
Seria o caso, tendo em vista essa mudança de atitude
sentida pela Comissão e afirmada pela entidade no documento acima
citado, de se conceder um crédito de confiança ao Instituto Educa-
cional Cândida de Souza, dando-lhe um prazo de 90 dias, por exemplo,
para que o que foi apresentado â Comissão como intenções se converta em
fatos.
Posteriormente, já em Brasília, a Comissão recebeu um
documento (anexo 5 deste relatório), em que a entidade relaciona as
medidas que pretende tomar para reerguer a ESAMIG.
Essa reação manifestou-se, principalmente, sob a forma
de intenções novas, mas, de concreto, a Comissão pode registrar um
projeto de remanejamento e ampliação do espaço físico da Escola
(v. anexos 3 e 4), segundo o qual o curso de Agrimensura contará
com quatro novas salas de aula: 2 de 40m²,
1 de 4 6m² e
1 de 55m², enquanto que a Bibliote-
ca, atualmente em lugar exíguo, passará para uma área de 45m², quase o
triplo da atual.
As obras começarão ainda este mês e, de acordo com o en-
genheiro responsável, que esteve com a Comissão, estarão concluídas em
60 dias, a contar do seu inicio.
Para o seu custeio, o Prof. Benedicto José de Souza a
firmou o levantamento de um empréstimo em banco local.
Nessa reunião foram amplamente discutidas as condições da
Escola e, tanto os membros da Comissão quanto dos dirigentes da ESAMIG
apresentaram suas observações e seus pontos de vista com franqueza,
havendo, por fim, o Prof. Benedicto reconhecido a exatidão do
procedimento e do relatório anterior da Comissão; ao mesmo tempo, os
membros da Comissão puderam sentir uma reação positiva por parte dos
dirigentes da instituição no que respeita à necessidade de correção das
suas deficiências.
COMENTÁRIOS: a Comissão, além de reexaminar as condi ções
de funcionamento da ESAMIG, teve uma longa reunião cora o Diretor-Geral
da sua mantenedora, Prof. Benedicto José de Souza, que estava
acompanhado pelos engenheiros Arnaldo Luís Reis do Vale e Tarcísio dos
Reis Vieira, respectivamente, Vice-Diretor da ESAMIG e Coordenador do
Curso de Agrimensura.
E a escassa participação dos alunos nessas práticas foi
confirmada pessoalmente pelo Professor de Topografia I e II, que informou
à Comissão que prepara os instrumentos para a observação dos alunos, cuja
atitude nas aulas é, dessa forma, passiva. Aliás, alunos e professores,
ouvidos a respeito, revelaram que a presença dos estudantes nessas
práticas ê quase que voluntária.