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2008 CONTATOS IMEDIATOS COM A MEMÓRIA DO PAÍS.
“Há 30 anos, em 1978, o Banco do Brasil fortalecia sua capacidade de obter e fazer circular
informações confiáveis porque hoje, em 2008, este é um fator decisivo para o sucesso de qualquer
grande empresa.”
Quando entrou na agência Macapá, naquela manhã quente de janeiro de 2008, o homem apressado
não pode deixar de observar o bonito visual eletrônico que falava nos 200 anos do Banco do Brasil.
Segundos depois, na cúpula de vidro onde funcionava o terminal de teleprocessamento, ele fazia
anotações diante da tela.
Comerciante de óleos comestíveis, estava particularmente interessado na cotação da soja nos mercados
do sul do país. Ficou sabendo não só a quantidade negociada em todas as bolsas, mas os preços
alcançados, a tonelagem em estoque, e também as vendas realizadas para o exterior.
A distância entre aquele homem de Macapá e o que havia acontecido momentos antes na Bolsa de
Alimentos de Porto Alegre era apenas a de um botão.
Em 2008, o Projeto ESCAI, que o Banco do Brasil começou a desenvolver no final da década de 70
era uma rotina. Este projeto nasceu da necessidade do Banco, que já naquela época aplicava 60 % de
todos os seus recursos em crédito agrícola, de dispor de informações cada vez mais precisas e mais
rápidas sobre tudo o que acontecia na agricultura, na pecuária e nas fontes de abastecimento do país.
Estas informações – milhões de novos dados que se renovavam todos os dias – eram armazenadas num
grande equipamento central e depois distribuídas “on-line” a 51 centros regionais e, finalmente às
agências, através de terminais.
Com o progressivo aumento da alçada, ou seja, do poder de decisão, de diretores regionais,
supervisores e gerentes de agências, as informações administrativas precisavam ser igualmente ágeis e
de boa qualidade. Por isso também, ainda na década de 70, entrou em funcionamento o SIG –
Sistema de Informações Gerenciais – que deu autonomia significativa a todos os setores, eliminando
os entraves burocráticos.
O Banco do Brasil começou a desenvolver o seu sistema de processamento de dados em 1964, com
um pequeno computador. Em 1978, tinha oito grandes centros regionais de processamento em Porto
Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Recife e iniciava a
criação de outros 43 núcleos, numa decidida política de descentralização e aumento de oferta do
serviço.
Assim, no fim do Século XX, o Banco do Brasil fortaleceu aquilo que seria o fator decisivo para o
sucesso de qualquer grande empresa do futuro: a capacidade de obter e fazer circular informações
confiáveis. Embora se mantivesse fiel à sua vocação de grande banco rural, o Banco do Brasil também
estava solidamente implantado no exterior, acompanhando a empresa privada brasileira que ampliava
cada vez mais suas conquistas nos mercados externos. Em 2008, na festa dos 200 anos, o Banco é
dono de uma fantástica memória capaz de facilitar o trabalho dos seus funcionários e clientes. Em
Macapá ou Nova York. Em Pirapora ou no Kuwait. Basta apertar um botão.
BANCO DO BRASIL
Um grande país precisa de um banco assim