
to dos mecanismos básicos de saúde e doença, e de programas interdis_
ciplinares, fica fácil de verificar ao exame do elenco das disciplinas
que constituem departamentos como os de clínica médica e de clínica ci-
rúrgica. Aliás, não existe, propriamente, um programa de clínica médi-
ca. 0 que se encontra são programas de disciplinas especializadas que,
em conjunto, vêm a constituir o Departamento de Clínica Médica. Mas, co-
mo está afirmada que a ênfase maior será conferida às disciplinas, deduz-
se, no caso da Clínica Médica, que haverá um departamento sobrepujado pe_
las dezesseis ou dezessete disciplinas que ele congrega, mas não integra.
Criaram-se até disciplinas, a meu ver, inteiramente desne-
cesárias, como sejam a Fisiatria e a Nutrologia, que ficariam muito bem
em cursos de pós-graduação. São disciplinas repetitivas porque seus con_
teúdos já se acham incluídos em outras disciplinas. Assim é que o real-
ce a ser dado à reabilitação motora no caso da Fisiatria deve ser es-
tudada , no curso de graduação, como conteúdos das disciplinas de ortope-
dia/traumatologia e neurologia, através de programas interdisciplinares,
com a participação de docentes das ciências morfològicas-,, e das ciências
fisiológicas com o apoio de especialistas de vários setores da escola
interessados no problema da reabilitação motora.
Os problemas nutricionais, por exemplo, melhor estudados se-
riam, são em obediência a um programa imaginativo, mas teórico, como se
depreende de seu longo enunciado, mas na medida em que os casos clínicos
fossem surgido nos ambulatórios e enfermarias. Seriam, então, convocados
para discutí-los os professores de todas as disciplinas, básicas ou clí-
nicas, que guardassem relação com o caso,
O ensino das problemas oncológicos, trazidos à cena, no
currículo em análise, sob a forma de uma disciplina intitulada "Conceitos
básicos de oncologia", já constitui um certo avanço em relação ao que se
está fazendo na maioria das escolas médicas do país. Mas podia ser melhor.
A integração da escala no Pró-onco, programa de disseminação de informa_
ções sobre o câncer do Ministério da Saúde pode significar que o ensino
da oncologia na Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro venha a ser
feito mediante "pacotes instrucionais" fornecidos por aquele programa.
O PRO-ONCO surgiu no Ministério da Saúde, do reconhecimento
do modo inadequado que as escolas médicas estavam dando ao estudo do cân-
cer. Mas acho que cada escola poderia, aproveitando a experiência do PRO-
ONCO, estabelece/o seu programa interdisciplinar de oncologia a partir
da ocorrência de casos clínicos nas enfermarias e ambulatórios, onde eles