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Sobre o Curso Normal Sobre o Curso de Pedagogia
O maior respaldo da didática que tive foi
do Curso Normal. Nele eu aprendi a
prática. (Entrevistada F-50)
Como eu disse para você, tive todas as
disciplinas pedagógicas no Curso de
Pedagogia, mas com uma carga de teoria
bem grande. Eu não tive parte prática.
(Entrevistada F-50)
O Curso Normal foi mais forte que o
Curso de Pedagogia na parte de métodos e
técnicas, de como fazer. (Entrevistada G-
50)
Na universidade, predominavam em geral
disciplinas que enfatizavam aspectos mais
filosóficos, sociológicos, psicológicos,
históricos... A relação com a prática era
muito distante. (Entrevistada G-50)
Tive um Curso Normal muito forte.
Peguei a primeira leva de professores
concursados do estado de São Paulo.
Então, eu tive excelentes professores, que
apertavam os alunos naquela concepção de
que você tinha que saber mesmo.
(Entrevistada H-50)
Estudei o Emílio, de Rousseau, na Escola
Normal. Quando eu cheguei na
universidade, o Rousseau foi posto num
contexto. Então ele adquiriu outro sentido,
porque eu fui ler outras obras dele e não só
o Emílio. [...] Tínhamos a didática e a
prática de ensino. A prática de ensino
discutia mais a questão metodológica
geral, as possibilidades do planejamento
diário, a questão da sala de aula. [...] Um
universo se abriu... Psicologia, Sociologia,
Filosofia, História da Educação... Foi um
aprofundamento imenso! Nós éramos
formados para pensar a educação nas suas
diferentes vertentes. (Entrevistada H-50)
O Curso Normal tinha um viés mais
prático, mas assim mesmo não tinha muito
estágio. Eu lembro que o Ensino Normal
foi muito fraco na prática de ensino. [...]
Era um curso meio formalista, meio
cartorial, enfatizando, por exemplo, como
é que se faz uma caderneta escolar, como
é que se prepara uma aula. (Entrevistada
I-60)
O Curso de Pedagogia, evidentemente, era
centrado em matérias muito mais teóricas
do que o Curso Normal. (Entrevistada I-
60)
O Curso Normal habilitava muito bem
para a docência. (Entrevistada N-60)
A questão de como ser professor não
entrava no Curso de Pedagogia. Os
estudos eram no campo da história da
educação, da filosofia da educação, da
sociologia da educação... Estudávamos
muito sobre cultura brasileira. Era um
curso muito forte do ponto de vista de
pensar a educação. (Entrevistada N-60)
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