
guá-los, evitando, todavia, muita interfe-
rência. Considero a "permissividade" um dos
passos para obter boa disciplina... Mas,
vejamos as reações da aluna em tela: a prin-
cípio, chorava discretamente, depois, abo-
liu o choro e começou a pedir-me diretamen-
te socorro, emitindo sons vocais e saindo
do seu lugar para vir a meu encontro, soli-
citar providências através de mímica. Pos-
sivelmente, por haver achado a minha ajuda
insatisfatória, pois não atuava como vindi-
ta, passou a solicitar auxílio de uma meni-
na mongolóide da mesma idade que ela, po-
rém mais alta e mais forte e que lhe toma-
va as dores, não so a protegê-la mas revi-
dando, também, as agressões. Espero que a-
cabe aprendendo a defender-se sozinha e a
fazer-se respeitar pelos colegas, mas, até
aqui, não o conseguiu. Observei, entretan-
to, que ao ser gratuitamente agredida, ela
desanimava, chegando até a garatujar de no-
vo. Em circunstâncias semelhantes às des-
critas acima, a aluna desenhou arvores sem
copa, repetiu a forma do oito, insistente-
mente: em nuvens, as arvores, ou mesmo, em
figura humana, da qual suprime os membros
superiores e inferiores.
Certa vez, desenhou dois troncos de