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Mas há outras, mais avançadinhas, cujos filhos se
desenvolvem dentro do corpo da mãe, de onde saem já parecidos
com o que vão ser quando crescer: uma cobra-cega adulta.
Problemas de identidade
Além de ser confundida com a cobra-de-duas-cabeças, a cobra-
cega também passa por ser minhocuçu, ou minhoca oligoqueta,
que, apesar de ser parecida, é bem maior. Uma cecília pequena
mede em geral entre 7 e 11 centímetros; a grande tem no máximo
30 a 70 centímetros de comprimento. Além disso, a cecília tem
pequeninos dentes na boca, coisa bem imprópria para uma minhoca.
No Brasil, ninguém se interessa muito pela cobra-cega. Ela
recebe vários nomes nos diversos lugares onde vive: minhocão, cobra-
preta, cobra-pilão, mãe-da-saúva (porque ela gosta um bocado de
viver perto dos formigueiros) e indoa-imbóia, na Amazônia.
Oscar Rocha Barbosa
UERJ Departamento de Biologia Animal e Vegetal.
AS PLANTAS E A MEDICINA NATURAL
O uso das plantas, exceto naturalmente as venenosas, não prejudica
o organismo; antes, o beneficia, purificando-o e curando-o. A cura
pelas plantas depende de seu uso prolongado e persistente. O que
às vezes deixa de trazer o êxito esperado no tratamento por meio
de ervas, é que o paciente, quando já se sente melhor, abandona o
tratamento antes de alcançar uma cura radical.
Na cura com ervas, como também noutros tratamentos
naturais, sucede muitas vezes o contrário do que o paciente
espera: no começo, sobrevém uma aparente piora. O mal parece
se agravar. Muitos, então, desesperados, abandonam o
tratamento. Mas essa crise é justamente um sinal de que o
organismo começou a reagir, expulsando as substâncias que
fazem mal. O remédio está “fazendo efeito”. Daí a crise curativa.
Para que as plantas medicinais não percam seu valor
curativo, devem ser colhidas quando estão molhadas de orvalho,
secando-se à sombra, pois os fortes raios solares tiram das
plantas, depois de arrancadas, uma parte das substâncias
curativas, que se evapora quando expostas ao sol.
As raízes devem ser bem lavadas e picadas em
pedacinhos, antes de serem postas a secar.
Quando já secas, as ervas poderão ser guardadas em caixas,
devidamente rotuladas, em lugar seco. De vez em quando, é bom
examiná-las: as que estiverem com cheiro de mofo já não servem
para fins curativos.
Desse modo, cada qual pode ter, em casa, sua própria
farmácia herbácea.
Alfons Balbach, As plantas curam. São Paulo, Missionária,
1992 (adaptado por Elisabete Monteiro).