Mas para que todo Cristão possa saber de qual religião somos e qual é a nossa
crença, confessamos ter conhecimento de Jesus Cristo (pois este, sobretudo na
Alemanha de nossos dias, é compreendido da maneira mais clara e pura, e está agora
livre e purificado da presença de todos aqueles que dele se desviaram, dos hereges e
falsos profetas), conhecimento certo e preservado, defendido e propagado em certos
países: utilizamos também dois Sacramentos, conforme estão instituídos com todas
as formas e cerimônias renovadas da igreja primitiva. (AMORC, 1998, p. 90)
A expressão igreja primitiva se refere à igreja cristã antes dos concílios. Quanto aos
dois Sacramentos, correspondem ao batismo e à eucaristia.
Como organização governamental, reconhecemos a do Império Romano e a Quarta
Monarquia como nosso regente cristão; embora saibamos quais as mudanças estão
próximas e gostássemos de todo o nosso coração de fazê-las conhecer aos outros
homens devidamente instruídos... (AMORC, 1998, p. 90 e 91).
Embora Confessio Fraternitatis faça sérias críticas ao Papa, a Fraternidade ainda o
considera como o regente dos cristãos. A expressão quarta monarquia corresponde à
monarquia eletiva.
Nossa Filosofia também não é uma invenção nova, mas é a mesma que Adão
recebeu após sua queda e que Moisés e Salomão utilizaram: além disso, ela não deve
ser posta em dúvida ou contestada por outras opiniões, ou outros meios; mas vendo
que a verdade é pacífica, breve e sempre coerente consigo mesma em todas as
coisas, e especialmente em conformidade com Jesus in omni parte e todos os seus
membros. E como ele é a Imagem verdadeira do Pai, assim também a verdade é a
sua Imagem; não será dito, isto é verdade segundo a filosofia; e sim isto é verdade
segundo a teologia; e (não será dito) em que a visão de Platão, Aristóteles e outros
foi correta e em que Enoque, Abraão, Moisés e Salomão foram excelentes; mas (será
dito) com que se harmoniza este maravilhoso livro que é a Bíblia. Todos convergem
e formam uma Esfera ou um Globo, no qual a totalidade das partes é eqüidistante do
centro, como será comentado mais ampla e plenamente em conferência, cristãmente.
(AMORC, 1998, p. 91).
Mais uma vez o círculo é utilizado como símbolo perfeito do conhecimento. Desta
vez, com referência ao conhecimento dos filósofos e teólogos, que ao invés de se opor, deve
se somar a fim de chegar a um conhecimento perfeito.
E agora, no tocante (sobretudo em nossa própria época) à arte ímpia e maldita de
fazer ouro que adquiriu tanta importância, e sob cuja bandeira numerosos renegados
e velhacos fazem uso de grande vilania, granjeiam e abusam do crédito que lhes é
dado: sim, hoje em dia, mesmo homens racionais sustentam que a transmutação dos
metais é o mais alto píncaro [...] Portanto, testemunhamos publicamente por este
meio que os Filósofos autênticos têm uma mentalidade totalmente diferente,
estimulando pouco a fabricação de ouro, que não passa de um parergon; pois, além
disso, contam eles com mil outras coisas de muito maior valor. [...] Assim
atestamos, que sob o nome de Chymia muitas obras e imagens são propostas,
ultrajando a glória de Deus, como as revelaremos quando for chegado o momento,
e que daremos aos que tiverem um coração puro; e rogamos a todos os homens
cultos que se acautelem contra esse gênero de livros, pois o inimigo nunca descansa,
mas semeia suas ervas daninhas até que uma delas, mais forte que as outras, lance
raízes. (AMORC, 1998, p. 92 e 95).
O posicionamento sobre a alquimia como um ornamento deve ser ressaltado, pois
ela corresponde apenas à contraparte material da alquimia espiritual que deveria ser feita