
presenta 21% da transformação industrial, tem apenas 7% do total
de operários e 0,5% do número de estabelecimentos do referido se-
tor, Isto lhe dá um dinamismo maior e melhores possibilidades de
acompanhar a expansão do consumo nacional. Por outro lado, dado
o nível atual de consumo, a indústria nacional é quase suficiente
para o abastecimento interno. As importações brasileiras de ci-
mento cairam consideravelmente na década de 50, chegando a serem
nulas em 1958, e reiniciando-se apenas em pequena escala a partir
de 1959, possivelmente em virtude da construção da nova capital
da República. Em 1961 as importações eram novamente nulas, e em
1962 e 1963 as cifras de importação representavam um milésimo da
produção nacional. Tais fatos, que retratam a situação da indús-
tria nacional de cimento e os seus esforços e êxitos no sentido
de atender as necessidades do país, permitem concluir que o cres-
cimento do ramo acompanhará a expansão do consumo pelo menos às
taxas dos últimos anos. Contudo, prevê-se uma multiplicação do
consumo de cimento em virtude do novo plano federal de habitação
e dos consideráveis investimentos previstos para a construção de
casas populares. 0 alto grau de capitalização da indústria nacio-
nal de cimento permite depositar grandes esperanças em que ela po_
derá se expandir na medida das referidas necessidades. De qual -
quer maneira, pode-se prevêr o crescimento da indústria nacional
de cimento, pelo menos à base das taxas de crescimento do consumo
nos últimos anos, a partir de 1955. A partir das cifras de consu-
mo do Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento, verifica-se
que este cresceu, no período 1955-1963, segundo taxas que variam
consideravelmente de estado a estado. No extremo norte, compreen-
dendo os estados e territórios de Amazonas, Pará, Acre, Rondônia,
Amapá e Roraima, observou-se a taxa de 2,1%; na Guanabara, igual_
mente esta taxa modesta de 2,1%; embora nos estados vizinhos,Rio
de Janeiro e Espírito Santo, a taxa do período tenha sido de 10%.
A mais elevada taxa média do período 1955-1963 é a dos estados do
Paraná e Mato Grosso: 14%. Segue-se Rio de Janeiro e Espírito
Santo com 10%; São Paulo com 8,9%; Minas, Goiás e Distrito Fede_
ral, com 8,8%; Sergipe e Bahia com 7,9%- Em seguida, foram ob—
servadas taxas médias de 5,9% na região compreendida por Pemambu-
co, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas. Maranhão e
Piauí apresentaram a taxa de 4% e Rio Grande do Sul e Santa Cata-
rina 3,2%. As mais baixas taxas, como já se viu, estão no extre-
mo norte e na Guanabara.
Para todo o Brasil tem-se uma taxa média de cresci -
mento do consumo de cimento no período 1955-63 de 6,7%. No mini-