Assim sendo, seriamos mais que amigos,
E envelheceríamos juntos, ou quem sabe não,
Mas eu só queria que você sempre estivesse comigo,
E que nunca partisse, deixando-me na solidão...
Hipérboles
Como falas que o amor não dói na alma?
Talvez a dor do amor tu ainda não conheces,
Não sabe que a dor do amor não se ensalma,
A dor do amor é algo que não entorpece...
Ela te acompanha nas madrugadas,
Deitando-se ao lado de teu travesseiro,
Trazendo-te uma saudade calada,
Parecendo esperar por teu momento derradeiro...
Como a nostalgia move a poesia, há saudades,
E ela também serve para calar o poeta,
Pois a dor do amor a qualquer alma invade,
A qualquer homem corroí, ilude, desconcerta...
É uma resposta à espera de uma pergunta,
Mas, uma pergunta que não encontra respostas,
Pois, são peças que não podem estar juntas,
De naturezas não reveladas, mesmo que expostas...
Porque na grandeza de suas verdades,
Há sempre uma que a saudade conclama,
Com hipérboles hostis, e verbos em continuidade,
Vão apagar o teu fogo, até tua ultima chama...
Assim tu medrarás, entendendo a dor do amor,
E tentará te esconder no teu subconsciente,
Não sabendo que ela te encontra seja onde for,
Pois a dor do amor, em todo lugar se faz presente...
Levando-te para abismos onde fantasmas residem,
E no escuro predominante, acabam te julgando,
Mas são seus fantasmas, e eles existem,
Em hipérboles, ao qual continuarei falando...
Pois ainda hei de ver-te assim decapitado,
Por suas próprias palavras, mesmo inconsciente,
Ao reconhecer a dor do amor, mesmo atrasado,
Desfigurando tua vida, tua alma, tua mente...
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