
4. Forças sociais e organizadas, em particular "grupos
de pressão", que tenham qualquer influência sobre: o que
se deve ensinar, a que não se deve ensinar e como se deve
ensinar. Temos portanto:
a) Grupos culturais, religiosos, etc. (dos quais torna-
remos a falar mais adiante) ;
b) Grupos econômico-sociais, a serviço dos interesses
de classes ou de grupos (
8
) ;
c) Grupos políticos, em função de uma determinada
situação nacional e internacional (
9
) ;
d) Grupos profissionais de diversos níveis, provenientes
da própria organização profissional acadêmica (
10
) ;
e) Outros tipos de "grupos de pressão" (desde as asso-
ciações de antigos combatentes até as ligas antinacionais,
etc.) e particularmente aqueles que possuem uma organiza-
ção poderosa como os sindicatos (
11
), etc.
5. Estrutura das próprias instituições educacionais, suas
relações com as diferentes organizações estabelecidas, com
as respectivas tradições, etc. Por exemplo, a existência de
diversos graus distintos de ensino; as dimensões e a centra-
lização dos centros de ensino, etc. (
12
).
B) Do ponto de vista da cultura, deparamos com pro-
blemas diferentes, mas que no entanto estão, em geral, inti-
mamente ligados aos precedentes:
(8) Cf. Howard K. Beale, "Forces that Control the Schools", Harper's
Magazine, 169.
(9) Ver exemplo característico em meu artigo: "La polemica norteame-
ricana sobre la libertad acadêmica", na Revista de Education, n.º 31 (1955),
págs. 109-21 e Quincy AVright, Academic Freedom and the Cold War, em
American, Association of University Professora Bulletin, vol. 42, n.º 3, 1956,
págs. 495 e seg.
(10) Cf. Paul F. Lazarsfeld e Wagner Thielens, "The Academic Mind"
Glencoe, III, 1958; e D. Riesman, "Constraint and Variety in American
Education", 1956.
(11) Cf. Miguel Garcia de Saez, "Accion educativa del Sindicalismo"
em Revista de Education, vol. XXV, n.º 70 (1957), págs. 133 e seg.
(12) Cf. Edward H. Lichtfiels, "The University: a Congeries or an
Organic Whole", em American Association of University Professors Bulletin,
vol. 45, n.º 3 (1959), págs. 374 e seg. É evidente que a "Grande Universi-
dade", pelo simples fato de seu crescimento, coloca novos problemas não
só de quantidade como de qualidade. Ver também Eugênio Frutos, "La Si-
tuacion en la Societad Actual de los Institutos y Universidades" em Revista
de Education, vol. XXV, n.º 70, págs. 129 e seg.