
a experiência, so mostraram inadequadas ã formação do profissional
de nossa área. 0 dado essencial da nova proposta é a possibilidade
que ela cria de aprofundamento indispensável da formação específica,
com maior número de DISCIPLINAS de responsabilidade do Departamento
de Cinema, Rádio e Televisão.
Para que ocorra este aprofundamento, a partir do 50 semes-
tre, o curso estará dividido em opções que correspondes) a algumas
dimensões fundamentais da prática e da teoria do cinema, justamente
aquelas em que poderemos ter, a curto prazo, condições materiais e
de pessoal para oferecer uma boa formação universitária: Fotografia,
Som, Montagem e Edição, Animação, Crítica e Pesquisa. Os alunos
de-vem optar ae final do 40 semestre. É a própria história do curso
que nos convida a estabelecer esta divisão uma vez que a prática tem
mos_ trado a necessidade de um encaminhamento profissional voltado
para uma atividade dentro do campo de produção e pesquisa do
audiovisual e não para uma formação geral (deficiente em todas).
Ao lado isto, temos nova flexibilidade na composição das
DISCIPLINAS de formação geral que poderão atender melhor ãs necessi-
dades e interesses dos alunos. Cada aluno terá um professor orienta_
dor que vai auxiliar 1º em suas atividades, notadamente na
composição de seu elenco de DISCIPLINAS optativas (existentes desde
o 10 se mestre) 'e no encaminhamento de sua escolha. O professor
orientador poderá mudar em função das decisões do aluno, mas somente
quando ele se encaminhar para uma das opções (final do 4º semestre),
momento em que será mais adequada a afinidade entre orientador e
área esco lhida.
Definem-se como Optativas - ao longo do curso, o aluno deverá
cursar 12 delas - aquelas DISCIPLINAS pertencentes ao elenco ofere-
cido pela Universidade de São Paulo que, junto com o orientador, o
aluno escolhe para compor sua formação intelectual e profissional ,
conforme suas inclinações pessoais e a natureza de sua opção por es
pecialidade. As Optativas são entendidas, não como digressão ou com
plemento, mas como pertencentes ao próprio eixo da formação e, por
este motivo, serão escolhidas em diálogo com o professor orientador.
Por outro lado, a inclusão do vídeo visa a uma atualização
de nosso currículo destinada a atender ãs necessidades do profissio
nal de cinema cujas atividades já, há muito, incluem o trabalho com
o vídeo, tanto como fase do trabalho de produção cinematográfica,
quanto ao atendimento a uma demanda institucional onde o vídeo vem
substituindo o cinema na confecção de material audiovisual não vin-
culado à difusão por emissoras de TV (faixa mais propriamente vin-
culada ao campo da área de Comunicação Social denominado radialismo)."