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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS
ESTUDO DO COMPORTAMENTO DO SINAL
ELETROMIOGRÁFICO DURANTE A RECUPERAÇÃO DA
FADIGA ISOMÉTRICA DOCEPS BRAQUIAL
Luciana Roberta Tenório Peixoto
Orientador: Carlos Alberto Gonçalves
Dissertação de Mestrado em Ciências Médicas
Brasília, 2008.
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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
FACULDADE DE MEDICINA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS MÉDICAS
ESTUDO DO COMPORTAMENTO DO SINAL
ELETROMIOGRÁFICO DURANTE A RECUPERAÇÃO DA
FADIGA ISOMÉTRICA DOCEPS BRAQUIAL
Luciana Roberta Tenório Peixoto
Orientador: Carlos Alberto Gonçalves
Dissertação de Mestrado em Ciências Médicas submetida ao Programa de Pós-
graduação em Ciências médicas da Faculdade de Medicina da Universidade de
Brasília, como parte dos requisitos necessários para obtenção do título de Mestre
em Ciências Médicas.
Brasília, 2008.
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FICHA CATALOGRÁFICA
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
Peixoto, LRT (2008). Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico durante a
recuperação da fadiga isométrica do bíceps braquial. Dissertação de Mestrado em
Ciências Médicas. Faculdade de Medicina, Universidade de Brasília, Brasília, DF.
73 p.
TRANSFERÊNCIAS DE DIREITOS AUTORAIS
Autora: Luciana Roberta Tenório Peixoto
Título: Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico durante a recuperação da
fadiga isométrica do bíceps braquial.
É concedida à Universidade de Brasília permissão para reproduzir pias desta
dissertação de mestrado, emprestar tais cópias para propósitos acadêmicos e
pesquisa. A autora reserva outros direitos de publicação ou nenhuma parte dessa
pesquisa pode ser reproduzida sem autorização por escrito da autora.
___________________________
Luciana Roberta Tenório Peixoto
Peixoto, Luciana Roberta Tenório
Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico durante a recuperação da fadiga
isométrica do bíceps braquial [Distrito Federal] 2008.
73p. 210 x 297 mm (FM/UnB, Mestre, Ciências Médicas, 2008). Dissertação de Mestrado –
Universidade de Brasília. Faculdade de Medicina.
1. Eletromiografia de superfície 2. Recuperação da fadiga
3. Fadiga muscular 4. EMG
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ESTUDO DO COMPORTAMENTO DO SINAL
ELETROMIOGRÁFICO DURANTE A RECUPERAÇÃO DA
FADIGA ISOMÉTRICA DOCEPS BRAQUIAL
Luciana Roberta Tenório Peixoto
Banca examinadora:
Profº. Carlos Alberto Gonçalves, Doutor (CFS/ IB/ UnB) – Orientador
Profº. Adson Ferreira da Rocha, Ph.D. (FM/ UnB) – Examinador interno
Profº. Joaquim Pereira Brasil Neto, Ph.D. (CFS/ IB/ UnB) – Examinador interno
Suplente:
Profª. Ana Cristina de David, Doutora (FEF/ UnB) – Examinadora externa
Brasília, 2008.
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AGRADECIMENTOS
A minha família pelo amor incondicional, pelo incentivo e referência de fortaleza.
Aos meus amigos inseparáveis.
Aos amigos que conquistei em Brasília sempre terei lembranças maravilhosas.
Ao meu orientador Profº. Carlos Gonçalves por sua lição de vida profissional e
pessoal.
Aos meus professores pesquisadores (Euclides, Alberto e Aldemar) da
Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas, por acreditarem em mim desde a
iniciação científica durante a graduação em Fisioterapia.
Sou muita grata à família Universidade de Brasília. Principalmente a equipe do
Laboratório Integrado e a Coordenação de Pós-graduação em Ciências Médicas.
A todos os profissionais da Universidade Católica de Brasília pelo apoio oferecido
tanto pessoal como para realizar a coleta dos dados no Laboratório de Avaliação
Física e Treinamento (LAFIT/ UCB).
A cooperação de todos os voluntários da pesquisa, sem eles nada teria saído do
papel.
Ao Distrito Federal (Plano Piloto, Taguatinga, Águas Claras) que sempre me
acolheu com muito carinho e vem me ensinando a superar os desafios.
Ao apoio financeiro em forma de bolsa de mestrado da instituição CAPES em
parceria com a Universidade de Brasília.
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho a todos àqueles que
acreditam em seus próprios sonhos e os
realizam.
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Resumo
Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico durante a recuperação
da fadiga muscular do bíceps braquial
Autora: Luciana Roberta Tenório Peixoto
Orientador: Carlos Alberto Gonçalves
Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas - FM/ UnB
Brasília, 2008
O objetivo deste trabalho foi o de verificar se o eletromiograma de superfície
(EMG-S) poderia fornecer dados para a determinação do tempo de recuperação da
fadiga muscular. Para isso, dados eletrofisiológicos (Freqüência Mediana, FMD;
Root Mean Square, RMS) e mecânicos (Contração Voluntária xima, CVM) do
músculo bíceps braquial cabeça longa (BBL) foram registrados por até 48 h.
Sessenta homens saudáveis praticantes de musculação foram aleatoriamente
distribuídos por seis grupos experimentais (n=10 por grupo). Todos os grupos
passaram por três fases: REF (fase de refencia, correspondente ao repouso),
RES (fase de resistência à fadiga, na qual se produziu a fadiga em exercício
fatigante isométrico) e REC (fase de recuperação da fadiga). A diferença do
protocolo experimental entre os grupos se deu apenas na fase REC, que ocorreu
em seis diferentes tempos de gravação, a saber, 1 h, 2 h, 4 h, 8 h, 24 h e 48 h
após a fase RES. Na fase REF, todos os voluntários produziram, além do
parâmetro CVM, mais dois registros EMG-S, realizados com 0% e 20% da CVM,
dos quais foram extraídos os parâmetros FMD e RMS. Na fase RES todos
realizaram um exercício fatigante isométrico com carga de 60% da CVM. Na fase
REC, os voluntários dos seis grupos, nos seis respectivos intervalos de gravação,
produziram os mesmos registros e parâmetros da fase REF. Todos os registros
foram produzidos com o cotovelo em 90
0
de flexão. A análise de dados consistiu
em comparar os registros REF com os correspondentes REC, para verificar se os
parâmetros monitorados retornavam aos mesmos valores de REF e para identificar
o tempo de recuperação. Para essa comparação, visto que os dados nem sempre
seguiam uma distribuição normal, foi utilizado o teste Wilcoxon pareado. Nossos
resultados sugerem que, pela CVM, a recuperação se daria em duas horas depois
de RES. A FMD, que não acusou claramente uma recuperação, sugere uma
tendência que pode se concluir depois de 48 h. RMS parece não funcionar como
indicador de recuperação. O comportamento do RMS e a inconsistência observada
entre FMD e CVM levantam questionamentos sobre a necessidade de estudar
melhor os esses parâmetros, por tempos maiores de REC e com cargas superiores
a 20% da CVM.
Palavras-chave: Eletromiografia superficial, EMG, fadiga muscular, recuperação da
fadiga, bíceps braquial.
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Abstract
Study of the behavior of electromyographic signal of the brachial biceps
muscle during recovery from fatigue
Author: Luciana Roberta Tenório Peixoto
Advisor: Carlos Alberto Gonçalves
University of Brasília (Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas-FM)
Brasília (Brazil), 2008
This work aimed to check the ability of the surface electromyogram (EMG-S)
to provide useful data for settling the recovery time from muscular fatigue. For that
purpose, electrophysiological (Median Frequency, MDF, and RMS value) and
mechanical (Maximum Voluntary Contraction, MVC) signals were recorded up to 48
h from biceps brachial long head (BBL). Sixty healthy men practicing muscular
exercise were randomly allocated in six groups (n=10 per group). Each group
underwent three experimental phases: REF (reference phase, corresponding to
rest), RES (phase of resistance to fatigue, produced by fatiguing isometric exercise)
and REC (recovery phase). The experimental protocol was the same for all the
groups, except for the six different REC phases corresponding to records made at
1 h, 2 h, 4 h, 8 h, 24 h and 48 h after RES phase. At the REF phase, all the
subjects produced, in addition to MVC, two EMG-S signals recorded at 0% of MVC
and 20% of MVC of which the parameters MDF and RMS were computed. At the
RES phase, each subjetc underwent fatiguing isometric exercise at 60% of MVC
load. At the REC phase, the six groups yielded signals corresponding to the six
different acquisition times a producing the same records and parameters of the
REF phase. All the records were constantly attained with the elbow flexed by 90°.
The data analysis consisted in comparing the corresponding REF and RES data in
order to verify whether the monitored parameters returned to the REF levels and to
identify the recovery time. As our data were qualified as non-normal, we used the
Wilcoxon matched pairs test. Our results concerning MVC suggest that recovery
could be achieved in two hours after RES. Albeit the MDF didn't reveal an evident
recovery behavior, it pointed towards a possible recovery above 48 h. RMS seems
not to perform well in the role of a recovery indicator. The RMS behavior as well the
inconsistency of MDF and MVC call in question the requirement of studying better
those factors, for longer REC time periods and for loads higher than 20% of MVC.
Keywords: surface electromyography, EMG, muscular fatigue, recovery from fatigue,
biceps brachial.
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ÍNDICE
LISTA DE ABREVIAÇÕES, SIGLAS E SÍMBOLOS...................................................xi
LISTA DE FIGURAS.................................................................................................. xii
LISTA DE TABELAS ................................................................................................ xiii
1. Introdução .............................................................................................................14
1.1. Contexto .........................................................................................................14
1.2. Fundamentação teórica..................................................................................16
1.2.1. Eletromiograma e estimadores da fadiga.................................................16
1.2.2. Estimador de força máxima e controle da carga em registros EMG ........17
1.2.3. Recuperação da fadiga isométrica...........................................................18
1.2.4. Aspectos anatômicos, biomecânicos e fisiológicos do músculo estudado19
1.2.5. O membro dominante e o EMG................................................................19
1.2.6. Sobre o perfil dos voluntários...................................................................20
1.3. Hipótese..........................................................................................................21
1.4. Objetivos.........................................................................................................21
2. Métodos.................................................................................................................22
2.1. Tipo de estudo................................................................................................22
2.2. Local...............................................................................................................22
2.3. Participantes da pesquisa...............................................................................22
2.3.1. Cririos de inclusão.................................................................................22
2.3.2. Cririos de exclusão................................................................................22
2.3.3. Amostragem.............................................................................................23
2.3.4. Consentimento livre e esclarecido............................................................23
2.4. Procedimentos................................................................................................23
2.4.1. Produção dos Registros REF (fase de referência)...................................24
2.4.2. Produção dos Registros RES (fase de resistência à fadiga)....................24
2.4.3. Produção dos Registros REC (fase de recuperação da fadiga)...............24
2.5. Variáveis.........................................................................................................25
2.5.1. Sinal de Força..........................................................................................25
2.5.2. Sinal Eletromiográfico ..............................................................................26
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x
2.5.2.1. Processamento do sinal EMG...............................................................28
2.5.3. Análise dos Dados do Sinal biológico ......................................................29
2.6. Método estatístico...........................................................................................29
2.6.1. Cálculo do tamanho da amostra...............................................................29
2.6.2. Análise estatística ....................................................................................30
3. Resultados ............................................................................................................31
3.1. Desvios do projeto..........................................................................................31
3.2. Características da amostra.............................................................................32
3.3. Variáveis.........................................................................................................32
3.3.1. Parâmetros freqüenciais do EMG-S.........................................................33
3.3.2. Parâmetro temporal do EMG-S................................................................36
3.3.3. Parâmetro mecânico................................................................................39
4. Discussão..............................................................................................................42
4.1. Discussão dos métodos..................................................................................42
4.2. Discussão dos resultados...............................................................................42
4.3. Implicações para a pesquisa ..........................................................................46
5. Conclusões............................................................................................................48
6. Referências...........................................................................................................50
APÊNDICE .....................................................................................................54
APÊNDICE A – Dados experimentais completos......................................................55
APÊNDICE B – Formulários do Comitê de Ética em Pesquisa.................................60
APÊNDICE C - Protocolo experimental detalhado....................................................64
APÊNDICE D – Tabela de medidas antropométricas (Modelo) ................................70
ANEXOS.........................................................................................................71
ANEXO A - Questionário para avaliação clínica osteoarticular e neuromuscular......72
ANEXO B - Teste de lateralidade manual: Inventário de Edinburgh.........................73
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LISTA DE ABREVIAÇÕES, SIGLAS E SÍMBOLOS
A/D analógico-digital
BBL bíceps braquial cabeça longa
CVM contração voluntária máxima
EMG eletromiografia/eletromiograma
EMG-S eletromiograma/eletromiografia de superfície
FM Faculdade de Medicina
FMD freqüência mediana
FMN freqüência média
H/L high/ low relation (relação entre as altas e baixas freqüências)
Hz Hertz
kg quilogramas
Kgf quilograma-força
k Kilo-ohms
REC fase de recuperação à fadiga
REF fase de referência
RES fase de resistência à fadiga
RMS Root Mean Square (valor quadrático médio)
T
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Tempo de recuperação
UCB Universidade Católica de Brasília
UnB Universidade de Brasília
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xii
LISTA DE FIGURAS
Figura 1. Representação gráfica da curva de força (em kgf) adquirido do membro
superior pelo transdutor (strain gauge) durante uma contração voluntária. ..............18
Figura 2. Ilustração do monitoramento do sinal de força usando o transdutor (strain
gauge) acoplado ao ergômetro e a pulseira ajustada no voluntário..........................26
Figura 3. Demonstração durante a aquisição do sinal de EMG-S, em detalhe o
posicionamento dos eletrodos bipolares passivos no bíceps braquial do voluntário
“06T
1
”. .......................................................................................................................27
Figura 4. Ilustração do sinal bruto (em azul) e de seu respectivo espectro (em
vermelho) que foram descartados por haver ruído na faixa de 60 Hz observado na
faixa espectral...........................................................................................................28
Figura 5. Comportamento característico do valor RMS (em unidades arbitrárias) e
da Freqüência Mediana durante a fase de resisncia a fadiga (fase RES). Gráficos
gerados pelo programa SPEC. Sinal de EMG do voluntário “05T
1
”. .........................31
Figura 6: Valores médios (n=10) de FMD
0
nos grupos REF e REC, conforme os
dados da Tabela 2. As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.34
Figura 7: Valores médios (n=10) de FMD
20
nos grupos REF e REC, conforme os
dados da Tabela 4. As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.35
Figura 8: Valores médios (n=10) de RMS
0
nos grupos REF e REC, conforme os
dados da Tabela 6. As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.37
Figura 9: Valores médios (n=10) de RMS
20
nos grupos REF e REC, conforme os
dados da Tabela 8. As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.38
Figura 10: Valores médios (n=10) de CVM nos grupos REF e REC, conforme os
dados da Tabela 10. As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de
confiabilidade. ...........................................................................................................40
Figura 11: Valores médios de CVM (n=10, em quilogramas-força), e Reta de
Regressão para os dados dos seis protocolos da fase REF. As barras indicam o
Erro Padrão...............................................................................................................41
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xiii
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Características da amostra com valores médios e desvio padrão (n=10)
para cada protocolo de recuperação.........................................................................32
Tabela 2: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à FMD
0
(Freqüência
Mediana do músculo realizando exercício com carga igual a 0% da CVM)..............33
Tabela 3: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da
variável FMD
0
(Freqüência Mediana com carga de 0% da CVM)..............................34
Tabela 4: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à FMD
20
(Freqüência
Mediana do músculo realizando exercício com carga igual a 20% da CVM)............35
Tabela 5: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da
variável FMD
20
(Freqüência Mediana com carga de 20% da CVM). *p<0,05............36
Tabela 6: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à RMS
0
(valor RMS do
músculo realizando exercício com carga igual a 0% da CVM)..................................36
Tabela 7: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da
variável RMS
0
(Root Mean Square, em inglês, com carga de 0% da CVM). **p<0,01;
*p<0,05......................................................................................................................37
Tabela 8: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à RMS
20
(valor RMS do
músculo realizando exercício com carga igual a 20% da CVM)................................38
Tabela 9: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da
variável RMS
20
(Root Mean Square,em inglês, com carga de 20% da CVM).
**p<0,01; *p<0,05......................................................................................................39
Tabela 10: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à CVM (Contração
Voluntária Máxima) ...................................................................................................39
Tabela 11: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da
variável CVM (Contração voluntária máxima). *p<0,05.............................................40
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14
1. Introdução
1.1. Contexto
O estudo da fadiga muscular pode ser descrito por duas fases. A primeira,
que podemos chamar de fase de resistência à fadiga (RES), é a fase que começa
com o músculo repousado (por nós denominada fase de referência, REF) iniciando
um exercício extenuante e termina com a entrada em fadiga, quando o músculo não
consegue mais realizar o exercício de forma adequada. Nesta fase observam-se
alterações que modificam a eficácia da foa contrátil e interferem no controle
cortical do movimento (Chabran 2002). Na segunda fase, a de recuperação da
fadiga (aqui denominada REC), ocorre o retorno do músculo ao estado REF (Elfving
et al 2002). O estudo do processo completo, formado pelas duas fases, pode ser
realizado segundo diversas abordagens, como a metabólica (Béliveau et al 1992,
Enoka 1992, Linnamo 1998) ou a eletrofisiológica (Kroon e Naeije 1988, Rainoldi
1999).
Concernente à segunda abordagem, ganhou força nos últimos tempos o
estudo da fadiga baseado na análise do sinal eletromiográfico de superfície, EMG-S
(Farina 1999, Clancy 2005). A maioria absoluta dos estudos se refere à fase de
resistência (RES) e as justificativas para tal interesse o convincentes: encontrar
um indicador de fadiga baseado em métodoso-invasivos e passível de ser
calculado em tempo real interessa a áreas que vão da Fisioterapia ao Treinamento
Esportivo de alto vel. Basicamente, os estudos da área concentravam-se na
análise do comportamento da Freqüência Mediana do espectro do EMG-S (FMD)
(Roy et al 1990). Entretanto, dificuldades de diversas ordens enfrentadas por essa
linha de pesquisa levaram a uma nova situação, que é a da atual reavaliação da
proposta (Rainoldi et al 1999). Como exemplo desses obstáculos, podemos citar: a
dificuldade em padronizar os métodos de registro e processamento do sinal; a
necessidade de ter que basear todo o cálculo em poucos parâmetros no caso um
único parâmetro, a FMD para garantir o cálculo em tempo real; e o pequeno
intervalo disponível para análise que restringe o número de observações possíveis e
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15
aumenta o erro (a fase de resisncia dura poucos minutos em exercícios de fadiga
isométrica).
A análise da fase REC pode, ao permitir contornar algumas dessas
dificuldades, resgatar o interesse do uso do EMG-S no estudo da fadiga.
Primeiramente, essa fase é certamente maior que a fase RES: alguns autores falam
em horas ou mesmo dias (Kroon e Naeije 1988, Linnamo 2000, Ng 2002). Essa
maior duração permite um processamento mais complexo e, provavelmente, menos
sujeito a erros. Em segundo lugar, se o EMG-S puder funcionar como um marcador
do retorno do músculo às suas condições fisiológicas de partida, de referência,
pode-se tornar uma excelente ferramenta para os pesquisadores da área, que a
identificação correta do tempo da fase REC parece gerar polêmica a hoje
(Larivière et al 2003, Blangsted et al 2005).
Nós adotamos a hipótese de que o EMG-S pode cumprir esse papel desde
que seu registro e sua análise estejam associados a uma metodologia adequada.
Este trabalho se prontificou a desenvolver e testar uma nova metodologia
para o cálculo do tempo da fase REC. Para isso, estamos introduzindo a proposta de
monitorar vários parâmetros temporais e freqüenciais do EMG-S na fase que
antecede o exercício de fadiga (Kroon e Naeije 1988, Krogh-Lund e Jorgensen
1993), durante o exercício e ao longo de 48 h após o exercício de fadiga. A
Contração Voluntária Máxima (CVM), que foi registrada em paralelo, serviu como
parâmetro suplementar de controle: o momento, após a fadiga, em que o voluntário
for capaz de realizar a mesma CVM da fase REF indicaria o final da fase REC.
Em nossa hipótese, o final da REC definido pela CVM deverá coincidir com o
retorno dos parâmetros temporais e freqüenciais do EMG-S às condições de
referência.
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16
1.2. Fundamentação teórica
1.2.1. Eletromiograma e estimadores da fadiga
Muitos são os trabalhos que buscam uma associação clara entre as
mudanças fisiológicas e bioquímicas que ocorrem durante um exercício de fadiga
localizada. Um dos protocolos básicos, em exercício isométrico, consiste em pedir
que um voluntário mantenha uma carga elevada (acima de 50% da sua CVM) pelo
maior tempo possível. O momento em que ele deixa de manter a carga define, ao
mesmo tempo, a chegada do músculo à fadiga e o final da fase RES. Imediatamente
após o final da fase RES, com o músculo de volta à sua atividade natural, inicia-se a
fase REC. O EMG-S registrado ao longo desse protocolo permite o estudo da
primeira fase, RES (De Luca 1997, Merletti 1999) ou da segunda, REC (Felici 1997,
Linnamo 2000, Sbriccoli et al 2001), por meio do monitoramento de parâmetros
temporais ou freqüenciais.
Dentre os parâmetros do EMG-S, rapidamente verificou-se que os espectrais
eram ricos em informações referentes à fase RES. Dentre os estudados, como as
Freqüências Média (FMN), Mediana (FMD) e Centróide, ou a relação H/L (razão
entre as faixas de altas e baixas freqüências), a preferência recaiu em uma das duas
primeiras, FMN ou FMD, que apresentam um claro declínio durante a fase RES
(Karlsson e Gerdle 2001, Masuda et al 1999).
Adotar apenas um parâmetro, que foi a tendência nos últimos anos, possui a
vantagem de reduzir e simplificar o número de cálculos, fato decisivo quando se
pensa em processamento em tempo real. Em contrapartida, apresenta a
desvantagem de atrelar toda a qualidade da análise ao desempenho desse único
parâmetro, o que exige a manutenção de sua variabilidade restrita a uma faixa
rígida.
Dentre os parâmetros temporais, o mais utilizado na análise do EMG é o valor
RMS (de Root Mean Square, em inglês), que corresponde, fisicamente, à potência
média do sinal (Basmajian e De Luca 1985).
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17
1.2.2. Estimador de força máxima e controle da carga em registros EMG
Neste trabalho, adotamos a contração voluntária máxima (CVM) como outro
possível estimador não-invasivo da recuperação fadiga, representando um
parâmetro mecânico para monitorar o músculo. A CVM corresponde ao maior valor
de força conseguido pelo voluntário e, normalmente, é calculada a partir de uma
média de três tentativas curtas, 2-5 segundos cada (Rainoldi et al 1999) (Figura 1). É
oportuno recordar que esse parâmetro também serve para normalizar os registros
eletromiográficos, permitindo a comparação dos sinais EMG entre diferentes
aquisições, mesmo existindo variabilidade do sinal entre tentativas e sujeitos. Essa
técnica utiliza uma percentagem da CVM como valor referência enquanto ocorre a
aquisição do sinal EMG do músculo estudado, padronizando tamm as cargas
usadas durante os registros EMG como uma porcentagem da CVM (Petrofsky 1981).
Quanto às cargas utilizadas nos registros EMG, elas merecem um capítulo à
parte em qualquer discussão detalhada sobre este tema (Rainoldi et al 1999). Esse
assunto assume importância maior em protocolos que demandam registros
repetidos, dado que pode haver efeito acumulativo entre eles. Autores como
Rohmert (1973), por exemplo, sugerem que 15% da CVM seria um ponto limítrofe
para evitar a produção de fadiga em exercícios isométricos. Para contornar esse
inconveniente, a tendência natural seria a de usar uma carga baixa ou nula no
momento da coleta de sinais EMG. No entanto, em cargas muito baixas, o padrão de
recrutamento das fibras musculares produz um sinal EMG correspondente de baixa
amplitude e com grande variabilidade, características que dificultam a análise e a
comparação de dados (Basmajian e De Luca 1985). Uma solução para a questão, e
que representa um compromisso interessante, pode ser dada pela utilização de
cargas intermediárias, em torno de 20% da CVM.
Sabe-se que, logo após um exercício de fadiga, o voluntário não consegue
repetir os mesmos valores de CVM do repouso (Tschoepe 1994). Após um período
de recuperação, no entanto, ele deve ser capaz de reproduzí-los. O momento desse
retorno da CVM aos valores de referência pode ser utilizado, portanto, como um
indicador do tempo de recuperação da fadiga.
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18
Figura 1. Representação gráfica da curva de força (em kgf) adquirido do membro superior pelo
transdutor (strain gauge) durante uma contração voluntária.
1.2.3. Recuperação da fadiga isométrica
A quantificação do tempo de recuperação da fadiga interessa a rias áreas
do conhecimento. Para os pesquisadores da área da fisiologia muscular, por
exemplo, esse dado define o intervalo mínimo adequado entre dois experimentos
subseqüentes que envolvam fadiga do músculo (Lavière et al 2003). Entretanto, a
revisão bibliográfica dos trabalhos envolvendo EMG mostra que ainda não um
consenso sobre a definição desse valor que, dependendo do trabalho, pode ser de
minutos, horas ou mesmo dias (Kroon e Naeije 1988, Komi et al 2000, Linnamo
2000, Ng 2002). E, ainda sobre o mesmo assunto, quando a consulta bibliográfica se
estende para trabalhos envolvendo parâmetros metabólicos, as inconsistências se
reforçam (Choi et al 1994, Sbriccoli et al 2001). As justificativas mais comuns para as
discrepâncias giram em torno das diferenças entre as metodologias adotadas pelos
grupos de pesquisa. Acreditamos que respostas simples e claras podem contribuir
para essa área do conhecimento. Neste trabalho, por exemplo, houve a pretensão
de responder a questões como as seguintes: é possível definir um protocolo
experimental que permita definir o tempo da fase REC? Há ou não correspondência
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entre as variáveis mecânicas (como a força produzida) e as eletrofisiológicas que
medem a duração da REC?
1.2.4. Aspectos anatômicos, biomecânicos e fisiológicos do músculo estudado
Por diversas razões, o ceps braquial, cabeça longa (BBL) foi o músculo
escolhido para este estudo: é superficial e bem definido pelos Atlas anatômicos,
facilitando sua identificação e o registro do EMG-S; tem volume suficiente para
permitir a adequada fixação dos eletrodos; é um dos mais estudados nos trabalhos
de pesquisa em nossa área de interesse, o que aumenta a possibilidade de
comparar os resultados (Krogh-Lund e Jorgensen 1992, Komi et al 2000, Sbriccoli et
al 2001).
Morfologicamente, o BB apresenta características equilibradas de cada uma
das duas grandes classes - um músculo fásico, pouco resistente à fadiga possuindo
46,5% de fibras do tipo I (Johnson et al 1973). E, entremeado a essas, coexistem
fibras tônicas (tipo II) com capacidade oxidativa e de resistência. Dentre os músculos
do membro superior, o BB é o único que apresenta essa característica associada à
facilidade de acesso pelo EMG-S.
Na análise biomecânica, o BBL, além de motor primário na flexão de cotovelo,
é sinérgico na flexão do ombro e na supinão do antebraço contra resistência.
Apresenta maior torque isométrico na posição supina do antebraço. O ângulo de 90º
é o preferido nos protocolos de contração isométrica do BB, pois esse ângulo
corresponde ao comprimento intermediário das suas fibras, situação em que a curva
tensão-comprimento favorece o melhor desempenho (Hamill 1999).
1.2.5. O membro dominante e o EMG
Em nossa revisão bibliográfica foi observada a predileção pela avaliação do
braço direito (Krogh-Lund e Jorgensen 1992, Tschoepe 1994, Linnamo 2000,
Sbriccoli et al 2003). No entanto, somente um autor explicou o motivo de tal
preferência (Krogh-Lund e Jorgensen 1993) outros nem mencionaram qual foi o
membro estudado e muito menos apontaram uma preocupação com a dominância
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20
manual. Petrofsky (1981) e Rainold (1999) estudaram a fadiga do membro
dominante em protocolo isométrico, mas tamm não citaram nenhum teste de
classificação.
Estudo realizado por Oliveira (2003) avaliando a influência da variável
dominância do braço com análise EMG, não encontrou diferenças nas respostas
entre os membros direito e esquerdo em praticantes de musculação. Vale ressaltar
que esse exercício favorece o desenvolvimento muscular simétrico. Estudo realizado
por Clark et al (2003), onde se analisaram os músculos lombares paraespinhais
direito e esquerdo, tampouco revelou qualquer diferença estatística. A falta de
consenso sobre o membro ideal para estudo pode ser identificada inclusive no
SENIAM 8 (1999), um documento europeu de padronização do estudo de
eletromiografia superficial.
Assim, neste trabalho, na tentativa de minimizar o efeito de variáveis
perturbadoras do estudo da fadiga muscular, como as que podem ser introduzidas
pelas atividades cotidianas repetitivas, optou-se pelo estudo do membro
contradominante que foi identificado pelo Teste de lateralidade manual - Inventário
de Edinburgh.
1.2.6. Sobre o perfil dos voluntários
A grande variabilidade dos parâmetros biológicos sempre será um grande
obstáculo para um correto delineamento experimental e para uma correta análise
estatística dos dados. A definição de um perfil mais restrito dos volunrios
participantes da pesquisa pode ajudar a contornar parte desses problemas.
Outra dificuldade inerente ao bom delineamento experimental é o tamanho
amostral. A escolha da população de onde foram retirados nossos voluntários
sujeitos experimentais foi, por isso, outro ponto de reflexão. Em nosso caso, a
população mais acessível era aquela formada por pessoas entre 19 e 35 anos,
geralmente estudantes. Atualmente, essa população possui, como uma de suas
características, o fato de muitos dos seus elementos serem praticantes de
musculação ou de outras atividades sicas. Em paralelo, nosso protocolo
experimental poderia ter seus parâmetros fortemente influenciados, em termos de
variabilidade, pelo tipo de exercício praticado.
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Foram essas observações que nos levaram a limitar os voluntários
participantes da pesquisa àqueles praticantes de musculação.
1.3. Hipótese
Nosso estudo testou a hipótese da existência de “assinaturas” ou “marcas”
eletrofisiológicas (FMD e RMS) e mecânicas (CVM) que definam o final da fase de
recuperação da fadiga. Para isso, resolvemos testar:
H
0
: REF = REC (as médias das variáveis estudadas dos grupos nas fases
referência e recuperação são iguais). Durante a fase REC, deverão ser observados
os retornos da FMD, do RMS e da CVM aos valores de referência. O momento em
que esses retornos se completem definirá o final da fase REC. Sendo possível, no
final da REC um ponto de coincidência, com o retorno dos parâmetros temporais e
freqüenciais do EMG-S às condições de referência.
H
1
: REF REC (as médias das variáveis dos grupos nas duas fases são
diferentes). Durante a fase REC, não serão observados os retornos da FMD, do
RMS e da CVM aos valores de referência. Assim, não será detectada a recuperação
da fadiga.
1.4. Objetivos
Verificar a possibilidade de definir o tempo de recuperação da fadiga
(realizada em contração isométrica) do músculo bíceps braquial, tomando como
base os comportamentos da CVM e do EMG-S (FMD e RMS) durante um período de
48 horas.
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2. Métodos
Este projeto de pesquisa foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa - FM
da Universidade de Brasília (Protocolo n º 007/2006, aprovado em 02/08/2006).
2.1. Tipo de estudo
O estudo foi organizado em ensaio clínico prospectivo em seres humanos
com seguimento de até quarenta e oito horas.
2.2. Local
Graças a um acordo de cooperação técnica e científica entre pesquisadores
da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília (UCB), o
protocolo experimental foi realizado, entre os meses de maio e dezembro de 2007,
no Laboratório de Avaliação Física e Treinamento – LAFIT/ UCB. E o processamento
e a análise dos sinais foram realizados, entre janeiro e abril de 2008, no Laboratório
Integrado/Engenharia Biomédica do Departamento de Ciências Fisiológicas, CFS/ IB
- UnB.
2.3. Participantes da pesquisa
2.3.1. Cririos de inclusão
Homens saudáveis praticantes de musculação (mínimo de seis meses de
treino ininterrupto e freqüência mínima de três vezes por semana), faixa etária entre
19 a 35 anos e com escolaridade mínima equivalente ao segundo grau completo.
2.3.2. Cririos de exclusão
Foram excluídos do estudo os portadores de patologias osteoarticular ou
neuromuscular, indivíduo fazendo uso medicamentoso de antiinflamatórios,
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23
relaxantes musculares ou outros fármacos que interfiram na atividade muscular ou
neurológica.
2.3.3. Amostragem
Os voluntários para participação na pesquisa foram recrutados através de
cartazes afixados nos murais da Universidade Católica de Brasília. Os 60 candidatos
selecionados foram alocados aleatoriamente em 6 grupos distintos (n=10 por grupo).
Os seis grupos seguiram o mesmo protocolo experimental, sendo que a única
diferença entre eles foi o tempo em que ocorreu o registro do sinal EMG
correspondente à fase de recuperação (REC), a saber, 1 h, 2 h, 4 h, 8 h, 24 h e 48 h
após a fase RES.
2.3.4. Consentimento livre e esclarecido
Todos os indivíduos receberam orientações prévias sobre a pesquisa (dormir
no mínimo 8 horas na noite anterior, não fumar, não realizar atividade física e não
consumir bebida alcoólica ou cafeinada no período anterior ou durante a pesquisa).
Participaram voluntariamente após a assinatura do Termo de Consentimento Livre e
Esclarecido (Apêndice)
2.4. Procedimentos
O protocolo básico que deu origem a todas as mensurações e registros
seguintes consiste na contração isométrica do BB do membro contradominante
posicionado em ângulo de 9 do cotovelo. Inicialmente foram obtidos os dados
individuais (os voluntários responderam a um questionário); conheceram o
laboratório bem como os equipamentos e o protocolo experimental; realizaram um
teste de lateralidade manual - Inventário de Edinburgh - para escolha do membro
não dominante; e tiveram realizadas suas medidas antropométricas (ver modelo dos
questionários e protocolo detalhado no Apêndice). Em seguida foi determinada a
Contração Voluntária Máxima, CVM, de cada voluntário, a partir da média de 3
tentativas (3 contrações de 2-7 segundos, separadas por 3 min de descanso). Toda
a coleta dos registros foi feita pelo mesmo pesquisador.
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2.4.1. Produção dos Registros REF (fase de referência)
Em um período limitado entre 48 horas e 2 semanas após a determinação da
CVM, todos passaram pela etapa de coleta dos sinais iniciais, que serviram como
referência e a quem denominamos registros REF. Nesta fase, de acordo com as
normas de coleta de dados definidas pelo SENIAM 8 (1999), foi registrado, para
cada indivíduo, o EMG em duas situações: com carga 0% da CVM (esforço nulo) e
com carga de 20% da CVM. Cada registro teve duração de um minuto.
2.4.2. Produção dos Registros RES (fase de resistência à fadiga)
Iniciando a segunda fase, todos foram submetidos ao exercício de fadiga
isométrica, com carga de 60% da CVM. Durante esta fase do experimento, que
durou até o momento em que o voluntário era incapaz de manter a carga indicada,
foram continuamente monitorados e registrados o EMG-S e o sinal de força. Esses
sinais foram identificados como registros RES e são correspondentes à fase de
resistência à fadiga.
2.4.3. Produção dos Registros REC (fase de recuperação da fadiga)
Uma hora após a coleta dos registros RES, o primeiro grupo foi submetido a
uma nova bateria constituída de três registros: registro de um EMG com carga igual
a 0% da CVM (esforço nulo) e com um minuto de duração; registro de um EMG com
carga de 20% da CVM e com um minuto de duração; e a determinão de uma CVM
atualizada (CVM-T
1
), resultante de uma média de 03 tentativas, cada uma de 2-7
segundos de duração. Todas as mensurações desta fase constituíram os registros
REC-T
1
, que são correspondentes à primeira hora da fase de recuperação (T
1
foi
utilizado para representar o Tempo1, que corresponde à primeira hora após a fase
RES, na qual foi produzida a fadiga). Os outros 5 grupos seguiram os mesmos
passos do Grupo 1, com excão dos intervalos entre RES e os próximos registros,
que foram diferentes e correspondentes às 2 h, 4 h, 8 h, 24 h, e 48 h. Dessa forma,
o segundo grupo produziu os registros REC-T
2
, o terceiro grupo os REC-T
4
e assim
por diante até os registros REC-T
48
, produzidos pelo sexto grupo.
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25
2.5. Variáveis
2.5.1. Sinal de Força
Foi utilizado um ergômetro projetado para este fim, fabricado pelo Centro de
Manutenção de Equipamentos CME/ UnB e validado previamente por nosso grupo
de pesquisa (Oliveira 2003, Di Oliveira 2005). Esse dispositivo teve a função de
manter constante o ângulo articular proposto (antebraço do voluntário em supinação
com o cotovelo em 90
o
), com dedos flexionados em preensão cilíndrica (auxiliado
por um rolo), e o tronco na postura ortostática com o contralateral posicionado à
frente.
O monitoramento foi realizado com o auxílio de um transdutor de força (strain
gauge) Hand Dynamometer, modelo SS25L (Biopac Systems Inc®, EUA) tensionado
por um cabo de aço que unia perpendicularmente, com auxílio de uma pulseira, o
punho do voluntário ao gancho do ergômetro (Figura 2). A realimentação visual do
voluntário foi fornecida pelo monitor do computador posicionado a uma distância
aproximada de 1,3 m; em paralelo, ele recebia motivação verbal do avaliador.
Simultaneamente, o sinal de força era adquirido e numerizado por um circuito
amplificador e conversor A/D (amplificão de 1.000 vezes e freqüência de
amostragem igual a 500 Hz). A filtragem escolhida para essa operação tinha banda
passante entre 38,5 e 66,5 Hz, com opção para filtro “rejeita-faixa” em 60 Hz (notch).
Após esse tratamento, os dados eram armazenados em arquivos no computador
(tipo IBM-PC) para o posterior processamento usando o sistema operacional
Windows 98 (Microsoft®, EUA).
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Figura 2. Ilustração do monitoramento do sinal de força usando o transdutor (strain gauge) acoplado
ao ergômetro e a pulseira ajustada no voluntário.
2.5.2. Sinal Eletromiográfico
O sinal eletromiográfico da cabeça longa do músculo bíceps braquial (BBL) foi
adquirido por eletrodos bipolares passivos Ag/ AgCl, com gel e auto-adesivo
(Kendall, MediTrace®, EUA) de formato circular com 35 mm de diâmetro, sendo 10
mm correspondente à região de captação. Eles eram posicionados paralelamente às
fibras musculares, em pares, com uma distância intereletrodos (entre os centros)
igual a 20 mm (Figura 3). A pele foi preparada (SENIAM 1999) até que a impedância
intereletrodos fosse igual ou inferior a 30 K, monitorada por um multímetro digital.
Também foi medido o diâmetro do braço na posição tensa. Em seguida, o eletrodo
de referência foi colocado no pulso contra lateral ao membro estudado. Esta
escolha, pouco convencional, que o recomendado seria a colocação no membro
ipsilateral, se deveu ao pouco espaço disponível no membro testado após a
colocação dos eletrodos e da pulseira com o transdutor de força. O gel eletrolítico foi
o da marca Carboge
.
Com a finalidade de diminuir variáveis indesejadas
associadas à mensuração, adotamos o retirar os eletrodos nos grupos de 1 h, 2 h
e 4 h durante as fases REF, RES e REC. No entanto, por motivo de desconforto dos
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voluntários, o par de eletrodos descartáveis foi retirado após a fase RES e reposto,
na fase REC, nos grupos 8 h, 24 h e 48 h, tomando-se como guia para reprodução
dos sítios de registro a marcação pvia feita com lápis dermatográfico (Mitsu-Bishi®
7600, Japão).
Figura 3. Demonstração durante a aquisição do sinal de EMG-S, em detalhe o posicionamento dos
eletrodos bipolares passivos no bíceps braquial do voluntário “06T
1
”.
Antes de adquirir o sinal na fadiga, foi medida a relação sinal/ruído, sem
carga, para verificar se havia interferências eletromagnéticas ou de movimento.
Caso houvesse, e as interferências não pudessem ser suprimidas, o experimento
era postergado ou suspenso (Figura 4). Durante a fase de resistência à fadiga, uma
inspeção visual servia para avaliar o comportamento do sinal, verificando se havia
queda da freqüência mediana e aumento da amplitude, que são características da
fadiga e foram determinantes para a continuidade do experimento. Para que fosse
realizada a comparação dos sinais brutos válidos, foi feita a normalização desses
pela porcentagem da CVM mensurada na fase REF (20% ou 60%, a depender da
etapa do protocolo). Considerando a porcentagem da CVM como um “valor alvo” a
ser mantido pelo voluntário durante o exercício, foi possível registrar o sinal EMG
normalizado.
O equipamento utilizado na aquisição do sinal EMG-S foi o sistema Biopac
modelo MP30 (Biopac Systems Inc®, EUA) acompanhado do software BSL PRO
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versão 3.6.5 - ajustado para uma freqüência de amostragem de 2.500 Hz, banda
passante de 30-500 Hz, filtro notch de 60 Hz e ganho de 2.500 vezes.
Figura 4. Ilustração do sinal bruto (em azul) e de seu respectivo espectro (em vermelho) que foram
descartados por haver ruído na faixa de 60 Hz observado na faixa espectral.
2.5.2.1. Processamento do sinal EMG
O processamento do sinal EMG foi feito para analisar as três fases do
experimento, REF, RES e REC. Em todas as fases, o processamento era composto
de duas etapas, a de recorte e a de cálculo. O recorte foi realizado com o programa
BSL PRO sobre o sinal ainda bruto, com o objetivo de, com base no sinal de força,
eliminar as fases iniciais e finais do sinal de EMG correspondente, em que
frequentemente a força o era estável dentro das faixas aceiveis, definidas
arbitrariamente como 60% da CVM ± 5% ou 20% da CVM ± 5%, dependendo do
protocolo. O sinal EMG restante, recortado, foi utilizado na fase dos cálculos.
Usando um software (SPEC) desenvolvido por nosso grupo de pesquisa em
linguagem MatLab 6.5 (MathWorks®, Natick, EUA), conforme algoritmos descritos
em Gonçalves (1982). Para cada sinal recortado, o programa aplicava as
ferramentas necessárias para estimar os valores da raiz quadrática média (em inglês
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29
Root Mean Square, RMS) e da freqüência mediana (FMD). Para aumentar a eficácia
dos estimadores, a amostragem empregou janelas de Hamming, deslizantes, com
largura de 1 s e com sobreposição de 0,5 s, de acordo com o método de sub-
janelamento de Welch (Merletti e Parker 2004).
Antes da análise estatística, fizemos à normalização dos dados das fases
REF e REC utilizando o software Origin® onde foram elaboradas as tabelas
agrupando as médias da FMD e do RMS em trinta e quatro pontos para cada sinal a
serem analisados no eixo Y nos gráficos.
2.5.3. Análise dos Dados do Sinal biológico
Os parâmetros eletrofisiológicos (FMD e RMS) calculados para os grupos T
1
a
T
48
, da fase REC, foram comparados aos seus pametros correspondentes dos
registros REF, com o propósito de identificar o momento em que as igualdades
ocorriam. Essas igualdades, se existissem, seriam interpretadas como o retorno às
condições de referência, e o menor dos intervalos, como o tempo mínimo necessário
para que o músculo BB se recupere completamente, sob a ótica eletrofisiológica,
após um exercício fatigante. Esse tempo mínimo marcará o final da fase REC.
Restaria verificar, ainda, se essa “recuperação eletrofisiológica” estaria
acompanhada de uma “recuperação mecânica”. Em nossa proposta, para que isso
ocorra, o voluntário deveria ter recuperado, nesse mesmo intervalo mínimo citado
acima, a capacidade de realizar a mesma CVM da fase REF.
2.6. Método estatístico
2.6.1. Cálculo do tamanho da amostra
O cálculo do n necessário (Statistica 7.0, Statsof, Tulsa, EUA) foi realizado
com base em dados de testes pilotos, quando o n era igual a 5.
Para esses cálculos foram consideradas as médias e desvios-padrões das
variáveis FMD
20
, RMS
20
e CVM, correspondentes aos registros de REF e REC-T
1
,
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30
α=5%, poder do teste de 80% e r=0,9. Para as variáveis citadas, foram obtidos os n
iguais a 83, 15 e 8, respectivamente, por registro. O n destacadamente grande (igual
a 83) exigido para FMD
20
foi, inicialmente, atribuído à grande variabilidade desses
dados. Essas suposições ratificaram-se com uma estimação suplementar, que
fizemos apenas para FMD
20
, considerando os registros REF e REC-T
4
; neste caso, o
n estimado foi de 6. Frente à pequena probabilidade de conseguir o número total de
voluntários estimado para FMD (83 x 6= 498) ou RMS (15 x 6 = 90), decidimos
limitar nosso estudo a um n igual a 10 por grupo experimental, o que demandaria um
total de 60 voluntários. O preço a pagar por essa opção seria a perda do poder do
teste, que cairia, nos piores casos, para 14% (FMD) e 60% (RMS).
2.6.2. Análise estatística
Para análise estatística utilizamos o programa Statistica 7.0 (StatSoft Inc®).
Inicialmente, os dados foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk W, para verificar o
perfil da sua distribuição. Os resultados mostraram que, para um nível de
significância de 5%, muitos dos dados não seguiam uma distribuição normal, o que
implicou o uso subseqüente de testes não-paramétricos. Assim, para testar as
diferenças entre as variáveis REF e REC de cada protocolo, que são dependentes
porque originadas do mesmo grupo de indivíduos, foi eleito o teste pareado de
Wilcoxon.
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3. Resultados
3.1. Desvios do projeto
Compareceram ao laboratório 83 candidatos para participar da pesquisa.
Desse total, treze foram dispensados por não satisfazerem os critérios de incluo.
Durante os registros da fase RES, foram rejeitados outros sete voluntários,
porque os seus sinais não confirmaram, durante a inspeção visual do EMG, o
comportamento característico representado pelo aumento do valor RMS e declínio
da FMD (Figura 5).
Na fase REC, ocorreram três abandonos. Sessenta voluntários, concluíram,
portanto, todas as etapas do experimento.
Figura 5. Comportamento característico do valor RMS (em unidades arbitrárias) e da Freqüência
Mediana durante a fase de resistência a fadiga (fase RES). Gráficos gerados pelo programa SPEC.
Sinal de EMG do voluntário “05T
1
”.
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3.2. Características da amostra
A Tabela 1 apresenta alguns dados característicos da amostra participante do
experimento, formada exclusivamente por voluntários do sexo masculino, em termos
de média e desvio-padrão. Por serem praticantes de musculação durante o período
mínimo de 6 meses ininterruptos, possuíam experiência em exercício resistido. Essa
habilidade mostrou-se útil, pois observamos que eles não tiveram dificuldades em
manter o controle muscular para alcançar a fadiga.
Tabela 1: Características da amostra com valores médios e desvio padrão (n=10) para cada
protocolo de recuperação.
Protocolo
Idade
Massa
corporal
(kg)
Estatura
(cm)
Perímetro
do braço
(cm)
Membro
dominante
CVM-REF
(kgf)
Tempo de
treino
(anos)
T
1
23,11±
5,06
82,3± 7,75
180,5±
8,54
37,62± 3,19
90% destro,
10% sinistro
moderado
42,46± 6,76
5,54± 4,81
T
2
28,1±
5,36
79,19±10,46
177,04±
7,10
37,52± 3,74
100% destro 39,94± 6,87
5,48± 5,15
T
4
27,89±
5,03
75,74±10,84
172,65±
5,72
35,76± 2,15
100% destro 45,30± 9,79
2,86± 1,69
T
8
28,5±
4,74
84,1± 9,94
182,46±
7,04
36,56±2,11
80% destro,
10% fraco
ambidestro e
10% sinistro
44,54± 7,88
6,35± 4,22
T
24
24,2±
5,05
74,69±11,08
177,18±
6,01
35,27± 3,09
70% destro,
20% destro
moderado e
10%
fortemente
sinistro
35,93± 7,69
4,12± 2,75
T
48
25,1±
4,07
81,18±10,52
177,56±
5,01
36,92± 2,23
100% destro 42,53± 5,05
3,61± 1,75
3.3. Variáveis
Inicialmente, um esclarecimento sobre os gráficos dos vários parâmetros
relacionados aos grupos REF e REC que serão apresentados mais abaixo.
Objetivando facilitar a leitura e a análise dos resultados, optamos por uma
representação pouco convencional. Deve-se observar que, para um dado protocolo
T
i
, correspondente a um dado tempo de recuperação, os dados dos grupos REF e
REC são pareados (foram obtidos a partir dos mesmos voluntários), mas não
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coincidentes no tempo. Isto é, em T
1
, por exemplo, enquanto os dados de REC
foram coletados uma hora após a fase RES, os dados de REF foram coletados antes
de RES. Apesar de REF não ter sido coletado em T
1
, no gráfico ele aparece nessa
posição, visto que essa será a comparação a ser feita estatisticamente. O mesmo
vale para T
2
, com a diferença que os voluntários que forneceram este novo par de
dados, REF e REC, foram outros e que REC foi registrado duas horas após RES. O
método vale para os outros tempos, até T
48
. Outra observação: nos gráficos,
utilizamos o artifício de interligar os pontos REF entre si (protocolos T
1
a T
48
) com
uma linha, da mesma forma que interligamos os pontos REC. Tal artifício, que não
possui grande significado fisiológico visto que os indivíduos de um protocolo são
diferentes dos do outro protocolo objetivou, mais uma vez, facilitar a interpretação
dos dados.
Na Estatística Inferencial foi eleito o teste pareado de Wilcoxon para verificar
as diferenças entre as variáveis REF e REC de cada protocolo, que são
dependentes porque foram originadas do mesmo grupo de indivíduos.
Os dados experimentais completos encontram-se no Apêndice A. A seguir,
apresentamos o resumo da Estatística Descritiva acompanhado dos gráficos e da
Estatística Inferencial correspondentes.
3.3.1. Parâmetros freqüenciais do EMG-S
Tabela 2: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à FMD
0
(Freqüência Mediana do
músculo realizando exercício com carga igual a 0% da CVM). As colunas T
i
apresentam os dados
dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e assim sucessivamente. REF e REC
representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de resistência à fadiga. Unidades de FMD
em Hz.
FMD
0
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
Média
(n=10)
46,50
46,76
40,03
55,91
37,74
33,16
37,95
32,82
34,49
32,50
34,97
38,88
Desvio
Padrão
23,50
28,50
27,86
19,86
32,29
30,97
27,56
34,19
28,84
23,11
26,56
30,32
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34
REF
REC
T1 T2 T4 T8 T24 T48
0
10
20
30
40
50
60
70
80
FMD normalizada (Hz)
Figura 6: Valores médios (n=10) de FMD
0
nos grupos REF e REC, conforme os dados da Tabela 2.
As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.
Tabela 3: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da variável FMD
0
(Freqüência Mediana com carga de 0% da CVM).
REF x REC (FMD
0
)
Protocolo
N T Z Valor de p
T
1
10 20 0,765 0,445
T
2
10 10 1,481 0,139
T
4
10 20 0,296 0,767
T
8
10 21 0,663 0,508
T
24
10 26 0,153 0,878
T
48
10 21 0,663 0,508
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35
Tabela 4: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à FMD
20
(Freqüência Mediana do
músculo realizando exercício com carga igual a 20% da CVM). As colunas T
i
apresentam o dados
dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e assim sucessivamente. REF e REC
representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de resistência à fadiga. Unidades de FMD
em Hz.
FMD
20
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
Média
(n=10)
68,71
66,87
69,54
54,50
67,26
42,03
70,06
58,96
69,76
41,31
70,22
50,51
Desvio
Padrão
4,88 9,85 6,50 28,27
18,45
29,49
14,47
30,22
10,91
30,86
5,74 25,16
REF
REC
T1 T2 T4 T8 T24 T48
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
FMD normalizada (Hz)
Figura 7: Valores médios (n=10) de FMD
20
nos grupos REF e REC, conforme os dados da Tabela 4.
As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.
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36
Tabela 5: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da variável FMD
20
(Freqüência Mediana com carga de 20% da CVM). *p<0,05
REF x REC (FMD
20
)
Protocolo
N T Z Valor de p
T
1
10 22 0,561 0,575
T
2
10 12 1,244 0,214
T
4
10 7 2,09 0,037*
T
8
10 22 0,561 0,575
T
24
10 3 2,497 0,013*
T
48
10 4 2,395 0,017*
3.3.2. Parâmetro temporal do EMG-S
Tabela 6: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à RMS
0
(valor RMS do sculo
realizando exercício com carga igual a 0% da CVM). As colunas T
i
apresentam o dados dos
protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e assim sucessivamente. REF e REC
representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de resistência à fadiga. Unidades de RMS
em valores arbitrários.
RMS
0
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
Média
(n=10)
0,924
5,624
0,876
4,281
0,993
5,784
1,854
11,012
0,646
6,991
0,744
4,904
Desvio
Padrão
0,739
3,023
0,534
2,395
0,808
6,505
2,452
14,326
0,279
4,325
0,381
2,779
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37
REF
REC
T1 T2 T4 T8 T24 T48
-10
-5
0
5
10
15
20
25
Unidades Arbitrárias
Figura 8: Valores médios (n=10) de RMS
0
nos grupos REF e REC, conforme os dados da Tabela 6.
As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.
Tabela 7: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da variável RMS
0
(Root Mean Square, em inglês, com carga de 0% da CVM). **p<0,01; *p<0,05
REF x REC (RMS
0
)
Protocolo
N T Z Valor de p
T
1
10 0 2,803 0,005**
T
2
10 0 2,803 0,005**
T
4
10 0 2,803 0,005**
T
8
10 3 2,497 0,013*
T
24
10 0 2,803 0,005**
T
48
10 0 2,803 0,005**
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38
Tabela 8: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à RMS
20
(valor RMS do músculo
realizando exercício com carga igual a 20% da CVM).
As colunas Ti apresentam o dados dos
protocolos de 1 hora de recuperação (T1), duas horas (T2), e assim sucessivamente. REF e REC
representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de resistência à fadiga. Unidades de RMS
em valores arbitrários.
RMS
20
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
Média
(n=10)
5,624
6,981
4,281
6,419
5,784
4,920
11,012
10,054
6,991
4,470
4,904
5,358
Desvio
Padrão
3,023
3,682
2,395
5,633
6,505
3,957
14,326
10,835
4,325
3,053
2,779
4,088
REF
REC
T1 T2 T4 T8 T24 T48
-2
0
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
22
Unidades Arbitrárias
Figura 9: Valores médios (n=10) de RMS
20
nos grupos REF e REC, conforme os dados da Tabela 8.
As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.
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39
Tabela 9: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da variável RMS
20
(Root Mean Square,em inglês, com carga de 20% da CVM). **p<0,01; *p<0,05
REF x REC (RMS
20
)
Protocolo
N T Z Valor de p
T
1
10 13 1,478 0,139
T
2
10 14 1,007 0,314
T
4
10 18 0,968 0,333
T
8
10 19 0,866 0,386
T
24
10 1 2,701 0,007**
T
48
10 22 0,059 0,952
3.3.3. Parâmetro mecânico
Tabela 10: Estatística Descritiva dos experimentos referentes à CVM (Contração Voluntária
Máxima). As colunas T
i
apresentam o dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas
horas (T
2
), e assim sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase
RES, de resistência à fadiga. Unidades da CVM em quilogramas-força.
CVM
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
Média
(n=10)
42,47
38,35
39,94
42,29
45,30
43,37
44,54
42,52
35,93
35,74
42,52
39,73
Desvio
Padrão
6,77 7,86 6,88 7,28 9,79 9,38 7,88 9,33 7,69 8,34 5,05 5,89
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40
REF
REC
T1 T2 T4 T8 T24 T48
25
30
35
40
45
50
55
Unidades Arbitrárias
Figura 10: Valores médios (n=10) de CVM nos grupos REF e REC, conforme os dados da Tabela 10.
As barras indicam o Desvio Padrão com 95% de confiabilidade.
Tabela 11: Resultados do teste pareado de Wilcoxon para as duplas REF-REC da variável CVM
(Contração voluntária máxima). *p<0,05
REF x REC (CVM)
Protocolo
N T Z Valor de p
T
1
10 8 1,988 0,047*
T
2
10 20 0,764 0,445
T
4
10 10 1,784 0,074
T
8
10 18 0,968 0,332
T
24
10 24 0,357 0,721
T
48
10 9 1,886 0,059
Contração voluntária máxima (kgf)
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41
CVM (valores da fase REF)
Unidades arbitrárias
10
20
30
40
50
60
T1 T2 T4 T8 T24 T48
Equação de regressão: y=43,0358-0,3579.x
Figura 11: Valores médios de CVM (n=10, em quilogramas-força), e Reta de Regressão para os
dados dos seis protocolos da fase REF. As barras indicam o Erro Padrão.
Contração voluntária máxima (kgf)
Contração voluntária máxima (kgf)
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42
4. Discussão
4.1. Discussão dos métodos
Para ser coerente com os objetivos desta pesquisa, a análise dos resultados
teve como foco principal a busca de um padrão que indicasse a recuperação do
indivíduo, após a fadiga, para os patamares em que ele se encontrava antes dessa
situação. Contamos, portanto, com cinco sinais, de origem eletrofisiológica e
mecânica, que potencialmente podem desempenhar esse papel: FMD
0
, FMD
20
,
RMS
0
, RMS
20
e CVM.
A escolha do membro não-dominante poderia ser discutida, por estarmos
diante de uma amostra de esportistas (praticantes de musculação) cuja
característica é o desenvolvimento simétrico dos membros. Assim, apesar da falta
de consenso sobre o assunto, mesmo no SENIAM 8, optamos por trabalhar apenas
com o membro contra-dominante.
4.2. Discussão dos resultados
Análise da FMD
A análise dos comportamentos de REF e REC em FMD
0
(a partir dos dados
da Tabela 2, da Figura 6 e da Tabela 3) e em FMD
20
(a partir dos dados da Tabela 4,
da Figura 7 e da Tabela 5) mostra que:
- em FMD
0
, os dados do grupo REF não seguem exatamente o esperado, isto
é, uma seqüência de resultados semelhantes de T
1
aT
48
que, quando interligados,
formassem uma linha horizontal. Uma possível explicação para esse comportamento
inesperado de REF seria a influência da carga baixa utilizada neste protocolo (0% da
CVM). Sabendo-se que a FMD é influenciada pelo mero de fibras musculares
recrutadas e pela taxa e sincronismo de seus disparos, a variabilidade da
Freqüência Mediana deve ser maior em protocolos com carga baixa. Essa
especulação é compatível com o comportamento de REF em FMD
20
. Neste caso,
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43
onde a carga do exercício foi de 20% da CVM, os valores REF dos vários protocolos,
quando interligados, formam praticamente uma horizontal.
- em FMD
0
, os dados do grupo REC somente podem ser avaliados se
comparados aos de REF. Visto que o comportamento de REF é anômalo neste
caso, a análise de REC es definitivamente prejudicada. Em outras palavras, esses
resultados sugerem que o protocolo com carga 0% da CVM talvez não seja
adequado para estudar o que foi proposto neste trabalho de pesquisa.
- em FMD
20
, as variabilidades de REF e REC são menores que as
correspondentes em FMD
0
e os valores médios são superiores, como era de se
esperar em função da carga superior agora utilizada. Os dados do grupo REF
apresentam comportamento semelhante ao esperado, isto é, uma horizontal.
- em FMD
20
, a análise dos dados do grupo REC, que apresenta
comportamento muito diferente do de REF, sugere, inicialmente, que o exercício de
fadiga surtiu algum efeito. Os resultados da Tabela 5 mostram que essas diferenças
chegam a ser estatisticamente significativas em T
4
(p=0,037), T
24
(p=0,013) e T
48
(p=0,017).
- em FMD
20
, agora focando na análise comparativa de REF e REC, chama a
atenção o valor deste último em T
1
. Hipoteticamente, a fadiga imposta ao grupo REC
deveria levá-lo para valores abaixo dos de REF, que não passou pela mesma
situação; a partir desse ponto, esperar-se-ia que REC se recuperasse
continuamente após a fadiga, subindo para encontrar REF. Nessas bases, duas
possibilidades devem ser computadas: (a) em T
1
, REC deveria estar abaixo de REF,
mas subindo; ou (b) em T
1
, REC retornou ao mesmo nível de REF, tendo
completado, assim, sua recuperação. A posição relativa de REC em relação à REF,
em T
1
, apontaria para a segunda possibilidade, portanto. Surpreende, entretanto, o
fato da queda de REC continuar até T
4
, quando somente então parece haver uma
tendência à estabilização.
- em FMD
20
, os resultados surpreendem, sobretudo, porque estamos
analisando pares de dados (REF-REC) que, apesar de pertencerem aos mesmos
sujeitos experimentais no protocolo T
1
, são produzidos por sujeitos diferentes no
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44
protocolo T
2
, e assim por diante. Isso significa que esse comportamento de REC, de
queda contínua até T
4
, é bastante consistente e contraria nossas hipóteses.
- em FMD
20
, que novas conclues poderiam ser feitas sobre a recuperação
da fadiga? Os dados que possuímos não permitem concluir nada sobre a
recuperação, apenas sobre uma possível estabilização que, em REC, ocorre entre
T
4
e T
24
, representada por uma oscilação em torno dos 50 Hz. Entre T
24
e T
48
aparece uma subida que pode pertencer a dois fenômenos: à oscilação, que
continuaria, ou ao início de uma efetiva recuperação. Esses resultados sugerem,
portanto, que os efeitos da fadiga muscular sobre a FMD podem durar mais de 48
horas, pois em T
48
as diferenças entre REF e REC ainda são significativas. Em
conseqüência, protocolos experimentais que não respeitem esses prazos podem
produzir resultados erráticos (Petrofsky 1981, Kroon e Naeije 1988, Roy et al 1990,
Krogh-Lund 1992, Søgaard et al 2003).
Análise do RMS
A análise dos comportamentos de REF e REC em RMS
0
(a partir dos dados
da Tabela 6, da Figura 8 e da Tabela 7) e em RMS
20
(a partir dos dados da Tabela
8, da Figura 9 e da Tabela 9) mostra que:
- em RMS
0
, os grupos REF comportam-se conforme o esperado,
apresentando valores similares que, interligados por uma linha, formam uma reta
próxima à horizontal. Destoam do conjunto os valores de T
8
, tanto pela média quanto
pela variabilidade maiores. Em relação ao controle formado pelo grupo REF, o grupo
REC apresenta valores maiores, sempre de forma estatisticamente significativa,
porém sempre seguindo uma constante de diferencial entre as curvas (desvio
constante). E parece que essa é a única influência da fadiga. Em termos de
tendências de REF e REC, elas são iguais; em nenhum momento se observam
divergências ou convergências entre REF e REC, o que sugere que o RMS
0
é um
sinal que não deve funcionar como indicador de recuperação de fadiga.
- em RMS
20
, valem praticamente, as mesmas observações feitas para RMS
0
,
isto é, REF e REC apresentam comportamentos similares. Neste caso, nem mesmo
diferenças estatísticas produzidas pelo desvio constante foram registradas. Em
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45
conclusão, e com base em nossos dados, podemos afirmar que o sinal RMS
20
tampouco seria um bom candidato para indicar recuperação de fadiga. Esses
resultados são reforçados pelos achados de alguns autores (Petrofsky 1981,
Ö
berg
1995
).
Análise da CVM
A análise dos comportamentos de REF e REC em CVM (a partir dos dados da
Tabela 10, da Figura 10, da Tabela 11 e da Figura 11) mostra que:
Os resultados dos grupos REF seguem um comportamento esperado: as
diferenças entre os protocolos (T
i
), que correspondem às diferenças entre os
indivíduos que participam dos diferentes protocolos, são exacerbadas em função de
o experimento ocorrer em uma situação crítica, de extremo esforço. Essas
diferenças são traduzidas, no gráfico, como um traçado distante de uma linha
horizontal. Apesar disso, os valores de REF oscilam em torno de uma reta de
regressão (Figura 11) que é quase uma horizontal, indicando que, na média, não
uma tendência marcada. Os testes estatísticos identificaram uma diferença
significativa (p=4,7%) apenas em T
1
, que corresponde à primeira hora após a fadiga.
Nesse ponto, o grupo REC apresenta valores médios inferiores a REF, o que pode
ser entendido como uma dificuldade do indivíduo, uma hora após a fadiga, em
realizar a mesma força máxima que produzia em REF. Depois disso, os grupos REC
acompanham muito bem os REF, permitindo concluir que, a partir de duas horas
após a fadiga os voluntários recuperam a capacidade de produzir a mesma
Contração Voluntária Máxima de referência.
Esses resultados indicariam, em um primeiro momento, que a CVM poderia
ser um indicador de recuperação de fadiga. Surge um ponto bastante polêmico,
entretanto, quando o “indicador” CVM é comparado ao “indicador” FMD
20
: o tempo
do término da recuperação do músculo. Enquanto CVM apontaria para o tempo de
duas horas, FMD
20
sinalizaria que essa recuperação o ocorreria antes das 48 h.
Essa incongruência pode ser uma das fontes para as divergências encontradas na
literatura especializada, onde vários trabalhos indicam tempos diferentes de
recuperação (Petrofsky 1981, Kroon e Naeije 1988, Kroon e Naeije 1991, Sbriccoli et
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46
al 2001). Existiriam, então, mais de um indicador de recuperação da fadiga? Nossos
resultados parecem sinalizar que sim, na medida em que parecem revelar as
sensibilidades de FMD
20
e CVM para o fenômeno. Antes de qualquer afirmão mais
conclusiva, no entanto, teríamos que responder a outras perguntas, como a que
questionaria a existência de outros indicadores mais efetivos do que os apontados
neste trabalho. Evidentemente que os mesmos parâmetros aqui analisados, mas
associados a outras cargas, deveriam ser estudados com atenção. Especulando
nesse sentido, nada impede que um sinal RMS
25
, associado à carga de 25% da
CVM, revele-se como mais um indicador.
Aparentemente, nossos resultados, por não permitirem afirmações
conclusivas, parecem representar pouco como contribuição para o conhecimento do
tema. Entretanto, algumas conclusões podem ser feitas. Primeiramente, nossos
dados nos permitem concluir que, para fins de recuperação de fadiga, os sinais RMS
e FMD relativos a cargas inferiores a 20% da CVM são inúteis. Esses achados, que
estão de acordo com os de outros pesquisadores (Nagata 1990), podem levar ao
questionamento da validade do uso desses parâmetros, nessas cargas, também nos
estudos de entrada em fadiga, como acontece frequentemente no mundo científico
(Nagata 1990, Rainoldi et al 1999, Ravier et al 2005). Por outro lado, a partir de
cargas iguais a 20% da CVM, parece que a FMD começa a demonstrar alguma
sensibilidade. Pra confirmar isso, o estudo com FMD
20
precisaria ser repetido, mas
com uma extensão maior no tempo, para além das 48 h que limitaram nosso estudo.
O parâmetro CVM parece ser um candidato para indicar recuperação de
fadiga, ao mostrar que a partir de 2 h o músculo volta a se comportar como fazia
antes da fadiga. Resta saber que tipo de recuperação ele indica: voltar a realizar a
CVM em sua plenitude pode o significar que o músculo recuperou todas suas
funções (Sbriccoli et al 2001, Felici et al 2007).
4.3. Implicações para a pesquisa
Este trabalho teve utilidade na medida em que levanta algumas questões que
como, por exemplo, sobre a necessidade de se estudar períodos de recuperação
superiores a 48 h para verificar o comportamento da FMD nesse período. Outra
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47
questão levanta a dúvida sobre a real eficácia dos parâmetros estudados como
indicadores de recuperação de fadiga. Por isso, Sugere-se o acompanhamento de
EMG com cargas entre 20% a 30% da CVM, ou até mesmo usar outro parâmetro
como a velocidade de condução que descarta a necessidade de cargas altas, que foi
uma das limitações da atual pesquisa, para monitorar a recuperação da fadiga
muscular.
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48
5. Conclusões
De uma forma geral, para fins de determinação do tempo de recuperação de
fadiga, nossos dados mostraram que os parâmetros eletrofisiológicos obtidos a partir
do EMG-S, FMD e RMS têm pouca chance de conter informações pertinentes se
adquiridos em cargas de 0% da CVM e em contração isomérica. Mais
particularmente, nossos dados sinalizam que o parâmetro RMS tampouco possui
sensibilidade para medir a recuperação da fadiga muscular em exercícios
isométricos com cargas correspondentes a 20% da CVM. Isso sugere que o uso do
RMS em estudos de recuperação da fadiga e em exercícios com cargas baixas pode
estar comprometido. Resta verificar o que ocorre em estudos com cargas superiores
a 20% da CVM.
Nossos achados revelaram que FMD apresenta alguma sensibilidade à
recuperação da fadiga em exercícios com 20% da CVM. Seu desempenho,
entretanto, por não apresentar um retorno completo no intervalo estudado de 48 h,
não permite classificá-lo como um candidato definitivo a indicador de recuperação de
fadiga. Estudos por tempos superiores a 48 h e com cargas superiores a 20% da
CVM podem eliminar essa dúvida.
Os estudos com a CVM mostraram que, ao mesmo tempo em que esse
parâmetro pode ser um candidato a indicador de recuperação de fadiga, uma
inconsistência entre o seu desempenho e o da FMD: nossos dados sugerem que a
recuperação da fadiga se completaria em 2 h pela CVM, mas não antes de 48 h pela
FMD. Várias questões devem ser respondidas, a partir desses achados. Por
exemplo, se a FMD fosse registrada com valores de cargas superiores a 20% da
CVM, poderia retornar aos valores de repouso no mesmo intervalo de duas horas
sinalizado pela CVM? Caso não haja convergência, em nenhuma situação de carga,
entre os períodos de recuperação detectados por FMD e CVM, qual dos dois
representaria melhor a recuperação da fadiga?
Enfim, os dois grandes parâmetros do eletromiograma de superfície, FMD e
RMS, devem ser mais estudados, em outras situações experimentais, como em
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cargas diferentes, por exemplo. Pelo menos um deles, a FMD, parece prometer
sensibilidade à recuperação da fadiga.
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50
6. Referências
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Electromyography. 5 ed. Baltimore: Willians & Wilkings; 1985.
2. Béliveau L, Van Hoecke J, Garapon-Bar C, Gaillard E, Herry JP, Atlan G,
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Sports Med. 1992 Oct;13 Suppl 1:S153-5.
3. Blangsted AK, Sjogaard G, Olsen HB, Sogaard K. Voluntary low-force
contraction elicits prolonged low-frequency fatigue and changes in surface
electromyography and mechanomyography. J Electromyo Kinesiol. 2005;15:
138-48.
4. Chabran E, Maton B, Fourment A. Effects of postural muscle fatigue on the
relation between segmental posture and movement. J Electomyo Kinesiol.
2002;12:67-79.
5. Choi D, Cole KJ, Goodpaster BH, Fink WJ, Costill DL. Effect of passive and
active recovery on the resynthesis of muscle glycogen. Medicine and Science
in Sports and exercise. 1994:992-6.
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54
APÊNDICE
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55
APÊNDICE A – Dados experimentais completos
Quadro 1. Estatística Descritiva completa dos experimentos referentes à FMD
0
(valor FMD
do músculo realizando exercício com carga igual a 0% da CVM). Cada valor apresentado
é a média da FMD normalizada de 34 amostras de cada sinal. As colunas T
i
apresentam
os dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e assim
sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de
resistência à fadiga. Unidades de FMD em Hz.
FMD
0
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC
REF REC REF REC
REF REC REF REC
REF REC
64,7978
64,1659
6,2902 67,0850
79,2739
72,5241
62,0692
19,0717
6,9508 56,4108
59,3405
57,9619
61,1500
62,9883
4,7392 70,6284
42,7964
41,1018
4,1073 83,9844
4,3084 3,9063 60,0873
65,7169
57,7608
69,8529
3,7339 46,9899
3,5329 3,9350 57,7321
4,0499 51,9876
14,8208
3,6190 48,5122
46,8750
64,7691
58,9671
63,0457
3,7914 69,4221
70,6572
3,2744 4,5381 39,3497
4,1073 6,5487
5,0839 3,6477 60,5182
62,6723
4,8254 22,8056
10,5411
4,0786 4,8254 5,5721 28,5788
3,0159
44,8357
67,3254
71,7199
71,4901
66,9520
79,7335
41,1305
64,6542
22,7769
60,6330
40,3263
64,5393
69,6519
13,9304
44,3474
54,6588
71,7199
3,7626 74,9655
73,2709
58,9671
52,7057
5,6296 3,8488
61,0639
73,0986
51,8153
51,8153
69,9391
4,0786 37,3966
64,9414
78,0101
49,7185
16,7452
3,8775
3,8775 4,0211 24,7875
66,3775
30,3883
30,3883
10,2539
3,6190 65,0276
37,7987
60,9490
63,5960
49,8909
43,7730
73,3571
4,3084 4,1648 3,8775 10,6273
7,2381 47,4782
4,0786 70,3125
71,1949
Média
(N=10)
46,4987
46,7572
40,0276
55,9071
37,7384
33,1629
37,9481
32,8182
34,4870
32,4994
34,9696
38,8812
Desvio
Padrão
23,5011
28,5045
27,8576
19,8637
32,2882
30,9714
27,5551
34,1925
28,8370
23,1084
26,5555
30,3215
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56
Quadro 2. Estatística Descritiva completa dos experimentos referentes à FMD
20
(valor
FMD do músculo realizando exercício com carga igual a 20% da CVM). Cada valor
apresentado é a média da FMD normalizada de 34 amostras de cada sinal. As colunas T
i
apresentam os dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e
assim sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase
RES, de resistência à fadiga. Unidades de FMD em Hz.
FMD
20
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC
REF REC
REF REC REF REC
REF REC REF REC
66,1477
68,8764
57,8182
57,8182
89,9012
85,3631
61,6671 74,9943
86,9715
75,7123
70,1114
64,5680
76,2580
61,1500
73,5869
4,7392 59,8001
42,7964
75,2815 4,1073 76,4304
4,3084 64,6542
60,0873
71,6050
62,9883
74,1613
70,6284
50,0057
41,1018
75,6549 83,9844
52,2174
3,9063 60,6905
65,7169
69,6232
76,2580
61,3511
73,5869
62,0404
59,8001
71,1742 75,2815
73,0699
76,4304
73,0411
64,6542
77,1772
80,3079
64,4531
75,0230
72,0646
57,2438
54,3716 83,9844
53,3663
62,1266
78,0101
65,7169
67,2679
57,7608
71,7199
3,7339 66,9520
3,5329 71,9784 57,7321
66,5499
51,9876
72,2369
3,6190
66,2052
69,8529
73,6156
46,9899
92,7160
3,9350 60,9490 4,0499 69,8242
14,8208
71,4327
48,5122
65,6020
71,6050
78,0101
74,1613
69,9391
50,0057
61,8681 75,6549
78,0101
52,2174
78,6707
60,6905
63,7638
73,0124
67,2966
79,3888
30,3883
72,6965
105,8996
59,1395
76,2293
67,0669
65,2574
67,4403
63,4766
46,8750
73,3571
58,9671
78,8143
3,7914 61,7819 70,6572
64,9414
4,5381 68,1147
4,1073
Média
(N=10)
68,7127
66,8687
69,5370
54,5037
67,2622
42,0267
70,0626 58,9585
69,7610
41,3115
70,2220
50,5113
Desvio
Padrão
4,8798 9,8452 6,5045 28,2692
18,4530
29,4881
14,4652 30,2158
10,9119
30,8558
5,7393 25,1620
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57
Quadro 3. Estatística Descritiva completa dos experimentos referentes à RMS
0
(valor RMS
do músculo realizando exercício com carga igual a 0% da CVM). Cada valor apresentado
é a dia do RMS normalizado de 34 amostras de cada sinal. As colunas T
i
apresentam
os dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e assim
sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase RES, de
resistência à fadiga. Unidades de RMS em valores arbitrários.
RMS
0
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
2,9237
7,7236 0,4185
1,2899
2,5930
4,5915 5,5916
3,3645 0,3972
8,1542 1,1453
11,1308
0,9829
6,5956 0,3765
3,2780
0,9624
5,4398 0,3228
6,6035 0,3718
4,8721 1,0364
3,2080
0,8794
9,0755 0,3443
9,6280
0,3701
0,6579 0,9050
6,5325 1,0063
3,8446 0,3749
4,7630
0,6803
1,5321 1,4769
5,9135
0,3789
9,1632 7,0948
7,1151 0,3982
4,5951 0,3735
2,0660
0,4056
3,7827 1,6414
4,8343
0,3572
1,8627 0,4598
8,3538 0,4009
1,5768 0,4929
4,1254
0,5910
4,5468 0,8107
1,7832
1,4886
3,9886 0,5916
12,7371
0,4971
12,6311
0,6649
7,8071
0,7163
10,2855
0,5831
4,3240
0,8107
22,8904
2,1751
50,8669
0,8752
7,5460 0,3993
3,2864
1,0660
6,4563 0,9200
4,1254
2,1000
2,3353 0,5372
2,5695 0,8607
4,1254 0,4617
4,3721
0,3576
5,2126 0,5048
5,1282
0,4986
1,5028 0,4086
8,6179 1,0757
6,7932 1,1721
5,9749
0,6385
1,0290 1,6831
2,5067
0,3682
5,4034 0,4499
3,3608 0,5796
15,7747
1,3210
2,3110
Média
(N=10)
0,9241
5,6240 0,8759
4,2811
0,9928
5,7836 1,8536
11,0122
0,6463
6,9913 0,7442
4,9045
Desvio
Padrão
0,7386
3,0233 0,5343
2,3955
0,8076
6,5050 2,4521
14,3263
0,2785
4,3246 0,3807
2,7794
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58
Quadro 4. Estatística Descritiva completa dos experimentos referentes à RMS
20
(valor
RMS do músculo realizando exercício com carga igual a 20% da CVM). Cada valor
apresentado é a média do RMS normalizado em 34 amostras de cada sinal. As colunas T
i
apresentam os dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e
assim sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase
RES, de resistência à fadiga. Unidades de RMS em valores arbitrários.
RMS
20
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
7,7236 7,7451 1,2899
1,2899 4,5915 4,9612 3,3645 4,8724 8,1542 3,7785 11,1308
16,4463
6,5956 6,5758 3,2780
3,4886 5,4398 4,3654 6,6035 3,4688 4,8721 4,0768 3,2080 4,2679
9,0755 14,6153
9,6280
10,8949
0,6579 5,7799 6,5325 2,3245 3,8446 3,0043 4,7630 4,0641
1,5321 6,8507 5,9135
7,2162 9,1632 7,6776 7,1151 3,7423 4,5951 3,3566 2,0660 1,9372
3,7827 3,4909 4,8343
3,3202 1,8627 1,6909 8,3538 5,1251 1,5768 1,4001 4,1254 4,0995
4,5468 5,1677 1,7832
20,6307
3,9886 3,1850 12,7371
15,4108
12,6311
11,2906
7,8071 6,0835
10,2855
9,9404 4,3240
3,4998 22,8904
14,5844
50,8669
35,4150
7,5460 7,5672 3,2864 3,2743
6,4563 8,1301 4,1254
4,3789 2,3353 0,5992 2,5695 2,5080 4,1254 3,7530 4,3721 4,2968
5,2126 6,3996 5,1282
4,5168 1,5028 3,7550 8,6179 21,0864
6,7932 5,5538 5,9749 5,9749
1,0290 0,8922 2,5067
4,9546 5,4034 2,5996 3,3608 6,5890 15,7747
0,9184 2,3110 3,1346
Média
(N=10)
5,6240 6,9808 4,2811
6,4191 5,7836 4,9198 11,0122
10,0542
6,9913 4,4699 4,9045 5,3579
Desvio
Padrão
3,0233 3,6819 2,3955
5,6331 6,5050 3,9567 14,3263
10,8353
4,3246 3,0525 2,7794 4,0882
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59
Quadro 5. Estatística Descritiva completa dos experimentos referentes à CVM. Cada valor
apresentado é a média da CVM normalizada em 34 amostras de cada sinal. As colunas T
i
apresentam o dados dos protocolos de 1 hora de recuperação (T
1
), duas horas (T
2
), e
assim sucessivamente. REF e REC representam os dados colhidos antes e após a fase
RES, de resistência à fadiga. Unidades dos valores da CMV em kgf.
CVM
T
1
T
2
T
4
T
8
T
24
T
48
REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC REF REC
42,4100
41,5700
36,8800
48,3100
43,7500
37,3900
41,5100
43,5700
40,3100
43,3500
40,6300
30,9900
26,7800
18,1400
38,4800
39,8600
60,5300
61,6000
40,2900
39,0100
36,8300
32,2400
39,8600
34,0700
45,3000
42,8100
31,2600
43,4200
43,2800
44,1900
37,6100
36,5500
39,2300
49,2300
44,4800
39,0100
46,1900
42,4100
42,9900
39,0800
46,8200
46,9400
48,4100
47,2300
27,2300
28,3200
39,5200
45,3600
44,5400
35,9400
28,9200
44,2500
29,5900
28,2800
55,2300
57,5700
17,9400
19,8400
35,6100
35,4100
48,7800
44,1900
46,8200
42,2200
36,1100
35,0000
34,0300
31,1900
44,0800
43,4200
44,4400
40,5500
39,8600
45,7100
51,9800
56,7400
59,9500
50,3600
54,5500
55,8800
35,8300
36,9100
47,1500
46,7800
50,4900
35,7700
40,8400
37,0100
44,4200
42,4100
35,4300
34,2600
39,2900
35,9400
52,8600
49,3800
43,1700
39,0100
43,2500
43,2400
50,3700
49,3500
46,1800
32,9700
38,4000
34,1700
37,4800
36,7000
37,1300
37,9700
38,0000
28,8000
38,2200
38,1300
52,1300
46,9400
40,1600
34,0000
43,1700
39,0100
Média
(N=10)
42,4650
38,3520
39,9420
42,2930
45,3040
43,3650
44,5370
42,5170
35,9300
35,7420
42,5200
39,7260
Desvio
Padrão
6,7681 7,8635 6,8751 7,2811 9,7936 9,3825 7,8773 9,3308 7,6879 8,3393 5,0454 5,8925
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60
APÊNDICE B – Formulários do Comitê de Ética em Pesquisa
Termo de consentimento livre e esclarecido
Universidade de Brasília – UnB
Faculdade de Medicina - Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas
Pesquisadora: Luciana Roberta Tenório Peixoto - Contato: 61 3307-2294
Laboratório Integrado/Engenharia Biomédica - CFS/IB – Universidade de Brasília
N.º Registro CEP: 007/2006
Título do Projeto: Estudo do comportamento do sinal eletromiográfico durante a
recuperação da fadiga isométrica do bíceps braquial
Este termo de consentimento pode conter palavras que você não entenda. Peça ao
pesquisador que explique as palavras ou informações não compreendidas
completamente.
1) Introdução
Você essendo convidado(a) a participar da pesquisa “Estudo do comportamento
do sinal eletromiográfico durante a recuperação da fadiga isométrica do bíceps
braquial”. Se decidir participar dela, é importante que leia estas informações sobre o
estudo e o seu papel nesta pesquisa. Você foi selecionado por sorteio e sua
participação não é obrigatória. A qualquer momento você pode desistir de participar
e retirar seu consentimento. Sua recusa não trará nenhum prejuízo em sua relação
com o pesquisador ou com a instituição.
É preciso entender a natureza e os riscos da sua participação e dar o seu
consentimento livre e esclarecido por escrito.
2) Objetivo
O objetivo deste estudo é conhecer o tempo adequado para a musculatura do braço
descansar após um treino fatigante.
3) Procedimentos do Estudo
Se concordar em participar deste estudo você será solicitado a responder a um
questionário de avaliação cnica osteoarticular e neuromuscular, ser examinado
fisicamente para fornecer suas medidas antropométricas, permitir imagens
fotográficas (se necessário) e coleta de sinais de força muscular e potencial elétrico
dos músculos dos braços.
Os dados fornecidos serviram para estudar a recuperação da fadiga muscular e
também poderá ser utilizada a qualquer momento para outras pesquisas e
publicações realizadas por esse grupo de pesquisadores.
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61
4) Riscos e desconfortos
Essa pesquisa não haveriscos ao voluntário pois será solicitado a ele executar
movimentos comuns à natureza humana. O estudo é passível de um pequeno
desconforto transitório na pele (escarificação local e leve) após o preparo da região a
ser coletada o sinal elétrico. Lembrando que nesse estudo será utilizado
eletromiografia de superfície que é um método não-invasivo, sendo assim não se
usado em nenhum momento agulhas ou objetos perfurantes.
5) Benefícios
1. A participação na pesquisa não acarretará gasto para você, sendo totalmente
gratuita. O conhecimento que você adquirir a partir da sua participação na pesquisa
poderá beneficiá-lo com informações e orientações futuras em relação ao seu
condicionamento físico.
2. Os exames e os procedimentos relacionados ao estudo serão inteiramente
gratuitos. Você também pode ser desligado do estudo a qualquer momento sem o
seu consentimento nas seguintes situações:
a) você não use ou siga adequadamente as orientações/procedimento em estudo;
b) o estudo termine.
6) Custos/Reembolso
Você não terá nenhum gasto com a sua participação no estudo. As avaliações, as
consultas, os exames serão gratuitos e também não receberá pagamento pela sua
participação. Você não receberá cobrança exame adicional ou qualquer outro
procedimento feito durante o estudo.
7) Caráter Confidencial dos Registros
Algumas informações obtidas a partir de sua participação neste estudo não puderam
ser mantidas estritamente confidenciais. Além dos profissionais de saúde que esta
avaliando você, agências governamentais locais, o Comitê de Ética em Pesquisa da
UnB onde o estudo está sendo realizado e os representantes podem precisar
consultar seus registros a qualquer período anual. Você não será identificado
quando o material de seu registro for utilizado, seja para propósitos de publicação
científica ou educativa. Ao assinar este consentimento informado, você autoriza as
inspeções em seus registros.
8) Participação
Sua participação nesta pesquisa consistirá em permitir a coleta do sinal elétrico dos
músculos do braço e ser avaliado fisicamente.
É importante que você esteja consciente de que a participação neste estudo de
pesquisa é completamente voluntária e de que você pode recusar-se a participar ou
sair do estudo a qualquer momento sem penalidades ou perda de benefícios aos
quais você tenha direito de outra forma. Em caso de você decidir retirar-se do
estudo, deverá notificar ao profissional e/ou pesquisador que esteja atendendo-o.
9) Para obter informações adicionais
Você receberá uma cópia deste termo onde consta o telefone e o endereço do
pesquisador principal, podendo tirar suas dúvidas sobre o projeto e sua participação,
agora ou a qualquer momento. Caso você venha a sofrer uma reação adversa ou
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62
tenha mais perguntas sobre o estudo, por favor, ligue para Luciana Roberta Tenório
Peixoto, o telefone (61) 8117 0010.
10) Declaração de consentimento
Li ou alguém leu para mim as informações contidas neste documento antes de
assinar este termo de consentimento. Declaro que fui informado sobre os métodos
em estudo a ser utilizado, as inconveniências, riscos e benefícios que podem vir a
ocorrer em conseqüência dos procedimentos.
Declaro que tive tempo suficiente para ler e entender as informões acima. Declaro
também que toda a linguagem técnica utilizada na descrição deste estudo de
pesquisa foi satisfatoriamente explicada e que recebi respostas para todas as
minhas dúvidas. Confirmo também que recebi uma cópia deste formulário de
consentimento. Compreendo que sou livre para me retirar do estudo em qualquer
momento, sem perda de benefícios ou qualquer outra penalidade.
Dou meu consentimento de livre e espontânea vontade e sem reservas para
participar como paciente deste estudo.
Nome do participante_________________________________________________
Assinatura do participante ou responsável legal_________________________ Data
__________
Atesto que expliquei cuidadosamente a natureza e o objetivo deste estudo, os
possíveis riscos e benefícios da participação no mesmo, junto ao participante e/ou
seu representante autorizado. Acredito que o participante e/ou seu representante
recebeu todas as informações necessárias, que serão fornecidas em uma linguagem
adequada e compreensível e que ele/ela compreendeu essa explicação.
Assinatura do pesquisador_______________________________Data__________
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APÊNDICE C - Protocolo experimental detalhado
OBJETIVO: Definir o tempo de recuperação da fadiga do músculo bíceps braquial
analisando os parâmetros do EMG-S (RMS e FMD) e a foa.
DESCRIÇÃO: O protocolo se realizado em cinco etapas: detalhes da
amostragem; preparo do eletromiógrafo; mensuração da CVM; aquisição e registro
do sinal EMG; processamento do sinal.
MATERIAL NECESSÁRIO:
- pulseira ajustável em nylon conectada ao ergômetro por um cabo de aço
- microcomputador Pentium 3 ( 866 MHz, 256MB de memória RAM) com monitor
de 15”
- eletromiógrafo (modelo MP30, Biopac System®) com software BSL PRO (Biopac
System®, EUA)
- eletrodos bipolares passivos Ag/AgCl, com gel e auto-adesivos (Kendall,
MediTrace®, EUA)
- eletrodo AgCl Ag de referência com pulseira plástica
- gel condutor (Carbogel®)
- fita adesiva (Micropore, 3M®)
- transdutor de força (Hand Dynamometer - modelo SS25L, Biopac®)
- ergômetro
- outros materiais: lixas, gazes, detergente neutro, lápis dermográfico (Mitsu-bishi
7600), ataduras, buchas vegetais, lâminas de barbear descartáveis
- Software SPEC em linguagem MATLAB 6.5 (Mathworks®, Natick, EUA)
VOLUNTÁRIOS
60 homens praticantes de musculação.
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DETALHES DA AMOSTRAGEM
1) Na entrevista, esclareça os voluntários quanto aos métodos da pesquisa. Se
aceita a participação, entregue o termo de consentimento livre e esclarecido,
solicitando a leitura e a assinatura de cada um. Preencha os questionários de
lateralidade manual, da avaliação clínica e das medidas antropométricas.
Oriente-os sobre as recomendações necessárias para os dias que antecedem e
sucedem o experimento, conforme os seguintes critérios: não consumir café, chá,
álcool ou grande refeição; não fazer jejum prolongado; não fazer uso de qualquer
medicamento; não praticar atividade física, não fumar; ter dormido ao menos por
8 h.
2) Alocação da amostra
Faça o sorteio dos voluntários para alocação dos voluntários pelos grupos, com a
seguinte referência: Tempo 1 (para realizar a coleta da recuperação 1 hora após a
fadiga); Tempo 2 (2 h após); Tempo 4 (4 h); Tempo 8 (8 h); Tempo 24 (24 h);
Tempo 48 (48 h).
Entregue a cada voluntário uma cópia do termo de consentimento e seu respectivo
cronograma de coleta, chamando a atenção para o local, data e horário anotados.
MONTAGEM DO ELETROMIÓGRAFO
- Observe o termômetro do laboratório (temperatura ideal: 21°C)
- Conecte o eletromiógrafo (modelo MP30) à entrada do microcomputador
- Conecte o transdutor de força na entrada1 do eletromiógrafo, e deixe-o em
posição horizontal sobre a mesa
- Ligue todo o sistema de equipamentos (microcomputador, eletromiógrafo) pelo
estabilizador de tensão elétrica
- Na tela principal do Windows, abra o software Biopac Student Lab Pro (BSL
PRO), crie a pasta “UnB” incluindo as pastas “CVM referência”, “CVM
recuperação”, “Resistência 60%”, “Referência_0_20%”, “Recuperação_0%_20%”.
Salve um arquivo-modelo para cada uma dessas pastas com a extensão: nome do
voluntário_grupoX_faseX_data. Salve para cada arquivo-modelo com sua
configuração de aquisição. Na opção MP30> escolher:
1 Em> setup channels configurar os canais (canal 1 = hand dynamometer;
canal 2 = EMG)
2 Em> setup acquisition colocar 1.000 Hz, duração de 6s para aquisição de
CVM; em EMG escolher 2.000 Hz de amostragem (para 0% e 20% da CVM
colocar 1 min; e 1 hora para 60% CVM)
3 - Na> barra de menu – escolha os indicadores Mim, Max, Tmim, Tmax
4 Para os arquivos monitoração do EMG - inicie uma aquisição teste, pare e
depois irá aparecer a janela Scale vertical> (se pressionar sobre o botão direito do
mouse sobre a barra de força no lado direito da tela). Coloque os seguintes
parâmetros: Scale range - upper 0 kgf; Lower (valor x= 2 * 60%CVM ou 20%CVM
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66
ou valor x = 0); Major division (valor x= 5% da carga alvo kgf/dv); base point
(carga alvo = 60% da CVM ou 20% da CVM)
5 Para os arquivos monitorando somente CVM - inicie uma aquisição teste, pare
e depois irá aparecer a janela Scale vertical> (se pressionar sobre o botão direito
do mouse sobre a barra de força no lado direito da tela). Coloque os seguintes
parâmetros: Scale range - upper 70 kgf; midpoint 35 kgf; major division15 kgf ;
base point 0
6 - Para calibrar o dinamômetro, escolha setup channels> botão ferramenta
chanel 1 (hand dynamometer) - scaling ao apertar o botão Cal1 aparecerá um
valor x de referência que deverá ser base para o valor no Cal2 dado pela rmula,
x + 0.06575 mV= Cal 2 (coloque o valor Cal2 usando ponto). Teste a calibração,
pressionando o botão start e verifique se na tela surge uma linha reta no ponto
zero. Se não aparecer, repita a etapa calibração.
7 - Expanda, na tela do monitor, sobre o local do canal da força do bíceps braquial
8 - Monte o ergômetro acoplado ao transdutor de força por um cabo de aço com a
pulseira ajustável
MENSURÃO DA CONTRAÇÃO VOLUNTÁRIA MÁXIMA
- Com o auxílio do ergômetro, posicione o voluntário com o ombro aduzido,
cotovelo flexionado a 90º, antebraço em supinação e dedos flexionados segurando
objeto cilíndrico. Oriente-o a manter a perna contralateral à frente, enquanto
permanece em pé ao lado do ergômetro.
- Oriente-o a não fazer movimentos compensatórios durante o teste
- Coloque a atadura de proteção no punho e a pulseira acoplada ao cabo de aço
do ergômetro. Faça os ajustes na altura e comprimento, adaptando o ergômetro ao
voluntário de modo confortável.
- Abra o software BSL PRO e um arquivo-modelo na pasta “CVM referência” ou
“CVM recuperação”
- Calibre o dinamômetro
- Pedir ao voluntário para tracionar o cabo de aço acoplado ao transdutor de força
sem modificar a posição das articulações do membro superior
- Mostre-o na tela do monitor a escala de força em quilogramas-força
- Peça-o a realizar uma contração mantida máxima no período de 6 s. Espere o
período de repouso entre a próxima contração (3 min). E repita por três vezes.
- Anote na tabela contração voluntária máxima” os valores máximos de cada
contração (observe na barra de menu), e calcule a média das 3 tentativas a ser
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chamada de CVM. Calcule o valor de 60% e 20% da CVM e guarde-os para
normalizar o sinal EMG.
AQUISIÇÃO E REGISTRO DO SINAL ELETROMIOGRÁFICO
Esse procedimento deverá ser repetido na fase de resistência e recuperação. A
fase de resistência será realizada entre 48 h e 2 semanas após medida a CVM do
voluntário. a recuperação será registrada nos tempos: 1 h, 2 h, 4 h, 8 h, 24 h e
48 h após o exercício fatigante. Relembrar o voluntário dos passos do protocolo.
1) COLOCAÇÃO DOS ELETRODOS
Preparação da pele (no local destinado aos eletrodos de aquisição e de referência)
- Lave bem o local com água e sabão neutro com uso da bucha vegetal
- Faça a tricotomia
- Retire a camada córnea (lixando 20 vezes)
- Utilize gaze para retirar resquícios de tecido epitelial desprendido
- Determine a área para o sensor, marque com lápis dermatográfico
Fixação do sensor no local marcado
- Para posicionar os eletrodos no Bíceps braquial (BB), localizar a região 2/3 distal
anterior sobre a linha média, entre o acrômio medial e a fossa cubital
- Colocar os eletrodos adesivos com distância intereletrodos de 2 mm (antes, corte
uma parte adesiva de uma das extremidades de cada)
- Use o mulmetro marcando a escala em 200 K. Verifique a impedância
intereletrodos. Repita a limpeza da pele caso indique um valor superior a 30 K.
Desligue o multímetro e anote a estimação da impedância
- Coloque o eletrodo de referência com gel eletrolítico no pulso contralateral ao
braço estudado
- Conecte os fios aos eletrodos, prenda-os com fita gomada. Colete o sinal de
EMG. Após a coleta dos dados retire os eletrodos e realize a limpeza de pele
retirando o gel. Registre as observações diárias na ficha do voluntário.
2) COLETA DO SINAL ELETROMIOGRÁFICO
Será coletado em três fases: REF, RES e REC como descrição abaixo.
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Fase Referência (REF)
- Abra a pasta na “CVM referênciae “Referência_0_20%” o ARQUIVO–MODELO.
Preencha como nos outros arquivos-modelos (nome do voluntário_grupoX
_faseX_data)
- Monitore o sinal de EMG sem carga e a 20% da CVM, usando o programa BSL
PRO com os arquivos já previamente configurados.
- Abra o software BSL PRO do eletromiógrafo e um novo arquivo na pasta
referência
- Posicione o voluntário e oriente-o novamente como na etapa de mensuração da
CVM
- Inicie a coleta do EMG sem carga e 20% da CVM durante 1 minuto cada. Forneça
cinco minutos de descanso e inicie o protocolo da resistência à fadiga. Salve o
arquivo.
Fase de resistência à Fadiga (RES)
- Abra na pasta “Resistência_60%” o ARQUIVO MODELO. Preencha como nos
outros arquivos-modelos (nome do voluntário_grupoX _faseX_data)
- Monitore o sinal de EMG a 60% da CVM, usando o programa BSL PRO com os
arquivos já previamente configurados.
- Verifique se o transdutor de força está calibrado
- Informe o voluntário quando iniciar o exercício de fadiga a 60% da CVM,
coletando a o voluntário não conseguir manter a carga determinada. Salve o
arquivo.
- Não retire os eletrodos adesivos e aguarde para a fase de recuperação.
Fase de recuperação à fadiga (REC)
- Abra nas pastas “CVM recuperação” e “Recuperação_0_20%” os ARQUIVOS
MODELOS. Preencha como nos outros arquivos modelos (nome do
voluntário_grupoX _faseX_data)
- Siga as mesmas instruções de coleta usadas na fase REF e acrescente a coleta
da CVM recuperação. Salve o arquivo de coleta.
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69
PROCESSAMENTO DO SINAL
duas etapas a serem seguidas, a de recorte e a de cálculo. Faça o mesmo
processamento para as 3 fases do experimento REF, RES e REC.
1) Recorte
- Abra o programa BSL PRO, em seguida o arquivo bruto.
- Escolha display> reset chart display autoscale waveform (aperte o botão direito
do mouse sobre o canal de EMG escolha autoscale waveform)
- Com base no sinal de força, recorte o sinal de EMG. Elimine as fases iniciais e
finais do sinal EMG correspondente, em que frequentemente a força será esvel.
Cortar (manualmente) todos locais que ultrapassem os limites de 5% da força alvo
- Elimine o sinal de força> Remove waveform
- Save as> option selected section only. Salve com o nome do arquivo
acrescentando “recortado”
- Visualize somente o canal do m. bíceps.
- Salvar com extensão .TXT e .ACQ (com o nome de arquivo e acrescentando sinal
recortado),
2) Cálculo
- Na área de trabalho do Windows Abra o software MATLAB 6.5 (Mathworks,
Natick, EUA), escolha a pasta SPEC e escreva a palavra <spec>
- Abrirá a janela do SPEC: coloque freqüência de amostragem 2.000 Hz, encontre
o arquivo com extensão .TXT do voluntário
- Selecione a configuração> sem filtro, janela de Hamming, largura de 1s e com
sobreposição de 0,5s, Transformada de Fourier> EXECUTAR.
- Após definido o gráfico de RMS e FMD, salve o arquivo tamm em JPEG e TXT.
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70
APÊNDICE D – Tabela de medidas antropométricas
(Modelo)
N Nome Protocolo
Data
Idade
Massa
corporal
(kg)
Estatura
(cm)
Perímetro
braço
(cm)
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
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71
ANEXOS
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72
ANEXO A - Questionário para avaliação clínica osteoarticular e
neuromuscular
(Modelo)
Nome:____________________________________________________________________
Nascimento: ____ / __ / _____ Idade: _______ Curso:_____________________________
Período do curso:_____________ Turno: _________ e-mail:________________________
Telefone residencial: ______________ Celular: ___________Horário disponível__________
- Pratica musculação há quanto tempo?__________________ ( ) inferior a 01 ano
( ) 01 ano ( ) superior a um ano. ( ) Não sou praticante. ( ) Já pratiquei, mas
não pratico há ________ meses. - Quantas horas por dia e vezes por semana?
____________________________________
- Pratica uma outra atividade física? ( ) não. ( ) Sim. Qual e quantas vezes por
semana?_____________________________
- Faz alguma atividade laboral? ( ) Não. ( ) Sim
Qual? ( )limpa ( ) lava roupas ( ) digita ( ) e outras: ___________________
- Já teve algum tipo de lesão que afetasse os membros superiores?
( ) Não. ( ) Sim. Do tipo: ( ) fratura ( ) neuropatia ( ) cirurgia ( ) miopatia
( ) tendinite/ bursite ( ) luxação/ subluxação ( ) outros:
______________________
- Faz uso de algum medicamento? Se sim, qual?____________________________
- Faz uso de algum suplemento alimentar? Se sim, qual?______________________
Declaro verdadeiras as informações por mim fornecidas neste questionário.
Brasília, ___/____/_________
Ass.:______________________________________________
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73
ANEXO B - Teste de lateralidade manual: Inventário de Edinburgh
Avaliador________________________________ Data _____/____/_______
Nome__________________________________________________________
Inventário de Edinburgh (OLDFIELD, 1971)
Leia cada uma das perguntas abaixo. Decida que mão que você se usa para cada
atividade e selecione então a resposta que o descreve mais adequadamente.
1. Com que mão normalmente você escreve?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
2. Com que mão você desenha?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
3. Qual mão você usaria para arremessar uma
bola e acertar um alvo?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
4. Em que mão você usa sua raquete de tênis,
squash etc.?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
5. Com que mão você usa sua escova de dentes?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
6. Que mão segura uma faca quando você corta
algo? (Não usando um garfo)
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
7. Qual mão segura o martelo quando você es
batendo um prego?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
8. Quando você acende um palito de fósforo, qual
mão segura o palito?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
9. Em qual mão você usaria uma borracha no
papel?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
10. Que mão remove o topo da carta quando você
entregando as cartas de um baralho?(ex., quando
você é o participante que dá as cartas de um jogo,
qual mão você usa para distribuir as cartas que
são colocadas sobre a mesa?)
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
11. Qual mão você segura a linha quando você
está enfiando em uma agulha?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
12. Em que mão você seguraria um “mata mosca”
(para matar uma mosca)?
Esquerda [ 1 ] Qualquer uma [ 2 ]
Direita [ 3 ]
Resultado :
33-36 = Fortemente destro
29-32 = Moderadamente destro
25-28 = Fracamente destro
24 = Ambidestro
20-23 = Fracamente sinistro
16-19 = Moderadamente sinistro
12-15 = Fortemente sinistro
necessário você responder
todas as 12 perguntas!)
Parte inferior do formulário
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