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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE TECNOLOGIA
PROGRAMA DE S-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
CARACTERIZAÇÃO DO EFLUENTE QUIDO
NO PROCESSO DE BENEFICIAMENTO
DO ÍNDIGO XTIL
KÉSIA KARINA DE OLIVEIRA SOUTO SILVA
NATAL - RN
DEZEMBRO/2007
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ii
KÉSIA KARINA DE OLIVEIRA SOUTO SILVA
CARACTERIZAÇÃO DO EFLUENTE LÍQUIDO
NO PROCESSO DE BENEFICIAMENTO
DO ÍNDIGO XTIL
Dissertação apresentada ao
programa de Pós-graduação em
Engenharia Mecânica do Centro de
Tecnologia da Universidade Federal do
Rio Grande do Norte, como requisito à
obtenção do grau de Mestre em
Engenharia Mecânica.
ORIENTADOR: PROF. DR. LUIZ PEREIRA DE BRITO
NATAL-RN
DEZEMBRO/2007
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CARACTERIZAÇÃO DO EFLUENTE LÍQUIDO NO
PROCESSO DE BENEFICIAMENTO DO ÍNDIGO TÊXTIL
KÉSIA KARINA DE OLIVEIRA SOUTO
Orientador: Prof. Dr. Luiz Pereira de Brito
Dissertação de Mestrado defendida em 26 de dezembro de 2007,
sob julgamento da seguinte banca examinadora:
____________________________________
Prof. Dra. Patrícia Guimarães Ex. externa
____________________________________
Prof. Dr. Manoel Lucas Filho
____________________________________
Dra. Leocádia Terezinha Cordeiro Beltrame
Natal-RN
Dezembro/2007
iv
“ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR” (I Sm. 7:12b)
A Deus, minha rocha inabalável. A meu marido Igor Xavier e a minha
filha Ana Beatriz, tentando me redimir de tantos momentos
roubados de nosso convívio. E aos meus pais,
Souto e Chaguinha, pelo apoio e incentivo
durante toda a minha formação.
vi
AGRADECIMENTOS
A Deus por tudo que ele tem feito em minha vida e continuará sempre fazendo.
Aos meus pais Francisco de Araújo Souto e Francisca das Chagas Ferreira de Oliveira
Souto (Chaguinha), por terem priorizado a educação a mim e a meu irmão, ainda que
muitas vezes com dificuldades.
Ao meu esposo Igor Xavier Pereira da Silva, pelo apoio e compreensão durante a
realização deste trabalho.
Ao meu querido professor e orientador, Dr. Luiz Pereira de Brito, que sempre foi um guia
para mim dentro da UFRN, um exemplo de profissional e ser humano, além da amizade
construída, minha sincera e grande gratidão.
Ao professor Dr. Rasiah Ladchumananandasivam pela colaboração e orientações
fornecidas.
Ao laboratorista Sandro Araújo e ao bolsista Amacell Barros, pela ajuda no
desenvolvimento das análises laboratoriais e pela amizade desenvolvida.
Ao Laboratório de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental LARHISA UFRN na
pessoa do Prof. Dr. Luiz Pereira de Brito, pelo espaço e empréstimo de material cedido para
realização prática deste trabalho.
Ao coordenador do PPGEM, Prof. Dr. Rubens Maribondo do Nascimento, pelo apoio e
incentivo na viabilização deste estudo e à secretária Marisa Mendonça Guerreiro da Silva
pela dedicação ao programa e amizade para com os alunos.
À CAPES, pelo incentivo à pesquisa.
À diretoria da indústria utilizada na pesquisa, por permitir o acesso as suas instalações
para coleta de amostras e colaborações prestadas.
Aos senhores José Antônio Nunes da Costa e Francisco Dias da Cunha Júnior,
supervisores da indústria, pela colaboração na disposição de informações solicitadas.
À minha amiga Alessandra Luzirene Costa Teófilo, pelas informações cedidas sobre o
processo de beneficiamento do índigo têxtil.
vii
SUMÁRIO
SUMÁRIO vii
LISTA DE FIGURAS xi
LISTA DE TABELAS xvi
LISTA DE SÍMBOLOS xvii
RESUMO xix
ABSTRACT xx
CAPÍTULO 1
1. INTRODUÇÃO 02
CAPÍTULO 2
2.1. OBJETIVOS 06
2.2. JUSTIFICATIVAS E RELEVÂNCIA DO TRABALHO 06
CAPÍTULO 3
3. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 09
3.1. Processamento da Produção Têxtil 09
3.1.1. Matéria-prima 09
3.1.2. Fiação 11
3.1.3. Engomagem 11
3.1.4. Tecelagem 13
3.1.5. Chamuscagem 13
3.1.6. Beneficiamento 13
3.1.6.1. Processo de tingimento básico (geral) 14
viii
3.1.7. Acabamento Final 17
3.2. Índigo Têxtil 18
3.3. A cor no efluente têxtil 23
3.4. Tratamento de efluentes 26
3.4.1. Redução de fontes contaminantes 26
3.4.2. Reciclagem 28
3.4.3. Tratamentos 29
3.4.3.1. Alternativas de tratamentos 33
3.4.3.2. Processos de Tratamento 33
3.4.3.3. Alguns dos processos de tratamentos existentes na ETE
da indústria em estudo 36
3.4.3.4. Aterros sanitários municipais 40
3.5. O consumo de água em instrias têxteis 40
3.6. Critérios de Recebimentos e Lançamentos de Efluentes Líquidos 42
3.6.1. Instrução Normativa (IDEMA/RN) 42
3.6.2. Resolução n.º 357/2005 – CONAMA 46
3.6.2.1. Condições e Padrões de corpos receptores classe 2 46
3.6.2.2. Padrões de lançamentos de efluentes em corpos
Receptores (Baseado no Art. n.º 34) 48
3.6.3. Termo de Ajustamento de Conduta (TAC-MP) 49
CAPÍTULO 4
4. MATERIAIS E MÉTODOS 52
4.1. Descrição da Indústria Têxtil 52
4.2. Descrição do Sistema de pré-tratamento de Efluentes Líquidos 53
4.3. Seleção dos pontos de coletas 54
ix
4.4. Período e freqüência das coletas 56
4.5. Metodologia de coleta e preservação das amostras 56
4.6. Parâmetros analisados e métodos utilizados 57
4.6.1. Parâmetro Microbiológico 58
4.6.1.1. Coliformes Termotolerantes 58
4.6.2. Parâmetros físico-químicos 58
4.6.2.1. Potencial Hidrogeniônico (pH) 58
4.6.2.2. Temperatura 59
4.6.2.3. Alcalinidade Total 59
4.6.2.4. Cor 61
4.6.2.5. DQO 61
4.6.2.6. Turbidez 63
4.6.2.7. Condutividade Elétrica 63
4.6.2.8. Oxinio Dissolvido 63
4.6.2.9. Sólidos Totais 64
4.6.2.10. Sólidos Suspensos Totais 66
4.6.2.11. Metais Pesados
67
4.7. Material Utilizado 69
CAPÍTULO 5
5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 71
5.1. Análise Estatística dos Dados 71
5.2. Parâmetro Microbiológico 77
5.2.1. Coliformes Termotolerantes 77
5.3. Parâmetros físico-químicos 77
5.3.1. Potencial Hidrogeniônico (pH) 77
5.3.2. Temperatura 79
5.3.3. Condutividade Etrica 81
5.3.4. Oxinio Dissolvido 85
5.3.5. Alcalinidade Total 87
5.3.6. Turbidez 91
5.3.7. Cor 96
5.3.8. Sólidos Totais 101
5.3.9. Sólidos Suspensos Totais 105
5.3.10. DQO 107
5.3.11. Metais Pesados 114
5.4. Comparação dos Resultados com a Resolução n357/2005 – CONAMA 134
5.5. Resultados das Eficiências Globais 135
CAPÍTULO 6
6. CONCLUES 138
CAPÍTULO 7
7. CONSIDERAÇÕES EXTRAS 143
7.1. Limitações da Pesquisa 143
7.2. Sugestão de Reaproveitamento de água 143
7.3. Sugestões para trabalhos futuros 143
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 145
ANEXOS 154
xi
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Despejos provenientes do processamento de tecidos de algodão e sintéticos 10
Figura 2 – Máquina de tingimento de fios (índigo) 20
Figura 3 – Processo de beneficiamento do índigo têxtil da indústria em estudo 22
Figura 4 – Seqüência dos processos utilizados na ETE da instria em estudo 53
Figura 5 – Distribuição dos pontos de coleta na indústria 55
Figura 6 – Interrelações de sólidos encontrados em águas e efluentes 65
Figura 7 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração do pH 78
Figura 8 – Variação Temporal do pH 78
Figura 9 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Temperatura 80
Figura 10 – Variação Temporal da Temperatura 80
Figura 11 - Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da
Condutividade Elétrica 82
Figura 12 – Variação Temporal da Condutividade Elétrica 82
Figura 13 - Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Condutividade Elétrica
no ponto P1 83
Figura 14 – Variação Temporal da Condutividade Elétrica no ponto P1 83
Figura 15 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Condutividade
Elétrica no ponto P6 84
Figura 16 – Variação Temporal da Condutividade Elétrica no ponto P6 84
Figura 17 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de Oxinio
Dissolvido 86
Figura 18 – Variação Temporal de Oxinio Dissolvido 86
xii
Figura 19 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de
Alcalinidade Total 88
Figura 20 – Variação Temporal de Alcalinidade Total 88
Figura 21 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da
Alcalinidade Total no ponto P1 89
Figura 22 – Variação Temporal da Alcalinidade Total no ponto P1 89
Figura 23 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da
Alcalinidade Total no ponto P6 90
Figura 24 – Variação Temporal da Alcalinidade Total no ponto P6 90
Figura 25 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Turbidez 92
Figura 26 – Variação Temporal da Turbidez 92
Figura 27 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Turbidez
no ponto P1 93
Figura 28 – Variação Temporal da Turbidez no ponto P1 93
Figura 29 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Turbidez
no ponto P2 94
Figura 30 – Variação Temporal da Turbidez no ponto P2 94
Figura 31 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração da Turbidez
no ponto P6 95
Figura 32 – Variação Temporal da Turbidez no ponto P6 95
Figura 33 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Cor 97
Figura 34 – Variação Temporal da Cor 97
Figura 35 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Cor no ponto P1 98
Figura 36 – Variação Temporal da Cor no ponto P1 98
Figura 37 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Cor no ponto P2 99
xiii
Figura 38 – Variação Temporal da Cor no ponto P2 99
Figura 39 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Cor no ponto P6 100
Figura 40 – Variação Temporal da Cor no ponto P6 100
Figura 41 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de
lidos Totais 102
Figura 42 – Variação Temporal de Sólidos Totais 102
Figura 43 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de
lidos Totais no ponto P1 103
Figura 44 – Variação Temporal de Sólidos Totais no ponto P1 103
Figura 45 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de
lidos Totais no ponto P4 104
Figura 46 – Variação Temporal de Sólidos Totais no ponto P4 104
Figura 47 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de
lidos Suspensos Totais 106
Figura 48 – Variação Temporal de lidos Suspensos Totais 106
Figura 49 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO 108
Figura 50 – Variação Temporal de DQO 108
Figura 51 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO no ponto P1 109
Figura 52 – Variação Temporal de DQO no ponto P1 109
Figura 53 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO no ponto P3 110
Figura 54 – Variação Temporal de DQO no ponto P3 110
Figura 55 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO no ponto P4 111
Figura 56 – Variação Temporal de DQO no ponto P4 111
Figura 57 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO no ponto P6 112
Figura 58 – Variação Temporal de DQO no ponto P6 112
xiv
Figura 59 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO no ponto P8 113
Figura 60 – Variação Temporal de DQO no ponto P8 113
Figura 61 – Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P1 117
Figura 62 – Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P1 117
Figura 63 – Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P1 118
Figura 64 – Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P1 118
Figura 65 – Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P1 119
Figura 66 – Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P1 119
Figura 67 – Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P1 120
Figura 68 – Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P1 120
Figura 69 – Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P1 121
Figura 70 – Variação Temporal de MP no ponto P1 121
Figura 71 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de MP ponto P1 122
Figura 72 – Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P7 122
Figura 73 – Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P7 123
Figura 74 – Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P7 123
Figura 75 – Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P7 124
Figura 76 – Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P7 124
Figura 77 – Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P7 125
Figura 78 – Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P7 125
Figura 79 – Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P7 126
Figura 80 – Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P7 126
Figura 81 – Variação Temporal de MP no ponto P7 127
Figura 82 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de MP ponto P7 127
Figura 83 – Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P8 128
xv
Figura 84 – Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P8 128
Figura 85 – Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P8 129
Figura 86 – Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P8 129
Figura 87 – Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P8 130
Figura 88 – Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P8 130
Figura 89 – Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P8 131
Figura 90 – Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P8 131
Figura 91 – Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P8 132
Figura 92 – Variação Temporal de MP no ponto P8 132
Figura 93 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da Concentração de MP ponto P8 133
xvi
LISTA DE TABELAS
Tabela 1Aditivos utilizados no processo de tingimento 16
Tabela 2Concentração de alguns metais encontrados em algumas classes de
corantes por tipo de fibra 25
Tabela 3Resumo de técnicas de remoção da cor 26
Tabela 4Diagrama geral dos processos de tratamento de águas residuárias 31
Tabela 5Tipos de tratamentos para determinados contaminantes 34
Tabela 6Padrões para recebimentos de efluentes no sistema de tratamento
de efluentes quidos do Distrito Industrial de NatalSITEL-DIN 44
Tabela 7 - Alguns parâmetros inorgânicos característicos dos corpos receptores classe 2
da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA – Art.14º 48
Tabela 8Algumas condições e padrões de lançamento de efluentes em corpos
receptores da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA – Art. 34º 49
Tabela 9Estatística básica P1 (Água Natural) 72
Tabela 10Estatística básica P2 (Lavagem) 73
Tabela 11Estatística básica P3 (Tingimento) 73
Tabela 12Estatística básica P4 (Engomagem) 74
Tabela 13Estatística básica P5 (Amaciamento) 74
Tabela 14Estatística básica P6 (Sanforizadeira) 75
Tabela 15Estatística básica P7 (Afluente) 75
Tabela 16Estatística básica P8 (Efluente) 76
Tabela 17Apresentação dos resultados de comparação entre redução e aumento
nos valores de MP dos pontos P7 e P8 115
Tabela 18Resultados das eficiências globais no pré-tratamento 135
xvii
LISTA DE MBOLOS
ARSBAN Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico do município de Natal
BRASECO Empresa operadora do Aterro Sanitário da Região Metropolitana de Natal
CAERN – Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte
CE Condutividade Elétrica
CT Coliformes Termotolerantes
CPRH Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos
COMSAB – Conselho Municipal de Saneamento Básico
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
DBO Demanda Bioquímica de Oxigênio
DQO Demanda Química de Oxigênio
EDTA – Etileno diamina tetra acetato
Ef Eficiência Global
EPA – Environmental Proteccion Agency
ETE Estação de Tratamentos de Efluentes
ETA – Estação de Tratamento de Águas
IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente
LARHISA Laboratório de Recurso Hídricos e Saneamento Ambiental
MP Metais Pesados
OD Oxinio Dissolvido
pH – Potencial hidrogeniônico
PVA Álcool polivinílico
SITEL-DIN Sist e ma de Tratamento de Efluentes Líquidos do Distrito Industrial de Natal
xviii
SDT – Sólidos Dissolvidos Totais
SST Sólidos Suspensos Totais
ST – Sólidos Totais
T – Temperatura
TAC Termo de Ajustamento de conduta
xix
RESUMO
A grande diversidade das atividades industriais têxteis ocasiona, durante o processo
produtivo, a geração de efluentes com características bastante complexas, variando de acordo
com o tipo de processo industrial utilizado. O presente trabalho tem como objetivo principal a
caracterização do efluente quido de uma indústria de beneficiamento do índigo têxtil,
localizada no Distrito Industrial de Natal-RN, para conhecermos a carga contaminante de cada
etapa do processo e o enquadramento do efluente final com os padrões de recebimento do
Sistema de Tratamento de Efluentes Líquidos do Distrito Industrial de Natal SITEL-DIN,
operado pela Companhia de Águas e Esgotos do RN CAERN. Analisou-se as seguintes
propriedades e agentes poluentes: temperatura, pH, alcalinidade, cor, DQO, sólidos totais,
sólidos suspensos totais, metais pesados, coliformes termotolerantes, turbidez, oxinio
dissolvido e condutividade elétrica. Como conclusão destaca-se que o efluente final não
obteve resultados satisfatórios, segundo comparações com outras fontes, em apenas três
parâmetros: turbidez, oxigênio dissolvido e Condutividade elétrica, porém nenhum desses
parâmetros são critérios de recebimentos do SITEL-DIN, portanto o efluente final se encontra
dentro da normalidade. Após a análise dos resultados observamos ser indispensável à
existência do SITEL-DIN para tratamento final dos efluentes da indústria.
PALAVRAS CHAVES: Efluente têxtil - Tratamento - Carga poluidora - Índigo Têxtil
_________________________________________________________________________
xx
ABSTRACT
The great diversity of the textile industries activities causes the formation of wastewaters with
high complex characteristics during the productive process, according to the industrial process
used. The principal aim of the present work is the characterization of the wastewater from the
textile industry that process the indigo, located in the Industrial District of Natal-RN, to know
the contaminante load of each stage of the process and the framing of the wastewater with the
standards of act of receiving of the System of Treatment of Wastewater of the Industrial
District of Natal-RN SITEL-DIN, operated for the Company of Waters and Sewers of the
RN CAERN. It was analyzed the following properties and pollutants agents: temperature;
pH; alcalinity; color; COD (Chemical Oxygen Demand); total and suspended solids; heavy
metals, thermotolerants coliformes, turbidity, dissolved oxygen and electrical conductivity. As
conclusion it is distinguished that the wastewater did not get resulted satisfactory, according
to comparisons with other sources, in only three parameters: turbidity, dissolved oxygen and
electrical conductivity, however none of these parameters is criteria of acts of receiving of the
SITEL-DIN,therefore the wastewater if finds inside of normality. After the analysis of the
obtained results it was verified that SITEL-DIN is indispensable for completing the
wastewater treatment.
KEY WORDS: Textile effluent - Treatment - Load polluting - Indigo Textile
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Atualmente, mais de um terço do planeta se encontra em situação de escassez
quantitativa e qualitativa de recursos hídricos, seja por condições climáticas e/ou
principalmente pela poluição das águas superficiais e subterrâneas, surgindo então à
necessidade de implementação de sistemas que visem reciclar esses efluentes, preservando, ao
máximo, o meio-ambiente (Br ito , 1999).
Embora o Brasil possua 8% das reservas de água doce do planeta, 70% desta reserva
hídrica se concentram na Amazônia (Peres e Abrahão, 1998). A região Nordeste,
especialmente, tem sofrido por muitos anos pela falta de água.
A indústria é uma das atividades econômicas que mais utiliza água em seus processos,
gerando os mais diversos tipos de contaminantes, conforme sua característica. Pioneiro na
industrialização do Brasil, o setor têxtil ocupa lugar de destaque na economia nacional,
gerando milhões de empregos na atividade secundária.
A indústria têxtil é uma das maiores consumidoras de água, variando entre 120 a 180
litros por metro de tecido acabado, porque esta substância serve como meio de transporte para
os produtos químicos adicionados aos processos, como também na remoção do excesso dos
produtos indesejáveis impregnados no fio ou tecido.
A indústria têxtil caracteriza-se por seus altos volumes de efluentes gerados e pela alta
carga poluidora, sendo que 90% dos produtos químicos utilizados no beneficiamento têxtil
são eliminados após cumprirem seus objetivos (Silva Filho, 1994).
As características dos efluentes industriais geralmente são bastante complexas e
variam essencialmente com o tipo de atividade e com o processo industrial utilizado. Em
particular, na indústria têxtil, existem diferenças nas caracterizações desses efluentes devido
aos diferentes tipos de fibras utilizados nas confecções de fios ou tecidos, ou seja, para cada
tipo de fibra utilizado, têm um tipo de efluente, cada um com suas próprias características.
A grande diversidade das atividades industriais ocasiona durante o processo produtivo,
a geração de efluentes, os quais podem poluir/contaminar o solo e a água, sendo preciso
observar que nem todas as indústrias geram efluentes com poder impactante nesses dois
ambientes. Em um primeiro momento, é possível imaginar serem simples os procedimentos e
atividades de controle de cada tipo de efluente na indústria. Todavia, as diferentes
composições físicas, químicas e biológicas, as variações de volumes gerados em relação ao
tempo de duração do processo produtivo, a potencialidade de toxicidade e os diversos pontos
de geração na mesma unidade de processamento recomendam que os efluentes sejam
caracterizados, quantificados e tratados e/ou acondicionados, adequadamente, antes da
disposição final no meio ambiente.
Portanto, faz-se necessário controlar os efluentes líquidos industriais e em particular
do setor têxtil, devido aos grandes volumes gerados e em função de que estes despejos são
constituídos de substâncias que oferecem grandes riscos à qualidade ambiental, entre as quais
se destacam: corantes, ácidos, álcalis, agentes tensoativos, e outros produtos químicos
utilizados principalmente no processo de tingimento.
Este trabalho está baseado na caracterização do efluente de uma indústria têxtil, em
suas diversas etapas de tingimento de fios. A empresa está localizada no Distrito industrial de
Natal, composta de Fião (algodão), Tingimento de Fios, Tecelagem e Acabamento Final,
com produção mensal de tecido acabado em torno de 1.400.000 metros, e produção mensal de
fio tingido (máquina índigo) de 1.890.000 metros.
Na caracterização definimos os parâmetros de pH, temperatura, alcalinidade total, cor,
turbidez, DQO, metais pesados, condutividade elétrica, Sólidos Totais e Suspensos,
co lifor mes t er motolerantes e oxigênio dissolvido para monitoramento de oito pontos durante
doze semanas, baseando-se no Standard Methods for the Examination of Water and
Wastewater.
Essa caracterização teve por finalidade o conhecimento da carga contaminante de cada
etapa do processo de beneficiamento do índigo têxtil, como também o enquadramento nos
critérios de recebimento de efluentes industriais que são tratados no sistema de tratamento de
efluentes quidos do Distrito Industrial de Natal (SITEL-DIN), operado pela Companhia de
Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN).
Este estudo esdividido da seguinte forma:
Capítulo 1 – Introdução geral do tema desenvolvido;
Capítulo 2 – Apresenta o objetivo e justificativas do presente trabalho;
Capítulo 3 Trata da revisão bibliográfica relacionada ao processamento têxtil, tipos de
tratamentos e os critérios de recebimentos e lançamentos de efluentes;
Capítulo 4 – É apresentada a metodologia e matérias utilizados para parte experimental do
estudo;
Capítulo 5 – Apresenta a análise discussão dos resultados obtidos;
Capítulo 6 – Trata das conclusões encontradas após análises dos resultados;
Capítulo 7 Apresenta algumas considerações extras como limitações da pesquisa,
sugestões de trabalhos futuros e de reaproveitamento da água;
Refencias Bibliográficas e Anexos - Apresentada no final do trabalho.
CAPÍTULO 2
OBJETIVO E JUSTIFICATIVAS
2.1. OBJETIVO
A pesquisa tem como objetivo principal caracterizar o efluente líquido em cada
processo do beneficiamento do índigo têxtil, visando conhecer suas características físico-
químicas e microbiológicas, objetivando o enquadramento nos critérios de recebimento de
efluentes industriais que são tratados no sistema de tratamento de efluentes líquidos do
Distrito Industrial de Natal (SITEL-DIN), operado pela Companhia de Águas e Esgotos do
Rio Grande do Norte (CAERN).
2.2. JUSTIFICATIVAS E RELEVÂNCIA DO TRABALHO
Em 16 de setembro de 2004, o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte,
através da 45ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, e a Companhia de Águas e
Esgotos do RN (CAERN) firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) visando à
implementação do projeto do Sistema de Tratamento de Efluentes Líquidos (SITEL),
localizado no Distrito Industrial de Natal (DIN) e do emissário de disposição do efluente final
no estuário do Rio Potengi/Jundiaí.
Este TAC prevê, entre outros aspectos:
que o efluente final do SITEL deve ser lançado no estuário atendendo aos critérios
estabelecidos pela Resolução N.º 20/1986 CONAMA para lançamento de efluentes em
corpos receptores;
que efluentes, mesmo tratados, não poderiam ser lançados no Riacho Golandim, que se
encontrava na época com elevado nível de degradação ambiental;
que o SITEL, operado pela CAERN, não pode receber efluentes industriais fora dos
padrões estabelecidos nas licenças ambientais emitidas pelo IDEMA para as indústrias
que utilizam o SITEL.
Depois deste TAC, a citada promotoria firmou outros termos de ajustamento de
conduta com cada uma das instrias, visando estabelecer critérios de lançamento dos
efluentes industriais pré-tratados no SITEL-DIN e, sobretudo, oferecer condões
operacionais adequadas ao sistema, para que alcancem eficiência de tratamento que possibilite
o lançamento do efluente final com características adequadas à capacidade suporte do corpo
receptor (estuário dos Rios Jundiaí e Potengi).
A importância da caracterização realizada no presente trabalho de pesquisa, reside na
verificação se os critérios de lançamentos dos efluentes pré-tratados da indústria têxtil
pesquisada estão sendo atendidos. Isto permitirá a recuperação ambiental definitiva do Riac ho
Golandim e a preservação dos atuais corpos receptores.
CAPÍTULO 3
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
3. REVISÃO BIBLIOGÁFICA
3.1. PROCESSAMENTO DA PRODUÇÃO TÊXTIL
A instria têxtil é um dos mais significativos consumidores de produtos químicos.
Estes são aplicados na fabricação de fibras sintéticas, naturais e como auxiliares no
beneficiamento (Peres & Abrahão, 1998).
O processamento têxtil caracteriza-se basicamente por Fiação, Tecelagem e
Acabamento. Existem operações que são apenas mecânicas, não gerando efluentes. As etapas
que se produzem efluentes num processamento básico de uma indústria têxtil são: tingimento,
engomagem, desengomagem, purga, alvejamento, mercerização, estamparia, tinturaria e
acabamentos finais, conforme podemos visualizar na figura 1.
A instria têxtil possui diversas etapas em seu processo industrial, que vão desde a
preparação da matéria-prima em fardos até o acabamento do tecido propriamente dito. A
seguir, apresentam-se as diversas etapas do processo industrial têxtil, dispostas de forma
ordenada.
3.1.1. Matéria-prima
A matéria-prima utilizada nas instrias têxteis do Nordeste em maior quantidade é o
algodão, que chega sob a forma de fardos, e se encontra fortemente comprimido e
intimamente misturado a restos de folhas e à cápsula que o continha, sementes ou partes de
sementes, impurezas terrosas, etc.
Na confecção dos fardos, o algodão encontra-se aglomerado sob a forma de
emaranhados de fibras irregulares, umas maiores e outras de menores dimensões, o que não
facilitará a limpeza individual das impurezas existentes no algodão, sendo os fardos
10
submetidos a processos de industrialização para que possam ser submetidos à fiação (Araújo
& Castro, 1986).
Fonte: Braile e Cavalcanti, 1993
Figura 1 – Despejos provenientes do processamento de tecidos de algodão e sintéticos
Maria-prima em fardos
Fiação
Tingimento de Fios
Engomagem
Tecelagem e Chamuscagem
Desengomagem e Lavagem
Purga e Lavagem
Alvejamento e Lavagem
Mercerizão
Secagem
Estamparia/Lavagem
Tinturaria/Lavagem
Acabamento
W.C. Lavagens e Limpezas
Água
Água
Água
Água
Água
Água
Água
Água
Água
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Tecidos Acabados
11
3.1.2. Fiação
Entende-se por fiação o conjunto das operações necessárias à transformação de fibras
têxteis em fio s.
O processo de fiação completo pode compreender três aspectos que podem ou não
coexistir simultaneamente (Araújo e Castro, 1986):
- limpeza, abertura e homogenização da matéria-prima;
- regularização e redução da massa por unidade de comprimento;
- coesão da massa fibrosa linear.
Na fiação, a matéria-prima já preparada será reduzida à finura final previamente
fixada, obtendo ainda a consistência necessária à sua utilização posterior através da aplicação
de torção.
Existem duas maneiras de se produzir o fio de algoo: pelo processo do fio cardado e
pelo processo do fio penteado.
3.1.3. Engomagem
Na tecelagem, os fios estão sujeitos a esforços intensos, o que provocaria elevado
número de ruptura nos fios se não introduzisse um produto de proteção que aumenta a
resistência dos fios. Trata-se da engomagem.
A engomagem consiste na impregnação e revestimento dos fios de urdume com
substâncias adesivas, formando um filme. Sua finalidade é aumentar a resistência mecânica
dos fios, resistindo aos esforços nos teares, resultando em um tecido mais incorporado na
etapa da confecção. A maior adesão entre as fibras torna o fio mais liso, sem fibras projetadas,
diminuindo as tensões e atritos sofridos. Na engomagem, os deságües são intermitentes e se
12
devem à lavagem dos cozinhadores de goma e dos foulards da engomadeira. Embora a goma
apresente uma DBO elevada, a quantidade expulsa é muito reduzida, comparando-se com a
carga e quantidade de efluentes gerados no beneficiamento (Beltrame, 2000).
A engomagem baseia-se na utilização de gomas que são próprias para cada tipo de fio.
Normalmente, são utilizados dois tipos básicos de goma: a goma de fécula de mandioca e as
gomas sintéticas, à base de poli-acrilato, carboximetilcelulose e álcool polivinílico. Os fios
são engomados a uma temperatura dia de 100ºC, através de processos contínuos ou por
imero (Martins, 1997).
De modo geral, a goma deve ter (Alntara e Daltin, 1996):
Boa fluidez;
Bom poder de penetração;
Poder de adesão à fibra;
Poder de coesão;
Boa capacidade de formação de película;
Poder lubrificante sobre os fios engomados;
Elasticidade e resistência à ruptura;
Resistência à abrasão;
Flexibilidade e maleabilidade;
Razoável higroscopicidade;
Resistência ao mofo;
Facilidade de remoção;
Custo econômico.
13
A engomagem dos fios de urdume é feita em equipamentos onde os fios são
desenrolados e mergulhados em banho contendo a goma. Na saída, os fios passam por rolos
aquecidos para retirar o excesso de goma e serem secos (Beltrame, 2000).
3.1.4. Tecelagem
A Tecelagem é a operação que transforma os fios em tecidos propriamente dito, e é
usualmente uma operação seca. No entanto, há teares que empregam jatos d’água como
sistema de inserção de trama e geralmente trabalham no processamento de fios sintéticos
(Peres e Abrahão, 1998).
Existem três tipos de tecelagem: tecelagem de tecido plano, tecelagem de tecido de
malha e de tecidos o tecidos.
3.1.5. Chamuscagem
De acordo com Martins (1997), a chamuscagem é o processo de queima da penugem
do pano, obtida pelo contato do mesmo com a chama direta. Esta etapa é subseqüente à
tecelagem e não gera efluente, assim como a tecelagem.
3.1.6. Beneficiamento
É durante o beneficiamento que são gerados os efluentes têxteis, objeto deste trabalho.
O beneficiamento reúne as etapas de transformação do tecido quanto à aparência,
aumento da resistência, toque, capacidade de absorção de água, etc. Estas etapas var ia m
bastante, mas em geral são: pré-tratamento, tingimento, estamparia e acabamento final.
14
De acordo com a indústria em estudo, trataremos apenas das etapas de tingimento e
acabamento final, que são etapas características do beneficiamento do índigo têxtil, embora o
tingimento nesse processo em estudo seja de fios e não de tecido.
3.1.6.1. Processo de Tingimento básico (geral)
Tingimento é a técnica de proporcionar cor aos substratos mediante corantes e
pigmentos por uma seleção de acordo com exigência ou finalidade em questão. É uma
modificação físico-química do substrato de forma que a luz refletida provoque uma percepção
de cor. Os produtos que provocam estas modificações são denominados matérias corantes.
Matérias corantes são compostos orgânicos capazes de colorir substrato têxtil ou o
têxtil, de forma que a cor seja relativamente sólida à luz e a tratamentos úmidos. Na indúst ria
têxtil são classificados (Freitas et al, 2002):
Corantes utilizados em tinturaria, são solúveis ou dispersáveis no meio. No
tingimento são adsorvidos e se difundem para o interior da fibra. interações sico-
químicas entre corante e fibra.
Pigmentos utilizados em estamparia, são insolúveis no meio, sendo aplicados e
fixados por meio de resinas sintéticas (pastas de estampar).
As etapas do processo de tingimento são selecionadas de acordo com a natureza têxtil
da fibra, classificação e disponibilidade do corante a ser empregado, propriedades de fixação
do material a ser tingido assim como dos equipamentos a serem utilizados na tinturaria.
Devido à natureza química dos produtos utilizados no processo de tingimento, o
efluente gerado na tinturaria possui uma difícil identificação por tipos genéricos. Os corantes
utilizados são, de maneira geral, pequenas moléculas que possuem dois componentes
principais: o cromóforo, responsável pela cor, e o grupo funcional, que une o corante à fibra.
15
Por sua vez, os corantes residuais, formados nos efluentes, ligados aos auxiliares químicos,
tanto orgânicos como inorgânicos, são os responsáveis pela cor, lidos dissolvidos e os altos
valores de DQO e DBO nos efluentes de tingimento. Dessa forma, as características desses
efluentes dependem também dos corantes utilizados, da fibra têxtil e do método de tingimento
empregado no processo (Peres e Abrahão, 1998).
Num tingimento, devemos considerar os seguintes fatores:
Material a tingir;
Corante;
Água;
Produtos auxiliares;
Maquinaria;
Fatores humanos e ecomicos.
O material a tingir é muito importante em todo o processo de tingimento. As fibras
constituintes restrigem à partida a gama de corantes possíveis. Por outro lado, a contextura, o
tít u lo e a torção dos fios, bem como particularmente o tratamento prévio realizado são fatores
determinantes no resultado obtido. Grande parte dos defeitos verificados após tingimento
deve na realidade ser imputados ao material a tingir (Araújo e Castro, 1987).
O alto grau de adsorção é função de vários fatores como tempo, temperatura, pH e
auxiliares químicos. Entre os auxiliares químicos, os tensoativos m especial importância.
Pode vir misturados ao corante na forma quida para facilitar a dispersão do corante
insolúvel, ou serem usados para homogenizar, apressar a umectação, etc. A tabela 1 m o st ra
uma lista dos produtos auxiliares de tingimento mais utilizados (Beltrame, 2000).
Os metais pesados são outros compostos provenientes principalmente do efluente do
tingimento, que podem ser originados da própria molécula do corante, como é o caso do
16
cr o mo nos corantes ácidos, ou do cobre, nos corantes diretos, podendo, também, ser
originários de outros materiais utilizados no processo.
TABELA 1 – Aditivos utilizados no processo de tingimento
PRODUTO
FUNÇÃO
BASE QUÍMICA
UM EC T AN T ES
Homogeniza e acelera a hidrofilidade
do tecido evitando difere n t e s te m p o s
de contato de regiões de fibras com a
solução de corante, provocando
manchas.
Nonilfenol etoxilado
Ácidos graxos etoxilados
ANT IE SP UM ANT ES
Evita o transbordamento do banho de
corante pela formação de espuma em
máquinas de alta agitação.
Emulsões de silicone
Hidrocarbonetos alifáticos
UM EC T AN T ES DE
B AI XA ESP UM A
Evita a formação de espuma sem a
necessidade de antiespumantes.
Álcool graxo etoxilado e
propoxilado
S EQ UE ST RANT ES
Evita que altos teores de metais na
água precipitem os corantes ou
manchem os tecidos.
Acrilatos
Ácidos cítrico
EDTA
AJ US T AD OR ES DE P H
Ajusta o pH da solução para que
ocorra a reação fibra/corante.
Carbonatos (barrilha)
Hidróxido de sódio
Ácido Acético
Ácido sulfúrico
Soda
ELETRÓLITOS
Aumenta a força nica do meio
facilitando a montagem do corante e
diminui a quantidade de corante
perdido na solução após o tingimento.
Cloreto de sódio
Sulfato de sódio
RETARDAMENTO DE
MONTAGEM OU
IGUALIZANTE
Evita o tingimento muito rápido das
partes expostas do tecido, para que
com agitação, haja uniformidade no
tingimento.
Éteres poliglicólicos
Naftaleno sulfonato de sódio
Cloreto de sódio
Sulfato de sódio
DISPERSANTES
Usados para dispersar corantes não
solúveis em água.
Tensoativos em geral
INSOLUBILIZANTES
DE CORANTES
Faz com que o corante solubilizado se
torne novamente insolúvel por
oxidação.
Peróxido de Hidrpgênio
Nitrito de Sódio
REMOVEDORES DE
CORANTES NÃO
FIXADOS;
SOLUBILIZANTES
Eliminam os corantes o fixados às
fibras através da solubização destes,
evitando a formação de manchas por
lavagens.
Hidrossulfito de Sódio
Sulfeto de Sódio
CARRIERS
Facilitam o transporte do corante à
fibra aumentando a absorção por
inchamento.
Organoclorados
Fonte: Alcântara e Daltin, 1996; Peres e Abrahão, 1998
17
O tingimento de fio muito usado é o tingimento em urdume, que pode ser com o
urdume em aberto ou em corda. Ambos muito utilizados para o tingimento com corante
índigo.
Tipos de processos de tingimento (Araújo e Castro, 1987):
Processo descontínuo ou por bateladas: Processo indicado para lotes com metragens
menores, ou pouca produção. Na mesma máquina podem ser feitos todos os processos de
preparação, alvejamento, tingimento e lavagem. Pode ser com o tecido em corda ou
aberto, dependendo da máquina usada, sendo as mais comuns do tipo: Barca, Jet, Flow ou
Jigger.
Processo semi-contínuo: Impregnação do tecido com banho de tingimento realizado por
Foulard, após esse processo o tecido fica em repouso por algumas horas para a reação do
corante e posterior lavagem. Processo conhecido como ‘pad-batch’.
Processo Contínuo: Indicado para grandes produções e lotes com maior metragem. A
reação do corante com a fibra é acelerada com a adição de vapor ou temperatura. Com
isso o tecido ou fio pronto para tingir entra na máquina e sai tingido e lavado. Os
processos mais comuns para tecido são ‘pad-steam’, com vaporizador, para tecidos de
algodão, e, ‘pad-dry’, com circulação de ar-quente (hot-flue), para tecidos sintéticos. Para
tingimento de fios, temos como exemplo o processo contínuo da máquina de índigo.
3.1.7. Acabamento Final
O acabamento final tem o objetivo de conferir ao tecido características especiais
como: toque mais agradável, resistência ao uso (desgaste e esgarçamento), aumento do brilho,
18
evitar ataques microbiológicos, entre outros, com a finalidade também de orna-los mais
atrativos aos consumidores.
Para isso se utiliza acabamentos mecânicos e químicos, dos quais podemos destacar:
Aplicação de amaciantes;
Aplicão de resinas;
Aplicação de encorpantes, anti-mofo e antiestáticos;
Utilização de máquinas como a Rama e a Sanforizadeira, que tem como objetivo
conferir estabilidade dimensional ao tecido e prever seu pré-encolhimento.
3.2. ÍNDIGO TÊXTIL
O nome índigo faz referência a uma planta indiana chamada “indigus”, que continha
em sua raiz um corante azul usado, na época, como base para tingimentos nas tribos. Índigo se
define como corante em tom de azul e também é o nome dado aos tecidos utilizados para
confecção de calças jeans.
O corante índigo era inicialmente de origem vegetal (extraído de plantas), ma s
posteriormente foi substituído por produtos sintéticos. Foi obtido sinteticamente, em 1880, e a
cultura desta planta logo deixou de ser um bom negócio, pois o custo para a sua fabricação era
menor do que para seu cultivo e extração (Guaratini e Zanone, 2000).
Em 1880, Karl Heumann descobriu uma rota sintética para um dos corantes naturais
mais utilizados: o índigo. Sua síntese envolvia a fusão cáustica da N-fenil-glicina, que podia
ser obtida pela reação de ácido cloro acético com a anilina.
19
Síntese de Heumann
O corante índigo blue é usado no tingimento de fios de algodão empregados na
manufatura do tecido conhecido como jeans. É um composto azul escuro que tem ponto de
fusão em 390°-392°C, insolúvel na água, no álcool, ou no ét er, mas so lúve l no clorofórmio,
no nitrobenzeno, ou no ácido sulfúrico concentrado. A estrutura química do indigo
corresponde à fórmula C
16
H
10
N
2
O
2
.
Nas suas vias de síntese usam-se anilina, formaldeído e outros produtos químicos
mu ito tóxicos, que obrigam a medidas de protecção especiais quer para trabalhadores, quer
para o meio ambiente.
A característica química deste composto é a presença do grupo cetônico (C = O), que é
insolúvel em água, mas, quando se altera na forma reduzida (C OH), torna-se sovel e o
corante passa a ter afinidade química pela fibra celulósica.
Na indústria têxtil, o índigo é reduzido à forma leucoíndigo (verde) pelo ditionito de
sódio em solução alcalina, para se tornar solúvel em meio aquoso. A forma leuco, por sua vez,
20
é fixada na fibra pela reoxidação com o ar, regenerando a forma original do corante (azul)
sobre a fibra, observado na figura 2 (UFSC,2004).
Redução do índigo à leucoíndigo
Figura 2 - Máquina de Tingimento de fios (índigo)
A síntese moderna do índigo é diferente dessa forma usada originalmente e sua
descoberta é creditada a Pfleger em 1901. Neste processo, N-fenilglicina é tratado com um
derretimento alcalino dos hidroxidos de sódio e de potássio e o amido de dio. Isto produz o
indoxil, que é oxidado subseqüentemente no ar ao anil (Guaratini e Zanone, 2000).
21
Síntese de Pfleger
Cerca de 5 a 20% do corante é perdido no processo de tingimento. Se essa perda for
descartada diretamente no meio ambiente, poderá gerar sérios problemas nos processos
biológicos aquáticos fundamentais.
O corante índigo não tem muita afinidade com o algodão, por isso o tingimento fica
apenas superficial nos fios de urdume, formando em cada fio um anel azul e deixando o
núcleo branco. Com isso a solidez do tecido é muito baixa ao atrito, aonde o tecido sofre atrito
perdendo no local a sua camada superficial de fibras e com isso a sua cor , podendo ser
observado no anexo 1.
Atualmente, estima-se o consumo mundial desse tecido acima de 3 bilhões de metros
lineares por ano. Sendo os principais consumidores os Estados Unidos, a Europa e o Japão,
representando juntos mais de 65% do consumo mundial. O Brasil é um dos principais
produtores desse tipo de tecido do mundo, com uma capacidade instalada de produção acima
de 600 milhões de metros lineares por ano.
Na figura 3, temos o fluxograma produtivo do beneficiamento da indústria em estudo
que utiliza o corante índigo.
22
Figura 3 - Processo de Beneficiamento do Índigo Têxtil da indústria em estudo
Maria-prima em fardos
Fiação
Tingimento de Fios - ÍNDIGO
Engomagem
Tecelagem e Chamuscagem
CCChamuscagem
Encorpagem/Auxiliares
Foulard
Secagem
Sanforização
Termofixação/Secagem
Água
Água
Água
Água
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Efluentes
Ram a
23
3.3. A COR NO EFLUENTE TÊXTIL
A cor do efluente têxtil é provocada pelas descargas dos banhos de tingimento e/ou
lavagem da indústria têxtil. No caso de um efluente têxtil, a cor é variada e intensa. Os
corantes residuais ligados aos auxiliares químicos orgânicos e inornicos são responsáveis
pela cor, sólidos dissolvidos e altos valores de DQO e DBO. Além da poluição estética, o
impedimento da passagem da luz necessária para a realização da fotossíntese, responsável
pela produção de parte do oxinio necessária para a degradação da matéria orgânica via
aeróbica.
A maioria dos corantes não é considerada tóxica por ingestão. De acordo com Lucca
Neto (1995), a toxidade oral é maior que 5000mg/kg, ou seja, um adulto médio deveria ingerir
de 1 a 1,5kg de corante para que este tivesse efeito letal. Com raras exceções e em altos níveis
de exposição, podem ser tóxicos aos peixes.
Lucca Neto (1995), também afirma que a maioria dos corantes não é bioacumulativo
em sistemas naturais ou em tecidos dos organismos. Contudo, alguns corantes que entram no
corpo humano podem ser metabolizados, transformando-se em agentes cancerígenos, de
acordo com estudos do Instituto Nacional do Câncer, EPA (Environmental Protection
Agency) e ETAD (Ecological and Toxicological Association of Dyes and Organic Pigments
Manufacturers). Entre estes corantes estão o Direct Blue 1, Vat Yellow, Direct Blak 38,
Direct Brown 95, Acid Yellow 114 e Direct Blue15 (Beltrame, 2000).
Os eletrólitos, ácidos e álcalis usados no tingimento contribuem para os teores de
sólidos totais, sendo baixos os níveis de SST (sólidos suspensos totais) e de moderados a altos
os níveis de SDT (sólidos dissolvidos totais). Isto é bastante evidenciado em tingimentos com
corantes reativos, onde são utilizadas altas concentrações de sais e pH entre 12 e 12,5
(Beltrame, 2000).
24
De acordo com Beltr ame (2000), os metais pesados podem ser provenientes da própria
molécula do corante, como o cromo no caso de corantes ácidos ou cobre nos corantes diretos,
ou serem originários de outros materiais utilizados no processo de tingimento, como o
mercúrio presente em vários reagentes químicos ou o cromo proveniente do dicromato de
potássio utilizado na oxidação de corantes ao enxofre, conforme tabela 2.
A cor da água colorida industrialmente necessita ser removida antes de ser despejada
nos cursos d’água e este é um desafio mundial. Os tratamentos de efluentes existentes são
capazes de remover apenas parte da cor, restando sempre um residual que pode variar de
acordo com o tratamento aplicado.
Uma das alternativas para a eliminação dos corantes nos efluentes seria a transfencia
de todo o corante presente no banho de tingimento para a fibra. Isto ainda não é possível,
embora existam produtos e métodos em que o corante pode alcançar uma taxa de fixação em
algodão superior a 90%, como os corantes reativos em processo de pad-batch a frio
(Horstmann, 1995).
De acordo com Cooper (1993), várias pesquisas demonstram que a cor é reduzida a
níveis aceitáveis com este tipo de tratamento. Kermer e Richter (1995), apontam redução da
cor na ordem de 80 a 90% dependendo da classe do corante, mas segundo eles, estes níveis
o são aceitáveis, principalmente no caso de corantes complexometálicos cuja cor residual
está relacionada com uma concentração de complexos de metais pesados (Beltrame, 2000).
25
TABELA 2 - Concentração de alguns metais encontrados em algumas classes de
corantes por tipo de fibra
Classe de
Corantes
Fibra
Met a is
Cádmio Cromo Cobre Chumbo Mercúrio Zinco
mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L
Ácidos
Poliamida
Lã
0,02
0,04
0,08
0,11
1,43
0,07
0,21
0,22
0,38
0,48
1,39
3,43
Ácidos pré-
metalizados
Poliamida
0,02
0,85
0,48
0,12
1,23
1,78
sicos
Lã
Acrílico
Poliéster
7,5
0,03
0,05
0,21
0,03
0,05
0,05
0,09
0,05
0,10
0,12
0,26
1,53
0,39
0,43
3,10
1,06
0,46
Diret o s
Algodão
Visco se
0,16
0,18
0,07
2,71
12,05
8,52
0,42
1,95
1,39
0,50
0,87
1,32
Reativos
Algodão
0,20
0,12
0,23
0,54
0,62
0,65
Azóicos
Algodão
0,02
0,05
0,06
0,16
1,12
2,02
Ao enxofre
Algodão
0,01
0,08
0,08
0,28
1,15
0,54
À tina
Algodão
0,05
0,07
0,37
0,42
2,20
0,83
Dispersos
Poliéster
Poliamida
Triacetato
0,02
0,05
0,02
0,04
0,10
0,14
3,93
0,16
0,08
0,15
0,18
0,15
0,50
0,99
0,58
0,66
1,53
1,00
Fonte: Peres e Abrahão, 1998
O processo apresenta algumas desvantagens (Kermer e Richter, 1995):
Devem ser realizados testes para cada efluente que se queira descolorir para se
determinar às condições ótimas de precipitão/floculação. Estes testes são caros e
consomem muito tempo;
O processo produz grande quantidade de lodo;
O excesso de floculante catiônico, (normalmente utilizado devido às variações do
efluente para aumentar a eficiência do tratamento e permitir que moléculas escuras e
menos reativas sejam removidas (Cooper, 1993), leva a um alto nível de nitrogênio no
efluente. Além disso, são tóxicos para os peixes, pouco biodegradáveis e inibem a
nitrificação em plantas de tratamentos biológicos.
26
Cooper (1993), apresenta um resumo contendo cinco técnicas de remoção da cor, de
acordo com a tabela 3.
TABELA 3 - Resumo de técnicas de remoção da cor
MÉ TODO
REMOÇÃO
DA COR
CAPACIDADE
DE VOLUME
VELOCIDADE
CUSTO
OUTROS
FATORES
Car vão
ativado
Muito boa
Pequena
Baixa
Alto
Regeneração
Membranas
Boa
Grande
Alta
Alto
Limpeza
Problemas de
disposição
Ozôn io
Boa
Grande
Média
Alto
Produtos tóxicos
Reduz DQO
Coagulação/
floculação
Boa
Grande
Média/alta
Médio
Remoção do lodo
Nitrificação
Reduz DQO
Fonte: Cooper, 1993
A remoção da cor de um efluente têxtil é o maior problema enfrentado pelo setor. A
necessidade de um tratamento de baixo custo, simples e eficiente continua e até agora, de
acordo com Cooper (1993), esta tecnologia ainda não existe (Beltrame, 2000).
3.4. TRATAMENTO DE EFLUENTES
3.4.1. Redução de fontes contaminantes
Uma das soluções mais aceita pela comunidade é a prevenção, ou seja, a redução
máxima de resíduo na sua fonte, dentro de um objetivo econômico. Não gerar resíduo
significa deixar de perder matéria-prima e deixar de ter custos adicionais para eliminá-la ou
reduzí-la (Beltrame, 2000).
Lagunas e Lis (1998) e CHT (1998), indicam algumas medidas para reduzir as fontes
contaminantes de efluentes:
Eliminar o uso de substâncias tóxicas;
Seleção dos produtos químicos por sua utilidade, tendo em conta seu impacto ambiental;
27
Neutralização dos efluentes com CO
2
ou ácido fórmico, em substituição ao ácido sulfúrico
ou acético, o que reduz a DQO;
Utilização da nima quantidade possível de produtos químicos compatíveis co m a
qualidade desejada;
Redução das relações de banho;
Recuperação dos agentes de engomagem como PVA e acrilatos;
Recuperação de corantes;
Utilização de corantes com elevado índice de esgotamento;
Alvejamento com peróxidos em substituão aos compostos de cloro;
Recuperação do NaOH da mercerização.
Uso de lavadoras contínuas de longo tempo de reação, para que os tensoativos possam ser
reduzidos;
Uso de equipamentos de impregnação com conteúdo nimo de banho, para que não haja
sobra de banho;
Reciclar os banhos em processos descontínuos, por exemplo, o último banho do enxágüe
será o primeiro banho de uma nova partida;
Empregar a automação como a dosagem computadorizada que permite uma receita
específica para o artigo e conseqüente dimensionamento do volume de água do enxágüe.
Algumas destas medidas são simples e não requerem inversão em equipamentos,
apenas estudos. Outras deverão ser analisadas economicamente, pois requerem investimentos
em equipamentos, manutenção e pessoal (Beltrame, 2000).
28
3.4.2. Reciclagem
O uso excessivo de água nas lavagens, manutenção precária e mesmo equipamentos
para lavagens ineficientes, com ciclos excessivamente longos e a o recirculação em nenhum
ponto do processo são problemas que, se corrigidos, podem reduzir em 25% o consumo de
água da instria (Sanin, 1997).
A reciclagem dos resíduos das matérias-primas utilizadas na indústria tem sido alvo
o apenas de aspectos ecológicos, mas econômicos. A recirculação da água é
economicamente viável, mesmo para empresas que têm suas próprias fontes de captação, pois
um volume excessivo de água representa um acréscimo de energia desnecessário e também
maio r volume do efluente a ser tratado (Beltrame, 2000).
Braile e Cavalcanti (1993), indicam alguns recursos frequentemente utilizados para se
obter a redução do volume dos despejos: lavagem em contra-corrente; recirculação da mesma
águas várias vezes antes de descarregá-la (como por exemplo águas de lavagem de um
tingimento podem ser usadas para completar uma nova solução de tingimento) e substituição
de processos descontínuos por processos contínuos (que requerem também menos substâncias
químicas). Sanin (1997), ainda acrescenta o uso de sistema de contra-corrente e todos mais
modernos, como a utilização de sistemas de impregnação de alta adição que reduz as sobras
de banho residual (normalmente de 50 a 1000 L para 10 a 40 litros), otimização do volume de
banho residual através de dispositivos de medão e controle, e software que administra as
informações.
Sempre que se emprega a recirculação da água, é conveniente tratá-la por
sedimentação e/ou filtração no final de cada reciclagem, visando melhorar sua qualidade
(Braile e Cavalcanti, 1993). Isto permite também a recuperação de energia (calor) e produtos
29
químicos, eliminando a possibilidade de que produtos químicos incompatíveis oriundos de
processos separados se misturem num sistema comum de reciclagem (Beltrame, 2000)
A recuperação de corantes também pode ser obtida por ultrafiltração, de acordo Sanin
(1997), que considera este método mais efetivo para separar corante da água de lavagem.
A ultrafiltração já está sendo bastante utilizada industrialmente em processos de
purificação e concentração. O processo permite a passagem de moléculas pequenas e
eletrólitos e retém substâncias orgânicas de alto peso molecular de tamanho de partícula entre
0,05 e 0,15 µm (Crosley, 1998).
Na instria têxtil, a ultrafiltração tem sido utilizado na recuperação de gomas e
corantes de acordo com Trauter e Schafer (1995).
Esse processo de recuperação atualmente encontra-se bem aperfeiçoado para corantes
índigos, permitindo o reuso do mesmo.
3.4.3. Tratamentos
Os tratamentos podem ser divididos em preliminares, primários, secundários e
terciários ou avançados.
O tratamento preliminar visa à remoção de lidos grosseiros, óleos e graxas e
equalização de vazões.
O tratamento primário destina-se à remão de lidos em suspensão sedimentáveis e
sólidos flutuantes.
Uma parte significativa destes sólidos em suspensão é compreendida pela matéria
orgânica em suspensão, assim, sua remoção por processos simples, como a sedimentação,
implica na redução da carga de DBO e DQO.
30
O tratamento secundário tem como objetivo principal a remoção da matéria orgânica
(dissolvida e em suspensão).
A essência do tratamento secundário é a inclusão de uma etapa biológica, enquanto
que nos tratamentos preliminar e primário predominam mecanismos de ordem sica. No
tratamento secundário a remoção da matéria orgânica é efetuada por reações bioquímicas
realizadas por microorganismos (Sperling, 2005).
Os tratamentos terciários ou avançados envolvem combinações de operações unitárias
e processos para um fim específico. Normalmente são empregados com a finalidade de
reciclagem da água e/ou produtos. Como exemplos têm a osmose reversa, permuta de íons,
etc. (Beltrame, 2000).
A tabela 4 apresenta alguns processos de tratamento de efluentes (Asano, Smit h e
Tchobanoglous, 1990).
31
Tabela 4 – Diagrama geral dos processos de tratamento de águas residuárias
32
32
Na indústria têxtil nacional, os processos de tratamento mais utilizados o os
primários e secundários, ou seja, os tratamentos físico-químico e biológico por lodo ativado.
Os tratamentos terciários e avançados são ainda muito pouco usados na indústria têxtil,
normalmente envolve uma tecnologia mais recente e diferenciada, de alto custo, como o
objetivo principal da remoção da cor e recirculação da água. São alguns deles: Filtração por
membranas, Osmose reversa, Nanofiltração, Ultrafiltrão, Microfiltração, etc. (Sperling,
2005).
As características físicas, químicas e biológicas do efluente industrial são variáveis
com o tipo de instria, com o período de operação, com a matéria-prima utilizada, com a
reutilização de água etc. Entre as determinações mais comuns para caracterizar a massa
líquida estão as determinações sicas (temperatura, cor, turbidez, sólidos etc.), as químicas
(pH, alcalinidade, teor de matéria orgânica, metais etc.) e as biológicas (bactérias,
protozoários, rus etc.).
O conhecimento da vazão e da composição do efluente industrial possibilita a
determinação das cargas de poluição / contaminação, o que é fundamental para definir o tipo
de tratamento, avaliar o enquadramento na legislação ambiental e estimar a capacidade de
autodepuração do corpo receptor. Desse modo, é preciso quantificar e caracterizar os
efluentes, para evitar danos ambientais, demandas legais e prejuízos para a imagem da
indústria junto à sociedade (Fonseca, 2007).
A escolha do processo, ou seqüência dos processos depende das características do
efluente, qualidade requerida do efluente final, custo, disponibilidade de área e tecnologia
adequada (Beltrame, 2000).
33
3.4.3.1. Alternativas de Tratamento
A prevenção à poluição refere-se a qualquer prática que vise à redução e/ou
eliminação, seja em volume, concentração ou toxicidade, das cargas poluentes na própria
fonte geradora. Inclui modificações nos equipamentos, processos ou procedimentos,
reformulação ou replanejamento de produtos e substituição de matérias-primas e substâncias
xicas que resultem na melhoria da qualidade ambiental.
Qualquer que seja a solução adotada para o lançamento dos resíduos originados no
processo produtivo ou na limpeza das instalações, é fundamental que a indústria disponha de
sistema para tratamento ou condicionamento desses materiais residuais.
3.4.3.2. Processos de tratamento
Os processos de tratamento utilizados são classificados de acordo com princípios
físicos, químicos e biológicos (Fonseca, 2007):
Os processos físicos dependem das propriedades físicas do contaminante co mo
tamanho da partícula, peso específico, viscosidade, e outros, podemos citar dentre eles
gradeamento, sedimentação, filtração, flotação e regularização/equalização.
Os processos químicos dependem das propriedades químicas dos contaminantes e das
propriedades químicas dos reagentes incorporados. Como exemplo temos: coagulão,
precipitação, troca iônica, oxidação, neutralização, osmose reversa e ultrafiltração.
Os processos biológicos utilizam reações bioquímicas para eliminação dos
contaminantes solúveis ou coloidais, e podem ser anaeróbios ou aeróbios. Podemos citar
como exemplo: lodos ativados, lagoas aereadas, biodiscos, filtro percolador, valas de
oxidação, reatores seqüenciais descontínuos.
34
Na t abe la 5 estão listadas as operações usualmente empregadas para os diferentes tipos
de contaminantes existentes nos efluentes industriais.
Tabela 5 – Tipos de Tratamentos para determinados contaminantes
CONTAMINANTES
OPERAÇÃO OU TRATAMENTO
LIDOS SUSPENSOS
- Gradeamento
- Remoção de areia
- Sedimentação
- Filtração
- Flotação
- Adição de polímeros químicos
- Coagulação/Sedimentação
- Sistemas Naturais
ORGÂNICOS
BIODEGRADÁVEIS
- Lodos ativados
- Reatores de filme fixo: filtros biológicos e contactadores
biológicos rotativos
ORGÂNICOS
VOLÁTEIS
- Striping
- Tratamento de gás pós-striping
- Adsorção por carvão
PATOGÊNICOS
- Cloração
- Cloreto de Bromo
- Ozonação
- Radiação UV
- Sistemas Naturais
NUTRIENTES
(NITROGÊNIO)
- Nitrificação e desnitrificação com culturas em suspensão
ou filme fixo
- Stipping de amônia
- Troca iônica
- Cloração
- Sistemas Naturais
FÓSFORO
- Adição de sais metálicos
- Coagulação/Sedimentação com cal
- Remoção biológica
- Remoção química-biológica
- Sistemas naturais
NITROGÊNIO E
FÓSFORO
- Remoção biológica de nutrientes
ORGÂNICOS
REFRATÁRIOS
- Adsorção por carvão
- Ozonação
- Sistemas Naturais
METAIS PESADOS
- Precipitação química
- Troca iônica
- Sistemas naturais
LIDOS DISSOLVIDOS
ORGÂNICOS
- Troca iônica
- Osmose reversa
- Eletrodlise
Fonte: Fonseca, 2007
35
O tratamento físico-químico apresenta maiores custos, em razão da necessidade de
aquisição, transporte, armazenamento e aplicação dos produtos químicos. No entanto, é a
opção mais indicada nas indústrias que geram resíduos quidos xicos, inorgânicos ou
orgânicos não biodegradáveis. Nesse tipo de tratamento as substâncias são removidas
conforme as características químicas individuais de cada uma ou em grupos. Alguns
processos mais utilizados são precipitação química, ajuste de pH, coagulação, floculação,
decantação, flotação, oxidação química.
Normalmente, o tratamento biológico é menos dispendioso, baseando-se na ação
metabólica de microrganismos, especialmente bactérias, que estabilizam o material orgânico
biodegradável em reatores compactos e com ambiente controlado. No ambiente aeróbio são
utilizados equipamentos eletro-mecânicos para fornecimento de oxinio utilizado pelos
microrganismos, o que não é preciso quando o tratamento ocorre em ambiente anaeróbio.
Apesar da maior eficiência dos processos aebios em relação aos processos
anaeróbios, o consumo de energia elétrica, o maior número de unidades, a maior produção de
lodo e a operação mais trabalhosa justificam, cada vez mais, a utilização de processos
anaeróbios. Assim, em algumas estações de tratamento de resíduos líquidos industriais estão
sendo implantadas as seguintes combinações (Fabreti, 2006):
unidades anaeróbias seguidas por unidades aeróbias;
unidades anaeróbias seguidas de unidades físico-químicas.
36
3.4.3.3. Alguns dos processos de tratamentos existentes na ETE da indústria em estudo
a) Gradeamento
O gradeamento é necessário para remover lidos grosseiros e em suspensão, evitando
entupimento de tubulações, válvulas e bombas e perda de eficiência nas etapas subseqüentes
do processo. Podem ser de limpeza manual ou mecanizada (Beltrame, 2000).
Hart (1994), o considera necessária a limpeza mecanizada para a indústria têxtil,
porque sólidos grosseiros não são abundantes e podem ser retirados em intervalos de um dia.
Mas recomenda a peneiragem para a retirada de lidos de dimensões superiores a 2mm antes
da entrada do efluente no tanque de equalização (Beltrame, 2000).
De acordo com Peres e Abrahão (1998), a abertura das grades iniciais é superior a 6
polegadas.
b) Neutralização
Os efluentes têxteis podem ter valores de pH entre 5 e 12 devido a natureza ácida dos
corantes e alcalina das águas de lavagem (Perez e Abrahão, 1998). Mas em geral, o pH é
alcalino (Braile e Cavalcanti, 1993).
O ajuste de pH pode ser feito com hidróxido de sódio em solução aquosa, ácido
sulfúrico concentrado ou dióxido de carbono (Beltrame, 2000).
Devido à facilidade de manuseio e aplicação, o gás carbônico é mais utilizado na
neutralização de pH alcalino. Contudo, deve-se observar as dimensões do tanque porque se o
tempo de retenção é pequeno, pode ocasionar uma elevada concentração de CO
2
livre
provocando uma falsa leitura do pH na neutralização de águas com pH acima de 11 (Hart,
1994).
37
c) Coagulação
O termo coagulação química inclui todas as reações e mecanismos envolvidos na
desestabilização química de partículas coloidais e na formação de partículas maiores através
da floculação pericinética (Metcalf & Eddy, 2003).
Quando ocorre a interação entre duas partículas coloidais, devido ao movimento
browniano que as mantem em constante movimento, atuam sobre elas forças de atração
(Forças de Van der Waals) e forças de repulsão, produzindo uma barreira de energia
(potencial) que impede a agregação entre as partículas e consequentemente a formação de
flocos (Fabreti, 2006).
Portanto, a coagulação nada mais é do que o processo de superação dessas barreiras de
repulsão, fazendo com que as forças de atração predominem, permitindo assim a agregação
entre as partículas coloidais. Para isso é necessário adicionar um coagulante através de
mistura rápida a fim de desestabilizar os colóides e sólidos em suspensão no meio quido, e
assim iniciar o processo de formação de flocos.
Segundo Amirtharajah e O’Melia, 1990, dentre os fatores que afetam o processo de
coagulação estão a dosagem de coagulante, o pH, a concentração de partículas coloidais
(quantificada através da turbidez), a cor, a presença de cátions e ânions na solução, o
gradiente de velocidade utilizado na agitação do processo e a temperatura.
Os tipos de coagulantes mais utilizados são os sais melicos (sulfato de alumínio,
sulfato ferroso, sulfato férrico, cloreto férrico e cal) e polieletrólitos.
38
d) Floculação
A floculação é o segundo estágio do processo físico-químico, onde as partículas
coloidais já estabilizadas são colocadas em contato para que ocorra a formação de flocos. Esta
unidade deve ser de mistura lenta, a fim de favorecer a agregação das partículas e evitar a
ruptura dos flocos formados.
Ferreira Filho (2004), define a floculação como um processo físico em que as
partículas coloidais são colocadas em contato umas com as outras, de modo a permitir o
aumento do seu tamanho sico, alterando, desta forma, a sua distribuição granulométrica.
As adicionar os coagulantes, as partículas em suspensão se tornam pequenos flocos,
decantando em seguida. Armazenado em um tanque aberto, o processo de floculação se
quando pás motorizadas promovem o giro de forma muito lenta, propiciando que as partículas
se unam formando os flocos de impurezas. A formação destes flocos é essencial para o
processo de decantação/sedimentação, pois a partícula se tornará mais pesada que a água.
No processo de agregação entre as partículas deve haver uma agitação suficiente para
que ocorra a colisão entre as mesmas permitindo a formação do floco, porém o excesso de
agitação, seja no tempo e/ou na velocidade, pode causar a ruptura dos flocos, dessa forma a
eficiência do processo estará comprometida.
Já para o processo de flotação ser mais eficiente, os flocos devem ser menores, com
maior área superficial e permitindo assim maior contato com as bolhas de ar (Fabreti, 2006).
A coagulação/floculação pode ser utilizada também como um tratamento terciário para
remover a cor do efluente.
39
e) Sedimentação
A sedimentação é um processo de separação em que a mistura de dois líquidos ou de
um lido suspenso num líquido é deixada em repouso. A fase mais densa, por ação da
gravidade, deposita-se no fundo do recipiente, ou seja, sedimenta.
Segundo Ferreira e Filho (2004), a sedimentação é definida como um processo de
separação de gases (sólido-líquido) que tem como força propulsora a ação da gravidade.
O processo de sedimentação pode ser classificado em quatro tipos (Fabreti, 2006):
Sedimentão de partículas discretas: é a sedimentação de partículas não floculentas,
cujas características, dimensão e velocidade, da mesma não se alteram ao longo do
processo (sedimentação característica de caixas de areia);
Sedimentação floculenta: durante o processo ocorrem colisões entre as partículas
coloidais formando agregados maiores e com velocidade de sedimentação variável
(sedimentação que ocorre na parte superior de decantadores secundários de ETEs e
dos decantadores de ETA);
Sedimentão por zona: conhecida também como sedimentação impedida, a interação
entre as partículas é muito significativa, devido à alta concentração de lidos as
mesmas tendem a sedimentar como um bloco rígido (sedimentação típica da parte
inferior dos decantadores de ETEs);
Sedimentação por compressão: quando a concentração de sólidos é muito elevada, a
sedimentação pode ocorrer apenas por compressão da estrutura das partículas. Isto
acontece devido ao peso das partículas, com isso parte da água é removida da matriz
dos flocos diminuindo o seu volume (sedimentação típica em adensadores de lodo).
40
3.4.3.4. Aterros sanitários municipais
O Aterro Sanitário é uma obra de engenharia, que atende a todas as normas
ambientais, por este motivo considerada uma das formas mais adequadas para dar destinação
final aos resíduos sólidos urbanos, industriais ou lixo domiciliar.
Os principais problemas característicos do depósito indiscriminado do lixo, a céu
aberto, como mau cheiro, presença de animais e aves, como o urubu, de ratos e insetos e a
contaminação das águas subterrâneas, não estão presentes em um Aterro Sanitário, uma vez
que o seu projeto prevê a impermeabilização do solo com uma manta de polietileno de alta
densidade, o que impede que o quido originado da decomposição do lixo atinja o lençol
freático; o recobrimento diário do lixo com uma camada de areia para evitar que animais, aves
e vetores utilizem esse lixo como alimento e o tratamento do biogás exalado, que provoca o
mau cheiro, fazendo com que o lixo seja depositado de forma a não agredir o meio ambiente.
Os municípios que possuem aterro sanitário recebem o lodo das indústrias, usualmente
sem maiores critérios. Este lodo, dependendo do tipo de fibra beneficiada e consequentemente
do processo e das matérias-primas utilizadas pode ser xico. No lodo proveniente das
indústrias de algodão mesmo as que utilizam o tratamento sico-químico o foi constatada
toxidade (Souza e Mai, 1994).
Este procedimento gera custos adicionais à indústria referentes ao pagamento das taxas
de transporte e armazenamento.
3.5. O CONSUMO DE ÁGUA EM INDÚSTRIAS TÊXTEIS
A diminuição no consumo de água em seus vários processamentos tem sido uma das
metas da instria têxtil, nos últimos anos. Notadamente na área de beneficiamento e/ou
tinturaria, os esforços têm sido mais intensos, haja vista que representam cerca de 90% do
41
consumo geral da instria. Através de modificações no processo de beneficiamento e da
substituição de equipamentos antigos, é possível obter-se uma redução significante do
consumo de água.
empresas que produzem tecidos de algodão, cujo processo de mercerização,
tingimento e estampagem é conseguido com um consumo médio de 60m
3
de água/t, ver anexo
2. Não há dúvida que a redução volutrica provoca no efluente uma concentração em
proporção inversa. A DBO
5
, por exemplo, alcança valores de ordem de 1.800mg/L e a DQO
acima de 5.000mg/L (Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, 2001).
Isso significa uma série de benefícios, dentre os quais se pode destacar:
Menor custo operacional no tratamento de água;
Menor custo operacional no tratamento de efluentes;
Menor consumo de auxiliares têxteis;
Menor consumo de energia térmica.
O consumo de água em processos úmidos (complexos) de acabamento é uma função
direta do tipo de substrato têxtil, assim como do próprio tipo de acabamento.
Entende-se por acabamento simples aquele em que o artigo têxtil recebe apenas a
secagem e calandragem. No acabamento complexo, os artigos têxteis podem receber, além da
secagem e calandragem, outros acabamentos, como amaciamento, brilho, anti-rugas, dentre
outros.
42
3.6. CRITÉRIOS DE RECEBIMENTOS E LANÇAMENTOS DE EFLUENTES
LÍQUIDOS
3.6.1. Instrução Normativa (Fonte: IDEMA, 2004)
Esta norma estabelece os requisitos e padrões para recebimento de efluentes no
Sistema de Esgotamento de Efluentes Líquidos do Distrito Industrial de Natal – DIN, com os
objetivos de:
Evitar a introdução de poluentes que possam provocar corrosão, incrustações,
obstrução, explosão e risco à saúde dos operadores, comprometendo os Sistemas de
Coleta e Transporte de Efluentes (Coletores, Estações Elevatórias e Emissários) e a
Estação de Tratamento de Efluentes – ETE;
Evitar o lançamento de volume de efluentes ou carga orgânica que causem
interferências no equilíbrio hidráulico ou biogico da ETE, demandando alto
consumo de oxinio, por exemplo;
Evitar a introdução de poluentes não biodegradáveis ou de difícil degradação que
causem inibição à atividade microbiana e, portanto aos processos de tratamento
biológico da ETE;
Incentivar as empresas a utilização de técnicas de reciclagem e reutilização de
efluentes.
A aplicabilidade desta norma serve as instrias instaladas ou que venham a se instalar
no DIN, bem como aquelas que venham a utilizar o sistema de esgotamento de efluentes
líquidos do DIN.
43
As normas complementares utilizadas foram: Resolução n.º 357/2005 CONAMA, Lei
n.º 272/2004, Licenças ambientais emitidas pelo IDEMA/RN para cada indústria e Licenças
ambientais do DIN emitida pelo IDEMA/RN.
Todas as indústrias instaladas ou que venham a se instalar no DIN, bem como para as
indústrias localizadas fora da área do DIN que gerem efluentes contendo matéria orgânica
biodegradável e/ou o biodegradável e poluentes que interferem na flora e fauna aquática e
nos processos biológicos de tratamento com lançamento no Sistema de Esgotamento de
Efluentes Líquidos do DIN deverão atender as exigências estabelecidas pelo órgão de controle
ambiental IDEMA/RN relativas à redução de sua carga poluidora aos níveis previstos para
lançamento no referido sistema; e as instrias, cuja relação DQO/DBO seja igual ou superior
a 4, deverão implantar sistemas de tratamento próprios ou tecnologias menos poluentes de
modo a compatibilizar os seus efluentes aos requisitos e padrões de lançamento estabelecidos
nesta norma.
Para as instrias que façam uso da infra-estrutura de esgotamento de Efluentes
quidos do DIN será exigida a implantação de no nimo um sistema de pré-tratamento para
remoção de partículas lidas com diâmetro maior que 1,5cm e um sistema de medição de
vazão.
Para as indústrias localizadas fora da área do DIN que pretendam fazer lançamento
direto de efluentes na Estação Elevatória de efluente tratado e/ou Emissários de efluente
tratado será exigida a implantação de sistema de tratamento próprio visando a
compatibilização dos efluentes aos padrões de lançamento estabelecidos no Art. 34 da
Resolução n.º 357/2005 CONAMA e a classe do corpo receptor Rio Jundiaí, observados
também os requisitos e padrões específicos estabelecidos pelo IDEMA no respectivo
licenciamento ambiental.
44
É vedado o lançamento de efluentes quidos industriais, incluindo-se aí os esgotos
sanitários, no Sistema de Drenagem de Águas Pluviais do DIN, mesmo que tratados.
Todas as indústrias que façam uso da infra-estrutura de esgotamento de Efluentes
quidos do DIN deverão realizar o controle de qualidade dos seus efluentes através do seu
automonitoramento, nas condições e periodicidade estabelecidas pelo IDEMA/RN, o qual
compreenderá basicamente o acompanhamento do cumprimento dos padrões de recebimento
estabelecidos na norma, deverão realizar medição e registro de vazão, procedimentos de
amostragem de efluentes, resultados das análises laboratoriais e envio periódico de relatórios.
Tabela 6 - Padrões para recebimento de efluentes no Sistema de Tratamento
de Efluentes Líquidos do Distrito Industrial de Natal SITEL-DIN
Grupo A
Temperatura (
o
C)
40
pH
6 - 9
Relação DQO/DBO
Menor ou igual a 4
DQO (mg/L)
*
DBO (mg/L)
*
Cor verdadeira (uH)
300
Óleos & Graxas (mg/L)
100
Sólidos Suspensos Totais (mg/L)
300
Sólidos Sedimentáveis (ml/L)
5
Diâmetro Máximo Partículas (cm)
1,5
Lançamento dos efluentes
Vazão máxima de até 1,5 vez a vazão média diária
Grupo B
Sais Dissolvidos (mg/L)
20.000
Cianetos (mg/L)
2
Cloretos (mg/L)
10.000
Sulfatos (mg/L)
500
Sulfetos (mg/L)
10
Fosfatos (mg/L)
15
Fluoretos (mg/L)
20
Nitrogênio Amoniacal( m g/ L )
50
Parâmetros
Limite (exceto pH, valores máximos)
45
Grupo C
Metais Pesados (somatório) (mg/L)
5
Arsênico (mg/L)
1
Cádmio(mg/L)
0,5
Chumbo (mg/L)
1
Cobalto (mg/L)
1
Cobre (mg/L)
1
Cromo Total ( m g/ L )
3
Cromo Hexavalente (mg/L)
0,5
Estanho (mg/L)
30
Mercúrio (mg/L)
0,002
Ferro (mg/L)
30
Níquel (mg/L)
1
Prata (mg/L)
0,01
Selênio (mg/L)
1
Vanádio (mg/L)
1
Zinco (mg/L)
3
Grupo D
Fenóis (mg/L)
5
Detergentes (mg/L)
10
Grupo E
Substâncias Radioativas
N .A.
Substâncias Aderentes
N .A.
Substâncias Tóxicas
N .A.
Substâncias Inflamáveis
*
Cloro Ativo
N .A.
N.A. - Não Admissível
* - Não se aplica
Os padrões estabelecidos para os diferentes grupos têm os seguintes objetivos:
Grupo A - Padrões para Proteção de Redes Coletoras e Galerias
m como objetivo evitar problemas de corroo, deposição e/ou aderência nos
equipamentos e tubulações prejudicando o sistema de coleta e transporte. As limitações de
sólidos em suspensão e carga orgânica disciplinam a utilização dos Sistemas.
46
Grupo B - Limitações de Teores de Íons Salinos
Os padrões objetivam evitar a degradação precoce das redes de coleta, otimizar o processo
de tratamento e garantir padrões aceitáveis ao meio ambiente.
Grupo C - Teores de Metais
A concentração de metais pesados após tratamento não deve interferir negativamente nos
processos de tratamento biológico aeróbio e também não deve prejudicar a qualidade do
lodo biológico tornando-o inaceitável para aplicação no solo (uso como adubo orgânico).
Grupo D - Restrições Diversas
Estes parâmetros estão envolvidos com diversos aspectos da operação dos sistemas
. Grupo E - Características Gerais Não Aceitáveis
Os padrões estabelecidos enfatizam o controle de substâncias que possam interferir
negativamente nos processos de tratamento biológico aeróbio, causar prejuízo à aeração e
diminuição da atividade dos microorganismos.
As substâncias listadas pelo título geral substâncias tóxicas, serão avaliadas caso a caso
pelo IDEMA/RN, dando ênfase às que provoquem toxicidade aguda, bio-acumulação e
bio-mutação.
3.6.2. Resolução n.º 357/2005 CONAMA
(Resumo baseado nos artigos 1º, 7º, 14º, 15º, 24º e 42º)
3.6.2.1. Condições e Padrões de corpos receptores classe 2
Esta resolução dise sobre a classificação e diretrizes ambientais para o
enquadramento dos corpos de águas superficiais, bem como estabelece condições e padrões
de lançamento de efluentes.
47
Os padrões de qualidade das águas determinados nessa resolução estabelecem limites
individuais para cada substância em cada classe.
Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou
indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às
condições padrões e exigências dispostas nesta resolução e em outras normas aplicáveis.
Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão
consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade
atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente.
Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 previstos no
artigo 14º, à exceção do seguinte:
Não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não
sejam removíveis por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;
Coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser
obedecida a Resolução CONAMA n.º 274/2000. Para os demais usos, não deverá ser
excedido um limite de 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou
mais de pelo menos 6 amostras coletadas durante o período de um ano, com
freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro
coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental
competente;
Cor verdadeira: até 75 mg PtCo /L;
Turbidez: até 100 NTU;
DBO 5 dias a 20ºC até 5mg/L O
2
;
OD, em qualquer amostras, não inferior a 5 mg/L O
2
;
Clorofila a: até 30µg/L;
Densidade de cianobactérias: até 50.000 cel/mL ou 5 mm
3
/L;
48
Fósforo total: até 0,030 mg/L em ambientes lênticos, e, até 0,050 mg/L, em ambientes
intermediários, com tempo de residência entre 2 e 40 dias, e tributários diretos de
ambiente lêntico.
Na tabela 7 a seguir encontram-se alguns parâmetros inorgânicos característicos dos
corpos receptores classe 2 da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA.
Tabela 7 – Alguns parâmetros inorgânicos característico dos corpos receptores
classe 2 da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA – Art.14º
Metais Pesados
Valores Limites
Cádmio Total
0,001 mg/L Cd
Chumbo Total
0,01 mg/L Pb
Cobre Dissolvido
0,009 mg/L Cu
Cromo Total
0,05 mg/L Cr
Ferro Dissolvido
0,3 mg/L Fe
Manganês Total
0,1 mg/L Mn
Níquel Total
0,025 mg/L Ni
Prata Total
0,01 mg/L Ag
Zinco Total
0,18 mg/L Zn
3.6.2.2. Padrões de lançamento de efluentes em corpos receptores (Baseado Art.º 34)
Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou
indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos e
resguardadas outras exincias cabíveis:
O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos xicos aos
organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade
estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
49
Os critérios de toxicidade previstos devem se basear em resultados de ensaios
ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no
efluente.
Na tabela 8 a seguir estão dispostas algumas das condições e padrões de lançamento
de efluentes em corpos receptores da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA Art.34º.
Tabela 8 – Algumas Condições e padrões de lançamento de efluentes em corpos
receptores da Resolução 357/2005 – CONAMA Art.3
Parâmetros
Valores Limites
pH
5 a 9
Temperatura
Inferior a 40ºC
Cádmio Total
0,2 mg/L Cd
Chumbo Total
0,5 mg/L Pb
Cobre Dissolvido
1,0 mg/L Cu
Cromo Total
0,5 mg/L Cr
Ferro Dissolvido
15,0 mg/L Fe
Manganês Total
1,0 mg/L Mn
Níquel Total
2,0 mg/L Ni
Prata Total
0,1 mg/L Ag
Zinco Total
5,0 mg/L Zn
3.6.3. Termo de Ajustamento de Conduta (MINISTÉRIO PUBLICO, 2004)
Com vistas à regularização ambiental dos lançamentos de efluentes sanitários e
industriais lançados em desacordo com a legislação ambiental foi criado o Termo de
Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi celebrado entre o Ministério
Público (representado pela 45ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente) e a
Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), em 16 de setembro de 2004, após tomar
conhecimento das investigações que apura responsabilidades pela poluição do Rio Potengi.
50
Nesse documento são estabelecidas obrigações e compromissos assumidos pela
CAERN (relativas ao Sistema de Tratamento de Efluentes –SITEL do Distrito Industrial de
Natal – DIN e ao tratamento dos esgotos sanitários), pelo IDEMA (relativas às análises
semestrais e controle dos resultados do efluente final após tratamento do SITEL-DIN e análise
da água subterrânea do SITEL para confirmar resultados do monitoramento realizado pela
CAERN), pela COMSAB (decidir alternativas para projeto executivo após receber resultado
da análise ambiental do IDEMA) e pela ARSBAN (comunicar À 45ª Promotoria de Justiça de
Defesa do Meio Ambiente, casos de descumprimento de cláusulas e prazos do presente
ajustamento).
51
CAPÍTULO 4
MATERIAIS E MÉTODOS
52
4. MATERIAS E MÉTODOS
4.1. DESCRIÇÃO DA INDÚSTRIA XTIL
A indústria onde foram coletadas as amostras analisadas nasceu há mais de 40 anos,
numa pequena cidade no interior do Ceará, e hoje se encontra entre as maiores do mundo,
com várias unidades fabris espalhadas por todo o Brasil.
A unidade fabril onde foi realizada a pesquisa localiza-se no Distrito Industrial, em
São Gonçalo do Amarante/RN.
Seus produtos são tecidos em índigos (denim) para suprir as necessidades dos mais
diversos confeccionistas: Tecidos Básicos, Tecidos com efeito Flame, Tecidos Resinados e
Tecidos com Mistura de tulos.
A produção média de tecido acabado produzido nesta unidade fabril é de 1.400.000
metros/mês, e a produção de fio tingido (máquina de beneficiamento do índigo) é cerca de
1.890.000 metros/mês.
O corante índigo utilizado na indústria vem na forma reduzida e diluído na seguinte
percentagem: 70% água e 30% corante.
A indústria realiza mensalmente manutenção preventiva e/ou corretiva em todas as
instalações da máquina de beneficiamento do índigo e de acabamento final.
A água utilizada na indústria é proveniente de poço particular com profundidade de
90m. O consumo dio de água para parte industrial é de 517m
3
/dia e o consumo médio de
água potável cerca de 11m
3
/dia, totalizando 528m
3
/dia, gerando um consumo mensal de
15.840 m
3
. A vazão liberada de efluente tratado para o SITEL-DIN é em média 7,5m
3
/hora.
O aterro utilizado pela indústria para envio do lodo é o BRASECO S/A, empresa que
detém concessão operacional do aterro sanitário da Região Metropolitana de Natal, na região
de Massaranduba, no município de Ceará-Mir im.
53
4.2. DESCRIÇÃO DO SISTEMA DE PRÉ-TRATAMENTO DE EFLUENTES
LÍQUIDOS
O efluente industrial gerado nas diversas etapas de produção é coletado em conjunto
num tanque de equalização e encaminhado para o tratamento. O sistema de tratamento do
efluente líquido é do tipo sico-químico com etapas de tratamentos preliminar, secundário e
terciário. A ETE é composta, de forma seqüencial, por: tanque de equalização (TE),
gradeamento (G), dois tanques de aeração paralelos (TA), tanque de neutralização (correção
de pH e adição de polieletrólitos), tanques de coagulação/floculação com quatro quadrantes e
aerão, e tratamento do lodo.
A linha de tratamento de lodo é composta por um tanque de decantação e
adensamento, seguido de leitos de secagem com duas câmaras.
Figura 4 – Seqüência dos processos utilizados na ETE da indústria em estudo
TE
COAGULAÇÃO
FLOCULAÇÃO
TRATAMENTO
DO
LODO
G
TA
TA
EFLUENTE
AFLUENTE
NEUTRALIZAÇÃO
54
4.3. SELEÇÃO DOS PONTOS DE COLETAS
Foram definidos oito pontos de amostragem, sendo seis pontos localizados no
processo produtivo do beneficiamento têxtil e dois pontos na ETE, os mesmo s fora m
escolhidos devido gerarem efluentes, conforme descrição abaixo:
P1
Água Natural – Abastecimento do processo industrial
P2
Localizado na caixa de lavagem após umectação na máquina de Índigo
P3
Localizado na caixa de tingimento da máquina de Índigo
P4
Localizado na caixa de pré-umectação da etapa de Engomagem
P5
Localizado na caixa de Amaciamento
P6
Localizado abaixo do cilindro da Sanforizadeira – água natural para
resfriamento
P7
Entrada da ETE – Afluente
P8
Saída da ETE – Efluente
Na figura 5 a seguir encontra-se a distribuão de todos os pontos de coleta na
indústria pesquisada.
55
ADMINISTRAÇÃO INDUSTRIAL
LABORATÓ RIO
T.E.
ETE
LAB.
ETE
CONTROLE DE
QUALIDADE
T
E
C
E
L
A
G
E
M
MÁQUINA DE BENEFICIAMENTO - ÍNDIGO
ACABAMENTO TÊXTIL FINAL
ROLOS
DE FIOS
P6
P1
P5
P4
P7
P8
ENGOMAGEM
P2
P3
A
B
C
D
E
F
Legenda:
A – Escovagem H – 01 cx umectação
B Chamuscagem I – 02 cxs lavagem
C Amaciamento J 06 cxs tingimento
D – Grupo de Secagem K 02 cx lavagem
E – Rama L – Grupo pré-secagem
F –Sanforizadeira M 01 cx pré-umectação
G – P al m e r N - Engomagem
G
H
I
J
K
L
M
N
I
J
J
J
J
J
K
Figura 5 – Distribuição dos pontos de coleta na indústria
56
4.4. PERÍODO E FREQUÊNCIA DE COLETAS
O período total de amostragem compreendeu de novembro de 2006 a fevereiro de
2007, com freqüência semanal, totalizando doze coletas.
4.5. METODOLOGIA DE COLETA E PRESERVAÇÃO DAS AMOSTRAS
Os procedimentos de coleta, preservão e armazenamento das amostras foram
realizados conforme orientação prevista no STANDARD METHODS (APHA-AWWA-
WPCF-2000).
Para as amostras das análises biológicas de coliformes termotolerantes, utilizaram-se
frascos de polietileno estéreis, de boca larga, com capacidade de 250ml. Para a esterilização,
os frascos eram levemente tampados, protegidas as bocas com papel alumínio e submetidos à
autoclavagem por 15 minutos a 121ºC. Na ocasião da coleta, os frascos eram preenchidos até
2/3 de sua capacidade. Imediatamente após a coleta, eram transportados para o Laborató rio de
Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental – LARHISA, não havendo a necessidade de
preservação.
Para as alises físico-químicas, as amostras foram coletadas mediante enchimento de
reservatórios plásticos de 1,5 litros de volume, enchendo-os totalmente, os mesmos eram
lavados e enxaguados previamente com água destilada.
Para a determinação de oxinio dissolvido utilizou-se o equipamento Oxímetro
Portátil Digimed - modelo DM-4.
Para a determinação de pH, condutividade elétrica, temperatura e lidos totais
dissolvidos (STD) utilizou-se o equipamento Multi Função HACH – modelo sensION 156.
57
4.6. PARÂMETROS ANALISADOS E MÉTODOS UTILIZADOS
Os parâmetros analisados f oram : pH, oxinio dissolvido (OD), alcalinidade total,
condutividade etrica (CE), temperatura (T), cor, turbidez, DQO, lidos suspensos totais
(SST), sólidos totais (ST), metais pesados (MP) e coliformes termoloterantes (CT).
O parâmetro Metais Pesados foi observado apenas nos Pontos de Coleta P1, P7 e P8,
analisando os seguintes metais: cádmio, chumbo, zinco, ferro, cromo, cobre, manganês, prata,
níquel.
A importância dos parâmetros sico-químicos e biológicos selecionados se deve às
características da carga contaminadora e complexa dos efluentes gerados pela indústria têxtil,
assim como das possibilidades de reuso avaliadas segundo as análises do efluente tratado,
com vistas a comparar com os padrões de qualidade previamente estabelecidos para algum
tipo de reuso.
Dos padrões para recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, foram escolhidos
parâmetros dos grupos “A” e “C”, com o objetivo de:
a) no caso dos parâmetros do grupo “Aobservar os problemas de corrosão, deposição e/ou
aderência nos equipamentos e tubulações, prejudicando o sistema de coleta e transporte;
b) no caso dos parâmetros do grupo C” verificar a concentração de metais pesados após o
tratamento, po is o s m e s mos não devem interferir negativamente nos processos de tratamento
biológico aeróbio e também não devem prejudicar a qualidade do lodo biológico tornando-o
inaceivel para aplicação no solo (uso como adubo orgânico).
58
4.6.1. PARÂMETRO MICROBIOLÓGICO
4.6.1.1. COLIFORMES TERMOTOLERANTES
Os coliformes de modo geral são os principais organismos utilizados na caracterização
microbiológica das águas. A escolha desse parâmetro para monitorar o efluente se deve à sua
ocorrência em grande escala no intestino humano e em outros animais de sangue quente.
Assim, a presença dessa bactéria (Escherichia coli) na água indica contaminação fecal e a
possibilidade de existência de outras bactérias patogênicas.
4.6.2. PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS
4.6.2.1. Potencial Hidrogeniônico (pH)
O pH representa a concentração de íons H
+
, dando uma indicação sobre a condição de
acidez, neutralidade ou alcalinidade de um determinado meio. É definido como o cologarítmo
decimal da concentração efetiva ou atividade dos íons hidrogênio. A escala de pH varia de 0 a
14. Quando o pH é igual a 7, indica um estado de neutralidade, a condição ácida ocorre
quando o pH é inferior a 7 e quando o pH é superior a 7 estabelecem-se condões sicas ao
meio .
Este parâmetro foi quantificado utilizando-se o Multi Função HACH modelo
sensION 156, calibrado previamente com soluções padronizadas.
59
4.6.2.2. Temperatura (T)
A temperatura de um efluente é um parâmetro muito importante devido ao seu efeito
na vida aquática.
Normalmente a temperatura de um efluente tende a ser superior a do ar, exceto nos
meses de verão, devido ao calor específico da água. Além disso, os despejos industriais são
normalmente aquecidos (Metcalf & Eddy, 1991).
A elevação da temperatura torna o oxinio menos solúvel (a água a 0ºC contém uma
concentração de 14mg/L de oxinio, a 20ºC a concentração é de 9mg/L e a 35ºC é menor
que 7mg/L (Braile e Cavalcanti, 1993).
A temperatura foi determinada “in loco”, utilizando-se de um equipamento Multi
Fuão HACH modelo sensION 156, calibrado previamente com soluções padronizadas.
4.6.2.3. Alcalinidade Total
A alcalinidade de uma água é a sua capacidade de neutralização de ácidos e equivale à
soma de todas as bases tituláveis. A alcalinidade é a medida de uma propriedade da água
associada à sua capacidade de tamponação e pode ser interpretada em função de
substâncias específicas, quando a composição química da amostra analisada é conhecida. O
valor determinado pode variar significativamente, dependendo do valor do pH final usado
como referência.
É causada por sais alcalinos (carbonatos, bicarbonatos, hidróxidos raros e,
eventualmente, silicatos e fosfatos), principalmente de sódio e lcio. As diversas espécies de
alcalinidade dependem do valor de pH, composição mineral, temperatura e força iônica. Os
60
carbonatos e bicarbonatos são comuns na maioria das águas naturais, devido à abundância de
carbonatos minerais na natureza.
Quando ocorre apenas a presença de carbonatos e bicarbonatos de cálcio e magnésio, o
teste de alcalinidade é igual ao teor de dureza. Em outras palavras, enquanto a dureza é
provocada pelos íons Ca e Mg (cátions), a alcalinidade é provocada pelos íons carbonatos e
bicarbonatos (ânions).
O sistema químico predominante na água natural é o equilíbrio dos íons bicarbonatos,
carbonatos e ácido carbônico, tendo usualmente maior prevalência o íon carbonato. Uma água
pode ter uma baixa alcalinidade, mas pode apresentar um valor relativamente alto de pH e
vice-versa. Isoladamente, a alcalinidade não tem grande importância como indicador de
qualidade da água, todavia, é muito importante para o controle dos processos de tratamento
das águas. Baixos valores de alcalinidade podem dificultar a saturação da água pelo
carbonato, que previne a corrosão nas partes metálicas do sistema de abastecimento.
O método de execução foi da titulação potenciométrica que se baseia na titulação de
um determinado volume (VA) de amostra com solução de ácido sulfúrico de normalidade N,
sob agitação discreta, até atingir o pH que corresponde ao ponto de inflexão ou de
equivalência da curva de titulação. Na prática da determinação da alcalinidade total de
amostras de águas naturais, residuárias domésticas e efluentes de lagoas e reservatórios de
estabilização, nos quais a principal fonte de alcalinidade é o sistema carbônico, o ponto de
inflexão está situado na faixa 4 < pH < 5, sendo comumente definido o pH = 4,5.
Determinado o volume de ácido (A), necessário para atingir tal ponto, a alcalinidade pode ser
da seguinte forma:
Alc Total (mg CaCO
3
/L) = N x A x 50000 (Equação 1)
VA
61
Onde: N – normalidade da solução de ácido sulfúrico
A volume de ácido titulado
VA – volume da amostra
4.6.2.4. Cor
A cor de um efluente pode estar relacionada com sua idade. Efluentes novos ou
recentes apresentam geralmente uma cor clara, cinza acastanhada. Com o tempo, há um
aumento da concentração e de condições anaeróbias e a cor se torna cinza, cinza escuro e em
último estágio preta (Metcalf & Eddy, 1991).
No caso de um efluente têxtil, rico em corantes, a cor é variada e intensa. Além da
poluição estética, impede a passagem da luz necessária para a realização da fotossíntese,
responsável pela produção de parte do oxigênio necessário para a degradação da matéria
orgânica via aeróbia (Beltrame, 2000).
Na determinação da cor utilizou-se o método espectrofotométrico, num comprimento
de onda de 420nm.
4.6.2.5. Demanda Química de Oxigênio - DQO
A DQO, ou Demanda Química de Oxigênio, representa a quantidade de oxigênio
necessária para estabilizar quimicamente a matéria orgânica de uma água residuária, sem a
intervenção de microorganismos. Ela determina a quantidade de oxigênio necessária para a
oxidação de substâncias biodegradáveis ou não. Por isso, a DQO em um despejo é, em geral,
maior do que a DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio), em virtude da maior facilidade
62
com que grande número de compostos podem ser oxidados quimicamente do que
biologicamente.
A DQO, por ser mais simples e rápida, é mais utilizada do que a DBO. Além disso,
para efluentes de composição conhecida e constante, pode-se relacionar os dados da DQO
com os da DBO.
Este parâmetro foi determinado segundo o método titulotrico de refluxo fechado. A
DQO é usada como medida do equivalente em oxinio do conteúdo de matéria em uma
amostra, passível de ser oxidada por um oxidante químico forte. A digestão é feita por duas
horas a 150ºC em um reator de DQO. Em seguida, as amostras são tituladas com sulfato
ferroso amoniacal (SFA), na presença do indicador ferroína. O cálculo da DQO, é feito
mediante a equação:
DQO = (V
B
– V
A
) x C (SFA) x 8.000 (Equação 2)
V
Am
Onde:
V
B
= volume da solução de SFA gasto na prova em branco (ml)
V
A
= volume da solução de SFA gasto na amostra (mL)
C (SFA) = concentração da solução padrão de SFA (Mol)
V
Am
= volume da amostra (mL)
A concentração da solução padrão era calculada segundo a equação:
C = V
DC
x 0,10 (Equação 3)
V.P
Onde:
V
DC
= volume do dicromato de potássio 0,016Mol
V.P = volume de SFA usado na titulação da padronização (mL)
63
4.6.2.6. Turbidez
A turbidez representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água,
conferindo uma aparência turva à mesma. É a redução da transparência de uma amostra
devido à presença de material em suspensão.
Foi determinada em laboratório utilizando-se o método de leitura direta, empregando-
se um turbidímetro digital, de fabricação Digimed, modelo DM-C2, calibrado com soluções-
padrão.
4.6.2.7. Condutividade Elétrica (CE)
A condutividade elétrica expressa a capacidade de um meio de transmitir a corrente
elétrica. Em conseqüência, quando medida na água, é uma forma indireta de indicar a
concentração de sais dissolvidos e, para irrigação, indica o perigo de salinização do solo e
queda no rendimento das culturas.
Este parâmetro foi determinado “in loco”, mediante o emprego de um equipamento
Multi Função HACH modelo sensION 156, calibrado previamente com soluções
padronizadas.
4.6.2.8. Oxigênio Dissolvido (OD)
O oxinio dissolvido é a principal variável controladora das reações metabólicas nos
sistemas aquáticos e indiretamente traduz a qualidade da água. A concentração de oxinio
dissolvido no meio líquido é resultante do balanço entre as fontes de consumo (biodegradação
64
aeróbia da matéria orgânica carbonácea e nitrogenada e oxidação de compostos inorgânicos,
principalmente a amônia) e produção (reaeração atmosférica e fotossíntese) (Sperling, 1996).
Este parâmetro foi determinado “in loco”, através de um oxímetro portátil, marca
Digimed, modelo DM-4.
4.6.2.9. Sólidos Totais (ST)
Analiticamente, o teor de lidos totais é definido como toda matéria que permanece
como resíduo após evaporação a 103 105ºC. Este teor é formado pelos sólidos suspensos ou
o filtráveis e lidos dissolvidos. O método utilizado na determinação de lidos totais foi o
gravimétrico. Na figura 6 está apresentado a interrelão entre os sólidos.
Princípio: A amostra, bem misturada, é evaporada a peso constante em uma cápsula de
porcelana previamente pesada, a 103 105ºC, em banho-maria, em seguida resfriada no
dissecador. O acréscimo na massa inicial da cápsula corresponde ao teor de sólidos totais da
amost ra.
Cálculos - A concentração de sólidos totais é dada por:
ST (mg/L) = (A – B) x 1000 (Equação 4)
V
amostra
Onde:
A = massa do resíduo seco + cápsula de porcelana, em mg;
B = massa da cápsula de porcelana, em mg;
V
amostra
= volume de amostra, em mL.
65
Onde: ST – teor de sólidos totais; S.Sed. – teor sólidos sedimentáveis; SS – teor de sólidos em suspensão ou não
filtráveis; SD teor de sólidos dissolvidos; SSV teor de sólidos em suspensão voláteis; SSF teor de sólidos
em suspensão fixos; SDV teor de sólidos dissolvidos voláteis; SDF – teor de sólidos dissolvidos fixos; SVT
teor de sólidos voteis totais; SFT – teor de sólidos fixos totais.
(Fonte: Metcalf & Eddy, 1991)
FIGURA 6 - Interrelações de sólidos encontrados em águas e efluentes
Evaporação
Evaporação
SST
SDT
Incineração
Incineração
SSV
SSF
SDV
SDF
SVT
SFT
ST
Filtração
Amo st ra
Evaporação
ST
Decantação
S. sed.
66
4.6.2.10. Sólidos Suspensos Totais (SST)
lidos suspensos provêm da porção da amostra que fica retida no filtro de fibra de
vidro padrão ao ser submetida à filtração. Seu teor é medido após evaporação a 103 105ºC
até peso constante. Das características físicas, o teor de matéria lida é de grande
importância, em termos de controle de operações das unidades de tratamento de esgotos.
Em um efluente, os sólidos não filtveis podem permanecer em suspensão por um
determinado tempo e então se sedimentam. Enquanto se encontram em suspensão, aumentam
a turbidez da água, impedindo a fotossíntese. Em grandes concentrações, podem matar os
peixes por entupimento ou ação abrasiva das guelras. Ao sedimentar, formam depósitos de
lodo no leito do rio ou lago, destruindo os espaços destinados à vida de certos organismos
(Beltrame, 2000).
O método utilizado foi o gravimétrico.
Princípio: A amostra, bem misturada, é filtrada através de uma membrana de fibra de
vidro previamente pesada e o resíduo retido na membrana é submetido a uma secagem
durante uma hora a 103 105ºC, em seguida resfriada no dissecador. O acréscimo de massa
obtido na membrana representa os sólidos suspensos totais.
Cálculos: SST (mg/L) = (A B) x 1000 (Equação 5)
V
amostra
Onde:
A = massa da membrana + resíduo seco, em mg;
B = massa da membrana, em mg;
V
amostra
= volume de amostra, em mL.
67
4.6.2.11. Metais Pesados (MP)
Considera-se metais pesados aqueles em que a densidade é superior a 5g/cm
3
, ou seja,
cinco vezes superior à da água. Muitos destes metais são considerados como essenciais à vida,
mas ao atingirem certos limites de concentrações, tornam-se tóxicos e até mesmo letais
(Beltrame, 2000).
O método mais comum para remoção de metais pesados em um efluente é a
precipitação. Eles precipitam sob a forma de hidróxidos através da adição de uma solução
cáustica até um nível de pH correspondente à solubilidade mínima (Frutuoso, Vasconcelos,
Escaleira, 1999).
Os metais escolhidos para análises foram: cádmio, chumbo, zinco, ferro, cromo, cobre,
manganês, prata, quel, após ter sido realizado ensaio exploratório de todos os metais
previstos no grupo “C dos padrões de recebimentos de efluentes líquidos do SITEL-DIN,
selecionando-se apenas aqueles que apresentaram valores acima do limite de detecção do
equipamento de medição. Foi acrescido o metal Manganês, em virtude de ter apresentado
valores significativos em todas as análises realizadas.
O método utilizado foi a espectrometria de absorção atômica de chama, que é
adequada para todos os metais analisados.
Princípio: Em um espectrofotômetro de absorção atômica de chama a amostra é
aspirada diretamente para a chama e atomizada. Um raio de luz é direcionado através da
chama para um monocromador, onde um detector mede a quantidade de luz absorvida pelo
elemento atomizado na chama. Como cada metal possui um comprimento de onda
característico de absorção, utiliza-se uma lâmpada composta do mesmo elemento para evitar
interferências de radião. A quantidade de energia de um comprimento de onda característico
68
absorvido na chama é proporcional à concentração do elemento na amostra. A chama de ar-
acetileno é utilizada na determinação de todos os metais.
Preparação: as amostras foram submetidas a uma digestão ácida com ácido trico,
para reduzir a interferência da matéria orgânica e converter os metais associados em metais
livres, permitindo a determinação espectrométrica. Durante a digestão, as amostras foram
concentradas 10 vezes para permitir a determinação de concentrações normalmente
desapercebidas pelo aparelho. O tempo de digestão e a quantidade de ácido trico utilizada
foram iguais para todas as amostras.
Para evitar erros devido a presença natural de alguns metais no ácido trico, foram
preparados brancos contendo as mesmas quantidades de ácido trico utilizadas nas amostras,
sofrendo o mesmo tempo de digestão.
Cálculos:
Concentração do metal (mg/L) = A x B (Equação 6)
C
Onde:
A = concentração do metal na solução digerida;
B = volume final da solução digerida (mL);
C = volume da amostra (mL)
69
4.7. MATERIAL UTILIZADO
Para a realização das análises de campo e laboratoriais foram utilizados os seguintes
materiais:
Mult i Função HACHmodelo sensION 156;
Oxímetro Portátil Digimed – modelo DM-4;
Turbidímetro Digimed – modelo DM-C2;
Estufa Bacteriológica Marcone modelo MA-032;
Estufa Bacteriológica Certomatmodelo BS-1;
Titulador automático SCHOTT – modelo TritroLine Alpha;
Banho-Maria;
Digestor de DQO;
Geladeira para conservação das amostras;
Caixa de isopor para coleta das amostras;
Caixa térmica para coleta das amostras;
Destilador de água;
Capela com exaustor;
Bomba de pressa e a vácuo com filtro;
Balança digital;
Dessecador de vidro;
Autoclave;
Espectrofotômetro;
Vidraria;
Reagentes;
Microcomputador;
Frascos plásticos para coleta.
70
CAPÍTULO 5
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO
DOS RESULTADOS
71
5. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
5.1. ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS DADOS
Devido a grande variabilidade de parâmetros analisados e às oscilações dos
resultados tornou-se necessário a aplicação de um tratamento estatístico baseado em gráficos
de variação temporal das amostras e da distribuição de valores em pontos de mínimo e
máximo, primeiro quartil (25%) e terceiro quartil (75%) e mediana (gráfico Box & Whisker),
para uma melhor compreensão destes.
Neste capítulo são apresentados e analisados os resultados obtidos durante a fase
experimental de monitoramento do efluente quido têxtil.
As amostragens aconteceram no período de novembro de 2006 a fevereiro de 2007,
com freqüência semanal, totalizando doze coletas, realizadas preferencialmente no turno
matutino, devido à rotina necessária para as análises posteriores à coleta, como também da
disponibilidade da indústria.
A indústria analisada opera 24 horas por dia, parando apenas uma vez por mês para
limpeza e manutenção preventiva. Nos processos industriais utilizados não ocorre varião
constantemente.
Os valores que se utilizou para comentário dos resultados de todos os parâmetros
monitorados foram os valores médio aritticos, identificados nas Tabelas de E stat íst ica
sica Tabelas 9 a 16.
Para o cálculo de Eficiência Global dos parâmetros de cor, condutividade elétrica,
sólidos totais, sólidos suspensos totais, DQO, metais pesados e turbidez, utilizou-se a seguinte
fórmula:
Ef = Valor MA(P7) - Valor MA (P8) x 100, (Equação 7)
Valor MA (P7)
72
Onde:
Valor MA (P7) – é o valor médio aritmético do parâmetro analisado no ponto de
coleta P7;
Valor MA (P8) – é o valor médio arittico do parâmetro analisado no ponto de
coleta P8.
Tabela 9 - Estatísticasica P1 gua Natural )
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
6,35
6,46
5,25
6,93
6,16
6,65
0,47
Temperatura (ºC)
12
50,17
50,70
41,20
53,30
49,63
51,75
3,20
Condutividade
(mS/cm)
12
0,156
0,148
0,127
0,225
0,147
0,156
0,024
OD (mg/L)
12
5,05
5,23
4,10
5,33
4,88
5,29
0,37
DQO (mg/L)
12
38,33
38,00
36,00
42,00
38,00
38,00
1,44
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
5,81
4,42
2,80
18,80
3,87
5,78
4,30
Turbidez (NTU)
12
1,82
1,25
0,25
7,58
0,78
1,87
1,99
Cor (PtCo)
12
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
Sól. Totais
(mg/L)
12
1,56
1,55
1,00
2,30
1,30
1,76
0,36
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
0,87
0,40
0,40
2,20
0,40
1,30
0,74
Cádmio (mg
Cd/L)
6
0,005
0,000
0,000
0,028
0,000
0,000
0,011
Chumbo (mg
Pb/L)
6
0,047
0,000
0,000
0,160
0,000
0,090
0,073
Zinco (mg Zn/L)
6
0,036
0,024
0,016
0,096
0,017
0,037
0,031
Ferro (mg Fe/L)
6
0,153
0,078
0,000
0,424
0,019
0,272
0,179
Cromo (mg Cr/L)
6
0,039
0,032
0,000
0,104
0,004
0,060
0,041
Cobre (mg Cu/L)
6
0,019
0,020
0,012
0,024
0,013
0,024
0,006
Manganês (mg
Mn/L)
6
0,014
0,008
0,000
0,040
0,000
0,025
0,017
Prata (mg Ag/L)
6
0,010
0,005
0,000
0,028
0,000
0,018
0,012
Níquel (mg Ni/L)
6
0,023
0,000
0,000
0,096
0,000
0,033
0,040
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 7 5%.
73
Tabela 10 - Estatísticasica P2 (Lavagem)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
11,87
11,91
11,49
12,04
11,79
12,00
0,16
Temperatura (ºC)
12
45,65
45,70
39,80
51,40
45,18
46,55
2,66
Condutividade
(mS/cm)
12
11,548
10,275
8,480
22,800
9,270
12,333
3,971
OD (mg/L)
12
4,31
4,22
4,11
4,82
4,18
4,34
0,23
DQO (mg/L)
11
1034,36
980,00
930,00
1500,00
960,00
1015,00
163,34
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
1105,20
1028,47
343,92
2027,20
834,07
1375,82
487,09
Turbidez (NTU)
12
98,25
100,33
69,40
138,60
87,29
108,08
18,77
Cor (PtCo)
12
166,42
162,40
156,88
188,93
159,15
170,96
9,82
Sól. Totais
(mg/L)
12
108,88
110,45
97,80
119,90
108,18
110,83
5,87
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
5,42
5,50
3,20
9,80
3,50
6,40
1,98
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
Tabela 11 - Estatística básica P3 (Tingimento)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
10,88
10,82
10,71
11,11
10,76
11,05
0,16
Temperatura (ºC)
12
51,10
52,00
39,80
54,90
50,55
53,20
3,91
Condutividade
(mS/cm)
12
14,656
11,365
7,240
48,500
10,415
13,453
10,981
OD (mg/L)
12
3,72
3,81
3,23
3,98
3,60
3,90
0,24
DQO (mg/L)
11
1838,91
1838,00
1800,00
1875,00
1825,00
1860,00
26,91
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
935,77
912,50
287,92
1700,00
828,25
1098,46
351,88
Turbidez (NTU)
12
5310,00
5285,00
4940,00
5820,00
5070,00
5473,50
291,95
Cor (PtCo)
12
1798,55
1889,08
1171,15
1997,57
1700,69
1979,29
247,46
Sól. Totais
(mg/L)
12
132,59
76,00
63,20
708,90
70,68
82,45
182,69
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
9,97
9,90
7,40
14,40
8,65
10,70
1,90
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
74
Tabela 12 - Estatísticasica P4 (Engomagem)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
10,06
10,04
9,87
10,35
9,94
10,11
0,15
Temperatura (ºC)
12
52,44
52,65
41,30
56,70
51,73
55,13
4,05
Condutividade
(mS/cm)
12
3,247
2,865
1,350
5,950
2,420
4,090
1,327
OD (mg/L)
12
3,88
3,89
3,78
3,97
3,84
3,92
0,06
DQO (mg/L)
11
134,45
138,00
113,00
160,00
117,50
150,00
17,43
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
519,75
515,43
91,44
825,60
423,38
650,21
209,19
Turbidez (NTU)
12
426,93
405,60
80,00
1092,00
230,00
546,00
270,44
Cor (PtCo)
12
185,37
189,11
105,55
256,19
176,58
198,10
35,37
Sól. Totais
(mg/L)
12
39,49
38,45
28,70
77,70
31,25
40,20
13,01
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
1,02
0,60
0,04
4,40
0,40
1,30
1,17
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
Tabela 13 - Estastica básica P5 (Amaciamento)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
11
9,21
9,31
8,95
9,41
8,99
9,35
0,19
Temperatura (ºC)
11
46,22
46,30
42,50
50,20
45,10
47,85
2,36
Condutividade
(mS/cm)
11
4,341
4,280
2,650
7,060
3,815
4,480
1,120
OD (mg/L)
11
2,90
2,93
2,68
3,10
2,77
3,06
0,16
DQO (mg/L)
11
3081,73
3200,00
2050,00
3670,00
2865,00
3372,50
443,95
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
11
226,96
168,72
97,54
886,40
158,28
180,50
220,21
Turbidez (NTU)
11
3282,54
2910,00
2836,67
7180,00
2859,64
2932,00
1293,23
Cor (PtCo)
12
1013,37
1004,72
908,34
1139,18
947,06
1083,68
84,06
Sól. Totais
(mg/L)
11
384,21
381,50
331,80
441,10
362,15
407,20
33,79
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
11
21,03
18,60
14,28
39,60
16,33
23,30
7,38
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
75
Tabela 14 - Estatísticasica P6 (Sanforizadeira)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
11
6,87
6,88
5,83
7,74
6,83
7,02
0,48
Temperatura (ºC)
11
35,27
34,70
29,90
38,90
34,15
37,30
2,63
Condutividade
(mS/cm)
11
0,135
0,125
0,118
0,172
0,122
0,141
0,018
OD (mg/L)
11
3,48
3,48
3,08
3,82
3,33
3,67
0,24
DQO (mg/L)
11
40,36
40,00
36,00
48,00
38,00
42,00
3,67
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
11
3,55
3,60
2,80
4,12
3,48
3,70
0,33
Turbidez (NTU)
11
24,20
26,28
1,82
28,80
24,65
27,65
7,61
Cor (PtCo)
11
2,80
1,78
1,05
13,28
1,65
2,02
3,49
Sól. Totais
(mg/L)
11
46,11
39,20
25,00
126,60
36,50
45,20
27,63
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
11
0,38
0,40
0,22
0,40
0,40
0,40
0,05
Legenda: N nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
Tabela 15 - Estatísticasica P7 (Afluente)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
11,25
11,25
11,04
11,49
11,15
11,34
0,15
Temperatura (ºC)
12
41,70
41,35
38,00
47,30
39,73
42,35
2,96
Condutividade
(mS/cm)
12
7,373
7,125
5,390
14,550
6,115
7,390
2,377
OD (mg/L)
12
2,41
2,41
2,21
2,61
2,33
2,49
0,12
DQO (mg/L)
11
879,18
875,00
713,00
980,00
863,00
919,50
69,28
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
1050,01
1164,14
264,96
1778,00
806,63
1316,46
456,34
Turbidez (NTU)
12
1597,50
1645,00
1000,00
2410,00
1172,50
2000,00
485,82
Cor (PtCo)
12
1156,77
1130,33
909,89
1410,25
1062,65
1254,48
147,31
Sól. Totais
(mg/L)
12
107,47
79,50
63,60
405,60
70,70
97,53
94,87
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
5,72
6,20
4,40
6,80
4,80
6,45
0,98
Cádmio (mg
Cd/L)
6
0,030
0,016
0,000
0,120
0,003
0,028
0,045
Chumbo (mg
Pb/L)
6
0,225
0,025
0,000
0,700
0,000
0,463
0,331
Zinco (mg Zn/L)
6
0,136
0,125
0,084
0,190
0,120
0,160
0,038
Ferro (mg Fe/L)
6
0,410
0,387
0,095
0,900
0,241
0,470
0,281
Cromo (mg Cr/L)
6
0,115
0,066
0,000
0,340
0,013
0,185
0,137
Cobre (mg Cu/L)
6
0,083
0,085
0,052
0,100
0,080
0,095
0,017
Manganês (mg
Mn/L)
6
0,071
0,050
0,016
0,150
0,040
0,105
0,052
Prata (mg Ag/L)
6
0,025
0,014
0,000
0,060
0,002
0,050
0,028
Níquel (mg Ni/L)
6
0,185
0,200
0,076
0,300
0,149
0,200
0,076
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
76
Tabela 16 - Estatísticasica P8 (Efluente)
P AR ÂM E T RO
N
Média
Mediana
Mínimo
Máximo
Primeiro
Quartil
Terceiro
Quartil
Desv.
Padrão
pH
12
8,10
8,10
7,74
8,63
7,86
8,29
0,27
Temperatura (ºC)
12
35,42
35,00
33,90
38,20
34,78
35,68
1,19
Condutividade
(mS/cm)
12
6,224
6,120
4,340
10,880
5,345
6,613
1,670
OD (mg/L)
12
4,68
4,68
4,58
4,85
4,63
4,71
0,07
DQO (mg/L)
11
202,73
190,00
175,00
300,00
186,50
210,00
34,77
Alcalinidade
(mg CaCO
3
/L)
12
911,28
866,61
233,84
1838,00
690,73
1133,61
461,62
Turbidez (NTU)
12
221,05
237,10
20,00
490,00
124,35
290,25
131,02
Cor (PtCo)
12
180,15
169,71
92,21
296,77
142,65
217,49
55,82
Sól. Totais
(mg/L)
12
63,21
64,00
48,20
73,00
61,28
65,65
6,67
Sól. Suspensos
Totais (mg/L)
12
2,58
1,40
1,00
4,40
1,40
4,40
1,61
Cádmio (mg
Cd/L)
6
0,049
0,030
0,000
0,150
0,017
0,060
0,055
Chumbo (mg
Pb/L)
6
0,190
0,020
0,000
0,600
0,000
0,385
0,281
Zinco (mg Zn/L)
6
0,257
0,090
0,032
1,120
0,080
0,123
0,424
Ferro (mg Fe/L)
6
0,253
0,273
0,030
0,460
0,101
0,395
0,183
Cromo (mg Cr/L)
6
0,089
0,018
0,000
0,270
0,004
0,178
0,125
Cobre (mg Cu/L)
6
0,065
0,075
0,024
0,080
0,060
0,080
0,022
Manganês (mg
Mn/L)
6
0,079
0,055
0,020
0,160
0,037
0,130
0,061
Prata (mg Ag/L)
6
0,023
0,009
0,000
0,060
0,002
0,048
0,029
Níquel (mg Ni/L)
6
0,182
0,168
0,056
0,300
0,109
0,275
0,103
Legenda: N – nº de amostras, Primeiro quartil – corresponde a 25%, Terceiro quartil – corresponde a 75%.
77
5.2. PARÂMETRO MICROBIOGICO
5.2.1. Coliformes Termotolerantes
Devido à indústria possuir um pré-tratamento que recebe apenas efluente quido
industrial, não se verificou a presença de coliformes durante quatro semanas de
monitoramento, onde posteriormente paramos de realizar estas análises devido à repetição do
seu resultado (zero).
tem importância quando se incorpora ao esgoto industrial o esgoto doméstico.
5.3. PARÂMETROS FÍSICO-QUÍMICOS
5.3.1. Potencial Hidrogeniônico (pH)
Os valores de pH dos pontos P1 a P8 estão representados nas Tabelas 9 a 16
Estatística básica e nas Figuras 7 e 8 (gráfico Box & Whisker – Distribuição da concentração
do pH e a Variação temporal do pH).
Os valores médios dos pontos P1 a P8 variaram de 6,35 a 11,87. Os valores médios
dos pontos P1 e P6 se aproximaram da condição de neutralidade devido ser água natural. Os
valores médios dos outros pontos ficaram na faixa de 8,10 a 11,87, devido a presença de soda
nos processos, principalmente, de umectação (P2) e tingimento (P3).
Após o pré-tratamento o valor médio na saída da ETE, ponto P8, foi de 8,10.
De acordo com os Padrões para recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, o
pH recomendado é na faixa de 6 9, estando o efluente portanto dentro dos padrões
permitidos.
78
Distribuição da concentração do pH
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
Figura 7 – Gráfico Box & Whisker – Distribuição da concentração do pH
pH
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
Figura 8 – Variação Temporal do pH
79
5.3.2. Temperatura
Nas Tabelas 9 a 16 Estatística sica encontrou-se os valores de temperatura de
todos os pontos, os quais também estão representados nas Figuras 9 e 10 (gráfico Box &
Whisker da Distribuição da concentração de Temperatura e a Variação temporal da
Temperatura).
A variação nos valores médios (P1 a P8) ficaram na faixa de 35,27ºC a 52,44ºC. Os
valores médios de temperatura mais baixos foram encontrados nos pontos P6 (35,27ºC) e P8
(35,42ºC), onde se localiza o acabamento têxtil gua natural para resfriamento do cilindro da
Sanforizadeira) e a saída da ETE (pré-tratamento), respectivamente.
Os valores médios mais altos de temperatura foram verificados nos pontos P1
(50,17ºC), P3 (51,10ºC) e P4 (52,44ºC), onde P1 é água natural de abastecimento do processo
industrial pré-aquecida, P3 é caixa de tingimento e P4 localiza-se no processo de engomagem,
todos esses pontos trabalham com altas temperaturas.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
35,42ºC.
De acordo com os Padrões para recebimento de efluentes quidos no SITEL-DIN, a
temperatura recomendada é 40ºC, e assim, o efluente se encontra dentro do limite
estabelecido.
80
Distribuição da concentração de temperatura
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
28
30
32
34
36
38
40
42
44
46
48
50
52
54
56
58
º C
Figura 9 – Gráfico Box & Whisker – Distribuição da concentração da temperatura
Temperatura (º C)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
28
30
32
34
36
38
40
42
44
46
48
50
52
54
56
58
Figura 10 – Variação Temporal da temperatura
81
5.3.3. Condutividade Elétrica (CE)
Pode-se observar nas Tabelas 9 a 16, a Estatística Básica dos pontos P1 a P8, e nas
Figuras 11 e 12 (gráfico Box & Whisker da Distribuição da concentração da Condutividade
Elétrica e a Varião temporal da Condutividade Elétrica de todos os pontos).
Mostrou-se também a representação individual dos pontos P1 e P6 para melhor
visualização dos resultados. Nas Figuras 13 e 15 - Distribuição da concentração da CE
(gráfico Box & Whisker), e nas Figuras 14 e 16 - Variação Temporal da CE.
O ponto P1 – água natural - obteve o menor valor médio (0,16 mS/cm) e o ponto P3
caixa de tingimento, onde ocorre a adição de vários auxiliares químicos - o maior valor médio
(14,66 mS/cm).
Na coleta 09/11/2006 ocorreu um pico no ponto P3 caixa de tingimento,
provavelmente devido a troca de banho, pois a indústria em estudo faz manutenção preventiva
sempre no início do mês.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
6,22 mS/cm = 6,22 dS/cm.
Como não valor limite de referência para CE segundo os Padrões para recebimento
de efluentes quidos no SITEL-DIN, realizou-se então uma análise de acordo com os
“Critérios de Avaliação para Reutilização da Água Residuária Tratada em Irrigação de
Campos de Esportes, Pátios de Colégios e Indústrias, Parques e jardins com contato público
(Brito, 1999), onde o valor do efluente final (P8) após ajustes de unidades de medidas,
enquadra-se em Grau de Risco Elevado para uso, conforme Anexo 3.
82
Distribuição da concentração de condutividade
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
-10
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
mS/cm
Figura 11 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração da
Condutividade Elétrica
Condutividade (mS/cm)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-10
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Figura 12 – Variação Temporal da Condutividade Elétrica
83
Distribuição da concentração de condutividade
Mediana = 0,148
25%-75%
= (0,1465, 0,1575)
Min-Max
= (0,127, 0,225)
P1
0,12
0,14
0,16
0,18
0,20
0,22
0,24
mS/cm
Figura 13 - Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração da
Condutividade Elétrica no Ponto P1
P1
Condutividade (mS/cm)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0,12
0,14
0,16
0,18
0,20
0,22
0,24
Figura 14 - Variação Temporal da Condutividade Elétrica no ponto P1
84
Distribuição da concentração de condutividade
Mediana = 0,125
25%-75%
= (0,121, 0,141)
Min-Max
= (0,118, 0,172)
P6
0,11
0,12
0,13
0,14
0,15
0,16
0,17
0,18
mS/cm
Figura 15 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração da
Condutividade Elétrica no ponto P6
P6
Condutividade (mS/cm)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0,11
0,12
0,13
0,14
0,15
0,16
0,17
0,18
Figura 16 - Variação Temporal da Condutividade Elétrica no ponto P6
85
5.3.4. Oxigênio Dissolvido (OD)
Os valores de OD dos pontos P1 a P8 estão representados nas Tabelas 9 a 16 –
Estatística básica e nas Figuras 17 e 18 (gráfico Box & Whisker Distribuição da
concentração de OD e a Variação temporal de OD).
Os valores médios dos pontos P1 a P8 variaram de 2,41 a 5,05 mg/L. O valor médio
mais baixo encontrado foi de 2,41 mg/L no ponto P7 entrada da ETE (pré-tratamento), e o
maior valor médio verificado foi no ponto P1, 5,05 mg/L, água natural de abastecimento do
processo industrial.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
4,68 mg/L. O fato da recuperação do oxigênio dissolvido em relação à entrada e saída da
ETE, explica-se devido à boa aerão nos processos utilizados na ETE em estudo.
Como não há valor limite de referência para OD segundo os Padrões para recebimento
de efluentes líquidos no SITEL-DIN, realizou-se então uma análise de acordo com as
Condições e Padrões de corpos receptores classe 2 (Resolão n.º 357/2005 CONAMA),
disposta no item 3.6.2.1., que estabelece valor de OD > 5mg/LO
2
, portanto o efluente de saída
da ETE (P8) encontra-se abaixo dos limites de referência adotado.
86
Distribuição da concentração de Oxigênio Dissolvido
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
mg/L
Figura 17 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de
Oxigênio Dissolvido
Oxigênio Dissolvido-OD (mg/L)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
2,0
2,5
3,0
3,5
4,0
4,5
5,0
5,5
Figura 18 - Variação Temporal de Oxigênio Dissolvido
87
5.3.5. Alcalinidade Total
Os valores encontrados para Alcalinidade Total são visualizados através das Tabelas 9
a 16 - Estatística básica e das Figuras 19 e 20 (gráfico Box & Whisker Distribuição da
concentração da Alcalinidade Total e a Variação temporal da Alcalinidade Total de todos os
pontos).
A representação individual dos pontos P1 e P6 está visualizada nas Figuras 21 e 23 -
Distribuição da concentração da Alcalinidade Total (gráfico Box & Whisker), e nas Figuras
22 e 24 - Variação Temporal da Alcalinidade Total, para melhor visualização dos resultados.
Os valores médios apresentados variam de 5,81 a 1105,20 mgCaCO
3
/L entre os pontos
P1 a P8. O menor valor médio mostra-se no ponto P1 água natural para abastecimento
industrial e o maior valor médio no ponto P2 devido a grande utilização de soda nesta etapa
do processo.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
911,28 mgCaCO
3
/L.
Não há valor limite para referência segundo os Padrões para recebimento de efluentes
líquidos no SITEL-DIN, neste parâmetro.
Os altos valores de alcalinidade total obtidos no ponto P2 (AT = 1105,20 mgCaCO
3
/L
com pH = 11,87) é ocasionado principalmente por carbonatos, e os valores obtidos nos pontos
P1 (AT = 5,81 mgCaCO
3
/L com pH = 6,35) e P8 (AT = 911,28 mgCaCO
3
/L com pH = 8,10)
é provocado pela presença de bicarbonatos e carbonatos, segundo Hammer, 1979, que define:
pH > 8,3 – Alcalinidade provocada por carbonatos;
pH entre 4,5 e 8,3 – Alcalinidade provocada por bicarbonatos e carbonatos.
88
Distribuição da concentração de alcalinidade total
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1100
1200
1300
1400
1500
1600
1700
1800
1900
2000
2100
mg CaCO
3
/L
Figura 19 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de
Alcalinidade Total
Alcalinidade Total (mg CaCO
3
/L)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
1100
1200
1300
1400
1500
1600
1700
1800
1900
2000
2100
Figura 20 - Variação Temporal de Alcalinidade Total
89
Distribuição da concentração de alcalinidade total
Mediana = 4,42
25%-75%
= (3,86, 5,905)
Min-Max
= (2,8, 18,8)
P1
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
mg CaCO
3
/L
Figura 21 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de
Alcalinidade Total no ponto P1
P1
Alcalinidade Total (mg CaCO3/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
2
4
6
8
10
12
14
16
18
20
Figura 22 - Variação Temporal de Alcalinidade Total no ponto P1
90
Distribuição da concentração de alcalinidade total
Mediana = 3,6
25%-75%
= (3,48, 3,72)
Min-Max
= (2,8, 4,12)
P6
2,6
2,8
3,0
3,2
3,4
3,6
3,8
4,0
4,2
mg CaCO
3
/L
Figura 23 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de
Alcalinidade Total no ponto P6
P6
Alcalinidade Total (mg CaCO3/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
2,6
2,8
3,0
3,2
3,4
3,6
3,8
4,0
4,2
Figura 24 - Variação Temporal de Alcalinidade Total no ponto P6
91
5.3.6. Turbidez
Está apresentado nas Tabelas 9 a 16 - Estatística básica e nas Figuras 25 e 26 (gráfico
Box & Whisker Distribuição da concentração da Turbidez e a Variação temporal da
Turbidez de todos os pontos).
A representação individual dos pontos P1, P2 e P6 está visualizada nas Figuras 27, 29
e 31 - Distribuição da concentração da Turbidez (gráfico Box & Whisker) e nas Figuras 28,
30 e 32 – Variação temporal da Turbidez, para melhor visualização dos resultados.
Os valores médios monitorados variam de 1,82 a 5310 NTU. O menor valor médio
encontra-se no ponto P1 (água natural para abastecimento industrial) e os maiores valores
dios nos pontos P3 (tingimento) e P5 (amaciamento - acabamento), onde são adicionados
produtos químicos como corante, soda, redutores, amaciantes, goma e umectantes.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
221,05 NTU.
Como o valor limite de referência para Turbidez segundo os Padrões para
recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, realizou-se então uma análise de acordo
com as “Condições e Padrões de corpos receptores classe 2 (Resolução n.º 357/2005 –
CONAMA), disposta no item 3.6.2.1. dessa dissertação, que estabelece valor de Turbidez até
100 NTU, portanto o efluente de saída da ETE (P8) o mostrou um resultado satisfatório em
relação ao padrão estabelecido.
92
Distribuição da concentração de turbidez
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
4500
5000
5500
6000
6500
7000
7500
NTU
Figura 25 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Turbidez
Turbidez (NTU)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
4500
5000
5500
6000
6500
7000
7500
Figura 26 - Variação Temporal de Turbidez
93
Distribuição da concentração de turbidez
Mediana = 1,25
25%-75%
= (0,775, 2,025)
Min-Max
= (0,25, 7,58)
P1
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
NTU
Figura 27 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Turbidez
no ponto P1
P1
Turbidez (NTU)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-1
0
1
2
3
4
5
6
7
8
Figura 28 - Variação Temporal de Turbidez no ponto P1
94
Distribuição da concentração de turbidez
Mediana = 100,325
25%-75%
= (85,86, 108,16)
Min-Max
= (69,4, 138,6)
P2
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
NTU
Figura 29 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Turbidez
no ponto P2
P2
Turbidez (NTU)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
60
70
80
90
100
110
120
130
140
150
Figura 30 - Variação Temporal de Turbidez no ponto P2
95
Distribuição da concentração de turbidez
Mediana = 26,28
25%-75%
= (24, 28)
Min-Max
= (1,82, 28,8)
P6
0
5
10
15
20
25
30
NTU
Figura 31 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Turbidez
no ponto P6
P6
Turbidez (NTU)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0
5
10
15
20
25
30
Figura 32 - Variação Temporal de Turbidez no ponto P6
96
5.3.7. Cor
Pode-se observar nas Tabelas 9 a 16, a Estatística Básica dos pontos P1 a P8, e nas
Figuras 33 e 34 (gráfico Box & Whisker da Distribuição de Cor e a Variação temporal da Cor
de todos os pontos).
Apresentou-se também os resultados individualmente dos pontos P1, P2 e P6, para
melhor visualização dos resultados, através das Figuras 35, 37 e 39 - Distribuição de Co r
(gráfico Box & Whisker), e das Figuras 36, 38 e 40 – Variação Temporal da Cor.
A variação encontrada no monitoramento se mostrou na faixa de 2,80 a 1798,55
mgPtCo/L
Não se encontrou valores de cor (inexistência de cor) em todas as análises do ponto
P1, devido ser água natural proveniente de poço particular da indústria com 90 metros de
profundidade.
No ponto P6 se verificou o menor valor médio (2,80 mgPtCo/L), devido também ser
água natural utilizada apenas para resfriamento de cilindro da sanforizadeira no acabamento
têxtil.
No ponto P3 registramos o maior valor médio (1798,55 mgPtCo/L), onde se localiza a
caixa de tingimento – presença do corante índigo e outros auxiliares químicos.
Na saída da ETE no ponto P8, após pré-tratamento, encontramos o valor médio de
180,15 mgPtCo/L.
De acordo com os Padrões para recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, o
valor de cor verdadeira admitido é até 300uH.
Como a unidade “uH” é equivalente a unidade “mgPtCo/L”, então o valor do efluente
de saída no ponto P8 encontra-se dentro dos limites estabelecidos.
97
Distribuição da cor
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
-200
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
PtCo
Figura 33 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de Cor
Cor (PtCo)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-200
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
1800
2000
2200
Figura 34 - Variação Temporal de Cor
98
Distribuição da cor
Mediana = -1,7318
25%-75%
= (-1,7318, -1,7318)
Min-Max
= (-1,7318, -1,7318)
P1
-2
-1
0
1
2
PtCo
Figura 35 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de Cor
no ponto P1
P1
Cor (PtCo)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-2
-1
0
1
2
Figura 36 - Variação Temporal de Cor no ponto P1
99
Distribuição da cor
Mediana = 162,4
25%-75%
= (159,07, 171,405)
Min-Max
= (156,88, 188,93)
P2
155
160
165
170
175
180
185
190
195
PtCo
Figura 37 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de Cor
no ponto P2
P2
Cor (PtCo)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
155
160
165
170
175
180
185
190
195
Figura 38 - Variação Temporal de Cor no ponto P2
100
Distribuição da cor
Mediana = 1,78
25%-75%
= (1,63, 2,12)
Min-Max
= (1,05, 13,28)
P6
0
2
4
6
8
10
12
14
PtCo
Figura 39 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de Cor
no ponto P6
P6
Cor (PtCo)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0
2
4
6
8
10
12
14
Figura 40 - Variação Temporal de Cor no ponto P6
101
5.3.8. Sólidos Totais (ST)
Encontramos nas Tabelas 9 a 16, a Estatística Básica dos pontos P1 a P8, e nas Figuras
41 e 42 (gráfico Box & Whisker da Distribuição da concentração de Sólidos Totais e a
Variação temporal de Sólidos Totais de todos os pontos).
Apresentamos também os resultados individualmente dos pontos P1 e P4 através das
Figuras 43 e 45 - Distribuição da concentração de lidos Totais (gráfico Box & Whisker), e
das Figuras 44 e 46 - Variação Temporal de lidos Totais, para melhor visualização dos
resultados.
Os valores médios dos pontos P1 a P8 variaram de 1,56 a 384,21 mg/L.
O ponto P1 apresentou o menor valor dio de ST (água natural para abastecimento
do processo industrial) e o ponto P5 o maior valor médio de ST, localizado no acabamento
têxtil caixa de amaciamento, após a tecelagem, onde existe a presença de amaciante, goma,
umectante, que são encorpados no tecido, ou seja, a matéria lida dissolvida existente nesse
banho é impregnada no tecido, por isso que o banho desta caixa é sempre reabastecido.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
63,21 mg/L.
Como não valor limite de referência para ST segundo os Padrões para recebimento
de efluentes líquidos no SITEL-DIN, realizou-se então uma análise de acordo com as
“Concentrações máximas permitidas para disposição dos efluentes industriais em águas
superficiais do Chile” (Etschmann, 2000), dispostas no Anexo 4, que estabelece valor de ST
até 300mg/L, portanto o efluente de saída da ETE (P8) encontra-se dentro da normalidade.
102
Distribuição da concentração dos sólidos totais
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
550
600
650
700
750
mg/L
Figura 41 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Sólidos Totais
Sólidos Totais (mg/L)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
550
600
650
700
750
Figura 42 - Variação Temporal de Sólidos Totais
103
Distribuição da concentração dos sólidos totais
Mediana = 1,55
25%-75%
= (1,3, 1,775)
Min-Max
= (1, 2,3)
P1
0,8
1,0
1,2
1,4
1,6
1,8
2,0
2,2
2,4
mg/L
Figura 43 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Sólidos
Totais no ponto P1
P1
Sólidos Totais (mg/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
0,8
1,0
1,2
1,4
1,6
1,8
2,0
2,2
2,4
Figura 44 - Variação Temporal de Sólidos Totais no ponto P1
104
Distribuição da concentração dos sólidos totais
Mediana = 38,45
25%-75%
= (30,8, 40,7)
Min-Max
= (28,7, 77,7)
P4
20
30
40
50
60
70
80
mg/L
Figura 45 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Sólidos
Totais no ponto P4
P4
Sólidos Totais (mg/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
20
30
40
50
60
70
80
Figura 46 - Variação Temporal de Sólidos Totais no ponto P4
105
5.3.9. Sólidos Suspensos Totais (SST)
Está apresentado nas Tabelas 9 a 16 - Estatística básica e nas Figuras 47 e 48 (gráfico
Box & Whisker Distribuição da concentração de SST e a Variação temporal de SST), os
resultados obtidos nas análises deste parâmetro.
Os valores médios dos pontos P1 a P8 variaram de 0,38 a 21,03 mg/L. O menor valor
dio foi encontrado no ponto P6 água natural para resfriamento do cilindro da
Sanforizadeira no acabamento têxtil, e o maior valor médio no ponto P5, devido à variedade
de substâncias químicas utilizadas nesta etapa. Os outros pontos mantiveram valores abaixo
de 10 mg/L.
Na saída da ETE no ponto P8, após pré-tratamento, encontramos o valor médio de
2,58 mg/L.
De acordo com os Padrões para recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, o
valor admitido é até 300 mg/L.
Os adicionantes químicos utilizados no processo industrial possuem uma boa diluição
em água, o próprio corante índigo já vem pré-reduzido e diluído 70% água e 30% corante, por
isso não existe grande teor de matéria sólida suspensa.
O teor de sólidos suspensos, no geral, é mínimo, aparentemente baixo para uma
indústria têxtil, pom explica-se pelo fato deste processo industrial de beneficiamento
( índ igo) não gerar tantos resíduos, como também não são utilizados os processos de purga e
desengomagem, que elevaria consideravelmente este valor.
106
Distribuição da concentração dos sólidos suspensos totais
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
mg/L
Figura 47 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de Sólidos
Suspensos Totais
Sólidos Suspensos Totais (mg/L)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-5
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
Figura 48 - Variação Temporal de Sólidos Suspensos Totais
107
5.3.10. Demanda Química de Oxigênio (DQO)
As tabelas 9 a 16 apresentam a Estatística Básica de todos os pontos monitorados nesta
pesquisa (P1 a P8).
As figuras 49 e 50 mo stram os resultados obtidos através do gráfico Box & Whisker
Distribuição de DQO e a Variação temporal de DQO de todos os pontos.
Nas figuras 51, 53, 55, 57 e 59 temos a visualização dos resultados através dos
gráficos Box & Whisker Distribuição de DQO em cada ponto individualmente, para melhor
visualização dos resultados.
Nas figuras 52, 54, 56, 58 e 60 temos a visualização dos resultados através da
Variação Temporal de DQO em cada ponto individualmente, para melhor visualização dos
resultados.
Na primeira semana de análises houve problema com o acerto da diluição nos pontos
P2 a P8, as diluições utilizadas não foram ideais, perdendo-se os resultados dessa coleta.
Os valores médios dos pontos P1 a P8 variaram de 38,33 a 3081,73 mgO
2
/L. O meno r
valor dio foi encontrado no ponto P1 água natural para abastecimento industrial, e o
maior valor médio no ponto P5, devido à variedade de substâncias químicas utilizadas nesta
etapa.
Após o pré-tratamento o valor médio encontrado na saída da ETE, ponto P8, foi de
202,73 mgO
2
/L.
Como não valor limite de referência para DQO segundo os Padrões para
recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, realizou-se então uma análise de acordo
com a Legislação da Jordânia para utilização de águas residuárias tratadas para uso urbano
em parques públicos(Ministério de Água e Irrigação - Jordânia, 2001), disposta no Anexo 5,
que estabelece valor de DQO até 200mgO
2
/L, neste caso o efluente de saída da ETE (P8) se
aproximou bastante, ficando levemente superior ao padrão estabelecido.
108
Distribuição da concentração de DQO
Mediana
25%-75%
Min-Max
P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8
-500
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
mg O
2
/L
Figura 49 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
DQO (mg O
2
/L)
P1
P2
P3
P4
P5
P6
P7
P8
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
-300
0
300
600
900
1200
1500
1800
2100
2400
2700
3000
3300
3600
Figura 50 - Variação Temporal de DQO
109
Distribuição da concentração de DQO
Mediana = 38
25%-75%
= (38, 38)
Min-Max
= (36, 42)
P1
35
36
37
38
39
40
41
42
43
mg O
2
/L
Figura 51 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
no ponto P1
P1
DQO (mg O
2
/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
35
36
37
38
39
40
41
42
43
Figura 52 - Variação Temporal de DQO no ponto P1
110
Distribuição da concentração de DQO
Mediana = 1838
25%-75%
= (1820, 1870)
Min-Max
= (1800, 1875)
P3
1790
1800
1810
1820
1830
1840
1850
1860
1870
1880
mg O
2
/L
Figura 53 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
no ponto P3
P3
DQO (mg O
2
/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
1790
1800
1810
1820
1830
1840
1850
1860
1870
1880
Figura 54 - Variação Temporal de DQO no ponto P3
111
Distribuição da concentração de DQO
Mediana = 138
25%-75%
= (115, 150)
Min-Max
= (113, 160)
P4
110
120
130
140
150
160
170
mg O
2
/L
Figura 55 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
no ponto P4
P4
DQO (mg O
2
/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
110
120
130
140
150
160
170
Figura 56 - Variação Temporal de DQO no ponto P4
112
Distribuição da concentração de DQO
Mediana = 40
25%-75%
= (38, 42)
Min-Max
= (36, 48)
P6
34
36
38
40
42
44
46
48
50
mg O
2
/L
Figura 57 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
no ponto P6
P6
DQO (mg O
2
/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
34
36
38
40
42
44
46
48
50
Figura 58 - Variação Temporal de DQO no ponto P6
113
Distribuição da concentração de DQO
Mediana = 190
25%-75%
= (185, 210)
Min-Max
= (175, 300)
P8
160
180
200
220
240
260
280
300
320
mg O
2
/L
Figura 59 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição de DQO
no ponto P8
P8
DQO (mg O
2
/L)
09/11
16/11
23/11
30/11
07/12
14/12
21/12
11/01
18/01
25/01
01/02
08/02
160
180
200
220
240
260
280
300
320
Figura 60 - Variação Temporal de DQO no ponto P8
114
5.3.11. Metais Pesados
Os valores de Metais Pesados foram monitorados apenas nos pontos P1 – água natural
para abastecimento do processo industrial, P7 entrada da ETE (pré-tratamento) e P8 saída
da ETE (pré-tratamento).
Os Metais Pesados monitorados Cádmio (Cd), Chumbo (Pb), Zinco (Zn), Ferro (Fe),
Cromo (Cr), Cobre (Cu), Manganês (Mn), Prata (Ag) e quel (Ni), foram analisados pelo
CEFET/RN durante seis semanas intercaladas.
As tabelas 9, 15 e 16 mostram a Estatística básica dos resultados obtidos nos pontos
P1, P7 e P8, respectivamente.
As figuras 61 a 69 apresentam os resultados obtidos no ponto P1 em cada metal
analisado (gráficos individuais).
As figuras 70 e 71 mo st ram respectivamente a Variação temporal de MP e o gráfico
Box & Whisker Distribuição da concentração de MP de todos os metais monitorados no
ponto P1.
As figuras 72 a 80 apresentam os resultados obtidos no ponto P7 em cada metal
analisado (gráficos individuais).
As figuras 81 e 82 mostram respectivamente a Variação temporal de MP e o gráfico
Box & Whisker Distribuição da concentração de MP de todos os metais monitorados no
ponto P7.
As figuras 83 a 91 apresentam os resultados obtidos no ponto P8 em cada metal
analisado (gráficos individuais).
As figuras 92 e 93 mostram respectivamente a Variação temporal de MP e o gráfico
Box & Whisker Distribuição da concentração de MP de todos os metais monitorados no
ponto P8.
115
Nos pontos P1 e P7 o metal de maior valor médio significativo foi o Ferro e o de
menor valor foi o Cádmio.
No ponto P8 o metal de menor valor médio foi a Prata (0,023 mgAg/L) e o de maior
valor foi o Zinco (0,257 mgZn/L).
Após o pré-tratamento na saída da ETE, ponto P8, observou-se que houve redução em
alguns dos valores dos nove metais monitorados em relação à entrada da ETE, ponto P7,
conforme visualização na Tabela 17, abaixo:
Tabela 17 – Apresentação dos resultados de comparação entre redução e aumento nos
valores de MP dos pontos P7 e P8.
METAL
REDUÇÃO (DE P AR A )
AUMENTO (DE P AR A)
Cádmio
0,030
0,049
Chumbo
0,225
0,190
Cobre
0,083
0,065
Cromo
0,115
0,089
Fe rro
0,410
0,253
quel
0,185
0,182
Prata
0,025
0,023
Manganês
0,071
0,079
Zi nc o
0,136
0,257
De acordo com os Padrões para recebimento de efluentes líquidos no SITEL-DIN, o
único metal monitorado que não se tem valor de referência limite é o Manganês (Mn), os
restantes são estabelecidos, conforme Tabela 10 citada na Revisão Bibliográfica.
Como não há valor limite de referência para o metal Manganês (Mn), realizou-se então
uma análise de acordo com a Resolução n.º 357/2005 CONAMA (Art. 34º) que estabelece
os padrões de lançamento de efluentes em corpos receptores, que define o valor limite de 1,0
mg/LMn, portanto o efluente de saída da ETE (P8 = 0,079mgMn/L) mostrou um resultado
satisfatório em relação ao padrão adotado.
116
Todos os metais, com exceção da Prata (Ag), estão em conformidade com os Padrões
do SITEL-DIN. O valor limite para o metal Prata, conforme Tabela 10, seria de 0,01mgAg/L,
porém encontrou-se o valor médio de 0,023 mgAg/L no ponto P8 saída da ETE (pré-
tratamento). Porém, durante o monitoramento e análise dos resultados, observou-se que foi
apenas nas duas últimas coletas que o metal Prata ultrapassou seu limite padrão, o que
podemos observar através das figuras 66, 77 e 88. Esse fato pode ter sido ocasionado pela
dosagem do corante ou de alguma outra matéria-prima na caixa de tingimento no ponto P3, ou
em algum outro processo do beneficiamento têxtil. Entretanto, se fosse considerado o padrão
da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA (Art. 34º), disposta na tabela 8, que considera o valor
limite de lançamento de efluente em corpos receptores para o metal Prata de 0,1 mg/LAg, o
valor obtido estaria dentro dos limites estabelecidos.
Também segundo os Padrões para Recebimento de Efluentes Líquidos SITEL-DIN, se
tem um limite para o somatório dos valores de todos os metais presentes no efluente, que o
deve ser superior a 5mg/L. O somatório do monitoramento dos nove metais no ponto P8
atingiu 1,187 mg/L.
117
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,005
0,000
0,005
0,010
0,015
0,020
0,025
0,030
Cádmio (mg/L)
Figura 61 - Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P1
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,02
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
0,18
Chumbo (mg/L)
Figura 62 - Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P1
118
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
0,10
Zinco (mg/L)
Figura 63 - Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P1
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,05
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
Ferro (mg/L)
Figura 64 - Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P1
119
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,010
0,012
0,014
0,016
0,018
0,020
0,022
0,024
0,026
Cobre (mg/L)
Figura 65 - Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P1
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,005
0,000
0,005
0,010
0,015
0,020
0,025
0,030
0,035
0,040
0,045
Manganês (mg/L)
Figura 66 - Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P1
120
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,005
0,000
0,005
0,010
0,015
0,020
0,025
0,030
Prata (mg/L)
Figura 67 - Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P1
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,02
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
Níquel (mg/L)
Figura 68 - Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P1
121
P1
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,02
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
Cromo (mg/L)
Figura 69 - Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P1
Cádmio
Chumbo
Zinco
Ferro
Cromo
Cobre
Manganês
Prata
Níquel
1ª coleta
2ª coleta
3ª coleta
4ª coleta
5ª coleta
6ª coleta
Variação temporal dos metais pesados - P1
-0,05
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
mg/L
Figura 70 - Variação Temporal de MP no ponto P1
122
Distribuição da concentração de metais pesados - P1
Mediana
25%-75%
Min-Max
Cd Pb Zn Fe Cr Cu Mn Ag Ni
-0,05
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
mg/L
Figura 71 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de MP ponto P1
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,02
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
Cádmio (mg/L)
Figura 72 - Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P7
123
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,1
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
Chumbo (mg/L)
Figura 73 - Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P7
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
0,18
0,20
Zinco (mg/L)
Figura 74 - Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P7
124
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
0,8
0,9
1,0
Ferro (mg/L)
Figura 75 - Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P7
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
0,10
0,11
Cobre (mg/L)
Figura 76 - Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P7
125
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
Manganês (mg/L)
Figura 77 - Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P7
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,01
0,00
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
Prata (mg/L)
Figura 78 - Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P7
126
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
0,18
0,20
0,22
0,24
0,26
0,28
0,30
0,32
Níquel (mg/L)
Figura 79 - Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P7
P7
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,05
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
Cromo (mg/L)
Figura 80 - Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P7
127
Variação temporal dos metais pesados - P7
Cádmio
Chumbo
Zinco
Ferro
Cromo
Cobre
Manganês
Prata
Níquel
1ª coleta
2ª coleta
3ª coleta
4ª coleta
5ª coleta
6ª coleta
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
mg/L
Figura 81 - Variação Temporal de MP no ponto P7
Distribuição da concentração de metais pesados - P7
Mediana
25%-75%
Min-Max
Cd Pb Zn Fe Cr Cu Mn Ag Ni
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
mg/L
Figura 82 – Gráfico Box & Whisker da Distribuição da concentração de MP ponto P7
128
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,02
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
Cádmio (mg/L)
Figura 83 - Variação Temporal de MP (Cádmio) no ponto P8
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,1
0,0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
0,7
Chumbo (mg/L)
Figura 84 - Variação Temporal de MP (Chumbo) no ponto P8
129
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
Zinco (mg/L)
Figura 85 - Variação Temporal de MP (Zinco) no ponto P8
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
0,35
0,40
0,45
0,50
Ferro (mg/L)
Figura 86 - Variação Temporal de MP (Ferro) no ponto P8
130
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
0,08
0,09
Cobre (mg/L)
Figura 87 - Variação Temporal de MP (Cobre) no ponto P8
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,00
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
0,18
Manganês (mg/L)
Figura 88 - Variação Temporal de MP (Manganês) no ponto P8
131
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,01
0,00
0,01
0,02
0,03
0,04
0,05
0,06
0,07
Prata (mg/L)
Figura 89 - Variação Temporal de MP (Prata) no ponto P8
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
0,02
0,04
0,06
0,08
0,10
0,12
0,14
0,16
0,18
0,20
0,22
0,24
0,26
0,28
0,30
0,32
Níquel (mg/L)
Figura 90 - Variação Temporal de MP (Níquel) no ponto P8
132
P8
1ª coleta 2ª coleta 3ª coleta 4ª coleta 5ª coleta 6ª coleta
-0,05
0,00
0,05
0,10
0,15
0,20
0,25
0,30
Cromo (mg/L)
Figura 91 - Variação Temporal de MP (Cromo) no ponto P8
Variação temporal dos metais pesados - P8
Cádmio
Chumbo
Zinco
Ferro
Cromo
Cobre
Manganês
Prata
Níquel
1ª coleta
2ª coleta
3ª coleta
4ª coleta
5ª coleta
6ª coleta
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
mg/L
Figura 92 - Variação Temporal de MP no ponto P8
133
Distribuição da concentração de metais pesados - P8
Mediana
25%-75%
Min-Max
Cd Pb Zn Fe Cr Cu Mn Ag Ni
-0,2
0,0
0,2
0,4
0,6
0,8
1,0
1,2
mg/L
Figura 93 – Gráfico Box & Whisker - Distribuição da concentração de MP ponto P8
134
5.4. COMPARAÇÃO DOS RESULTADOS COM A RESOLUÇÃO 357/2005 – CONAMA
Confor me Tabela 8, disposta no item 3.6.2.2 da Revisão Bibliográfica, que define
Algumas condições e padrões de lançamento de efluentes em corpos receptores da
Resolução n.º 357/2005 CONAMA baseado no Art.34º, tem-se os valores de alguns
parâmetros disponíveis na Resolução que monitoramos neste trabalho de pesquisa.
Todos os parâmetros monitorados na saída da ETE (pré-tratamento) no ponto P8 (que
existem valores de referência limite na Resolução) se enquadram segundo Tabela 8, conforme
se destaca abaixo:
- Coliformes Termotolerantes (Zero)
- pH (valor médio 8,10)
- Temperatura (valor médio 35,42ºC)
- Valor médio do ponto P8 do metal Ferro (0,253 mg/L)
- Valor médio do Ponto P8 do metal Manganês (0,079 mg/L)
Existem ainda outros parâmetros que foram monitorados nesse trabalho de pesquisa
que não tem citado valores de referência limite segundo Tabela 8, portanto não se pode fazer
comparação de dados e/ou resultados.
Conforme as Condições e Padrões características de corpos receptores classe 2
Art. 14º da Resolução n.º 357/2005 CONAMA dispostas no item 3.6.2.1., os resultados
obtidos de OD e Turbidez se encontram fora da normalidade, obtendo resultados
insatisfatórios em relação aos limites adotados.
135
5.5. RESULTADOS DAS EFICIÊNCIAS GLOBAIS
Os parâmetros que se calculou a eficiência global (apenas para o pré-tratamento) ent re
os pontos P7 e P8, visualizados na tabela 18, foram:
- Condutividade Elétrica
- Sólidos Totais
- Sólidos Suspensos Totais
- DQO
- Co r
- Turbidez
- Metais Pesados
Tabela 18 – Resultados das Eficiências Globais no pré-tratamento
PARÂMETRO
EFICIÊNCIA (%)
Condutividade Elétrica
15,60
lidos Totais
41,21
lidos Suspensos Totais
55,17
DQO
76,94
Cor
84,43
Turbidez
86,16
Cád mio
0,0
Chumbo
15,55
Zinco
0,0
Ferro
38,29
Cromo
22,61
Cobre
21,69
Manganês
0,0
Prata
8,0
Níquel
1,08
Observou-se nas análises dos resultados das eficiências globais que os parâmetros
SST, DQO, Cor e Turbidez obtiveram bons resultados quantitativos (boa percentagem), os
136
outros parâmetros monitorados encontram-se com valor percentual abaixo de 50%,
consideramos bons resultados aqueles que posuem eficiência maior que 50%.
Apesar do parâmetro Turdidez apresentar uma boa eficiência global, ainda assim,
ficou fora dos padrões limites de referência estabelecidos, conforme apresentados na análise e
discussão dos resultados no item 5.3..
137
CAPÍTULO 6
CONCLUSÕES
138
6. CONCLUSÕES
As análises apresentaram um efluente com as seguintes características:
A entrada da ETE (pré-tratamento) ponto P7 (coleta de todos os efluentes do processo
industrial P1 a P5) – possui elevada alcalinidade e pH ;
Altas temperaturas nos pontos monitorados no processo industrial (P1 a P5);
Presença constante de metais pesados, porém com baixas concentrações;
Em alguns pontos altos teores de DQO;
Altos valores de cor, principalmente nos pontos P3 – tingimento e P5 – amaciamento;
Baixos valores de OD no ponto P7 entrada da ETE e grande recuperação destes
verificado no decorrer do Pré-tratamento;
Baixos valores de Condutividade Elétrica.
Em relação aos resultados obtidos nos cálculos das eficiências globais da ETE, temos:
Boa eficiência para os parâmetros de DQO, Cor, Turbidez e lidos Suspensos Totais;
Baixa eficiência nos parâmetros de Condutividade Elétrica, Sólidos Totais e
principalmente Metais Pesados;
A presença de metais pesados no efluente é contínua e, embora em quantidades
inferiores aos limites estabelecidos pelo SITEL-DIN, deve ser considerada com cautela pelo
efeito acumulativo dos mesmos.
Outro ponto a ser realçado é a grande quantidade de cor encontrada durante o
monitoramento dos pontos no processo industrial, principalmente no tingimento e
amaciamento (P3 e P5, respectivamente). Porém, verifica-se durante o pré-tratamento físico-
químico uma remoção de 84,43%.
139
De acordo com as características encontradas no ponto P8 e apresentadas no Capítulo
5 Apresentação e discussão dos Resultados pode-se dizer que as concentrações dos
parâmetros (pH, temperatura, cor, Sólidos Suspensos T o t ais e Metais Pesados) analisados
neste trabalho de pesquisa, encontram-se dentro dos limites estabelecidos pelos Padrões de
Recebimentos do SITEL-DIN, com exceção do metal pesado Prata. Porém, se considerar mos
o padrão da Resolução n.º 357/2005 – CONAMA (Art. 34º), disposta na tabela 8, que
estabelece os padrões de lançamento de efluente em corpos receptores, o metal Prata estaria
dentro dos limites estabelecidos.
Conforme análise realizada com a Resolução n.º 357/2005 CONAMA, que dispõe
sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento,
bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, os parâmetros
monitorados nesta pesquisa, comparados com:
Artigo 34º da Resolução, Condições e padrões de lançamento de efluentes em
corpos receptores, foram aprovados dentro dos limites estabelecidos. Porém, os
outros parâmetros não disponíveis para esse enquadramento foram analisados segundo
outras fontes e/ou critérios;
Artigo 14º da Resolão, Condições e Padrões característicos de corpos receptores
classe 2, os parâmetros comparados foram - Oxigênio Dissolvido e Turbidez, ambos
com resultados insatisfatórios.
Os parâmetros DQO, MP (Manganês), ST e CE foram enquadrados segundo outras
normas dispostas nos anexos, tendo como conclusões as seguintes informações:
140
DQO o efluente de saída se aproximou bastante da normalidade, ficando levemente
superior ao padrão estabelecido (Legislação da Jordânia para utilização de águas
residuárias tratadas para uso urbano – parques públicos);
MP (Manganês-Mn) mostrou resultado satisfatório segundo análise com a Resolução
n.º 357/2005 CONAMA (Art. 34º) que estabelece os padrões de lançamento de
efluentes em corpos receptores;
lidos Totais ST apresentou bom resultado dentro da normalidade segundo
Concentrações máximas permitidas para disposição dos efluentes industriais em águas
superficiais no Chile (Etschmann, 2000);
Condutividade Elétr ica CE foi considerada grau de risco elevado, segundo os
Critérios de Avaliação para Reutilização da Água Residuária Tratada em Irrigação de
Campos de Esportes, tios de Colégios e Indústrias, Parques e Jardins com contato
público (Brito, 1999).
Uma outra perspectiva é analisarmos se esse lançamento direto do efluente no corpo
receptor, não alterará a classe do mesmo, pois segundo a Resolução citada, os efluentes de
qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos
de água desde que obedeçam as condições e pades previstos, e que não alterem a classe
característica do corpo receptor.
Portanto, é indispensável à existência do Sistema de Tratamento de Efluentes Líquidos
do Distrito Industrial de Natal (SITEL-DIN), monitorado pela Companhia de Águas e Esgotos
do RN (CAERN), já que nesse trabalho de pesquisa não foram monitorados todos os
parâmetros existentes na Resolão n.º 357/2005 – CONAMA, como também, não estudou-se
141
o efeito do laamento direto dessa carga contaminante no corpo receptor, podendo inclusive
alterar a classe do mesmo.
Isso nos mostra a grande importância do monitoramento direto dos efluentes das
indústrias para evitarmos a poluição do corpo receptor Rio Jundiaí/Potengi.
142
CAPÍTULO 7
CONSIDERAÇÕES EXTRAS
143
7. CONSIDERAÇÕES EXTRAS
A instria têxtil é um campo de pesquisa muito vasto em todos os aspectos.
No aspecto ambiental, a caracterização do efluente quido têxtil, especificamente no
beneficiamento do índigo, permitiu conhecer melhor sua carga contaminante.
7.1. Limitações da Pesquisa
Algumas informações não puderam ser fornecidas ou divulgadas devido se tratar de
segredo industrial.
7.2. Sugestão de Reaproveitamento de água na Produção
Conforme apresentado no capítulo 5 Apresentação e Discussão dos Resultados
verificamos a possibilidade de reaprovitamento da água localizada no ponto P6 – água natural
de resfriamento do cilindro da Sanforizadeira, para ser utilizada como complemento,
juntamente com o ponto P1, no abastecimento industrial para o beneficiamento do índigo
têxtil, pois a água proveniente deste ponto é de boa qualidade, o havendo presea de carga
poluidora (contaminantes), e qualitativamente adequada para esse fim, conforme
monitoramente realizado segundo os parâmetros analisados.
7.3. Sugestões para trabalhos futuros
Caracterizar novamente o efluente após substituição de produtos com alta carga
contaminante por produtos de menor carga;
Desenvolver tratamentos que permitam a reciclagem da água no próprio processo
industrial, já que existem pontos do processo que água sai visualmente limpa, não se
misturando com todo o efluente industrial;
Desenvolver tratamentos com membranas para remoção de cor e turbidez.
144
REFENCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
145
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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151
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152
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do tratamento biológico de água residuária. Volumes 1, 3ª edição, Editora Revista Belo
Horizonte: DESA/UFMG, 2005.
SPERLING, M. V. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos Princípios
do tratamento biológico de água residuária. Volumes 2, Editora Revista Belo Horizonte:
DESA/UFMG, 1996.
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têxtil e proposta de tratamento. 161p. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio
Grande do Norte. Natal/RN: PPGEQ,2000.
153
ANEXOS
154
Anexo 1 - Fio 100% algodão tingido com corante índigo, mantendo núcleo branco.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Denim
Anexo 2 – Consumo de água em função do substrato xtil
Fonte: Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, 2001
155
Anexo 3 Critérios de Avaliação para Reutilização da Água Residuária Tratada em
Irrigação de Campos de Esportes, Pátios de Colégios e Indústrias, Parques e Jardins
com contato público (Fonte: Brito, 1999).
156
Anexo 4 Concentrações ximas permitidas para a disposição dos efluentes
industriais em águas superficiais no Chile
Parâmetro de contaminação
Unid.
Concentração máxima permitida
pH
-
5,5 – 9,0
Temperatura
ºC
35
lidos Totais
mg/L
300
DBO
5
mg/L
300
Óleos e Graxas
mg/L
150
Nitrogênio Amoniacal
mg/L
80
Fonte: Etschmann, 2000
Anexo 5 – Legislação da Jordânia para utilização de águas residuárias tratadas para uso
urbano em parques públicos – alguns parâmetros
Parâmetro de contaminação
Unid.
Limites máximos estabelecidos
pH
-
6,0 – 9,0
SST
mg/L
50
SDT
mg/L
2000
DBO
5
filtrada
mg/L
50
DQO
mg/L
200
OD
mg/L
>2
Fonte: Ministério de água e irrigação – Jordânia, 2001
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