
leitura, por eles orientada, de livros essen-ciais, na língua
estrangeira que irão lecionar. Aliás, quem es-colhe um curso de
letras por gosto real jamais deixa de ler au-tores estrangeiros
de importância; o comum até está em com e-les travar relações
antes de ingressar no curso. O perigo não é tão grave como parece
prima facie. Finalmente, por várias razões de ordem
prática indicadas no processo - insuficiente número de salas, de
laboratórios, de professores e outras mais, que não ocorrem na
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília, mas
aparecem em muitas outras instituições (por exemplo - a Faculdade
de Letras da UFMG), tais como incompatibilidade de horários,
opções oferecidas apenas em matérias que não se conjugam com as
já estudadas, turmas excessivamente grandes ou excessivamente
pequenas -parece-nos conveniente que se permita a opção no 4º
ano, procedendo-se como propõe a primeira das instituições
citadas, isto é,"prescrever o currículo pleno do 1º ano ao 3º,
conforme o a-luno escolha a área das Vernáculas e Inglês, Francês
ou Alemão, e deixar-lhe possibilidade de opção no 4º ano, quando
escolhe duas matérias livremente, dentro e fora da Seção de
Letras, des_ de que preencha os requisitos exigidos pelas
cadeiras responsáveis por aquelas disciplinas". Acrescente-se que o
mesmo se aplica às demais línguas românicas. É muito desejável
que, ao estudar assunto de tal
No momento, quem se prepara a fim de ensinar Português e
mais uma língua estrangeira é obrigado ao mesmo número de
horas-2200-que alguém que pretenda ensinar apenas
Português e Literaturas Vernáculas. Isso quer dizer que se
exige menos tempo de estudo da nossa lin gua do estudante
que pretenda ensiná-la e também ensinar uma lingua
estrangeira, isto ê, 2200 horas nos dois casos. Por outras
palavras : o chamado diploma duplo exige o mesmo tempo de
estudo que o diploma que habilita para o ensino de
Português apenas.
A providência apontada encerra mais do que a
evidente virtude de melhorar a preparação do professor; evitará
a distribuição do total de horas de acordo com interesses que
raramente coincidem com os do ensino: política interna dos
estabelecimentos, atribuição de trabalho a professores que, sem
isso, perderiam o regime de 40 horas e, pois, parte dos
vencimentos, estudo de disciplinas dispensáveis im-posto apenas
em razão de haver professores disponíveis, etc.