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MIDIA, A MODERNA ESFINGE
Decifra-me ou te devoro
Lycio de Faria
Rio de Janeiro, 2004
(Edição do Autor)
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons
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Lycio de Faria
MÍDIA, A MODERNA ESFINGE
"Decifra-me ou te devoro"
1
Esfinge - Criatura com corpo de leão e
cabeça humana. O nome é grego e a
esfinge é famosa nas lendas gregas
como um ser onisciente [...].
Enciclopédia Britânica
2
Prefácio
O objetivo deste pequeno livro é tentar estimular a discussão sobre o papel da mídia
(sobretudo a televisão) na formação da cultura do egoísmo, da permissividade, da
irresponsabilidade e da violência, que se vem tornando predominante, notadamente no
Brasil, pondo em risco os próprios fundamentos da vida civilizada.
A idéia do livro surgiu da leitura de um desses textos que circulam na Internet,
sem declaração de origem - O CAMPEONATO DO DIABO. É apenas uma história,
simples ficção, mas que busca ressaltar a imensa responsabilidade da mídia (ou
melhor, do mau uso da mídia) na formação, ou deformação, do caráter das pessoas,
considerando esta última como a raiz de todos os males.
Tudo o que está ali dito coincide com o que penso sobre os problemas que
afligem a quase todo mundo.
Outra coincidência foi em relação à metáfora que costumo usar a propósito de
minha visão sobre essa matéria. Sinto-me como um estudante de medicina que não
tivesse assistido às aulas de terapêutica. sabe fazer o diagnóstico. O
CAMPEONATO DO DIABO também faz o diagnóstico, sem indicar um tratamento
específico para o mal.
Preso ainda àquela incapacidade, ocorreu-me que a eliminação da dificuldade
talvez esteja em se difundir o mais possível o referido diagnóstico, na esperança de
que alguém encontre a fórmula salvadora.
Logo, porém, uma dúvida me assaltou: e se o diagnóstico não for correto? Essa
pude de pronto descartar. Nenhum mal poderá decorrer da difusão pretendida e, em
qualquer hipótese, sempre restará a boa intenção. O único perigo é que ela vá ajudar a
pavimentar o próprio Inferno, como referido no velho ditado: "De boas intenções está o
Inferno calçado."
Resolvi correr o risco. Bem pequeno, aliás, tendo em vista a igualmente bem
pequena probabilidade de o livro conseguir alguma atenção.
Rio de Janeiro,
outubro de 2004
3
O CAMPEONATO DO DIABO
O diabo reuniu as suas hostes e falou:
- Senhores e senhoras. Eu convoquei esta reuno porque estou muito preocupado com a
situação da humanidade. Como todos sabem, nossa missão é atormentar os humanos o mais
possível, até a vitória do MAL sobre o BEM. Nossa luta tem sido árdua. Na Idade dia,
especialmente com a Inquisição, quase vencemos. Mas veio o Renascimento e tivemos que recuar.
A civilização aprimorou-se e quase perdemos a luta. Voltaram a ser respeitados, nos principais
países do planeta, os valores éticos e morais, que são as maiores forças de nossos adverrios. Não
desanimamos , porém, e no século XX faltou muito pouco para atingirmos nosso intento. O
momento culminante foi a aliaa de nossos grandes agentes: Hitler e Stalin. Houve momentos de
quase desespero na comunidade do BEM. Aquela dupla parecia imbatível. Infelizmente fomos
traídos. O canalha mor, Stalin, que havia demonstrado qualidades aparentemente insuperáveis,
exterminando miles de seus próprios conterrâneos, abandonou a aliança. Soube-se que a razão
da atitude do Stalin foi um desprezo incoercível que ele sentia pelo Hitler. O desprezo decorria do
fato de o Hitler estar lhe parecendo um poltrão, assassinando apenas judeus, povos dominados,
mulheres, crianças, etc... Tudo pessoas indefesas, consideradas inimigos, sub-raças. O sagrado
povo germânico não era atingido. Foi preciso que tentassem matá-lo para que ele se virasse
também contra sua própria gente. Um fraco! Indigno, segundo Stalin, do título de paladino do
MAL que muitos lhe atribuíam. O destino entretanto nos foi adverso. Hitler foi derrotado e voltou
a esta casa por suas próprias mãos. Além disso, apesar de todos os nossos esforços em contrário, a
bomba atômica acabou ficando, primeiro, nas mãos de nossos inimigos. Foi uma deceão, mas
perseveramos e conseguimos afinal que agentes nossos vendessem o segredo aos russos. Com isso
o jogo ficou empatado durante muitos anos. Até a guerra, nosso clima preferido, passou a ser fria,
sem as deliciosas carnificinas que tanto apreciamos. Foram anos e anos de tédio, tão grande que
nossos irmãos soviéticos começaram a brigar entre si. O império que havíamos construído com
tanto carinho ruiu de repente. Foi difícil suportar o mau cheiro que exalava de toda aquela
podridão que ficou à mostra. Foi a vez de nossa comunidade ficar à beira do desespero. Eu mesmo
quase desanimei. Cheguei a chorar (lágrimas de fogo, naturalmente) quando testemunhei a alegria
de tantos humanos com a queda do muro de Berlim. Tivemos que reformular todo nosso
planejamento. Nada mais de lances espetaculares. Nossa estratégia passou a ser outra, inteiramente
diferente. A palavra de ordem passou a ser: Finjam-se de bons! Trabalhem em surdina, nunca
revelando seus verdadeiros intentos. O objetivo é destruir as próprias bases do BEM, ou seja, os
valores éticos e morais. E posso dizer, com incontrolável orgulho, que essa fórmula foi (modéstia à
parte) um toque de nio. Estamos hoje muito próximos da vitória final. Parcelas imensas da
humanidade já estão corrompidas. O egoísmo impera. A violência, irmã dileta dele, está atingindo
níveis que pareciam antes inalcançáveis. O BEM, entretanto, insiste em sobreviver. o muitos os
seus partidários que, apesar de toda essa realidade, continuam lutando, impedindo nosso triunfo
total. A finalidade desta reunião é tentarmos identificar o melhor de nossos agentes para nele
concentrarmos o apoio de todos, até a vitória final. É uma espécie de campeonato. Examinaremos
as qualidades de todos e o que for considerado o mais eficiente será declarado CAMPEÃO. Para
conseguirmos chegar ao âmago de cada comportamento, teremos um "advogado do diabo" que
contestará os argumentos dos candidatos. Reconheço que essa expressão, "advogado do diabo",
não é muito adequada ao nosso caso. Mas vamos usá-la, à falta de outra melhor e por não
podermos, obviamente, pronunciar aqui o nome oposto ao meu. Que se apresente o primeiro
candidato.
- Eu represento os pivetes. Sou o mais jovem de seus agentes. Roubo bolsas, bicicletas,
jóias, tudo o que aparecer. Eventualmente até mato um velhinho aqui, uma velhinha ali, mas
quando estou "doidão", por ter cheirado cola. Geralmente sou discreto, escolhendo minhas vítimas
com muito cuidado. Dou preferência a mulheres franzinas, criaas e velhinhos ou velhinhas.
Estes, quanto mais caquéticos melhor, estrebucham menos quando preciso sangrá-los. Seguindo
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sua orientação, sempre me finjo de bonzinho. estou com dezessete aninhos, tenho um pouco
mais de um metro e oitenta de altura e peso quase noventa quilos, mas se me apanham choro como
um be, faço uma cara de vítima e berro logo: "Sou di menor, sou di menor". Acho que mero o
título de campeão. Mas tem de ser depressa. Logo, logo, completarei dezoito anos e se o
conseguir esconder esse detalhe posso até acabar impedido de operar, durante seguidas férias na
cadeia.
- Meus parabéns. Vopromete. Quando crescer (se é que isso ainda é possível) você será
certamente um agente muito bom. Por enquanto é cedo para aspirar ao título. Você faz muito pela
causa, mas sua ação é limitada. E, paradoxalmente, você até fortalece o inimigo, quando lhe inspira
o nobre sentimento de piedade.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o explorador de menores. Sou o maior beneficiário da inimputabilidade (êta
palavrinha bonita!) dos anjinhos que estão a meu serviço. Não faço nada diretamente. Fico sempre
escondido e muito raramente conseguem me identificar. Meu esquema tem ainda a vantagem de
possibilitar a renovão dos quadros. Sempre que um menor eventualmente sai da linha eu o
liquido, tranilamente, e ainda espalho que a chacina é coisa de grupos de extermínio, integrada,
obviamente, por policiais. Pode haver alguma dúvida de que eu sou o campeão da maldade?
- Vossa Excelência (sinto-me na obrigação de tratá-lo com a deferência que o senhor
merece), Vossa Excelência, repito, seria realmente um candidato dificilmente sobrepujável, não
fosse o defeito que mencionei em relação ao candidato anterior. Seu campo de atuação é,
inquestionavelmente, maior do que o de um pivete, considerado isoladamente, mas ainda está
longe da amplitude que nossa causa requer. Peço que o auditório não se deixe impressionar com o
caso do Brasil, onde o explorador de menores age com tanta desenvoltura. Satã, nosso amado líder,
tentou muito implantar em diversos países o código de menores por ele arquitetado, mas teve
sucesso no Brasil. Só ali acreditam que a total e absoluta irresponsabilidade dos menores seja uma
proteção para eles. Vossa Excelência me desculpe a franqueza, mas esse é o meu papel.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o traficante de drogas. Nem sei para que os senhores perdem tempo com este
concurso. Nem vou me alongar sobre meu trabalho. Todos conhecem muito bem a minha
eficiência. Duvido que possa existir alguém pior do que eu. Se algum ingênuo tiver dúvidas que
pergunte aos pais de jovens que eu consigo tornar viciados. Ou, melhor ainda, aos pais de criaas
naquela situação. Sim, porque eu muito me orgulho de não restringir minhas atividades aos
adolescentes. E posso adiantar aqui que estão muito avançadas as pesquisas que me permitirão
produzir pirulito de maconha. Será a glória. Maconha que não precisará ser fumada. Umas poucas
chupadinhas no pirulito e o serviço estará feito...
- Aparentemente o senhor tem toda razão. Não podemos, entretanto, deixar de ouvir os
outros candidatos. A criatividade demoníaca não tem limites e, de repente, surge uma idéia mais
avaada. Isso naturalmente sem desmerecer da qualidade de seu trabalho, que tanto fez pela
nossa causa.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o falsificador de remédios. O meu antecessor que me perdoe, mas eu acho que
sou, pelo menos, tão ruim como ele. E minha atividade é mais requintada. O traficante sabe a quem
está fazendo mal. Essa é uma condição inexistente para mim. Eu mato as esperanças das pessoas (e
as próprias pessoas) sem nem saber onde ou quando. Por outro lado, não discrimino meus alvos.
Tanto posso falsificar insulina, que é destinada a uma doea razoavelmente controlável, como
falsificar remédios contra o câncer, que é incurável mesmo, na maioria dos casos. Aliás, esse seria
um campo ideal de atuação, porque os remédios contra o câncer são muito caros. O problema é a
concorrência desleal dos produtores de chás milagrosos. Curandeiros são quase imbatíveis,
inclusive porque se apresentam como benfeitores e oblico parece que adora ser enganado...
- Evidentemente o senhor é um forte candidato ao título. Sua atividade é deletéria num grau
bastante apreciável. Vale a pena registrar o fato de que o seu caso ilustra expressivamente como
temos tido sucesso em nossos esforços. Há relativamente pouco tempo dificilmente se encontraria
alguém rdido o bastante para falsificar remédios. Era um tarado aqui, outro ali, sem grande
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significação. Hoje, não. Os falsificadores de remédios contam-se às centenas, talvez milhares.
Estão organizados em verdadeiras empresas especializadas. Umas falsificam os comprimidos ou
cápsulas, outras as bulas, outras as embalagens, etc. É um progresso fantástico. Uma beleza! Tudo
isso é muito bonito mas infelizmente não está universalizado como desejaríamos. As estatísticas
indicam que apenas no Brasil e em muito poucos outros países os números são significativos.
Além disso, essa atividade maléfica tem um defeito insanável. atinge os doentes, que
necessitam de remédios. A enorme quantidade de gente sadia o é atingida e isso pode ser fatal
para nossos interesses.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o estelionatário. Também me chamam de vigarista, o que me enche de orgulho. O
mal que eu produzo é pequeno, se considerado em termos diretos. Indiretamente, porém, minhas
atividades têm grande significado pois eu fomento a degradação das pessoas e isso é ótimo para
nossa causa. As chamadas vítimas de meus atos são, na verdade, gananciosos sem escrúpulos que
pensam estar enganando quem lhes parece um otário. Uma vantagem adicional é a raiva provocada
pela constatação das perdas sofridas. Ninguém reconhece que estava tentando me ludibriar e isso
ainda mais aumenta a raiva que sentem. E todos sabem como a raiva é boa conselheira. Se os
senhores pensarem bem. verão que eu sou um autêntico campeão.
- Toda atividade maléfica merece nosso respeito e consideração. A sua, entretanto, também
sofre de um defeito insanável. O senhor não perverte ningm. Suas vítimas já eram pervertidas.
eram dos nossos. que incompetentes, sem iniciativa. atuam (e desastradamente) quando
provocados. O senhor não me parece elegível como campeão. O máximo que eu lhe atribuiria seria
um certificado de participação nesta disputa.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o gigolô. Muitos não avaliam a intensidade do mal que eu ocasiono porque tendem
a concentrar sua atenção nas mulheres adultas por mim subjugadas. até quem o me veja
como um malfeitor autêntico que, segundo esses observadores, as mulheres não deixam a
prostituição porque no fundo, no fundo, não querem e até gostam da profissão. Muitas sonham
com a glória atingida por algumas matriarcas que se permitem proclamar, ao vivo, na televisão, o
orgulho que sentem por se terem prostituído. Esses innuos o vêem, ou não querem ver, como é
útil para nossa causa o trabalho que desenvolvo junto às meninas. Aí, minha atuão maléfica é
insuperável. De uma só vez eu corrompo as criaas e os que pagam pelos favores delas. E muitos
desses são "respeitáveis" integrantes da sociedade, tendo sua degradação moral um inestimável
efeito multiplicador. E não me venha o senhor "advogado do diabo" dizer que a difusão é pequena.
Eu atuo no mundo inteiro e desde que o mundo é mundo.
- Realmente, o senhor está com toda a razão quanto à difuo. Creio que não existe uma
biboca no mundo, por menor que seja, imune à prostituição. Já sua alegação de que toda ela é fruto
de seus esforços não corresponde à realidade. Infelizmente, ou melhor dizendo, felizmente, existe
muita prostituição espontânea. Especialmente hoje, quando nem o sexo masculino escapa... Por
outro lado, sua alegada antigüidade tem também uma faceta negativa para nossa causa, pois prova
apenas que é um mal crônico, mas o de gravidade suficiente para destruir o BEM, como todos
nós aqui desejamos.
- Que se apresente outro candidato.
- Eu sou o advogado. Meus ritos são muito maiores do que o de todos os candidatos
anteriores. Eles pertencem a categorias intrinsecamente más. Não existem pivetes, exploradores de
menores, traficantes de drogas, falsificadores de remédios, estelionatários ou gigolôs que possam
ser considerados bons. Comigo é diferente. A profiso é neutra. A malignidade é uma decisão
consciente e portanto muito mais meritória. Estabelecida essa premissa, peço nia para expor
minha causa. Estou seguro de que os senhores jurados, do alto de sua incomensurável sabedoria,
me concederão um veredicto favovel, num ato da mais sublime JUSTA!!!!!!!
- Um momento, por favor. Eu peço ao nobre colega que não se esqueça de que não estamos
em um estúdio cinematográfico fazendo um filme americano de segunda categoria. Essa sua
encenação é aqui itil. Queremos fatos. De exibicionismo estamos fartos.
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- Que seja como deseja o meu ilustrado oponente. Fatos não me faltam. Eu terei até de ser
seletivo porque se eu fosse enumerar todo o mal que sou capaz de produzir (e que sempre que
posso produzo) levaria um tempo demasiadamente dilatado. Entretanto, até ser seletivo é difícil,
tantos foram os campos de atuão que se abriram à minha escolha quando decidi ser maligno.
- Perdão novamente, nobre colega. Nós dispensamos seu exibicionismo e dispensamos
também sua prolixidade. Por gentileza, vá direto ao assunto que interessa e nos poupe seus floreios
lingüísticos.
- Es bem, está bem, sapiente causídico. Não me valerei de florilégios oratórios pois minha
causa deles não carece. fiz minha escolha. Estou firmemente convencido de que o meu feito de
maior sucesso para nossa causa é o de conseguir absolver um criminoso fazendo com que ele
retorne, impune, à sociedade, apto a continuar sua faina destrutiva. Notem, senhores jurados, que
isso não ocorre por acaso, ou fortuitamente. O fato é a resultante de um árduo trabalho de
solapamento da decência, iniciado nos bancos das faculdades de Direito. Primeiro foi necessário
fazer com que se admitisse ser legítimo ao advogado r todo seu conhecimento e inteligência a
serviço da libertação de quem ele sabe ser um criminoso. Foi muito duro, mas conseguimos dar a
isso o nome de direito de defesa. Tivemos sucesso também no estabelecimento do conceito de que
um julgamento justo não é aquele em que o u, respeitada sua condição humana, receba a pena
legal e previamente estabelecida para o crime que cometeu. Hoje aceita-se pacificamente a tese de
que se comprova justo o julgamento em que o criminoso possa ficar isento de punição, se
possuir recursos suficientes para pagar um bom advogado, sem escrúpulos morais. Mais difícil foi
fazer admitir como coisa natural que o advogado não indague sobre a origem dos recursos com os
quais são pagos seus honorários. Com isso torna-se possível defender um ladrão e receber parte do
produto do roubo como honorários, com a maior tranqüilidade. A fórmula cobre satisfatoriamente
até mesmo o latrocínio. Não fosse isso seria muito árdua a tarefa de cooptar advogados para a
nossa causa. Hoje, felizmente, essas teses o como dogmas, aceitas até mesmo por venerandos
juizes. Os que contra elas se insurgem são logo aquinhoados com as pechas de ignorantes ou
mesmo imbecis, o que tem sido muito eficiente p