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I
PLANTAS MEDICINAIS E FITOQUÍMICA NO
BRASIL: UMA VISÃO HISTÓRICA
LUCIO FERREIRA ALVES
TESE SUBMETIDA AO CORPO DOCENTE DO PROGRAMA DE PÓS-
GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS, DAS TÉCNICAS E
EPISTEMOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO,
COMO PARTE DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS PARA OBTENÇÃO DO
GRAU DE DOUTOR
APROVADA POR
PROF. DR. CARLOS ALBERTO LOMBARDI FILGUEIRAS (ORIENTADOR)
DR. ANTONIO CARLOS SIANI
PROF. DR. CARLOS BENEVENUTO GUISARD KOEHLER
PROF. DRA. LÍGIA MARIA MARINO VALENTE
PROF. DR. RICARDO SILVA KUBRUSLY
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II
Alves, Lucio Ferreira
Plantas Medicinais e Fitoquímica no Brasil: Uma Visão Histórica/Lucio Ferreira Alves Rio de
Janeiro: UFRJ/IQ, 2010.
vi, XXVII, 354 f.: il.
Tese (Doutorado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Programa de
História das Ciências e das Técnicas e Epistemologia, Rio de Janeiro, 2010.
Orientador: Carlos Alberto Lombardi Filgueiras
1. Plantas Medicinais. 2. Fitoquímica. 3. História da ciência. I. Universidade
Federal do Rio de Janeiro. II. Filgueiras, Carlos Alberto Lombardi (orient.). III.
Título.
CDD: 500.8
A474
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III
ARTIGOS E TRABALHOS EM CONGRESSOS RESULTANTES DESSA TESE
A Missão Austríaca. 11º Seminário Nacional de História de Ciência e da Tecnologia.
Niterói, 26 a 29 de outubro de 2008. Texto completo.
Quarenta Anos de Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Revista Fitos 4: 18-38
(2009).
Plantas Medicinais Brasileiras: 500 Anos de História. XX Simpósio de Plantas
Medicinais do Brasil. São Paulo, 16 a 19 de setembro de 2008.
Martius e as Plantas Medicinais Brasileiras. II Congresso de Fitoterápicos do
MERCOSUL. Belo Horizonte, 3 a 6 de dezembro de 2008.
Viajantes e Naturalistas no Brasil: Da Colônia ao Império. Seminário de Pesquisa de
Pós-Graduação em História, IFCS/UFRJ 14 a 18 de outubro de 2008.
IV
AGRADECIMENTOS
Sou grato ao professor Carlos Alberto Lombardi Figueiras pela atenção demonstrada
durante a orientação deste trabalho, à CAPES pela Bolsa concedida, aos professores
Luis Carlos Marques e Octacílio Ribeiro Lessa pela leitura e sugestões de parte desta
tese. Os professores Raimundo Braz Filho, João Batista Calixto forneceram informações
bastante úteis através da troca de e-mails e envio de artigos. Às secretárias de diversos
cursos de pós-graduação pela gentileza nas informações prestadas. Agradeço
especialmente à minha família pelo apoio contínuo recebido.
V
A ciência sem epistemologia - supondo-se que isto seja possível - é primitiva e confusa.
Entretanto, caso o epistemólogo, que procura um sistema claro, o tenha encontrado, ele
está propenso a interpretar o conteúdo da ciência por meio de seu sistema e a rejeitar
seja lá o que for que não se ajuste ao seu sistema. O cientista, contudo, não pode se dar
ao luxo de levar tão longe seu empenho pela sistemática epistemológica. O cientista, por
este motivo, deve parecer ao epistemológico sistemático um oportunista inescrupuloso.
Albert Einstein, 1949 Albert Einstein, Philosopher Scientist.
Não existe ciência livre de filosofia; existe apenas ciência cuja bagagem filosófica é
embarcada sem passar pela vistoria.
Daniel Dennett 1994, Darwin´s Dangerous Idea, p. 21
Uma coisa importante, em toda universidade que se preze, é a história da ciência. A
história é a mais importante das ciências. César Lattes. Entrevista a Ciência Hoje.
Agosto de 1999.
Não: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me
[enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) –
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, pelo amor de Deus!
Fernando Pessoa
Lisbon revisited (1923)
VI
RESUMO
O uso de plantas com propriedades terapêuticas é quase tão antigo quanto o próprio
homem. Fechado durante séculos pelas autoridades portuguesas foi apenas com a
chegada da família real que o Brasil começou a receber a visita de naturalistas
estrangeiros dando início ao estudo científico não apenas das suas plantas medicinais,
mas também de sua imensa biodiversidade como um todo. Estes estudos conheceram
um grande impulso a partir do século XX com a criação do Instituto de Química
Agrícola, na fitoquímica e, posteriormente, com a formação do Programa de Plantas
Medicinais da Central de Medicamentos e das agências de fomento à pesquisa, como o
CNPq e a CAPES Essas iniciativas pioneiras foram fundamentais para o
desenvolvimento dos centros de pós-graduação em fitoquímica e em farmacologia de
produtos naturais no Brasil. Neste trabalho eu apresento uma abordagem histórica sobre
a fitoquímica e as plantas medicinais no Brasil.
ABSTRACT
The use of medicinal plants is almost as old as man himself. Closed to foreigners during