
e,consequentemente e fácil portanto,avaliar os riscos para o
perfeito amadurecimento ( para que o homem se torne realmente
homem pela educação ) a que está sujeita uma criatura humana
privado do dom de ouvir e, por isso, privada da facilidade
de estruturar uma linguagem mental. E como, no pensamento
dos antropólogos, é provável que a linguagem não tenha sido
dominantemente a fala, mas os sinais, essa linguagem -
que tem estrutura sintaxe próprias - usada pelos surdos -
parece surpreender a linguagem humana nos seus elementos
mais radicais e primitivos .
Estas considerações, que são freqüentemente apoiadas
na bela tese de doutorado em Lingüística da profª Eulália
Fernandes - "O Surdo e seu desempenho lingüístico" (UFRJ ,
1984) e em leituras de Richard E. Leakey, a Evolução da Hu-
manidade^(Editora Universidade de Brasília) e de Edoriard
Proné,"Paleontologia Humana' (Ciclo de Estudos da
Universidade Santa Orsula, RJ), querem apenas significar a
nossa estranheza em ver reunidos, num só curso,
deficientes mentais e deficientes auditivos, uma vez que
todo esforço do apoio a ser dado a este último deficiente
tem como ponto de partida não ser ele, nem estar fadado a
ser o outro deficiente.
Depois dessas considerações mais gerais, algumas
obser_ vações podem ser feitas, sobre o currículo
apresentado. Nas duas séries iniciais para Pedagogia e para
este curso, apenas uma disciplina é própria.
Na 3ª e na 4ª séries, ocorrem as disciplinas especiais. Se
para professores de deficientes mentais não há currículo míni_
mo fixado por este Conselho ( o curso existente baseou-se no
art. 18 da lei nº 5540/68, reconhecido pelo Dec. 80.336/14.9.
77), para o curso de habilitação em Educação de deficientes
de Audio-Comunicação, no curso de Pedagogia, há currículo mí-
nimo fixado pela Resolução no 7 de 3/8/72, baseado no bem
fundamentado Parecer do Cons. Prof. Clóvis Salgado nº 7 de
10/1/ 72. (Doc.134,jan.1972. pag 27,•
Não parece que esse currículo mínimo tenha sido muito
considerado. Ao irmos, como conseqüência da reunião das duas
habilitações num único curso, as menções se tornam mais gené
rica.;,, Em lugar de "Psicologia da Audio-Comunicação" temos ,
<< . ,
Psicologia do Excepcional. Não se faz menção de " Problemas
Sociais “dos Deficientes de audio-comunicação”; "Anatomia, Fi
-siologia e Patologia dos órgãos de Audição e Fonação" é
subs-
0
tituída por "Fundamentos anátomo-fisiológicos dos órgãos de
Audição e Fonação" e a ementa nos informa que aí serão estuda
dos os distúrbios na comunicação oral. Não se faz referênci-
as igualmente - "Técnicas Especiais de Comunicação", que pos-
sivelmente serão tratada na Metodologia. Nenhuma referência a
linguagem dos sinais
seu aspectos lingüísticos e favoráveis interesses
educacionais(NENHUMA REFERÊNCIA A LINGUAGEM DOS SINAIS ,SEUS ASPECTOS
LINFUISTICOS E favoráveis interfaces educacionais.)