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chega Leo Canosa, um condenado a prisão
domiciliar. Era ladrão no jogo, vigarista etc.
Marta recebe conselhos de todos com quem
se encontra para voltar e desistir de ser
professora naquele lugar. Depois que deixar
a estação, vê o abandono e pobreza daquele
vilarejo, Santo Antonio.
Marta procura a prefeitura, com a ajuda de
Toninho, um menino que a recebera.
de boxe, moça chega a Fontescura, Antonio
também. No bar, ela diz que vai ser
professora em Rio Bonito. Ela lê jornal que
fala que o empresário chegou, e diz:
“Profissão!” (COINCIDÊNCIA). Dono do bar
pergunta se ela não quer ir de carona, com
Antonio e seu acompanhante (não há outra
condução). Antonio é sarcástico, Lúcia, a
moça responde a altura. Jonas leva Antonio
e a moça a Rio Bonito (cidade natal de
Antonio). Chegam. Ela vai à prefeitura.
Toninho mostra o prefeito que está bebendo
no bar. Marta se apresenta e ele a aconselha
a ir embora.
O prefeito era controlado por Vito que
mantinha documentos que o comprometiam.
A hospedaria e tudo no local pertencia a Vito
Albaneze. Ele diz a Marta que não há vagas
na hospedaria. Leo oferece dividir seu
quarto. Como Marta não tem outra opção,
aceita. O relacionamento entre eles é muito
hostil. Marta não admite aproximar-se de um
mau caráter como Leo. Passa a noite
temendo alguma maldade daquele homem
desconhecido.
Prefeito recebe assustado, fala para ela ir
embora. Ela diz que veio para ensinar.
Pega a mala que deixara com um menino.
Vai procurar alojamento, ninguém tem. Ela
vê a escola, um barraco, de desanimar. Vai
ao hotel, dono diz que não tem vaga,
Antonio oferece o quarto dele, sobe com a
moça, tranca a porta, ela fica brava, ele
estende um cobertor no meio, para dividir o
quarto e deita, finge dormir. Ela se troca, ele
vai espiar, fica ameaçando puxar as
cobertas dela, e volta, gozando. Ela só
xinga, ela diz que pretende educar.
Dormem.
No dia seguinte, Marta vai procurar a escola
com a ajuda de Toninho. Tudo é muito
precário e abandonado. Ela começa o
grande trabalho de juntar os pedaços e
arrumar a escola para morar ali.
Vito procura Marta no dia seguinte fazendo-
lhe ameaças e tentando assediá-Ia. Marta
resiste. Vito convida Leo para participar de
seu negócio, era contrabando, e mantinha
todos os moradores do lugar atrelados em
seus compromissos de dívida e calados
sobre sua atividade. Leo recusa a proposta e
enfurece Vito, com sua atitude. Marta
começa lecionar para dois alunos e a visitar
as casas mais distantes para chamar as
crianças para a escola. Leo sempre está por
perto. –A relação entre eles é muito ríspida.
Ele debocha de Marta e ela o ofende com
conceitos morais. Ele tenta beijá-Ia, ela lhe
dá uma bofetada, ele revida, ela o ameaça
com o revólver, que recebera dele mesmo.
De manhã, um cara mexe [com Lúcia],
Antonio dá soco, moça sai, encontra
menino, Julinho. Dono do hotel convida
Antonio para ser seu sócio, garotos
reúnem-se em volta de Antonio. Moça
reconstrói, pinta a escola. Julinho ajuda. Vai
ao prefeito, quer que ele faça as crianças
irem à escola. Ele aconselha que vá
embora. Ela diz que não e pede ajuda.
Mulher do prefeito a encoraja (ele se sente
corrupto). Lúcia está na escola, Antonio
leva a mala dela, diz que é perigoso ficar
ali. Ela pergunta do que tem medo, na
cidade? Ele lhe dá um revólver, mas os dois
acabam brigando
A situação é muito tensa e Marta escreve
para a diocese mandar um padre a Santo
Antonio. Quando voltou de uma visita a uma
família que morava muito distante, encontrou
tudo destruído na escola. Cadernos e livros
rasgados. Isso a fez desistir, foi ao bar e
discutiu com Vito e seus capangas. O
prefeito a defendeu e convidou-a para a sua
casa. A pedido das crianças, Marta ficou.
Com a ajuda secreta que Leo ofereceu ao
prefeito, ela começou nova escola. Chegou à
cidade o padre Miguel. Era um missionário e
Funcionário mostra ordem do prefeito na
vila. Gaspar, dono do hotel, vai reclamar ao
prefeito, quer que mande a moça embora,
vai até a escola, para expulsá-la, decide se
aproveitar, ela foge, ele vai à cidade, volta,
agarra-a, ela pega o revólver, aí chega
Antonio (o mocinho) e bate nele, elevai,
promete vingança. Antonio oferece construir
outra escola, ela não aceita, brigam, ele a
beija – ela dá uma bofetada, ele dá outra,
ela cai, ele pede desculpas, ela dá outra
bofetada e aponta o revólver. Ele diz que