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GEOLOGIA E PETROGÊNESE NA REGIÃO DA PROVÍNCIA
ESMERALDÍFERA DE ITABIRA, MG
Carlos Eduardo Reinaldo Delgado
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
ESCOLA DE MINAS
ESCOLA DE MINAS
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
Disserta
Disserta
ç
ç
ão de Mestrado
ão de Mestrado
Ouro Preto, Setembro de 2007
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GEOLOGIA E PETROGÊNESE NA REGIÃO DA PROVÍNCIA
ESMERALDÍFERA DE ITABIRA, MG
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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO
Reitor
João Luiz Martins
Vice-Reitor
Antenor Rodrigues Barbosa Junior
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação
Tanus Jorge Nagem
ESCOLA DE MINAS
Diretor
José Geraldo Arantes de Azevedo Brito
Vice-Diretor
Marco Túlio Ribeiro Evangelista
DEPARTAMENTO DE GEOLOGIA
Chefe
Selma Maria Fernandes
iii
iv
CONTRIBUIÇÕES ÀS CIÊNCIAS DA TERRA – VOL. 47
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO
Nº 259
GEOLOGIA E PETROGÊNESE NA REGIÃO DA PROVÍNCIA
ESMERALDÍFERA DE ITABIRA, MG
Carlos Eduardo Reinaldo Delgado
Orientador
Hanna Jordt-Evangelista
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais do
Departamento de Geologia da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto como requisito
parcial à obtenção do Título de Mestre em Ciências Naturais, Área de Concentração: Mineralogia,
Petrogênese e Depósitos Minerais
OURO PRETO
2007
v
Universidade Federal de Ouro Preto – http://www.ufop.br
Escola de Minas - http://www.em.ufop.br
Departamento de Geologia - http://www.degeo.ufop.br/
Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais
Campus Morro do Cruzeiro s/n - Bauxita
35.400-000 Ouro Preto, Minas Gerais
Tel. (31) 3559-1600, Fax: (31) 3559-1606 e-mail: [email protected]
Os direitos de tradução e reprodução reservados.
Nenhuma parte desta publicação poderá ser gravada, armazenada em sistemas eletrônicos, fotocopiada
ou reproduzida por meios mecânicos ou eletrônicos ou utilizada sem a observância das normas de
direito autoral.
ISSN 85-230-0108-6
Depósito Legal na Biblioteca Nacional
Edição 1ª
Catalogação elaborada pela Biblioteca Prof. Luciano Jacques de Moraes do
Sistema de Bibliotecas e Informação - SISBIN - Universidade Federal de Ouro Preto
D352g Delgado, Carlos Eduardo Reinaldo.
Geologia e petrogênese na região da província esmeraldífera de Itabira,
Minas Gerais [manuscrito] / Carlos Eduardo Reinaldo Delgado. – 2007
xix, 130f.: il.; color.; grafs. ; tabs.; mapas.
Orientador: Profa. Dra. Hana Jordt-Evangelista.
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Ouro Preto. Escola de Minas.
Departamento de Engenharia de Minas. Programa de Pós-graduação em
Engenharia Mineral.
Área de concentração: Gemologia. Petrogênese
1. Geologia - Itabira (MG) - Teses. 2. Petrogênese - Itabira (MG) - Teses.
3. Esmeralda - Itabira (MG) - Teses. I. Universidade Federal de Ouro Preto. II. Título.
CDU: 553.83(815.1)
Catalogação:
vi
Agradecimentos
A Deus!
A meus pais e minha irmã, pelo apoio sempre incondicional.
Aos amigos e a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram para a conquista desse objetivo!
Muito devo à excelente pessoa que é a professora Hanna, sempre paciente e amiga. Agradeço a você
pelo cuidado na orientação ao longo de todo o projeto, especialmente com relação aos seus
comentários, discussões e revisões, sempre muito pertinentes.
À FAPEMIG, pelo financiamento do projeto de pesquisa e a CAPES, pela bolsa de estudos.
À Mina Rocha, que além de permitir a realização dos trabalhos de amostragem em suas minas
subterrânea e a céu aberto ainda disponibilizou seus testemunhos de sondagem.
Aos amigos Odantes e Paulo Henrique pelo apoio com a hospedagem durante a fase de campo.
Ao DEGEO, pelo apoio financeiro e de logística, através dos laboratórios LOPAG, LAMIN, LGqA,
de Difração de Raios-X e Microscopia Óptica e Eletrônica. Seus respectivos coordenadores e
funcionários, que possibilitaram o preparo e análise das amostras coletadas em campo.
Ao professor Farid Chemale Jr. do Laboratório de Geologia Isotópica do IG-UFRGS, pela gentileza na
realização da datação da titanita por LAM-MC-ICPMS.
A todos os amigos e professores do DEGEO, em especial aos novos amigos da Pós-Graduação, cujo
agradável convívio foi essencial para a conclusão do presente trabalho.
vii
Sumário
AGRADECIMENTOS..................................................................................................................vii
SUMÁRIO......................................................................................................................................viii
LISTA DE FIGURAS....................................................................................................................xi
LISTA DE TABELAS...................................................................................................................xvi
RESUMO .......................................................................................................................................xviii
ABSTRACT ...................................................................................................................................xix
CAPÍTULO 1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................1
1.1. Apresentação ............................................................................................................................1
1.2. Localização da Área Estudada..................................................................................................2
1.3. Objetivos e Relevância do Trabalho.........................................................................................3
1.4. Materiais e Métodos.................................................................................................................3
1.4.1. Revisão Bibliográfica..................................................................................................3
1.4.2. Compilação Cartográfica.............................................................................................3
1.4.3. Trabalhos de Campo....................................................................................................3
1.4.4. Preparo de Amostras ...................................................................................................4
1.4.5. Análises Litogeoquímicas...........................................................................................5
1.4.6. Estudos Petrográficos e Petrológicos..........................................................................5
1.4.7. Tratamento e Análise dos Dados.................................................................................6
CAPÍTULO 2. GEOLOGIA REGIONAL..................................................................................7
2.1. Trabalhos Anteriores................................................................................................................7
2.2. Contexto Geotectônico.............................................................................................................8
2.3. Litoestratigrafia ........................................................................................................................10
2.3.1. Complexo Mantiqueira................................................................................................12
2.3.2. Seqüência Gnáissica-Anfibolítica ...............................................................................12
2.3.3. Complexo Guanhães ...................................................................................................13
2.3.4. Grupo Nova Lima (Supergrupo Rio das Velhas)........................................................15
viii
2.3.5. Supergrupo Minas (indiviso) ...................................................................................... 15
2.3.6. Rochas igneas.............................................................................................................. 16
Suíte Borrachudos........................................................................................................... 16
Pegmatitos....................................................................................................................... 18
Máficas ........................................................................................................................... 18
2.4. Arcabouço Estrutural................................................................................................................ 19
CAPÍTULO 3. LITOESTRATIGRAFIA E GEOLOGIA ESTRUTURAL ............................ 21
3.1. Arcabouço Litoestratigráfico da Área Mapeada ...................................................................... 21
3.2. Petrografia................................................................................................................................ 25
3.2.1. Gnaisses ...................................................................................................................... 25
3.2.2. Xistos .......................................................................................................................... 27
Xistos Ortoderivados ...................................................................................................... 29
Xistos Paraderivados ...................................................................................................... 30
3.2.3. Quartzitos.................................................................................................................... 30
3.2.4. Granitóides.................................................................................................................. 31
Suíte Borrachudos........................................................................................................... 31
Granitóides Diversos ...................................................................................................... 34
Pegmatitos....................................................................................................................... 35
3.2.5. Anfibolitos .................................................................................................................. 36
3.3. Metamorfismo.......................................................................................................................... 38
3.4. Geologia Estrutural .................................................................................................................. 40
CAPÍTULO 4. LITOGEOQUÍMICA ......................................................................................... 43
4.1. Introdução ................................................................................................................................ 43
4.2. Geoquímica das Rochas Metaultramáficas .............................................................................. 45
4.3. Geoquímica das Rochas Metagraníticas................................................................................... 51
4.4. Geoquímica das Rochas Anfibolíticas e de Gnaisse Encaixado no Flogopita Xisto................ 56
4.5. Geoquímica dos Xistos Paraderivados..................................................................................... 58
ix
CAPÍTULO 5. QUÍMICA MINERAL........................................................................................61
5.1. Introdução.................................................................................................................................61
5.2. Biotita.......................................................................................................................................65
5.3. Granada ....................................................................................................................................68
5.4. Anfibólios.................................................................................................................................73
5.5. Estaurolita.................................................................................................................................74
5.6. Feldspatos.................................................................................................................................75
5.7. Titanita......................................................................................................................................76
CAPÍTULO 6. GEOTERMOBAROMETRIA...........................................................................79
6.1. Introdução.................................................................................................................................79
6.2. Geotermometria........................................................................................................................79
6.2.1. Anfibólio-granada xisto, Garimpo do Geraldinho, Capoeirana (CM-37D)................80
6.2.2. Estaurolita-granada xisto, Mina Rocha (R-30)............................................................81
6.2.3. Estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada, Mina Rocha (R-48)....................82
6.2.4. Comparação de cálculos geotermométricos fundamentados em análises
quantitativas por MSE e semiquantitativas por MEV-EDS............................................84
6.3. Geobarometria..........................................................................................................................87
6.3.1. Anfibólio-granada xisto, Garimpo do Geraldinho, Capoeirana (CM-37D)................87
6.3.2. Estaurolita-granada xisto, Mina Rocha (R-30)............................................................87
6.2.3. Estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada, Mina Rocha (R-48)....................88
CAPÍTULO 7. CONCLUSÕES ...................................................................................................91
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................92
ANEXOS ........................................................................................................................................98
x
xi
Lista de Figuras
Figura:
1.1-Mapa de localização da área estudada. Modificado de DetranNet (2002)................ 2
2.1-Contexto geotectônico da área estudada (Almeida 1977, com modificações de
Alkmim et al. 1993 e Dardenne & Schobbenhaus 2001) .......................................... 9
2.2-Síntese geológica do Campo Pegmatítico de Itabira-Ferros, segundo Netto et al.
(1998) e localização da área estudada........................................................................ 9
2.3-Geologia da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era. Extraído de Padilha et
al. (2000).................................................................................................................. 11
3.1-Perfil esquemático na área da Mina Rocha, baseado em testemunhos de
sondagem e afloramentos. A sondagem FSR–03 encontra-se detalhada na Fig.
3.3. As camadas de flogopita xisto correspondem às zonas mineralizadas em
esmeralda ................................................................................................................. 22
3.2-Perfil detalhado do testemunho de sondagem FSR – 25......................................... 23
3.3-Perfil detalhado do testemunho de sondagem FSR–03, com indicação das
amostras coletadas ................................................................................................... 24
3.4-Corte de estrada na MG-120, próximo a Nova Era, com ortognaisse bandado do
Complexo Mantiqueira deformado por um leque imbricado de falhas vergente
para WNW. O corte tem de cerca de 10 m de comprimento e orientação WNW-
ESE .......................................................................................................................... 25
3.5-Fotomicrografias de ortognaisses mostrando: (A) kink bands em maclas de
plagioclásio, amostra CM-47F; (B) cristais de apatita (incolor) e zircão
(isotropizados) gerando halos em biotita da amostra BB-1 e; (C) banda máfica
com porfiroblastos poiquiloblásticos de hornblenda e biotita com inclusões de
titanita da amostra CM-47G. A barra mede 0,5 mm; A – LPX, B e C – LPP......... 26
3.6-Ortognaisse do garimpo do Rei em Capoeirana (A), com foliação gnáissica
paralela ao bandamento; paragnaisses da Mina Rocha, com cristais de cianita
(CIA) alinhados (B) e agregados fibrosos de sillimanita (SIL) paralelos ao
bandamento composicional (C)............................................................................... 27
3.7-Xistos da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era com diferentes cores em
função da mineralogia predominante. (A) flogopita xisto da zona mineralizada da
mina subterrânea da Piteiras; (B) estaurolita-sillimanita xisto (amostra
R-33), (C) cianita xisto (amostra R-18) e (D) granada xisto (amostra R-30), todos
os três da capa da zona mineralizada na Mina Rocha; (E) tremolita xisto da
lapa/zona intermediária do garimpo de Capoeirana (amostra P-2).......................... 28
3.8-Pegmatito em contato com flogopita xisto mineralizado em esmeralda na galeria
da Mina Rocha......................................................................................................... 29
3.9-Testemunho de sondagem (FSR–25, 11 m de profundidade) com leito de
quartzito/quartzo-mica xisto, com cristais de magnetita (negros) e de moscovita
(cinza claro) ............................................................................................................. 31
xii
3.10-Aspecto macroscópico do granitóide tipo Borrachudos com estrutura milonítica
porfiroclástica (A), foliada/bandada (B, amostra CM-47A) e brechada (C).
Afloramentos na margem do Rio do Peixe, entre Itabira e Nova-Era..................... 33
3.11-Aspecto macroscópico de granitóide da Mina Rocha com fenocristais brancos
de feldspato (A) e cristais avermelhados de granada envoltos por auréola
feldspática branca (albita?). Amostras R-59 e R-64 do furo (FSR–03).................. 34
3.12-Fotomicrografias de granitóide da mina da Rocha (amostra R-59) com
fenocristal de plagioclásio poiquilítico e maclado em matriz de quartzo, feldspato
e biotita (A); e detalhe das inclusões de quartzo no interior do plagioclásio, com
halos brancos albíticos em torno das inclusões (B). LPX....................................... 35
3.13-Pegmatitos da mina subterrânea da Piteiras, com berilo verde (A), detalhe em
(B) e molibdenita e berilo (C) ................................................................................. 36
3.14-Anfibolitos em testemunho de sondagem do furo (FSR–03) da Mina Rocha,
exibindo bandamento concordante com o do estaurolita-granada xisto, indicado
pelo lápis (A), microdobras indicando movimento reverso sinistral (B) e
porfiroblastos de granada rotacionados (C)............................................................. 37
3.15-Fotomicrografias em luz polarizada (esquerda) e analisada (direita) de
estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada (R-48)...................................... 39
3.16-Diagrama dos campos de estabilidade das fácies metamórficas com
representação das linhas de reações de alguns minerais da paragênese das rochas
estudadas. Destaque para a fácies anfibolito, onde se concentra a maior parte dos
minerais em equilíbrio, indicada pelo círculo......................................................... 39
3.17-Estereograma de igual-área, hemisfério inferior, dos pólos da foliação Sn na
área da Mina Rocha. N=71, K=100; S=1,00; Máx.=110/58 (17%)..........................41
3.18-Estereogramas de igual-área, hemisfério inferior, dos eixos de dobras (A) e
veios de quartzo e pegmatíticos (B)..........................................................................41
3.19-Estereograma de igual-área, hemisfério inferior, dos pólos da foliação Sn das
rochas ao longo da rodovia entre Itabira e Nova Era. N=102, K=100; S=1,00;
Máx.=186/54 (12%).................................................................................................. 42
4.1-Simbologia empregada nas figuras do presente capítulo e número de análises de
cada litotipo............................................................................................................. 44
4.2-Diagrama binário de classificação das rochas ultramáficas segundo Pearce
(1982) à esquerda e de comparação entre os teores elevados de Cr x MgO para as
metaultramáficas .......................................................................................................45
4.3-Diagramas binários de correlação entre óxidos selecionados e MgO para as
rochas metaultramáficas. As áreas delineadas correspondem aos campos onde se
concentram os dados de Machado (1998) para rochas metaultramáficas de
Belmont e Capoeirana............................................................................................. 46
4.4-Diagramas binários de correlação entre óxidos diversos e K
2
O para as rochas
metaultramáficas. Os campos demarcados correspondem aos resultados de
Machado (1998) para Belmont e Capoeirana.......................................................... 47
4.5-Diagramas binários de correlação entre elementos traço e K
2
O para as rochas
metaultramáficas ..................................................................................................... 48
xiii
4.6-Diagramas multielementares para as rochas metaultramáficas, normalizados pelo
condrito de Nakamura (1977). Em vermelho: flogopita xisto sem anfibólio, em
verde, flogopita xisto com anfibólio........................................................................ 49
4.7-Diagramas de ETR para flogopita xistos no contato e a 10cm de cristais de
esmeralda normalizados pelo condrito de Nakamura (1977). A última figura
mostra o enriquecimento relativo em Cu nas rochas próximas ao contato com a
esmeralda. Amostras provenientes da mina subterrânea da Piteiras, onde PI-
17NE é representada pelos triângulos preenchidos e a amostra PI-649 pelos
triângulos vazios ...................................................................................................... 50
4.8-Diagramas de ETR para flogopita xistos com anfibólio (à esquerda) e sem
anfibólio (à direita), normalizados pelo condrito de Nakamura (1977)................... 51
4.9-Diagramas binários com a variação da proporção de Be x MgO e Be x Sr e
gráfico comparativo dos teores de Be nos granitóides Borrachudos (GB) e
metagranitos foliados (MGF), segundo Machado (1998) e granitóides diversos
(GD). Destaque para as amostras analisadas no presente trabalho.......................... 52
4.10-Posição dos granitóides analisados em diagramas de classificação química e de
ambiência tectônica. a) diagrama ANK (Al
2
O
3
/(Na
2
O+K
2
O) versus ACNK
(Al
2
O
3
/(CaO+Na
2
O+K
2
O) de Shand (1949); b) diagrama AFM de Irvine &
Baragar (1971); c) e d) diagramas de ambiência tectônica segundo Pearce et al.
(1984). As áreas delineadas em (c) e (d) correspondem aos campos onde se
concentram os dados de Machado (1998) para os granitóides da mina da Belmont
e do garimpo de Capoeirana .................................................................................... 53
4.11-Diagramas binários de correlação entre elementos maiores selecionados
mostrando a subdivisão das diferentes famílias de granitóides............................... 54
4.12- Diagramas multielementares para os granitóides, normalizados pelo condrito
de Nakamura (1977) ................................................................................................ 55
4.13-Diagramas de ETR para os granitóides, normalizados pelo condrito de
Nakamura (1977)..................................................................................................... 56
4.14-Classificação dos anfibolitos da área estudada em diagramas de classificação
química SiO2 x Álcalis (esquerda) e AFM, segundo Irvine & Baragar (1971). As
áreas delineadas correspondem aos campos onde se concentram os dados de
Machado (1998)....................................................................................................... 57
4.15-Diagramas de Harker com os resultados geoquímicos dos anfibolitos................. 57
4.16-Diagramas multielementares para anfibolitos (quadrados marrons) e gnaisse
anfibolítico (círculos preenchidos), normalizados pelo condrito de Nakamura
(1977)....................................................................................................................... 58
4.17-Diagrama multielementar dos elementos traços (esquerda) e de ETR (direita)
para os xistos metapelíticos, normalizados pelo pelito NASC (North American
Shale Composite)..................................................................................................... 59
5.1-Localização dos pontos analisados por MSE (números maiores) e MEV/EDS
(números pequenos, em itálico) em três campos da amostra CM-37D (anfibólio-
granada xisto do garimpo do Geraldinho, em Capoeirana)..................................... 62
5.2-Localização dos pontos analisados por MSE (números maiores) e MEV/EDS
(números pequenos em itálico) em três campos da amostra R-30 (estaurolita-
granada xisto, Mina Rocha, FSR-03 ~ 74 m prof.).................................................. 63
xiv
5.3-Localização dos pontos analisados por MSE (números maiores) e MEV/EDS
(números pequenos, em itálico) em três campos da amostra R-48 (estaurolita-
cianita xisto com sillimanita e granada, Mina Rocha, FSR-03 ~ 130 m prof.)....... 64
5.4-Variação de MgO, FeO e Al2O3 em diversos cristais de biotita das amostras
CM-37D, R-30 e R-48............................................................................................. 65
5.5-Classificação da biotita da amostra CM-37D. A, B e C correspondem aos
campos dos desenhos da figura 5.1; D representa todas as amostras plotadas no
mesmo gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta..................................... 66
5.6-Classificação da biotita da amostra R-30. A, B e C correspondem aos campos
dos desenhos da figura 5.2; D representa todas as amostras plotadas no mesmo
gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta ................................................. 67
5.7-Classificação da biotita da amostra R-48. A, B e C correspondem aos campos
dos desenhos da figura 5.3; D representa todas as amostras plotadas no mesmo
gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta ................................................. 68
5.8-Variação dos teores de MgO, FeO e Al2O3 em granadas das amostras CM-37D,
R-30 e R-48............................................................................................................. 68
5.9-Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra CM-37D. A,
B e C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.1................................ 69
5.10-Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo
dos perfis em granada da amostra CM-37D. A, B e C correspondem aos campos
dos desenhos da figura 5.1 ..................................................................................... 69
5.11-Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra R-30. A, B e
C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.2....................................... 70
5.12-Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo
dos perfis em granada da amostra R-30. A, B e C correspondem aos campos dos
desenhos da figura 5.2............................................................................................ 71
5.13-Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra R-48. A, B e
C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.3....................................... 72
5.14-Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo
dos perfis em granada da amostra R-48. A, B e C correspondem aos campos dos
desenhos da figura 5.3 e 5.13................................................................................. 72
5.15-Classificação do anfibólio da amostra CM-37D no diagrama de Leake (1978) e
fórmula estrutural calculada para 23 oxigênios....................................................... 73
5.16-Classificação dos orto- e clinoanfibólios de xistos da mina da Piteiras (Viana
2004)........................................................................................................................ 74
5.17-Classificação do plagioclásio das amostras CM-37D, R-30 e R-48..................... 75
5.18-Cristal de grothita envolvendo ilmenita e em contato com anfibólio na amostra
PI-5Cb. Fotomicrografias em LPP, LPX. À direita: imagem MEV da mesma
amostra .................................................................................................................... 76
5.19-Agregados de cristais de grothita inclusos em biotita na qual gera halos
pleocróicos. Fotomicrografias em LPP, LPX. À direita: imagem MEV. Altura
das imagens = 0,35 mm, amostra PI-5Cb................................................................ 76
xv
5.20-Fórmula estrutural unitária calculada para análise de MEV/EDS (A) e de MSE
(B) para grothita da amostra PI-5Cb........................................................................ 77
5.21-Curva da concórdia que define a idade U/Pb da grothita da amostra PI-5Cb, da
mina subterrânea de Piteiras .................................................................................... 78
6.1-Gráfico com os resultados das temperaturas (°C) determinadas para as diferentes
calibrações dos pares granada-biotita e estaurolita-biotita aplicados no presente
trabalho. Os pontos do gráfico, quando ordenados de modo crescente, resultam
na curva cinza .......................................................................................................... 84
6.2-Gráfico com as temperaturas (°C) calculadas com base em análises por
MEV/EDS para as diferentes calibrações do par granada-biotita. Os pontos do
gráfico, quando ordenados de modo crescente, resultam na curva cinza ............... 86
6.3-Gráfico comparativo das temperaturas (°C) calculadas com base em análises de
microssonda (curva preta) e MEV/EDS (curva cinza), para as diferentes
calibrações do par granada-biotita........................................................................... 86
6.4-Gráfico comparativo das pressões (bar) calculadas com base em diferentes
calibrações dos geobarômetros granada-plagioclásio-biotita-quartzo e GASP
aplicados no presente trabalho. Os pontos do gráfico quando postos em ordem
crescente resultam na curva cinza............................................................................ 89
6.5-Gráficos comparativos das temperaturas (
o
C) e pressões (kbar) calculadas com o
software TWQ. (A) BIO1, GRA1, ANF1mev, PLG2mev do campo 3 da amostra
CM-37D; (B) BIO7, GRA12, EST2 do campo 1 da amostra R-30; (C) BIO4,
GRA8, PLG2mev do campo 1 da amostra R-48...................................................... 90
xvi
Lista de Tabelas
Tabela:
2.1-Geotermobarometria de metassedimentos e paragnaisses coletados entre Itabira e
Nova Era....................................................................................................................14
2.2-Geotermobarometria de metamáficas coletadas entre Itabira e Nova Era................15
2.3-Geotermobarometria do Granito Borrachudos da região entre Itabira e Nova Era
(Machado 1998) ........................................................................................................17
2.4-Síntese dos dados geocronológicos dos corpos da Suíte Borrachudos.....................17
2.5-Síntese dos dados geocronológicos de pegmatitos e xistos mineralizados...............18
4.1-Relação das amostras submetidas à análise química, com localização e descrição
sucinta...................................................................................................................... 43
5.1-Composição química (% em peso) da estaurolita da amostra R-30. A e B
correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.2........................................... 74
5.2-Resultados de MSE para grothita da amostra PI-5Cb ............................................ 77
6.1-Temperaturas (°C) estimadas para o anfibólio-granada xisto (CM-37D) em
diversas calibrações do par granada-biotita, considerando P = 7000 bar, (b)
borda, (c) centro do cristal; pontos referentes à figura 5.1.......................................80
6.2-Temperaturas (°C) calculadas para diversas combinações de análises núcleo e
borda do par granada-anfibólio do anfibólio-granada xisto (CM-37D), por meio
do geotermômetro de Graham & Powell (1984) a 7 kbar. Pontos referentes ao
campo C da figura 5.1 (b) borda, (c) centro do cristal ..............................................80
6.3-Temperaturas (°C) calculadas para o anfibólio-granada xisto (R-30) em diversas
calibrações do par granada-biotita, considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c)
centro do cristal; e pontos referentes à figura 5.2.................................................... 81
6.4-Temperaturas (°C) calculadas pelo geotermômetro granada-estaurolita de
Perchuck (1989) para o anfibólio-granada xisto (R-30), considerando P = 7000
bar, (b) borda, (c) centro do cristal. Pontos referentes à figura 5.2, com destaque
para os resultados relativos ao centro dos cristais, que mostram temperatura mais
elevada que a borda................................................................................................. 82
6.5-Temperaturas (°C) calculadas para o estaurolita-cianita xisto com sillimanita e
granada (R-48) por meio de diversas calibrações do par granada-biotita,
considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) centro do cristal; e pontos referentes à
figura 5.3 ................................................................................................................. 83
6.6-Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas
calibrações do par granada-biotita do anfibólio-granada xisto (CM-37D),
considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) núcleo e pontos referentes à tabela 6.1
e figura 5.1. Destaque para os resultados obtidos por pares de minerais analisados
exclusivamente por MEV/EDS............................................................................... 85
6.7-Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas
calibrações do par granada-biotita do anfibólio-granada xisto (R-30),
xvii
considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) núcleo e pontos referentes à tabela 6.3
e figura 5.2............................................................................................................... 85
6.8-Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas
calibrações do par granada-biotita do estaurolita-cianita xisto com sillimanita e
granada (R-48), para P = 7000 bar, (b) borda, (c) núcleo, com pontos referentes à
tabela 6.5 e figura 5.3............................................................................................... 85
6.9-Pressões (bar) calculadas para o anfibólio-granada xisto (CM-37D) pelo
geobarômetro granada-plagioclásio-biotita-quartzo (Hoisch 1990), para T = 650
°C , (b) borda, (c) núcleo do cristal e pontos referentes à figura 5.1....................... 87
6.10-Pressões (bar) calculadas para o estaurolita-granada xisto (R-30) pelo
geobarômetro granada-plagioclásio-biotita-quartzo (Hoisch 1990), T = 650 °C,
(b) borda, (c) núcleo e pontos referentes à figura 5.2.............................................. 87
6.11-Pressões (bar) obtidas para diversas calibrações do par estaurolita-cianita xisto
com sillimanita e granada (R-48) pelos geobarômetros granada-plagioclásio-
biotita-quartzo e GASP, para T = 650 °C, (b) borda, (c) núcleo do cristal e pontos
referentes à figura 5.3 .............................................................................................. 88
Resumo
A Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era, onde se encontram a mina da Piteiras, o
garimpo de Capoeirana e a Mina Rocha, ora estudada, localiza-se na porção centro-sudeste do Estado
de Minas Gerais, distante cerca de 100 km de sua capital Belo Horizonte, a meio caminho da estrada
que liga as cidades de Itabira e Nova Era. Essa província pertence ao Complexo Guanhães, localizado
na porção sul do Cráton do São Francisco, entre o Quadrilátero Ferrífero e o Complexo Mantiqueira.
Essa região é constituída por rochas metamórficas e metassomáticas de médio a alto grau com
origem ígnea e sedimentar. O principal objetivo do presente estudo foi a análise petrogenética das
rochas portadoras de esmeralda e dos litotipos a elas associados, com ênfase na região da Mina Rocha,
que é a mais nova mina de esmeralda em exploração.
Durante o reconhecimento litoestrutural regional foram selecionadas amostras de rochas para o
detalhamento dos estudos petrográfico, mineralógico, geoquímico e geocronológico. Os resultados das
análises petrográfica e geoquímica apoiaram a caracterização de cinco unidades litológicas na área
estudada: gnaisses, xistos, quartzitos, granitóides e anfibolitos.
Com base na mineralogia e geoquímica foi possível distinguir gnaisses e xistos de origem
sedimentar de seus equivalentes ígneos. A composição química e os aspectos texturais permitiram
também a distinção entre granitóides pertencentes à Suíte Borrachudos, suposta fonte do Be para a
geração da esmeralda, de granitóides não pertencentes a essa suíte. Os granitóides Borrachudos têm
granulação grossa e são bem foliados, com trend toleítico metaluminoso. Os outros granitóides têm
granulação fina e são menos foliados, com trend peraluminoso cálcio-alcalino
Na área da Mina Rocha duas camadas de flogopita xisto ultramáfico mineralizadas em
esmeralda estão intercaladas com anfibolitos e xistos paraderivados, sobrepostos a granitóides. As
camadas de xisto mineralizado têm entre 1 e 10m de espessura e mergulham de cerca de 45º para
noroeste. O xisto é essencialmente composto por flogopita, com quantidades subordinadas de granada
e anfibólio. O flogopita xisto é ortoderivado e têm caráter komatiítico, com até 4500 ppm de Cr.
Estudos geotermobarométricos em amostras da Mina Rocha e do garimpo de Capoeirana
indicam um evento metamórfico de fácies anfibolito. A temperatura, calculada com base nos
geotermômetros granada-biotita e granada-estaurolita, varia entre 600-650 ºC, com as maiores
temperaturas no centro dos cristais. A pressão foi calculada em torno de 6-7 kbar, por meio dos
geobarômetros (GASP) e granada-plagioclásio-biotita-quartzo. Uma amostra do garimpo de
Capoeirana apresentou resultados em torno de 10 kbar, que sugerem a ocorrência de uma fase de
despressurização. Essa hipótese é reforçada pela presença de cordierita em Capoeirana e pelas auréolas
de albita nos cristais de granada e plagioclásio dos granitóides diversos presentes na Mina Rocha.
O evento metamórfico/metassomático responsável pela geração das esmeraldas dessa
província é de idade brasiliana (604 ±36 Ma), conforme indicado pela geocronologia U/Pb (LAM-
ICP-MS) de titanita da zona mineralizada da mina da Piteiras.
xviii
Abstract
The Itabira-Nova Era emerald province, where the Piteiras mine, the Capoeirana garimpo and
the here studied Rocha mine are located, belongs to the southeastern-central portion of the Minas
Gerais State, distant about 100 km east from the capital Belo Horizonte, halfway between the cities of
Itabira and Nova Era. This province belongs to the Guanhães complex, inserted in the southern São
Francisco Craton, between the Quadrilátero Ferrífero and the Mantiqueira Complex.
This region is made up of medium to high grade metamorphic and metassomatic rocks of
igneous and sedimentary origin. The main objective of the present study was the petrogenetic
investigation of the emerald-bearing rocks and associated lithotypes, with special emphasis to the
Rocha Mine, which is the most recent emerald mine being exploited in the region.
Following regional lithostructural reconnaissance, selected lithotypes were subjected to
detailed petrographic, mineralogical, geochemical, and geochronological analyses. The results of
petrographic and geochemical investigation enabled to distinguish five lithological units in the studied
area, namely gneisses, schists, quartzites, granitoids, and amphibolites.
Based on mineralogy and geochemistry gneisses and schists of sedimentary as well as of
igneous precursors could be distinguished. Chemical composition and textures also enabled to
distinguish granitoids belonging to the Borrachudos Suite, that supposedly furnished the necessary Be
for the emerald generation, from granitoids which do not belong to this suite. Borrachudos granitoids
are coarse grained, well foliated, metaluminous and of tholeiitic trend. The other granitoids are fine
grained, less foliated, peraluminous and of calc-alkaline trend.
In the area of the Rocha mine two layers of emerald-bearing, ultramafic phlogopite schist are
intercalated within amphibolites and para-derived schists overlying granitoids. The mineralized schist
layers are 1 to 10 meters thick and dip about 45o to the northwest. The schist is mainly composed of
phlogopite; garnet and amphiboles are quantitatively subordinated. The phlogopite schist is ortho-
derived, having a komatiitic character and containing up to 4500 ppm Cr.
Geothermobarometric studies in samples from the Rocha mine and the Capoeirana garimpo
indicate a metamorphic event of amphibolite facies. The calculated temperature based on the biotite-
garnet and staurolite-garnet geothermometers yielded values between 600-650oC, the higher
temperatures being found in the central portion of the crystals. The pressure was calculated around 6-7
kbar by means of the GASP and the garnet-plagioclase-biotite-quartz geobarometers. One sample from
Capoeirana resulted in a pressure of about 10 kbar, suggesting that the lower pressures are due to a
decompression phase. This interpretation is corroborated by the presence of cordierite in the area of
Capoeirana and by the albite aureoles surrounding garnet and plagioclase in granitoids in the Rocha
mine.
The metamorphic/metassomatic event responsible for the generation of emeralds in this
province is of Brasiliano age (604±36 Ma), as indicated by U/Pb-geochronology of titanite from the
mineralized zone in the nearby Piteiras mine, obtained by LAM-ICP-MS.
xix
CAPÍTULO 1
INTRODUÇÃO
1.1 - APRESENTAÇÃO
O presente volume encerra os resultados das atividades de campo, laboratório e escritório,
executadas entre 2004 e 2007, sendo sua elaboração requisito parcial para a obtenção do título de
Mestre em Ciências Naturais pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP). A realização e divulgação dessa pesquisa faz parte do projeto “Petrogênese na Província
Esmeraldífera de Itabira-Nova Era”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas
Gerais (FAPEMIG) e coordenado pela professora Dra. Hanna Jordt-Evangelista.
O desenvolvimento do estudo ora proposto visou contribuir para uma melhor compreensão da
evolução petrológica, bem como do arcabouço geológico e dos aspectos genéticos relacionados às
mineralizações de esmeralda da província esmeraldífera de Itabira–Nova Era. Essa região conta,
indiscutivelmente, com um imenso potencial para produção de gemas, haja à vista a diversidade e
qualidade das pedras atualmente extraídas que, além da esmeralda – carro chefe da maioria das
mineradoras – conta ainda com minas, jazidas e ocorrências de alexandrita e água-marinha, dentre
outros materiais gemológicos e minerais de coleção. O tema em estudo reveste-se de particular
relevância, à medida que o aprimoramento da compreensão dos condicionantes geológicos multiplica
as chances de se encontrar novas jazidas, seja no âmbito da província estudada ou em províncias com
história geológica afim.
A província mineral em apreço localiza-se na porção centro-sudeste de Minas Gerais, a
nordeste do Quadrilátero Ferrífero – região geologicamente conhecida como domínio de embasamento
pré-cambriano polideformado – cuja geologia vem há muito sendo investigada por um grande
contingente de especialistas de diversas áreas do conhecimento geológico.
Embora o enfoque desse estudo reporte-se à ocorrência recém-descoberta da Mina Rocha
também foram desenvolvidas, paralelamente, análises de cunho mais regional, com identificação dos
principais aspectos geológicos das demais minas e mesmo de áreas estéreis. Os resultados das análises
realizadas nas rochas amostradas em galerias e afloramentos integram um banco de dados que,
juntamente com o levantamento de dados bibliográficos permitiram a elaboração de estudos
comparativos entre algumas jazidas da região.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
1.2 - LOCALIZAÇÃO DA ÁREA ESTUDADA
A área em apreço localiza-se na porção centro-sudeste do Estado de Minas Gerais, distante
cerca de 100 km de sua capital no sentido leste, a meio caminho da estrada que liga as cidades de
Itabira e Nova Era (Fig. 1.1).
O acesso à área pode ser feito, partindo de Belo Horizonte (Fig. 1.1), pela rodovia BR-262,
sentido leste, até a altura do trevo com a MG-129 (cerca de 75 km), na qual percorre-se por 35 km,
sentido nordeste até Itabira. A partir de Itabira deve-se tomar a estrada recém-pavimentada MG-120,
por cerca de 20 km sentido sudeste, até a localidade conhecida como Córrego Ribeirão São José, já
nos limites da área estudada.
Os deslocamentos no interior da área podem ser efetuados com relativa facilidade pela rodovia
MG-120 e por estradas não pavimentadas, além de caminhos e trilhas que a cortam. Nos períodos
chuvosos as vias não pavimentadas tornam-se muito precárias, sendo desaconselhável o tráfego com
veículos inadequados.
Figura 1.1 – Mapa de localização da área estudada. Modificado de DetranNet (2002).
2
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
3
1.3 - OBJETIVOS E RELEVÂNCIA DO TRABALHO
O principal objetivo da presente pesquisa consistiu a contribuição aos conhecimentos acerca
da gênese das mineralizações de esmeralda da região da Província Esmeraldífera de Itabira–Nova Era.
Foi dada ênfase à caracterização petrográfica, química e petrogenética dos diferentes tipos litológicos
correlacionados às unidades já conhecidas na literatura científica, além do reconhecimento expedito do
arcabouço estrutural e de observações relativas à dinâmica dos esforços, que consistem importantes
fatores condicionantes da atual posição espacial desses litotipos.
Dentre os objetivos mais específicos destacam-se o desenvolvimento de estudos petrográficos
de detalhe, litogeoquímicos, químico-mineralógicos, geotermométricos, geobarométricos, bem como
de um levantamento estrutural expedito com foco na Mina Rocha. Após a análise e interpretação dos
resultados propõem-se modelos para a evolução geológica da região em questão.
1.4 – MATERIAIS E MÉTODOS
Durante o desenvolvimento da presente pesquisa foram executados diversos trabalhos, cujas
metodologias encontram-se discriminadas a seguir.
1.4.1 - Revisão Bibliográfica
Na etapa de revisão bibliográfica realizou-se a seleção, leitura e sistematização das principais
fontes de dados disponíveis na literatura. Nesta fase procurou-se avaliar tanto os trabalhos de cunho
local como regional, de diferentes áreas do conhecimento geológico, buscando-se enfatizar os
trabalhos sobre a geologia e gênese das esmeraldas de Itabira.
1.4.2 - Compilação Cartográfica
No decorrer da etapa de compilação cartográfica foi realizada a seleção e tratamento das bases
cartográficas obtidas na fase anterior e abaixo discriminadas.
1 – Mapa geológico, escala 1:100.000 da Folha Itabira, SE-23-Z-D-IV (Padilha et al. 2000).
2 – Mapa topográfico, escala 1:100.000 da Folha Itabira (SE-23-Z-D-IV), produzida pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1976.
1.4.3 - Trabalhos de Campo
Os trabalhos de campo consistiram em uma etapa preliminar de reconhecimento regional e em
etapas subseqüentes com ênfase local. O reconhecimento regional teve como finalidade principal a
observação das estruturas e o reconhecimento dos diferentes litotipos, bem como a padronização da
sua nomenclatura e a familiarização com seus diferentes estados de alteração intempérica. Nesta etapa
foram visitados a mina da Piteiras, o garimpo de Capoeirana além de afloramentos e cortes de estrada.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
4
Os trabalhos de campo de cunho local foram subdivididos em diversas etapas realizadas de
novembro de 2004 a novembro de 2005.
A primeira etapa contabilizou cinco dias de campo, realizada entre 29/11/04 e 03/12/2004,
tendo por finalidade a descrição e, principalmente, a amostragem de intervalos dos testemunhos de
sondagem do acervo da Mina Rocha. Optou-se, estrategicamente, por iniciar a amostragem a partir dos
testemunhos, pois estes permitem uma boa noção da sucessão estratigráfica, bem como a coleta de
amostras frescas, uma vez que os afloramentos são escassos e o estágio de desenvolvimento das minas
a céu aberto e subterrânea era muito inicial.
Durante a segunda etapa de campo, realizada no período entre 14 e 18 de março de 2005,
efetuou-se uma visita às instalações da mina a céu aberto, onde efetuou-se uma amostragem expedita
in situ” e a tomada de dados estruturais, ambos georeferenciados por GPS, além de parte do registro
fotográfico.
Na terceira etapa, compreendida entre 9 e 14 de junho de 2005, foi realizado o reconhecimento
e amostragem georeferenciados de rochas encontradas nas circunvizinhanças das minas de esmeralda
da Piterias, Belmont e Mina Rocha, tendo sido ainda estudados afloramentos em cortes de estrada,
drenagens e garimpos.
Entre 13 e 16 de outubro de 2005 foi realizado levantamento de dados estruturais e registro
fotográfico em galerias encontradas na área da Rocha Mineração, outrora destinadas a garimpos de
alexandrita.
1.4.4 - Preparo de Amostras
No laboratório de petrografia macroscópica do DEGEO foi realizada a descrição sucinta das
amostras coletadas durante a fase de campo, bem como de parte das amostras coletadas por Vianna
(2004) na mina da Piteiras.
As amostras selecionadas para estudos petrográficos refinados foram enviadas ao Laboratório
de Laminação (LAMIN/DEGEO) para confecção de lâminas com espessura em torno de 30 micra. O
polimento das lâminas selecionadas para exame de química mineral foi feito nesse mesmo laboratório.
No Laboratório de Preparação de Amostras para Geocronologia (LOPAG/DEGEO) foram
preparadas 45 amostras para determinação litogeoquímica. A preparação constituiu da fragmentação
das amostras com marreta até pedaços com cerca de 5 cm de diâmetro e moagem em moinho de
carbeto-tungstênio.
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
5
1.4.5 – Análises Litogeoquímicas
Das 45 amostras preparadas, 23 foram selecionadas para análise litogeoquímica (ICP-
OES/MS) no laboratório ACME Analítica Laboratórios LTDA. Dessa forma, os elementos maiores
foram analisados via ICP-OES a partir da amostra aberta com HNO
3
, previamente fundida em LiBO
2
.
Os elementos-traço, por sua vez, foram analisados via ICP-MS a partir da amostra aberta com HNO
3
e
água régia, previamente fundida em LiBO
2
. Uma tabela discriminante dos elementos químicos
analisados em cada método, bem como dos seus limites de detecção encontra-se junto com os
respectivos resultados no Anexo 1.
Complementarmente foram realizadas mais 15 análises litogeoquímicas via ICP-OES no
LGqA/DEGEO, 5 das quais coincidentes com amostras anteriormente enviadas para o laboratório
ACME. O A abertura dessas amostras foi feita a partir da dissolução nos ácidos HCl, HNO
3
, H
2
SO
4
e
HF e seguiu às normas internas desse laboratório. Os resultados e os limites de detecção do
equipamento encontram-se apresentados no Anexo 1.
A determinação da idade de cristalização U/Pb de titanita radioativa, foi efetuada no
Laboratório de Geologia Isotópica IG-UFRGS por LAM-MC-ICPMS, que consiste na utilização de
um Espectrômetro de Massa Multicoletor com Plasma Acoplado Individualmente e Microssonda de
Ablação à Laser.
Trata-se de uma técnica moderna e refinada que possibilita a determinação das razões
isotópicas de urânio e chumbo por meio de análises puntuais no mineral investigado. Essa técnica tem
o benefício de diminuir o risco de contaminação, uma vez que é possível de se escolher a região do
grão a ser analisada, e diminuir consideravelmente o tempo demandado para obtenção dos resultados.
Permite ainda a investigação em grãos encontrados em diversas situações texturais, como incluso em
cristais e dispersos na matriz da rocha.
1.4.6 - Estudos Petrográficos e Petrológicos
A caracterização petrográfica foi efetuada a partir da descrição macroscópica – sob lente de
até 40X – e complementada por estudos de microscopia de luz transmitida de 72 lâminas delgadas
(Anexo 2), efetuados em microscópio de polarização Carl Zeiss, modelo Laborlux 12 Pol S, do
Laboratório de Microscopia Ótica do DEGEO.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
6
As análises por difratometria de raios X foram realizadas no equipameto Rigaku, modelo
Geigerflex D/Max – B Series do DEGEO, que operou em condições de excitação de 20 mA e 40 kV,
com intervalo de exposição de 2-70º e velocidade do goniômetro de 1,2º/min., λ=1.540.562Å, com
tubo de Cu. Os resultados foram interpretados com auxílio do software JADE, da MDI (Materials
Data Incorporation), com base no banco de dados da ICPDS (International Center for Diffraction
Data – ICDD).
Dados químicos semiquantitativos de minerais foram obtidos com o Microscópio Eletrônico
de Varredura (MEV) JEOL, modelo 5510 JSM, acoplado ao dispositivo de Espectometria de
Dispersão de Energia (EDS), Thermo Electron, do MICROLAB-DEGEO. O equipamento operou em
modo BEC (elétrons retro-espalhados), sob condições analíticas de 20 kV, com largura do feixe de 40
µm e 2000 contagens.
As microanálises químicas quantitativas de minerais empregadas nos cálculos de
geotermobarometria foram obtidas com o emprego de microssonda eletrônica JEOL, modelo JXA
8900 RL do Laboratório de Microanálises da UFMG. O equipamento operou em condições de 20 kV,
com largura do feixe de 10 µm e tempo de contagem de 100s.
1.4.7 - Tratamento e Análise dos Dados
Os estereogramas foram confeccionados no software Stereonet v3.03 - Geological Software
(1995).
Os dados geoquímicos e de química mineral foram processados no software MinPet v.2.0, de
Richards (1994).
A classificação dos anfibólios foi efetuada com o software NEWAMPHCAL v-99.4, de
Yavuz (1996).
Os cálculos geotermobarométricos foram efetuados no software GPT (Reche & Martinez
1996), exceto para o geotermômetro granada-anfibólio, que seguiu a metodologia sugerida por
Graham & Powell (1984).
Os diagramas de estabilidade das reações metamórficas foram gerados pelo software
TWEEQU (ou TWQ), de Berman, 2006.
CAPÍTULO 2
GEOLOGIA REGIONAL
2.1 - TRABALHOS ANTERIORES
A síntese da geologia do Estado de Minas Gerais encontra-se descrita em trabalhos de
mapeamento regional efetuados pelo Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM), pela
Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) e pela Companhia de Desenvolvimento do
Estado de Minas Gerais (CODEMIG). O detalhamento dessa geologia, produzido por cientistas de
universidades e institutos de pesquisas, pode ser encontrado em monografias, dissertações e teses, bem
como em diversos trabalhos publicados em periódicos especializados e em resumos de simpósios e de
congressos.
O elevado potencial metalogenético do Quadrilátero Ferrífero torna-o alvo da atenção de
pesquisadores dos mais diversos ramos das geociências, responsáveis pela produção de um vasto
acervo de dados geológicos acerca dessa região. Assim, visando a redução no volume de informações,
a presente revisão bibliográfica será restrita aos principais trabalhos de cunho regional e aos de detalhe
relativos a porção nordeste do Quadrilátero Ferrífero, a qual abrange a área do presente estudo.
A série de trabalhos regionais com maior relevância inicia-se com a descrição da fisiografia,
estratigrafia e evolução do Quadrilátero Ferrífero (1:150.000), compilada por Dorr (1969). No ano de
1978, Schobbenhaus e colaboradores sintetizam, na Folha Belo Horizonte ao Milionésimo, todo
conhecimento geológico disponível naquele momento. Netto et al. (1998) publicam o cadastramento
dos recursos minerais (1:250.000) da Província Pegmatítica Oriental, leste de Minas Gerais,
reimpresso em 2000, ano em que Padilha e colaboradores apresentam as cartas Geológica e
Metalogenética/Provisional da Folha Itabira (1:100.000).
Os diversos trabalhos de cunho local podem ser agrupados segundo seu tema central.
Encontram-se, dessa forma, trabalhos com foco em petrogênese, geologia estrutural, geocronologia e
geofísica/sensoriamento remoto.
As investigações fundamentadas em petrologia se distinguem pelo objeto de estudo, assim,
Chemale Jr. (1987), Marciano et al. (1992), Dussin (1994) e Fernandes et al. (1995a) tratam da gênese
das rochas do tipo Borrachudos e pegmatitos associados; Schorsher (1979) e Guimarães (1992a) se
dedicam à evolução do embasamento; enquanto Souza (1988 e 1990), Souza et al. (1989), Machado
(1994 e 1998), Machado & Schorscher (1997) e Viana (2004) descrevem em detalhe a geologia de
importantes jazidas de esmeralda da região.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
No âmbito da geologia estrutural os trabalhos de Dussin et al. (1997), sobre a contextualização
tectônica da Suíte Borrachudos; de Matias et al. (1997), sobre as estruturas encontradas no Garimpo
de Capoeirana; e o de Peres et al. (2004), sobre o estilo deformacional da borda leste do Quadrilátero
Ferrífero são os de maior relevância.
Com relação ao acervo geocronológico há diversos trabalhos sobre a evolução geotectônica e a
datação de granitos tipo Borrachudos, de pegmatitos e de xistos com mineralizações de esmeraldas.
Dessa forma o arcabouço geocronológico do Quadrilátero Ferrífero e do Espinhaço Meridional
encontra-se sintetizado nos estudos de Teixeira et al. (1990) e Noce (1995). As idades dos granitos
tipo Borrachudos, dos pegmatitos e dos xistos mineralizados foram determinadas, respectivamente,
por Chemale Jr. et al. (1997) e Fernandes et al. (2000); Bilal et al. (1995) e Preinfalk et al. (2002); e
Ribeiro-Althoff et al. (1996 e 1997).
Investigações por métodos indiretos, como sensoriamento remoto e geofísica, permitem a
contextualização de estruturas grandes e profundas e são aplicadas na prospecção e estudo de jazidas.
Nesse sentido Santos (1986) estudou, por sensoriamento remoto, a tectônica rúptil do Quadrilátero
Ferrífero, e Fernandez (2004) propôs a seleção de alvos para prospecção de esmeraldas na Folha
Itabira baseado em dados geofísicos.
2.2 - CONTEXTO GEOTECTÔNICO
A região investigada no presente estudo encontra-se na borda sudeste da porção meridional do
Cráton do São Francisco (Almeida 1977; Fig. 2.1). Seu posicionamento no limite do cráton – na região
de interação com a faixa móvel – é refletido por uma forte influência da Faixa Araçuaí. Essa faixa
delimita o segmento leste do cráton segundo um lineamento de direção localmente N-S, materializado
por dobramentos e falhamentos com polaridade dirigida para o antepaís cratônico (Fig. 2.1).
Conforme pode ser observado na figura 2.1, a região em questão está inserida nas adjacências
do domínio setentrional NE do Quadrilátero Ferrífero. Dessa forma deve-se esperar uma considerável
influência das feições estruturais e litológicas e dos processos geológicos envolvidos na formação
desse domínio geotectônico como reflexo da sua parcial presença na área. Entretanto, há também uma
significativa influência de eventos geológicos desenvolvidos em outros importantes domínios
geotectônicos, como os complexos Guanhães e Mantiqueira, além da Suíte Borrachudos (Fig. 2.2).
O limite da zona de influência das feições estruturais e litológicas dos eventos geotectônicos
típicos de cada um dos domínios supracitados deve ser função da sua área de ocorrência. Dessa
maneira, os eventos geológicos característicos da região dos complexos Guanhães e Mantiqueira têm
maior influência nos setores central e oriental, respectivamente (Fig. 2.2). Por outro lado os processos
geológicos envolvidos na formação da Suíte Borrachudos são mais intensos no setor central, enquanto
que os processos envolvidos na formação da Província Geotectônica do Quadrilátero Ferrífero se
limitam apenas ao extremo ocidente (Fig. 2.2).
8
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 2.1 – Contexto geotectônico da área estudada (Almeida 1977, com modificações de Alkmim et al. 1993 e
Dardenne & Schobbenhaus 2001).
Figura 2.2 – Síntese geológica do Campo Pegmatítico de Itabira-Ferros, segundo Netto et al. (1998) e
localização da área estudada.
9
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
2.3 - LITOESTRATIGRAFIA
O presente estudo segue a sistematização da geologia compilada no mais recente trabalho de
mapeamento geológico regional, realizado por Padilha et al. (2000). Este identifica, de uma forma
geral, para a região compreendida entre Itabira e Nova Era, litotipos atribuídos aos complexos
Mantiqueira e Guanhães, aos supergrupos Rio das Velhas e Minas, bem como à Suíte Borrachudos,
sendo o conjunto localmente atravessado por corpos metabásicos de idade proterozóica (Fig. 2.3).
Há, no entanto, uma questão freqüentemente observada na literatura com respeito ao emprego
de uma nomenclatura estritamente descritiva para as unidades dessa localidade em detrimento da já
consagrada na descrição geológica regional. O uso desse artifício decorre em parte pela complexidade
estrutural da área, em parte pela falta de continuidade lateral com as rochas das unidades formais.
Porém, entende-se que uma vez determinados os correlatos dessas unidades deve-se abandonar a
nomenclatura descritiva, visto essa não permitir uma rápida e precisa visualização da sucessão
estratigráfica no âmbito da geologia regional. Além disso o seu emprego provoca uma certa confusão,
pois engloba em uma única unidade informal um conjunto de rochas com idades variadas, as quais
apesar de terem passado por processos evolutivos distintos, encontram-se atualmente justapostas.
Dessa forma torna-se conveniente esclarecer aqui que ao Complexo Regional TTG Arqueano
– representante do substrato cristalino nos estudos de Souza (1988) e Schorscher (1991), dentre outros
– corresponde a combinação de parte das unidades do Complexo Mantiqueira com parte das unidades
do Complexo Guanhães.
A Seqüência Metavulcanossedimentar (Souza 1990 e Machado 1998, entre outros) encerra,
com exceção aos granitos do tipo Borrachudos, todo o conjunto das rochas depositadas e intrudidas no
embasamento. Esta corresponde, portanto, à união das demais unidades do Complexo Guanhães às
rochas supracrustais e plutônicas arqueanas do tipo greenstone do Supergrupo Rio das Velhas e seus
correlatos, bem como as seqüências supracrustais de idade paleo- e mesoproterozóica do tipo Minas e
Espinhaço, seus correlatos e às diversas gerações de rochas máficas que cortam todo o pacote.
A distribuição das unidades litológicas locais, nos mapas geológicos é, de forma geral,
simples. Observa-se o predomínio da Suíte Borrachudos, que apresenta traço amebóide em planta,
comumente alongado na direção nordeste, envolvida pelo Complexo Guanhães, cuja distribuição
permeia os espaços não ocupados pela primeira, o que pode mascarar seu trend francamente nordeste
(Fig 2.2 e 2.3). Subordinadamente são notados corpos lenticulares, com orientação nordeste-sudoeste,
dos supergrupos Rio das Velhas e Minas e do Complexo Mantiqueira, que faz contato tectônico de
direção ora norte-sul ora nordeste-sudoeste com as rochas do Complexo Guanhães (Fig. 2.2 e 2.3).
Conforme será discutido, essa última unidade pode guardar relação com a unidade informalmente
denominada Seqüência Gnáissica-Anfibolítica, que também apresenta contatos tectônicos, sendo
encontrada na porção oeste da área (Fig. 2.3).
10
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 2.3 – Geologia da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era. Extraído de Padilha et al. (2000).
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
2.3.1 – Complexo Mantiqueira
O Complexo Mantiqueira foi definido por Barbosa em 1954 (in Padilha et al. 2000) como um
conjunto de gnaisses encontrados ao sul e a leste da Serra do Espinhaço, e constitui a parte mais antiga
do Complexo Regional TTG Arqueano denominada como “constituintes primários” (Souza 1988). De
ocorrência restrita ao extremo leste do Campo Pegmatítico Itabira-Ferros, próximo à cidade de Nova
Era (Fig. 2.2) não representa mais que 5% da área da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era
abrangida na figura 2.3. Padilha et al. (2000) levantam a possibilidade da correlação entre a sua fácies
anfibolítica e a Seqüência Gnáissica-Anfibolítica.
Os principais litotipos dessa unidade são gnaisses leucocráticos de composição granítica a
granodiorítica e mesocráticos de composição tonalítica, com bandamento bimodal de porte
decimétrico a métrico e foliação milonítica pervasiva (Padilha et al. 2000). Estes, juntamente com
migmatitos e anfibolitos máficos e ultramáficos, são raramente cortadas por corpos metamáficos e
interpretados como rochas de alto grau (Souza 1988 e Machado 1998). O contato desses gnaisses é
tectônico, por zonas de cisalhamento dúctil de baixo ângulo, com as rochas da Suíte Borrachudos e do
Complexo Guanhães (Fig. 2.3).
Quimicamente classificam-se como granito e álcali-feldspato granito peraluminoso,
enriquecido em elementos incompatíveis e terras raras leves, com anomalias negativas de Sr, V, Ni e
Cr e com teores insignificantes de Be (Machado 1998). A sua assinatura geofísica é dada por teores
médios de Th e U em contraposição aos baixos de K (Fernandez 2004).
Até o presente momento não há dados geocronológicos disponíveis para essa unidade, que na
área em questão é considerada como representante da crosta siálica arqueana. Dessa maneira, sua
gênese estaria relacionada à sucessão de eventos tectono-metamórficos diversos, responsáveis pelo seu
metamorfismo, gnaissificação e migmatização, além de dobramentos e falhamentos generalizados.
2.3.2 – Seqüência Gnáissica-Anfibolítica
A Seqüência gnáissica-anfibolítica é informalmente definida como um conjunto de rochas que
ocorre no extremo sudoeste da área e faz contato tectônico a leste com os litotipos da Suíte
Borrachudos e a oeste com os do Complexo Guanhães (Padilha et al. 2000; Fig. 2.3).
Essa unidade encerra um conjunto de gnaisses graníticos a tonalíticos e anfibolitos que se
intercalam de forma rítmica em intervalos decamétricos e se diferenciam das demais unidades
encontradas nessa região pela incipiente deformação, sendo possivelmente correlata às fácies mais
anfibolíticas do Complexo Mantiqueira (Padilha et al. 2000). A formalização ou o enquadramento
dessa unidade em relação às unidades clássicas necessita de um maior grau de detalhamento e estudos
mais apurados na sua área de ocorrência.
12
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
2.3.3 – Complexo Guanhães
A intricada seqüência metavulcanossedimentar do tipo granito-greenstone que se interpõe aos
corpos graníticos da Suíte Borrachudos (Fig. 2.2 e 2.3) motiva grande debate na literatura geológica.
Enquanto Grossi Sad et al. (1990), Pedrosa Soares et al. (1994) e Padilha et al. (2000), entre outros
propõem a sua correlação com o Complexo Guanhães, para Machado (1998) e Iwata (2000), entre
outros esta deve ser ao menos em parte correlacionável ao Supergrupo Rio das Velhas. Entretanto, a
falta de continuidade lateral com as litologias do Supergrupo Rio das Velhas, a qual pode ser
verificada com relação às do Complexo Guanhães atesta para a sua correlação com o último (Fig. 2.2).
Os diversos estudos realizados em rochas dessa seqüência (ex.: Souza 1988 e 1990; Schorsher
1991; Machado 1994 e 1998; Iwata 2000; Padilha et al. 2000; Viana 2004, entre outros) permitem,
independentemente da sua correlação, dividi-la, com base em seu conteúdo litológico, em três
unidades – metaultramáfica, metassedimentar e metamáfica, descritas a seguir – que se intercalam a
gnaisses TTG segundo camadas de porte métrico e que têm em comum um elevado grau de
deformação e de alteração intempérica.
A unidade Metaultramáfica tem reduzida expressão areal – porém grande importância, por
hospedar a mineralização de esmeralda – e é composta por xistos de cor negra, esverdeada e dourada,
dependendo da predominância de biotita, anfibólio e clorita, respectivamente, bem como
porfiroblastos orientados de esmeralda, além de plagioclásio, quartzo, magnetita, apatita, cromita e
talco (Machado 1998).
As rochas da unidade metaultramáfica têm afinidade química com komatiítos basálticos a
peridotíticos (Machado 1998 e Iwata 2000). Observa-se que os tipos mais metassomatizados
(flogopitizados) são sensivelmente mais ricos em álcalis (Na
2
O+K
2
O) e em Be que os demais
(anfibólio xistos, clorita xistos e cromititos), os quais são mais ricos em MgO (Machado 1998). O
comportamento dos elementos menores e traços é semelhante nos anfibólio xistos mais e menos
metassomatizados, ambos enriquecidos em elementos incompatíveis, diferindo pela concentração
cerca de dez vezes maior de Rb no primeiro tipo e pela anomalia positiva de Ba do último (Machado
1998).
O metamorfismo regional experimentado por essas rochas foi processado nas condições da
fácies xisto verde superior a anfibolito médio e teve polaridade voltada para leste, conforme indicam
as paragêneses descritas por Souza (1988). De fato temperaturas variando entre 480-530 ºC foram
recentemente obtidas por geotermometria de Ti em biotita da Mina da Piteiras (Viana 2004). A
deformação que acompanha esse metamorfismo, responsável pela impressão de uma xistosidade
paralela ao bandamento, com mergulho de médio a baixo ângulo para sudoeste, ocorre associada a
uma lineação que cai com baixo ângulo para norte-nordeste e sul-sudeste (Viana 2004)
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
A unidade metaultramáfica não é mapeavel na escala 1:100.000, pois ocorre apenas como
intercalações centimétricas a métricas nos xistos metapelíticos ricos em moscovita e biotita (Souza
1988). É interessante observar uma concentração preferencial dos tipos ricos em anfibólio na porção
oeste da área, segundo uma linha N-S, que se estende de Nova Era a Hematita (Machado 1998 e Iwata
2000).
A unidade Metassedimentar é composta por uma fácies quartzítica e uma oxidada (mapeadas
apenas localmente), sendo predominantemente cartografada de forma indiferenciada, o que ocorre em
apreciável área do Complexo Guanhães (Fig. 2.3). Essa fácies indiferenciada encerra um conjunto de
quartzitos, formações ferríferas, xistos (com variadas proporções de moscovita, biotita e quartzo),
metapelitos gnaissificados e suas transições (Padilha et al. 2000). Metapelitos (de caráter xistoso e
gnaissificado) são muito abundantes e apresentam composições mais favoráveis aos estudos
petrogenéticos. Dentre eles se diferenciam três tipos: moscovita-quartzo xisto com biotita; moscovita-
biotita-quartzo xisto com granada e estaurolita; e moscovita-biotita-cordierita-plagioclásio-clorita xisto
(Souza 1988), além dos acessórios cianita, sillimanita, apatita, cummigtonita, óxidos de Fe e Ti e
fluorita (Machado 1998).
Até o presente momento, os únicos dados litogeoquímicos disponíveis para essa unidade são
cinco análises de paragnaisses provenientes da região entre Esmeralda de Ferros e Hematita Estes
mostram composição cálcica e afinidade peraluminosa, com coríndon normativo, além de uma forte
correlação negativa entre a maioria dos óxidos em relação à sílica (Iwata 2000).
Como foi destacado por Souza (1988), a diversidade mineralógica dos xistos metapelíticos
registra bem o metamorfismo regional de fácies xisto verde alto a anfibolito médio, comprovado por
geotermobarometria (Tab. 2.1).
Tabela 2.1 – Geotermobarometria de metassedimentos e paragnaisses coletados entre Itabira e Nova Era.
Temperatura núcleo-borda (ºC) Pressão (kbar)
Grd-Bio
a
Grd-Est
b
Grd-Anf
c
GASP
Belmont/Capoeirana
1
612-596 559-540 468-483 ~ 8
d
Piteiras
2
631-625 669-655 - 4
e
1-Machado (1998), 2-Viana (2004); a-Bhattacharya et al. (1992), b-Perchuk (1991), c-Graham & Powell (1984), d-Koziol (1989),
e-Powell (1978); Grd = granada, Bio = biotita, Est = estaurolita, Anf = anfibólio e GASP = granada-aluminossilicato-quartzo-plagioclásio.
A unidade Metamáfica, constitui as rochas com maior expressão areal, distinguindo-se tipos
bandados, derivados de tufos, e tipos homogêneos, derivados de intrusões (Souza 1988). Os mais
comuns são diques de trend N-S, encontrados por 400 km ao longo da Serra do Espinhaço (Dussin
1994).
14
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Esses diques têm textura holocristalina fina a grossa, por vezes porfirítica e são compostos por
clinopiroxênio e plagioclásio, com magnetita e ilmenita como acessórios e anfibólio, clorita, epidoto,
biotita, sericita, carbonatos e albita como secundários (Dussin 1994). Os relictos ígneos não
representam mais que 5% da composição mineralógica dessa rocha (Dussin 1994). Os metatufos são
compostos por hornblenda, quartzo e plagioclásio, com granada, epidoto, biotita, titanita,
cummingtonita e opacos como acessórios (Machado 1998).
Os metadiabásios têm composição basáltica subalcalina tholeiítica de rift continental e
assinatura geoquímica dada pela correlação negativa entre MgO, elementos incompatíveis e óxidos de
Si, Ti, Fe, Na e P, em contraste com a correlação positiva entre o CaO e metais de transição (Dussin
1994), além do enriquecimento em Zr, V e Th e do aumento de Y proporcional ao do #FeO, expresso
por FeO
T
/FeO
T
+MgO (Machado 1998).
O metamorfismo experimentado pelas rochas metamáficas processou-se na fácies anfibolito,
sugerido pelas paragêneses minerais (Souza 1988) e dados geotermobarométricos (Tab. 2.2).
A idade tardi-proterozóica, proposta por Dorr & Barbosa (1963), é confirmada por
geocronologia U-Pb em zircão datado de 906 ±2 Ma (Machado et al. 1989), a idade de extração crustal
T
DM
dessas rochas é estimada em 1550-1640 Ma (Dussin 1994).
Tabela 2.2 – Geotermobarometria de metamáficas coletadas entre Itabira e Nova Era.
Temperatura núcleo-borda (ºC) Pressão núcleo-borda (kbar)
Hbl-Plg
a
Grd-Hbl
b
GASP
c
Grd-Hbl-Plg-Qtz
d
Belmont/Capoeirana
1
- 602-593 ~ 7 -
Piterias
2
644-628 580-534 - 6-5
1-Machado (1998), 2-Viana (2004); a-Holland & Blundy (1994), b-Graham & Powell (1984), c-Koziol (1989), d-Kohn & Spear (1990).
Hbl = hornblenda, Plg = plagioclásio, Grd = granada, Qtz = quartzo e GASP = granada-aluminossilicato-quartzo -plagioclásio.
2.3.4 – Grupo Nova Lima (Supergrupo Rio das Velhas)
A seqüência de xistos e filitos esverdeados (paraderivados e vulcânicos) que, na porção oeste
da área se associa a quartzitos, formações ferríferas, anfibolitos e ultramáficas é correlacionada ao
Grupo Nova Lima (Padilha et al. 2000; Fig. 2.3). Embora se reconheça a presença de litotipos das suas
três unidades principais (metavulcânica, metassedimentar e química) o detalhamento dos trabalhos de
cartografia até então efetuados é insuficiente para a sua individualização.
A clorita é o mineral mais abundante em diversos litotipos dessa unidade, ocorrendo ainda
quartzo, tremolita/actinolita, plagioclásio sódico, magnetita, leucoxênio e carbonatos (Padilha et al.
2000). Essa assembléia mineral sugere um metamorfismo de fácies xisto verde alto a anfibolito baixo,
acompanhado de processos deformacionais, registrados pela foliação.
15
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
2.3.5 – Supergrupo Minas (indiviso)
Da pilha de metassedimentos que materializa o Quadrilátero Ferrífero são individualizados
quatro grupos: Caraça, Itabira, Piracicaba e Sabará, de natureza química e terrígena, com maior ou
menor contribuição vulcanogênica (ex.: Alkmim & Marshak 1998 e Padilha et al. 2000). Na região
estudada as rochas dessa unidade têm pequena expressão areal, restringindo-se aos setores noroeste e
centro-sul do mapa (Fig. 2.3). Apesar de estar individualizada, sabe-se que nas proximidades de Itabira
predominam os litotipos da Formação Cauê, Grupo Itabira, que constituem-se essencialmente de
formações ferríferas bandadas, por vezes manganesíferas e dolomíticas.
2.3.6 – Rochas ígneas
Em termos gerais são notados três tipos de rochas ígneas: granitóides tipo Borrachudos, que
ocorrem com dimensões consideráveis e dominam a região entre Itabira-Nova Era (Fig. 2.3); veios e
diques de pegmatitos com origem não muito clara, que podem ou não relacionar-se aos granitos; e
corpos máficos diversos (Dussin 1994 e Padilha et al. 2000).
Suíte Borrachudos
A Suíte Borrachudos (Grossi Sad et al. 1990) encerra vários corpos com afinidade geológica
ao Granito Borrachudos, descrito a noroeste de Itabira (Dorr & Barbosa 1963). A área de ocorrência
dessa suíte limita a porção leste da Serra do Espinhaço, estendendo-se por cerca de 200 km, da represa
Peti até Sabinópolis, passando por Ferros (Dussin 1994; Fig. 2.2). Machado (1998), entre outros,
dissociam o Granito Borrachudos, considerado por eles arqueano, dos granitos estaterianos dessa suíte.
Os litotipos predominantes nessa suíte são leucocráticos e foliados, com granulação variando
de fanerítica grossa a afanítica, localmente porfirítica (Dussin 1994). Trata-se normalmente de um
augen-gnaisse cuja fraca foliação – homogênea e penetrativa, dada pela orientação de nódulos de
biotita – tende a desaparecer da periferia para o centro dos corpos (Souza 1988).
Os diversos corpos plutônicos e vulcânicos da Suíte Borrachudos são mineralogicamente
semelhantes entre si e classificados como álcali-feldspato granitos (Dussin 1994). Feldspato potássico,
quartzo, biotita, plagioclásio e hornblenda compõem a mineralogia essencial, enquanto fluorita,
epidoto, titanita, apatita, monazita, molibdenita, granada, sulfetos e óxidos de Fe e Ti constituem os
principais acessórios (Machado 1998). O feldspato potássico, encontrado tanto na matriz como em
fenocristais, apresenta-se de duas maneiras: ortoclásio pertítico a mesopertítico, de origem primária
(Dussin 1994), e microclina, produto da recristalização metamórfica (Machado 1998).
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Quimicamente semelhantes a granitos intra-placa esses litotipos, de grande homogeneidade
composicional nos vários corpos da suíte, têm afinidade com granitos tipo-A (Fernandes et al. 2000).
O seu caráter metaluminoso a subalcalino (com exceção dos tipos mais deformados, peraluminosos) e
a presença de F, aliados às anomalias negativas de Ba, Sr, V, Cr e Ni e positivas de Rb, Th, Pb, Nb, e
ETR e à elevada razão Ga/Al são a assinatura geoquímica desses litotipos (Dussin 1994).
Com relação aos elementos terras raras (ETR) nota-se que os granitos e riolitos, foliados ou
não, são em geral semelhantes, com fracionamento dos termos pesados e pronunciada anomalia
negativa de Eu, diferindo-se os granitos pelo menor conteúdo ETR, empobrecimento relativo de Lu
em relação a Yb e ausência da anomalia negativa de Ce, em comparação aos riolitos (Dussin 1994).
Tipos foliados têm conteúdo de ETR e anomalia de Eu maiores que os homogêneos (Machado 1998).
Seu metamorfismo, estimado na fácies epidoto-anfibolito pela paragênese albita, biotita,
epidoto e granada (Souza 1988) é confirmado por cálculos geotermobarométricos (Tab. 2.3).
Tabela 2.3 – Geotermobarometria do Granito Borrachudos da região entre Itabira e Nova Era (Machado 1998).
Textura Temperatura núcleo-borda (ºC) Pressão núcleo-borda (kbar)
Grd-Bio
a
Plg-Afel
b
GASP
c
Estm
Homogênea 554-630 427-419 - 6
Foliada - 418-399 11-22 6
a-Bhattacharya et al. (1992), b-Nekvazil & Burnham (1987), c-Koziol (1989); Grd = granada, Bio = biotita, Plg = plagioclásio, Afel = álcali-
feldspato, GASP = granada-aluminossilicato-quartzo-plagioclásio e Estm = pressão usada nos cálculos geotermométricos
Dados geocronológicos (U-Pb e Pb-Pb, Tab. 2.4) indicam que o plutonismo da Suíte
Borrachudos provavelmente ocorreu durante o período Estateriano (Dussin 1994) sincrônico, portanto,
ao vulcanismo ácido relacionado ao Supergrupo Espinhaço (Machado et al. 1989). O Brasiliano é o
ultimo evento tectono-metamórfico importante dessa região, marcado pela restauração do sistema
isotópico e registrado nos sistemas Rb-Sr e K-Ar. Uma síntese dos dados geocronológicos para os
diversos corpos da Suíte Borrachudos pode ser encontrada na tabela 2.4.
Tabela 2.4 – Síntese dos dados geocronológicos dos corpos da Suíte Borrachudos.
Plúton/Método U-Pb (Ma) Pb-Pb (Ma) Rb-Sr (Ma) K-Ar (Ma)
São Félix 1729 +12
2
1426 +14
4
482 ± 6
2
Urubú - 2140 ± 177
4
486 ± 8
2
Itauninha 1600
3
- 475 ± 6
2
Açucena 1740 ± 8
1
- - -
Granito
subvulcânico do
Vale do Guanhães
- 932 ± 92
4
463 ± 7
2
1-Silva et al. (2002), 2-Dossin et al. (1993), 3-Dussin (1994), 4-Teixeira et al. (1990).
17
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Pegmatitos
Diversos corpos pegmatíticos, com poucos centímetros a dezenas de metros de espessura,
cortam, de forma subconcordante, as rochas da Suíte Borrachudos e dos complexos Mantiqueira e
Guanhães (Dorr & Barbosa 1963). De acordo com o seu conteúdo mineralógico estes podem ser
agrupados em dois conjuntos, uma granítica rica em feldspato e mineralizada em berilo e outra
peraluminosa insaturada, com cianita, cordierita e coríndon, que se associa à unidade metassedimentar
do Complexo Guanhães, especialmente aos termos mais gnaissificados (Machado 1998).
Os pegmatitos do primeiro conjunto são os mais comuns e foram introduzidos nos tipos mais
foliados da Suíte Borrachudos (onde são mais abundantes), nos gnaisses do Complexo Mantiqueira e
nas unidades máfica e ultramáfica do Complexo Guanhães (Souza 1988). O conteúdo de K, Rb e Cs
em álcali-feldspato e moscovita desses pegmatitos mostra sua diferenciação de cerâmico (à moscovita)
até portadores de metais raros, especializado em Be, refletindo uma taxa de diferenciação moderada,
comparada aos demais distritos da Província Pegmatítica Oriental Brasileira (Morteani et al. 2000).
Dados geocronológicos Rb-Sr de feldspatos e biotita sugerem a existência de pelo menos duas
gerações de pegmatitos (Tab. 2.5). Uma primeira, de idade estimada em 1900 Ma. é responsável pela
formação dos veios mineralizados em esmeralda, deformados no Ciclo Brasiliano, com reequilíbrio do
sistema isotópico (Preinfalk et al. 2002). Essa geração é alternativamente interpretada como
contemporânea ao Ciclo Brasiliano, apoiada por datações em monazita e titanita com 520 Ma e 512-
450 Ma, (Bilal et al. 2000 e Dussin & Uhlein 2003). A segunda geração de pegmatitos, datada de 477
±14 Ma, origina veios estéreis indeformados (Preinfalk et al. 2002).
Tabela 2.5 – Síntese dos dados geocronológicos de pegmatitos e xistos mineralizados.
Local/Método Rb-Sr Ar-Ar
Feldspato e moscovita de banda pegmatítica estéril no Borrachudos 477 ±6
1
-
Feldspato de veio pegmatítico estéril do ortognaisse de Piçarrão 480 ±4
1
-
Biotita xisto mineralizado em esmeralda (Belmont) 480
1
-
Flogopita em xisto mineralizado em esmeralda (Capoeirana) - 509 ±2
2
Veios estéreis em ortognaisses de Ponte da Raiz, Morro Escuro e Caracol 477 ±14
1
-
1- Preinfalk et al. (2002), 2-Ribeiro Althoff et al. (1996).
Máficas
Ao menos duas gerações de rochas máficas podem ser seguramente reconhecidas na região em
apreço: uma mais antiga, anfibolitizada, e outra sem indícios de metamorfismo (Dorr & Barbosa
1963). Boa parte das rochas mais antigas deve se relacionar à unidade metamáfica do Complexo
Guanhães, já descrito. Dentre as mais jovens, que cortam as estruturas brasilianas, distinguem-se
diques de diabásio e gabro com bordas de resfriamento (Dorr & Barbosa 1963) encaixados em antigos
sistemas de fraturas de orientação N-S (Dussin 1994).
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Essas rochas têm textura inequigranular intergranular, raramente porfirítica e vesicular, são
compostas por plagioclásio, augita e/ou olivina além de óxidos de Fe e Ti (Dussin 1994).
Sua idade, estimada pelo método K-Ar em rocha total entre 220-170 Ma, indica uma evolução
anterior aos principais enxames fanerozóicos do sudeste brasileiro (Dussin 1994).
2.4 - ARCABOUÇO ESTRUTURAL
Os principais aspectos estruturais são reflexo do posicionamento geotectônico da área junto à
Faixa Araçuaí (Almeida 1977). Dessa forma observa-se que as maiores estruturas, como os limites das
principais unidades litoestratigráficas, encontram-se alinhados segundo a direção NNE-SSW,
concordante com o trend geral da Faixa Araçuaí nessa região (Almeida 1977; Fig. 2.1).
Localmente também é notável a orientação preferencial das estruturas marcadoras dos
processos deformacionais, como zonas de cisalhamento, foliações e eixos de grandes dobras,
alinhados segundo a direção NNE-SSW (Fig. 2.3). Da mesma forma os contatos litológicos também
orientam-se segundo essa direção (Fig. 2.3), conforme já discutido na litoestratigrafia.
Uma vez que o principal estilo estrutural reconhecido é o dobramento, as diferentes famílias
de dobras foram agrupadas em três classes em função da sua área de abrangência. Dessa maneira, as
dobras de mesoescala, com eixo NE-SW variam de abertas a isoclinais (podendo mostrar flanco
invertido), constituem aquelas mapeáveis por poucos quilômetros, como os sinformes de Cauê, Dois
Córregos e Conceição, que é contíguo ao antiforme do Rio do Peixe; as dobras de pequena escala
ocorrem superimpostas às de mesoescala e têm comprimento de onda menor que 1 km, portanto
passíveis de identificação em afloramentos; por fim, as dobras menores, têm eixo NE-SW e
comprimento de onda de dezenas de metros a poucos milímetros, não sendo, portanto representáveis
em mapas geológicos (Dorr & Barbosa 1963).
Nas proximidades de Itabira a foliação tende a mergulhar com ângulo moderado para E. No
domínio dos granitos mais foliados da Suíte Borrachudos a foliação mergulha com ângulo baixo a
moderado para NNW, que concorda com parte das medidas de bandamento gnáissico, no qual são
observados mergulhos para WSW (Souza 1988). A foliação observada em xistos da mina da Piteiras
mergulha com ângulo baixo a moderado para SW, sendo ainda observada uma foliação mais jovem
que mergulha com médio ângulo para NW (Viana 2004).
19
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
As estruturas lineares, materializadas pelos eixos de dobras menores, de crenulações e do
alongamento de minerais e agregados deformados, têm caimento sistemático em torno de 10-40º para
E nas proximidades de Itabira (Dorr & Barbosa 1963). Na mina da Piteiras e em suas
circunvizinhanças a lineação mineral cai com baixo ângulo ora para SSE ora para NNW (Viana 2004).
Conforme já discutido na litoestratigrafia, uma marcante característica dos granitos tipo Borrachudos é
a presença de uma pronunciada lineação mineral.
Em vários locais podem ser observadas falhas, normalmente de alto ângulo e com trend N-S
que cortam as maiores estruturas (Dorr & Barbosa 1963 e Souza 1988).
20
CAPÍTULO 3
LITOESTRATIGRAFIA E GEOLOGIA ESTRUTURAL
3.1 - ARCABOUÇO LITOESTRATIGRÁFICO DA ÁREA ESTUDADA
As rochas da região da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era podem ser agrupadas em
cinco grupos litológicos principais: gnaisses, xistos, quartzitos, granitóides e anfibolitos.
As fichas de descrição petrográfica dessas amostras encontram-se sumarizadas no Anexo 2.
Os gnaisses têm distribuição reduzida na área entre Itabira e Nova Era, particularmente
abundantes nas proximidades dessa última. Na região de Nova Era os ortognaisses predominam sobre
os gnaisses paraderivados encontrados a sul de Itabira, localmente gerados pelo metamorfismo mais
intenso de rochas sedimentares relacionadas ao Complexo Guanhães (Fig. 2.3). Os ortognaisses de
Nova Era são interpretados como parte do Complexo Mantiqueira (Fig. 2.3)
Os xistos compreendem um importante grupo litológico, uma vez que são os principais
portadores dos cristais de esmeralda. Juntos, os xistos mineralizados e estéreis, agrupados na unidade
metavulcanossedimentar do Complexo Guanhães (Gmvs), mostram uma considerável expressão areal
em planta (Fig. 2.3). Podem ser reconhecidos tipos de caráter claramente paraderivado, com diversas
proporções de quartzo, biotita, cianita e estaurolita, e tipos ortoderivados, de caráter ultramáfico, que
portam flogopita e anfibólio, alternando-se como principais minerais e granada acessória. Em campo,
os xistos orto- e paraderivados ocorrem tanto isoladamente como em associação, sendo comum
observar-se interdigitações entre esses dois tipos.
Quartzitos ocorrem intimamente relacionados aos xistos paraderivados em diversos pontos da
área, como na Serra da Pedra Branca e na estrada entre Itabira e Guanhães, podendo ainda ser
observada gradação entre quartzo-moscovita xisto e quartzito, conforme se observa localmente na
mina da Piteiras e em furos de sondagem na Mina Rocha.
Os metagranitos da Suíte Borrachudos são as rochas predominantes dessa região (Fig. 2.3), no
entanto reconhecem-se, ainda que em menor proporção, granitóides texturalmente diferentes e
pegmatitos, os quais normalmente são mapeados de forma indistinta junto às rochas dessa suíte,
normalmente devido a sua pequena expressão areal e semelhança petrográfica.
A forma de ocorrência dos corpos anfibolíticos, que cortam os gnaisses e xistos sugere origem
a partir do metamorfismo de diques máficos.
Em menor proporção encontram-se localmente outros tipos de rochas metaultramáficas, como
esteatito, tremolita xisto e serpentinito.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
A sucessão estratigráfica dos litotipos da área pôde ser bem estudada por meio da investigação
detalhada de testemunhos de sondagem e dos trabalhos de campo efetuados nas minas a céu aberto e
subterrânea da Mina Rocha. Para obter-se uma visão mais regional dessa sucessão foram feitos
também trabalhos de campo na mina subterrânea da Piteiras e galerias do garimpo de Capoeirana,
além de investigações em diversos cortes da estrada recém pavimentada (MG-110) e vias secundárias,
bem como a identificação de afloramentos isolados.
A sucessão estratigráfica encontrada na área da Mina Rocha (Fig. 3.1) é relativamente simples,
com franco predomínio de diferentes tipos de xistos, comumente separados por leitos de
biotita/flogopita xisto. No leito mais superficial há a predominância de cianita xisto. A passagem do
cianita xisto para o estaurolita cianita xisto é marcada por uma zona milonítica, onde a sillimanita
abunda. No contato entre o cianita-estaurolita xisto e o granada xisto é que se encontra a camada mais
espessa de flogopita xisto. Passagens anfibolíticas foram observadas em todos os leitos. Os granitos
foliados da Suíte Borrachudos afloram cerca de 500 m a oeste dessa seção.
Figura 3.1 – Perfil esquemático na área da Mina Rocha, baseado em testemunhos de sondagem e afloramentos.
A sondagem FSR–03 encontra-se detalhada na Fig. 3.3. As camadas de flogopita xisto correspondem às zonas
mineralizadas em esmeralda.
O estudo detalhado, realizado no testemunho do furo FSR-25 (Fig. 3.2), mostra uma grande
diversidade mineralógica, e ressalta a natureza sedimentar pelítica dessas rochas, marcada pela
expressiva ocorrência de estaurolita, granada, cianita e sillimanita.
Os leitos terrígenos são sugeridos pela ocorrência de sericita xistos muito quartzosos, que
gradam para quartzitos com magnetita e turmalina negra (schorlita). Essas rochas afloram com grande
expressão no Morro da Pedra Branca (Fig. 2.3).
Os leitos de flogopita xisto mineralizados em esmeralda e as lentes de anfibólio xisto
ultramáfico e anfibolito, no entanto, têm caráter ortoderivado, como se pode perceber pelos elevados
teores de Cr e Mg, discutidos no Capítulo 4.
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
As principais estruturas deformacionais observadas na sondagem FSR–25 têm caráter reverso
horário com vergência para E (Fig. 3.2). Essas estruturas estão em desacordo com a vergência
tectônica regional do Quadrilátero Ferrífero e da estrutura que o limita com a Província Mantiqueira,
sugerindo a inversão das camadas estudadas. Em menor quantidade observam-se também estruturas
normais anti-horárias menos dúcteis, com vergência para W, possivelmente relacionadas a colapso
orogenético.
Figura 3.2 – Perfil detalhado do testemunho de sondagem FSR – 25.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
O testemunho do furo FSR–03 é o mais profundo efetuado na Mina Rocha, atingindo 202 m
de profundidade. A sua descrição permitiu estabelecer um perfil estratigráfico mais completo,
seccionando todas as litologias encontradas no testemunho do furo FSR–25, além de metagranitóides
(Fig. 3.3).
Figura 3.3 – Perfil detalhado do testemunho de sondagem FSR–03, com indicação das amostras coletadas.
24
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
3.2 - PETROGRAFIA
3.2.1 – Gnaisses
Compreendem orto- e paragnaisses que variam desde leucocráticos até melanocráticos,
mostrando-se, em geral, mesocráticos. Esses gnaisses têm granulação variando de fina a média e
muitas vezes portam lentes anfibolíticas concordantes com o bandamento composicional (Fig. 3.4).
Na região os gnaisses ocorrem frequentemente com profunda alteração intempérica,
originando um produto de alteração em tons variegados de branco e vermelho. Mesmo em amostras de
testemunhos de sondagens essa rocha ainda encontra-se bastante alterada, o que dificulta o seu estudo
petrográfico.
A textura dos gnaisses da região varia de bandada a homogênea (homófona), conforme se
observa nos cortes de estrada, nas minas e nos garimpos de esmeralda.
Figura 3.4 – Corte de estrada na MG-120, próximo a Nova Era, com ortognaisse bandado do Complexo
Mantiqueira deformado por um leque imbricado de falhas vergente para WNW. O corte tem de cerca de 10 m de
comprimento e orientação WNW-ESE.
É comum encontrar-se porções miloníticas, que podem variar de poucos centímetros até vários
metros de largura, as quais podem ser vistas tanto nas minas (subterrânea e a céu aberto), cortes de
estrada e em amostras de testemunhos de sondagem. Essas zonas miloníticas normalmente mostram
alto ângulo.
Os ortognaisses têm mineralogia monótona, quartzo-feldspática, com biotita, apatita, titanita e
hornblenda alternando-se como os principais minerais acessórios (Fig. 3.5). Ocorrem ainda, mais
raramente, tipos onde a concentração de um determinado acessório, dentre os supracitados, eleva-se e
atinge valores superiores a 10% vol., como por exemplo ocorre com a titanita na mina da Piteiras e
com a apatita nas imediações das minas da Belmont, Beibra e da Mina Rocha.
A classificação dos ortognaisses, com base na composição modal, varia de granítica até
tonalítica.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 3.5 – Fotomicrografias de ortognaisses mostrando: (A) kink bands em maclas de plagioclásio, amostra
CM-47F; (B) cristais de apatita (incolor) e zircão (isotropizados) gerando halos em biotita da amostra BB-1 e;
(C) banda máfica com porfiroblastos poiquiloblásticos de hornblenda e biotita com inclusões de titanita da
amostra CM-47G. A barra mede 0,5 mm; A – LPX, B e C – LPP.
Os paragnaisses, por sua vez, apresentam uma maior diversidade mineralógica, com
moscovita, biotita, turmalina, cianita, sillimanita e anfibólios (hornblenda e tremolita) alternando-se
como os minerais acessórios mais comuns. Cristais de cordierita foram encontrados apenas na região
do garimpo de Capoeirana.
Nas zonas de cisalhamento que cortam os gnaisses paraderivados na área da Mina Rocha é
comum encontrar concentrações muito elevadas de granada, sillimanita e cianita, sendo que os últimos
minerais definem claramente uma lineação mineral de baixo ângulo que cai para N (Fig. 3.6).
Os gnaisses ainda podem, ocasionalmente, apresentar porções migmatíticas.
26
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 3.6 – Ortognaisse do garimpo do Rei em Capoeirana (A), com foliação gnáissica paralela ao
bandamento; paragnaisses da Mina Rocha, com cristais de cianita (CIA) alinhados (B) e agregados fibrosos de
sillimanita (SIL) paralelos ao bandamento composicional (C).
Associados aos paragnaisses é comum encontrarem-se outros tipos de metassedimentos do
Complexo Guanhães, principalmente xistos e quartzitos.
3.2.2 – Xistos
Compreende um conjunto de litotipos com mineralogia e natureza diversificadas sendo, da
mesma forma que para os gnaisses, reconhecidos tipos orto- e paraderivados.
Os xistos afloram com moderado a elevado grau de intemperismo em tons avermelhados a
arroxeados, mostrando-se, por vezes mais esbranquiçados, devido à maior concentração de quartzo.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
As amostras mais frescas, obtidas nas minas e garimpos subterrâneos e nos testemunhos de
sondagens têm coloração cinza, com tonalidade variando em função do mineral essencial. Dessa forma
a rocha toma tonalidade azulada quando há predominância de cianita; caramelada, devido à presença
de estaurolita; marrom-avermelhada, quando a granada predomina; esverdeada, se o principal mineral
é o anfibólio; e negra, quando há o predomínio de biotita (Fig. 3.7).
Figura 3.7 – Xistos da Província Esmeraldífera de Itabira-Nova Era com diferentes cores em função da
mineralogia predominante. (A) flogopita xisto da zona mineralizada da mina subterrânea da Piteiras;
(B) estaurolita-sillimanita xisto (amostra R-33), (C) cianita xisto (amostra R-18) e (D) granada xisto (amostra R-
30), todos os três da capa da zona mineralizada na Mina Rocha; (E) tremolita xisto da lapa/zona intermediária do
garimpo de Capoeirana (amostra P-2).
28
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Xistos ortoderivados
Na área da Rocha mineração os xistos ortoderivados mineralizados em esmeralda (Fig. 3.8)
são petrograficamente classificados como flogopita xisto, granada-flogopita xisto e anfibólio (Mg-
hornblenda) flogopita xisto, havendo predominância de flogopita xisto e transições para os demais. A
origem ortoderivada foi determinada com base em dados geoquímicos (Cap. 4), principalmente devido
aos elevados teores de Cr e Ni. Esses xistos ocorrem como lentes de espessura muito variada
(centimétricas a métricas) intercaladas aos xistos paraderivados e pegmatitos (Fig. 3.1).
Figura 3.8 – Pegmatito em contato com flogopita xisto mineralizado em esmeralda na galeria da Mina Rocha.
No garimpo de Capoeirana observa-se que os xistos mineralizados (flogopita xisto e flogopita-
anfibólio xisto esverdeado) constituem uma camada encaixada em gnaisse granatífero. Na mina
subterrânea da Piteiras a principal camada mineralizada (anfibólio-flogopita xisto) encontra-se
encaixada em paragnaisses com granada, estaurolita e cianita, conforme já demonstrado por Viana
(2004). Na mina da Belmont a mineralização encontra-se hospedada em xistos ultramáficos associados
a uma seqüência metapelítica (Machado, 1998).
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Xistos paraderivados
Assim como os paragnaisses, os xistos paraderivados encontrados na mina da Rocha
mineração contêm micas (biotita, moscovita e fuchsita?), cianita, sillimanita (variedade fibrolita),
estaurolita e granada, que se alternam como principais minerais, com ilmenita, titanita, magnetita e
outros como minerais acessórios (Fig. 3.6).
A xistosidade é bem definida e marcada pela orientação preferencial das micas, embora haja,
em muitos casos, uma posterior fase de cristalização gerando uma textura decussada desses minerais.
A lineação mineral contida na xistosidade principal é definida pelo crescimento orientado de anfibólio,
sillimanita e cianita.
Em lâmina observa-se ainda a presença de dobras isoclinais recumbentes, com plano axial
paralelo à foliação principal da rocha, além de indicadores cinemáticos diversos, como sombras de
pressão e foliações sigmoidais, que sugerem a atuação de processos de milonitização nas rochas dessa
região.
A semelhança mineralógica e o fato de ocorrerem associados sugerem que os xistos e os
paragnaisses pertencem à mesma unidade litoestratigráfica que teriam evoluído de forma distinta pela
acomodação diferenciada da deformação.
3.2.3 – Quartzitos
Os quartzitos encontram-se posicionados topograficamente acima dos xistos, sendo
encontrados na região das minas de esmeralda (Mina Rocha e Piteiras), em maior volume na região da
Serra da Pedra Branca. Nota-se que a gradação de quartzitos para xistos muitas das vezes é do tipo
transicional.
A textura sacaroidal é a predominante, principalmente nos litotipos mais puros, sendo também
observadas estruturas bandada e milonítica em muitos casos.
Os quartzitos (Fig. 3.9) têm mineralogia simples, sendo compostos, além de quartzo, por
micas, principalmente moscovita, além de biotita e mica esverdeada (fuchsita?) encontradas
localmente. Magnetita, turmalina e feldspato são os acessórios mais comuns.
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 3.9 – Testemunho de sondagem (FSR–25, 11 m de profundidade) com leito de quartzito/quartzo-mica
xisto, com cristais de magnetita (negros) e de moscovita (cinza claro).
3.2.4 – Granitóides
Dentre os diversos granitóides encontrados na área da Mina Rocha destaca-se, pela sua
abundância, o da Suíte Borrachudos. Vários afloramentos dessa rocha podem ser encontrados ao longo
de boa parte da estrada de acesso para a mina, sustentando, ainda, o relevo de um elevado morro
situado a cerca de 2 km a leste da rampa de acesso para a mina subterrânea.
Agrupados na categoria de granitóides encontram-se, ainda, pegmatitos e granitóides
porfiríticos de matriz fina e pouco foliada, identificados apenas em testemunhos de furos de sondagem
da Mina Rocha.
Suíte Borrachudos
O granitóide denominado Borrachudos, ao qual é atribuída a fonte de Be, indispensável para a
formação da esmeralda (Machado 1998), é uma rocha bastante abundante em toda a região entre
Itabira e Nova-Era, estendendo-se ainda, desde as proximidades de João Monlevade (ao Sul) até a
altura de Ferros (Figs. 2.2 e 2.3). As ocorrências desse litotipo são morfologicamente caracterizadas
por sustentar morros normalmente altos e desnudos, que contrastam com o relevo de mares-de-morros
característico dos gnaisses.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Apesar de diversos corpos do Granito Borrachudos aflorarem nas proximidades da Mina
Rocha não foram encontradas porções deste intercaladas aos xistos nos testemunhos de sondagens
analisados, tampouco no interior da mina subterrânea. Esse fato também foi observado por Viana
(2004) na mina de esmeralda da Piteiras. No entanto, é possível que o saprólito granítico foliado de
cor cinza, com tons variegados de rosa, que capeia boa parte da lavra a céu aberto seja um
representante dos granitóides dessa suíte.
As várias ocorrências estudadas do Granitóide Borrachudos, na área da Mina Rocha e ao longo
da estrada entre Itabira e Nova-Era, possibilitaram a observação de litotipos com variados graus de
alteração intempérica e de deformação, sendo encontradas desde amostras indeformadas até porções
intensamente milonitizadas.
As amostras estudadas, quando frescas, mostram cor cinza clara e granulação variando de
média a grossa. A estrutura mais frequëntemente observada é a foliada, definida pela orientação de
cristais de biotita e anfibólio (Fig. 3.10B). O bandamento composicional é também bastante comum e
dado pela segregação, em leitos centimétricos a milimétricos, de material leucocrático quartzo-
feldspático, que se intercala com níveis melanocráticos de mesmo porte. Menos frequente é a estrutura
milonítica, a qual pode ser observada ao longo de zonas de cisalhamento discretas, onde porfiroclastos
de feldspato, de até 4 cm, encontram-se rotacionados (Fig. 3.10A). Mais raramente ocorrem rochas de
textura homogênea (homófona) e rochas com textura cataclástica brechada (Fig. 3.10C), formadas ao
longo de zonas de cisalhamento rúptil.
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 3.10 – Aspecto macroscópico do granitóide tipo Borrachudos com estrutura milonítica porfiroclástica
(A), foliada/bandada (B, amostra CM-47A) e brechada (C). Afloramentos na margem do Rio do Peixe, entre
Itabira e Nova-Era.
Ao microscópio observa-se a predominância de quartzo e biotita, além de microclina e
plagioclásio, encontrados tanto na matriz como em fenocristais. O plagioclásio é maclado e exibe
zonamento composicional normal, evidenciado pela alteração (saussuritização) incipiente do núcleo.
Os acessórios mais comuns são o anfibólio (hornblenda) e a titanita, ocorrendo, subordinadamente,
apatita, fluorita, granada, zircão e ilmenita, além de epidoto secundário.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Granitóides diversos
Metagranitóides porfiríticos de matriz fanerítica fina e foliada foram observados no terço
inferior do furo (FSR – 03). Essas rochas têm coloração cinza bem claro e portam pequenos
fenocristais/porfiroblástos(?) de feldspato anédrico de cor branca (Fig. 3.11). A distinção dos presentes
granitóides dos da Suíte Borrachudos é feita por conta das suas características mineralógicas, texturais
e químicas (Cap. 4).
Figura 3.11 – Aspecto macroscópico de granitóide da Mina Rocha com fenocristais brancos de feldspato (A) e
cristais avermelhados de granada envoltos por auréola feldspática branca (albita?). Amostras R-59 e R-64 do
furo (FSR–03).
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Os fenocristais/porfiroblastos de plagioclásio são anédricos e poiquilíticos, portando uma
enorme quantidade de inclusões, principalmente de cristais de quartzo (Fig. 3.12A), mais raramente
microclina. Na região do contato entre a inclusão e o plagioclásio desenvolve-se uma película albítica
que envolve por inteiro a inclusão. As auréolas em torno de todos os grãos de quartzo inclusos num
mesmo cristal de plagioclásio extinguem-se simultaneamente, isto é, têm a mesma orientação óptica
(Fig 3.12B). As inclusões de quartzo podem ter se infiltrado por metassomatismo.
Figura 3.12 – Fotomicrografias de granitóide da mina da Rocha (amostra R-59) com fenocristal de plagioclásio
poiquilítico e maclado em matriz de quartzo, feldspato e biotita (A); e detalhe das inclusões de quartzo no
interior do plagioclásio, com halos brancos albíticos em torno das inclusões (B). LPX.
Os cristais de granada são, analogamente aos de plagioclásio, muito poiquiloblásticos
(microestrutura em atol), portando inclusões de quartzo, feldspato e minerais opacos (ilmenita e
titanomagnetita), além de rara titanita. São anédricos amebóides e encontram-se envoltos por auréola
de plagioclásio (albita?).
Pegmatitos
Os pegmatitos dessa província formam veios, diques e bolsões brancos que intrudem
indiscriminadamente todas as rochas da região, desde as rochas do embasamento gnáissico até as
rochas da seqüência metavulcanossedimentar do Complexo Guanhães e a Suíte Borrachudos. Essas
intrusões de pegmatitos têm dimensões que podem variar desde centimétricas a dezenas de metros de
espessura e são as rochas responsáveis pela introdução de Be para a geração da esmeralda.
Com relação à mineralogia, os pegmatitos são essencialmente constituídos por cristais
subédricos a anédricos de albita, os quais podem atingir até 10 cm e frequentemente exibem maclas
polissintéticas perceptíveis macroscopicamente.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Além do plagioclásio encontram-se também microclina, quartzo e micas que, muitas das
vezes, compõem a mineralogia essencial da rocha, ao lado do plagioclásio. Como acessórios mais
comuns encontram-se diferentes proporções de berilo, apatita e molibdenita (Fig. 3.13), além de
crisoberilo, monazita e titanita, comumente associados a pegmatitos com deficiência em sílica.
Machado (1998) relata ainda a existência de pegmatitos aluminosos com cianita, cordierita e coríndon,
encaixados em paragnaisses da região do garimpo de Capoeirana.
Na região da Mina Rocha ocorrem pegmatitos mineralizados em esmeralda (encaixados em
flogopita xisto) e galerias abandonadas de extração de água-marinha (intrudido em metagranitos da
Suíte Borrachudos), além de alexandrita (associada a fucchita xistos). Esta última mineralização
também pode ser esporadicamente encontrada na Mina da Belmont.
Figura 3.13 – Pegmatitos da mina subterrânea da Piteiras, com berilo verde (A), detalhe em (B) e molibdenita e
berilo (C).
3.2.5 – Anfibolitos
Compreende um conjunto de rochas máficas ortoderivadas, metamorfizadas em fácies xisto
verde a anfibolito, normalmente bem foliadas (Fig. 3.14). Tais rochas ocorrem intercaladas de forma
concordante na seqüência metavulcanossedimentar do Complexo Guanhães (Fig. 3.14), sendo também
identificados diques discordantes, em menor proporção.
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Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 3.14 – Anfibolitos em testemunho de sondagem do furo (FSR–03) da Mina Rocha, exibindo bandamento
concordante com o do estaurolita-granada xisto, indicado pelo lápis (A), microdobras indicando movimento
reverso sinistral (B) e porfiroblastos de granada rotacionados (C).
Quando frescas essas rochas têm cor negra, estrutura foliada a bandada e textura
granonematoblástica, dada pela orientação preferencial dos finos prismas de anfibólio.
A hornblenda é o mineral mais abundante dessas rochas, ocorrendo em bandas
monominerálicas, onde assume as maiores dimensões e em agregados poliminerálicos. Os menores
cristais ocorrem orientados e os maiores normalmente se dispõem de forma aleatória.
O plagioclásio constitui grãos anédricos, dispostos em agregados policristalinos e mostram
forte zonamento composicional normal, atestado pela alteração preferencial do seu núcleo, de
composição mais cálcica. Quartzo e biotita complementam a lista dos minerais essenciais. Os minerais
acessórios mais comuns são titanita anédrica, opacos (principalmente ilmenita e titanomagnetita),
zircão e clorita.
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Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
3.3 - METAMORFISMO
O principal registro metamórfico observado nas rochas da região estudada tem caráter regional
dinamotermal de grau médio e, localmente, associou-se a processos metassomáticos.
Enquanto as rochas metamáficas e metagraníticas apresentam apenas indícios de
metamorfismo isoquímico, a maioria das metaultramáficas certamente sofreu reações metassomáticas,
proporcionando a formação da mineralização da esmeralda. São freqüentes as evidências de processos
retrometamórficos, relacionados aos estágios mais avançados do evento principal ou a um evento
posterior, de menor intensidade.
A variedade química dos pacotes de rochas metassedimentares do Complexo Guanhães
possibilitou a geração de paragêneses minerais diversificadas e diagnósticas das condições de
temperatura e pressão. Nessas rochas cristalizaram-se populações de minerais típicos do
metamorfismo de médio grau, como estaurolita, cianita e sillimanita. A cordierita da região do
garimpo de Capoeirana, relatada por Machado (1998), não foi identificada na área da Mina Rocha.
As paragêneses minerais registradas nos litotipos paraderivados da Mina Rocha foram: quartzo
+ plagioclásio + biotita + granada + estaurolita + cianita + sillimanita + ilmenita, nos metapelitos (ex.
R-48, Fig. 3.15), e quartzo + plagioclásio + moscovita + magnetita, nos quartzitos (ex. R-03). A
textura dos metapelitos é constituída pela orientação linear de porfiroblastos de cianita e pela
orientação planar de cristais de biotita parcialmente substituídos por sillimanita (variedade fibrolita).
A paragênese granada + estaurolita e a textura de equilíbrio entre cianita e sillimanita indicam
metamorfismo barrowiano de fácies anfibolito, com temperatura variando entre 550 ºC e 750 ºC e
pressão entre 4 kbar e 8 kbar (Fig. 3.16). A área delimitada na figura 3.16, baseada na estabilidade da
estaurolita e dos polimorfos cianita + sillimanita, permite estabelecer as condições de temperatura e de
pressão de formação das rochas metapelíticas ao redor de 700 ºC e 7 kbar. No capítulo de
Geotermobarometria (Cap. 6) as condições de formação das rochas estudadas serão discutidas com
maiores detalhes.
38
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 3.15 – Fotomicrografias em luz polarizada (esquerda) e analisada (direita) de estaurolita-cianita xisto
com sillimanita e granada (R-48).
Figura 3.16 – Diagrama dos campos de estabilidade das fácies metamórficas com representação das linhas de
reações de alguns minerais da paragênese das rochas estudadas. Destaque para a fácies anfibolito, onde se
concentra a maior parte dos minerais em equilíbrio, indicada pelo círculo.
39
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
A paragênese mineral preservada nos gnaisses do embasamento e nos granitóides tipo
Borrachudos, composta por plagioclásio, feldspato potássico, biotita e hornblenda está de acordo com
o metamorfismo estabelecido para as supracrustais.
As rochas máficas têm paragênese constutuída por quartzo, plagioclásio, biotita, hornblenda e
opacos (ilmenita?) de fácies anfibolito, com retrometamorfismo em fácies xisto verde, conforme
observado pela presença de epidoto e carbonato.
A mineralogia monótona das rochas metaultramáficas, predominantemente compostas por
flogopita, com plagioclásio, quartzo e opacos subordinados, não dá suporte para o estudo das
condições de formação experimentadas por esses litotipos.
3.4 – GEOLOGIA ESTRUTURAL
A região da Província Pegmatítica de Itabira-Nova Era encontra-se, conforme já discutido
anteriormente, no limite do Cráton do São Francisco em zona de interação com a faixa móvel. Tal
porção é marcada pela forte influência da Faixa Araçuaí, que imprime lineamentos bastante
característicos, cujo traço mostra direção geral segundo N-S (Figs. 2.1 e 2.2).
Os maiores lineamentos materializam dois falhamentos com polaridade dirigida para W, que
encerram as rochas do Complexo Guanhães e da Suíte Borrachudos entre litotipos do Complexo
Mantiqueira, a leste e as unidades dos supergrupos Rio das Velhas e Minas, oeste (Fig. 2.3). Esses
lineamentos são materializados em campo por zonas de cisalhamento dúctil a rúptil (Fig. 3.6).
Na região compreendida entre os dois lineamentos supracitados, o padrão estrutural toma uma
complexidade bastante elevada, possivelmente relacionada a uma tectônica de nappes com vergência
para WNW. Essa tectônica parece inverter parte do conjunto litológico, como sugere a relação entre a
xistosidade e o acamamento observada nos metassedimentos do Complexo Guanhães na região da
Serra da Pedra Branca, onde o acamamento mergulha com médio ângulo para WNW.
Há entretanto pontos, como no garimpo de Capoeirana, onde se nota um complexo sistema de
dobramento de grande porte com eixo na direção equatorial e caimento de muito baixo ângulo para W.
Em função desse dobramento a foliação, nessa região mergulha com ângulo muito variado, em geral
médio a alto, ora para N, ora para S. À medida que se caminha para oeste a orientação da foliação
tende a tomar direção meridional, com mergulho de médio ângulo para SW, na área da Piteiras e para
W na Mina Rocha.
As atitudes da foliação obtidas na área da Rocha mineração encontram-se representadas no
diagrama da Figura 3.17, onde se pode observar a clara tendência de orientação segundo a direção
meridiana, com mergulho médio a baixo para WNW. A atitude média para a xistosidade nessa área é
N020E,58NW.
40
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Os eixos de dobras e as direções dos veios (pegmatíticos e de quartzo) encontrados na área da
Mina Rocha mostram grande dispersão e diferenciam-se muito bem pelo ângulo do caimento, baixo
para os eixos e mais elevado para os veios (Fig. 3.18).
Figura 3.17 – Estereograma de igual-área, hemisfério inferior, dos pólos da foliação Sn na área da Mina Rocha.
N=71, K=100; S=1,00; Máx.=110/58 (17%).
Figura 3.18 – Estereogramas de igual-área, hemisfério inferior, dos eixos de dobras (A) e veios de quartzo e
pegmatíticos (B).
41
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
É importante salientar que essa é apenas uma tendência geral e que a configuração
aparentemente simples a uma primeira vista torna-se bem mais complexa quando se aumenta o detalhe
da observação, com o aparecimento de trechos onde é difícil explicar o trend das estruturas.
As rochas encontradas ao longo da rodovia entre as cidades de Itabira e Nova Era, incluindo as
da região do garimpo de Capoeirana mostram atitude em torno de N85W,54NE (Fig. 3.19).
Figura 3.19 – Estereograma de igual-área, hemisfério inferior, dos pólos da foliação Sn das rochas ao longo da
rodovia entre Itabira e Nova Era. N=102, K=100; S=1,00; Máx.=186/54 (12%).
Verificam-se ainda foliações miloníticas de direção próxima a N-S, relacionadas a zonas de
cisalhamento dúcteis. Essas estruturas são normalmente reversas, a exemplo da que atravessa a área da
Mina Rocha e pode ser observada desde a superfície do terreno até o interior da galeria e é marcada
pelo forte alinhamento de cristais de cianita.
42
CAPÍTULO 4
LITOGEOQUÍMICA
4.1 - INTRODUÇÃO
Trinta e oito amostras representativas dos litotipos amostrados (Tabela 4.1) foram enviadas
para análise química de elementos maiores e traços nos laboratórios ACME Analytical Laboratories
LTD. (ICP-ES/MS) e LGqA/DEGEO (ICP-OES).
Uma síntese da simbologia empregada em todas as figuras deste capítulo está apresentada na
Figura 4.1.
Os resultados obtidos encontram-se discriminados no Anexo 1, e um resumo dos principais
resultados litogeoquímicos pode ser encontrado nas tabelas juntamente com a composição
mineralógica e textural de cada amostra.
Tabela 4.1 – Relação das amostras submetidas a análise química, com localização e descrição sucinta.
ACME
Analítica
Laboratórios
Local da amostragem Descrição
R-43 Mina Rocha; FSR - 03 Cianita-biotita xisto
R-53 Mina Rocha; FSR - 03 Metagranito a duas micas
R-55 Mina Rocha; FSR - 03 Metagranito a duas micas
R-58 Mina Rocha; FSR - 03 Metagranito a duas micas com fenocristais de feldspato
R-66 Mina Rocha; FSR - 03 Metagranito a duas micas com granada
R-72 Mina Rocha; FSR - 01 Pegmatito
CM-47A Margem do Rib. São José Granitóide Borrachudos com dobras isoclinais
B-1 Mina da Belmont Granitóide Borrachudos pouco foliado
PI-3E Mina subterrânea da Piteiras Biotita xisto com anfibólio
PI-4G Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto
PI-4I Mina subterrânea da Piteiras Flogopita-Mg hornblenda xisto
PI-4K Mina subterrânea da Piteiras Hornblenda-granada gnaisse da lapa do minério
PI-4M Mina subterrânea da Piteiras Anfibolito com grothita. Interior da zona mineralizada
PI-5C Mina subterrânea da Piteiras Pargasita-flogopita xisto com grothita e allanita
PI-5F Mina subterrânea da Piteiras Anfibólio-flogopita xisto com titanita e allanita
PI-21 Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto
PI-41 Mina subterrânea da Piteiras Metagranito a duas micas
PI-47 Proximidades da Piteiras Mg-hornblenda e tschermakita anfibolito com flogopita
PI-47.1 Proximidades da Piteiras Amostra semelhante à PI-47
PI-C649(CE) Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto em contato com cristal de esmeralda
PI-649(10cm) Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto a 10 cm do cristal de esmeralda
PI-17NE(CE) Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto em contato com cristal de esmeralda
PI-17NE(10cm) Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto a 10 cm do cristal de esmeralda
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Tabela 4.1 – Continuação.
LGqA/DEGEO Local da amostragem Descrição
R-43 Mina Rocha; FSR – 03 Cianita-biotita xisto
R-58 Mina Rocha; FSR – 03 Metagranito a duas micas com fenocristais de feldspato
B-1 Mina da Belmont Granitóide Borrachudos pouco foliado
PI-4G Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto
PI-4M Mina subterrânea da Piteiras Anfibolito com grothita. Interior da zona mineralizada
R-35 Mina Rocha; FSR - 03 Estaurolita-granada biotita xisto
R-47 Mina Rocha; FSR - 03 Anfibolito com granada
R-48 Mina Rocha; FSR - 03 Estaurolita-granada-sillimanita xisto
R-62 Mina Rocha; FSR - 03 Metagranito a duas micas com granada
P-2 Montebelo (Capoeirana) Anfibólio xisto de cor verde
CM-47G Margem do Rib. São José Granitóide Borrachudos milonitizado
PI-2B Mina subterrânea da Piteiras Biotita xisto com anfibólio, cloritóide e estaurolita
PI-4E Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto com cummingtonita
PI-5L Mina subterrânea da Piteiras Flogopita xisto
PI-23 Mina subterrânea da Piteiras Antofilita-biotita xisto
Figura 4.1 – Simbologia empregada nas figuras do presente capítulo e número de análises de cada litotipo.
44
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
4.2 – GEOQUÍMICA DAS ROCHAS METAULTRAMÁFICAS
As rochas metaultramáficas têm uma grande importância no presente estudo, visto serem a
principal fonte de Cr, que é o elemento cromóforo responsável pela tonalidade verde-grama do berilo.
Essas rochas constituem as principais hospedeiras dos cristais de esmeralda.
Dentre as rochas metaultramáficas podem-se separar quatro tipos petrográficos. Flogopita
xisto e anfibólio-flogopita xisto são os mais freqüentes portadores de esmeralda. Anfibólio-clorita
xisto (não analisado quimicamente) e anfibólio xisto são rochas esverdeadas que ocorrem
subordinadamente na mina da Rocha Mineração, mas que hospedam cristais de esmeralda na região do
garimpo de Capoeirana, onde ocorrem com maior abundância.
As rochas analisadas mostram uma excelente correlação química com rochas metaultramáficas
de afinidade komatiítica (Fig. 4.2). Exceção deve ser feita para a amostra PI-3E, que destoa das demais
por apresentar uma afinidade com basaltos de elevado Mg.
Figura 4.2 – Diagrama binário de classificação das rochas ultramáficas segundo Pearce (1982) à esquerda e de
comparação entre os teores elevados de Cr x MgO para as metaultramáficas.
A correlação dos elementos maiores com o MgO, que é considerado como um índice de
diferenciação para rochas ígneas, tende a ser negativa, conforme observado também por Machado
(1998) para rochas das jazidas de Capoeirana e Belmont. A Figura 4.3 mostra a correlação para os
óxidos de Si, Al, Fe e Na, onde também foram delineados, para comparação, os campos onde se
concentram os resultados das análises de Machado (1998). A correlação com o K foi plotada na Figura
4.4.
Os elevados teores de Cr e o MgO dos xistos ultramáficos, quando comparados aos demais
litotipos da região (Fig. 4.2), reforçam seu caráter ortoderivado.
45
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 4.3 – Diagramas binários de correlação entre óxidos selecionados e MgO para as rochas
metaultramáficas. As áreas delineadas correspondem aos campos onde se concentram os dados de Machado
(1998) para rochas metaultramáficas de Belmont e Capoeirana.
A variação dos elementos maiores em função do K
2
O (Fig. 4.4) pode indicar a atuação de
processos metassomáticos relacionados à flogopitização. Nesse sentido, observa-se que o aumento de
potássio se dá em valores relativamente constantes de ferro e magnésio, o que contrasta com a
correlação fortemente negativa que esse elemento tem com o cálcio. Esta tendência pode significar que
ferro e magnésio não foram retirados do sistema durante o processo metassomatismo, possivelmente
por entrarem na composição da própria biotita.
É interessante notar a tendência de separação entre os xistos com e sem anfibólio modal,
principalmente com relação aos teores de K
2
O, que possibilita a interpretação de que os xistos com
anfibólio constituem membros mais primitivos, isto é, menos metassomatizados. Uma alternativa seria
que estas rochas já seriam composicionalmente diferentes mesmo antes do metamorfismo
metassomático.
46
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.4 – Diagramas binários de correlação entre óxidos diversos e K
2
O para as rochas metaultramáficas. Os
campos demarcados correspondem aos resultados de Machado (1998) para Belmont e Capoeirana.
Os elementos menores e traços (Ba, Rb, Sr, Y, Zr, Nb, Th, Pb, Ga, Zn, Cu, Ni, V, Cr, Hf, Cs,
Sc, Ta, Co, Li, Be, U, W, Sn e Mo) foram correlacionados ao potássio para investigar se o aumento do
K, considerado como resultante do metassomatismo, se reflete na variação de algum destes elementos.
Constatou-se a inexistência de correlação coerente entre o K e a maioria desses elementos. Na Figura
4.5 são apresentados os diagramas para Rb e Zn, que são os únicos a mostrar uma correlação positiva
com K. É notável a distinção entre os xistos com e sem anfibólio no diagrama de Rb.
Apesar da dispersão, optou-se por apresentar também o Be na Figura 4.5, devido à importância
deste elemento na geração da esmeralda. Verifica-se que os teores de Be não ultrapassaram 80ppm em
nenhuma amostra, sendo surpreendentemente maior na amostra PI-5C – portadora da variedade de
titanita rica em Al denominada grothita – que mostra teor de Be superior mesmo ao dos flogopita xisto
retirados no contato com cristais de esmeralda (PI-17NE e PI-649).
47
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Apesar de os teores de Be serem relativamente baixos nos xistos ultramáficos verifica-se que
esse elemento tende a ser mais elevado nos tipos sem anfibólio que nos portadores desse mineral.
Como o Be não ocorre em protólitos ultramáficos é provável que esse elemento tenha sido introduzido
pelo processo metassomático juntamente com o K. Dessa forma, as rochas portadoras de anfibólio
devem representar os tipos mais primitivos, ou menos metassomatizados, enquanto que os flogopita
xisto seriam os representantes mais evoluídos e provavelmente mais ricos em Be.
Figura 4.5 – Diagramas binários de correlação entre elementos traço e K
2
O para as rochas metaultramáficas.
Nos diagramas de multi-elementos para as rochas metaultramáficas com e sem anfibólio
normalizados pelo condrito observa-se uma anomalia negativa de Cr e Ni relativamente maior para os
xistos com anfibólio em comparação com os flogopita xisto (Fig 4.6). Possivelmente isso pode
demonstrar que os xistos com anfibólio podemo ser os equivalentes menos metassomatizados dos
flogopita xistos os quais, por apresentarem teores de Cr mais altos, são mais semelhantes a
ultramáficas ígneas do tipo peridotito. Ademais o padrão de distribuição dos dois tipos é muito
semelhante, mostrando considerável enriquecimento em todos os elementos, com exeção de Pb e Sr,
quando comparados ao condrito.
48
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.6 – Diagramas multielementares para as rochas metaultramáficas, normalizados pelo condrito de
Nakamura (1977). Em vermelho: flogopita xisto sem anfibólio, em verde, flogopita xisto com anfibólio.
Para verificar se existem diferenças composicionais entre rochas contendo esmeralda e rochas
sem esmeralda foram feitas análises químicas em duas amostras portadores da gema e duas amostras
mais distantes (a pelo menos 10 cm) da esmeralda. Desta maneira, procurou-se avaliar se a
composição química de rocha com esmeralda poderia ser utilizada como discriminante na prospecção
desta gema em outros locais.
Verifica-se que o elemento Cu foi o único que mostrou um padrão coerente de diferenciação
em relação à proximidade com o cristal de esmeralda (Fig. 4.7), além disso, observa-se uma sensível
anomalia negativa do elemento Eu mais pronunciada nas rochas próximas aos cristais de esmeralda
(Fig. 4.7).
49
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 4.7 – Diagramas de ETR para flogopita xistos no contato e a 10cm de cristais de esmeralda normalizados
pelo condrito de Nakamura (1977). A última figura mostra o enriquecimento relativo em Cu nas rochas próximas
ao contato com a esmeralda. Amostras provenientes da mina subterrânea da Piteiras, onde PI-17NE é
representada pelos triângulos preenchidos e a amostra PI-649 pelos triângulos vazios.
Em análise final observa-se que o padrão de distribuição dos elementos terras raras (ETR) é
muito distinto entre os flogopita xisto com e sem cristais de anfibólio (Fig. 4.8). As principais
diferenças são a maior concentração relativa desses elementos como um todo e a ausência da anomalia
de Eu observados em algumas amostras com anfibólio.
Além disso, percebe-se um padrão mais homogêneo das curvas para os ETR leves nos
flogopita xistos sem anfibólio (Fig. 4.8).
50
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.8 – Diagramas de ETR para flogopita xistos com anfibólio (à esquerda) e sem anfibólio (à direita),
normalizados pelo condrito de Nakamura (1977).
4.3 – GEOQUÍMICA DAS ROCHAS METAGRANÍTICAS
A importância das rochas metagraníticas está relacionada ao fornecimento do elemento
químico Be, indispensável para a formação do mineral berilo, que acrescido de Cr, proveniente das
rochas metaultramáficas, toma tonalidade verde grama característica da esmeralda.
Conforme definido no capítulo 3, referente à litoestratigrafia, há dentre o conjunto de
granitóides distinções texturais e mineralógicas bem evidentes. São assim reconhecidos granitóides
tipo Borrachudos e granitóides diversos, além de pegmatitos.
Os granitóides tipo Borrachudos têm estrutura foliada e granulação variando de média a grossa
e são compostos por quartzo, microclina e plagioclásio, com biotita, hornblenda, epidoto e titanita
subordinados. Os granitóides diversos, observados no terço inferior do furo (FSR – 03), exibem matriz
fanerítica fina e foliada e têm cristais anédricos de granada e de feldspato poiquiloblástico que portam
uma enorme quantidade de inclusões, principalmente de quartzo.
Dentre as rochas analisadas a que apresentou o maior teor de Be foi o pegmatito (R-72, com
11 ppm), estabelecendo-se um teor médio entre os granitóides tipo Borrachudos e granitóides diversos,
em faixa de cerca de 5 ppm (Fig. 4.9).
Observa-se que o teor médio de Be dos Granitóides Borrachudos (GB) é bastante regular, em
torno de 6 ppm. Verifica-se também que o teor de Be nos Metagranitos Foliados (MGF) de Machado
(1998) tende a ser consideravelmente maior do que nos Granitóides Borrachudos, em torno de 8-12
ppm. Nas amostras do presente trabalho, por outro lado, nota-se que o teor de Be dos granitóides
diversos é, em média, mais baixo do que os dos Granitóides Borrachudos, em torno de 2-4 pppm.
Dessa forma, os Granitóides Borrachudos, que são tidos como de grande importância para a gênese da
esmeralda de Itabira mostram-se relativamente mais saturados em Be que os granitóides diversos
identificados no presente trabalho.
51
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 4.9 - Diagramas binários com a variação da proporção de Be x MgO e Be x Sr e gráfico comparativo dos
teores de Be nos granitóides Borrachudos (GB) e metagranitos foliados (MGF), segundo Machado (1998) e
granitóides diversos (GD). Destaque para as amostras analisadas no presente trabalho.
No diagrama (a) da Fig. 4.10, do índice de saturação em alumina de Shand (1949), os
granitóides Borrachudos concentram-se, na sua maioria, no campo metaluminoso, enquanto que os
demais situam-se no campo peraluminoso. No diagrama AFM (b) de Irvine & Baragar (1971) nota-se
que os granitóides Borrachudos são provavelmente derivados de magmas altamente evoluídos, pois
são enriquecidos em álcalis em detrimento do MgO. Os outros granitóides distribuem-se no campo
cálcio alcalino.
Em termos da ambiência tectônica (Fig. 4.10c e d), apesar de todo o conjunto de
metagranitóides analisado figurar no campo dos granitos com afinidade intra-placa (WPG), de Pearce
et al. (1984), fato esse já demonstrado anteriormente por Schorscher (1992) para os granitóides tipo
Borrachudos há, entretanto, uma nítida separação dos granitóides diversos. Nota-se que no diagrama
de Rb x Y+Nb há também uma tendência, menos nítida que no diagrama c, de separação entre os
granitóides tipo Borrachudos e granitóides diversos.
52
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.10 Posição dos granitóides analisados em diagramas de classificação química e de ambiência
tectônica. a) diagrama ANK (Al
2
O
3
/(Na
2
O+K
2
O) versus ACNK (Al
2
O
3
/(CaO+Na
2
O+K
2
O) de Shand (1949); b)
diagrama AFM de Irvine & Baragar (1971); c) e d) diagramas de ambiência tectônica segundo Pearce et al.
(1984). As áreas delineadas em (c) e (d) correspondem aos campos onde se concentram os dados de Machado
(1998) para os granitóides da mina da Belmont e do garimpo de Capoeirana.
Em se tratando da química dos elementos maiores observa-se que há uma clara divisão dos
diferentes tipos de granitóides, principalmente em função do conteúdo de Mg e Ca (Fig. 4.11).
Mineralógicamente a principal diferença entre esses dois minerais é a presença de minerais acessórios:
hornblenda nos granitóides Borrachudos e granada nos granitóides diversos, conforme já discutido no
Capítulo 3.
53
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 4.11 - Diagramas binários de correlação entre elementos maiores selecionados mostrando a subdivisão
das diferentes famílias de granitóides.
Ao se observar os espectros multielementares da Fig. 4.12 não se notam nítidas diferenças
entre os diversos tipos de granitóides. De fato é tendência comum a todos os granitóides estudados
mostrar boa homogeneidade química, com fracas anomalias negativas de Cs, Rb, Pb e Sr e
significativa anomalia negativa de Cr e Ni, além das anomalias positivas dos elementos Ba, Th, U, Li,
Nb, Zr e Ta. Uma exceção faz se ao pegmatito, que não mostra anomalia negativa de Rb e atinge
teores médios de todos elementos relativamente mais elevados que o dos seus equivalentes de textura
fina.
A semelhança observada nos espectros multielementares é também verificada nos espectros de
ETR, que mostram enriquecimento nos elementos terras raras leves (ETRL) e forte anomalia negativa
de Eu (Fig. 4.13). Deve-se destacar ainda o fracionamento percebido nas curvas dos granitóides tipo
Borrachudos, dado pela razão (La/Yb), além da acentuada anomalia negativa de Eu do pegmatito.
54
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.12 - Diagramas multielementares para os granitóides, normalizados pelo condrito de Nakamura (1977).
55
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 4.13 - Diagramas de ETR para os granitóides, normalizados pelo condrito de Nakamura (1977).
4.4 – GEOQUÍMICA DAS ROCHAS ANFIBOLÍTICAS E DE GNAISSE ENCAIXADO
NO FLOGOPITA XISTO
Três amostras de anfibolito (PI-4Ma, PI-4Mb e R-47) e uma de gnaisse granatífero com
hornblenda (PI-4K) foram analisadas quimicamente. Essas amostras têm afinidade variando de
tholeiítica a cálicio-alcalina e caráter subalcalino (Fig. 4.14), conforme observado por Machado
(1998).
56
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.14 – Classificação dos anfibolitos da área estudada em diagramas de classificação química SiO
2
x
Álcalis (esquerda) e AFM, segundo Irvine & Baragar (1971). As áreas delineadas correspondem aos campos
onde se concentram os dados de Machado (1998).
As tendências de correlação em diagramas de Harker ficam pouco nítidas em função do
pequeno número de amostras (Fig. 4.15). No entanto parece haver correlações negativas com o Al
2
O
3
e o MgO e positivas com TiO
2
e P
2
O
5
, que são comumente observadas nesse tipo de rocha.
Figura 4.15 - Diagramas de Harker com os resultados geoquímicos dos anfibolitos.
57
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
No diagrama multielementar nota-se que os anfibolitos são químicamente semelhantes entre si
(Fig. 4.16) e diferem do gnaisse anfibolítico com granada, por exemplo, devido à anomalia negativa de
Ni e Cr mais fortes neste último e anomalia positiva de Ba, além dos teores médios sensivelmente
maiores de Nb, Ce, Sr, Zr e Tb
Não foi observada, tampouco há relatos da ocorrência de esmeralda associada às rochas
anfibolíticas da região. No entanto, seu estudo mais aprofundado pode proporcionar importantes
contribuições para o conhecimento dos processos evolutivos da província pegmatítica em apreço.
Figura 4.16 - Diagramas multielementares para anfibolitos (quadrados marrons) e gnaisse anfibolítico (círculos
preenchidos), normalizados pelo condrito de Nakamura (1977).
4.5 – GEOQUÍMICA DOS XISTOS PARADERIVADOS
Cinco amostras de xistos paraderivados (R-43, R-43b, R-48, R-35 e PI-2B) foram analisadas
para determinação de sua química global.
Em termos composicionais os xistos paraderivados analisados apresentaram uma média de
72% SiO
2
, 13% Al
2
O
3
e 6% Fe
2
O
3
(todo o Fe calculado como Fe
3+
).
A classificação química e as tendências de correlação dos xistos paraderivados ficam pouco
nítidas em função do pequeno número de amostras.
Com relação aos espectros de elementos traços, normalizados para NASC (North American
Shale Composite) (Fig. 4.17), vale ressaltar a forte anomalia negativa de Cr e Ni, e anomalias mais
fracas de Cs e Pb, contrastantes com as anomalias positivas de Rb, Nb, Zr, Tb e Ta.
O comportamento dos ETR é difícil de ser interpretado devido à escassez de dados analíticos
(Fig. 4.17). Porém destaca-se, da mesma forma que para as demais rochas dessa região, uma forte
anomalia negativa de Eu e o enriquecimento nos ETRL quando comparados aos pesados.
58
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 4.17 – Diagrama multielementar dos elementos traços (esquerda) e de ETR (direita) para os xistos
metapelíticos, normalizados pelo pelito NASC (North American Shale Composite).
59
CAPÍTULO 5
QUÍMICA MINERAL
5.1 - INTRODUÇÃO
Os resultados da caracterização mineralógica tratados no presente capítulo foram obtidos
principalmente por meio de análises quantitativas pontuais de microssonda eletrônica (MSE).
Alguns resultados foram também obtidos com uso do microscópio eletrônico de varredura
(MEV), acoplado ao dispositivo de Espectometria de Dispersão de Energia (EDS), que fornece
resultados semiquantitativos. Subordinadamente foram também efetuados estudos por difração de
raios X e ICP/Laser ablation
Por limitação dos métodos de análise, todo o Fe presente no mineral foi apresentado no estado
ferroso (Fe
2+
), ou seja, como FeO.
O estudo da química mineral baseou-se na análise de pontos distribuídos entre o centro e as
bordas de diversos cristais.
Visando a aplicação dos resultados da química mineral na geotermobarometria foi analisada a
química de minerais ferromagnesianos em diversas situações texturais como, por exemplo, um em
contato com outro, um incluso em outro e mesmo segundo cristais isolados na matriz.
Todos os campos analisados foram caracterizados por meio de desenhos, a fim de se ter
informações precisas sobre a localização dos pontos analisados (Figs. 5.1, 5.2 e 5.3).
Os resultados das análises químicas referentes a cada ponto estudado encontram-se
sumarizados no Anexo 3.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 5.1 – Localização dos
pontos analisados por MSE
(números maiores) e MEV/EDS
(números pequenos, em itálico)
em três campos da amostra CM-
37D (anfibólio-granada xisto do
garimpo do Geraldinho, em
Capoeirana).
GRD=granada, ANF=anfibólio,
ILM=ilmenita, QTZ=quartzo,
BIO=biotita, PLG=plagioclásio,
CLO=clorita.
62
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 5.2 – Localização dos pontos
analisados por MSE (números maiores) e
MEV/EDS (números pequenos em itálico)
em três campos da amostra R-30
(estaurolita-granada xisto, Mina Rocha,
FSR-03 ~ 74 m prof.).
GRD=granada, ILM=ilmenita,
EST=estaurolita, QTZ=quartzo,
BIO=biotita, PLG=plagioclásio,
ZRC=zircão.
63
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 5.3 – Localização dos
pontos analisados por MSE
(números maiores) e MEV/EDS
(números pequenos, em itálico)
em três campos da amostra R-48
(estaurolita-cianita xisto com
sillimanita e granada, Mina
Rocha, FSR-03 ~ 130 m prof.).
GRD=granada, APT=apatita,
QTZ=quartzo, BIO=biotita,
PLG=plagioclásio, CLO=clorita,
frt=fratura.
64
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
5.2 – BIOTITA
O estudo da química dos cristais de biotita baseia-se na análise de 78 pontos distribuídos entre
o centro e as bordas desses cristais (Figs. 5.1, 5.2, 5.3 e 5.4).
O teor de MgO é relativamente constante, em torno de 10-15% em todos os pontos analisados
(Fig. 5.4). Faz-se exceção apenas para as análises do terço final do gráfico, correspondentes aos
cristais da amostra R-48, que são palhetas de biotita em processo de alteração para clorita (Fig. 5.3B).
O pico que aparece na amostra R-48 pode ser decorrente de erro durante a obtenção da análise
(MSE), pois a análise por MEV efetuada nesse mesmo ponto (Fig. 5.1C) mostra padrão mais coerente
com o da média do cristal. No entanto as demais análises efetuadas por MEV/EDS não mostram
discrepâncias muito grandes em relação às obtidas pela MSE.
Por fim a anomalia das análises 16 e 17 (R-30) pode ser decorrente das reduzidas dimensões
do cristal analisado (Fig. 5.2A), levando à interferência por parte da granada adjacente (efeito matriz).
Figura 5.4 – Variação de MgO, FeO e Al
2
O
3
em diversos cristais de biotita das amostras CM-37D, R-30 e R-48.
Quimicamente a biotita da amostra CM-37D se classifica como um membro intermediário
entre a flogopita e a annita – que são, respectivamente, os membros magnesiano e ferroso da série
isomorfa (Fig. 5.5).
A principal variação química observada para a biotita dessa rocha não é a proporção de Fe e
Mg, mas o teor de Al
IV
, observável principalmente no diagrama B (Fig. 5.4)
A homogeneidade química observada no gráfico da Figura 5.4 reflete a monotonia
composicional da biotita dessa rocha.
65
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 5.5 – Classificação da biotita da amostra CM-37D. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da
figura 5.1; D representa todas amostras plotadas no mesmo gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta.
A biotita da amostra R-30 tem composição mais flogopítica do que a da amostra CM-37D
(Fig. 5.6). Porém, esse mineral não se classifica como uma flogopita, apesar de seus cristais já
apresentarem as características ópticas daquele mineral como, por exemplo, o pleocroísmo em tons
pálidos de verde e verde-amarelado.
De maneira semelhante à observada na amostra CM-37D, a biotita da amostra R-30 mostra
uma variação considerável do Al
IV
, para teores praticamente constantes de Mg e Fe (Fig. 5.6D).
Especialmente no diagrama A, verifica-se que algumas análises se aproximam bastante da série
eastonita-siderofilita. É possível, que estes teores mais altos de Al sejam decorrentes da proximidade
da granada (efeito matriz) no caso de análises em palhetas de dimensões reduzidas (Fig. 5.2). No
gráfico da figura 5.4 verifica-se a presença de picos de Al, isto é, não parece haver uma variação
química gradual que normalmente reflete substituições isomórficas.
66
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 5.6 – Classificação da biotita da amostra R-30. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da
figura 5.2; D representa todas amostras plotadas no mesmo gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta.
A biotita da amostra R-48 é composicionalmente muito semelhante à da amostra R-30 (Figs.
5.6 e 5.7), com tendência para flogopita maior que a da amostra CM-37D (Fig. 5.5).
É interessante destacar que a explicação dada para o pico fortemente negativo no campo B do
gráfico da figura 5.4, que seria decorrente da alteração parcial da biotita para clorita, procede, uma vez
visto que as análises referentes àqueles pontos não se plotam no diagrama de classificação da biotita
(Fig. 5.7B)
67
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 5.7 – Classificação da biotita da amostra R-48. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da
figura 5.3; D representa todas amostras plotadas no mesmo gráfico. Análises de MEV/EDS estão na cor preta.
5.3 - GRANADA
O estudo dos cristais de granada está baseado em 101 análises químicas pontuais distribuídas
ao longo de perfis de uma borda à outra dos grãos (Figs. 5.1, 5.2, 5.3 e 5.8).
O teor de Al
2
O
3
tem comportamento relativamente constante, próximo de 20% em peso em
todos os pontos analisados (Fig. 5.8).
A variação dos teores de MgO e FeO é relativamente maior que a de Al
2
O
3
. Esses teores têm
comportamento bem semelhante entre si, muito regular na granada das amostras CM-37D e R-48 e
mais variado na amostra R-30.
Figura 5.8 – Variação dos teores de MgO, FeO e Al
2
O
3
em granadas das amostras CM-37D, R-30 e R-48.
68
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Os cristais de granada da amostra CM-37D são predominantemente constituídos pelo
componente almandina, seguido por piropo, grossularita e espessartita (Fig. 5.9). Esses componentes
equivalem, respectivamente, aos membros ferroso (Fe
3
Al
2
Si
3
O
12
), magnesiano (Mg
3
Al
2
Si
3
O
12
), cálcico
(Ca
3
Al
2
Si
3
O
12
) e manganesífero (Mn
3
Al
2
Si
3
O
12
) da granada.
A variação composicional entre os diferentes cristais estudados é muito pequena. A almandina
é o componente que apresenta maior variação (de 62 a 71%), seguido pelo piropo (14 a 19%) e pela
grossularita (13 a 17%). Espessartita tem valor constante, muito baixo (2%), para todos os cristais.
Em relação ao zonamento composicional núcleo-borda, a granada do campo B (Fig. 5.1B) é a
que apresenta variação mais pronunciada. Esse zonamento é coerente com o crescimento do cristal
durante o metamorfismo progressivo, caracterizado pelo aumento dos componentes almandina e
piropo do núcleo em direção à borda (Spear 1993). Uma possível fase de despressurização posterior é
dada pela inversão no padrão de zonamento na borda desse cristal (Fig. 5.1B).
Figura 5.9 – Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra CM-37D. A, B e C
correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.1.
Figura 5.10 Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo dos perfis em
granada da amostra CM-37D. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.1.
69
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Os cristais de granada da amostra R-30 são, analogamente aos da amostra CM-37D,
predominantemente constituídos pelo componente almandina, seguido por piropo, grossularita e
espessartita (Fig. 5.11). Observa-se, no entanto, em relação aos cristais da amostra CM-37D, o
aumento dos teores de piropo em detrimento da diminuição dos teores do componente grossularita,
persistindo a inexpressividade do componente espessartita.
Analogamente à amostra CM-37D a variação composicional entre os componentes principais
dos diferentes cristais estudados é muito pequena. A grossularita é o componente que apresenta maior
variação (7 a 2%), seguida pelo piropo (21 a 30%), almandina é o componente que apresenta a menor
variação (65 a 71%) e o valor do componente espessartita é baixo e invariável (1%).
O zonamento composicional ao longo dos perfis na granada é, em geral, muito sutil. Apenas a
amostra do campo A (Figs. 5.2A, 5.11A e 5.12A) mostra um padrão de zonamento mais nítido, com
picos negativos de piropo e positivos de almandina nos pontos 21 e 24 e um pico negativo de
grossularita no ponto 27.
Figura 5.11 – Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra R-30. A, B e C correspondem
aos campos dos desenhos da figura 5.2.
70
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 5.12 – Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo dos perfis em
granada da amostra R-30. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.2.
A granada da amostra R-48 também é constituída majoritariamente pelo componente
almandina (59 a 63%), seguido por piropo (22 a 29%), alternando se grossularita (6 a 8%) e
espessartita (4 a 11%) como os componentes subordinados (Fig. 5.13).
Observa-se que a principal diferença entre a granada dessa rocha e as demais é a maior
quantidade da molécula espessartita, que apresenta também uma maior variabilidade em sua
concentração.
71
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
O zonamento composicional núcleo-borda é também muito sutil. Apenas a amostra do campo
A (Figs. 5.3A e 5.14A) mostra um padrão de zonamento mais nítido, com diminuição do componente
piropo e aumento de espessartita e da razão Fe/(Fe+Mg) do centro para a borda. A variação de
almandina e grossularita é mais irregular. Esse tipo de zonamento para Mn, Mg e razão Fe/(Fe+Mg)
pode ser interpretado, da mesma forma que para a granada do campo B da amostra R-30 (Fig. 5.10B),
como decorrente de crescimento da granada em condições de aumento das condições de temperatura,
com uma posterior despressurização.
Figura 5.13 – Fração molar dos constituintes principais das granadas da amostra R-48. A, B e C correspondem
aos campos dos desenhos da figura 5.3.
Figura 5.14 Padrão de distribuição das frações molares dos constituintes principais ao longo dos perfis em
granada da amostra R-48. A, B e C correspondem aos campos dos desenhos da figura 5.3 e 5.13.
72
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
5.4 - ANFIBÓLIOS
Os cristais de anfibólio da amostra CM-37D pertencem à família dos anfibólios cálcicos e
classificam-se como hornblenda ferro-pargasítica e ferro-pargasita. A fórmula estrutural e a
classificação desse mineral, calculada para 23 oxigênios segundo Leake (1978) estão expressos na
figura 5.15.
Figura 5.15 – Classificação do anfibólio da amostra CM-37D no diagrama de Leake (1978) e fórmula estrutural
calculada para 23 oxigênios.
Além desses anfibólios ocorrem ainda antofilita e grunerita, ferro-edenita e hastingsita, e um
trend variando de ferro-actinolita a ferro-tschermakita, todos identificados a partir dos resultados
analíticos de diversas amostras coletadas por Viana (2004), na mina subterrânea da Piteiras (Fig. 5.16).
73
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 5.16 – Classificação dos orto- e clinoanfibólios de xistos da mina da Piteiras (Viana 2004).
5.5 - ESTAUROLITA
A estaurolita da amostra R-30 (Fig. 5.2) foi analisada por MSE, não tendo sido detectada a
presença de Zn. Os resultados das análises químicas desse mineral estão contidos na Tabela 5.1.
Tabela 5.1 – Composição química (% em peso) da estaurolita da amostra R-30. A e B correspondem aos campos
dos desenhos da figura 5.2.
Sample A1 A2 A3 A4 B1 B2 B3 B4
SiO
2
27,45 26,13 26,56 26,41 26,33 26,50 26,39 26,27
TiO
2
0,57 0,40 0,61 0,62 0,42 0,62 0,58 0,56
Al
2
O
3
52,14 51,85 51,69 51,77 52,05 51,74 51,97 51,91
Cr
2
O
3
0,00 0,02 0,00 0,00 0,00 0,04 0,00 0,00
FeO 14,19 14,35 13,95 14,47 14,30 14,51 13,92 14,19
MnO 0,01 0,04 0,01 0,06 0,04 0,07 0,03 0,06
MgO 2,62 2,48 2,66 2,68 2,54 2,68 2,61 2,52
CaO 0,02 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Total 97,01 95,26 95,47 96,01 95,68 96,16 95,50 95,50
Si 8,05 7,82 7,91 7,85 7,85 7,87 7,86 7,84
Al 18,00 18,29 18,14 18,13 18,26 18,09 18,23 18,25
Ti 0,13 0,09 0,14 0,14 0,10 0,14 0,13 0,13
Fe
2
3,48 3,60 3,48 3,60 3,56 3,60 3,47 3,54
Cr 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00
Mn 0,00 0,01 0,00 0,02 0,01 0,02 0,01 0,02
Mg 1,15 1,11 1,18 1,19 1,13 1,19 1,16 1,12
Ca 0,01 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
74
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Cations 30,80 30,91 30,85 30,92 30,90 30,92 30,86 30,89
A estaurolita da Mina Rocha é bastante semelhante à encontrada na mina subterrânea da Piteiras
(Viana 2004), diferindo-se basicamente pela proporção no conteúdo de Al
2
O
3
, em torno de 54% e de
TiO
2
, em torno de 0,7 nos cristais provenientes da Piteiras.
5.6 – FELDSPATOS
O Plagioclásio foi identificado em diversas lâminas delgadas e corresponde ao feldspato mais
comum. O feldspato alcalino, por sua vez ocorre restrito aos granitóides e ao pegmatito (vide fichas
petrográficas em anexo). Somente o plagioclásio foi analisado quimicamente e apenas por MEV/EDS.
Os cristais analisados da amostra CM-37D classificam-se como andesina, da R-30, como oligoclásio e
da R-48, como labradorita (Fig. 5.17 e 5.3).
Figura 5.17 – Classificação do plagioclásio das amostras CM-37D, R-30 e R-48.
75
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
5.7 - TITANITA
Em termos químicos, foram identificados dois tipos de titanita nas rochas estudadas: um tipo
normal e um tipo com alto teor de Al, ou seja, com razão XAl = Al/(Ti+Al+Fe) 0,25, formalmente
classificado como grothita (Gaines et al. 1997). Esse mineral foi encontrado em gnaisses, xistos e
granitos da região estudada (Delgado et al. 2005).
Em lâmina delgada da amostra de um anfibólio-biotita xisto a grothita é incolor, fina (até 0,6
mm) e anédrica granular, por vezes formando agregados nodulares, frequentemente envolvendo restos
de ilmenita (Fig. 5.18).
Figura 5.18 – Cristal de grothita envolvendo ilmenita e em contato com anfibólio na amostra PI-5Cb.
Fotomicrografias em LPP, LPX. À direita: imagem MEV da mesma amostra.
As cores de interferência vivas da segunda e terceira ordens – baixas se comparadas às de
ordem superior da titanita comum – e a geração de halos pleocróicos em biotita são características
muito diagnósticas (Fig. 5.19). Os halos decorrem da presença de urânio, que permitiu a sua datação.
76
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Figura 5.19 Agregados de cristais de grothita inclusos em biotita na qual gera halos pleocróicos.
Fotomicrografias em LPP, LPX. À direita: imagem MEV. Altura das imagens = 0,35 mm, amostra PI-5Cb.
Análises químicas de MEV/EDS e MSE mostram a presença de Al e F em todos os grãos, com
XAl variando entre 0,20 e 0,36, com média de 0,29. A fórmula estrutural média, calculada para 20
oxigênios está expressa na figura 5.20.
Figura 5.20 – Fórmula estrutural unitária calculada para análise de MEV/EDS (A) e de MSE (B) para grothita
da amostra PI-5Cb.
A intensidade do brilho observado em imagens de MEV/MSE (Fig. 5.19) pode ser explicada
pela presença de variáveis quantidades de Y detectada por MSE (Tab. 5.2). Esse resultado foi obtido a
partir de análises realizadas com um maior tempo de contagem.
Tabela 5.2 – Resultados de MSE para grothita da amostra PI-5Cb.
No. F FeO Y
2
O
3
CaO SiO
2
TiO
2
Al
2
O
3
Total
1 3,00 0,61 0,19 29,10 29,59 25,39 8,88 95,49
2 3,11 0,54 0,22 28,90 29,51 25,12 9,27 95,35
3* 2,43 0,75 0,74 28,23 29,07 25,93 7,98 94,10
4* 1,85 0,74 0,83 27,95 29,07 25,71 7,98 93,35
5 2,48 0,71 0,28 28,84 29,73 24,13 9,56 94,68
6 1,82 0,56 0,06 28,71 29,58 25,64 8,43 94,04
7* 1,98 0,80 0,36 27,91 29,50 26,06 7,97 93,75
8* 3,01 0,83 0,43 28,04 29,61 25,85 8,03 94,52
9 2,43 0,46 0,10 28,49 29,54 24,96 8,80 93,76
10* 2,18 0,76 0,41 27,81 29,07 26,33 7,75 93,38
* pontos de análise na fase clara da titanita (Fig. 5.19)
Diversos estudos a partir da década de 70 indicam que a substituição Ti por Al pode ser
resultado de dois fatores: a elevada atividade do flúor, que leva à simultânea troca de O por (F,OH)
(Černý & Povondra 1972) e ao aumento das condições de T e P, visto ser relativamente comum a
ocorrência de grothita em litotipos de fácies eclogito. No entanto, grothita também é encontrada na
fácies zeólita e em escarnitos (Oberti et al. 1991).
A origem da grothita de Itabira deve estar relacionada à atividade elevada de flúor, da mesma
forma que as da Moravia, estudadas por Černý & Povondra (1972). O flúor, juntamente com o berílio,
seriam oriundos da cristalização do Granito Borrachudos e pegmatitos associados, tendo sido
introduzidos nos xistos metaultramáficos durante o processo metassomático gerador da esmeralda.
77
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Por ser a grothita um mineral radioativo, fez-se a determinação de sua idade de cristalização
(Fig. 5.21) por meio de LAM-ICP-MS (ICP/Laser ablation - Laboratório de Geologia Isotópica
IG-UFRGS). Os valores da razão U/Pb contidos na titanita apontam para uma idade brasiliana (604+/-
36 Ma).
Os cristais de grothita foram encontrados em diversos litotipos da região de Itabira-Nova Era,
como nos xistos mineralizados e estéreis, gnaisses e granitos. Conforme discutido anteriormente, esse
mineral pode ter sua origem relacionada à atividade elevada de flúor reinante durante o processo
metassomático gerador da esmeralda. Dessa forma, é provável que a sua idade seja coincidente com a
da cristalização de pelo menos parte dos cristais de esmeralda dessa província.
Figura 5.21 – Curva da concórdia que define a idade U/Pb da grothita da amostra PI-5Cb, da mina subterrânea
de Piteiras.
78
CAPÍTULO 6
GEOTERMOBAROMETRIA
6.1 - INTRODUÇÃO
O estudo da geotermobarometria compreende a estimativa da temperatura e da pressão de
formação de uma rocha a partir química dos minerais que se encontram em equilíbrio paragenético.
Existem vários tipos de geotermômetros, sendo que os que se baseiam em reações de
intercâmbio de cátions entre minerais coexistentes (exchange reactions) são os mais comuns. Muito
utilizadas são as calibrações que se baseiam na partição do Fe e Mg entre os minerais envolvidos, bem
como na concentração de outros elementos como, por exemplo Al, Ca e Ti, que variam sensivelmente
em função da temperatura atingida durante o metamorfismo.
As reações envolvidas na geobarometria devem mostrar uma variação volumétrica maior que a
dos geotermômetros, o que permite uma maior sensibilidade às variações de pressão em relação à
temperatura. Um geobarômetro muito usado é o granada-aluminossilicato-sílica-plagioclásio (GASP).
A calibração dos geotermômetros e dos geobarômetros pode ser feita de forma experimental, a
partir do modelamento da distribuição dos componentes químicos entre as fases envolvidas sob
condições de temperatura e pressão controladas em laboratório ou de forma empírica, por
modelamento matemático.
Atualmente encontram-se disponíveis na literatura várias calibrações de geotermômetros e de
geobarômetros que podem ser aplicadas a diferentes conjuntos de minerais e faixas de temperatura e
pressão. O emprego de uma determinada calibração deverá ser efetuado, portanto, em função da
paragênese mineral disponível e de uma estimativa do campo de estabilidade da rocha. Para as rochas
estudadas optou-se pela utilização dos geotermômetros granada-biotita, granada-estaurolita e o
granada-anfibólio, além dos geobarômetros GASP e granada-plagioclásio-biotita-quartzo.
As diferentes calibrações para os referidos geotermômetros e geobarômetros foram obtidas por
meio do emprego do software GPT (Reché & Martinez, 1996). A calibração empregada para o
geotermômetro granada-anfibólio é a sugerida por Graham & Powell (1984).
6.2 - GEOTERMOMETRIA
As diferentes calibrações dos geotermômetros empregados resultaram em uma estreita faixa de
temperatura, fortemente dependente da pressão estabelecida na base de cálculo. No presente estudo
procurou-se empregar uma aproximação razoável das pressões obtidas pelos geobarômetros, situada
em torno de 7.000 bar.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Para proporcionar um maior conhecimento das variações termométricas procurou-se obter a
composição química dos conjuntos minerais em diversas situações texturais como, por exemplo, desde
minerais inclusos, em contato até separados pela matriz. Procedeu-se, ainda, com a dosagem química
por MEV/EDS em pontos já analisados por MSE, visando elaboração de um estudo comparativo sobre
a possibilidade do emprego desse tipo de análise, menos dispendiosa, para cálculos geotermométricos.
6.2.1 – Anfibólio-granada xisto, Garimpo do Geraldinho, Capoeirana (CM-37D)
Os resultados dos cálculos geotermométricos discutidos a seguir se baseiam nas análises
químicas efetuadas em biotita, granada, anfibólio e plagioclásio (ver capítulo 5). A temperatura obtida
pelo geotermômetro granada-biotita varia muito em função da calibração aplicada, entre 506 e 729 °C
(Tab. 6.1). Entretanto, observa-se que as temperaturas do núcleo e da borda são, em sua maioria
próximas, sugerindo formação da paragênese em relativa estabilidade térmica, em torno de 600 °C.
Tabela 6.1 – Temperaturas (°C ) estimadas para o anfibólio-granada xisto (CM-37D) em diversas calibrações do
par granada-biotita, considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) centro do cristal; pontos referentes à figura 5.1.
Campo estudado
A B C
GRD-1(b) GRD-3(c) GRD-5(b) GRD-2(b) GRD-5(c) GRD-7(b) GRD-2(b) GRD-6(c) GRD-8(b)
Par mineral
Calibração
BIO-4
matriz
BIO-4
matriz
BIO-4
matriz
BIO-15
matriz
BIO-15
matriz
BIO-15
matriz
BIO-2
contato
BIO-2
contato
BIO-2
contato
Thompson, 76 611 615 621 623 643 582 636 618 640
Goldman & Albee, 77-1 525 528 532 533 546 506 537 525 540
Goldman & Albee, 77-2 577 575 580 579 594 537 612 571 601
Holdaway & Lee, 77 586 590 595 596 614 561 605 590 608
Ferry & Spear, 78 587 593 600 602 629 551 614 591 619
Lavrent'eva & Perchuk, 81 606 609 613 614 628 585 621 608 624
Hodges & Spear, 82 639 640 647 652 675 601 674 640 671
Pigage & Greenwood, 82 680 680 686 694 715 640 723 680 715
Perchuk & Lavrent'eva, 83-1 580 583 587 588 602 560 586 574 589
Perchuk & Lavrent'eva, 83-2 584 587 591 592 606 564 593 581 596
Perchuk & Lavrent'eva, 83-3 591 594 598 599 613 571 608 596 611
Ganguly & Saxena, 84-1 549 549 552 557 567 530 573 552 569
Ganguly & Saxena, 84-2 548 548 550 556 565 528 572 550 567
Perchuk et. al., 85 661 659 662 667 677 638 694 665 686
Indares & Martignole, 85-1 600 601 607 613 634 564 635 600 631
Indares & Martignole, 85-2 601 601 606 618 637 569 642 602 634
Williams & Grambling, 90 686 686 691 700 720 647 729 686 720
Dasgupta et. al., 91 603 603 608 624 642 579 642 606 635
Bathacharya et al., 92-1 587 587 591 596 609 567 605 586 603
Bathacharya et al., 92-2 561 561 565 573 585 547 579 561 577
Min(b) 506 Méd(b) 600 Máx(b) 729
Min(c) 525 Méd(c) 602 Máx(c) 720
A variação da temperatura entre 537-622 °C (Tab. 6.2), estimada para o par granada-anfibólio,
de Graham & Powell (1984), é compatível à determinada pelo par granada-biotita (Tab. 6.1).
Tabela 6.2 – Temperaturas (°C ) calculadas para diversas combinações de análises núcleo e borda do par
granada-anfibólio do anfibólio-granada xisto (CM-37D), por meio do geotermômetro de Graham & Powell
(1984) a 7 kbar. Pontos referentes ao campo C da figura 5.1 (b) borda, (c) centro do cristal.
Campo estudado CMP3
GRD-2(b) GRD-2(b) GRD-6(c) GRD-6(c) GRD-8(b) GRD-8(b)
Par mineral/Calibração
ANF-1(b) ANF-2(c) ANF-1(b) ANF-2(c) ANF-1(b) ANF-2(c)
Graham & Powell 1984
622
560 596
537 620
557
80
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
A temperatura calculada para núcleo de granada - núcleo de anfibólio é a mais baixa (537ºC),
enquanto que as temperaturas para a região da borda desses cristais se revelam superiores e
apresentam valores muito próximos entre si (~620 ºC). A média das temperaturas estimada para esse
par foi de 580 °C.
6.2.2 – Estaurolita-granada xisto, Mina Rocha (R-30)
A dosagem química dos cristais de biotita, granada, estaurolita e plagioclásio (Fig. 5.2)
fundamentou os cálculos e discussões acerca da temperatura de formação da rocha.
As temperaturas obtidas pelo geotermômetro granada-biotita variam de 470-795 °C, porém
esses valores extremos têm pouca representatividade, pois a maioria dos resultados situa-se numa faixa
entre 600 e 700 °C (Tab. 6.3) superiores, portanto às calculadas para o garimpo de Capoeirana.
Note-se ainda que as temperaturas obtidas para o núcleo dos cristais são sensivelmente mais
elevadas que as das bordas, resultando numa diferença de cerca de 40 °C, conforme também
verificado para as minas da Belmont (Machado 1998) e Piteiras (Viana 2004). Essa diferença deve se
relacionar a um estágio de resfriamento, sugerido pela pequena diferença entre as temperaturas do
núcleo e da borda dos cristais, ou ainda a um evento metamórfico mais recente e de baixo grau.
Tabela 6.3 – Temperaturas (°C ) calculadas para o anfibólio-granada xisto (R-30) em diversas calibrações do par
granada-biotita, considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) centro do cristal;
e pontos referentes à figura 5.2.
Campo A B C
GRD
32b
GRD
19c
GRD
13b
GRD
11b
GRD
7c
GRD
1b
GRD
1b
GRD
1b
GRD
1b
GRD
1b
GRD
1b
GRD
1c
GRD
4b
GRD
5b
GRD
7c
Par min/
Calib
BIO4
mat
BIO4
mat
BIO4
mat
BIO4
mat
BIO4
mat
BIO4
mat
BIO1
con
BIO2
con
BIO3
incl
BIO4
incl
BIO5
con
BIO7
incl
BIO7
incl
BIO7
incl
BIO7
incl
1 672 693 652 681 688 634 613 627 657 653 644 698 649 690 719
2 566 580 552 572 577 540 527 536 556 553 547 583 551 578 597
3 652 679 625 659 664 597 582 593 624 621 614 661 592 660 698
4 639 656 622 646 652 606 588 600 625 622 615 661 619 654 678
5 667 695 640 678 689 617 590 608 646 642 630 702 637 691 730
6 648 662 634 654 659 622 607 617 638 635 629 666 633 661 680
7 693 722 667 705 712 639 619 637 676 671 659 731 660 725 764
8 717 744 687 724 731 658 641 660 701 696 683 758 681 754 795
9 621 635 608 627 632 596 582 591 611 609 603 639 606 634 652
10 625 639 612 631 636 600 585 595 615 612 606 642 610 637 656
11 633 647 619 639 644 607 593 602 622 620 614 650 618 645 664
12 511 520 500 511 513 489 470 485 519 515 505 544 513 544 559
13 510 519 499 511 513 488 470 485 518 514 504 543 512 543 559
14 671 686 658 677 678 639 633 643 664 661 655 693 650 692 713
15 643 671 619 654 661 591 576 588 629 622 629 680 611 674 712
16 615 640 588 621 627 563 556 567 607 598 610 659 590 656 692
17 711 738 683 718 725 655 636 656 699 693 680 754 679 750 790
18 618 640 596 625 630 572 581 589 612 605 615 665 603 662 694
19 601 615 590 607 609 576 570 578 598 594 592 626 592 624 642
20 552 563 545 557 557 533 535 542 557 553 557 584 556 584 598
Min (b) 470 Méd (b) 617 Máx(b) 754
Min (c) 513 Méd(c) 661 Máx(c) 795
1-Thompson, 76; 2-Goldman & Albee, 77-1; 3-Goldman & Albee, 77-2; 4-Holdaway & Lee, 77; 5-Ferry & Spear, 78; 6-Lavrent'eva & Perchuk,
81; 7-Hodges & Spear, 82; 8-Pigage & Greenwood, 82; 9-Perchuk & Lavrent'eva, 83-1; 10-Perchuk & Lavrent'eva, 83-2; 11-Perchuk &
Lavrent'eva, 83-3; 12-Ganguly & Saxena, 84-1; 13-Ganguly & Saxena, 84-2; 14-Perchuk et. al., 85; 15-Indares & Martignole, 85-1; 16-Indares &
Martignole, 85-2; 17-Williams & Grambling, 90; 18-Dasgupta et. al., 91; 19-Bathacharya et al., 92-1; 20-Bathacharya et al., 92-2.
81
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
As temperaturas estimadas por meio do geotermômetro granada-estaurolita (Perchuck 1989)
são compatíveis com as obtidas pelas várias calibrações do geotermômetro granada-biotita, e se situam
numa faixa próxima dos 700°C.
Da mesma forma como foi observado no geotermômetro granada-biotita, as temperaturas do
núcleo dos cristais de granada são, em média, cerca de 40°C maiores que as da borda.
Tabela 6.4 – Temperaturas (°C ) calculadas pelo geotermômetro granada-estaurolita de Perchuck (1989) para o
anfibólio-granada xisto (R-30), considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) centro do cristal. Pontos referentes à
figura 5.2, com destaque para os resultados relativos ao centro dos cristais, que mostram temperatura mais
elevada que a borda.
Campo
estudado
A B
Par mineral/
Calibração
GRD-32(b)
EST-1contato
GRD-19(c)
EST-1contato
GRD-13(b)
EST-1contato
GRD-11(b)
EST-1contato
GRD-7(c)
EST-1contato
GRD-1(b)
EST-1contato
GRD-1(b)
EST-
1contato
Perchuck, 89 703
729
683 717
724
659 660
6.2.3 – Estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada, Mina Rocha (R-48)
Os pontos amostrados para os cálculos geotermométricos estão discriminados na figura 5.3.
As temperaturas obtidas pelo geotermômetro granada-biotita variam de 496-789 °C, porém os
valores extremos têm também aqui pouca representatividade, situando-se a maioria dos resultados em
torno de 600 °C (Tab. 6.5).
Note-se, ainda, que no campo 2 a média das temperaturas estimadas para o centro dos cristais
de granada (652 °C) é superior à estimada para as bordas desse cristal (630°C), o que está em acordo
com os cálculos geotermométricos efetuados nas demais rochas.
Nos campos A e C da amostra R-48 foi tentativamente efetuada a geotermometria baseada em
diversos tipos texturais de biotita em relação a um único ponto da granada. Dessa forma, a biotita do
campo A, inclusa em granada, resultou em temperatura mais baixa do que a encontrada no contato
com a granada (Tab. 6.5). A situação, porém é oposta no campo C, onde os cristais de biotita inclusos
resultaram em temperaturas mais elevadas do que os observados no contato com a granada (Tab. 6.5).
Assim, o estudo estatístico de um número maior de análises é recomendado para se conhecer
melhor a variação da temperatura de formação dos cristais em diferentes situações texturais.
82
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
Tabela 6.5 – Temperaturas (°C ) calculadas para o estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada (R-48) por
meio de diversas calibrações do par granada-biotita, considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) centro do cristal;
e
pontos referentes à figura 5.3.
Campo
estudado
A B
C
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
2(b)
GRD
7(c)
GRD
11(b)
GRD
12
mat
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
4(c)
GRD
4(c)
Par
mineral/
Calibração
BIO-1
cont
(b)
BIO-2
incl
BIO-3
cont
(c)
BIO-4
cont
(b)
BIO-1
mat
BIO-1
mat
BIO-1
mat
BIO-1
mat
BIO-1
cont
BIO-3
cont
BIO-4
cont
BIO-5
incl
BIO-6
cont
Thompson
76
674 642 667 664 678 690 648 660 616 602 599 668 604
Goldman
& Albee,
77-1
575 553 570 568 570 578 550 558 529 519 518 563 521
Goldman
& Albee,
77-2
695 669 696 686 692 715 649 665 662 651 649 708 654
Holdaway
& Lee, 77
645 617 639 636 644 654 619 628 591 579 576 636 581
Ferry &
Spear, 78
679 636 670 665 675 691 636 650 594 576 573 662 579
Lavrent’ev
a &
Perchuk,
81
653 631 649 646 652 661 632 640 610 599 597 646 601
Hodges &
Spear, 82
708 665 699 694 704 722 663 679 650 632 628 719 635
Pigage &
Greenwoo
d, 82
753 706 743 738 744 766 702 718 712 691 687 789 694
Perchuk &
Lavrent’ev
a, 83-1
640 619 636 634 626 634 606 613 584 574 572 619 576
Perchuk &
Lavrent’ev
a, 83-2
639 617 634 632 629 637 609 617 588 578 576 623 579
Perchuk &
Lavrent’ev
a, 83-3
635 613 630 628 637 645 617 624 595 585 583 630 586
Ganguly &
Saxena,
84-1
537 500 529 525 524 533 508 514 533 516 513 596 518
Ganguly &
Saxena,
84-2
533 496 525 521 520 529 504 510 528 511 508 590 514
Perchuk
et. Al., 85
671 649 666 664 679 689 656 665 671 660 658 709 662
Indares &
Martignole,
85-1
656 616 647 645 646 663 607 622 600 586 583 674 585
Indares &
Martignole,
85-2
648 606 636 636 631 651 594 608 612 595 592 693 594
Williams &
Grambling,
90
743 695 733 728 734 754 693 709 706 684 681 786 688
Dasgupta
et. Al., 91
624 591 611 615 618 634 586 598 598 584 581 661 582
Bathachar
ya et al.,
92-1
605 582 599 598 599 607 580 587 577 566 565 616 567
Bathachar
ya et al.,
92-2
553 530 544 547 544 551 529 535 536 526 524 576 526
Min(b) = 504 Méd(b) = 630 Máx(b) = 744
Min(c) = 529 Méd(c) = 652 Máx(c) = 766
83
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
A aplicação das diversas calibrações dos geotermômetros granada-biotita e granada-estaurolita
para os litotipos estudados possibilitou a estimativa de uma faixa de temperatura bastante estreita, em
torno de 600-700 °C, com média em 617 °C, para as rochas da região da Rocha Mineração (Fig. 6.1).
Essa faixa é coincidente com a determinada para as minas da Piteiras (Viana 2004) e Belmont
(Machado 1998).
Figura 6.1 Gráfico com os resultados das temperaturas (°C) determinadas para as diferentes calibrações dos
pares granada-biotita e estaurolita-biotita aplicados no presente trabalho. Os pontos do gráfico, quando
ordenados de modo crescente, resultam na curva cinza.
6.2.4 – Comparação de cálculos geotermométricos fundamentados em análises
quantitativas por MSE e semiquantitativas por MEV-EDS
A maior dificuldade atualmente encontrada ao se realizar estudos de geotermobarometria
consiste na fase de obtenção dos dados analíticos, pois depende da disponibilidade de microssonda
eletrônica de varredura. Esse equipamento, que possibilita uma alta confiabilidade nos resultados, ou
seja, análises quantitativas, tem custos operacional e de aquisição muito elevados e por isso é
encontrado somente em poucos centros de pesquisa do Brasil, em geral sobrecarregados e,
consequentemente, indisponíveis para outras instituições.
A fim de testar a possibilidade de adotar a utilização de análises semiquantitativas, obtidas por
MEV/EDS para cálculos geotermométricos, em vista da maior facilidade de obtenção, maior
disponibilidade do equipamento e menor complexidade operacional, procedeu-se à dosagem química
de pontos coincidentes com os obtidos nas análises de microssonda.
A localização dos pontos analisados por MEV/EDS, para cada rocha, pode ser observada,
juntamente com os pontos analisados pela microssonda nas figuras 5.1, 5.2 e 5.3. Além disso, os
resultados das análises de microssonda e MEV/EDS constam nas fichas petrográficas e no anexo 3.
84
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
As temperaturas estimadas a partir de análises de MEV/EDS para o par granada-biotita dos
litotipos estudados variam entre 400-800 °C, com média em 630 °C (Tab. 6.6, 6.7 e 6.8; Fig. 6.2).
Observa-se que as temperaturas mais discrepantes foram as estimadas a partir de análises de
MEV/EDS em pares biotita(MSE)-granada(MEV) e que pares biotita(MEV)-granada(MSE)
responderam melhor (Tab. 6.6). No entanto, os resultados estimados pelos pares biotita(MEV)-
granada(MEV) também forneceram temperaturas compatíveis com as determinadas por pares
analisados em microssonda.
Tabela 6.6 – Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas calibrações do
par granada-biotita do anfibólio-granada xisto (CM-37D), considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) núcleo e
pontos referentes à tabela 6.1 e figura 5.1. Destaque para os resultados obtidos por pares de minerais analisados
exclusivamente por MEV/EDS.
Campo
estudado
A B C
GRD-1
MEV(b)
GRD-2
MEV(b)
GRD-2(b) GRD-1MEV(b) GRD-2MEV(b) GRD-1MEV(b) GRD-2MEV(b)
Par
mineral
BIO-4matriz
(MSE)
BIO-4matriz BIO-1mev/mat
BIO-2cont (o
que é cont?)
BIO-2cont
BIO-1
mev/cont
BIO-
1mev/contato
Máx 812 803 652 722 854 696 824
Méd 679 673 575 654 701 649 686
Min 585 579 512 553 599 532 586
Tabela 6.7 – Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas calibrações do
par granada-biotita do anfibólio-granada xisto (R-30), considerando P = 7000 bar, (b) borda, (c) núcleo e pontos
referentes à tabela 6.3 e figura 5.2.
Campo estudado A B
GRD-7(c) GRD-7(c) GRD-1(b) GRD-1(b)
Par mineral
BIO-MEV1/cont BIO-MEV2/cont BIO-MEV1/contato BIO-MEV2/contato
Máx 756 732 596 619
Méd 662 656 547 572
Min 532 513 415 448
Tabela 6.8 – Temperaturas (°C) calculadas com base em análises por MEV/EDS para diversas calibrações do
par granada-biotita do estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada (R-48), para P = 7000 bar, (b) borda, (c)
núcleo, com pontos referentes à tabela 6.5 e figura 5.3.
Campo estudado A
GRD-4(c)
Par mineral
BIO-mev1/incl
Máx 690
Méd 605
Min 485
85
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Apesar da variação relativamente grande na faixa de temperaturas obtida nessas análises (Fig.
6.2) observa-se que uma considerável parte dos valores obtidos situa-se no mesmo intervalo de
temperatura estimado a partir das análises de microssonda (Fig. 6.3). Portanto, acredita-se ser possível
empregar análises de MEV/EDS para estimar a temperatura de formação da rocha. Porém, para
proporcionar uma estimativa mais segura aconselha-se a realização de um grande número de análises e
um tratamento estatístico adequado.
Fig
ura 6.2 – Gráfico com as temperaturas (°C ) calculadas com base em análises por MEV/EDS para as diferentes
calibrações do par granada-biotita. Os pontos do gráfico, quando ordenados de modo crescente, resultam na
curva cinza.
Fi
gura 6.3 – Gráfico comparativo das temperaturas (°C ) calculadas com base em análises de microssonda (curva
preta) e MEV/EDS (curva cinza), para as diferentes calibrações do par granada-biotita.
86
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
6.3 - GEOBAROMETRIA
Os cálculos geobarométricos basearam-se numa temperatura de 650 °C, que é um valor médio
resultante dos cálculos geotermométricos. Os dados analíticos de química mineral empregados nos
cálculos desses geotermômetros provieram tanto de análises de microssonda como de MEV/EDS.
6.3.1 – Anfibólio-granada xisto, Garimpo do Geraldinho, Capoeirana (CM-37D)
As pressões calculadas pelo geobarômetro granada-plagioclásio-biotita-quartzo (Hoisch 1990)
para a amostra CM-37D (Tab. 6.9), de 10 a 11 kbar, são muito elevadas e discrepantes das obtidas
para os demais litotipos, descritos a seguir. Essas estimativas devem ser vistas com ressalvas,
principalmente tendo-se o conhecimento da ocorrência de cordierita no garimpo de Capoeirana
(Machado 1998), mineral este favorecido por pressões baixas. Por outro lado, os estudos de Machado
(1998) e Vianna (2004) apontaram a presença de pressões acima de 9000 bar para essa paragênese.
Tabela 6.9 – Pressões (bar) calculadas para o anfibólio-granada xisto (CM-37D) pelo geobarômetro granada-
plagioclásio-biotita-quartzo (Hoisch 1990), para T = 650 °C , (b) borda, (c) núcleo do cristal e pontos referentes
à figura 5.1.
Campo estudado A B C
GRD-1(b) GRD-3(c) GRD-5(b) GRD-2(b) GRD-5(c) GRD-7(b) GRD-2(b) GRD-6(c) GRD-8(b)
BIO-4
matriz
BIO-4
matriz
BIO-4
matriz
BIO-15
matriz
BIO-15
matriz
BIO-15
matriz
BIO-2
contato
BIO-2
contato
BIO-2
contato
Par
mineral/Calibração
Plg-1MEV
cont
Plg-1MEV
cont
Plg-1MEV
cont
Plg-1MEV
mat
Plg-1MEV
mat
Plg-1MEV
mat
Plg-2MEV
cont
Plg-2MEV
cont
Plg-2MEV
cont
Hoisch, 90-Fe 10558 10101 10079 10269 10028 10051 11981 10825 11351
Hoisch, 90-Fe 10457 10003 9944 10096 9734 10200 11650 10726 11055
Min(b) 9944 Méd(b) 10363 Máx(b) 11981
Min(c) 9734 Méd(c) 10064 Máx(c) 10825
6.3.2 – Estaurolita-granada xisto, Mina Rocha (R-30)
O cálculo da pressão para os litotipos da Mina Rocha, em torno de 7 kbar (Tab. 6.10 e 6.11;
Fig. 6.3) resultou em valores bastante coerentes com o esperado pela paragênese mineral encontrada
nessa localidade (Fig. 3.15). Pressões semelhantes a essas foram também identificadas para as minas
da Belmont (Machado, 1988) e Piteiras (Viana 2004).
Tabela 6.10 – Pressões (bar) calculadas para o estaurolita-granada xisto (R-30) pelo geobarômetro granada-
plagioclásio-biotita-quartzo (Hoisch 1990), T = 650 °C , (b) borda, (c) núcleo e pontos referentes à figura 5.2.
Campo
estudado
B C
GRD-1
(b)
GRD-1
(b)
GRD-1
(b)
GRD-
1(b)
GRD-1 (b)
GRD-1
(c)
GRD-4
(b)
GRD-5
(b)
GRD-7 (c)
BIO-1
contato
BIO-2
contato
BIO-3
inclusão
BIO-4
inclusão
BIO-5
contato
BIO-7
inclusão
BIO-7
inclusão
BIO-7
inclusão
BIO-
7inclusão
Par mineral
Calibração
Mev1 Mev1 Mev1 Mev1 Mev1 Mev1 Mev1 Mev1 Mev1
Hoisch, 90-Fe 7674 7668 7730 7694 7757 8162 6741 8712 8985
Hoisch, 90-Fe 7447 7358 7231 7220 7331 7410 6355 7960 8059
Min 6355 Méd 7671 Máx 8985
87
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
6.3.3 – Estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada, Mina Rocha (R-48)
A presença de sillimanita na paragênese dessa rocha permitiu a aplicação do geobarômetro
GASP, a partir do qual foram obtidas pressões sensivelmente mais baixas, em torno de 6000 bar
(Tab.6.11).
A aplicação dos geobarômetros granada-plagioclásio-biotita-quartzo e GASP para os litotipos
estudados possibilitou a estimativa de uma faixa de pressão bastante estreita, principalmente na região
da Mina Rocha, em torno de 6000-7000 bar, que corresponde a uma profundidade de, no máximo, 25
km.
Tabela 6.11 – Pressões (bar) obtidas para diversas calibrações do par estaurolita-cianita xisto com sillimanita e
granada (R-48) pelos geobarômetros granada-plagioclásio-biotita-quartzo e GASP, para T = 650 °C , (b) borda,
(c) núcleo do cristal e pontos referentes à figura 5.3.
Campo estudado A
GRD-4(c) GRD-4(c) GRD-4(c) GRD-4(c) GRD-4(c)
Par mineral
Calibração
BIO-1contato(b) BIO-2inclusão BIO-3contato(c) BIO-4contato(b) BIO mev1
GRD-BIOTITA-PLG PLG-MEV1(c) PLG-MEV1(c) PLG-MEV1(c) PLG-MEV1(c)
PLG
MEV1(c)
Hoisch, 90-Fe 6577 6424 6497 6560 6302
Hoisch, 90-Fe 6176 6230 6138 6219 6212
(GASP)
Newton & Haselton, 81-Sill 5589 5589 5589 5589 5589
Newton & Haselton, 81-Ky 5808 5808 5808 5808 5808
Hodges & Spear, 82-Sill 3941 3941 3941 3941 3941
Hodges & Spear, 82-Ky 4462 4462 4462 4462 4462
Ganguly & Saxena, 84-Sill 5125 5125 5125 5125 5125
Ganguly & Saxena, 84-Ky 5429 5429 5429 5429 5429
Hodges & Crowley, 85-Sill 4754 4754 4754 4754 4754
Hodges & Crowley, 85-Sill (DV) 4808 4808 4808 4808 4808
Hodges & Crowley, 85-Ky 5293 5293 5293 5293 5293
Hodges & Crowley, 85-Ky (DV) 5343 5343 5343 5343 5343
Koziol, 89-Sill 6637 6637 6637 6637 6637
Koziol, 89-Ky 6739 6739 6739 6739 6739
Koziol & Newton 88-Ky 6569 6569 6569 6569 6569
Koziol & Newton 88-Sill 6293 6293 6293 6293 6293
Min = 3941 Méd = 5509 Máx = 6739
88
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
A variação da pressão para diferentes calibrações obtidas para esses geobarômetros encontra-
se graficamente representada na figura 6.4.
Figura 6.4 – Gráfico comparativo das pressões (bar) calculadas com base em diferentes calibrações dos
geobarômetros granada-plagioclásio-biotita-quartzo e GASP aplicados no presente trabalho. Os pontos do
gráfico quando postos em ordem crescente resultam na curva cinza.
A temperatura e a pressão obtidas a partir de cálculos efetuados pelo software TWQ, de
Berman para as amostras CM-37D, R-30 e R-48 são bastante compatíveis com as determinadas pelos
cálculos geotermobarométricos anteriormente apresentados. As temperaturas obtidas com o TWQ
ficam em torno dos 600-650
o
C, com pressões em torno de 6-7 kbar (Fig. 6.5).
Observa-se ainda que a amostra CM-37D, coletada no garimpo de Capoeirana, apresenta
evidências de ter se formado em condições de alta pressão, em torno de 11 kbar, com uma possível
despressurização para 6 kbar (Fig. 6.5A). Esse evento de despressurização já foi notado nos cálculos
geobarométricos empregados anteriormente e em outros trabalhos, como Machado (1998) e Viana
(2004) e pode ser relacionado às auréolas albíticas que envolvem os grãos de granada e plagioclásio e
ao aparecimento de cordierita no garimpo de Capoeirana.
O evento de despressurização desenvolveu-se provavelmente acompanhado de uma
diminuição da temperatura, como sugerido pelas interseções das reações (Fig. 6.5C) e pela diferença
de temperatura de cristalização de cerca de 40
o
C entre o núcleo, mais quente e a borda dos cristais de
granada e biotita.
89
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
Figura 6.5 – Gráficos comparativos das temperaturas (
o
C) e pressões (kbar) calculadas com com o software
TWQ. (A) BIO1, GRA1, ANF1mev, PLG2mev do campo 3 da amostra CM-37D; (B) BIO7, GRA12, EST2 do
campo 1 da amostra R-30; (C) BIO4, GRA8, PLG2mev do campo 1 da amostra R-48.
90
CAPÍTULO 7
CONCLUSÕES
O tratamento e a interpretação do acervo de dados levantados na área da Província
Esmeraldífera de Itabira-Nova Era contribuiu para o aumento do conhecimento geológico em diversos
aspectos dessa província, especialmente no que tange aos aspectos petrogenéticos das unidades
encontradas na Mina Rocha, estudada em maior detalhe no presente trabalho.
A sucessão estratigráfica na Mina Rocha mostra a presença de duas principais camadas-guia
da mineralização, que ocorrem separadas por uma espessura aparente de 170 m de xistos
paraderivados intercalados com anfibolitos e sobrepostos a pelo menos 50 m de leucogranito quimica
e texturalmente diferente dos da Suíte Borrachudos. Os ortognaisses bandados que ocorrem próximo
ao garimpo de Capoeirana não foram encontrados na área da Mina Rocha. Os granitos da Suíte
Borrachudos afloram a cerca de 500 metros a oeste da mina.
As camadas mineralizadas têm caráter ultramáfico, afinidade komatiítica e chegam a portar
4500 ppm de Cr. Em geral são compostas por biotita flogopítica, com granada e hornblenda
subordinadas. Sua espessura é em geral de ordem métrica e parece estar condicionada pela
deformação, podendo alcançar uma dezena de metros em zonas boudinadas. O mergulho médio dessas
camadas é de cerca de 45º para noroeste (N315). Na região das zonas de cisalhamento foi notado o
aumento tanto do tamanho quanto da quantidade de cristais de esmeralda.
Os xistos paraderivados são peraluminosos, deficientes em Cr e Ni e compostos por variáveis
proporções de mica, estaurolita, cianita, sillimanita e granada, que sugerem condições de
metamorfismo de fácies anfibolito alto. Associados a esses xistos podem ocorrer camadas métricas de
quartzito. O comportamento estrutural dessas rochas é semelhante ao das camadas mineralizadas.
Os granitos tipo Borrachudos, que ocorrem em abundância na mina da Belmont são
metaluminosos de afinidade tholeiítica, enquanto que os granitóides porfiríticos de matriz fina e pouco
foliada, identificados apenas em testemunhos de furos de sondagem da Mina Rocha, são
peraluminosos e têm afinidade cálcio-alcalina.
Delgado, C. E. R. 2007, Geologia e Petrogênese na Região da Província Esmeraldífera de Itabira, MG
A temperatura média do metamorfismo foi estimada entre 600-650 ºC pelos geotermômetros
granada-biotita e granada-estaurolita, com as maiores temperaturas no centro dos cristais. A pressão,
por sua vez, foi estimada em torno de 6-7 kbar, pelos geobarômetros granada-aluminossilicato-silica-
plagioclásio (GASP) e granada-plagioclásio-biotita-quartzo. Pressões em torno de 9 kbar foram
também determinadas e devem ser vistas com ressalvas, no entanto alguns aspectos texturais, como as
auréolas de albita em torno dos cristais de granada e plagioclásio, além da ocorrência de cordierita em
Capoeirana sugerem a ocorrência de um evento de despressurização. É possível que essa
despressurização tenha ocorrido após o pico do evento metamórfico durante ou após o resfriamento,
evidenciado pela diferença de cerca de 40 ºC na temperatura de cristalização do núcleo e borda dos
cristais de granada.
O emprego de análises de MEV/EDS para os cálculos geotermométrico e geobarométrico
mostrou que, desde que seja realizada uma grande quantidade de análises e que seja dado o tratamento
estatístico adequado, é possível obter-se resultados próximos aos encontrados por cálculos estimados a
partir de análises de microssonda eletrônica.
Uma idade brasiliana (604 ±36 Ma) foi obtida a partir da concórdia U/Pb (LAM-ICP-MS) de
cristais de grothita (titanita com elevado teor de Al) radioativos. Essa idade deve representar o evento
metassomático responsável pela formação das esmeraldas dessa província, uma vez que os cristais de
grothita se encontram na zona mineralizada da mina subterrânea da Piteiras e têm sua formação
relacionada à elevada atividade de flúor, fornecido juntamente com o Be, pelos granitóides e
pegmatitos da região.
92
Contribuições às Ciências da Terra – Série M, vol. 47, 130p.
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ANEXOS
1-Síntese dos resultados das análises geoquímicas
2-Fichas de descrição petrográfica das amostras
3-Resultados da química mineral
Acme Analytical Laboratories Ltd (ACME)
ELEMENTO SiO2 Al2O3 Fe2O3 MgO CaO Na2O K2O TiO2 P2O5 MnO Cr2O3 LOI TOT/C TOT/S Total
UNIDADE
% % % %%%%%%%%% % % %
LD
0.01 0.01 0.04 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.01 0.002 0.1 0.01 0.01
R-43 78.03 10.85 5.53 2.21 0.40 0.35 1.57 0.24 0.03 0.04 0.00 0.60 0.01 0.09 99.84
R-53 75.31 12.21 3.30 0.86 2.29 3.50 1.63 0.44 0.08 0.06 0.00 0.10 0.01 0.04 99.78
R-55 65.19 15.78 5.04 2.80 2.25 2.77 4.89 0.40 0.02 0.09 0.00 0.50 0.01 0.01 99.73
R-58 75.10 11.85 2.51 1.09 1.12 0.96 6.27 0.29 0.02 0.04 0.00 0.40 0.01 0.01 99.65
R-66 75.16 12.14 3.67 1.37 1.43 3.79 1.48 0.43 0.07 0.02 0.00 0.30 0.01 0.01 99.86
R-72 75.70 11.92 2.63 0.05 0.57 3.57 4.97 0.16 0.01 0.03 0.00 0.30 0.02 0.01 99.90
B-1 71.12 12.30 5.51 0.17 2.23 3.25 4.34 0.49 0.12 0.06 0.00 0.10 0.03 0.01 99.70
CM-47A 65.87 14.77 6.55 0.20 2.16 3.80 5.20 0.56 0.14 0.08 0.00 0.30 0.06 0.01 99.63
PI-3E 71.40 13.69 3.39 2.39 3.07 3.52 1.63 0.39 0.05 0.03 0.01 0.30 0.01 0.01 99.88
PI-4G 43.88 15.45 12.62 16.92 0.65 1.18 7.39 0.25 0.03 0.09 0.20 1.20 0.02 0.01 99.89
PI-4I 49.45 9.53 10.36 18.59 7.02 0.88 1.69 0.22 0.02 0.18 0.30 1.70 0.02 0.01 99.97
PI-4K 64.01 13.58 9.24 3.12 5.78 2.24 0.31 1.07 0.29 0.26 0.00 0.10 0.02 0.02 100.01
PI-4M 51.69 17.46 8.97 7.14 8.59 3.45 1.49 0.45 0.07 0.13 0.01 0.50 0.02 0.01 99.96
PI-5C 48.84 15.16 11.53 11.83 2.97 1.86 5.81 0.72 0.07 0.16 0.13 0.80 0.02 0.01 99.89
PI-5F 47.98 13.75 9.29 14.53 7.70 2.02 2.72 0.44 0.04 0.17 0.19 1.10 0.02 0.01 99.96
PI-21 48.97 12.23 9.87 18.13 1.51 0.50 6.38 0.33 0.02 0.08 0.27 1.60 0.01 0.02 99.94
PI-41 71.38 12.71 4.64 3.00 1.49 3.26 2.46 0.48 0.06 0.05 0.02 0.30 0.01 0.02 99.86
PI-47 49.51 14.03 11.85 11.44 7.11 1.53 2.18 0.41 0.02 0.14 0.41 1.30 0.03 0.01 99.96
PI-47.1 76.60 11.43 2.80 0.12 0.60 2.97 4.75 0.21 0.02 0.04 0.00 0.30 0.01 0.01 99.84
PI-649(CE) 51.13 10.05 9.57 17.77 1.82 0.50 6.31 0.28 0.04 0.14 0.27 2.00 0.02 0.01 99.92
PI-649(10cm) 51.68 11.04 9.36 17.61 0.08 0.44 6.99 0.27 0.04 0.09 0.26 2.00 0.02 0.01 99.91
PI-17NE(CE) 52.27 9.73 8.79 17.06 4.25 0.50 4.74 0.24 0.02 0.14 0.29 1.90 0.07 0.01 99.96
PI-17NE(10cm) 48.47 9.93 9.34 17.73 6.22 0.57 4.24 0.25 0.02 0.15 0.36 2.50 0.21 0.01 99.82
LD - Limite de detecção
99
Acme Analytical Laboratories Ltd (ACME)
ELEMENTO Ba Be Co Cs Ga Hf Nb Rb Sn Sr Ta Th U V W Zr Y
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm
LD
1.00 1.00 0.20 0.10 0.50 0.10 0.10 0.10 1.00 0.50 0.10 0.20 0.10 8.00 0.50 0.10 0.10
R-43 424.30 3.00 47.90 1.20 27.00 16.10 32.80 33.60 6.00 12.10 2.90 16.00 4.40 9.00 378.20 478.60 141.90
R-53 758.10 2.00 31.00 0.50 19.40 14.40 25.70 29.40 3.00 51.40 2.20 16.60 3.80 6.00 258.50 473.60 122.20
R-55 983.30 4.00 26.00 1.80 24.70 22.30 55.00 80.60 7.00 68.20 4.40 28.00 7.10 <5 230.90 689.40 203.90
R-58 1847.90 2.00 36.00 0.90 24.20 17.80 39.10 76.20 6.00 46.70 3.80 21.90 6.20 <5 326.00 580.90 168.00
R-66 573.20 4.00 36.60 2.10 19.50 12.20 29.50 28.50 4.00 76.50 2.60 15.50 4.40 35.00 264.70 376.30 103.30
R-72 55.40 11.00 36.50 1.50 30.40 17.10 83.70 312.50 12.00 10.50 6.40 43.40 8.50 <5 316.50 389.00 142.40
B-1 1426.80 4.00 36.00 2.60 26.00 13.80 30.90 133.60 4.00 176.80 2.50 17.80 3.70 <5 286.60 505.90 82.90
CM-47A 1660.60 6.00 26.60 2.10 31.10 19.70 36.50 158.40 6.00 215.40 2.80 24.30 5.80 <5 195.40 708.40 94.70
PI-3E 145.50 57.00 44.90 7.30 17.90 15.60 17.20 242.90 13.00 89.60 2.40 18.40 5.30 48.00 299.70 467.80 112.40
PI-4G 331.80 71.00 58.50 39.10 48.80 <.5 68.30 1316.70 25.00 15.30 16.10 10.80 1.60 93.00 28.40 6.00 17.50
PI-4I 36.90 11.00 69.80 9.80 10.00 0.60 1.20 201.70 27.00 2.60 0.20 0.10 0.30 130.00 32.20 14.10 9.50
PI-4K 56.90 4.00 52.60 0.80 14.30 8.20 21.50 12.10 5.00 126.70 1.80 9.30 2.60 132.00 317.00 281.70 71.70
PI-4M 37.60 32.00 56.30 4.60 19.60 0.90 6.40 179.00 45.00 92.30 0.70 1.00 0.80 188.00 156.00 35.90 20.30
PI-5C 143.50 75.00 55.10 22.20 33.50 1.50 21.00 1004.00 87.00 19.70 1.70 5.50 3.40 187.00 139.20 46.40 60.70
PI-5F 66.70 56.00 60.60 12.60 14.80 0.80 5.00 389.90 64.00 30.00 0.40 0.50 0.50 127.00 71.90 25.50 20.20
PI-21 255.00 13.00 71.70 39.10 23.10 0.60 25.30 899.60 18.00 1.70 6.70 0.80 0.30 123.00 59.70 19.30 18.30
PI-41 466.50 9.00 40.50 7.70 19.90 12.80 27.70 228.50 17.00 66.20 2.30 18.50 4.30 42.00 268.90 391.00 111.90
PI-47 209.20 11.00 64.20 13.10 24.70 0.80 4.60 242.70 51.00 23.00 0.40 0.60 0.40 132.00 118.10 26.60 36.20
PI-47.1 469.10 9.00 29.50 3.60 23.40 11.70 53.40 278.80 53.00 30.50 4.00 25.70 6.10 <5 277.20 383.60 86.40
PI-649(CE) 169.00 47.00 76.10 30.60 24.00 <.5 11.00 1046.80 34.00 1.20 2.20 1.60 0.70 120.00 302.40 15.80 44.80
PI-649(10cm) 193.40 9.00 70.60 32.40 25.10 <.5 16.30 1150.40 21.00 1.00 1.60 0.80 0.90 92.00 165.30 17.20 14.60
PI-17NE(CE) 189.30 69.00 93.00 27.70 12.60 0.50 3.80 546.20 23.00 3.60 0.40 0.50 0.40 111.00 197.70 18.20 12.10
PI-17NE(10cm) 148.60 34.00 73.30 24.20 12.30 0.60 2.20 495.10 24.00 4.20 0.30 0.20 0.40 118.00 111.10 15.00 12.60
LD - Limite de detecção
100
Acme Analytical Laboratories Ltd (ACME)
ELEMENTO La Ce Pr Nd Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm
LD
0.10 0.10 0.02 0.30 0.05 0.02 0.05 0.01 0.05 0.02 0.03 0.01 0.05 0.01
R-43 84.10 188.60 23.06 97.50 22.80 3.85 22.79 4.03 24.95 4.95 15.29 2.28 15.23 2.29
R-53 92.20 205.10 26.57 110.20 24.80 5.60 25.39 4.14 22.83 4.42 13.14 1.98 12.10 1.84
R-55 117.00 257.60 33.10 135.70 31.00 4.68 30.83 5.37 35.04 7.37 22.54 3.35 21.98 3.41
R-58 93.40 201.50 25.16 98.50 25.50 3.76 25.30 4.63 29.16 5.81 18.15 2.86 18.27 2.54
R-66 64.00 141.40 16.99 70.40 15.50 2.20 15.22 2.68 17.07 3.54 10.93 1.65 10.79 1.61
R-72 133.10 261.40 27.67 101.60 20.20 0.34 18.76 3.64 22.85 4.80 14.07 2.15 14.50 1.99
B-1 91.70 187.30 21.52 87.50 17.70 3.08 15.17 2.48 15.25 2.98 9.08 1.24 8.60 1.20
CM-47A 94.80 198.40 23.04 93.30 19.90 3.48 16.75 2.71 16.16 3.39 10.24 1.43 10.60 1.61
PI-3E 79.80 168.10 20.00 86.80 19.70 3.63 21.08 3.38 21.97 4.29 11.93 1.63 10.42 1.56
PI-4G 25.30 49.60 5.56 19.30 5.20 0.18 4.13 0.68 3.86 0.65 1.91 0.30 2.29 0.25
PI-4I 2.60 3.50 0.55 2.10 0.80 0.32 1.30 0.20 1.34 0.32 1.01 0.17 1.36 0.21
PI-4K 36.20 77.60 9.34 39.30 8.90 2.02 9.58 1.79 12.35 2.58 8.00 1.15 7.79 1.16
PI-4M 6.20 12.60 1.64 7.10 1.70 0.78 2.51 0.52 3.32 0.77 2.30 0.33 2.53 0.40
PI-5C 19.40 38.90 4.72 18.30 5.60 0.84 6.35 1.30 9.16 1.86 5.94 1.07 7.91 1.09
PI-5F 3.20 7.40 0.92 4.50 1.40 0.44 2.13 0.48 3.48 0.65 2.22 0.37 2.82 0.43
PI-21 1.70 3.30 0.47 2.30 1.00 0.10 1.43 0.39 2.33 0.56 1.84 0.33 2.44 0.33
PI-41 70.50 149.60 18.28 76.90 17.00 3.32 18.88 3.02 19.23 4.06 12.48 1.82 12.05 1.73
PI-47 3.20 10.20 1.58 9.90 2.70 2.29 3.90 0.75 5.03 1.21 3.76 0.63 4.17 0.63
PI-47.1 107.20 213.30 22.74 81.50 15.70 0.86 12.56 2.21 14.51 3.15 9.61 1.43 9.82 1.45
PI-649(CE) 4.90 10.10 1.12 5.50 2.10 0.09 2.47 0.64 5.81 1.22 4.74 0.83 7.63 1.12
PI-649(10cm) <.5 0.90 0.16 0.60 0.40 0.07 1.06 0.27 2.28 0.41 1.62 0.25 2.30 0.26
PI-17NE(CE) 1.90 4.80 0.68 2.50 1.00 0.18 1.09 0.23 1.76 0.37 1.31 0.23 1.57 0.25
PI-17NE(10cm) 2.60 6.00 0.85 3.00 0.90 0.28 1.13 0.26 1.93 0.41 1.23 0.24 1.81 0.26
LD - Limite de detecção
101
Acme Analytical Laboratories Ltd (ACME)
ELEMENTO Mo Cu Cr Ni Sc Pb Zn As Cd Sb Bi Ag Au Hg Tl Se Li S
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppb ppm ppm ppm ppm ppm
LD
0.10 0.10 0.10 0.10 1.00 0.10 1.00 0.50 0.10 0.10 0.10 0.10 0.50 0.01 0.10 0.50
R-43 5.50 71.70 6.84 2.00 3.00 3.20 4.00 <.5 <.1 <.1 0.30 0.20 <.5 0.04 0.10 0.50 n.a. n.a.
R-53 <.1 22.10 6.84 2.30 5.00 1.50 68.00 <.5 <.1 <.1 0.20 <.1 <.5 0.02 0.20 <.5 n.a. n.a.
R-55 0.20 5.20 6.84 1.30 10.00 1.60 82.00 <.5 0.10 <.1 0.20 <.1 <.5 <.01 0.40 0.60 n.a. n.a.
R-58 0.50 0.70 6.84 0.70 8.00 1.50 51.00 <.5 0.10 <.1 0.50 <.1 <.5 <.01 0.20 0.60 n.a. n.a.
R-66 <.1 9.70 6.84 10.80 7.00 0.50 16.00 <.5 <.1 <.1 0.10 <.1 <.5 0.01 0.10 <.5 n.a. n.a.
R-72 2.00 16.60 6.84 0.50 1.00 6.80 165.00 1.90 0.20 <.1 0.10 0.10 0.90 0.01 0.70 <.5 n.a. n.a.
B-1 3.10 6.70 6.84 1.90 7.00 5.90 84.00 2.10 0.10 <.1 <.1 <.1 0.70 <.01 0.40 <.5 n.a. n.a.
CM-47A 4.10 4.40 6.84 1.60 8.00 9.00 124.00 0.90 0.10 <.1 0.10 <.1 <.5 0.01 0.70 <.5 n.a. n.a.
PI-3E 4.80 1.90 75.26 50.80 9.00 3.00 107.00 0.50 <.1 <.1 0.10 <.1 <.5 0.01 2.50 <.5 n.a. n.a.
PI-4G 0.90 0.80 1341.04 229.10 23.00 7.70 393.00 0.60 <.1 <.1 0.10 <.1 0.60 <.01 9.90 <.5 n.a. n.a.
PI-4I 0.10 0.10 2059.45 72.20 33.00 1.00 58.00 <.5 <.1 <.1 <.1 <.1 <.5 <.01 2.50 <.5 n.a. n.a.
PI-4K 0.50 1.60 20.53 7.10 29.00 1.80 15.00 <.5 0.10 <.1 0.20 <.1 0.50 <.01 0.10 <.5 n.a. n.a.
PI-4M 58.10 51.00 61.58 50.60 37.00 2.30 108.00 <.5 0.10 <.1 0.20 <.1 <.5 0.01 1.50 <.5 n.a. n.a.
PI-5C 0.80 0.90 882.62 112.30 31.00 6.30 485.00 0.90 <.1 <.1 0.10 <.1 <.5 <.01 6.50 <.5 n.a. n.a.
PI-5F 2.50 0.30 1272.62 96.70 25.00 2.40 157.00 <.5 <.1 <.1 0.10 <.1 0.70 <.01 3.40 <.5 n.a. n.a.
PI-21 0.10 0.40 1826.82 232.50 26.00 4.60 235.00 <.5 <.1 <.1 0.10 <.1 0.50 <.01 8.80 <.5 n.a. n.a.
PI-41 3.30 19.10 164.21 71.80 9.00 3.40 127.00 <.5 <.1 <.1 <.1 <.1 1.30 <.01 2.20 <.5 n.a. n.a.
PI-47 4.80 0.30 2812.07 104.60 17.00 2.00 73.00 <.5 <.1 <.1 0.20 <.1 <.5 <.01 2.90 <.5 n.a. n.a.
PI-47.1 4.00 1.50 6.84 0.50 2.00 8.10 246.00 1.10 0.10 <.1 0.10 <.1 <.5 <.01 1.20 <.5 n.a. n.a.
PI-649(CE) 0.30 0.70 1813.14 280.00 29.00 4.10 394.00 0.60 0.10 <.1 0.10 <.1 0.70 0.02 8.10 <.5 n.a. n.a.
PI-649(10cm) <.1 0.40 1758.40 331.30 19.00 4.30 428.00 0.60 <.1 <.1 0.20 <.1 0.80 <.01 9.30 <.5 n.a. n.a.
PI-17NE(CE) 3.00 0.50 1977.35 201.90 25.00 2.60 177.00 <.5 <.1 <.1 0.10 <.1 1.00 <.01 5.80 <.5 n.a. n.a.
PI-17NE(10cm) 4.90 0.40 2442.60 177.90 26.00 2.80 146.00 <.5 <.1 <.1 0.10 <.1 1.20 <.01 5.50 <.5 n.a. n.a.
LD - Limite de detecção; n.a. - elemento não analisado
102
Laboratório de Geoquímica Analítica (LGqA/DEGEO)
ELEMENTO SiO2* Al2O3 Fe2O3 MgO CaO Na2O K2O TiO2 P2O5 MnO Cr2O3 LOI TOT/C TOT/S Total
UNIDADE
% % % %%%%%%%%% % % %
R-35 75.15 11.50 7.41 3.21 0.47 0.24 1.48 0.39 0.10 0.03 0.02 n.a. n.a. n.a. 24.85
R-43 80.38 9.58 5.49 2.03 0.39 0.36 1.50 0.23 0.01 0.04 0.00 n.a. n.a. n.a. 19.62
R-47 62.22 14.63 10.73 4.80 2.83 0.93 2.53 0.99 0.16 0.13 0.03 n.a. n.a. n.a. 37.78
R-48 63.25 16.17 8.84 6.13 0.64 0.56 3.48 0.69 0.11 0.08 0.06 n.a. n.a. n.a. 36.75
R-58 75.15 12.39 2.56 1.00 1.10 0.97 6.50 0.27 0.01 0.04 0.00 n.a. n.a. n.a. 24.85
R-62 74.24 11.75 4.83 2.77 2.03 2.44 1.61 0.23 0.07 0.03 0.00 n.a. n.a. n.a. 25.76
B-1 71.66 12.87 5.40 0.16 2.14 3.27 3.86 0.46 0.10 0.06 0.00 n.a. n.a. n.a. 28.34
P-2 56.81 2.50 15.84 21.78 0.61 0.11 1.21 0.40 0.03 0.41 0.31 n.a. n.a. n.a. 43.19
CM-47G 74.51 12.96 3.48 0.08 1.06 3.16 4.38 0.27 0.04 0.05 0.00 n.a. n.a. n.a. 25.49
PI-2B 63.99 18.15 3.36 4.19 3.72 3.02 2.96 0.40 0.15 0.05 0.01 n.a. n.a. n.a. 36.01
PI-4E 54.84 8.71 9.19 17.49 5.72 0.44 2.97 0.20 - 0.21 0.22 n.a. n.a. n.a. 45.16
PI-4G 47.60 15.17 11.73 15.47 0.58 1.17 7.76 0.23 0.02 0.09 0.18 n.a. n.a. n.a. 52.40
PI-4M 51.89 18.05 8.85 6.87 8.81 3.43 1.49 0.42 0.06 0.13 0.01 n.a. n.a. n.a. 48.11
PI-5L 49.18 13.26 10.49 17.01 0.64 0.52 7.86 0.22 0.07 0.09 0.66 n.a. n.a. n.a. 50.82
PI-23 57.63 13.60 12.32 9.36 2.14 3.53 0.08 1.13 0.04 0.15 0.01 n.a. n.a. n.a. 42.37
* Resultado calculado por diferença; n.a. - elemento não analisado
103
Laboratório de Geoquímica Analítica (LGqA/DEGEO)
ELEMENTO Ba Be Co Cs Ga Hf Nb Rb Sn Sr Ta Th U V W Zr Y
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm
R-35 275.10 4.35 82.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 10.04 n.a. 17.81 n.a. 54.20 n.a. 227.20 72.90
R-43 446.40 0.66 50.40 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 12.03 n.a. 14.65 n.a. 25.56 n.a. 352.80 63.40
R-47 469.70 <0.07 68.00 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 39.54 n.a. 6.10 n.a. 273.60 n.a. 77.60 24.47
R-48 624.00 <0.07 67.00 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 21.59 n.a. 10.23 n.a. 164.70 n.a. 122.00 19.93
R-58 1729.00 0.19 37.45 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 44.82 n.a. 18.98 n.a. 14.71 n.a. 147.90 124.00
R-62 180.20 1.28 59.20 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 58.80 n.a. 18.17 n.a. 74.40 n.a. 355.80 88.80
B-1 1376.00 1.00 38.34 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 161.30 n.a. 16.53 n.a. 27.76 n.a. 89.40 68.40
P-2 22.56 4.62 108.60 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 0.80 n.a. <1.90 n.a. 63.80 n.a. 19.80 1.26
CM-47G 1130.00 3.90 39.01 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 129.10 n.a. 31.08 n.a. 15.95 n.a. 174.20 73.30
PI-2B 218.60 54.00 40.44 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 101.30 n.a. 16.07 n.a.
78.60 n.a. 177.70 27.59
PI-4E 28.86 14.52 58.60 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 2.86 n.a. <1.90 n.a. 112.50 n.a. 12.55 8.15
PI-4G 296.90 50.10 52.90 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 15.35 n.a. 8.53 n.a. 98.80 n.a. 8.60 13.83
PI-4M 34.57 28.09 54.10 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 81.30 n.a. <1.90 n.a. 191.10 n.a. 19.20 15.17
PI-5L 204.30 42.11 62.40 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 3.82 n.a. <1.90 n.a. 123.40 n.a. 11.91 32.43
PI-23 16.26 <0.07 45.73 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 54.50 n.a. 2.29 n.a. 276.90 n.a. 62.10 20.92
n.a. - elemento não analisado
104
Laboratório de Geoquímica Analítica (LGqA/DEGEO)
ELEMENTO La Ce Pr Nd Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm
R-35 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
R-43 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
R-47 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
R-48 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
R-58 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
R-62 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
B-1 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
P-2 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
CM-47G n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-2B n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-4E n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-4G n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-4M n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-5L n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
PI-23 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. n.a.
n.a. - elemento não analisado
105
Laboratório de Geoquímica Analítica (LGqA/DEGEO)
ELEMENTO Mo Cu Cr Ni Sc Pb Zn As Cd Sb Bi Ag Au Hg Tl Se Li S
UNIDADE
ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppm ppb ppm ppm ppm ppm ppm
R-35 n.a. 11.72 134.90 21.13 6.25 <6.40 74.50 <6.00 2.46 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 33.55 255.70
R-43 n.a. 80.80 2.12 <2.50 2.17 <6.40 485.00 <6.00 1.31 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 15.58 846.00
R-47 n.a. 42.83 231.20 123.40 20.11 <6.40 63.20 <6.00 5.24 n.a. 7.31 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 13.04 777.00
R-48 n.a. 23.09 401.70 273.40 13.62 67.60 207.60 <6.00 3.47 n.a. 5.67 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 23.72 526.00
R-58 n.a. <0.48 <2.00 <2.50 5.03 <6.40 225.00 <6.00 <0.80 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 8.81 59.90
R-62 n.a. 36.59 3.65 30.26 3.58 <6.40 16.18 <6.00 <0.80 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 20.42 823.00
B-1 n.a. 2.30 2.34 <2.50 4.85 13.59 141.60 <6.00 1.07 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 17.01 230.50
P-2 n.a. <0.48 2092.00 1926.00 4.63 11.75 380.90 <6.00 12.57 n.a. 9.92 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 45.98 76.70
CM-47G n.a. 6.07 <2.00 <2.50 2.64 23.64 119.70 <6.00 <0.80 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 30.44 56.60
PI-2B n.a. <0.48 40.48 54.30 3.73 <6.40 86.70 <6.00 <0.80 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 55.50 194.60
PI-4E n.a. <0.48 1529.00 226.20 20.33 <6.40 327.60 <6.00 5.71 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 79.00 205.80
PI-4G n.a. <0.48 1200.00 224.90 14.32 <6.40 414.60 <6.00 6.47 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 214.20 36.44
PI-4M n.a. 35.83 52.60 88.10 24.18 <6.40 208.30 <6.00 3.94 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 42.73 530.00
PI-5L n.a. <0.48 4515.00 309.80 19.08 <6.40 382.50 <6.00 5.30 n.a.
<4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 184.10 45.87
PI-23 n.a. <0.48 100.50 55.30 20.70 16.64 225.60 <6.00 7.91 n.a. <4.70 n.a. n.a. n.a. n.a. n.a. 134.90 62.40
n.a. - elemento não analisado
106
Quartzo Moscovita Plagioclásio Opaco K-feldspato
% volume 50 35 10 3 2
Aspectos texturais da roch
a
Constituição mineralógica
Plagioclásio Biotita Cianita Quartzo Apatita Clorita
% volume 23 50 15 10 2 <1
Biotita Granada Plagioclásio Quartzo Apatita
% volume 30 50 10 10 <1
Biotita Plagioclásio Cianita Quartzo Sillimanita Apatita Grothita(?) Rutilo Clorita
% volume 15 22 12 50 1 <1 <1 <1 <1
Quartzo Granada Biotita Plagioclásio Opaco Apatita Grothita(?)
% volume 40 10 20 27 3 <1 <1
Amostra: R-18 - Cianita xisto
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Protólito: Pelítico aluminoso
Paragênese metamórfica: Biotita, plagioclásio, quartzo e cianita
Procedência: FSR - 03 ~ 38m prof.
Processos deformacionais: Metamorfismo dinamotermal regional
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios
Interpretação
Protólito: Sedimento pelítico ferruginoso
Paragênese metamórfica: Granada, plagioclásio, quartzo, biotita, opaco
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal
Principais texturas e microestruturas: Granoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Alteração
Identificação
Amostra: R-24 - Granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 53m prof.
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Sedimento/rocha sedimentar aluminoso
Paragênese metamórfica: Cianita, sillimanita, biotita, plagioclásio e quartzo
Processos deformacionais: Zona de cisalhamento
Principais texturas e microestruturas: Milonítica (S-C)
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-21 - Cianita xisto/milonito com sillimanita Procedência: FSR - 03 ~ 49m prof.
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Rocha rica em Fe e Mg (ultramáfica?)
Paragênese metamórfica: Granada, quartzo, plagioclásio, biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal ou zona de cisalhamento (porfiroblastos rotacionados)
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Amostra: R-19 - Granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 43m prof.
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Alteração
Identificação
Identificação
Interpretação
Protólito: Arenito(?)
Paragênese metamórfica: Quartzo, plagioclásio, moscovita e opaco
Identificação
Amostra: R-03 - Quartzito Procedência: FSR - 25 ~11m prof
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal (Foliação)
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios
107
Quartzo Granada Estaurolita Plagioclásio Biotita Opaco(ilme) Apatita Grothita(?)
% volume 40 15 7 30 5 3 <1 <1
Mineral/Elemento
K
2
ONa
2
O
FeO
TiO
2
SiO
2
Cr
2
O
3
Al
2
O
3
MgO
CaO
Biotita (média de 33) 7.99 0.36 17.03 1.16 36.38 0.01 18.87 13.31 n.a.
Granada (média de 46) n.a. n.a. 32.12 0.06 37.58 0.01 21.60 5.78 5.78
Estaurolita (média de 4) n.a. n.a. 14.23 0.54 26.37 0.01 51.92 2.59 n.a.
Estaurolita Sillimanita Plagioclásio Quartzo Biotita Apatita Rutilo Granada Opaco(ilmen) Mg-Clorita
% volume 26 5 16 20 20 4 1 2 1 5
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ICP-OES LGQA/DEGEO 75.15 11.50 7.41 3.21 0.47 0.24 1.48 0.4 4 135 54
Estaurolita Biotita Granada Quartzo Plagioclásio Apatita Opaco Clorita
% volume 5 13 8 55 17 1 <1 1
Granada Biotita Quartzo Apatita Clorita
% volume 23 26 45 5 1
Hornblenda Plagioclásio Quartzo Granada Ilmenita Apatita Rutilo Biotita
% volume 55 15 14 10 3 1 1 1
Essenciais/Principais Acessórios
Essenciais/Principais Acessórios
Essenciais/Principais Acessórios
Interpretação
Protólito: Rocha ígnea básica
Paragênese metamórfica: Granada, hornblenda, biotita, quartzo e plagioclásio
Processos deformacionais: Metamorfismo dinamotermal fácies xisto-verde alto a anfibolito
Principais texturas e microestruturas: Granonematoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-38 - Granada anfibolito Procedência: FSR - 03 ~ 79m prof.
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Pelítico Ferroso
Paragênese metamórfica: Granada, biotita, quartzo e apatita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granoblástica; poiquiloblástica (granada em atol)
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal de fácies anfibolito
Identificação
Amostra: R-37 - Apatita-granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 78m prof.
Interpretação
Protólito: Pelítico ferroso-aluminoso
Paragênese metamórfica: Estaurolita, granada, quartzo, plagioclásio e biotita
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Alteração
Identificação
Amostra: R-35 - Estaurolita-granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 76m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Pelítico ferroso e aluminoso
Paragênese metamórfica: Estaurolita, granada, plagioclásio, quartzo e biotita
Processos deformacionais: Zona de cisalhamento
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Foliação sigmoidal, milonítica
Constituição mineralógica
Minerais
Alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal de fácies anfibolito
Identificação
Amostra: R-33 - Sillimanita-estaurolita xisto com granada Procedência: FSR - 03 ~ 70m prof.
Química Mineral (Microssonda e MEV*)
Interpretação
Protólito: Pelítico ferroso aluminoso
Paragênese metamórfica: Granada, estaurolita, plagioclásio, quartzo e biotita
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Alteração
Identificação
Amostra: R-30 - Estaurolita-Granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 67m prof.
Aspectos texturais da rocha
108
Granada Biotita Estaurolita Quartzo Plagioclásio Apatita Rutilo Clorita
% volume 30 10 8 26 15 2 1 8
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ACME-LABS 78.03 10.85 5.53 2.21 0.40 0.35 1.57 0.24 3.0 9.0
ICP-OES LGQA/DEGEO 80.38* 9.58 5.49 2.03 0.39 0.36 1.50 0.23 0.7 2.1 25.6
Hornblenda Plagioclásio Quartzo Ilmenita Apatita Biotita Granada Grothita(?)
% volume 65 10 9 5 3 4 3 1
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
62.22 14.63 10.73 4.80 2.83 0.93 2.53 1.0 <Ld(0,07) 231 274
Hornblenda Plagioclásio Quartzo Ilmenita Apatita Granada
% volume 60 10 18 8 1 3
Hornblenda Quartzo Plagioclásio Granada Apatita Opaco
% volume 65 20 8 2 1 4
AcessóriosEssenciais/Principais
Interpretação
Protólito: Rocha ígnea máfica
Paragênese metamórfica: Hornblenda, plagioclásio, quartzo e ilmenita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal
Identificação
Amostra: R-47A - Anfibolito com granada Procedência: FSR - 03 ~ 116m prof.
Interpretação
Protólito: Rocha ígnea máfica
Paragênese metamórfica: Hornblenda, plagioclásio, quartzo e ilmenita
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-47 - Anfibolito com granada Procedência: FSR - 03 ~ 115m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Rocha ígnea máfica
Paragênese metamórfica: Hornblenda, plagioclásio, quartzo e ilmenita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granonematoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Descrição macroscópica:
Identificação
Amostra: R-46 - Anfibolito com granada Procedência: FSR - 03 ~ 113m prof.
Identificação
Amostra: R-43 - Procedência: FSR - 03 ~ 106m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Pelítico ferroso aluminoso
Paragênese metamórfica: Granada, estaurolita, quartzo, plagioclásio e biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal de fácies anfibolito
Constituição mineralógica
Minerais
Alteração
Identificação
Amostra: R-39 - Estaurolita-granada xisto cloritizado Procedência: FSR - 03 ~ 81m prof.
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica poiquiloblástica (granada em atol)
109
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
63.25 16.17 8.84 6.13 0.64 0.56 3.48 0.7 <Ld(0,07) 402 165
Biotita Cianita Plagioclásio Estaurolita Quartzo Granada Sillimanita Ilmenita Clorita
% volume 40 15 15 7 10 4 4 3 2
Mineral/Elemento
K
2
ONa
2
O
FeO
TiO
2
SiO
2
Cr
2
O
3
Al
2
O
3
MgO
CaO
Biotita (média de 14) 6.23 0.38 16.17 0.92 34.79 0.06 20.80 13.45 n.a.
Granada (média de 31) n.a. n.a. 30.52 0.01 37.52 0.03 21.70 5.37 3.01
Plagioclásio* (média de 2) 0.00 4.62 0.00 0.00 54.65 0.00 27.39 0.00 13.35
Plagioclásio Quartzo Hornblenda Granada Biotita Titanita Apatita
% volume 57 20 15 4 2 1 1
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
75.31 12.21 3.30 0.86 2.29 3.50 1.63 0.44 2.0 6.0
Plagioclásio Quartzo Biotita Microclina Titanita Moscovita
% volume 35 35 17 11 1 1
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
65.19 15.78 5.04 2.80 2.25 2.77 4.89 0.40 4.0 <Ld(5)
Plagioclásio Microclina Biotita Quartzo Titanita Apatita Moscovita
% volume 21 38 25 8 3 1 4
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Plagioclásio, micriclina, biotita e quartzo
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-56 - Metagranito Procedência: FSR - 03 ~ 155m prof.
Aspectos texturais da rocha
Identificação
Amostra: R-55 - Procedência: FSR - 03 ~ 154m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Granitico
Paragênese metamórfica: Quartzo, plagioclásio, microclina e biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-53 - Metagranito Procedência: FSR - 03 ~ 144m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Rocha ígnea(?) máfica
Paragênese metamórfica: Plagioclásio, quartzo, hornblenda e granada
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Milonítica (S-C)
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional dinamotermal de fácies anfibolito
Identificação
Amostra: R-49 - Hornblenda xisto/gnaisse com granada Procedência: FSR - 03 ~ 123m prof.
Química Mineral (Microssonda) e MEV*
Interpretação
Protólito: Pelítico ferroso-aluminoso
Paragênese metamórfica: Biotita, cianita, sillimanita, plagioclásio, estaurolita, granada, quartzo e ilmenita
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
AlteraçãoAcessóriosEssenciais/Principais
Identificação
Amostra: R-48 - Estaurolita-cianita xisto com sillimanita e granada Procedência: FSR - 03 ~ 119m prof.
Geoquímica
110
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ACME-LABS 75.10 11.85 2.51 1.09 1.12 0.96 6.27 0.29 2.0 <Ld(5,00)
ICP-OES LGQA/DEGEO 75.15* 12.40 2.56 1.00 1.10 0.97 6.50 0.27 0.2 <Ld(2,00) 14.7
Microclina Biotita Plagioclásio Quartzo Apatita Moscovita Fluorita
% volume 50 15 10 18 2 2 3
Microclina Plagioclásio Quartzo Biotita Moscovita Opaco Apatita Zircão
% volume 60 5 20 10 2 2 1 <1
Quartzo Biotita Plagioclásio Opaco Apatita Zircão Clorita
% volume 40 30 20 2 1 <1 7
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
74.24 11.75 4.83 2.77 2.03 2.44 1.61 0.2 1 4 74
Quartzo Plagioclásio Biotita Granada Opaco Apatita Zircão
% volume 50 25 18 5 1 1 <1
Quartzo Plagioclásio Granada Biotita Apatita Opaco Zircão
% volume 55 20 12 11 1 1 <1
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Quartzo, biotita, granada e Plagioclásio
Processos deformacionais: Metamorfismo regional (xistosidade)
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Xistosidade; Porfiroblástos poiquiloblásticos de granada anédrica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional (xistosidade)
Identificação
Amostra: R-64 - Granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 164m prof.
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Quartzo, biotita, granada e Plagioclásio
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Xistosidade; Granada anédrica poiquiloblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-62 - Xisto com granada Procedência: FSR - 03 ~ 163m prof.
Geoquímica
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Quartzo, biotita e plagioclásio. Clorita de alteração
Processos deformacionais: Metamorfismo regional (xistosidade)
Principais texturas e microestruturas: Xistosidade
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-61 - Xisto Procedência: FSR - 03 ~ 162m prof.
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Microclina, biotita, plagioclásio e quartzo
Processos deformacionais: Metamorfismo regional e metassomatismo(?)
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica; Plagioclásio cheio de inclusões de quartzo, microclina e albita
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-59 - Metagranito Procedência: FSR - 03 ~ 157m prof.
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Granitico
Paragênese metamórfica: Microclina, biotita, plagioclásio e quartzo
Processos deformacionais: Metamorfismo regional e metassomatismo(?)
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica; Plagioclásio cheio de inclusões de quartzo, microclina e albita
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-58 - Metagranito Procedência: FSR - 03 ~ 156m prof.
Geoquímica
111
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
75.16 12.14 3.67 1.37 1.43 3.79 1.48 0.43 4.0 35.0
Quartzo Plagioclásio Biotita Granada Opaco Clorita
% volume 55 20 15 5 <1 5
Quartzo Plagioclásio Biotita Sericita
% volume 55 41 4
Quartzo Biotita Cianita Plagioclásio Sillimanita Grothita Clorita
% volume 45 35 10 7 3 <1 <1
Hornblenda Quartzo Plagioclásio Opaco Rutilo Zircão
% volume 80 10 7 2 1 <1
Microclina Plagioclásio Quartzo Biotita Sericita
% volume 40 35 20 4 1
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Microclina, Plagioclásio, quartzo e biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Interpretação
Principais texturas e microestruturas: Textura granoblástica, intensamente recristalizada
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-71 - Metapegmatito Procedência: FSR - 17
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Máfica
Paragênese metamórfica: Hornblenda, quartzo e plagioclásio
Processos deformacionais: Metamorfismo regional (textura orientada e deformação do quartzo e plagioclásio)
Principais texturas e microestruturas: Textrua granonematoblástica e extinção ondulante
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-69 - Anfibolito Procedência: FSR - 17
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Pelítico aluminoso
Paragênese metamórfica: Quartzo, biotita, cianita, plagioclásio e sillimanita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional de médio grau
Principais texturas e microestruturas: Xistosidade milonítica (S-C)
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-68 - Cianita xisto com sillimanita Procedência: FSR - 17
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Quartzo, plagioclásioe biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional - orientação da biotita e deformação do quartzo
Principais texturas e microestruturas: Granolepidoblástica grossa, Extinção ondulante e quartzo fitado
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-67 - Metapegmatito Procedência: FSR - 17
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Quartzo, biotita, granada e Plagioclásio
Processos deformacionais: Metamorfismo regional (xistosidade)
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Xistosidade; Porfiroblástos poiquiloblásticos de granada euédrica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-66 - Granada xisto Procedência: FSR - 03 ~ 165m prof.
Geoquímica
112
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
75.70 11.92 2.63 0.05 0.57 3.57 4.97 0.16 11.0 <Ld(5)
Microclina Plagioclásio Quartzo Biotita Opaco Titanita Apatita
% volume 40 30 20 6 3 1 <1
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Microclina, Plagioclásio, quartzo e biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Plagioclásio K-feldspato Quartzo Biotita Zircão Titanita Sericita
% volume 50 20 20 5 <1 <1 5
Mg-Clorita Clorita
% volume
Biotita Quartzo Cianita Sillimanita Plagioclásio
% volume
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ACME-LABS 71.12 12.30 5.51 0.17 2.23 3.25 4.34 0.49 4.0 <Ld(5)
ICP-OES LGQA/DEGEO 71.66* 12.90 5.40 0.16 2.14 3.27 3.86 0.46 1.0 2.3 27.8
Plagioclásio Microclina Biotita Quartzo Hornblenda
% volume
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: B-1 - Procedência: FSR - Mina Belmont
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-76 - Procedência: Mina da Rocha
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: R-74 - Procedência: Mina da Rocha
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito: Granítico
Paragênese metamórfica: Plagioclásio, k-feldspato, quartzo e biotita
Processos deformacionais: Metamorfismo regional
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granoblástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Interpretação
Identificação
Amostra: R-73 - Metagranito de grão fino Procedência: FSR - 1
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Granoblástica média a grossa intensamente recristalizada
Constituição mineralógica
Identificação
Amostra: R-72 - Meta-pegmatito/granito de granulação grossa Procedência: FSR - 1
113
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
56.81 2.50 15.84 21.78 0.61 0.11 1.21 0.4 5 2092 64
Anfibólio Plagioclásio
% volume
Hornblenda Plagioclásio Quartzo Opaco(ilme)
% volume
Plagioclásio Microclina Quartzo Biotita
% volume
Anfibólio Plagioclásio
% volume
Plagioclásio Quartzo Granada Biotita
% volume
Mineral/Elemento
K
2
ONa
2
O
FeO
TiO
2
SiO
2
Cr
2
O
3
Al
2
O
3
MgO
CaO
Biotita (média de 26) 8.38 0.40 19.73 1.18 37.32 0.01 16.72 12.21 n.a.
Granada (média de 24) n.a. n.a. 31.06 0.03 37.59 0.01 21.14 3.87 4.58
Plagioclásio (MEV média de 5) 0.00 7.48 0.00 0.00 59.20 n.d. 25.83 0.00 7.28
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-37D - Anfibólio-granada xisto Procedência: Garimpo do Geraldinho (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-37C - Procedência: Garimpo do Geraldinho (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-37B - Procedência: Garimpo do Geraldinho (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Química Mineral (Microssonda e MEV)
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: CM-3A - Procedência: Garimpo do Geraldinho (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: P-2 - Procedência: Garimpo de Monte Belo (Capoeirana)
Geoquímica
114
Anfibólio Plagioclásio Biotita Granada
% volume
Plagioclásio Quartzo Biotita Granada
% volume
Anfibólio Plagioclásio
% volume
Quartzo Plagioclásio Granada Biotita
% volume
% volume
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Interpretação
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios
Identificação
Amostra: CM-39A - Procedência: Garimpo do Rei (Capoeirana)
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-37E - Procedência: Garimpo do Geraldinho (Capoeirana)
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-39B1 - Procedência: Garimpo do Rei (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Alteração
Identificação
Amostra: CM-38C - Procedência: Garimpo do Rei (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-38A - Procedência: Garimpo do Rei (Capoeirana)
Aspectos texturais da rocha
115
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
65.87 14.77 6.55 0.20 2.16 3.80 5.20 0.56 6.0 <Ld(5)
Microclina Plagioclásio Biotita Anfibólio
% volume
Microclina Plagioclásio Biotita Anfibólio
% volume
Plagioclásio Quartzo Microclina Biotita
% volume
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
74.51 12.96 3.48 0.08 1.06 3.16 4.38 0.3 4 <Ld(2,00) 16
Microclina Plagioclásio Biotita Anfibólio
% volume
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
63.99 18.15 3.36 4.19 3.72 3.02 2.96 0.4 54 41 79
Plagioclásio Quartzo Biotita Granada
% volume
Interpretação
Processos deformacionais:
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Identificação
Amostra: PI-2B - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Processos deformacionais:
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Bandamento composicional
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-47G - Procedência: Beira do Ribeirão do Peixe
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas: Brechada/cataclástica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-47F - Procedência: Beira do Ribeirão do Peixe
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas: Bandamento composicional
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-47B - Procedência: Beira do Ribeirão do Peixe
Aspectos texturais da rocha
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas: Bandamento composicional
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: CM-47A - Procedência: Beira do Ribeirão do Peixe
Geoquímica
116
Plagioclásio Quartzo Biotita Granada
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
71.40 13.69 3.39 2.39 3.07 3.52 1.63 0.39 57.0 48.0
Biotita Granada Plagioclásio Quartzo Opaco
% volume
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
54.84 8.71 9.19 17.49 5.72 0.44 2.97 0.2 15 1529 113
Anfibólio Biotita Plagioclásio
% volume
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ACME-LABS 43.88 15.45 12.62 16.92 0.65 1.18 7.39 0.25 71.0 93.0
ICP-OES LGQA/DEGEO 47.60* 15.20 11.70 15.50 0.58 1.17 7.76 0.23 50.1 1200.0 98.8
Flogopita Quartzo Plagioclásio Sillimanita
% volume
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-2B1 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: PI-4G - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-4E - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Identificação
Amostra: PI-3E - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Aspectos texturais da rocha
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Interpretação
117
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
49.45 9.53 10.36 18.59 7.02 0.88 1.69 0.22 11.0 130.0
Flogopita Plagioclásio Quartzo
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
64.01 13.58 9.24 3.12 5.78 2.24 0.31 1.07 4.0 132.0
Plagioclásio Granada Quartzo Biotita Hornblenda
% volume
Plagioclásio Granada Quartzo Biotita Hornblenda
% volume
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
ACME-LABS 51.69 17.46 8.97 7.14 8.59 3.45 1.49 0.45 32.0 188.0
ICP-OES LGQA/DEGEO 51.89* 18.10 8.85 6.87 8.81 3.43 1.49 0.42 28.1 52.6 191.0
Biotita Plagioclásio Quartzo
% volume
Biotita Plagioclásio Quartzo
% volume
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: PI-4Mb - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Acessórios Alteração
Interpretação
Protólito:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Identificação
Amostra: PI-4Kb - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-4Ma - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-4Ka - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-4I - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
118
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
48.84 15.16 11.53 11.83 2.97 1.86 5.81 0.7 75 187
Biotita Anfibólio Plagioclásio Quartzo
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
47.98 13.75 9.29 14.53 7.70 2.02 2.72 0.44 56.0 127.0
Biotita Plagioclásio Anfibólio Plagioclásio Opaco Granada
% volume
Anfibólio Flogopita Plagioclásio Opaco
% volume
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
49.18 13.26 10.49 17.01 0.64 0.52 7.86 0.2 42 4515 123
Flogopita Quartzo Pagioclásio Opaco
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
48.97 12.23 9.87 18.13 1.51 0.50 6.38 0.33 13.0 123.0
Flogopita Quartzo Plagioclásio
% volume
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Geoquímica
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Identificação
Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Acessórios Alteração
Amostra: PI-5Fb - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: PI-5Fa -
Aspectos texturais da rocha
Aspectos texturais da rocha
Constituição mineralógica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Minerais
Essenciais/Principais
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: PI-21 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-5L - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-5C - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
119
ICP-OES LGQA/DEGEO
SiO
2
*Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
57.63 13.60 12.32 9.36 2.14 3.53 0.08 1.1 <Ld(0,07) 101 277
Flogopita Quartzo Plagioclásio Opaco Granada
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
71.38 12.71 4.64 3.00 1.49 3.26 2.46 0.48 9.0 42.0
Plagioclásio Microclina Biotita Quartzo
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
49.51 14.03 11.85 11.44 7.11 1.53 2.18 0.41 11.0 132.0
Anfibólio Plagioclásio Quartzo Biotita Cianita?? Sillimanita? Opaco
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
76.60 11.43 2.80 0.12 0.60 2.97 4.75 0.21 9.0 <Ld(5)
Plagioclásio Microclina Quartzo Biotita
% volume
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-47.1 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-47 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Identificação
Amostra: PI-41 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Aspectos texturais da rocha
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-23 - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
120
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
51.13 10.05 9.57 17.77 1.82 0.50 6.31 0.28 47.0 120.0
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
51.68 11.04 9.36 17.61 0.08 0.44 6.99 0.27 9.0 92.0
Flogopita Plagioclásio Quartzo
% volume
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
52.27 9.73 8.79 17.06 4.25 0.50 4.74 0.24 69.0 111.0
ACME-LABS
SiO
2
Al
2
O
3
Fe
2
O
3
MgO CaO
Na
2
OK
2
O
TiO
2
Be (ppm) Cr (ppm) V (ppm)
48.47 9.93 9.34 17.73 6.22 0.57 4.24 0.25 34.0 118.0
49.26 9.82 9.32 17.51 6.03 0.56 4.25 0.25 32.0 117.0
Anfibólio Granada Flogopita Quartzo Plagioclásio Opaco
% volume
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-17NE(10cm) - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Identificação
Amostra: PI-17NE(CE) - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Interpretação
Protólito:
Paragênese metamórfica:
Processos deformacionais:
Aspectos texturais da rocha
Principais texturas e microestruturas:
Constituição mineralógica
Minerais
Essenciais/Principais Acessórios Alteração
Identificação
Amostra: PI-649(10cm) - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
Identificação
Amostra: PI-649(CE) - Procedência: Mina subterrânea da Piteiras
Geoquímica
* SiO
2
calculado por diferença; n.a. elemento não analisado; n.d. elemento não detectado
121
BIOTIT
A
12345
SiO2 36.99 36.60 36.75 37.48 36.87
TiO2 1.20 1.09 1.15 1.09 1.07
Al2O3 16.90 16.64 16.58 16.71 16.77
Cr2O3 0.00 0.04 0.02 0.00 0.00
FeO 19.43 18.38 19.97 19.29 19.44
MnO 0.02 0.04 0.07 0.00 0.04
MgO 12.01 12.28 12.50 12.48 12.85
Na2O 0.37 0.52 0.48 0.47 0.59
K2O 8.34 8.17 8.26 8.62 8.60
F 0.96 0.96 0.89 0.99 0.84
H2O 1.44 1.42 1.48 1.44 1.51
Total 97.65 96.12 98.14 98.58 98.57
Si 5.85 5.86 5.80 5.87 5.79
AlIV 2.15 2.14 2.20 2.13 2.21
AlVI 0.99 0.99 0.88 0.95 0.89
Ti 0.14 0.13 0.14 0.13 0.13
Fe2 2.57 2.46 2.64 2.53 2.55
Cr 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00
Mn 0.00 0.01 0.01 0.00 0.01
Mg 2.83 2.93 2.94 2.91 3.01
Na 0.11 0.16 0.15 0.14 0.18
K 1.68 1.67 1.66 1.72 1.72
Cations 16.33 16.35 16.42 16.39 16.48
OH 1.52 1.51 1.56 1.51 1.58
GRANADA 123451mev 2mev
SiO2 37.073 36.315 36.897 36.937 37.087 38.875 37.618
TiO2 0.015 0.055 0.070 0.023 0.000 0.000 0.000
Al2O3 20.921 21.402 21.111 21.025 20.994 20.535 21.048
Cr2O3 0.000 0.027 0.000 0.018 0.028 0.000 0.000
FeO 31.400 31.444 31.386 30.976 30.859 30.710 31.560
MnO 0.716 0.808 0.844 0.691 0.749 0.000 0.000
MgO 3.615 3.531 3.681 3.601 3.692 4.795 4.598
CaO 4.630 4.041 4.174 4.523 4.045 5.095 5.178
Total 98.370 97.600 98.160 97.780 97.430 100.010 100.000
TSi 2.998 2.960 2.990 3.002 3.024 3.069 2.974
TAl 0.002 0.040 0.010 0.000 0.000 0.000 0.026
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.002 3.024 3.069 3.000
AlVI 1.990 2.014 2.004 2.012 2.016 1.909 1.933
Fe3 0.005 0.012 0.000 0.000 0.000 0.000 0.087
Ti 0.001 0.003 0.004 0.001 0.000 0.000 0.000
Cr 0.000 0.002 0.000 0.001 0.002 0.000 0.000
Sum_A 1.995 2.031 2.008 2.015 2.018 1.909 2.020
Fe2 2.119 2.132 2.127 2.105 2.104 2.027 1.999
Mg 0.436 0.429 0.445 0.436 0.449 0.564 0.542
Mn 0.049 0.056 0.058 0.048 0.052 0.000 0.000
Ca 0.401 0.353 0.362 0.394 0.353 0.431 0.439
Sum_B 3.005 2.969 2.992 2.983 2.958 3.022 2.980
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 61.384 64.337 62.473 70.577 71.135 65.280 58.727
And 0.305 0.741 0.000 0.000 0.000 0.000 5.508
Gross 17.179 14.171 15.722 13.145 11.854 15.034 12.954
Pyrope 18.994 18.265 19.292 14.626 15.171 19.686 22.811
Spess 2.138 2.375 2.513 1.595 1.749 0.000 0.000
Uvaro 0.000 0.111 0.000 0.058 0.092 0.000 0.000
Xalm 0.616 0.649 0.625 0.706 0.712 0.653 0.622
Xgrs 0.172 0.143 0.157 0.132 0.119 0.150 0.137
Xprp 0.191 0.184 0.193 0.146 0.152 0.197 0.241
Xsps 0.021 0.024 0.025 0.016 0.018 0.000 0.000
Fe/(Fe+Mg) 0.705 0.718 0.711 0.706 0.711 0.671 0.671
CLORITA 1 2 3
SiO2 20.745 23.285 25.062
TiO2 0.020 0.076 0.082
Al2O3 23.390 21.101 21.999
Cr2O3 0.000 0.000 0.000
FeO 36.881 29.743 27.990
MnO 0.099 0.000 0.071
MgO 7.387 15.386 13.141
Na2O 0.039 0.010 0.008
K2O 0.006 0.023 0.016
F 0.000 0.220 0.035
Total 88.567 89.844 88.404
Si 4.652 4.946 5.307
AlIV 3.348 3.054 2.693
Sum_T 8.000 8.000 8.000
AlVI 2.829 2.224 2.793
Ti 0.003 0.012 0.013
Fe2 6.917 5.283 4.957
Cr 0.000 0.000 0.000
Mn 0.019 0.000 0.013
Mg 2.470 4.872 4.148
Na 0.017 0.004 0.003
K 0.002 0.006 0.004
Cations 20.257 20.401 19.931
PLAGIOCLÁ
S
1mev
SiO2 57.520
Al2O3 25.580
CaO 7.640
Na2O 8.190
K2O 0.000
Total 98.930
Si 10.435
Al 5.465
Ca 1.485
Na 2.881
K 0.000
Cations 20.266
Ab 66.000
An 34.000
Or 0.000
CM - 37D
CAMPO A
122
BIOTITA 1234567891011121314151mev
SiO2 36.555 36.783 36.823 37.138 35.694 36.195 36.569 36.454 37.316 37.667 38.305 38.101 36.986 36.858 37.215 39.81
TiO2 1.323 1.336 1.441 1.436 1.266 1.132 1.112 1.110 1.259 1.359 1.492 1.465 1.236 1.122 1.155 0.00
Al2O3 16.701 16.704 16.558 16.530 16.529 15.999 16.674 16.613 16.628 16.668 16.495 16.418 16.046 16.374 16.467 17.73
Cr2O3 0.000 0.002 0.000 0.026 0.038 0.029 0.010 0.000 0.025 0.000 0.005 0.000 0.046 0.030 0.000 0.00
FeO 19.356 18.917 18.725 18.401 19.731 19.267 19.066 19.356 18.833 19.280 19.056 18.939 19.668 20.248 19.906 19.60
MnO 0.017 0.055 0.000 0.111 0.007 0.048 0.000 0.061 0.000 0.000 0.035 0.120 0.051 0.000 0.000 0.00
MgO 11.778 11.949 11.908 11.963 12.320 11.827 12.170 12.284 12.504 12.405 12.645 12.631 12.981 13.257 12.795 14.23
Na2O 0.322 0.341 0.312 0.361 0.351 0.398 0.375 0.298 0.374 0.497 0.416 0.472 0.411 0.427 0.552 0.00
K2O 8.195 8.479 8.413 8.348 7.695 7.734 8.299 8.644 8.544 8.703 8.597 8.715 8.527 7.895 8.552 8.64
F 0.862 1.099 0.838 1.032 0.621 0.924 1.168 1.106 0.990 1.078 0.897 1.144 0.846 0.958 0.896 0.00
H2O 1.470 1.360 1.480 1.400 1.570 1.410 1.320 1.360 1.440 1.410 1.510 1.390 1.500 1.460 1.490 0.00
Total 96.580 97.030 96.500 96.750 95.820 94.960 96.760 97.290 97.910 99.070 99.450 99.400 98.300 98.630 99.030 100.01
Si 5.841 5.853 5.874 5.904 5.754 5.882 5.839 5.810 5.872 5.873 5.924 5.912 5.829 5.785 5.823 5.94
AlIV 2.159 2.147 2.126 2.096 2.246 2.118 2.161 2.190 2.128 2.127 2.076 2.088 2.171 2.215 2.177 2.06
AlVI 0.984 0.983 0.985 0.998 0.892 0.944 0.974 0.928 0.953 0.934 0.928 0.912 0.807 0.812 0.857 1.06
Ti 0.159 0.160 0.173 0.172 0.153 0.138 0.134 0.133 0.149 0.159 0.174 0.171 0.147 0.132 0.136 0.00
Fe2 2.587 2.518 2.498 2.446 2.660 2.619 2.546 2.580 2.478 2.514 2.464 2.458 2.592 2.658 2.605 2.45
Cr 0.000 0.000 0.000 0.003 0.005 0.004 0.001 0.000 0.003 0.000 0.001 0.000 0.006 0.004 0.000 0.00
Mn 0.002 0.007 0.000 0.015 0.001 0.007 0.000 0.008 0.000 0.000 0.005 0.016 0.007 0.000 0.000 0.00
Mg 2.806 2.835 2.832 2.835 2.960 2.865 2.897 2.919 2.933 2.884 2.915 2.922 3.050 3.102 2.984 3.17
Na 0.100 0.105 0.097 0.111 0.110 0.125 0.116 0.092 0.114 0.150 0.125 0.142 0.126 0.130 0.167 0.00
K 1.671 1.721 1.712 1.693 1.582 1.604 1.690 1.758 1.715 1.731 1.696 1.725 1.714 1.581 1.707 1.65
Cations 16.309 16.329 16.297 16.273 16.363 16.306 16.358 16.418 16.345 16.372 16.308 16.346 16.449 16.419 16.456 16.32
OH 1.564 1.447 1.577 1.481 1.683 1.525 1.41 1.443 1.507 1.468 1.561 1.439 1.578 1.524 1.557 0.00
GRANADA 1234567
SiO2 36.974 36.860 37.263 37.098 37.116 37.141 36.600
TiO2 0.051 0.007 0.000 0.001 0.022 0.038 0.141
Al2O3 20.982 21.359 20.733 20.877 20.865 21.174 21.043
Cr2O3 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000
FeO 31.067 31.213 31.180 31.052 31.132 30.149 31.468
MnO 0.858 0.800 0.749 0.707 0.675 0.485 0.920
MgO 3.464 3.721 3.660 3.889 4.005 3.939 3.225
CaO 4.565 4.396 4.554 4.091 4.053 5.548 4.474
Total 97.960 98.360 98.140 97.710 97.870 98.470 97.870
TSi 3.003 2.977 3.020 3.015 3.011 2.985 2.982
TAl 0.000 0.023 0.000 0.000 0.000 0.015 0.018
Sum_T 3.003 3.000 3.020 3.015 3.011 3.000 3.000
AlVI 2.007 2.008 1.979 1.998 1.993 1.989 2.001
Fe3 0.000 0.008 0.000 0.000 0.000 0.016 0.000
Ti 0.003 0.000 0.000 0.000 0.001 0.002 0.009
Cr 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000
Sum_A 2.010 2.017 1.979 1.998 1.995 2.007 2.010
Fe2 2.110 2.100 2.113 2.111 2.112 2.011 2.144
Mg 0.419 0.448 0.442 0.471 0.484 0.472 0.392
Mn 0.059 0.055 0.051 0.049 0.046 0.033 0.063
Ca 0.397 0.380 0.395 0.356 0.352 0.478 0.391
Sum_B 2.986 2.983 3.002 2.987 2.995 2.993 2.990
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 70.672 62.191 70.078 70.666 70.518 58.173 63.276
And 0.000 0.505 0.000 0.000 0.000 1.007 0.000
Gross 13.304 15.781 13.309 11.928 11.762 19.327 16.958
Pyrope 14.047 19.180 14.883 15.776 16.171 20.088 17.009
Spess 1.977 2.343 1.730 1.630 1.549 1.405 2.757
Uvaro 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000
Xalm 0.707 0.625 0.701 0.707 0.705 0.588 0.633
Xgrs 0.133 0.159 0.133 0.119 0.118 0.195 0.170
Xprp 0.140 0.193 0.149 0.158 0.162 0.203 0.170
Xsps 0.020 0.024 0.017 0.016 0.015 0.014 0.028
Fe/(Fe+Mg) 0.707 0.704 0.704 0.707 0.705 0.672 0.717
PLAGIOCLÁ
S
1mev 2mev 3mev 4mev
SiO2 59.740 59.040 59.220 60.500
Al2O3 25.830 25.990 25.960 25.770
CaO 7.240 7.770 6.870 6.880
Na2O 7.200 7.200 7.960 6.850
K2O 0.000 0.000 0.000 0.000
Total 100.010 100.000 100.010 100.000
Si 10.627 10.534 10.562 10.721
Al 5.411 5.461 5.453 5.378
Ca 1.380 1.485 1.313 1.306
Na 2.483 2.491 2.753 2.354
K 0.000 0.000 0.000 0.000
Cations 19.901 19.971 20.081 19.759
Ab 64.300 62.700 67.700 64.300
An 35.700 37.300 32.300 35.700
Or 0.000 0.000 0.000 0.000
CM - 37D
CAMPO B
123
BIOTITA 12341mev
SiO2 36.446 36.430 37.301 38.114 38.41
TiO2 1.193 1.110 1.179 1.163 0.00
Al2O3 16.487 16.468 16.098 16.397 16.90
Cr2O3 0.022 0.000 0.013 0.035 0.00
FeO 18.869 19.186 20.005 19.108 20.82
MnO 0.015 0.009 0.055 0.000 0.00
MgO 12.138 12.405 13.104 12.837 14.23
Na2O 0.367 0.291 0.502 0.449 0.00
K2O 8.170 7.956 8.363 8.645 9.64
F 0.597 0.935 0.758 1.101 0.00
Total 94.300 94.790 97.380 97.850 100.00
Si 5.849 5.837 5.837 5.920 5.83
AlIV 2.151 2.163 2.163 2.080 2.17
AlVI 0.965 0.944 0.803 0.919 0.85
Ti 0.144 0.134 0.139 0.136 0.00
Fe2 2.532 2.571 2.618 2.482 2.64
Cr 0.003 0.000 0.002 0.004 0.00
Mn 0.002 0.001 0.007 0.000 0.00
Mg 2.904 2.963 3.057 2.972 3.22
Na 0.114 0.090 0.152 0.135 0.00
K 1.673 1.626 1.669 1.713 1.87
Cations 16.337 16.329 16.447 16.361 16.59
GRANADA 123456781mev 2mev
SiO2 37.483 37.720 37.589 37.438 37.719 37.548 37.716 37.789 43.167 38.206
TiO2 0.060 0.056 0.019 0.012 0.071 0.005 0.032 0.039 0.000 0.000
Al2O3 21.333 21.361 21.245 21.445 21.477 21.387 21.478 21.737 20.337 21.606
Cr2O3 0.001 0.006 0.021 0.026 0.000 0.000 0.000 0.031 0.000 0.000
FeO 32.305 30.941 30.663 30.087 29.933 31.599 31.865 31.319 31.439 29.666
MnO 0.753 0.627 0.569 0.534 0.502 0.845 0.793 0.691 0.000 0.000
MgO 3.349 3.779 3.796 3.889 3.899 3.642 3.330 3.908 5.047 4.926
CaO 4.907 5.544 5.567 5.548 5.753 4.341 4.697 4.700 0.000 5.596
Total 100.190 100.030 99.450 98.950 99.350 99.370 99.910 100.180 99.990 100.000
TSi 2.982 2.991 2.995 2.993 3.003 3.005 3.007 2.991 3.421 3.002
TAl 0.018 0.009 0.005 0.007 0.000 0.000 0.000 0.009 0.000 0.000
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.003 3.005 3.007 3.000 3.421 3.002
AlVI 1.981 1.985 1.989 2.012 2.013 2.016 2.016 2.017 1.898 2.000
Fe3 0.024 0.011 0.006 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000
Ti 0.004 0.003 0.001 0.001 0.004 0.000 0.002 0.002 0.000 0.000
Cr 0.000 0.000 0.001 0.002 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.000
Sum_A 2.008 2.000 1.997 2.014 2.018 2.016 2.018 2.021 1.898 2.000
Fe2 2.125 2.040 2.038 2.011 1.993 2.115 2.124 2.073 2.084 1.950
Mg 0.397 0.447 0.451 0.463 0.463 0.435 0.396 0.461 0.596 0.577
Mn 0.051 0.042 0.038 0.036 0.034 0.057 0.054 0.046 0.000 0.000
Ca 0.418 0.471 0.475 0.475 0.491 0.372 0.401 0.399 0.000 0.471
Sum_B 2.992 3.000 3.003 2.986 2.980 2.979 2.975 2.979 2.680 2.998
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 62.558 58.777 58.495 67.357 66.871 70.995 71.411 69.588 77.751 65.034
And 1.552 0.730 0.362 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000
Gross 16.524 19.475 20.002 15.830 16.466 12.495 13.486 13.281 0.000 15.717
Pyrope 17.169 19.186 19.402 15.520 15.527 14.586 13.303 15.478 22.249 19.250
Spess 2.193 1.809 1.652 1.211 1.136 1.923 1.800 1.555 0.000 0.000
Uvaro 0.004 0.024 0.085 0.083 0.000 0.000 0.000 0.098 0.000 0.000
Xalm 0.635 0.592 0.588 0.674 0.669 0.710 0.714 0.697 0.778 0.650
Xgrs 0.168 0.196 0.201 0.158 0.165 0.125 0.135 0.133 0.000 0.157
Xprp 0.174 0.193 0.195 0.155 0.155 0.146 0.133 0.155 0.222 0.192
Xsps 0.022 0.018 0.017 0.012 0.011 0.019 0.018 0.016 0.000 0.000
Fe/(Fe+Mg) 0.710 0.680 0.679 0.674 0.669 0.710 0.714 0.696 0.778 0.650
ANFIBÓLIO 1mev 2mev 3mev
SiO2 42.05 42.48 40.72
Al2O3 15.21 14.42 15.89
Fe2O3 23.08 20.73 21.46
MgO 7.62 8.83 8.81
CaO 9.24 10.78 10.20
Na2O 2.79 2.15 2.91
K2O 0.00 0.60 0.00
Total 99.99 99.99 99.99
Si 6.01 6.07 5.83
IV Al 1.99 1.93 2.17
VI Al 0.57 0.49 0.51
Fe3+ 2.48 2.23 2.31
Mg 1.62 1.88 1.88
Ca 1.41 1.65 1.56
Na (B) 0.59 0.35 0.44
Na (A) 0.19 0.24 0.37
K 0.00 0.11 0.00
PLAGIOCLÁSIO
Sample Mev1 Mev2 Mev3
SiO2 58.57 59.93 61.66
Al2O3 25.44 25.15 24.47
CaO 7.60 6.58 6.23
Na2O 8.40 8.34 7.64
K2O 0.00 0.00 0.00
Total 100.01 100.00 100.00
Si 10.51 10.69 10.92
Al 5.37 5.28 5.10
Ca 1.46 1.26 1.18
Na 2.92 2.88 2.62
K 0.00 0.00 0.00
Cations 20.26 20.11 19.83
Ab 66.70 69.60 68.90
An 33.30 30.40 31.10
Or 0.00 0.00 0.00
CM - 37D
CAMPO C
124
BIOTITA 12345678910111213141516 17 18 19 Mev1 Mev2
SiO2 33.770 37.545 37.525 37.770 36.978 37.124 37.890 34.261 37.377 36.583 37.386 37.790 37.615 38.060 37.092 25.346 35.971 36.404 38.025 39.68 40.23
TiO2 0.723 1.282 1.082 1.200 1.201 1.259 1.228 0.881 1.032 1.146 1.146 0.933 1.028 1.276 1.263 0.070 2.344 1.086 0.979 1.04 0.00
Al2O3 20.019 18.575 18.593 18.627 18.172 18.550 19.091 19.554 18.802 19.066 19.341 18.222 19.945 19.568 19.129 22.987 19.385 18.969 19.259 20.54 18.99
Cr2O3 0.021 0.032 0.000 0.000 0.000 0.000 0.009 0.024 0.010 0.013 0.000 0.000 0.006 0.000 0.000 0.027 0.002 0.006 0.030 0.00 0.00
FeO 17.046 16.885 17.364 15.447 17.114 16.737 16.007 18.047 17.066 17.219 17.342 15.447 15.702 16.206 17.802 22.056 18.331 17.275 16.730 16.98 17.18
MnO 0.000 0.067 0.001 0.038 0.032 0.000 0.000 0.000 0.044 0.000 0.022 0.000 0.000 0.002 0.014 0.005 0.020 0.033 0.000 0.00 0.00
MgO 15.989 13.193 13.044 14.134 13.247 13.204 13.647 14.797 13.261 12.278 12.264 13.006 13.130 12.894 12.258 16.478 9.804 12.391 12.852 13.70 14.62
Na2O 0.314 0.512 0.515 0.402 0.340 0.467 0.395 0.320 0.520 0.333 0.316 0.253 0.300 0.315 0.274 0.000 0.175 0.278 0.366 0.00 0.00
K2O 5.757 8.560 8.747 8.790 8.417 8.560 8.673 6.125 8.586 8.119 8.451 8.299 8.199 8.462 7.847 0.007 8.718 7.587 8.160 8.07 8.99
F 0.319 0.325 0.143 0.155 0.359 0.232 0.107 0.029 0.550 0.211 0.151 0.204 0.156 0.354 0.261 0.013 0.284 0.235 0.349 0.00 0.00
Total 93.960 96.980 97.010 96.560 95.860 96.130 97.050 94.040 97.250 94.970 96.420 94.150 96.080 97.140 95.940 86.990 95.030 94.260 96.750 100.01 100.01
Si 5.316 5.768 5.769 5.780 5.759 5.748 5.770 5.404 5.746 5.731 5.763 5.911 5.757 5.793 5.751 4.334 5.688 5.733 5.818 5.81 5.93
AlIV 2.684 2.232 2.231 2.220 2.241 2.252 2.230 2.596 2.254 2.269 2.237 2.089 2.243 2.207 2.249 3.666 2.312 2.267 2.182 2.19 2.07
AlVI 1.027 1.129 1.135 1.137 1.092 1.131 1.194 1.036 1.150 1.248 1.274 1.267 1.352 1.300 1.244 0.963 1.298 1.251 1.288 1.36 1.23
Ti 0.086 0.148 0.125 0.138 0.141 0.147 0.141 0.105 0.119 0.135 0.133 0.110 0.118 0.146 0.147 0.009 0.279 0.129 0.113 0.12 0.00
Fe2 2.244 2.169 2.233 1.977 2.229 2.167 2.038 2.381 2.194 2.256 2.236 2.021 2.010 2.063 2.308 3.154 2.424 2.275 2.141 2.08 2.12
Cr 0.003 0.004 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.003 0.001 0.002 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.004 0.000 0.001 0.004 0.00 0.00
Mn 0.000 0.009 0.000 0.005 0.004 0.000 0.000 0.000 0.006 0.000 0.003 0.000 0.000 0.000 0.002 0.001 0.003 0.004 0.000 0.00 0.00
Mg 3.752 3.022 2.990 3.224 3.076 3.048 3.098 3.479 3.039 2.867 2.818 3.033 2.996 2.926 2.833 4.201 2.311 2.909 2.931 2.99 3.22
Na 0.096 0.153 0.154 0.119 0.103 0.140 0.117 0.098 0.155 0.101 0.094 0.077 0.089 0.093 0.082 0.000 0.054 0.085 0.109 0.00 0.00
K 1.156 1.678 1.716 1.716 1.672 1.691 1.685 1.232 1.684 1.623 1.662 1.656 1.601 1.643 1.552 0.002 1.759 1.524 1.593 1.51 1.69
Cations 16.364 16.312 16.353 16.316 16.317 16.324 16.274 16.334 16.348 16.232 16.220 16.164 16.167 16.171 16.168 16.334 16.128 16.178 16.179 16.05 16.26
GRANADA 32 31 30 29 28 27 26 25 24 23 22 21 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 987654321
SiO2 37.329 37.627 37.428 37.202 37.318 37.287 37.789 37.680 37.488 37.361 37.556 37.293 37.790 37.578 37.538 37.483 37.501 37.643 37.698 37.389 38.087 38.123 38.206 38.002 37.874 37.810 37.702 38.172 37.591 37.773 38.065 37.951
TiO2 0.048 0.060 0.050 0.044 0.014 0.039 0.038 0.005 0.007 0.036 0.058 0.021 0.069 0.027 0.048 0.106 0.067 0.081 0.053 0.062 0.089 0.020 0.079 0.093 0.046 0.068 0.101 0.076 0.044 0.085 0.024 0.000
Al2O3 21.583 21.566 21.670 21.415 21.631 21.553 21.880 21.740 21.586 21.622 21.562 21.529 21.586 21.637 21.700 21.321 21.671 21.790 21.482 21.381 21.552 21.699 21.845 21.705 21.649 21.645 21.747 21.821 21.546 21.685 21.601 21.546
Cr2O3 0.000 0.036 0.033 0.005 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.005 0.013 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.005 0.003 0.008 0.000 0.013 0.008 0.021 0.018 0.000 0.012 0.000 0.034 0.012 0.000 0.041 0.000
FeO 32.610 31.802 31.980 32.717 32.656 32.869 31.207 32.278 31.832 31.905 32.184 32.649 33.225 32.122 31.795 31.130 31.523 31.801 31.684 32.289 32.823 31.704 32.389 31.780 31.842 31.547 32.511 31.718 31.623 31.607 31.365 32.626
MnO 0.385 0.199 0.216 0.280 0.352 0.420 0.129 0.185 0.223 0.300 0.279 0.401 0.314 0.142 0.100 0.124 0.124 0.135 0.134 0.145 0.316 0.025 0.099 0.089 0.145 0.136 0.108 0.143 0.194 0.154 0.239 0.468
MgO 5.840 6.645 6.230 5.622 5.424 5.325 6.433 6.566 6.123 5.871 5.826 5.499 5.791 6.194 6.292 6.232 6.202 6.203 6.125 5.585 5.013 6.130 6.205 5.925 6.303 6.241 6.360 6.187 6.276 6.300 6.352 5.395
CaO 2.271 2.345 2.264 2.214 1.811 1.953 2.064 2.031 2.155 2.379 2.259 2.180 2.142 2.375 2.427 2.340 2.459 2.584 2.552 2.352 2.422 2.310 2.124 2.043 2.106 2.040 2.039 2.268 2.354 2.320 2.339 1.938
Total 100.070 100.240 99.840 99.490 99.210 99.450 99.540 100.490 99.410 99.470 99.720 99.570 100.920 100.080 99.900 98.740 99.550 100.240 99.730 99.200 100.300 100.010 100.950 99.640 99.960 99.490 100.570 100.390 99.630 99.920 99.990 99.920
TSi 2.942 2.943 2.946 2.952 2.972 2.966 2.976 2.944 2.965 2.957 2.967 2.959 2.957 2.952 2.950 2.981 2.958 2.950 2.971 2.974 3.007 2.995 2.976 3.000 2.976 2.985 2.947 2.986 2.963 2.968 2.987 3.002
TAl 0.058 0.057 0.054 0.048 0.028 0.034 0.024 0.056 0.035 0.043 0.033 0.041 0.043 0.048 0.050 0.019 0.042 0.050 0.029 0.026 0.000 0.005 0.024 0.000 0.024 0.015 0.053 0.014 0.037 0.032 0.013 0.000
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.007 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.002
AlVI 1.945 1.930 1.954 1.954 2.001 1.985 2.005 1.944 1.975 1.972 1.973 1.970 1.946 1.953 1.959 1.977 1.971 1.961 1.964 1.976 2.004 2.002 1.980 2.018 1.979 1.997 1.949 1.997 1.963 1.975 1.983 2.007
Fe3 0.102 0.112 0.086 0.083 0.018 0.038 0.009 0.106 0.054 0.061 0.046 0.063 0.083 0.085 0.079 0.024 0.057 0.074 0.052 0.037 0.000 0.000 0.028 0.000 0.033 0.004 0.085 0.000 0.062 0.041 0.020 0.000
Ti 0.003 0.004 0.003 0.003 0.001 0.002 0.002 0.000 0.000 0.002 0.003 0.001 0.004 0.002 0.003 0.006 0.004 0.005 0.003 0.004 0.005 0.001 0.005 0.006 0.003
0.004 0.006 0.004 0.003 0.005 0.001 0.000
Cr 0.000 0.002 0.002 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.001 0.000 0.001 0.001 0.000 0.001 0.000 0.002 0.001 0.000 0.003 0.000
Sum_A 2.050 2.047 2.045 2.039 2.021 2.026 2.016 2.050 2.029 2.035 2.023 2.034 2.033 2.041 2.041 2.007 2.032 2.039 2.020 2.017 2.010 2.003 2.013 2.025 2.015 2.005 2.041 2.004 2.028 2.021 2.006 2.007
Fe2 2.047 1.968 2.018 2.089 2.157 2.148 2.046 2.003 2.052 2.050 2.081 2.103 2.091 2.025 2.011 2.046 2.023 2.010 2.036 2.111 2.167 2.083 2.082 2.098 2.060 2.079 2.040 2.075 2.022 2.035 2.039 2.159
Mg 0.686 0.775 0.731 0.665 0.644 0.631 0.755 0.765 0.722 0.693 0.686 0.650 0.675 0.725 0.737 0.739 0.729 0.725 0.720 0.662 0.590 0.718 0.721 0.697 0.738 0.734 0.741 0.722 0.737 0.738 0.743 0.636
Mn 0.026 0.013 0.014 0.019 0.024 0.028 0.009 0.012 0.015 0.020 0.019 0.027 0.021 0.009 0.007 0.008 0.008 0.009 0.009 0.010 0.021 0.002 0.007 0.006 0.010 0.009 0.007 0.009 0.013 0.010 0.016 0.031
Ca 0.192 0.197 0.191 0.188 0.155 0.166 0.174 0.170 0.183 0.202 0.191 0.185 0.180 0.200 0.204 0.199 0.208 0.217 0.215 0.200 0.205 0.194 0.177 0.173 0.177 0.173 0.171 0.190 0.199 0.195 0.197 0.164
Sum_B 2.950 2.953 2.955 2.961 2.979 2.974 2.984 2.950 2.971 2.965 2.977 2.966 2.967 2.959 2.959 2.993 2.968 2.961 2.980 2.983 2.983 2.997 2.987 2.975 2.985 2.995 2.959 2.996 2.972 2.979 2.994 2.990
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 62.483 59.503 61.169 63.308 64.607 64.614 60.135 60.928 61.246 61.632 61.928 63.508 62.982 61.065 60.581 59.515 60.399 60.458 60.051 62.592 72.646 60.513 61.291 70.545 60.572 60.586 61.636 60.322 60.139 60.097 59.141 72.182
And 6.359 6.923 5.379 5.212 1.180 2.465 0.573 6.549 3.386 3.849 2.927 3.989 5.267 5.337 4.921 1.523 3.568 4.617 3.312 2.357 0.000 0.000 1.770 0.000 2.108 0.254 5.342 0.000 3.915 2.628 1.252 0.000
Gross 1.603 1.023 2.411 2.688 5.471 4.664 6.828 0.465 4.311 4.594 5.146 3.850 2.323 2.989 3.575 7.005 5.117 4.396 5.775 6.237 6.827 8.368 5.735 5.753 5.447 7.122 1.787 8.053 4.387 5.632 6.993 5.493
Pyrope 28.488 31.871 30.316 27.981 27.720 27.045 32.098 31.552 30.428 29.061 29.154 27.513 28.549 30.215 30.647 31.600 30.549 30.144 30.452 28.395 19.778 31.015 30.842 23.445 31.462 31.599 30.937 31.081 30.969 31.209 31.771 21.277
Spess 1.067 0.542 0.597 0.792 1.022 1.212 0.366 0.505 0.630 0.844 0.793 1.140 0.880 0.394 0.277 0.357 0.347 0.373 0.379 0.419 0.708 0.072 0.280 0.200 0.411 0.391 0.298 0.408 0.544 0.433 0.679 1.049
Uvaro 0.000 0.137 0.128 0.020 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.020 0.052 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.020 0.012 0.032 0.000 0.041 0.032 0.083 0.057 0.000 0.048 0.000 0.136 0.047 0.000 0.163 0.000
Xalm 0.667 0.640 0.647 0.668 0.654 0.662 0.605 0.652 0.634 0.641 0.638 0.661 0.665 0.645 0.637 0.604 0.626 0.634 0.621 0.641 0.727 0.605 0.624 0.706 0.619 0.608 0.651 0.604 0.626 0.617 0.600 0.722
Xgrs 0.017 0.011 0.026 0.028 0.055 0.048 0.069 0.005 0.045 0.048 0.053 0.040 0.025 0.032 0.038 0.071 0.053 0.046 0.060 0.064 0.068 0.084 0.058 0.058 0.056 0.071 0.019 0.081 0.046 0.058 0.071 0.055
Xprp 0.304 0.343 0.321 0.295 0.281 0.277 0.323 0.338 0.315 0.302 0.300 0.287 0.301 0.319 0.322 0.321 0.317 0.316 0.315 0.291 0.198 0.310 0.314 0.235 0.321 0.317 0.327 0.311 0.322 0.321 0.322 0.213
Xsps 0.011 0.006 0.006 0.008 0.010 0.012 0.004 0.005 0.007 0.009 0.008 0.012 0.009 0.004 0.003 0.004 0.004 0.004 0.004 0.004 0.007 0.001 0.003 0.002 0.004 0.004 0.003 0.004 0.006 0.004 0.007 0.010
Fe/(Fe+Mg) 0.694 0.666 0.683 0.706 0.724 0.723 0.686 0.679 0.690 0.691 0.699 0.709 0.705 0.684 0.680 0.684 0.682 0.679 0.683 0.708 0.726 0.695 0.697 0.705 0.690 0.694 0.689 0.693 0.681 0.683 0.681 0.722
ESTAUROLI 1234
SiO2 27.45 26.13 26.56 26.41
TiO2 0.57 0.4 0.61 0.62
Al2O3 52.14 51.85 51.69 51.77
Cr2O3 0 0.02 0 0
FeO 14.19 14.35 13.95 14.47
MnO 0.01 0.04 0.01 0.06
MgO 2.62 2.48 2.66 2.68
CaO 0.02 0 0 0
Total 97.01 95.26 95.47 96.01
Si 8.05 7.82 7.91 7.85
Al 18 18.29 18.14 18.13
Ti 0.13 0.09 0.14 0.14
Fe2 3.48 3.6 3.48 3.6
Cr 0000
Mn 0 0.01 0 0.02
Mg 1.15 1.11 1.18 1.19
Ca 0.01 0 0 0
Cations 30.8 30.91 30.85 30.92
R-30
CMP A
125
BIOTITA 1 2 3 4 5 Mev1 Mev2
SiO2 36.279 36.630 37.654 37.237 36.496 33.84 40.20
TiO2 1.209 1.381 1.186 1.280 0.581 0.00 0.00
Al2O3 18.337 18.119 18.850 18.503 19.027 23.05 19.52
Cr2O3 0.000 0.035 0.018 0.000 0.000 0.00 0.00
FeO 15.455 15.673 16.936 16.405 17.004 19.15 15.94
MnO 0.135 0.000 0.000 0.083 0.000 0.00 0.00
MgO 14.390 13.887 13.536 13.273 14.184 21.73 15.98
Na2O 0.334 0.398 0.463 0.509 0.309 0.00 0.00
K2O 8.258 8.771 8.684 8.530 8.717 2.23 8.37
F 0.190 0.295 0.366 0.241 0.288 0.00 0.00
Total 94.590 95.190 97.690 96.060 96.610 100.00 100.01
Si 5.681 5.723 5.744 5.762 5.644 4.92 5.87
AlIV 2.319 2.277 2.256 2.238 2.356 3.08 2.13
AlVI 1.062 1.057 1.130 1.134 1.109 0.86 1.23
Ti 0.142 0.162 0.136 0.149 0.068 0.00 0.00
Fe2 2.024 2.048 2.161 2.123 2.199 2.33 1.95
Cr 0.000 0.004 0.002 0.000 0.000 0.00 0.00
Mn 0.018 0.000 0.000 0.011 0.000 0.00 0.00
Mg 3.359 3.235 3.078 3.062 3.270 4.71 3.48
Na 0.101 0.121 0.137 0.153 0.093 0.00 0.00
K 1.650 1.748 1.690 1.684 1.720 0.41 1.56
Cations 16.356 16.375 16.334 16.316 16.459 16.31 16.22
GRANAD
A
1234567
SiO2 37.26 37.55 37.43 37.09 37.71 37.25 37.49
TiO2 0.03 0.04 0.06 0.16 0.07 0.06 0.06
Al2O3 22.17 21.68 21.44 21.30 21.18 21.18 21.65
Cr2O3 0.00 0.00 0.00 0.00 0.04 0.00 0.00
FeO 31.35 32.56 33.88 33.22 31.31 33.27 31.14
MnO 0.41 0.43 0.59 0.51 0.39 0.30 0.25
MgO 5.25 4.69 4.39 4.15 5.37 4.34 5.59
CaO 2.52 2.91 2.61 2.74 2.86 2.89 3.41
Total 98.98 99.86 100.39 99.16 98.89 99.29 99.59
TSi 2.97 2.98 2.97 2.98 3.01 2.98 2.96
TAl 0.03 0.02 0.03 0.02 0.00 0.02 0.04
Sum_T 3.00 3.00 3.00 3.00 3.01 3.00 3.00
AlVI 2.05 2.01 1.97 1.99 1.99 1.98 1.98
Fe3 0.00 0.00 0.05 0.00 0.00 0.02 0.05
Ti 0.00 0.00 0.00 0.01 0.00 0.00 0.00
Cr 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00 0.00
Sum_A 2.05 2.01 2.02 2.01 2.00 2.01 2.03
Fe2 2.09 2.16 2.20 2.23 2.09 2.21 2.01
Mg 0.62 0.55 0.52 0.50 0.64 0.52 0.66
Mn 0.03 0.03 0.04 0.03 0.03 0.02 0.02
Ca 0.22 0.25 0.22 0.24 0.24 0.25 0.29
Sum_B 2.95 2.99 2.98 2.99 3.00 2.99 2.97
Sum_cat 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00 8.00
Alm 70.69 64.00 66.28 66.29 69.60 65.57 59.62
And 0.00 0.24 3.22 0.28 0.00 1.45 3.13
Gross 7.27 10.49 6.35 10.09 8.04 9.41 8.96
Pyrope 21.11 24.01 22.43 21.82 21.35 22.67 27.57
Spess 0.93 1.26 1.71 1.52 0.89 0.90 0.71
Uvaro 0.00 0.00 0.00 0.00 0.12 0.00 0.00
Xalm 0.707 0.642 0.685 0.665 0.697 0.665 0.616
Xgrs 0.073 0.105 0.066 0.101 0.081 0.095 0.092
Xprp 0.211 0.241 0.232 0.219 0.214 0.230 0.285
Xsps 0.009 0.013 0.018 0.015 0.009 0.009 0.007
Fe/(Fe+M
g
0.707 0.722 0.738 0.744 0.697 0.737 0.676
ESTAUR
O
1234
SiO2 26.331 26.495 26.389 26.265
TiO2 0.424 0.615 0.582 0.555
Al2O3 52.048 51.742 51.965 51.911
Cr2O3 0.000 0.038 0.001 0.000
FeO 14.298 14.511 13.924 14.188
MnO 0.042 0.071 0.025 0.062
MgO 2.535 2.680 2.609 2.523
CaO 0.000 0.003 0.004 0.000
Total 95.680 96.160 95.500 95.500
Si 7.845 7.867 7.863 7.839
Al 18.262 18.094 18.234 18.245
Ti 0.095 0.137 0.130 0.125
Fe2 3.563 3.604 3.469 3.541
Cr 0.000 0.009 0.000 0.000
Mn 0.011 0.018 0.006 0.016
Mg 1.126 1.186 1.159 1.122
Ca 0.000 0.001 0.001 0.000
Cations 30.902 30.916 30.862 30.888
PLAGIOC
L
Mev1 Mev2
SiO2 59.44 60.64
Al2O3 25.03 24.63
CaO 6.45 6.04
Na2O 8.30 8.69
K2O 0.00 0.00
Total 100.01 100.00
Si 10.64 10.80
Al 5.28 5.16
Ca 1.24 1.15
Na 2.88 3.00
K 0.00 0.00
Cations 20.15 20.11
Ab 70.00 72.30
An 30 27.7
Or 0 0
R-30
CMP B
126
BIOTITA 1 2 3 4 56789
SiO2 36.284 36.013 32.579 35.911 36.752 36.951 37.286 37.023 37.037
TiO2 1.373 1.280 1.311 1.170 1.163 1.172 1.317 1.235 1.300
Al2O3 18.684 18.372 18.725 18.084 18.140 18.019 18.010 17.903 18.061
Cr2O3 0.015 0.000 0.000 0.008 0.018 0.000 0.000 0.037 0.000
FeO 17.255 16.141 18.065 16.541 17.898 16.899 17.284 17.300 17.258
MnO 0.000 0.000 0.030 0.067 0.025 0.041 0.039 0.000 0.000
MgO 12.392 12.394 13.859 12.688 13.459 13.163 13.509 13.375 13.347
Na2O 0.319 0.290 0.214 0.368 0.438 0.414 0.448 0.429 0.484
K2O 8.368 8.528 6.327 8.459 8.407 8.697 8.625 8.662 8.625
F 0.260 0.230 0.000 0.107 0.099 0.300 0.305 0.361 0.113
Total 94.950 93.250 91.110 93.400 96.400 95.660 96.820 96.330 96.220
Si 5.707 5.747 5.342 5.731 5.704 5.771 5.757 5.755 5.745
AlIV 2.293 2.253 2.658 2.269 2.296 2.229 2.243 2.245 2.255
AlVI 1.168 1.200 0.958 1.130 1.020 1.085 1.032 1.033 1.044
Ti 0.162 0.154 0.162 0.140 0.136 0.138 0.153 0.144 0.152
Fe2 2.270 2.154 2.477 2.208 2.323 2.207 2.232 2.249 2.239
Cr 0.002 0.000 0.000 0.001 0.002 0.000 0.000 0.005 0.000
Mn 0.000 0.000 0.004 0.009 0.003 0.005 0.005 0.000 0.000
Mg 2.905 2.948 3.388 3.018 3.114 3.065 3.109 3.100 3.087
Na 0.097 0.090 0.068 0.114 0.132 0.125 0.134 0.129 0.146
K 1.679 1.736 1.323 1.722 1.665 1.733 1.699 1.718 1.707
Cations 16.283 16.282 16.380 16.342 16.395 16.358 16.364 16.378 16.375
GRANAD
A
1234567
SiO2 37.552 37.427 37.276 37.249 37.301 37.456 37.361
TiO2 0.006 0.128 0.015 0.142 0.053 0.069 0.055
Al2O3 21.698 21.296 21.667 21.546 21.569 21.649 21.478
Cr2O3 0.015 0.013 0.011 0.012 0.000 0.002 0.000
FeO 32.238 33.237 32.378 33.061 31.791 31.535 30.977
MnO 0.331 0.425 0.373 0.505 0.295 0.284 0.197
MgO 5.808 5.021 5.814 5.192 5.615 6.112 6.007
CaO 2.546 2.563 2.009 1.964 2.882 3.275 2.930
Total 100.180 100.100 99.530 99.660 99.510 100.380 99.010
TSi 2.953 2.965 2.952 2.960 2.953 2.931 2.963
TAl 0.047 0.035 0.048 0.040 0.047 0.069 0.037
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
AlVI 1.962 1.951 1.972 1.977 1.965 1.926 1.969
Fe3 0.078 0.062 0.067 0.039 0.070 0.129 0.055
Ti 0.000 0.008 0.001 0.008 0.003 0.004 0.003
Cr 0.001 0.001 0.001 0.001 0.000 0.000 0.000
Sum_A 2.041 2.022 2.041 2.025 2.037 2.059 2.027
Fe2 2.042 2.139 2.077 2.159 2.036 1.935 2.000
Mg 0.681 0.593 0.686 0.615 0.663 0.713 0.710
Mn 0.022 0.029 0.025 0.034 0.020 0.019 0.013
Ca 0.214 0.218 0.170 0.167 0.244 0.275 0.249
Sum_B 2.959 2.978 2.959 2.975 2.963 2.941 2.973
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 61.715 64.017 63.019 64.968 61.240 59.117 59.258
And 4.892 4.019 4.231 2.501 4.360 7.864 3.433
Gross 4.001 5.259 2.874 4.627 5.863 3.283 6.998
Pyrope 28.413 25.430 28.784 26.397 27.711 28.964 29.756
Spess 0.920 1.223 1.049 1.459 0.827 0.765 0.554
Uvaro 0.058 0.052 0.043 0.049 0.000 0.008 0.000
Xalm 0.649 0.667 0.658 0.667 0.640 0.642 0.614
Xgrs 0.042 0.055 0.030 0.047 0.061 0.036 0.072
Xprp 0.299 0.265 0.301 0.271 0.290 0.314 0.308
Xsps 0.010 0.013 0.011 0.015 0.009 0.008 0.006
Fe/(Fe+M
g
0.690 0.718 0.702 0.726 0.687 0.658 0.673
PLAGIOC
L
mev1 mev2
SiO2 60.56 60.99
Al2O3 24.97 24.34
CaO 6.17 5.79
Na2O 8.30 8.88
K2O 0.00 0.00
Total 100.00 100.00
Si 10.77 10.85
Al 5.23 5.10
Ca 1.18 1.10
Na 2.86 3.06
K 0.00 0.00
Cations 20.04 20.12
Ab 70.90 73.50
An 29.10 26.50
Or 0.00 0.00
R-30
CMP C
127
BIOTITA 1234Mev1
SiO2 38.119 38.001 37.488 37.646 39.68
TiO2 1.221 1.156 1.182 1.162 1.34
Al2O3 19.686 19.772 19.831 19.894 20.86
Cr2O3 0.000 0.047 0.000 0.002 0.00
FeO 16.110 14.900 15.435 15.816 14.50
MnO 0.006 0.156 0.030 0.000 0.00
MgO 13.184 13.558 12.898 13.375 13.94
Na2O 0.608 0.513 0.555 0.510 0.00
K2O 8.937 8.720 9.015 8.902 9.67
F 0.226 0.173 0.244 0.129 0.00
Total 98.100 97.000 96.680 97.440 99.99
Si 5.756 5.764 5.738 5.713 5.80
AlIV 2.244 2.236 2.262 2.287 2.20
AlVI 1.257 1.296 1.313 1.268 1.39
Ti 0.139 0.132 0.136 0.133 0.15
Fe2 2.035 1.890 1.976 2.007 1.77
Cr 0.000 0.006 0.000 0.000 0.00
Mn 0.001 0.020 0.004 0.000 0.00
Mg 2.968 3.066 2.943 3.026 3.04
Na 0.178 0.151 0.165 0.150 0.00
K 1.722 1.687 1.760 1.723 1.80
Cations 16.300 16.248 16.297 16.307 16.15
GRANAD
A
12345678
SiO2 37.316 37.875 38.001 37.544 37.772 37.631 37.796 37.500
TiO2 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.028 0.005 0.017
Al2O3 21.787 21.777 21.819 21.785 21.731 21.688 21.769 21.661
Cr2O3 0.012 0.014 0.000 0.012 0.031 0.024 0.012 0.006
FeO 31.665 30.527 30.345 31.097 31.457 30.844 30.282 31.042
MnO 3.067 2.112 1.695 1.759 1.619 1.937 2.074 2.511
MgO 4.222 5.361 5.799 5.631 5.725 5.537 5.509 4.788
CaO 2.523 2.512 2.556 2.546 2.606 2.568 2.417 2.522
Total 100.580 100.160 100.220 100.360 100.910 100.230 99.850 100.040
TSi 2.954 2.984 2.984 2.950 2.951 2.962 2.984 2.972
TAl 0.046 0.016 0.016 0.050 0.049 0.038 0.016 0.028
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
AlVI 1.985 2.005 2.001 1.965 1.951 1.972 2.008 1.993
Fe3 0.054 0.004 0.009 0.078 0.090 0.056 0.001 0.027
Ti 0.000 0.000 0.000 0.000 0.000 0.002 0.000 0.001
Cr 0.001 0.001 0.000 0.001 0.002 0.001 0.001 0.000
Sum_A 2.040 2.010 2.010 2.044 2.043 2.031 2.010 2.021
Fe2 2.042 2.008 1.983 1.965 1.965 1.974 1.999 2.030
Mg 0.498 0.630 0.679 0.660 0.667 0.650 0.648 0.566
Mn 0.206 0.141 0.113 0.117 0.107 0.129 0.139 0.169
Ca 0.214 0.212 0.215 0.214 0.218 0.217 0.204 0.214
Sum_B 2.960 2.990 2.990 2.956 2.957 2.969 2.990 2.979
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 61.658 58.273 57.429 59.173 59.079 58.555 57.947 59.932
And 3.389 0.251 0.590 4.844 5.591 3.502 0.035 1.696
Gross 5.503 8.698 8.504 3.941 3.289 5.422 8.588 7.327
Pyrope 20.813 26.738 28.709 27.174 27.504 27.052 27.499 23.899
Spess 8.590 5.985 4.768 4.823 4.419 5.377 5.882 7.121
Uvaro 0.047 0.056 0.000 0.046 0.118 0.093 0.048 0.024
Xalm 0.639 0.585 0.578 0.622 0.627 0.607 0.580 0.610
Xgrs 0.057 0.087 0.086 0.041 0.035 0.056 0.086 0.075
Xprp 0.216 0.268 0.289 0.286 0.292 0.281 0.275 0.243
Xsps 0.089 0.060 0.048 0.051 0.047 0.056 0.059 0.072
Fe/(Fe+Mg 0.690 0.671 0.663 0.665 0.665 0.665 0.669 0.681
PLAGIOC
L
mev1 mev2
SiO2 53.99 55.31
Al2O3 28.33 26.45
CaO 13.09 13.60
Na2O 4.59 4.64
K2O 0.00 0.00
Total 100.00 100.00
Si 9.79 10.03
Al 6.05 5.65
Ca 2.54 2.64
Na 1.61 1.63
K 0.00 0.00
Cations 19.99 19.95
Ab 38.80 38.20
An 61.20 61.80
Or 0.00 0.00
R-48
CMP A
128
BIOTITA 1234
SiO2 37.763 25.653 26.003 34.462
TiO2 1.455 0.060 0.042 0.071
Al2O3 19.650 24.189 24.663 20.556
Cr2O3 0.016 0.011 0.000 0.075
FeO 15.092 19.442 19.428 7.008
MnO 0.000 0.041 0.087 0.210
MgO 13.200 18.764 19.009 0.428
Na2O 0.490 0.003 0.000 0.178
K2O 9.096 0.022 0.030 0.054
F 0.150 0.000 0.064 0.346
Total 96.910 88.190 89.330 63.390
Si 5.750 4.261 4.261 7.055
AlIV 2.250 3.739 3.739 0.945
AlVI 1.273 0.993 1.020 4.011
Ti 0.167 0.007 0.005 0.011
Fe2 1.922 2.701 2.662 1.200
Cr 0.002 0.001 0.000 0.012
Mn 0.000 0.006 0.012 0.036
Mg 2.996 4.646 4.644 0.131
Na 0.145 0.001 0.000 0.071
K 1.767 0.005 0.006 0.014
Cations 16.272 16.360 16.349 13.486
GRANAD
A
12345678910111213
SiO2 37.705 37.592 37.771 37.846 37.836 37.786 37.573 37.799 37.417 37.498 37.423 37.665 37.640
TiO2 0.008 0.015 0.000 0.001 0.000 0.020 0.038 0.008 0.009 0.000 0.016 0.014 0.014
Al2O3 21.880 21.810 21.941 21.956 21.748 21.692 21.824 21.892 21.683 21.707 21.851 21.672 21.741
Cr2O3 0.047 0.000 0.009 0.000 0.013 0.000 0.000 0.014 0.000 0.014 0.006 0.000 0.000
FeO 30.990 29.910 30.950 30.457 31.053 30.579 30.158 30.751 30.581 31.138 30.919 30.988 31.188
MnO 1.493 1.452 1.561 1.384 1.503 1.493 1.564 1.468 1.429 1.577 1.596 1.544 1.496
MgO 5.752 5.870 5.917 6.083 5.403 5.958 6.003 5.915 6.147 5.871 5.428 5.623 6.016
CaO 2.528 2.550 2.551 2.570 2.488 2.561 2.665 2.592 2.589 2.496 2.417 2.484 2.415
Total 100.360 99.200 100.690 100.300 100.030 100.090 99.830 100.430 99.860 100.290 99.650 99.990 100.510
TSi 2.958 2.977 2.952 2.963 2.984 2.969 2.957 2.960 2.944 2.945 2.962 2.970 2.948
TAl 0.042 0.023 0.048 0.037 0.016 0.031 0.043 0.040 0.056 0.055 0.038 0.030 0.052
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
AlVI 1.979 2.011 1.971 1.988 2.005 1.976 1.980 1.979 1.953 1.952 1.999 1.982 1.953
Fe3 0.053 0.004 0.071 0.042 0.004 0.046 0.053 0.053 0.096 0.096 0.030 0.041 0.092
Ti 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000 0.001 0.002 0.000 0.001 0.000 0.001 0.001 0.001
Cr 0.003 0.000 0.001 0.000 0.001 0.000 0.000 0.001 0.000 0.001 0.000 0.000 0.000
Sum_A 2.036 2.016 2.042 2.030 2.009 2.024 2.035 2.033 2.050 2.049 2.031 2.023 2.046
Fe2 1.980 1.977 1.951 1.952 2.045 1.963 1.932 1.961 1.916 1.948 2.017 2.003 1.950
Mg 0.673 0.693 0.689 0.710 0.635 0.698 0.704 0.691 0.721 0.687 0.641 0.661 0.702
Mn 0.099 0.097 0.103 0.092 0.100 0.099 0.104 0.097 0.095 0.105 0.107 0.103 0.099
Ca 0.212 0.216 0.214 0.216 0.210 0.216 0.225 0.217 0.218 0.210 0.205 0.210 0.203
Sum_B 2.964 2.984 2.958 2.970 2.991 2.976 2.965 2.967 2.950 2.951 2.969 2.977 2.954
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 59.113 57.616 58.564 57.749 59.612 57.672 57.338 58.277 57.813 58.940 60.093 59.073 58.744
And 3.306 0.230 4.398 2.638 0.253 2.886 3.273 3.280 5.883 5.927 1.883 2.559 5.685
Gross 5.338 8.878 4.363 6.315 8.672 6.124 6.005 5.691 3.017 2.624 6.682 6.260 2.639
Pyrope 27.941 29.175 28.386 29.486 27.124 29.165 29.079 28.657 29.403 28.158 26.836 27.775 28.855
Spess 4.121 4.100 4.255 3.812 4.287 4.152 4.305 4.041 3.884 4.297 4.483 4.333 4.077
Uvaro 0.182 0.000 0.034 0.000 0.052 0.000 0.000 0.054 0.000 0.053 0.024 0.000 0.000
Xalm 0.612 0.577 0.613 0.593 0.598 0.594 0.593 0.603 0.614 0.627 0.613 0.606 0.623
Xgrs 0.055 0.089 0.046 0.065 0.087 0.063 0.062 0.059 0.032 0.028 0.068 0.064 0.028
Xprp 0.290 0.292 0.297 0.303 0.272 0.300 0.301 0.296 0.312 0.299 0.274 0.285 0.306
Xsps 0.043 0.041 0.045 0.039 0.043 0.043 0.045 0.042 0.041 0.046 0.046 0.044 0.043
Fe/(Fe+Mg 0.668 0.663 0.660 0.657 0.684 0.660 0.652 0.661 0.649 0.660 0.679 0.673 0.660
R-48 CMP B
129
BIOTITA 1 2 3456Mev1
SiO2 37.321 26.088 37.747 37.908 34.939 37.933 39.59
TiO2 1.382 0.063 1.269 1.273 1.154 1.394 0.00
Al2O3 19.357 23.232 20.105 19.976 20.695 19.600 21.07
Cr2O3 0.187 0.120 0.110 0.074 0.061 0.138 0.00
FeO 15.734 22.483 15.553 15.417 18.670 15.245 15.05
MnO 0.005 0.167 0.049 0.023 0.068 0.093 0.00
MgO 13.041 17.569 13.599 13.613 12.917 13.207 14.87
Na2O 0.474 0.000 0.560 0.561 0.308 0.601 0.00
K2O 8.866 0.000 8.765 8.864 7.042 8.843 9.43
F 0.191 0.000 0.216 0.020 0.069 0.089 0.00
Total 96.560 89.720 97.970 97.730 95.920 97.140 100.01
Si 5.727 4.328 5.692 5.716 5.430 5.758 5.79
AlIV 2.273 3.672 2.308 2.284 2.570 2.242 2.21
AlVI 1.225 0.867 1.262 1.263 1.218 1.262 1.42
Ti 0.160 0.008 0.144 0.144 0.135 0.159 0.00
Fe2 2.019 3.120 1.961 1.944 2.426 1.935 1.84
Cr 0.023 0.016 0.013 0.009 0.007 0.017 0.00
Mn 0.001 0.023 0.006 0.003 0.009 0.012 0.00
Mg 2.983 4.345 3.057 3.060 2.993 2.989 3.24
Na 0.141 0.000 0.164 0.164 0.093 0.177 0.00
K 1.736 0.000 1.686 1.705 1.396 1.712 1.76
Cations 16.288 16.379 16.293 16.292 16.277 16.263 16.27
GRANAD
A
12345678910
SiO2 37.152 36.981 37.161 37.130 37.436 37.246 37.253 37.387 37.347 37.084
TiO2 0.029 0.000 0.044 0.018 0.000 0.017 0.006 0.026 0.000 0.005
Al2O3 21.356 21.420 21.499 21.487 21.688 21.544 21.448 21.554 21.592 21.703
Cr2O3 0.125 0.096 0.025 0.061 0.064 0.086 0.028 0.049 0.102 0.129
FeO 30.092 28.921 29.944 29.779 30.839 30.109 30.048 29.904 29.787 29.861
MnO 3.637 2.168 2.243 2.073 2.066 2.219 1.642 1.593 1.459 2.092
MgO 4.213 4.338 3.637 4.270 5.120 5.178 5.421 5.346 5.170 5.369
CaO 2.978 4.950 5.356 5.045 3.504 3.025 3.721 3.844 4.509 3.140
Total 99.460 98.780 99.880 99.800 100.650 99.340 99.540 99.650 99.860 99.250
TSi 2.968 2.956 2.954 2.943 2.937 2.958 2.947 2.953 2.942 2.941
TAl 0.032 0.044 0.046 0.057 0.063 0.042 0.053 0.047 0.058 0.059
Sum_T 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000 3.000
AlVI 1.977 1.973 1.967 1.949 1.942 1.974 1.945 1.958 1.946 1.969
Fe3 0.037 0.059 0.066 0.096 0.111 0.054 0.099 0.076 0.099 0.075
Ti 0.002 0.000 0.003 0.001 0.000 0.001 0.000 0.002 0.000 0.000
Cr 0.008 0.006 0.002 0.004 0.004 0.005 0.002 0.003 0.006 0.008
Sum_A 2.024 2.038 2.037 2.050 2.057 2.034 2.047 2.039 2.052 2.052
Fe2 1.973 1.875 1.925 1.878 1.913 1.946 1.889 1.899 1.863 1.906
Mg 0.502 0.517 0.431 0.505 0.599 0.613 0.639 0.630 0.607 0.635
Mn 0.246 0.147 0.151 0.139 0.137 0.149 0.110 0.107 0.097 0.141
Ca 0.255 0.424 0.456 0.428 0.295 0.257 0.315 0.325 0.381 0.267
Sum_B 2.976 2.962 2.963 2.950 2.943 2.966 2.953 2.961 2.948 2.948
Sum_cat 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000 8.000
Alm 58.057 55.531 57.248 56.503 58.177 57.805 56.649 56.499 56.115 57.632
And 2.346 3.610 4.086 5.842 6.755 3.375 6.062 4.677 6.028 4.585
Gross 7.820 13.351 14.601 11.307 4.955 6.941 6.673 8.468 8.979 5.769
Pyrope 20.987 21.135 17.748 20.469 24.300 25.367 26.030 25.800 24.556 25.807
Spess 10.294 6.001 6.219 5.646 5.571 6.177 4.480 4.368 3.937 5.713
Uvaro 0.495 0.372 0.097 0.233 0.242 0.335 0.107 0.188 0.385 0.493
Xalm 0.598 0.578 0.597 0.602 0.626 0.600 0.604 0.594 0.600 0.607
Xgrs 0.080 0.139 0.152 0.120 0.053 0.072 0.071 0.089 0.096 0.061
Xprp 0.216 0.220 0.185 0.218 0.261 0.263 0.277 0.271 0.262 0.272
Xsps 0.106 0.062 0.065 0.060 0.060 0.064 0.048 0.046 0.042 0.060
Fe/(Fe+Mg 0.663 0.633 0.650 0.637 0.650 0.656 0.640 0.641 0.632 0.646
R-48
CMP C
130
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