
três a quatro folhas totalmente expandidas, deixando-se quatro plantas por
metro, o que corresponde a 50.000 plantas ha
-1
.
15
0
20
40
60
80
100
120
140
160
180
3
0
/
1
0
/
0
4
0
9
/
1
1
/
0
4
1
9
/
1
1
/
0
4
2
9
/
1
1
/
0
4
0
9
/
1
2
/
0
4
1
9
/
1
2
/
0
4
2
9
/
1
2
/
0
4
0
8
/
0
1
/
0
5
1
8
/
0
1
/
0
5
2
8
/
0
1
/
0
5
0
7
/
0
2
/
0
5
Precipitação pluvial (mm)
17
18
19
20
21
22
23
24
Temperatura média (ºC)
Precipitação (mm) Temperatura (ºC)
FIGURA 1. Dados médios de temperatura e precipitação pluvial por
decêndio, em Lavras, MG, de 30/10/2004 (plantio) a
03/02/2005 (colheita). Dados obtidos no Setor de
Bioclimatologia da UFLA, Lavras, MG, 2007.
0
20
40
60
80
100
120
140
160
19/12/04
29
/1
2/
04
09/01/05
19
/0
1/
05
29/01
/
05
09
/0
2/
0
5
1
9
/02
/
05
28/02/
0
5
0
7
/0
3/
05
17/03/05
2
7
/0
3/
05
Precipitação pluvial (mm)
18
19
20
21
22
23
24
Temperatura média (ºC)
Precipitação (mm) TemperaturaC)
FIGURA 2. Dados médios de temperatura e precipitação pluvial
por decêndio, em Ijací, MG, de 19/12/2004 (plantio) a
25/03/2005 (colheita). Dados obtidos no setor de
Bioclimatologia da UFLA, Lavras, MG, 2007.
16
O controle de plantas daninhas foi realizado com o uso do herbicida
Primestra Gold, na dosagem de 3,0 L ha
-1
, na pré-emergência das plantas.
Quando necessário, realizaram-se capinas manuais com enxada, deixando as
parcelas totalmente livres de plantas daninhas. Realizaram-se também
pulverizações com inseticidas, para o controle da lagarta do cartucho.
A adubação de plantio foi efetuada com 400 kg ha
–1
do formulado 08–
28–16 + 0,5% de Zn e, quando as plantas apresentavam-se com cinco a seis
folhas totalmente expandidas, foram realizadas adubações de cobertura com 300
kg ha
–1
do formulado 30–00–20.
As colheitas foram realizadas manualmente, à medida em que as espigas
atingiram o “ponto de milho verde” no estádio leitoso, ou seja, quando os grãos
das espigas das plantas de cada parcela estavam com 70% a 80% de teor de
água, considerado adequado para envasamento e para consumo in natura
(Embrapa, 2003). Foram realizadas cinco colheitas nos dois experimentos,
tendo, em Lavras, MG, sido aos 85, 87, 90, 94 e 99 dias após a semeadura e em
Ijaci, MG, aos 86, 94, 97, 100 e 104 dias após a semeadura.
3.4 Características avaliadas
a) Produtividade de espigas empalhadas por hectare (PEE)
A produtividade de espigas empalhadas foi obtida pela soma do peso
total das espigas com palha na área útil de cada parcela, obtidas em todas as
colheitas. Os dados obtidos foram transformados para quilogramas por hectare.
b) Produtividade de espigas comerciais por hectare (PEC)
A produtividade de espigas comerciais foi obtida por meio da soma do
peso das espigas despalhadas maiores que 15 cm e com diâmetro superior a 3 cm
e isentas de pragas e doenças obtidas em todas as colheitas (Albuquerque, 2005).
17
Posteriormente, os dados obtidos foram transformados para quilogramas por
hectare.
c) Altura de planta (ALT)
Após o florescimento feminino, obteve-se a altura de seis plantas
representativas da área útil de cada parcela, em metros, do nível do solo até a
inserção da folha bandeira.
d) Cor dos grãos (COR)
Para tal avaliação, seguiu-se uma escala estabelecida por Albuquerque
(2005), variando de 1 a 5, em que 1 corresponde à cor creme dos grãos, 2 à cor
amarelo-clara, 3 à cor amarelo, 4 à cor amarelo-escura e 5, alaranjado. As cores
creme e amarelo-clara foram consideradas como as de melhor aparência para a
comercialização in natura das espigas.
e) Porcentagem de massa (MASSA)
A porcentagem de massa foi obtida após a retirada de toda a massa de
grãos de dez espigas representativas da parcela, por meio do corte dos grãos na
base do sabugo e posterior pesagem. A porcentagem de massa foi determinada
pela relação entre o peso da massa de grãos e o peso da espiga despalhada.
f) Diâmetro de espigas comerciais (DIAM)
Foi medido, com o auxílio de um paquímetro, o diâmetro médio de dez
espigas comerciais tomadas ao acaso em cada parcela. A média aritmética do
diâmetro das dez espigas foi atribuída à parcela.
18
g) Comprimento de espigas comerciais (COMP)
Mediu-se, o comprimento de dez espigas comerciais tomadas ao acaso
em cada parcela, sendo a média aritmética dessas espigas atribuída à parcela.
3.5 Análises estatísticas e genéticas
Todas as análises estatísticas e genéticas foram realizadas com o auxílio
do programa computacional Genes (Cruz, 1997). Inicialmente, foi realizada uma
análise de variância individual por local, utilizando-se o seguinte modelo
estatístico:
Y
ij
= m + t
i
+ b
j
+ ē
ij
Em que:
Y
ij
: observação referente ao genótipo i no bloco j;
m : média geral;
t
i
: efeito do genótipo i, i = 1,2,...,36;
b
j
: efeito do bloco j, j = 1,2;
ē
ij
: erro experimental médio
Em seguida, foi verificado, pelo teste de Hartley, se os quadrados
médios do erro obtidos nas análises de variâncias individuais eram homogêneos
(Snedecor & Cochran, 1978). Como os erros foram homogêneos, pôde-se
realizar a análise conjunta. Desse modo, foi realizada a análise de variância
conjunta envolvendo os dois locais, utilizando-se o seguinte modelo estatístico:
Y
ijq
= m + t
i
+ a
k
+ b
(k)j
+ (ta)
ik
+ ē
(k)ij
19
Em que:
Y
ijk
: é a observação do genótipo i no bloco j dentro do local k;
m : média geral;
t
i
: efeito do genótipo i, i = 1,2,...,36;
a
k
: efeito do local k, k = 1,2;
b
(k)j
: efeito do bloco j dentro do local k, j = 1,2;
(ta)
ik
: efeito da interação entre os genótipos i e os locais k;
ē
(k)ij
: erro experimental médio
A análise dialélica individual foi realizada utilizando-se o método 2 de
Griffing (1956). Por esta metodologia, foram determinados os valores dos
efeitos das capacidades geral e específica de combinação (Tabela 1). Esse
método caracteriza-se pela inclusão dos paternais e de todos os híbridos F
1
resultantes dos cruzamentos, dois a dois, excluindo-se os recíprocos. O modelo
estatístico utilizado foi o seguinte:
Y
ij
= m + g
i
+ g
j
+ s
ij
+ ē
ij
Em que:
Y
ij
: observação da combinação híbrida envolvendo os genitores i e j;
m : média geral;
g
i
e g
j
: capacidade geral de combinação do i-ésimo e j-ésimo genitor,
respectivamente;
s
ij
: capacidade específica de combinação para os cruzamentos entre os genitores
de ordem i e j;
ē
ij
: erro experimental médio
20
TABELA 1. Esquema da análise de variância e respectivas esperanças
do quadrado médio para dialelos balanceados, envolvendo
genitores e F
1
, segundo o método 2 de Griffing (1956).
F.V GL QM F E(QM)
Tratamento p (p+1)/2 QM
1
QM
1
/QM
4
___
CGC p - 1 QM
2
QM
2
/QM
4
ge
p
φ
σ
)2(
2
+
+
CEC p (p-1)/2 QM
3
QM
3
/QM
4
se
φ
σ
+
2
Erro
___
QM
4
___
2
e
σ
i e j – 1,2,...,p, sendo p = 8, que corresponde ao número de linhagens utilizadas;
Para esse modelo, foram assumidas as seguintes restrições:
Σ
i
g
^
= 0; Σ
^
ij
s
= 0; s
ij
= s
ji
;
Posteriormente, foi realizada a análise dialélica conjunta, envolvendo os
dois locais, considerando todos os efeitos como fixos, exceto o erro experimental.
Assumindo as mesmas restrições da análise dialélica individual. O modelo estatístico
adotado foi o seguinte:
Y
ij
= m + g
i
+ g
j
+ s
ij
+ a
k
+ ga
ik
+ ga
jk
+ sa
ijk
+ ē
(k)ij
Em que:
Y
ij
: observação da combinação híbrida envolvendo os genitores i e j;
m : média geral;
g
i
e g
j
: capacidade geral de combinação do i-ésimo e j-ésimo genitor,
respectivamente;
s
ij
: capacidade específica de combinação para os cruzamentos entre os genitores
de ordem i e j;
a
k
: efeito do ambiente k;
21
ga
ik
e ga
jk
: efeito da interação entre a capacidade geral de combinação (CGC)
associado ao i e j-ésimo genitor com os ambiente k, respectivamente;
sa
ijk
: efeito da interação entre a capacidade específica de combinação (CEC) associado
ao genitores i e j e com os ambiente k.;
ē
(k)ij
: erro experimental médio.
3.5.1 Parâmetros genéticos e correlação genética
A partir dos quadrados médios e utilizando-se o procedimento
apresentado por Vencovsky e Barriga (1992), foram estimadas as variâncias
fenotípicas (
2
F
σ
), variâncias ambientais (
2
E
σ
), variâncias genéticas (
2
G
σ
),
herdabilidades (h
2
), coeficientes de variação genética (CV
g
) e razão entre o
coeficiente de variação genética e ambiental (CV
g
/CV
e
), com base nos dados de
cada local.
A herdabilidade no sentido amplo foi obtida de acordo com a seguinte
expressão:
100
^
2
^
2
2
xh
F
G
a
σ
σ
=
Foram estimados, também, os coeficientes de correlação genética (r
G
)
dos híbridos entre todas as características avaliadas, utilizando-se a seguinte
expressão (Cruz e Regazzi, 2001):
22
y)G(x,
.
COV
GyGx
G
r
σσ
=
22
Em que:
COV
G(x,y)
corresponde às covariâncias genotípicas entres os caracteres X e Y;
2
Gx
σ
corresponde à variância genética do caráter X;
2
Gy
σ
corresponde à variância genética do caráter Y.
As significâncias dos coeficientes de correlação genotípica foram
avaliadas pelo teste t, a 1% e 5% de probabilidade.
3.5.2 Índice de seleção
O índice baseado na soma de postos ou ranks (Mulamba e Mock, 1978)
foi obtido pela classificação de cada genótipo, para as características de altura de
plantas (ALT), produtividade de espigas empalhadas (PEE), produtividade de
espigas comerciais (PEC), porcentagem de massa (MASSA), cor dos grãos
(COR), diâmetro de espigas (DIAM) e comprimento de espigas (COMP).
Para isso, todo genótipo recebeu um número de classificação para cada
característica, adotando-se o critério de sempre utilizar o número 1 para a pior
classificação da respectiva característica e, assim, sucessivamente. Desse modo,
os indivíduos com classificação 28 foram aqueles com as menores médias para a
característica altura de plantas (ALT) e os com maiores médias para as
características produtividade de espigas empalhadas (PEE), produtividade de
espigas comerciais (PEC), porcentagem de massa (MASSA), diâmetro de
espigas (DIAM) e comprimento de espigas (COMP). Porém, para a
característica COR, essa classificação foi feita de acordo com a nota recebida na
parcela (nota 1= classificação 7; nota 1,5 = classificação 6 e nota 2=
classificação 5 e assim, sucessivamente, até a nota 4).
Após a obtenção dos números de classificação de cada genótipo, foi
calculado o índice da seguinte maneira:
23
)(...)()(
2211 nn
rprprpI
×
+
+
×
+×=
Em que:
I é o valor do índice para determinado híbrido;
r
n
é a classificação do híbrido em relação ao n-ésima característica;
p
n
é o peso econômico atribuído a n-ésima característica e n é o número da
característica considerada no índice.
Os pesos econômicos foram atribuídos de acordo com o grau de
importância de cada característica, em que PEE e PEC foram iguais a 1, ALT
foi igual a 0,2, MASSA foi igual a 0,3, DIAM e COMP foram iguais a 0,5 e
COR igual a 2. Posteriormente, os híbridos foram classificados com base nos
índices obtidos.
24
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES
O resumo das análises de variância por local, para todas as
características avaliadas, está apresentado na Tabela 2. Para a fonte de variação
genótipos, as diferenças foram significativas (P0,05) para a maioria das
características, exceto para a porcentagem de massa (MASSA) e diâmetro de
espigas (DIAM) em Ijaci, MG.
Os genótipos apresentaram comportamentos diferentes para a maioria
das características avaliadas, o que sugere a existência de variabilidade genética
entre os genótipos. Araújo et al. (2000) e Cardoso et al. (2003) apresentaram
resultados semelhantes para o cultivo de milho verde em sistemas orgânicos e
convencionais de cultivo.
É necessário enfatizar que o sucesso na avaliação de cultivares é
diretamente dependente da precisão experimental. No presente caso, a precisão
foi avaliada pelo coeficiente de variação (CV%). Os resultados evidenciaram
que houve boa precisão experimental, uma vez que os valores de CV ficaram
dentro dos limites que são normalmente relatados em experimentos com a
cultura do milho (Alves, 2004; Carvalho, 2004; Fuzatto, 2003; Oliveira Junior
et al., 2006).
Em Lavras, as plantas apresentaram superioridade de 30% em relação à
altura média das plantas obtida em Ijaci, variando de 2,54 m (HS14) em Lavras a
0,85 m (L22) em Ijací (Tabela 4).
Para as características de produtividade de espigas empalhadas (PEE),
MASSA e comprimento de espigas (COMP), os genótipos em Lavras obtiveram
resultados superiores em torno de 32%, 12% e 11,5% em relação aos obtidos em
Ijací (Tabela 2). A média da produtividade de espigas comerciais (PEC) obtida
em Lavras foi o dobro da obtida em Ijaci.
25
TABELA 3. Resumo das análises de variância para as características de altura de plantas (ALT),
produtividade de espigas empalhadas (PEE), produtividade de espigas comerciais (PEC),
porcentagem de massa (MASSA), cor dos grãos (COR), diâmetro (DIAM) e comprimento das
espigas (COMP), obtidas nos experimentos conduzidos em Lavras e Ijaci. UFLA, Lavras, MG,
2007.
* e **- significativo, a 5% e 1% de probabilidade, pelo teste F;
n.s
- não significativo; CV%- coeficiente de
variação.
LAVRAS
QM
FV GL ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
Genótipos
35 0,22** 34582874,39** 25297767,65** 294,46** 1,52* 0,39** 10,47**
Erro
35 0,03 292102,00 717112,00 39,73 0,41 0,46 1,04
Média
2,17 16047,58 7110,61 42,32 2,21 4,33 16,69
CV%
7,92 10,65 11,91 14,90 29,02 4,96 6,12
IJACI
QM
FV GL ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
Genótipos
35 0,14** 14367382,06** 6880136,30* 283,49
n.s
1,38* 0,25
n.s
12,12**
Erro
35 0,02 1598559,00 1621289,00 42,95 0,35 0,102 1,33
Média
1,52 10915,06 3875,29 23,23 2,38 3,98 14,78
CV%
8,48 11,58 32,86 17,60 24,81 8,03 7,81
26
Alguns fatores podem ter contribuído para essa diferença. Pode-se
afirmar que: a época de plantio é um fator de grande importância na
produtividade de milho verde. Vale ressaltar que o experimento de Ijaci foi
instalado em dezembro, ou seja, aproximadamente dois meses após a instalação
do experimento de Lavras. Esse, com certeza, foi um dos fatores que
favoreceram a redução na produtividade de espigas comerciais (Figuras 1 e 2).
A porcentagem média de massa foi de 42% em Lavras e de 23% em
Ijaci, o que pode ter ocorrido devido à boa translocação dos fotoassimilados para
os grãos no experimento conduzido em Lavras. A eficiência da translocação de
fotoassimilados é altamente dependente da disponibilidade de água. Vale
ressaltar que, em Lavras, houve melhor distribuição de chuva nos períodos
próximos ao florescimento, o que resultou no melhor desempenho dos genótipos
(Figuras 1 e 2).
No sistema de produção de milho verde, normalmente, as espigas são
transportadas até o local de beneficiamento ou ponto de venda, na forma
empalhada, seja na forma de conservas ou para o consumo in natura. Isto reduz
os danos físicos causados no transporte. Dessa forma, a produtividade de espigas
empalhadas (PEE) é uma característica importante, que deve ser considerada na
comercialização.
Entre o grupo de genótipos avaliados para a característica PEE, em
Lavras, 16 híbridos apresentaram valores superiores a 17.900 kg ha
-1
. Com
relação a Ijaci, os híbridos que se destacaram apresentaram valores superiores a
9.700 kg ha
-1
. Esses resultados evidenciam o potencial dos híbridos
experimentais, haja vista que somente um híbrido em Lavras e seis em Ijaci não
apresentaram valores superiores à média que é comumente relatada no Brasil,
que está entre 9 e 15 toneladas de milho verde por hectare (Pereira Filho et al.,
2003).
27
Na avaliação de híbridos comercias e híbridos simples experimentais,
para a produção de milho verde, Albuquerque (2005) relatou produtividades de
espigas comerciais, para as cultivares AG 4051 e AG 1051, de 13.300 kg ha
-1
e
12.800 kg ha
-1
, em Lavras e de 4.100 kg ha
-1
e 3.000 kg ha
-1
, para Ijaci. Vale
ressaltar que essas cultivares são as mais utilizadas para a produção de milho
verde no Brasil.
Dentre os genótipos avaliados, somente os híbridos dos grupos “a” e “b”,
em Lavras, apresentaram PEC acima desses valores (Tabela 4). Os híbridos
HS24 e HS12 destacaram-se em Lavras, com produção de espigas comerciais
superiores a 12 t ha
-1
. Resultados semelhantes foram obtidos por Cardoso et al.
(2003), Monteiro et al. (2002), Pereira Filho et al. (2003) e Tabosa et al. (2000)
utilizando os híbridos comerciais (AG 1051 e AG 4051) e híbridos simples
experimentais. Em Ijaci, 15 híbridos simples se destacaram, porém, a
produtividade foi menos expressiva, variando de 6.700 kg ha
-1
(HS15) a 4.500
kg ha
-1
(HS56) entre aqueles pertencentes ao grupo de destaque.
Os resultados das análises de variância conjunta envolvendo os dois
locais estão apresentados na Tabela 3. Para todas as características avaliadas,
foram observadas diferenças significativas (P0,05) para a fonte de variação
genótipos. Ficou constatada também a diferença significativa entre os locais
(P0,05) para a maioria das características avaliadas, com exceção da
característica COR. Para a interação genótipos x locais não foram constatadas
diferenças significativas para a maioria das características, tendo, somente para a
PEE e PEC, ocorrido significância, a 1% de probabilidade. Isso indica que a
maioria dos genótipos apresentou comportamento semelhante nos dois locais,
para as características avaliadas.
28
TABELA 3. Resumo da análise de variância conjunta envolvendo os dois locais, para as
características de altura de plantas (ALT), produtividade de espigas empalhadas (PEE),
produtividade de espigas comerciais (PEC), porcentagem de massa (MASSA), cor dos
grãos (COR), diâmetro (DIAM) e comprimento de espigas (COMP). UFLA, Lavras,
MG, 2007.
* e **- significativo, a 1% e 5% de probabilidade, pelo teste F,
n,s
- não significativo.
QM
F.V GL
ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
Genótipos
35 0,313** 4445731,36** 23888211,26* 484,97** 2,49** 0,52** 20,42**
Locais
1 15,16** 948316286,11** 376837633,94** 929,41** 1,00
n.s
4,47** 131,71**
Genótipos x Locais
35 0,5
n.s
44927225,10** 8289692,69** 92,98
n.s
0,41
n.s
0,12
n.s
2,17
n.s
Erro
70 0,02 945330,50 1169200,50 40,87 0,38 0,07 1,19
Média
1,85 13481,29 5493,01 39,78 2,29 4,16 15,74
CV%
8,43 11,77 20,67 16,06 27,02 6,81 7,47
29
TABELA 4. Produtividade de espigas empalhadas (PEE) e produtividade
de espigas comerciais (PEC) de genótipos de milho
avaliados em Lavras e Ijaci. UFLA, Lavras, MG, 2007.
LAVRAS IJACI
GENÓTIPOS PEE PEC PEE PEC
L11
9002,61 c 1700,92 e 7920,00 b 1625,01 b
HS12
20869,36 a 12231,28 a 12437,50 a 3828,13 b
HS13
15513,89 b 7471,24 d 11444,12 a 5734,38 a
HS14
19631,46 a 9357,58 c 12448,70 a 6203,13 a
HS15
18540,88 a 9139,48 c 13556,06 a 6718,75 a
HS16
15885,15 b 7705,93 c 11925,81 a 3617,19 b
HS17
15708,33 b 8242,91 c 12387,52 a 5875,00 a
HS18
19211,31 a 8557,54 c 11881,31 a 2695,32 b
L22
9606,25 c 0,00 f 4232,07 c 869,53 b
HS23
19232,19 a 10902,63 b 11869,69 a 2570,32 b
HS24
21168,75 a 13881,25 a 12491,90 a 2601,57 b
HS25
20008,78 a 9864,87 b 12904,81 a 5757,82 a
HS26
17979,99 a 9010,46 c 12361,91 a 3531,26 b
HS27
21302,22 a 10939,91 b 13706,90 a 5687,50 a
HS28
17915,62 a 8531,69 c 13828,41 a 3156,25 b
L33
13855,03 b 5607,68 d 9949,50 a 2923,00 b
HS34
18076,35 a 6647,48 d 11625,54 a 6140,63 a
HS35
16617,54 b 6820,86 d 9846,43 a 3375,01 b
HS36
14163,50 b 6904,41 d 10779,17 a 1851,57 b
HS37
16695,79 b 9278,04 c 9753,88 a 4000,01 b
HS38
8799,13 c 5155,57 d 7310,40 b 2713,87 b
L44
9158,66 c 275,00 f 5084,47 c 1152,35 b
HS45
20139,43 a 9645,43 b 14625,29 a 6609,38 a
HS46
16780,95 b 8539,07 c 11838,71 a 4750,00 a
HS47
14713,82 b 6854,56 d 12261,22 a 6539,07 a
HS48
22727,28 a 11440,03 b 15403,71 a 6195,32 a
L55
11776,50 c 1904,26 e 8691,28 b 2523,44 b
HS56
18830,30 a 8387,21 c 12801,73 a 4539,07 a
HS57
17137,04 b 8020,48 c 12371,50 a 5320,32 a
HS58
17885,22 a 6582,87 d 12351,05 a 5960,94 a
L66
7729,52 c 0,00 f 5258,55 c 0,00 b
HS67
17444,71 b 6557,97 d 9778,42 a 3070,32 b
HS68
18509,26 a 8557,55 c 11202,09 a 2695,32 b
L77
8320,32 c 0,00 f 7536,55 b 2343,76 b
HS78
16208,33 b 8156,15 c 11440,19 a 4601,57 a
L88
10565,22 c 3109,89 e 7635,84 b 1734,38 b
Médias seguidas pela mesma letra na coluna pertencem ao mesmo
agrupamento, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
30
Para as características PEE e PEC, a interação pode ser constatada
quando se compara o desempenho relativo de cada genótipo nos dois locais.
Verifica-se que, em Ijaci, dentre os híbridos que se destacaram para a
característica PEE, estão os híbridos HS47, HS17 e HS13. Já em Lavras, os
mesmos híbridos não apresentaram bom desempenho, em relação aos demais
(Tabela 4). Percebe-se que o mesmo ocorreu para a característica PEC, na qual
os híbridos HS45, HS15 e HS47, em Ijaci, estavam entre os híbridos que
apresentaram os melhores resultados e não se destacaram em Lavras (Tabela 4).
A característica ALT tem importância quando se considera a utilização
da planta após a colheita, pois, cultivares de menor porte são indicadas quando
se deseja a incorporação dos restos culturais no solo, de forma que não
prejudique o plantio posterior e que seja possível um maior número de colheitas
por ano e por local (Bordallo et al., 2005). Os híbridos de maior altura, como,
por exemplo, HS28, HS13 e HS48, são indicados quando se pretende utilizar os
restos culturais na alimentação de bovinos (Tabela 5).
Características, como COR, DIAM e COMP, merecem maior atenção do
melhorista, pois a aparência das espigas destinadas à alimentação humana é de
fundamental importância para a sua comercialização e exercem grande
influência na aceitação do produto (Pereira Filho et al., 2003). Desse modo,
cultivares devem apresentar cor dos grãos entre as notas 1 (creme) e 2 (amarelo-
claro), diâmetro de espiga igual ou superior a 3 cm e comprimento igual ou
superior a 15 cm. Entre os genótipos avaliados, 18 para a característica cor e 8
para o comprimento de espigas, não estavam dentro dos padrões exigidos pelo
mercado de milho verde. Entretanto, nenhum dos genótipos testados apresentou
diâmetro inferior aos padrões exigidos para essa característica (Tabela 5).
31
TABELA 5. Valores médios da altura de plantas, porcentagem de massa,
cor dos grãos, diâmetro e comprimento das espigas,
considerando a média das características nos dois
experimentos. UFLA, Lavras, MG, 2007.
Genótipos ALT MASSA COR DIAM COMP
L11
1,89 a 37,50 b 2 b 3,52 c 14,55 b
HS12
2,09 a 41,13 b 2 b 4,55 a 16,98 a
HS13
2,16 a 49,74 a 4 a 4,25 b 16,83 a
HS14
2,06 a 34,82 b 2 b 4,29 b 18,33 a
HS15
2,04 a 46,09 a 3 a 4,40 b 17,67 a
HS16
2,11 a 36,71 b 2 b 4,17 b 16,18 b
HS17
2,07 a 44,02 a 3 b 4,01 b 17,00 a
HS18
1,98 a 47,17 a 3 a 4,41 b 15,92 b
L22
1,24 c 11,75 d 2 b 3,82 c 8,51 e
HS23
1,90 a 34,00 b 2 b 4,71 a 14,86 b
HS24
1,92 a 37,88 b 2 b 4,59 a 16,52 a
HS25
1,86 a 49,91 a 3 b 4,77 a 17,27 a
HS26
2,04 a 46,27 a 3 a 4,39 b 15,98 b
HS27
2,05 a 51,07 a 2 b 4,70 a 17,45 a
HS28
2,17 a 39,34 b 3 a 4,33 b 15,91 b
L33
1,48 b 35,54 b 2 b 3,66 c 16,00 b
HS34
2,00 a 47,75 a 3 a 4,25 b 17,44 a
HS35
2,00 a 36,02 b 4 a 4,08 b 16,07 b
HS36
2,02 a 37,37 b 3 a 4,26 b 15,23 b
HS37
1,93 a 46,22 a 4 a 4,15 b 16,78 a
HS38
1,67 b 38,71 b 1 b 3,56 c 11,55 d
L44
1,28 c 14,92 d 2 b 3,66 c 10,62 d
HS45
1,95 a 47,26 a 3 a 4,22 b 18,91 a
HS46
1,86 a 54,90 a 3 b 4,54 a 16,63 a
HS47
1,83 a 49,71 a 2 b 4,23 b 17,15 a
HS48
2,14 a 53,23 a 2 b 4,57 a 17,58 a
L55
1,55 b 31,42 b 4 a 3,67 c 15,23 b
HS56
1,85 a 52,27 a 4 a 4,35 b 16,78 a
HS57
1,86 a 43,36 a 3 a 4,11 b 17,17 a
HS58
2,05 a 49,91 a 4 a 4,15 b 16,37 b
L66
1,24 c 14,38 d 2 b 3,50 c 10,91 d
HS67
1,72 a 28,68 c 2 b 4,19 b 16,25 b
HS68
1,97 a 45,97 a 3 b 4,31 b 15,89 b
L77
1,17 c 20,00 d 2 b 3,56 c 12,91 c
HS78
1,91 a 42,06 b 2 b 4,08 b 16,92 a
L88
1,46 b 34,79 b 1 b 3,69 c 14,29 b
Média
1,85 39,77 2,47 4,16 15,74
Médias seguidas pela mesma letra na coluna pertencem ao mesmo
agrupamento, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.
32
Para a característica DIAM, sete híbridos obtiveram melhores resultados,
com valores superiores a 4,5 cm (Tabela 5). Em relação ao COMP, 17 híbridos
apresentaram valores superiores a 16,5 cm. Valentini & Shimoya (1998)
relataram que o comprimento de espigas e o peso de espigas com palha são
características importantes quando o milho verde se destina à comercialização em
feiras.
O efeito da capacidade geral de combinação (CGC) em Lavras foi
significativo (P0,05), para a maioria das características avaliadas (Tabela 6).
Em Ijaci, a fonte de variação CGC não foi significativa para a produtividade de
espigas empalhadas (PEE), porcentagem de massa (MASSA) e diâmetro das
espigas (DIAM).
Com relação à fonte de variação CEC (capacidade específica de
combinação), o efeito também foi significativo (P0,05), para a maioria das
características avaliadas, porém, para a cor dos grãos em Lavras, e porcentagem
de massa, cor dos grãos e diâmetro das espigas, em Ijaci, a CEC não foi
significativa. Esses resultados corroboraram aos obtidos por Bordallo (2005),
que também obteve significância para a CEC em várias características
relacionadas com a produção de milho verde. Por outro lado, Ishimura et al.
(1986) não encontraram diferença significativa para CEC, tanto para o
comprimento quanto para o diâmetro de espiga.
A significância da CGC e CEC, para as características ALT, PEE, COR,
DIAM e COMP, no desdobramento da fonte genótipos na análise dialélica
conjunta, concorda com os resultados obtidos por Lemos et al. (2002) e Teixeira
et al. (2001) e evidencia a existência de diferenças significativas entre os
genótipos, tanto para os efeitos os gênicos aditivos como não aditivos (Tabela
6).
33
TABELA 6. Desdobramento do efeito de genótipos em capacidade geral de combinação (CGC), capacidade
específica de combinação (CEC) e interações CGC x locais e CEC x locais, considerando as análises
dialélicas feitas por local e a análise dialélica conjunta envolvendo os dois locais. UFLA, Lavras,
MG, 2007.
* e **- significativo, a 1% e 5% de probabilidade,pelo teste F;
n,s
- não significativo.
LAVRAS (QM)
F.V GL ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
CGC
7 0,20* 14860124,17** 7163733,41** 276,51* 2,75* 0,38** 3,68
n.s
CEC
28 0,23** 39513561,95** 29831276,20** 298,95** 1,22
n.s
0,40** 12,17**
IJACI (QM)
CGC
7 0,94** 4648231,36
n.s
9091183,83* 123,81
n.s
3,20** 0,18
n.s
17,56**
CEC
28 0,15** 16797169,74** 6327374,42* 323,41
n.s
0,93
n.s
0,26
n.s
10,76**
CONJUNTA (QM)
CGC
7
0,23** 15370568,16* 8272832,04
n.s
232,77
n.s
5,52** 0,42* 16,34*
CEC
28
0,33** 51729272,16** 27792056,06* 548,02** 1,73** 0,55** 21,44**
CGC x Locais
7
0,06
n.s
4137787,37** 7982085,21** 167,55
n.s
0,43
n.s
0,14
n.s
4,89*
CEC x Locais
28
0,05
n.s
4581459,53** 8366597,56** 74,34
n.s
0,41
n.s
0,12
n.s
1,48
n.s
34
Considerando a análise dialélica conjunta, verifica-se que o quadrado
médio da CGC não foi significativo para as características MASSA e PEC (Tabela
6). Isso indica que as linhagens não diferem entre si na CGC. A CEC foi
significativa para todas as características avaliadas no experimento, o que indica
que há híbridos formados a partir do cruzamento de linhagens que apresentam
melhor performance que outros, devido aos efeitos não aditivos envolvidos no
controle da característica.
A significância da interação CGC x locais, para as características PEC,
PEE e COMP, indica que os parentais não exibem o mesmo comportamento “per
se” e que suas freqüências alélicas diferem para essas características. Demonstra
também que as linhagens contribuem de forma diferente na expressão dessa
característica nos dois locais.
Como a CEC x locais foi significativa (P 0,05) para o PEE e PEC, denota-
se que os cruzamentos são heterogêneos e diferem do comportamento esperado
com base na capacidade geral de combinação de seus parentais e também que a
heterose obtida pelos híbridos variou nos dois locais (Tabela 6).
O componente quadrático referente a CEC (
φ
s
) na análise conjunta, foi 35
vezes superior para a característica PEE e 37 vezes para PEC ao componente
quadrático referente à CGC (
φ
g
). Com relação à MASSA esse valor é superior em
26 vezes; para COR, três vezes e, para as características ALT, DIAM e COMP, 13
vezes superior. Isso indica que os efeitos gênicos não aditivos prevaleceram aos
aditivos, confirmando os resultados obtidos por Scapim et al. (1995) de que a
exploração da heterose é a melhor alternativa para o desenvolvimento de cultivares
híbridas para a produção de milho verde.
De acordo com Cruz & Regazzi (2001), se os valores de g
i
são altos,
positivos ou negativos, há indício de que o genitor em questão é superior ou
inferior aos demais genitores do dialelo, com relação ao desempenho médio das
progênies.
35
Com relação às estimativas de g
i
, a linhagem L11 obteve valor positivo e
significativo para a característica ALT, o que indica uma tendência de aumento na
altura da planta para os cruzamentos em que a linhagem participa. Valores de g
i
negativos, como os observados nas linhagens L66 e L77, são desejados para os
cruzamentos cujo objetivo seja o de se obter plantas de porte médio, ideais para a
colheita manual (Tabela 7).
Para a característica DIAM, o efeito de g
i
das linhagens L22 e L44
superaram as demais. Para a característica COMP, as linhagens L11 e L55 foram
as de maior valor, apresentando maior concentração de alelos favoráveis para o
incremento dessa característica.
Os híbridos HS12, HS16, HS17, HS47, HS27 e HS48 apresentam cor dos
grãos amarelo-creme, que é considerada a de melhor aparência para a
comercialização in natura das espigas (Tabela 5). Verifica-se que, nesses híbridos,
não estão envolvidas as linhagens L33 e L55, que apresentam efeito de g
i
positivo
e significativo para essa característica (Tabela 7).
Para as características de PEE e PEC, a seleção deve ser feita com base nos
maiores valores de g
i
. As linhagens L11, L22 e L55, para PEE e as linhagens L44 e
L55, para PEC, possuem valores significativos, positivos e altos de g
i
, contribuindo
mais para o aumento da expressão da produtividade de espigas empalhadas e
comerciais. Isso indica que essas linhagens têm maior chance de formar híbridos
de milho verde com fenótipos mais desejáveis.
Altos valores de s
ij,
independente do sinal, indicam que algumas
combinações específicas são melhores ou piores que o esperado, baseando-se na
CGC dos genitores (Sprague & Tatum, 1942). Os mesmos autores afirmam que
esses valores constituem em uma indicação importante dos genes que exibem
efeitos de epistasia e dominância e são medidas dos efeitos gênicos não aditivos.
36
TABELA 7. Estimativas dos efeitos médios da capacidade geral de combinação
(g
i
) para sete características obtidas a partir de 36 genótipos,
avaliados em dois locais, em esquema de cruzamento dialélico
completo. UFLA, Lavras, MG, 2007.
Efeito médio da CGC
ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
L11
0,166** 131,17** 257,78
n.s
1,67
n.s
-0,137* -0,031
n.s
0,635**
L22
-0,013
n.s
654,57** 268,09
n.s
-3,49** -0,212* 0,225** -0,97**
L33
0,001
n.s
-666,33* -112,34
n.s
0,29
n.s
0,188* -0,083* -0,089
n.s
L44
-0,03
n.s
487,42
n.s
469,25** -0,26
n.s
-0,237** 0,059* 0,213
n.s
L55
0,008
n.s
794,42** 336,19* 2,97** 0,813** -0,001
n.s
0,904**
L66
-0,057* -820,27** -957,64** -2,70** 0,113
n.s
-0,021
n.s
-0,69**
L77
-0,092** -501,98* -52,04
n.s
-1,28
n.s
-0,262** -0,083* 0,289
n.s
L88
0,017
n.s
-79,39
n.s
-209,28
n.s
2,8** -0,262** -0,065
n.s
-0,293
n.s
* e **- significativamente diferente de zero, pelo teste t, a 5% e a 1% de
probabilidade;
n.s
- não significativo.
Os cruzamentos entre as linhagens L44 x L88 (HS48), L22 x L77 (HS27),
L44 x L55 (HS45) e o L11 x L22 (HS12) destacaram-se pelos altos valores do
efeito s
ij
para a característica PEE, com valores de 5.175 kg ha
-1
, 3.870 kg ha
-1
,
2.620 kg ha
-1
e 2.380 kg ha
-1
, respectivamente (Tabela 8). Esses valores
evidenciam a existência de heterose nos híbridos e confirmam a significância da
CEC para esta característica.
Os híbridos mais promissores para a PEC foram os HS48 (L44 x L88) e o
HS24 (L22 x L44) (Tabela 8). Verifica-se que nos híbridos que apresentaram
valores positivos e altos para o efeito s
ij
, as linhagens utilizadas nos cruzamentos
apresentaram valores para o efeito de g
i
positivo somente em um dos parentais.
37
TABELA 8. Estimativas dos efeitos médios da capacidade específica de
combinação (s
ij
) de 36 genótipos para sete características de milho
verde, avaliados dois locais, em esquema de cruzamento dialélico
completo envolvendo oito linhagens. UFLA, Lavras, MG, 2007.
ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
L11
-0,29** -5282,33** -4345,60** -5,61* -0,52* -0,58** -2,46**
HS12
0,09
n.s
2386,40** 2010,83** 3,17
n.s
0,06
n.s
0,19
n.s
1,57**
HS13
0,15* 532,87
n.s
964,36
n.s
7,99** 0,66* 0,21
n.s
0,54
n.s
HS14
0,08
n.s
1939,873* 1560,32** -6,36** -0,67* 0,11
n.s
1,74**
HS15
0,02
n.s
1641,593* 1842,15** 1,67
n.s
-0,22
n.s
0,27* 0,39
n.s
HS16
0,15* 1113,29
n.s
868,42
n.s
-2,03
n.s
-0,27
n.s
0,06
n.s
0,50
n.s
HS17
0,15* 937,45
n.s
1360,21** 3,86
n.s
0,36
n.s
-0,04
n.s
0,34
n.s
HS18
-0,05** 2013,24** 84,92** 2,93
n.s
1,11
n.s
0,34
n.s
-0,16**
L22
-0,58** -7871,21** -5593,92** -21,05** 0,13
n.s
-0,78** -5,30**
HS23
0,06
n.s
2081,40** 1087,71* -2,58
n.s
-0,52
n.s
0,41** 0,17
n.s
HS24
0,12
n.s
2206,66** 2011,06** 1,85
n.s
-0,59* 0,15
n.s
1,54**
HS25
0,01
n.s
1526,51* 1714,06** 10,65** -0,64* 0,38** 1,59**
HS26
0,27** 1855,35** 1467,40** 12,68** 0,31
n.s
0,03
n.s
1,89**
HS27
0,31** 3870,68** 2604,65** 16,07** -0,07
n.s
0,40** 2,39**
HS28
0,31** 1815,54** 292,15** 0,25** 1,18** 0,01** 1,44**
L33
-0,37** -246,37
n.s
-1002,99* -4,82
n.s
-0,67** -0,33** 0,44
n.s
HS34
0,18** 1548,17* 544,13
n.s
7,95** 0,51
n.s
0,12
n.s
1,58**
HS35
0,15* -377,40
n.s
-618,92
n.s
-7,01* 0,46
n.s
0,01
n.s
-0,48
n.s
HS36
0,23** 476,64
n.s
-45,04
n.s
0,01
n.s
0,41
n.s
0,21
n.s
0,27
n.s
HS37
0,18* 911,85
n.s
1310,39** 7,44* 1,03** 0,16
n.s
0,84
n.s
HS38
-0,19
n.s
-4680,81** -1236,67** -4,15** -1,22** -0,45** -3,81**
L44
-0,51** -7335,34** -5717,84** -24,34** 0,18
n.s
-0,61** -5,55**
HS45
0,12
n.s
2618,84** 1828,96** 4,77
n.s
0,13
n.s
0,00
n.s
2,05**
HS46
0,1
n.s
1161,00
n.s
1639,92** 18,09** 0,08
n.s
0,34** 1,36**
HS47
0,1
n.s
20,40
n.s
786,59
n.s
11,48** 0,21
n.s
0,10
n.s
0,90
n.s
HS48
0,3* 5175,78** 3064,69** 10,91** -0,04
n.s
0,41
n.s
1,92**
L55
-0,31** -4836,24** -3951,53** -14,29** -0,67** -0,48** -2,32**
HS56
0,05
n.s
2360,57** 1591,58** 12,23** 0,78** 0,21
n.s
0,82
n.s
“...continua...”
38
“Tabela 8, Cont.”
HS57
0,09
n.s
980,54
n.s
893,24
n.s
1,90
n.s
-0,09
n.s
0,03
n.s
0,24
n.s
HS58
0,18
n.s
921,82** 651,99** 4,36** 0,91
n.s
0,05** 0,18**
L66
-0,49** -5346,72** -3576,72** -19,99** -0,52* -0,06** -3,45**
HS67
0,019
n.s
1452,53* 330,82
n.s
-7,10* -0,39
n.s
0,13
n.s
0,91
n.s
HS68
0,158** 2274,04** 1300,35** 6,10** 0,11
n.s
0,24
n.s
1,13**
L77
-0,42** -4548,89** -4216,54** -17,20** -0,27
n.s
-0,43** -3,41**
HS78
0,14** 924,34** 1147,17** 0,77** -0,52* 0,07
n.s
1,19**
L88
-0,42** -4221,98** -2652,31** -10,58** -0,77
n.s
-0,34** -0,86**
* e **- significativamente diferente de zero, pelo teste t, a 5% e a 1% de
probabilidade;
n.s
- não significativo.
É importante ressaltar que são desejáveis aquelas combinações híbridas
com estimativas de s
ij
mais favoráveis, que envolvam os dois genitores que
apresentem efeito de g
i
mais favorável, ou seja, com valor positivo e
significativo (Cruz & Regazzi, 2001). Desse modo, a combinação entre as
linhagens L44 e L55 (HS45), na qual obteve-se efeito positivo para s
ij
e para o
efeito de g
i
nas duas linhagens parentais, é a mais desejada (Tabelas 7 e 8).
Os híbridos HS28, HS27, HS48 e HS26 obtiveram os maiores valores
para o efeito
de s
ij
para a característica ALT e os híbridos HS28, HS37 e HS13
para COR (Tabela 8). Vale ressaltar que os valores positivos de s
ij
para essas
características são indesejáveis. Neste caso, o mais indicado é a utilização de
híbridos que possuam valor negativo e significativo para o efeito de s
ij
.
Os híbridos HS48, HS27 e HS24 apresentam altura de plantas elevada,
porém, como a característica ALT não é um critério de exclusão no processo de
seleção e visto que os híbridos mais produtivos estão aliados a plantas de porte
mais elevado, essa característica tem pouca importância na seleção dos híbridos
mais promissores ao mercado (Tabela 8).
39
Para a característica MASSA, os cruzamentos L66 x L77 (HS67) e L33
x L55 (HS35) foram os que apresentaram o menor valor para o efeito de s
ij
,
indicando que essas combinações são indesejáveis.
Com relação ao DIAM e COMP, os cruzamentos L22 x L77 (HS27),
L22 x L55 (HS25) e L44 x L66 (HS46) apresentaram valores de s
ij
positivos,
significativos e de grande magnitude. Isso indica a maior possibilidade de
exploração da heterose, considerando simultaneamente essas duas características
que são importantes no milho verde.
As estimativas de parâmetros genéticos e fenotípicos são informações
importantes e úteis para ajudar o melhorista nas tomadas de decisões. As
estimativas da variância fenotípica (
2
F
σ
), variância ambiental (
2
E
σ
) e variância
genética (
2
G
σ
) foram de maior magnitude em Lavras para as características
ALT, PEE e COR (Tabela 9).
A herdabilidade permite antever a possibilidade de sucesso com a
seleção, uma vez que ela reflete a proporção da variação fenotípica que pode ser
herdada, ou seja, mede a confiabilidade do valor fenotípico como indicador do
valor reprodutivo.
É importante relatar que a herdabilidade (h
2
)
não é apenas uma
propriedade do caráter, mas também das linhagens e dos híbridos avaliados no
experimento.
Nota-se que, em Lavras, a menor estimativa de h
2
foi obtida na
característica COR (73,06%) e, em Ijaci, pela característica DIAM (58,80%)
(Tabela 9). Porém, os valores obtidos para as demais características, nos dois
locais, foram altos. Assim, a seleção poderá ser feita com grande possibilidade
sucesso, para as diferentes características de milho verde, mesmo para
características quantitativas que, normalmente, apresentam valores mais baixos
para h
2
.
40
Tabela 9. Estimativas das variâncias fenotípicas (
2
F
σ
), variâncias ambientais
(
2
E
σ
), variâncias genéticas (
2
G
σ
), herdabilidades (h
2
), coeficientes de
variação genética (CV
g
), razão entre coeficientes de variação
genético e ambiental (CV
g
/CV
e
) e o erro padrão da média das sete
características avaliadas em Lavras, MG e Ijaci, MG. UFLA, Lavras,
MG, 2007.
A herdabilidade variou de 97% (PEC) a 73% (COR), em Lavras e
88,99% (COMP) a 58,80% (DIAM), em Ijaci (Tabela 9). Deve ser ressaltado
que, nesse caso, a h
2
foi estimada no sentido amplo, pois, no numerador da
expressão, estão incluídas a variância genética aditiva e a de dominância.
Os valores dos coeficientes de variação genética (
CV
g
) refletem a boa
variação entre os genótipos, apesar de serem mais relevante nas características
PEC e MASSA. O CV
g
representa a razão, expressa em porcentagem, entre o
desvio do padrão genético e a média das cultivares.
LAVRAS
ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
2
F
σ
0,113 17291436,54 12650103,51 147,23 0,762 0,199 5,23
2
E
σ
0,014 1460601,05 358556,18 19,87 0,205 0,023 0,521
2
G
σ
0,098 15830835,50 12291547,33 127,36 0,557 0,176 4,71
h
2
86,94 91,55 97,16 86,50 73,07 88,41 90,04
CV
g
14,44 24,79 49,30 26,67 33,80 9,68 13,00
CV
g
/CV
e
1,82 2,33 4,14 1,79 1,16 1,95 2,12
Erro 0,041 508,12 422,03 1,51 0,115 0,055 0,281
IJACI
ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
2
F
σ
0,069 7183688,97 3440290,13 141,74 0,691 0,124 6,05
2
E
σ
0,009 799279,95 810644,68 21,47 0,173 0,051 0,667
2
G
σ
0,061 6384409,02 2629645,44 120,26 0,517 0,073 5,39
h
2
87,92 88,87 76,43 84,84 74,87 58,80 88,99
CV
g
16,18 23,15 41,84 29,45 30,28 6,78 15,71
CV
g
/CV
e
1,91 1,99 1,27 1,67 1,22 0,84 2,01
Erro 0,033 334,38 248,99 1,49 0,11 0,49 0,307
41
Em milho, para condições brasileiras, diversos autores consideram
valores da CV
g
acima de 7%, como um bom indicador do potencial genético.
Exceto diâmetro de espigas em Ijaci, o valor do CV
g
foi superior a este valor
para todas as características avaliadas.
Variação semelhante foi observada na razão entre o coeficiente de
variação genético e ambiental (CV
g
/CV
e
) , os quais retratam uma situação mais
favorável para seleção nas características PEE, PEC e COMP, em Lavras e ALT,
PEE e COMP, em Ijaci (Tabela 9).
A obtenção da correlação entre características de interesse de milho
verde pode facilitar a seleção e pode diminuir o trabalho do melhorista na
seleção de híbridos promissores que possam atender às exigências do
consumidor.
As estimativas do coeficiente de correlação genética entre as sete
características avaliadas estão apresentadas na Tabela 10. Nota-se que houve
correlação positiva e significativa para a maioria das características. Porém, a
característica COR apresentou valores baixos e não significativos para todos os
pares de características nas quais essa característica estava incluída. Vale
ressaltar que a cor é uma característica de fácil avaliação e sua determinação não
interferirá na agilidade do processo de seleção de híbridos promissores.
Observou-se correlação alta e significativa nas características PEE com
PEC, DIAM e COMP. Assim, pode-se afirmar que genótipos com maior
produção de espigas empalhadas apresentam maior produção de espigas
comerciais, assim como maior dmetro e comprimento de espigas. A alta
estimativa de correlação e a alta herdabilidade facilitam o processo de seleção de
híbridos, visando atender às exigências do mercado, ou seja, reduzem o número
de características a serem avaliadas, sem a necessidade de medições adicionais.
Resultados semelhantes foram obtidos por Oliveira et al. (1987) e Paiva Junior
(1998).
42
Genótipos com espigas de maior diâmetro não indicam, necessariamente,
genótipos que produzem espigas com maior porcentagem de massa (MASSA), o
que pode ser verificada neste trabalho (Tabela 10). Dessa forma, em novos
experimentos com milho verde, são recomendadas avaliações da porcentagem
de massa de cada genótipo.
O método do índice de seleção baseado na soma de postos facilita a
decisão do melhorista sobre quais genótipos devem ser selecionados e quais
devem ser descartados. O método é de fácil obtenção e os pesos podem ser
atribuídos de acordo com o que o melhorista deseja nos genótipos, a fim de
prosseguir com o programa.
TABELA 10. Estimativas do coeficiente de correlação genética (r
G
) entre
altura de plantas (ALT), produtividade de espigas empalhadas
(PEE), produtividade de espigas comerciais (PEC),
porcentagem de massa (MASSA), cor dos grãos (COR),
diâmetro (DIAM) e comprimento das espigas (COMP).
UFLA, Lavras, MG, 2007.
CARACTERÍSTICAS PEE PEC MASSA COR DIAM COMP
ALT
0,58* 0,43* 0,25
n.s
0,29
n.s
0,34
n.s
0,44
n.s
PEE
0,88** 0,30** 0,05
n.s
0,81** 0,77**
PEC
0,45
n.s
-0,21
n.s
0,70** 0,80**
MASSA
0,38
n.s
0,22
n.s
0,43
n.s
COR
-0,11
n.s
0,18
n.s
DIAM
0,38
n.s
* e **- significativo e altamente significativo ao teste t;
n.s
- não significativo
43
Pelos resultados apresentados na Tabela 11, é possível inferir quais
híbridos apresentaram o melhor desempenho, simultaneamente, para todas as
características avaliadas. Os híbridos HS48, HS27, HS24, HS25, HS12 e HS45
acumularam um maior número de características desejavéis em um único
genótipo.
É importante relatar que as linhagens que foram utilizadas na formação
desses híbridos apresentaram valores positivos de g
i
para um dos parentais e
negativos para o outro, para as características ALT, DIAM, MASSA e COMP.
Com relação à COR, cruzamentos entre linhagens com parentais que
apresentaram valores negativos significativos ou não, para ambos os parentais,
foram os que obtiveram melhor desempenho na classificação, baseada na soma
de postos.
Para as características PEE e PEC, linhagens que exibiram efeito de g
i
positivo, altamente significativo e de grande magnitude, para as duas linhagens
utilizadas no cruzamento, foram as melhor classificadas.
Outro fato interessante é que o efeito de s
ij
para as características PEE,
PEC e COMP foi significativo, positivo e de alta magnitude para todos os cincos
melhores híbridos selecionados com base no índice. Para a característica COR,
os efeitos de s
ij
negativos e de pequeno valor prevaleceram entre os híbridos que
se destacaram, indicando que o efeito negativo dos parentais e a menor heterose
produzem híbridos com grãos de coloração mais adequada.
Os híbridos HS35, HS36 e HS38 apresentaram desempenho inferior em
relação à média, considerando simultaneamente todas as características (Tabela
11).
Vale ressaltar que os pesos econômicos utilizados foram capazes de
distinguir os híbridos mais promissores e podem ser utilizados como critério de
seleção em programas de melhoramento de milho verde.
44
TABELA 11. Classificação de híbridos experimentais, com base na soma de
postos, envolvendo sete características de interesse agronômico
e diferentes pesos econômicos. UFLA, Lavras, MG, 2007.
HÍBRIDOS ALT PEE PEC MASSA COR DIAM COMP ÍNDICE
HS12
1 24 24 3 10 11,5 9
73,5
HS13
0,4 5 14 6,6 4 6,5 8 36,5
HS14
1,4 21 21 0,9 12 7,5 13,5 63,8
HS15
2 22 23 4,5 6 10 13 67,5
HS16
0,8 9 7 1,5 10 4 4,5 32,3
HS17
1,2 10 20 3,9 8 1 9,5 44,1
HS18
3 17 5 5,4 6 10,5 3 46,9
HS23
4,2 18 19 0,6 10 13,5 1 65,3
HS24
3,8 25 26 2,1 12 12,5 6
81,4
HS25
4,6 23 22 6,9 8 14 11
78,5
HS26
2,2 16 9 5,1 6 9,5 3,5 47,8
HS27
1,8 27 27 7,5 10 13 12
86,3
HS28
0,2 20 8 2,7 6 8,5 2,5 45,4
HS34
2,8 13 12 6 6 6 11,5 45,8
HS35
2,6 4 4 1,2 2 2 4 15,8
HS36
2,4 2 2 1,8 6 7 1,5 21,2
HS37
3,6 3 15 4,8 4 3,5 7,5 33,9
HS38
5,6 1 1 2,4 14 0,5 0,5 24,5
HS45
3,4 26 25 5,7 6 5 14
71,1
HS46
4,4 11 16 8,4 8 11 6,5 58,8
HS47
5,2 6 18 6,3 10 5,5 10 51,0
HS48
0,6 28 28 8,1 10 12 12,5
86,7
HS56
5 19 13 7,8 2 9 7 55,8
HS57
4,8 12 17 3,6 6 2,5 10,5 45,9
HS58
1,6 15 10 7,2 2 3 5,5 38,8
HS67
5,4 7 3 0,3 10 4,5 5 30,2
HS68
3,2 14 6 4,2 8 8 2 43,4
HS78
4 8 11 3,3 12 1,5 8,5 39,8
45
5 CONCLUSÕES
Os efeitos não aditivos foram mais importantes que os efeitos aditivos para a
variação dos genótipos, o que possibilita inferir que a heterose é importante na
seleção de híbridos para a produção de milho verde.
A avaliação da produtividade de espigas empalhadas (PEE) é suficiente para
definir quais os híbridos apresentam o melhor desempenho para a produtividade
de espigas comerciais (PEC), diâmetro (DIAM) e comprimento de espigas
(COMP). Isso indica que as características PEC, DIAM e COMP podem ser
descartadas da avaliação em programas de melhoramento de milho verde.
Os híbridos HS48, HS27, HS24, HS25, HS12 e HS45 acumularam um
maior número de características desejadas em um único genótipo, com base no
índice de seleção baseado na soma de postos.
46
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