
ingressaram na Justiça e, em sentença proferida em novembro de 1985,
determinou-se que a Universidade apreciasse o recurso antes interpos-
to.
Deliberou o Conselho de Ensino e Pesquisa, à unanimidade de
votos, pelo indeferimento da solicitação dos alunos
"tendo em vista os despachos contidos no processo,
bem como o fato dos requerentes terem rejeitado as
duas alternativas para realização de um novo tra-
balho".
Os alunos interpuseram, então, recurso ao Conselho Univer-
sitário, alegando ilegalidade da votação junto no Conselho de Ensino e
Pesquisa - uma vez que o Presidente do Colegiado votara pelos Deca-
nos dos Centros Universitários - e que a avaliação do Departamento de
Artes e Arquitetura fora feita em desacordo com o art. 94 e seguintes
do Regimento Geral da Universidade.
Entendeu o Conselho que a decisão do Conselho de Ensino e
Pesquisa não se revestira de ilegalidade, que a avaliação, pelo Depar-
tamento, se enquadrara nos critérios estabelecidos pelo Regimento Ge-
ral e que os requerentes haviam interposto o recurso fora do prazo, de
cinco dias, estabelecido pelo Artigo 45 do Regimento Interno.
Recorrem os alunos, finalmente, ao CFE, apontando ilegali-
dade na decisão do Conselho Universitário
"tendo em vista que votaram no colegiado, membros com
situação jurídica irregular, quais sejam, o Chefe de
Gabinete do Reitor; os vice reitores para Assuntos Co-
munitários e Estudantis e de Pós Graduação e Pesquisa"
Em diligência, indagou o Relator à Universidade Católica de
Goiás, qual a data do protocolo oposto ao recurso dos alunos com rela-
ção à decisão do Conselho de Ensino e Pesquisa, de 22 de novembro de
1985. Desejava confirmar se os requerentes haviam - no recurso diri-
gido ao Conselho Universitário - efetivamente desatendido ao prazo de
cinco dias, fixado no Regimento Interno daquele órgão. Em uma primeira
resposta, a Universidade equivocou-se, dando a data de entrada do pri-
meiro recurso, ao Conselho de Ensino e Pesquisa. E renovada a diligên-
cia, retardou, inexplicavelmente, o processo, reiterando a resposta )
equivocada, somente onze meses depois.