
Nesse particular, vale um raciocínio bastante sim
ples. Freqüentemente argumenta-se que o curso mais próximo do
município ou da cidade postulante encontra-se a 100 ou 200 qui
lômetros — e isto, só por si, seria bastante para justificar
a criação de novo curso, ali onde se pretende instalá-lo. Se
prolatarmos no mapa do Brasil quadrículas correspondentes a
100 Km de lado (100 x 100 = 10.000 Km ) poderíamos, por esse
raciocínio puramente locacional, concluir que esse seria o
espaço máximo tolerável sem ocorrência de um curso de Adminis
tração — mas concluiríamos também que, para ser "adequadamen
te" coberto por uma rede de Escolas dessa natureza, precisa-
ríamos dispor de, pelo menos, 850 cursos. (8.500.000 Km² :
10.000 = 850).
Na verdade o número seria bem maior, dado que,nos
grandes aglomerados urbanos, especialmente nas áreas metropo
litanas, deveríamos qualificar o critério puramente geográfi
co pelo demográfico -- como de resto, já se verifica.
12. Tudo considerado, constata-se que o curso de Ser-
viço Social já reunia, em 1979, em todo o País, 20 mil alu-
nos. Os números e argumentos oferecidos pelas postulantes ba
seiam-se, essencialmente, numa potencialidade do mercado-de-
trabalho que corresponderia ao desejável, do ponto de vista
da prestação de serviços confiados à atuação dos Assistentes
Sociais. Insistem, inclusive, com freqüência, na implementa-
ção ou anúncio de grandes projetos ou programas de nature-
za econômica e social dos quais se deveria esperar uma reper
cussão na procura do assistente social para condução de ser-
viços sociais de comunidade, de casos etc.
Na prática, todavia, sabemos que não são todas as
empresas, senão as de maior porte, as que mantêm serviços ór
ganizados dessa natureza. Quando,além disso, se constata que
a própria procura de vagas em cursos de Serviço Social apre-
senta uma relação inscrições/vagas muita baixa, como ocorre
nos DGEs de São Paulo e do Rio Grande do Sul, sobre os quais
incidem Consultas pendentes, não parece aconselhável aumentar
a oferta de vagas no momento