Dão pelo tronco a jaca adocicada,
Que vindo lá de partes estrangeiras
Nesta Província é fruta desejada:
Não fiquem esquecidas as mangueiras,
Que dão a manga muito celebrada,
Pomo não só ao gosto delicioso,
Mas para o cheiro almíscar oloroso.
LVI
Inumeráveis são os cajus belos,
Que estão dando prazer por rubicundos,
Na cor também há muitos amarelos,
E uns e outros ao gosto são jucundos;
E só bastava para apetecê-los
Serem além de doces tão fecundos,
Que em si têm a Brasílica castanha
Mais saborosa que a que cria Espanha.
LVII
Os araçás diversos e silvestres,
Uns são pequenos, outros são maiores:
Oitis, cajás, pitangas, por agrestes,
Estimadas não são dos moradores:
Aos mar'cujás chamar quero celestes,
Porque contêm no gosto tais primores,
Que se os Antigos na Ásia os encontraram,
Que era o néctar de Jove imaginaram.
LVIII
Outras frutas dissera, mas agora
Têm lugar os legumes saborosos,
Porém por não fazer nisto demora
Deixo esta explicação aos curiosos;
Mas, contudo, dizer quero por ora
Que produz esta Terra copiosos
Mandioca, inhames, favas e carás,
Batatas, milho, arroz e mangarás.
LIX
O arvoredo desta Ilha rica e bela
Em circuito toda a vai ornando,
De tal maneira, que só basta vê-la
Quando já está alegrias convidando:
Os passarinhos que se criam nela
De raminho em raminho andam cantando,
E nos bosques e brenhas não se engana
Quem exercita o oficio de Diana.
LX
Tem duas Freguesias muito extensas,
Das quais uma Matriz mais soberana
Se dedica ao Redentor, que a expensas