
Por outro lado a evolução da População economicamente ativa no
Brasil com nível superior mostra os avanços alcançados nas últimas
décadas. Enquanto, em 1970, apenas 540.000 pessoas da PEA possuiam
nível superior, em 1990, este número subiu para 3.400.000,
significando um crescimento de 246% no período.
Finalmente, cabe mencionar que a diversificação do mercado de
trabalho ocorre em função das transformações por que está passando o
processo de trabalho assim como a qualificação real exigida pelo
setor produtivo. Este fenômeno ocorre também no caso do profissional
de Ciências Contábeis, a partir da introdução dos controles
eletrônicos computadorizados. O profissional, neste cenário, ao tempo
em que encontra limitações nos empregos diretos, tem perspectivas de
atuação em consultorias especializadas de auditagens contábeis,
contratadas cada vez com mais freqüência pelas empresas, tanto de
grande como de pequeno e médio porte, além de estudos específicos em
áreas correlatas. O surgimento de escritórios especializados em
auditorias e consultoria técnica, no Brasil, é um fato desta última
parte do Século XX.
Não cabe neste parecer, todavia, a análise de conteúdo dos
projetos de cada curso, que é da competência da Câmara de Ensino
Superior. Cabe-nos, somente, compatibilizar os pleitos apresentados à
demanda/oferta de vagas, por região geo-educacional ou área de
influência de cada curso. Não se pode, porém, perder de vista que a
nossa economia não é uma economia de estado, centralizadora, que
planeja tudo, própria dos regimes autoritários. E deverá ser, cada
vez mais, uma economia de mercado, onde as pessoas e as organizações
podem fazer, livremente, suas opções de investimento. No setor
educacional, cabe ao poder público zelar pela qualidade do ensino
ministrado, em nível superior, não tolhendo as iniciativas privadas