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Quadro 1 - Comparação das questões de análise entre o GPU Público, Rua XV de Novembro e o GPU Privado, Park
Shopping Barigüi
conclusão
QUESTÕES DE ANÁLISE RUA XV DE NOVEMBRO PARK SHOPPING BARIGÜI
4. Oportunidades diversas da
Apropriação comunitária Apelo
Cultural
Iniciado o processo de valorização urbanística
cultural, na década de 1970, com a preservação
do patrimônio histórico e revalorização do
centro. Mediante a reciclagem de uso e
restauração de imóveis, foi estabelecida uma
identidade própria por meio da criação das
UIPs – Unidade de Interesse de Preservação.
Cinemas no interior do próprio shopping para
público pagante, de uso restrito e que pode
ser eliminado do complexo se os resultados
financeiros não forem bons ao empreendedor.
5. Acessibilidade da população
Público, democrático e de uso irrestrito. Ponto
de encontro tradicional conhecido como a
'Boca Maldita. O acesso na XV foi ampliado,
após fechamento da rua, aumentaram as
atividades de lazer, a ampliação do número
de lojas comerciais e uma atração maior de
pessoas.
Acesso controlado pelo empreendedor, sem
a garantia do direito de ir e vir de qualquer
cidadão, alguns podem ser segregados.
Por um lado público mas por outro lado privado.
6. Participação comunitária
Mês de Urbanismo em 1965, houve sete
Audiências Públicas, porém questiona-se a
efetiva participação de lojistas. Participação
considerada apropriada segundo os parâmetros
da época.
Houve de forma oficial (disponibilização do
material sem audiência – não-exigido).
Raramente são consultados pela população.
7. Papel do Estado/ parcerias
com o setor privado
O poder municipal é proponente e executor
O poder municipal é controlador e fiscalizador.
O proponente é o setor privado. O conjunto
de ações e coalizões emerge em busca de
pró- renovação de áreas urbanas com vistas
à produção do espaço por meio da flexibilização
da legislação. Incentivos refletem nos interesses.
A parceria do poder público está na implantação
de infra-estrutura como o binário, não resultando
no incremento no uso do entorno do Park
Shopping, porém dos impactos gerados e
iniciados pelo empreendimento.
8. Fonte de recursos
Governamental ou por empréstimos, sendo o
município o tomador
O recurso é privado. Há compensações exigidas
por lei, as medidas compensatórias, exigidas
no RAP, as contrapartidas financeiras e
implantação de obras de infra-estrutura como
uma maneira de reparar os impactos e as
externalidades que o empreendimento possa
ocasionar.
9. Empregabilidade/Geração de
empregos
Valorização do pequeno varejista, do comércio
popular e do surgimento de novas ocupações
no setor terciário.
Empregos diretos e indiretos. Concentração
de muitas lojas, que beneficia o empreendimento
ou o empreendedor em detrimento do pequeno
varejista do entorno.
10. Preocupação com enfoque
ambiental
Limita-se à proposta de pedestrianização.
Soluções paisagísticas voltadas aos usuários:
bancos, floreiras, bancas, plantio de árvores
As normas são ampliadas, ações mitigadoras e
compensatórias como: recuperação das margens
do rio Barigüi, desapropriação, realocação de
40 famílias.
Na primeira questão, relativa ao perfil do usuário, observa-se completa distinção
entre o
GPU
público, Rua
XV,
e o privado, Park Shopping. Foi demonstrado que o perfil
da Rua
XV
mudou, passando de comércio elitizado para outro mais popular, de
origem metropolitana, o que lhe garante um público que está em busca de preços