Download PDF
ads:
MUSEU FOTOGRÁFICO VIRTUAL
DA ILHA DE SANTA CATARINA
- MUVISC -
ads:
Livros Grátis
http://www.livrosgratis.com.br
Milhares de livros grátis para download.
Universidade Federal de Santa Catarina
Programa de Pós-graduação em
Engenharia de Produção
MUSEU FOTOGRÁFICO VIRTUAL
DA ILHA DE SANTA CATARINA
- MUVISC -
Álvaro de Azevedo Diaz
Dissertação apresentada ao
Programa de Pós-Graduação em
Engenharia de Produção da
Universidade Federal de Santa Catarina
como requisito parcial para obtenção
do título de Mestre em Engenharia de Produção
Florianópolis
2002
ads:
Álvaro de Azevedo Diaz
Museu fotográfico virtual da ilha de Santa Catarina
Esta dissertação foi julgada e aprovada para a obtenção do grau de Mestre em
Engenharia da Produção na área de concentração Mídia e Conhecimento, subárea
Sistemas de Informação Gerencial e aprovada em sua forma final pelo Programa de
Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa
Catarina.
Florianópolis, novembro de 2002.
Banca Examinadora:
A minha esposa Paula, pelo imenso apoio e compreensão.
Ao meu filho Gabriel, meu maior professor.
Agradecimentos
Essa dissertação deixou de ser apenas uma idéia e tornou-se o que é hoje graças ao
auxílio, intervenção e apoio de várias pessoas, dentre as quais destaco:
Minha esposa Paula, pelas incontáveis horas dedicadas a esse trabalho;
Meus pais Egar e Olga, que nunca falharam nas horas em que mais precisei;
Meu orientador Raul Wazlawick, pela enorme paciência e grande apoio;
Antônio Carlos Mariani, sempre disponível para me ajudar;
Regina Melim, pelas sugestões e correções apontadas;
Simone Nunes Ferreira, pela tarefa de construir um protótipo para o Museu;
As Sras. Vera Molenda e Anitta Hoepcke Silva, pela confiança nos objetivos desse
trabalho, que se dispuseram a me receber e permitiram o acesso aos seus álbuns de
família;
André Paiva, pela amizade e contribuição com suas fotografias para essa dissertação.
Escola Autonomia, na pessoa da diretora Bárbara e das professoras Eliane e Cuca, pela
atenção e entusiasmo com esse projeto;
Patrícia Moser, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, pela
atenção especial a mim dirigida
Retrato de Família. Rua Bocaiúva, Florianópolis, 1904. Acervo Vera Molenda.
"As fotografias, em geral, sobrevivem após o desaparecimento físico do referente que as
originou: são os elos documentais e afetivos que perpetuam a memória. A cena gravada na
imagem não se repetirá jamais. O momento vivido, congelado pelo registro fotográfico, é
irreversível. Os personagens retratados envelhecem e morrem, os cenários se modificam, se
transfiguram e também desaparecem. O mesmo ocorre com os autores-fotógrafos e seus
equipamentos. De todo o processo, somente a fotografia sobrevive. Os assuntos nela
registrados atravessaram os tempos e hoje são vistos por olhos estranhos, em lugares
desconhecidos: natureza, objetos, sombras, raios de luz, expressões humanas, por vezes
crianças, hoje mais que centenárias, que se mantiveram crianças".
Borys Kossoy
SUMÁRIO
RESUMO........................................................................................................................................................vi
ABSTRACT ...................................................................................................................................................vii
1 INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 8
1.1 JUSTIFICATIVA ..............................................................................................................................11
1.2 OBJETIVO GERAL..........................................................................................................................11
1.3 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...............................................................................................................12
1.4 DESCRIÇÃO DOS CAPÍTULOS.........................................................................................................12
2 HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA E SUA UTILIZAÇÃO NA PRESERVAÇÃO DA
MEMÓRIA.....................................................................................................................................................14
2.1 FOTOGRAFIA, PRESERVAÇÃO E MEMÓRIA......................................................................................18
3 ACERVOS VIRTUAIS ....................................................................................................................... 22
3.1 DESLOCAMENTOS: O CONCEITO DE MUSEU E EXPOSIÇÃO............................................................. 25
3.2 MUSEU VIRTUAL: NOVAS PERSPECTIVAS .....................................................................................26
4 O PROJETO MUVISC: UM TRABALHO EM ANDAMENTO.................................................... 30
5 METODOLOGIA................................................................................................................................ 33
5.1 PRESSUPOSTOS DO PROJETO ......................................................................................................... 33
5.2 REFERÊNCIAS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUSEU VIRTUAL...................................................... 34
5.3 ELEMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DE UM MUSEU VIRTUAL ........................................................ 35
5.3.1 Declaração dos Objetivos ............................................................................................................35
5.3.2 Navegação....................................................................................................................................36
5.3.3 A home page .................................................................................................................................36
5.3.4 As Ferramentas de Navegação.....................................................................................................37
5.3.5 Gráficos de Navegação ................................................................................................................37
5.3.6 Textos............................................................................................................................................38
5.3.7 Frames ..........................................................................................................................................38
5.3.8 Consistência .................................................................................................................................38
5.3.9 Conteúdo ......................................................................................................................................39
5.3.10 Problemas Gráficos ...................................................................................................................39
5.3.11 Problemas com o Texto..............................................................................................................40
5.3.12 Problemas com Frames .............................................................................................................40
5.4 DESCRIÇÃO DO SITE MUSEU FOTOGRÁFICO VIRTUAL DA ILHA DE SANTA CATARINA.................. 41
5.4.1 Informações..................................................................................................................................41
5.4.2 Álbuns...........................................................................................................................................42
5.4.3 Doações........................................................................................................................................45
5.4.4 Projetos. .......................................................................................................................................45
5.5 A EXPERIÊNCIA DA ESCOLA AUTONOMIA .................................................................................... 46
5.5.7 Galeria .........................................................................................................................................48
5.5.2 Contato.........................................................................................................................................49
5.5.3 Links.............................................................................................................................................49
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.............................................................................................................. 56
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................................. 60
8 ANEXOS............................................................................................................................................... 65
RESUMO
O Museu Fotográfico Virtual da Ilha de Santa Catarina (MUVISC) é resultado
de um projeto de pesquisa em Mídia e Conhecimento do Programa de Pós-Graduação
em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. O museu
propõe a criação de um banco de imagens fotográficas referentes à Ilha de Santa
Catarina, a partir de álbuns de fotografia pertencentes a famílias que residem nesta
localidade. O acervo deste museu será compilado, organizado e disponibilizado na Web
como site de pesquisa.
O museu é um trabalho em andamento, cujo acervo está em permanente
expansão. Sua criação justifica-se a partir dos seguintes pressupostos:
a) Disponibiliza um vasto e desconhecido material que poderá ser utilizado como
site de pesquisa e ensino, para a compreensão da história e resgate da
memória local;
b) Tem a particularidade de preservar e difundir imagens da Ilha de Santa
Catarina a partir de fotografias produzidas por seus próprios habitantes, o que
se tornou possível através das tecnologias recentemente disponibilizadas,
como a digitalização de imagens e a Internet, este fato solidificou a proposta
aqui levantada, pois a idéia ganhou corpo graças a isso.
O MUVISC igualmente visa a divulgação de seu acervo, a difusão da linguagem
fotográfica por meio de projetos em escolas do ensino médio e fundamental e a
exposição de portfolios fotográficos sobre a Ilha de Santa Catarina.
Palavras-chave: fotografia, museu virtual, preservação da memória histórica.
ABSTRACT
The Virtual Photography Museum of the Island of Santa Catarina (MUVISC)
results from a research project in Media and Knowledge of the Graduate Program in
Industrial Engineering at the Universidade Federal de Santa Catarina. The museum
proposes the creation of an archive of photographic images related to the Island of Santa
Catarina, comprised of photographs from albums of local families. The museum's
collection shall be compiled, organized and displayed on the Internet as a research site.
The museum is a work in progress, and its collection is permanently expanding.
The purposes that justify its creation are as follows:
a) it enables the use of a vast and unknown amount of material as a research
and educational site, for understanding history and reviving local memory;
b) it has the unique quality of preserving and disseminating images of the
Island of Santa Catarina from photographs taken by its own inhabitants. This was made
possible by recent technological innovations, such as image digitalization and the
Internet.
MUVISC also seeks to publicize its collection, disseminate the language of
photography through projects in elementary and middle school institutions, and exhibit
photographic portfolios about the Island of Santa Catarina.
1 INTRODUÇÃO
Este trabalho é uma proposta para a manutenção de acervos de fotografia em
arquivos digitais através da criação de um museu virtual, que tem por objetivo tornar
público um acervo de imagens, que constituem a memória das famílias aqui
apresentadas. No caso do museu aqui proposto, esse acervo será constituído a partir de
doações de álbuns e coleções de fotografia de famílias (acervos particulares) da Ilha de
Santa Catarina.
Esses materiais iconográficos são de grande valor histórico e documental, e em
poucas ocasiões na história da fotografia foram tornados públicos e/ou utilizados como
fonte de pesquisa
1
.
Isso se deve, em grande medida, às dificuldades de manutenção e acesso a esses
acervos. No entanto, a possibilidade de digitalização desses documentos permitiu,
recentemente, torná-los público através da Internet. A disponibilização desse material
possibilita tornar público o que normalmente é um registro privado e de circulação
restrita.
Assim, as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias de manipulação de
imagens via computador viabilizam a criação de um banco de imagens digital,
A exposição Phoíos de Famille, organizada em 1980 em Paris durante o Mês da Fotografia, evento
realizado anualmente na capital francesa, reuniu o trabalho de trinta e cinco pesquisadores, que
escolheram três mil imagens entre cem mil pesquisadas em álbuns de fotografias. O resultado foi exposto
em um espaço de mil metros quadrados no Grande Halle de la Villete, com curadoria de Marie-Françoise
George e projeto de exposição do arquiteto Christian Germanaz, que dividiu o espaço em três grandes
ambientes: fotos de amadores anônimos, fotos de famílias feitas por pessoas célebres e fotos de autor,
feitas por fotógrafos consagrados, de suas próprias famílias A exposição Memória de Joinville, preparada
pelo Museu de Arte de Joinville em 1981, também utilizou fotos de álbuns particulares. Com a
colaboração da população, que emprestou suas próprias fotos, o museu pôde organizar um conjunto de
imagens abordando vários aspectos da história da cidade e de sua colonização pelo imigrante alemão.
Mais recentemente, o Museu da Pessoa (www.museudapessoa.com.br), site dedicado inicialmente a
coletar histórias de vida, possui em seu menu o item álbum de fotografia, caso o doador queira
acrescentar imagens a sua narrativa biográfica.
permitindo a divulgação de acervos fotográficos sem a manipulação física das cópias,
o que agiliza e facilita sua produção e divulgação.
O MUVISC não ocupa espaço físico, seu espaço é somente a rede. Não é sua
tarefa a manutenção do material físico , mas a permanente construção do acervo no
trabalho das coletas (doações).
A criação de um acervo fotográfico permanente em suportes tradicionais como o
papel tornaria o projeto economicamente inviável. A manipulação física de acervos
fotográficos onera as instituições responsáveis pela sua manutenção o que dificulta a
divulgação do material e o acesso do público, já que os procedimentos necessários à sua
manutenção afastam a possibilidade de livre consulta por parte de pesquisadores,
estudantes ou diletantes.
A submissão de materiais fotográficos a temperaturas elevadas e alta umidade
relativa provocam uma aceleração do seu envelhecimento. Por outro lado, a divulgação
de acervos fotográficos exige sua contínua reprodução em papel, o que também
constitui um custo permanente.
É sempre válido lembrar que, na rotina dos museus convencionais, o doador se
desfaz da cópia física da obra. Os procedimentos para a máxima permanência desta
cópia ficam por conta do museu.
Este, após a digitalização, é devolvido ao doador, que permanece com a cópia física, o que muito
estimula as doações.
Estes procedimentos são, basicamente:
a) acondicionamento individualizado para cada objeto:
embalagens de papel com ph neutro, livre de lignina, enxofre e quaisquer oxidantes;
embalagens de plástico de qualidade adequada (poliéster, polietileno, triacetato de celulose);
b) mobiliário de aço com pintura polimerizada em estufa (secagem a quente);
c) climatização adequada:
temperatura de 21 graus centígrados e umidade relativa entre 30% e 50%.
Assim sendo, os procedimentos de compilação e organização de acervos
fotográficos convencionais apresentam custos elevados, o que restringe fortemente a
criação de novos acervos, bem como sua divulgação.
Entre as vantagens de um museu fotográfico virtual pode-se arrolar a maior
permanência e durabilidade do acervo, a disponibilização de um acervo até então
inacessível, a redução dos custos para a manutenção de acervos fotográficos em papel, além
da implícita interatividade do sistema, podendo os visitantes, entre outras ações, doar
cópias a distância para o acervo do museu, há também a possibilidade de publicação do
acervo, uma vez que as fotos passam a circular na rede.
Os museus convencionais normalmente têm seus acervos divulgados através da
Web. O museu aqui proposto percorre exatamente a direção oposta. Ele primeiro cria uma
amostragem virtual, podendo eventualmente vincular-se a um museu convencional para a
exibição de seu acervo nos moldes tradicionais.
O desenvolvimento do projeto MUVISC traz uma série de perspectivas inovadoras.
Do ponto de vista da fotografia, a operacionalização do museu representa um importante
passo no sentido da ligação entre a tecnologia fotográfica tradicional, baseada no
processamento químico, e a tecnologia digital. Em todas as áreas do conhecimento, as
informações que a humanidade acumulou ao longo de sua história, estão sendo
digitalizadas e esta é também uma realidade na fotografia.
O projeto encerra, em si, a minimização de custos, resíduos e impacto ambiental,
disponibiliza a arte e a cultura histórica e incentiva o público a pensar sobre a sua própria
cidade.
1.1 Justificativa
A criação do MUVISC justifica-se pela necessidade de tornar públicos materiais
fotográficos de grande valor histórico, que se encontram, no entanto inacessíveis, por
existirem tão-somente em acervos particulares
4
. Além disso, esses materiais quase
sempre não estão guardados em condições adequadas e, portanto, são fadados ao rápido
desaparecimento. A passagem de acervos em papel para acervos digitais possibilitará,
dessa forma, tanto a divulgação quanto a preservação de imagens de valor iconográfico,
com ganhos no sentido da preservação da memória e da história da Ilha de Santa
Catarina e da disponibilização deste material para fins de pesquisa e ensino.
1.2 Objetivo Geral
O principal objetivo deste trabalho é apresentar uma experiência (MUVISC) de
manutenção e disponibilização digital de acervos fotográficos particulares, de forma a
torná-los públicos e, dessa forma, possibilitar seu acesso como um site permanente de
pesquisa e ensino.
São raras no Brasil as iniciativas do poder público no sentido da preservação de nossos bens culturais
através do documento visual. Assim, os acervos particulares, adequadamente tratados, muitas vezes vêm
suprir esta lacuna.
1.3 Objetivos Específicos
Além de coletar, editar, digitalizar e disponibilizar imagens da Ilha de Santa
Catarina obtidas a partir de álbuns de fotografia dos próprios habitantes da Ilha, o
MUVISC tem como objetivos específicos:
a) Criar um acervo sistematizado e de fácil acesso;
b) Divulgar seu acervo através da Web e, futuramente, também através de
parcerias com instituições locais (Museu de Arte de Santa Catarina, Centro
Integrado de Cultura, Museu da Imagem e do Som, etc);
c) Difundir as possibilidades da linguagem fotográfica através de projetos em
escolas do ensino médio e fundamental de Florianópolis;
d) Ser um espaço na Web para a exposição de portfolios de fotógrafos atuantes
na Ilha de Santa Catarina;
e) Ser um site em permanente construção, alimentado pelas doações virtuais.
1.4 Descrição dos Capítulos
O capítulo 2 é iniciado com um breve histórico da fotografia e de sua
importância enquanto elemento de preservação da memória.
O capítulo 3 apresenta reflexões sobre a construção de acervos contemporâneos
utilizando os recursos oferecidos pelas novas tecnologias. Nesse item se discutirá as
possibilidades de preservação e difusão desses acervos, uma vez que suas qualidades
físicas se deslocam para qualidades virtuais. Nesse translado, o museu passa por
mudanças de natureza física, que acarretam alterações de natureza conceituai. Ainda
nesse capítulo, será abordado o museu virtual propriamente dito, a partir de perspectivas
e surgem na utilização de acervos particulares para a construção de acervos públicos,
proposta essa desenvolvida no decorrer da pesquisa de campo.
O capítulo 4 trata do museu enquanto memória da Ilha de Santa Catarina, através
do resgate de sua história a partir de fotografias antigas e recentes obtidas por seus
habitantes.
O capítulo 5 refere-se à metodologia da criação do acervo virtual proposto,
relacionando algumas experiências de campo:
a) O contato com os álbuns de família;
b) A experiência na escola de ensino médio Autonomia.
Finalmente no último capítulo são abordadas algumas questões surgidas na
própria experiência da pesquisa, tanto na prática de campo acima descrita como na
bibliografia sobre o assunto em questão.
2 HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA E SUA
UTILIZAÇÃO NA PRESERVAÇÃO DA
MEMÓRIA
A descoberta da fotografia durante a primeira metade do século XIX foi a
resposta da era tecnológica à demanda por imagens de uma classe média com recursos
econômicos consideráveis. As técnicas gráficas manuais, tais como o desenho, a gravura
e o entalhe devem ter parecido desatualizadas para as pessoas vivendo em uma época na
qual as máquinas a vapor, emprestavam sua força para a produção capitalista, em que
as máquinas gradualmente substituíam a força de trabalho e em que as estradas de ferro
eram o expoente tecnológico, fazendo com que, regiões distantes ficassem próximas
entre si, dando assim, uma nova mobilidade à humanidade. Acima de tudo, aquelas
formas manuais de representação pouco ou nada correspondiam à visão objetiva de
mundo e ambiente a que o racionalismo positivista da época aspirava (KOSSOY, 1983).
Os princípios básicos da fotografia eram conhecidos há tempo. Eles apenas
precisavam ser combinados e acrescentados do princípio faltante, de ordem química, a
impressão e a fixação da imagem sobre um suporte bidimensional, o papel.
A câmara obscura, o lado físico da fotografia, conhecida pelos chineses desde o
Século IV a.C. e descrita na Antigüidade por Aristóteles, foi utilizada desde os tempos
da Renascença por artistas que buscavam em seus trabalhos uma perspectiva mais
realista . Por outro lado, a sensibilidade à luz dos haletos de prata, a contrapartida
Recentemente, o artista plástico, pintor e fotógrafo inglês David Hockney publicou um livro em que tenta
provar que o uso de artefatos óticos na pintura, a camera obscura e a camera lucida, remonta há Pelo
menos 600 anos, bem antes dos renascentistas (Hockney, 2001).
química da fotografia, era um fato conhecido pela comunidade científica desde, pelo
menos, 1727, através do cientista alemão Johann Heinrich Schulze
6
.
PRIMEIRA ILUSTRAÇÃO DE
UMA CÂMARA ESCURA EM 1544
O que persistiu faltando até o final do século XIX foi um interesse socialmente
enraizado em obter imagens através de um meio mecânico e uma forma de tornar
permanentes as "imagens solares" obtidas com a câmara obscura. Faltava apenas unir as
duas experiências em uma única.
Diversas pesquisas separadas foram feitas na primeira metade do século XIX. Em
1826, o francês Nicephore Niépce conseguiu tirar uma fotografia. Uma vista da janela de
seu escritório, obtida através da aplicação de camadas de betume sobre uma placa de cobre.
Desde 1839, o inglês Henry Fox Talbot vinha obtendo bons resultados com negativos sobre
papel sensibilizado. E, em 1837, Louis Jacques Mande Daguerre havia conseguido produzir
o tipo de fotografia que foi batizada com seu nome, o daguerreótipo.
A descoberta de Schulze foi acidental. Após deixar por descuido um frasco com nitrato de prata exposto
por várias horas ao sol, constatou seu enegrecimento. A princípio, Schulze questionou se o escurecimento
do nitrato de prata se devia à exposição solar ou ao seu aquecimento. Colocou, então, um recipiente
idêntico em um forno aquecido e nada ocorreu. Concluiu, por dedução, que o enegrecimento se devia à
exposição aos raios solares. Essa foi a primeira vez que as propriedades fotossensíveis do nitrato de prata
foram cientificamente descritas.
Henry Fox Talbot. Negativo, 1840.
No Brasil, o francês Hercule Florence (1804-79) realizou experiências pioneiras no
campo da fotografia. Após ter participado como desenhista da expedição Langsdorff,
Florence radicou-se na Vila de São Carlos (Campinas, SP). Necessitando desenvolver um
processo de impressão num ambiente desprovido de recursos, pesquisou os materiais
disponíveis e técnicas simples para imprimir com a luz, reproduzindo exemplares em papel
através de processos fotográficos. Em 1833, utilizou nitrato de prata para sensibilizar uma
folha de papel, que colocada no interior de uma camara obscura, permitiu a obtenção de
um negativo, a primeira imagem fotográfica realizada nas Américas.
Todas essas iniciativas, entretanto, não alteraram a data oficial da descoberta da
fotografia: 19 de agosto de 1839. Nesse dia, a Academia de Ciências e a Academia de
Artes juntaram-se em Paris para debater uma última vez o processo inventado por
Daguerre e torná-lo público, graças ao Estado Francês, que comprou a patente do
inventor:
"O daguerreótipo consistia numa lâmina de placa metálica (fundida a
uma placa de bronze) que, pela ação do vapor de iodo, formava uma
superfície fotossensível de iodeto de prata. A placa, exposta na
câmara obscura, registrava em sua superfície a imagem dos objetos
externos de forma latente, a qual se tornava visível pela revelação com
vapores de mercúrio. A seguir, a placa era fixada com hipossulfito de
sódio (agente fixador introduzido por John Herschel) que, removendo
os sais de prata não atingidos pela luz, tornava a imagem permanente.
A placa era então lavada e colocada para secar". (KOSSOY, 1983:
874).
A reação internacional à publicação do processo foi imediata e estrondosa, prova de
que a sociedade da era industrial estava aguardando por um meio técnico de obtenção de
imagens. As pessoas ficaram fascinadas com a possibilidade de perpetuar sua própria
imagem - o que, até então, era privilégio de abastados que podiam contratar um pintor -,
com a forma pelo qual o processo captava todos os detalhes, além da sua velocidade
7
. O
retrato produzido pelo daguerreótipo expandiu-se rapidamente na Europa e nos Estados
Unidos.
No Brasil, segundo Kossoy, o processo se difundiu graças à chegada de retratistas
estrangeiros atraídos tanto pelo exotismo dos trópicos quanto pelas possibilidades de um
mercado ainda inexplorado e florescente, graças à formação de uma elite urbana nas
maiores cidades costeiras, sobretudo no Rio de Janeiro. Em 1860, havia em torno de trinta
estabelecimentos do gênero naquela cidade.
Foram também os estrangeiros que documentaram inicialmente paisagens, vistas e
aspectos do Brasil através da daguerreotipia e a seguir da fotografia. Marc Ferrez (1843-
1923) dedicou-se inteiramente à documentação, retratando tipos, costumes e paisagens
desde meados dos anos 1860; Guilherme Gaensly, na mesma época, realizou vistas de
Salvador e posteriormente de São Paulo. Entre tantos outros fotógrafos que deixaram obras
significativas para a iconografia brasileira (KOSSOY, 1983).
Neste início, houve um deslumbramento ingênuo com a fotografia, logo desfeito
pelas primeiras considerações acerca das possíveis aplicações da mais nova mídia da época.
O crítico de arte Jules Janin, ainda no século XIX, anteviu o nascimento da
7
As primeiras fotografias necessitavam, em média, oito horas de exposição.
fotografia de arquitetura e de paisagens, além da reprodução de obras de arte e de tratos
Dominique Aragon, médico, político e um dos mais veementes defensores do novo meio
naquela época, previu que a fotografia seria uma ferramenta para a arqueologia e a
astronomia. Chegou-se até mesmo a aventar a possibilidade de, no futuro, obter-se
"instantâneos". E ninguém menos que o viajante Alexander von Humboldt refletiu sobre a
utilidade da fotografia no registro de viagens.
Ao longo de todo o século XX, a fotografia estabeleceu-se com tal vigor a ponto de,
no último quarto do século XX, tornar-se realmente popular. Concomitantemente à inserção
dos computadores no cotidiano moderno, a possibilidade de digitalizar uma imagem
impulsionou a fotografia a universos antes sequer imaginados. A substituição do processo
químico (oneroso, poluente, time consuming e room demanding) por um digital terá
inevitavelmente ocorrido até a primeira década do século XXI.
2.1 Fotografia, Preservação e Memória
Há muito tempo, a fotografia tem sido um extraordinário instrumento de apoio para
a ciência e a tecnologia, para a comunicação e a informação, assim como para a expressão
artística. Deve-se, no entanto, tecer algumas considerações acerca da fotografia enquanto
fonte histórica, "documento portador de informações multidisciplinares" (KOSSOY, 1983:
870), como instrumento de preservação da memória individual e coletiva.
Em um acurado texto, Boris Kossoy levanta importantes questões acerca da relação
indissociável entre a fotografia e a memória, falando da foto, pequeno instante do passado
congelado no papel, enquanto elemento detonador de recordações, lembranças, emoções:
"Quando apreciamos determinadas fotografias nos vemos, quase sem perceber,
mergulhando no seu conteúdo e imaginando a trama dos fatos e as circunstâncias que
envolveram o assunto ou a própria representação (o documento fotográfico) no contexto
em que foi produzido: trata-se de um exercício mental de reconstituição quase que
intuitivo (...)
"Fotografia é Memória e com ela se confunde (...) A reconstituição histórica de
um tema dado, assim como a observação do indivíduo rememorando, através dos
álbuns, suas próprias histórias de vida, constitui-se num fascinante exercício intelectual
pelo qual podemos detectar em que medida a realidade anda próxima da ficção."
(KOSSOY, 1998: 42).
A pesquisadora Olga Rodrigues de Moraes Von Simson analisa a utilização de
fotografias em pesquisas que buscam resgatar a trajetória histórica de grupos sociais
específicos, ressaltando também a estreita associação entre imagem e memória:
"Na verdade", nos diz Von Simson, "desde os anos trinta e quarenta, com a
'democratização' do registro fotográfico mediante o surgimento de máquinas
fotográficas de operação muito simples e relativamente baratas, que permitiram a
fixação rápida e fácil de 'instantâneos', a vida dos grupos sociais e dos indivíduos
passou a ser registrada muito mais pela imagem do que pelos livros de memórias, cartas
ou diários, e a memória individual e familiar passou a ser construída tendo por base o
suporte imagético. Não temos muita consciência de tal fato mas, como a replicante de
Blade Runner, estamos constantemente nos valendo de imagens instantâneas da nossa
vida, registradas em papel fotográfico, para detonar o processo de rememorar e assim
construir a nossa versão sobre os acontecimentos já vivenciados. Dessa forma, é o
suporte imagético que, na maioria das vezes, vem orientando a reconstrução e
veiculação da nossa memória, seja como indivíduos ou como participantes de diferentes
grupos sociais" (VON SIMSON, apud SAMAIN, 1998: 22).
Considerando, portanto a importância da fotografia enquanto instrumento de
reconstituição da história e de preservação da memória devemos salientar que, embora o
senso comum tenda a ver a fotografia como sinônimo da realidade, às vezes até como
prova da verdade, ela é sempre representação, como apontam vários autores.
"São constantes os equívocos conceituais que se comete na medida em
que não se percebe que a fotografia é uma representação elaborada
cultural/estética/tecnicamente, e que o índice e o ícone, inerentes ao
registro fotográfico - embora diretamente ligados ao referente no
contexto da realidade - não podem ser compreendidos isoladamente,
ou seja, desvinculados do processo de construção da representação"
(KOSSOY, 1998:43).
Tanto sua construção quanto às inúmeras leituras que ela possibilita estão
determinadas por fatores culturais, estéticos, sociais e técnicos. O fotógrafo aponta sua
câmera para aquele recorte da realidade que o interessa, assim como os retratados procuram
tradicionalmente se mostrar para a lente em sua aparência mais agradável e nas
circunstâncias felizes da vida. A pesquisadora Miriam Leite cita, a propósito, o anúncio
provocativo da fotógrafa feminista inglesa Jo Spence: "Oferece-se para retratar divórcios,
doenças, injustiças sociais, cenas de violência doméstica, explorações da sexualidade e
quaisquer ocasiões agradáveis". (LEITE apud SAMAIN 1998: 38).
A proposta desmonta, por si, a idéia da fotografia enquanto registro visual neutro da
realidade. E levando em consideração essa sua natureza de elemento de representação da
realidade, a utilização da fotografia para fins de preservação da memória coletiva requer o
trabalho de equipe multidisciplinar, abrindo um amplo leque de possibilidades de pesquisa.
Seu valor histórico, artístico e documental é de fundamental importância para a preservação
da memória nacional.
Segundo Boris Kossoy:
"(...) O levantamento das fontes que ainda restam e que se encontram espalhadas
por todo o País, fadadas também ao desaparecimento, bem como a conservação,
catalogação e interpretação das imagens fotográficas do passado existentes nas
instituições, são metas prioritárias que demandam urgentes medidas (...)" (KOSSOY,
1983: 910).
O MUVISC quer contribuir com esta tarefa de forma inovadora
8
, já que, em
função de suas características de museu virtual, possibilita, a custos reduzidos, a
preservação de acervos fotográficos em formato digital e sua difusão facilitada através
da Web.
Esse é o principal objetivo do MUVISC: possibilitar o conhecimento coletivo de material iconográfico
riquíssimo que, no entanto, permanece impermeável à coletividade, uma vez que poucas foram as
iniciativas nesse sentido, como, por exemplo, a exposição Memória de Joinville, realizada em 1981,
muito antes do advento da digitalização e da Internet. A iniciativa, feita com as fotografias originais dos
próprios habitantes, não durou mais do que o tempo da exposição. No caso do MUVISC, essas imagens
permaneceriam no acervo do Museu e estariam acessíveis a qualquer momento na rede, em um processo
continuo de crescimento à medida em que novos acervos forem sendo analisados pelo curador e
acrescentados ao banco de imagens do Museu.
3 ACERVOS VIRTUAIS
No que diz respeito à fotografia, "a super saturação de imagens é o principal
significado da fotografia na atualidade. Ao invés de fazermos mais fotos, podemos ter
senso crítico sobre as imagens feitas por outros ou por nós mesmos e usá-las como
matéria-prima para a criação artística"
9
. A última fronteira para a pesquisa fotográfica
vem a ser os álbuns, ainda impermeáveis à visão coletiva, mantidos em sigilo e
geralmente perdidos após a morte de seus donos.
Os acervos particulares, apesar de constituírem uma coleção de imagens
pessoais, são formados de maneira relativamente organizada em ordem cronológica e
contam com imagens importantes acerca do desenvolvimento e mudança de uma
determinada região, no caso aqui apresentado, da Ilha de Santa Catarina.
Na maior parte dos casos, esses acervos, colecionados ao longo da existência de
um indivíduo, não possuem destinação pública, tornando-se apenas álbuns familiares de
restrita circulação. Comumente, esses acervos são colecionados em condições que não
visam a sua permanência, apesar de conterem fotografias de alto valor histórico.
Diferentemente dos países de primeiro mundo, onde é praxe o registro
fotográfico do patrimônio cultural pelo poder público, no Brasil essa iniciativa é feita de
forma esporádica e não padronizada. Não existe uma diretriz para a documentação
dessas obras e tampouco a preocupação com o arquivamento das poucas obras
documentadas. De forma que, apesar dos avanços no sentido de um aperfeiçoamento e
adoção dessa prática no Brasil, os registros particulares são ainda a principal fonte para
a criação de acervos com essa finalidade
10
.
9
Joachim Schimid, in museudapessoa.com.br
10
É bom, contudo, que se ressalte algumas iniciativas pioneiras no Brasil como a do Instituto Itaú
Cultural, em São Paulo. Desde o final dos anos 80, vem construindo um acervo digital que abordava,
inicialmente, a cidade de São Paulo, e nos dias de hoje, abarcou das artes plásticas à literatura, da música
Além da arquitetura, monumentos, tipos, costumes e manifestações culturais,
há ainda as modificações na paisagem causadas pelos diversos fatores, que atuam sobre
uma cidade: o crescimento populacional, que acarreta em um determinado tipo de
assentamento, as políticas de ocupação do solo, as diretrizes de desenvolvimento, etc.
Todos esses fatores combinados culminam em modificações muitas vezes
imperceptíveis quotidianamente, mas que, ao longo de décadas, transformam
radicalmente o meio ambiente urbano e natural. Uma forma eficiente de se estudar e
avaliar o impacto dessas medidas é através da comparação de fotografias feitas em um
mesmo local ao longo dos anos .
à dança. Outro exemplo a ser citado é o do Instituto Moreira Salles, em Juiz de Fora, que organiza um
acervo digitalizado de manuscritos literários.
Em 1887, Militão Augusto de Azevedo registrou os mesmo locais já fotografados por ele em 1862, sob
os mesmo ângulos. Este trabalho (Álbum Comparativo da Cidade de São Paulo, 1862-1887) constitui
uma referência única para o estudo da transição por que passou a cidade de São Paulo nos últimos anos do
Império.
"Mesmo Local, 1979-1998 " Obra selecionada para o V Salão Nacional Victor
Meirelles de Artes Plásticas. Ambas as fotos de Álvaro Diaz
Dessa forma, uma vez que não existe um acervo público organizado e disponível
corn essa finalidade, a principal fonte para se construir um acervo voltado para
pesquisadores e estudantes da Ilha de Santa Catarina é a dos acervos particulares que,
após serem avaliados por um curador, podem constituir-se em um poderoso aliado para
uma documentação efetiva.
É importante ressaltar que essa iniciativa somente se torna possível com a
tecnologia contemporânea, uma vez que o maior obstáculo, no passado, para a
criação
de um acervo dessa ordem era conseguir a doação da fotografia, já que, na maioria
casos o doador possui vínculo sentimental com a imagem (exatamente pela sua
natureza pessoal/familiar) e, portanto, raramente queria se desfazer do original.
Entretanto, com o advento da digitalização e da Internet, tornou-se possível a
doação virtual, ou seja, a digitalização da fotografia, sem que o doador se desfaça da
cópia original da imagem. Assim sendo, superado esse obstáculo tecnológico, a
concepção de um museu nos moldes da proposta do MUVISC torna-se possível.
3.1 Deslocamentos: O conceito de museu e exposição
Até muito recentemente, os museus eram apenas repositórios físicos de imagens
e artefatos, representados por construções gigantescas. Somente se podia visitar um
acervo pessoalmente. Essa idéia
12
, oriunda do Século XVIII (Enciclopédia Diderot,
1765), prevaleceu durante todo o século XIX e a maior parte do século XX.
A partir da segunda metade dos anos 90, com um acesso à informática cada vez
mais amplo e a popularização da Internet, os museus tornaram-se acessíveis a partir da
casa de cada usuário. O termo museu, arraigado há quase duzentos e cinqüenta anos,
bruscamente mudou a compreensão e a idéia sobre si próprio, em menos de uma década.
Se inicialmente a rede era utilizada para uma amostragem tímida de seus acervos,
atualmente, essas iniciativas nos trazem o museu em sua totalidade, muitas vezes
extrapolando o próprio acervo. É comum nessas páginas ter acesso a inúmeros itens
colocados à venda, como catálogos, pôsteres, livros, etc, além do contato direto com
A enciclopédia Britânica até hoje define que museu "denoted a building housing cultural material to which
the public had access".
diferentes setores do museu. Como tendência contemporânea, surgem os museus
unicamente virtuais, porque de outra forma não poderiam ser concebidos
ou
imaginados. Ou seja, é o suporte virtual que lhes dá existência real - o caso do
MUVISC.
Assim, é possível ter acesso em casa não somente ao acervo, mas a exposições
temporárias como em um museu convencional. 3.2
Museu Virtual: Novas perspectivas
Segundo Bruno Manoni, "um museu virtual é um acervo organizado de artefatos
eletrônicos e de fontes de informações. O acervo pode ser composto de pinturas,
desenhos, fotografias, gráficos, gravações, vídeos, artigos de jornais, transcrições de
entrevistas, etc. Também pode estabelecer links com outras fontes de informações
pertinentes" (Manoni, cópia xerográfica sem referência).
Do ponto de vista ambiental, basta analisar na introdução deste trabalho as
exigências de manutenção de acervos de um museu fotográfico convencional para se ter
uma exata noção do avanço que um museu virtual proporciona não apenas em termos de
custos, mas também nos aspectos de disponibilização, durabilidade e desenvolvimento
do acervo.
Uma importante prerrogativa para se conceber um museu virtual são os aspectos
que estão ligados à prática da obtenção e conservação da fotografia.
O primeiro refere-se à matéria-prima com que os filmes e papéis são fabricados:
a película é à base de resina, derivada do petróleo, e a emulsão é um composto químico
que contém, entre outros elementos, haletos de prata.
A química utilizada para processar tanto o papel como o negativo é igualmente pesada.
Para qualquer laboratório de fotografia, propõe-se a utilização de tanques de
filtragem e tratamento, antes de lançar os resíduos nas linhas sanitárias, o que na prática
não é feito.
O segundo aspecto se refere à conservação da fotografia. Todo material utilizado
para a conservação traz consigo especificações químicas precisas, como composição e
pH. OS locais utilizados para conservação também têm que estar sempre livres de
fungos e microorganismos, utilizando-se para isso equipamentos específicos. Todos
esses recursos têm um elevado custo ambiental no tocante ao seu desenvolvimento e
pós-vida.
O terceiro aspecto diz respeito à disponibilização de espaço físico para alocar o
acervo.
No caso de acervos virtuais, os custos de conservação, manutenção, alocação e
processamento de resíduos são minimizados. As possibilidades oferecidas pelas novas
tecnologias viabilizam a criação de um banco de imagens digital, permitindo a preservação
e divulgação de um acervo inteiro sem a manipulação física das cópias.
Na verdade, isto nada mais é que uma "conversão de formato"; no caso, de um
documento fotográfico em papel para um arquivo digital. A conversão de formatos é uma
prática já existente há muito tempo no gerenciamento de acervos em geral. Ela objetiva,
basicamente:
a) A veiculação da informação;
b) A preservação da informação.
Exemplos:
a) Periódicos em microfilmes (preservação);
b) Filmes fotográficos e cinematográficos de nitrato de celulose e diacetato de
celulose em filmes fotográficos e cinematográficos de segurança (preservação);
c) Gravuras, desenhos e mapas em diapositivos fotográficos coloridos e/ou
microformas coloridas (veiculação);
d) Filmes cinematográficos em fitas videomagnéticas (veiculação);
e) Documentos fotográficos em disco ótico (veiculação);
f) Livros e catálogos ilustrados em microformas e/ou micropublicações
(preservação).
No caso do museu aqui proposto, serão atingidos integralmente tanto os objetivos de
preservação quanto os de veiculação das imagens compiladas. Até agora, apenas este tipo
de conversão (a digital) possibilita que se atinja esses dois objetivos simultaneamente.
O curador, como em um museu convencional, se encarregará do processo de
organização e construção do acervo, bem como da divulgação dos propósitos do Museu. O
curador deverá ser uma pessoa da área de fotografia e deverá fazer contato com os
potenciais doadores, e também com instituições interessadas em contribuir com propostas
para a construção do Museu e/ou utilizá-lo para fins de pesquisa/ensino.
O contato com as escolas, para incentivar os estudantes a submeterem seu material
fotográfico ao museu, tem como alavanca o item "projetos", que propõe cursos de difusão
da linguagem fotográfica (a experiência da Escola Autonomia em "Anexos"), visando a
participação ativa do estudante na construção do acervo do Museu.
Periodicamente, o trabalho do Museu poderá ser divulgado através de exposições de
partes do acervo tanto na home-page do Museu, como em suporte tradicional (papel) na
mídia impressa e telejornais, além de uma exposição-amostra em um museu convencional,
como o Museu da Imagem e do Som-SC, por exemplo. É o caminho inverso do que
normalmente é adotado. Os museus fotográficos convencionais possuem
páginas para a divulgação de seus acervos. O Museu criará seu próprio acervo e poderá
divulgá-lo em um ou mais museus convencionais simultaneamente.
4 O PROJETO MUVISC: UM TRABALHO EM
ANDAMENTO
Basicamente, a proposta inicial do MUVISC é a de coletar e organizar imagens
fotográficas da Ilha de Santa Catarina, e torná-las disponíveis a estudantes e pesquisadores
como ferramenta para o aprendizado e a pesquisa sem, entretanto, excluir a possibilidade
de acesso a outras pessoas.
O banco de imagens do Museu tem, como principal fonte alimentadora, fotografias
produzidas pelos habitantes da Ilha, a partir de acervos particulares, isto é, álbuns de
fotografias.
No caso do MUVISC, o processo de formação do acervo é contínuo, como foi
salientado no início desse trabalho, com novas imagens sendo adicionadas
permanentemente, o que torna os habitantes/doadores construtores de conhecimento, ao
invés de meros visitantes/consumidores.
As doações (o encaminhamento das fotografias) podem ser feitas diretamente ao
curador do museu, em mãos ou através do correio convencional, bem como através do
correio eletrônico. Após a digitalização da imagem, o original é imediatamente devolvido
ao doador. A imagem é, então, incorporada ao acervo do Museu, catalogada pelo nome do
doador, autor da foto, localidade e data.
O item "Projetos" tem a finalidade de divulgação do trabalho do MUVISC nas
escolas de ensino médio e fundamental de Florianópolis, com vistas à obtenção de novas
imagens da Ilha de Santa Catarina através de álbuns de fotografias das famílias dos alunos.
Quaisquer trabalhos realizados (cursos de fotografia) com o apoio do Museu e sob a
orientação do curador são disponibilizados nesse item para a avaliação do impacto causado
entre estudantes e pesquisadores, bem como fonte para futuras
pesquisas. Além disso, o item "Projetos" proporciona residualmente um ponto de tato
entre o museu e os estudantes de diferentes escolas que se utilizem da
ferramenta.
O museu tem, em seu acervo inicial, imagens doadas pelas Sras. Vera Molenda e
Anitta Hoepcke Silva, em trabalho de coleta e edição realizado como parte do trabalho de
campo. A construção deste acervo inicial teve a finalidade de formar a base de estudos
para a dissertação e, uma vez que o projeto tem como objetivo sua permanente expansão,
avaliar as diretrizes adotadas para a construção do acervo e corrigir eventuais falhas.
Nesta fase piloto do Museu Virtual, implantou-se uma estrutura básica de software
capaz de permitir:
a) Aos interessados em fazer uma visita ao acervo, observar as fotos de acordo com
os diversos critérios de seleção (autor, tema, local, etc); b) Aos potenciais doadores,
realizar as doações:
i) De forma remota, utilizando para isso microcomputadores e scanners. O museu
apresentará um tutorial eletrônico aos interessados em fazer doações, explicando como o
material fotográfico deverá ser tratado e enviado; ii) De forma convencional, através do
correio e outras formas de captação. c) Ao curador, fazer a seleção e organização do
acervo, interagindo com os doadores e visitantes sempre que necessário, para auxiliá-los ou
mesmo para usar suas críticas e sugestões para melhorar o funcionamento do museu.
Embora o museu tenha como objetivo principal a captação de imagens de álbuns
fotográficos junto a fotógrafos amadores, ele apresentará um espaço para amostragem de
fotografias feitas por profissionais. A "Galeria" é um item do menu criado
especificamente para esse fim, um espaço onde fotógrafos que aqui atuam, possam
mostrar pequenos portfolios de suas imagens, desde que o assunto esteja relacionado ao
tema principal do MUVISC, ou seja, a Ilha de Santa Catarina.
5 METODOLOGIA
A construção do acervo inicial do MUVISC partiu de uma única informante. A
partir dela, chegou-se ao outro acervo. Dessa forma, é possível iniciar uma vasta
pesquisa apenas por indicação dos próprios informantes, através do método conhecido
por snowball, inglês para "bola de neve". Com esse método, a perspectiva de ampliação
do acervo é muito grande.
O primeiro conjunto de álbuns analisados, da sra. Vera Molenda, possuía 653
imagens; o segundo, da sra. Anitta Hoepcke Silva, tinha 238 fotos. Deste universo, foram
selecionadas 34 imagens para compor o acervo inicial do Museu, o que comprova a
potencialidade desse tipo de fonte, ainda não explorada, e a eficácia do método adotado.
Por se tratar de um trabalho em andamento, a ampliação dos métodos de pesquisa de
acervos pode incrementar ainda mais e com maior eficiência o número de fotos para
compor o banco de imagens do museu. Nesta etapa inicial de construção do MUVISC,
evitou-se a terceirização dessa busca. No entanto, à medida que o acervo for se expandindo,
novos curadores poderão aderir ao Museu.
5.1 Pressupostos do Projeto
O MUVISC tem como objetivo geral a coleta e disponibilização de acervos
particulares (álbuns de fotografias) através de uma homepage. Elegeu-se um doador
principal e, a partir dele, para que fosse dada seqüência ao projeto, um novo foi indicado.
Partiu-se dos seguintes pressupostos:
a) Que a maioria das pessoas possuem um conjunto de fotos pessoais, mais ou
menos organizados, os álbuns de fotografia;
b) Que esses álbuns possuem imagens de relevância histórica sobre um
determinado tema, encontradas após edição cuidadosa feita por um curador;
c) Que essas imagens podem ser doadas virtualmente sem que os donos desses
acervos tenham que se desfazer das cópias físicas dessas fotos, geralmente de
valor estimativo.
5.2 Referências para a Construção de um Museu Virtual
Para a construção de um museu virtual, como é o caso do museu aqui proposto,
optou-se pelas diretrizes propostas por Flanders e Willis (1996). Segundo esses autores, a
principal questão antes de se construir um website está em, basicamente, saber qual o
objetivo para fazê-lo.
Há que se definir razões muito claras para a construção de um site. Há três premissas
básicas para a sua criação:
a) Visar lucro;
b) Disseminar informações ou opiniões; c) Divulgar sites pessoais. Do ponto de vista da
classificação oferecida pelos autores, o MUVISC se encaixa no perfil de um site de
informação (informational site).
Sites de informação são mais maleáveis, porque não há a expectativa de que
seguirão os parâmetros de um site comercial. Entretanto, esse tipo de site deve centrar-se
em seu conteúdo o máximo possível, ser de fácil navegação e não ser longo.
E imprescindível definir quem é o público-alvo, o que somente o criador do site
P°de saber. No caso do MUVISC, um site de pesquisa e informação, o público é externo
e variado: fotógrafos, estudantes, professores e pesquisadores sobre a Ilha de Santa
Catarina.
5.3 Elementos para a Construção de um Museu Virtual
5.3.1 Declaração dos Objetivos
A declaração dos objetivos (Mission Statement) é um sumário contendo os objetivos do
site. Há que se tomar o cuidado de não fazer textos longos demais e não falar o óbvio. Uma
recomendação importante é a de não colocar os objetivos logo na. front page, por questões
de design. Os objetivos devem sempre estar na segunda página. Na front (ou home) page
deve constar um guia efetivo sobre a navegação no site, que deve, acima de tudo, ser fácil.
Flanders e Willis recomendam que:
a) Os elementos relevantes devem ir na home page;
b) Os elementos mais importantes, além das páginas subsidiárias, na home ou front
page;
c) Máxima importância deve ser dada ao conteúdo;
d) Senso de estética e design apurados devem prevalecer;
e) Objetividade e profissionalismo: entra-se na página e tem-se a exata idéia do que
vai ser encontrado e como encontrar aquilo que se quer.
Na organização de um website, há que se levar em conta três pontos principais, nesta
ordem:
a) A home page ou página principal;
b) As páginas com os tópicos principais;
c) As páginas subsidiárias.
É importante ressaltar que a ferramenta navegacional mais importante é a front
primeira vista pelos visitantes, que deve funcionar como um guia, uma vez que é
a entrada para o site. Serve de mapa, índice, conteúdo, informando aos visitantes onde
encontrar aquilo que procuram. É a "capa" do site, se o comparado a uma revista, a
primeira impressão da organização ou companhia. O visitante continuará no site se a
front (home) page for profissional, ética, artística, com conteúdo interessante e não
possuir elementos que o "espantem". Se o site tiver imagens grandes demais, usar
arquivos de som desnecessariamente, demorar muito para carregar, se tiver texto
ofensivo ou texto que não possa ser lido, o visitante deixará a página e dificilmente
retornará. Uma boa homepage é aquela que deixa claro, desde o princípio, aonde ir. Três
perguntas devem ser respondidas logo: Qual é o propósito do site (quem o quê, quando,
onde e por quê)? Qual o conteúdo do site? Como encontrar esse conteúdo? A página
subsidiária, por sua vez, é geralmente derivada da homepage.
Todas as páginas devem ter links para as páginas dos tópicos principais. Além
disso, deve-se incluir um link para a homepage em todas as páginas porque nunca se sabe
como um visitante chega à sua página.
5.3.2 Navegação
Quanto à navegação, deve-se considerar se o site é adequado nos seguintes pontos
(FLANDERS & WILLIS, 1996):
a) A home page;
b) As ferramentas de navegação - gráficos, textos, frames;
c) A consistência do conteúdo informativo.
5.3.3 A home page
Geralmente, é a primeira impressão que se vai ter de um site, mas é
importante mente que a primeira página a ser aberta por um visitante pode
não ser a
homepage ele pode estar entrando via algum link enviado referente a alguma
informação contida em uma página subsidiária.
De qualquer forma, espera-se que os elementos mais importantes estejam
colocados na home page; se a informação não é relevante, não deve sequer ser exibida.
5.3.4 As Ferramentas de Navegação
Existem três ferramentas básicas, que podem ser usadas sozinhas ou em
combinação:
a) Gráficos de navegação, que se subdividem em buttons e image maps;
b) Textos;
c) Frames.
5.3.5 Gráficos de Navegação
Um button é qualquer gráfico que seja um link. Clicando em um button, o
usuário é levado a uma determinada página. São ferramentas de navegação importantes,
mas devem ser usadas, por razões de design, com cautela e parcimônia.
Imagemaps são imagens que são tratadas pelo browser como ferramentas de
navegação. Deve ficar claro para o visitante onde está indo uma vez que tenha clicado
em uma image map.
5.3.6 Textos
Links de texto são excelentes recursos de navegação. São idealmente utilizados em
páginas que utilizam gráficos e imagemaps como links. E muito importante que se use
links de textos que sejam correspondentes aos gráficos e imagemaps, uma vez que, se os
gráficos ou mapas tiverem mais de 35k, o texto surgirá antes das imagens, de forma que, se
houver um link de texto na área correspondente à imagem ou gráfico, o visitante poderá
clicar sobre o link de texto e continuar a navegação sem ter de esperar pelo carregamento
das imagens.
5.3.7 Frames
Frames foram inventados (pela Netscape) para tornar a navegação mais fácil. Eles
mantêm o link do texto estático, evitando, assim, o constante download. Os frames de
navegação nunca se alteram.
5.3.8 Consistência
Deve haver consistência no design das ferramentas de navegação. Por exemplo, o
tamanho e as cores dos buttons devem obedecer a algum padrão. Buttons de diferentes
tamanhos e cores indicam amadorismo e afugentam os visitantes.
A localização das ferramentas deve ser igualmente consistente. Por exemplo, se a
barra de navegação for no lado esquerdo ou em cima, ela deve aparecer sempre no mesmo
lugar nas páginas subseqüentes.
Toda e qualquer ferramenta de navegação deve aparecer com o mesmo design e mesmo
lugar em todas as páginas, conduzindo o visitante à informação desejada o mais
rapidamente possível, no menor número de cliques. A navegação pela página deve ser
absolutamente previsível.
5.3.9 Conteúdo
Por que alguém iria visitar o website uma segunda vez? E por que alguém iria
continuar visitando site? Estas são questões que devem ser colocadas.
O conteúdo é o produto ideal do site, que dispensa maiores apresentações. Portanto,
a atualização do conteúdo é extremamente importante e deve ser feita constantemente.
Como já foi dito anteriormente, é fundamental definir qual o propósito básico do
site. Entretanto, pode haver uma interseção entre os diferentes tipos de sites. O MUVISC
poderá, ao mesmo tempo, ser um site de informação e gerar lucro. É perfeitamente válido
possuir outros atributos, que não os da definição original. Mesmo um site sem fins
lucrativos pode ser rentável, uma vez que aceite doações, e isso deve ser deixado bem
claro.
5.3.10 Problemas Gráficos
E importante limitar as dimensões físicas e/ou tamanho dos arquivos gráficos.
Um dos erros mais comuns é utilizar gráficos grandes demais. Segundo Paul Bonner,
em artigo publicado na Windows Source Magazine, em setembro de 1997, o surfista
médio na rede dispensa, em média, oito segundos para novos sites. Se um visitante não
ir carregar a sua página rapidamente, ele logo a deixará. É recomendável,
portanto, que se mantenha o tamanho total dos gráficos não muito grande. Sugestões
para textos em websites:
a) Evitar fundos escuros;
b) Não misturar textos com atributos;
c) Limitar o número de cores do texto;
d) Resistir à tentação de usar textos que pisquem.
Além dessas premissas básicas, textos longos demais devem ser evitados a todo
custo. As pessoas não gostam de procurar por uma informação em páginas longas
demais.
5.3.11 Problemas com o Texto
Alguns problemas comuns com textos podem ser citados:
a) Uso incorreto de cores, itálicos e negrito;
b) Uso de expressões idiomáticas locais e, principalmente, erros de revisão, que
são imperdoáveis.
5.3.12 Problemas com Frames
Os frames são auxiliares de navegação e devem ser utilizados para esse fim.
entretanto, quando mal utilizados, os frames podem desencadear alguns problemas
graves, a saber:
a) Não usar um graphic card de alta resolução para evitar um download lento;
b) Barra de rolagem vertical e/ou horizontal, indicando a má utilização do espaço 1
Se o frame dificulta a navegação ao invés de facilitar, é decisivo rever a forma como
está sendo utilizado.
5 4 Descrição do Site Museu Fotográfico Virtual da Ilha de Santa
Catarina
Conforme assinalado no item anterior, optou-se pela construção de um site que
obedecesse às normas propostas por Flanders e Willis, (op. cit.) e priorizou-se a
navegabilidade. Dessa forma, o site é simples e direto, composto por sete botões no
menu principal e, em cada um, um pequeno texto explicativo. O fundo escolhido foi o
branco e a cor secundária, o vermelho, As imagens feitas no formato jpeg e não
possuem mais que 100k, o que permite um downloading rápido, uma das premissas
básicas para um site contendo muitas imagens. Frames foram adotados para manter a
barra do menu sempre disponível, em qualquer ponto do site em que se esteja. O
conjunto final é harmônico e com bom design, mas, antes de tudo, é facilmente
navegável.
Os botões que compõem o menu principal são os seguintes: Informações,
Álbuns, Doações, Projetos, Galeria, Contato e Links.
5.4.1 Informações
Ao clicar em "Informações", o usuário acessa um texto explicativo sobre o que é o
museu, seus objetivos e como foi criado. Trata-se de um texto de apresentação e o
texto a seguir é o encontrado na página:
O MUVISC é resultado de um projeto de mestrado do Programa de Pós-Gradu ação
em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina. O Museu é um
site de pesquisa composto um acervo fotográfico sobre a Ilha de Santa Catarina,
criado a partir de imagens de álbuns de fotografias dos habitantes da ilha O acervo
deste museu é compilado, organizado e disponibilizado para a sua utilização como
ferramenta de apoio para pesquisas.
O Museu é uma iniciativa pioneira em três sentidos:
a) Ele coloca à disposição um vasto e até agora desconhecido material que pode
ser utilizado como um importante recurso para a compreensão da história local;
b) Ele terá a particularidade de ser um painel da Ilha de Santa Catarina produzido
por seus próprios habitantes. Um registro tão importante quanto o de uma cidade
retratada por aqueles que nela vivem certamente se prestará a múltiplas e
profícuas utilizações dentro dos novos paradigmas do ensino.
c) Esse empreendimento só se torna possível através das tecnologias
recentemente disponibilizadas, como a digitalização de imagens e a Internet.
5.4.2 Álbuns
Aqui encontram-se os álbuns pesquisados ordenados pelo nome dos doadores.
Ao clicar em um, uma nova janela abre com todas as fotos selecionadas naquele álbum
em tamanho pequeno (thumbnails). Logo abaixo, um curto texto explica o critério
utilizado pelo curador para a seleção daquelas obras, que podem estar agrupadas em
subtemas como, por exemplo, "casais de Desterro", Retratos de Família", ou ainda
Cenas de Carnaval nos anos 20", todos exemplos reais.
Ao clicar sobre as fotos, o usuário tem uma visão magnificada da imagem
selecionada.
Para a análise do primeiro álbum, foi feito um contato inicial por telefone e, por
tratar de pessoa do círculo de relacionamento do pesquisador, houve relativa
facilidade de acesso. Logo no primeiro álbum analisado, da Sra. Vera Molenda,
tradutora juramentada de alemão em Florianópolis, constatou-se que os pressupostos da
pesquisa eram, de fato, procedentes. Os álbuns em seu poder, apesar de encontrarem-se
em precário estado de conservação, continham imagens de imenso valor histórico.
Alguns conjuntos de fotografias se sobressaíam no universo pesquisado (653
fotografias). O primeiro conjunto foi denominado "Habitantes de Desterro", fotografias
feitas quando a cidade chamava-se ainda Nossa Senhora do Desterro, feitas
anteriormente à Revolução Federalista de 1894, que modificou o nome da cidade para
Florianópolis. Retratos de casais e indivíduos feitos em estúdio compõem o conjunto
principal, em um total de oito fotografias. Em um segundo conjunto ou portfolio, outras
imagens de valor histórico foram encontradas. Entre elas está uma fotografia de Hercílio
Luz, futuro governador do Estado de Santa Catarina e idealizador da primeira ligação da
Ilha com o continente, a Ponte Hercílio Luz, com uma dedicatória assinada de próprio
punho no verso para o senhor Karl Hoepcke, em 1896. Há ainda fotografias de grupos
de pessoas feitas no início do século, além de vistas parciais da cidade na década de
1930.
Por indicação da Sra. Vera Molenda, foi feito um contato com a Sra. Anitta
Hoepcke Silva, que interessou-se pelo projeto e permitiu uma investigação em seu
acervo fotográfico. Inicialmente, foi apresentado o acervo fotográfico das Empresas
Hoepcke, composto exatamente por 3650 (três mil seiscentos e cinqüenta) imagens
coletadas desde o início do século XX. Apesar da importância inegável do acervo
analisado o material ah encontrado fugiu do tema proposto a pesquisa, que eram os
álbuns fotográficos pessoais. Além disso, as imagens do acervo da empresa diziam
resoeito na maioria dos casos, às atividades comerciais e pouco revelavam sobre a vida
Ha cidade, apesar do imenso número de fotos disponíveis. Outrossim, foi solicitada uma
busca nos acervos pessoais da informante/doadora que, após previsível resistência,
consentiu que fossem analisados.
Quatro pequenos álbuns foram apresentados. Haviam pertencido à mãe da
informante e possuíam, como esperado, alto valor estimativo. Desse conjunto, foram
extraídas imagens de relevância histórica Incomparável, entre elas, uma vista da cidade de
Florianópolis do início do Século XX, tirada do alto do Morro da Cruz, anterior à
construção da Ponte Hercílio Luz. Há também, de alto valor histórico, fotografias de
crianças fantasiadas para um Carnaval na década de 1920 na Ilha.
Fotografia de Hercílio Luz datada de 24 de julho de
1897, onde pode-se ler no verso a seguinte dedicatória: "Ao Ilmo. e distinto Sr. Carlos Hoepcke como
prova de admiração e estima." Fp. 24-7-97 Acervo de Vera Molenda
E conveniente ressalvar, entretanto, que não apenas fotos antigas são de valor
histórico relevante para o MUVISC. Também acervos contemporâneos vêm sendo
visitados e editados. Entretanto, para efeito de defesa da dissertação, foi decidido que
dois acervos particulares seriam analisados para comprovar o potencial dessa
apenas dois acervos particulares seriam analisados para comprovar o potencial dessa
idéia. Após a análise desses acervos, ficou evidente a potencialidade do MUVISC e a
certidão dos pressupostos que moveram essa pesquisa.
5.4.3 Doações
Como salientado anteriormente, as possibilidades oferecidas pelas novas
tecnologias de manipulação de imagens via computador viabilizam a criação de um banco
de imagens digital, permitindo a divulgação de um acervo inteiro sem a manipulação física
das cópias, o que agiliza a produção e facilita a divulgação.
Vale acrescentar que um dos benefícios gerados pela natureza virtual do sistema
está em o doador permanecer com a cópia física do documento. Isto certamente estimula
as doações, permitindo a compilação de um acervo mais extenso e completo. Neste
sentido, o MUVISC propicia uma arqueologia de imagens que outros veículos não
permitem. Nesse item, o usuário encontra todas as maneiras para se fazer uma doação: à
distância, via e-mail, através do correio convencional e, ainda, através da solicitação de
visita do curador para análise in situ.
5.4.4 Projetos
Nesse item, o MUVISC procura, além do site, divulgar sua proposta através de
cursos de difusão da linguagem fotográfica em escolas da cidade de Florianópolis com o
intuito de obter novas imagens para a composição do seu acervo.
Os cursos são fixos. Para alunos do ensino fundamental, ministra-se o curso
"Construindo uma Camara Obscura" e, para os alunos do ensino médio, é dado o curso
"Fotografia com câmera 'pin-hole' - tirando fotos com uma lata"
13
. Os resultados são
divulgados em feiras de ciências, previamente acertadas com a direção da escola.
Antecedidas de palestras sobre a fotografia e memória, os resultados são expostos para os
pais e abertos à comunidade.
Nesses eventos, os visitantes são convidados a entrar em contato com o museu para
mostrar seus álbuns de fotografia para avaliação do curador.
Além disso, o relato das experiências fica disponível on-line no museu.
Foi feito um projeto-piloto com a Escola Autonomia, em Florianópolis, cujo relato
vem a seguir.
5.5 A Experiência da Escola Autonomia
Em novembro de 2000, após entrar em contato com a Escola Autonomia, no bairro
Agronômica, fui recebido pela diretora, que demonstrou interesse pelo projeto e propôs
uma experiência com os alunos das terceiras séries (entre nove e dez anos de idade)
daquela escola.
A princípio, propus um projeto cuja idéia central, era fazer as crianças da escola
trazerem de casa fotos dos álbuns de família e, de posse desse acervo, fazê-las participarem
da organização e disponibilização dessas fotografias para o MUVISC. Dessa forma, as
crianças poderiam compreender uma possível utilização dessas imagens caseiras como
auxiliar no aprendizado e compreensão da história local, um dos temas abordados pelos
professores em sala de aula.
Sobre esse método de obtenção de imagens, ver em http:/Awww.eba.ufmg.br/cfaIieri/index.html.
Assim que recebi autorização da diretora para a implantação do projeto, as
professoras responsáveis pela turma se mostraram interessadas, mas não concordaram
formato proposto. Em uma experiência semelhante realizada no ano anterior
volvendo fotografias antigas, alunos haviam perdido algumas dessas imagens (na
maioria, fotos muito antigas e raras), o que causou grande transtorno para a escola.
Além disso, os equipamentos de informática daquela escola não eram adequados e não
possuíam scanner, fundamental para a digitalização das imagens, uma vez que a
proposta era realizar todas as etapas do processo junto com as turmas. O escaneamento
poderia ser feito no Laboratório de Sistemas de Conhecimento da UFSC, mas isso
comprometeria a proposta de participação ativa dos alunos em todas as etapas do
processo de formação e organização do acervo.
Optou-se, então, por um projeto de difusão da linguagem fotográfica, igualmente
aproveitável para o Museu Fotográfico Virtual da Ilha de Santa Catarina, como estímulo
para a produção de fotografias e conseqüente aproveitamento do acervo produzido pelos
alunos para estudo em sala de aula e exibição na feira de ciências de fim de ano daquela
escola.
Após duas reuniões, a proposta de consenso foi a de realização de um workshop que
abrangeu, como parte teórica, a história da fotografia desde a sua invenção, na primeira
metade do século XIX e, como parte prática, a construção, para demonstração, de urna
câmera obscura, aparelho cuja finalidade é a demonstração dos princípios fisicos da
formação da imagem, e a construção de câmeras fotográficas rudimentares sem lente, as
câmeras de orifício (pinhole - em inglês, furo de alfinete). A construção dessas câmeras foi
feita com latas de alumínio pelos próprios alunos. Após a feitura dos reinos, foi construído
um laboratório fotográfico preto-e-branco em uma sala de aula
' el Dessa forma, os alunos fariam as fotografias com as câmeras e as processariam
in loco imediatamente após sua tomada.
Optou-se por dividir a turma em pequenos grupos de cinco alunos (para o
processamento em laboratório). Ainda que de baixa toxidade, o professor, por razões de
segurança, fez o processamento das fotografias tiradas, mas com a presença dos alunos
em pequenos grupos de cinco estudantes dentro do laboratório, para que tivessem uma
noção mais clara de como a ação desses reagentes químicos provocava o aparecimento
da imagem sobre o papel.
O resultado da experiência foi demonstrado na feira de ciências da escola com
excelente repercussão entre os alunos, pais e professores da escola, tendo atingido os
objetivos de difusão da linguagem fotográfica, propostos pelo museu na área de "Projetos".
Entretanto, após essa experiência prática, foi decidido fechar um formato para os
cursos a serem ministrados. Para crianças do ensino fundamental, apenas a primeira parte
do processo, não químico, seria adotado. Para alunos do ensino médio, de faixa etária
superior, seria então adotado o curso completo, incluindo o processamento das fotografias,
que seria feitas por eles próprios e não mais pelo professor.
5.5.1 Galeria
Como objetivo secundário, o Museu abre espaço para que outras fontes de
imagens fotográficas sobre a Ilha de Santa Catarina igualmente componham esse
acervo. Entram aí os fotógrafos profissionais, cuja produção contemporânea sobre a Ilha
perfeitamente cabível dentro do contexto e propósitos do museu, cujos trabalhos
encontram-se disponíveis neste item.
An clicar em "Galeria". o usuário encontra um thumbnail como nome do
respectivo fotógrafo. Ao clicar sobre a imagem, tem-se acesso ao portfolio de
imagens
referente àquele fotógrafo, no máximo seis imagens, todas agrupadas em pequeno
tamanho Ao clicar sobre qualquer uma dessas imagens, tem-se a versão magnificada da
imagem selecionada.
Há ainda nesse item, no canto superior direito, um link ("envie seu portfolio")
para que os fotógrafos possam enviar seus trabalhos para apreciação do curador, que
decide se irá disponibilizá-lo ou não no MUVISC.
5.5.2 Contato
Ao clicar em "Contato", o usuário pode entrar em contato com o curador do
Museu via e-mail para formular quaisquer questões, não só doações, acerca do Museu.
É a forma tradicional de qualquer site para fazer contato com seus visitantes, sugerida
por Flanders e Willis (op. cit.).
5.5.3 Links
Outra ferramenta de navegação tradicional igualmente sugerida pelos autores,
onde o visitante encontra links que o levam para sites de sugestão do Museu.
Cada link selecionado é comentado, de forma que o usuário tenha uma idéia
previa do que vai encontrar ao clicá-lo. Dos 86 sites analisados para esta dissertação,
foram selecionados 18, listados a seguir:
5.5.3.1 Canadian Museum of Contemporary Photography
(Canadá) http://cmcp.gallery.ca/home/index.html
The Canadian Museum of Contemporary Photography é um museu dedicado a
produção de fotógrafos canadenses. Possui um acervo de 160.000 imagens e
divulga através de exibições dentro e fora do Canadá, de programas educativos,
'bicões em galerias na capital Ottawa e através de página na Web.
5 5 3.2 Southeast Museum of Photography at Daytona, Ohio (EUA)
http://www.smponline.org
Promove a consciência, compreensão e aplicação da fotografia, além de exibir,
colecionar, preservar e interpretar a fotografia contemporânea e histórica. Têm ainda
por objetivos difundir um padrão maior de educação em história, prática e aplicação da
fotografia e cooperar com indivíduos, instituições e organizações que partilhem desses
objetivos.
5.5.3.3 San Francisco Camerawork (EUA)
http ://www. sfcamerawork.org/
Fundado em 1974, o San Francisco Camerawork é uma organização de artistas sem
fins lucrativos cujo propósito é estimular o diálogo, o questionamento e as idéias sobre a
fotografia contemporânea e as tecnologia relacionadas ao tema através de diversos
programas artísticos e educacionais.
Através de exibições, publicações, palestras e programas culturais, o Camerawork é
um fórum para o debate de questões sociais e estéticas que utilizam a fotografia como
meio principal.
5.5.3.4 Photography Center of Athens (Grécia)
http://www.pca.gr/
O Photography Center of Athens foi fundado em 1979 com o intuito de
promover e difundir a fotografia na Grécia. Possui um espaço permanente de exibição
aberto a fotógrafos gregos e estrangeiros. Mantém um esquema de cooperação com
organizações, museus e galerias para a mostra de fotografias produzidas sobre a
Grécia em diferentes países.
5.5.3.5 National Museum of Photography, Film & Television (Inglaterra)
http://www.nmsi.ac.uk/nmpft/
Fundado em 1983, é o museu mais visitado fora de Londres, 750.000 visitantes
por ano. É parte do National Museum of Science and Industry, localizado em Bradford,
centro de produção cinematográfica do Reino Unido.
5.5.3.6 Museum of Photographic Arts (EUA)
http://www.mopa.org/
Criado em 1983, o Museum of Photographic Arts realiza exibições fotográficas e
palestras de artistas visitantes, curadores, escritores e historiadores.
O MoPA possui um acervo de imagens que engloba toda a história da fotografia:
desde daguerreótipos e placas de albúmen do Século XIX, a fase pictorialista dos anos 10 e
20, trabalhos dos principais mestres de meados do Século XX (Ansel Adams, Edward
Weston e André Kertész, entre outros); e trabalhos de fotógrafos contemporâneos e do
fotojornalismo.
5.5.3.7 The Museum of History of Photography Fratelli Alinari (Itália)
http://www.alinari.com/company/eng/museo.htm
Inaugurado em 1985 pelo então presidente da Itália Sandro Pertini. Um grande
museu de fotografia que mostra o desenvolvimento da fotografia como forma de arte e
também a evolução dos equipamentos desde 1839 até o presente.
5.5.3.8 International Center of Photography (EUA)
http://www.icp.org/
O International Center of Photography é um museu, uma escola e um centro para
fotógrafos e a fotografia. O objetivo do ICP é mostrar a posição vital desempenhada
pela fotografia na cultura contemporânea e analisar e interpretar questões centrais
relativas ao seu desenvolvimento. Esse museu analisa a fotografia em diversos papéis
por ela desempenhados: como um agente de mudança social, como um meio de
expressão estética, como uma ferramenta científica e de pesquisa histórica e como
repositório de experiências pessoais e de memória, bem como as mudanças da mídia
fotográfica, em especial a mídia eletrônica-digital, que irá remodelar o meio no Século
XXI.
5.5.3.9 Gallery of Photography, Dublin (Irlanda)
http://www.irish-photography.com/index2.html
Fundada em 1978, a Gallery of Photography é o principal canal da fotografia na
Irlanda. Possui acervo de fotografia dos principais nomes da fotografia contemporânea.
É uma galeria sem fins lucrativos, patrocinada pelo Arts Council and Dublin
Corporation. Além disso, o custo de manutenção do acervo em contínua expansão e
suas atividades é partilhado entre seus membros.
5.5.3.10 International Museum of Photography and Film (EUA)
http://www.eastman.org/
Aberto em 1949, o museu, construído na propriedade de George Eastman, é uma
instituição de ensino que possui um prédio somente para os arquivos, centro de
pesquisas, seis galerias, dois teatros e um centro de educação. O Museu apresenta a
fotografia como forma de arte, a tecnologia fotográfica desde sua invenção até o
presente, e o impacto da fotografia nos últimos 160 anos. É um museu sem fins
lucrativos cujos principais objetivos são:
a) Colecionar e preservar objetos que são de significação especial para a
fotografia, o cinema e para a vida de George Eastman, seu fundador;
b) Agregar fontes de informações relativas à fotografia para fornecer subsídios
tanto para o ensino quanto para a pesquisa na instituição;
c) Manutenção de imagens, literatura e tecnologia que digam respeito à
fotografia e sua importância histórica e cultural;
d) Manutenção da casa, jardins e dos arquivos de George Eastman, e mantê-los
aberto ao público como memorial.
5 5.3.11 The Fox Talbot Museum (Inglaterra)
http://www.r-cube.co.uk/fox-talbot/
Dedicado à memória de William Henry Fox Talbot, conhecido como o "Pai da
Fotografia Moderna" - matemático, físico, filósofo, filólogo e tradutor de Sírio em
escrita cuneiforme para o Inglês e Latim. Foi ele o inventor do processo fotográfico
negativo/positivo utilizado até hoje.
5.5.3.12 Centro de Ia Imagen (México)
http://www.arts-history.rnx/museos/ext/cen-imagen.html
O Centro de la Imagen de México é um fórum dedicado a promoção e exibição
da fotografia. Possui sua sede em uma construção do Século XVIII, a primeira fábrica
de tabaco da Nova Espanha. Foi inaugurado em 1994 como uma opção para os
interessados em fotografia e no debate sobre sua linguagem como forma de expressão.
5.5.3.13 The Camera Museum (EUA)
http://www.thecameramuseum.com/index_frameset.htm
O Camera Museum está localizado em San Francisco e abriga 225 (duzentos e
vinte e cinco) câmeras fabricadas desde o final do Século XIX até os anos 1960. O
objetivo principal do museu é partilhar todas as informações pertinentes à história das
câmeras fotográfica. Além disso, o museu realiza exibições de equipamentos
fotográficos e como foram produzidos. Possui galerias de fotografias feitas com
câmeras de época.
5.3.14 The Australian Centre of Photography (Austrália)
http://www.acp.au.com/
Inaugurado em 1973, o Australian Centre of Photography é o espaço de arte
contemporânea há mais tempo em atividade na Austrália. É uma organização sem
fins
lucrativos patrocinada conjuntamente pelo Austrália Council, o Fundo do Governo
Federal para as Artes e o Ministério das Artes de New South Wales. O ACP levanta
mais de dois terços de sua receita através de contribuições privadas.
5.5.3.15 Gallery 44 Centre for Contemporary Photography (EUA)
http://www.gallery44.org/
Fundada em 1979, a Gallery 44 Centre for Contemporary Photography é uma
instituição canadense sem fins lucrativos cujo objetivo é promover o avanço da
fotografia como forma de arte. O centro consiste em uma galeria de arte, um centro de
pesquisas, laboratório fotográfico e estúdios. Oferece, além de programas educacionais,
oficinas de fim de semana e visitas à galeria.
5.5.3.16 The EXPOSURE GALLERY (Canadá)
http://www.jamesoncaldwell.com/exposuregallery/
Fundada em 1989, a EXPOSURE GALLERY é uma galeria sem fins lucrativos
operada pela Vancouver Association For Photographic Arts. Dedica-se exclusivamente
à exibição da fotografia como forma de arte, desde o experimental ao clássico. A cada
ano, a galeria apresenta exibições solo e coletivas.
5.5.3.17 O Museu da Pessoa (Brasil)
http://www.museudapessoa.com.br
O Museu da Pessoa, integrante do projeto "Musée et Millénaire" realizado pelo
Musée de la Civilisation de Quebec-Canadá, fundado em 1992, tem por objetivo
democratizar o registro da memória, permitindo que todo e qualquer indivíduo da
sociedade tenha sua história de vida registrada e preservada. Este é um museu virtual
do qual qualquer um pode fazer parte, escrevendo e incluindo em seu acervo a sua
história de vida. Além disso, pode-se consultar fotos, documentos, áudios e outras
biografias.
5.5.3.18 California Museum of Photography
http://photo.ucr.edu/california/
O objetivo desse museu é promover a compreensão da fotografia através do ensino,
pesquisa, exibição e coleção, e sua relação com a sociedade e a vida diária de seus
indivíduos.
Ele é construído tão somente a partir de imagens (pode haver textos) da Califórnia,
e agrupados em assuntos específicos. Os ensaios são dispostos na página principal, que,
uma vez acionados, são decompostos em páginas subsidiárias ligadas ao tema.
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em apenas alguns anos de pesquisa, os periféricos, equipamentos e softwares que
permitem a execução do projeto MUVISC se modificaram de tal forma que seria
inconcebível colocá-lo em funcionamento hoje na forma proposta inicialmente.
Isso demonstra, por um lado, uma forte demanda por equipamentos e softwares
novos que permitam a consecução de sistemas mais eficientes e completos. Por outro lado,
essa rápida obsolescência dos meios torna o processo acentuadamente oneroso,
restringindo sua realização a centros de pesquisa tão-somente. Mas o que está por trás
dessa ponte tecnológica é a possibilidade, ainda que (e por enquanto) a um custo elevado,
de conceber e colocar em prática idéias que surgiram exatamente em decorrência dessa
evolução.
Vive-se um momento de transição em que a realidade digital é tomada como
inevitável e irreversível, mas que ainda atravessa um "adensamento" tanto mercadológico
quanto técnico. Um estado híbrido que evolui em direção à construção de denominadores
comuns no que tange a equipamentos e softwares. Entretanto, o simples fato de se poder
conceber um museu nos moldes do MUVISC permite-nos vislumbrar uma nova
possibilidade de construção de conhecimento sobre nós mesmos. 0 MUVISC propõe uma
prospecção em um universo privado com vistas a torná-lo público. Por décadas, era do
conhecimento dos historiadores da fotografia que um acervo de bilhões de imagens vinha
sendo construído silenciosamente e esperava-se que no futuro, de alguma forma, poderia-se
ter acesso a esse gigantesco banco de dados sobre a humanidade de uma forma menos
onerosa e mais ágil que o convencional método analógico de compilação de dados
fotográficos. Atualmente, no início do século
XXI já podemos antecipar essa nova era em que projetos sequer imaginados há apenas
algumas décadas são perfeitamente concebíveis e passíveis de serem executados. Isso não
deve, entretanto, eliminar as formas convencionais de exibição de acervos, fotográficos ou
não. Certamente existirá uma forma híbrida a suprir o abismo gerado pelo rápido avanço
tecnológico dessa virada de século, uma vez que os dados arrecadados de uma forma
possam ser exibido em outro formato, como, por exemplo, o acervo do MUVISC ser
reproduzível em um suporte bidimensional como o papel, e exibido nos moldes
convencionais, nas paredes de um museu.
É improvável que o conceito de museu em sua forma "convencional" deixe de
existir devido a esse impulsionamento tecnológico, até porque no passado, experiências
similares provaram que a tendência é agregar as novidades e criar um sistema inicialmente
híbrido que evolui para um com caráter próprio, e não a simples substituição de um
sistema pelo outro.
Uma vez provada a eficácia da idéia adotada pelo MUVISC de coletar imagens em
álbuns familiares, cabe agora, ao aprofundar o método de investigação e arrecadação de
dados visuais, estabelecer uma via em que os meios de obtenção sejam igualmente
criativos e eficazes. Ao invés de uma consulta prioritariamente "snowball", por indicação e
com visitas individuais, poderia-se estimular as doações através da divulgação do acervo
inicial do MUVISC nas escolas de ensino médio e fundamental.
A experiência da escola Autonomia, apesar de não ter atingido seu objetivo de
arrecadar imagens para o acervo do museu, provou a receptividade e apelo que o MUVISC
possui. Àquela época, entretanto, o museu não possuía um acervo como o que Possui hoje.
Certamente, a projeção para os alunos de imagens de sua própria cidade em uma outra
época, com um roteiro descritivo previamente acertado com o professor da turma, seria a
porta de entrada para a compreensão, não só da história local e as
transformações da paisagem da cidade, mas também de toda a idéia por trás do conceito
de museu, virtual ou não, e de como é possível participar ativamente de sua construção
partir de um material visual disponível em casa.
Todas as pessoas a quem solicitamos participar do projeto, emprestando suas
fotografias, demonstraram grande interesse e simpatia pelo trabalho, permitindo o acesso e
aguarda de seus álbuns durante o processo de edição e escaneamento das imagens e
indicando outros possíveis doadores. Disso resultou um acervo inicial de grande qualidade
e indiscutível valor histórico, que continua a se ampliar, tendo recebido, nas últimas
semanas, contribuições de dois novos doadores (Anexos 3 e 4).
O retorno às salas de aula seria o passo seguinte no intuito de retomar a idéia inicial
do MUVISC, a de ser uma ferramenta de apoio e pesquisa em sala de aula, tanto para
professores como para estudantes.
Evidentemente, poderia-se preservar o método de visitas individuais aos acervos. 0
museu apenas expandiria sua forma de coletar imagens, mas teria uma alcunha essencial e
prioritariamente escolar e, secundariamente, buscaria a expansão de seu acervo através do
método aplicado durante a etapa de campo da dissertação.
Como proposta administrativa do método de coleta de fotografias, o MUVISC
poderia contar com outros curadores, divididos em dois grupos: um ocupado na coleta de
imagens através das escolas, outro, através das visitas particulares. Assim, enquanto um
grupo especializa-se em um método, o de visitas, lento meticuloso e individual, o outro se
ocupa de um método diametralmente oposto, que lida com grandes grupos de Pessoas de
uma única vez, tutelado por uma instituição de ensino e com a tarefa adicional de
divulgação do MUVISC como instituição.
Finalmente, e ainda dentro da proposta do MUVISC de ser um museu virtual sem
sede física, há a possibilidade de associar-se a qualquer museu convencional com
vistas à divulgação de seu acervo. Essa associação seria estimulada uma vez que
ampliaria as formas de apresentação e divulgação do acervo atingindo um outro
emento de público. Além disso, o MUVISC seria apresentado à comunidade como um
veículo divulgador do local, capaz de ser inovador e abrangente, e também capaz de
transitar entre o moderno e o convencional, produzindo interatividades mesmo fora de seu
contexto virtual.
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRADE, Mário de. Fotógrafo e Turista. São Paulo: Edusp, 1987.
BARTHES, Roland. A Câmara Clara: nota sobre a fotografia. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 1984.
KOSSOY, Boris. Fotografia e História. São Paulo: Ática, 1989
CALLAHAN, Harry. Photographs. Santa Barbara: Van Riper & Thompson, 1964.
DUBOIS, Philippe. O ato fotográfico e outros ensaios. Campinas: Papirus, 1994.
PEIXOTO, Nelson Brissac. Paisagens Urbanas São Paulo: 1996.
RENNÓ, Rosângela. Rosângela Rennó. São Paulo: Edusp, 1998.
HOCKNEY, David. O Conhecimento Secreto: Redescobrindo as Técnicas Perdidas dos
Grandes Mestres. São Paulo: Cosac&Naify, 2001.
SAMAIN, Etienne. O Fotográfico. São Paulo: Hucitec, 1998.
FLANDERS, Vincent & WILLIS, Michael. Web pages that suck; learn good design by
looking at bad design. San Francisco: Sybex, 1996.
ZANINI, Walter, org. História Geral da Arte no Brasil. São Paulo: Instituto Walter
Moreira Salles, 1983."
MANNONI, Bruno. A Virtual Museum. Artigo xerox sem referência.
Fotos de Família, Artigo em xerox sem referência
GRIMP, Douglas. On the Museum s Ruins, Cambridge: MIT Press, 1995.
THIELEN, Eduardo Vilela, ALVES, Fernando Antônio Pires, BENCHIMOL, Jaime
Larry, ALBUQUERQUE , Marli Brito de, SANTOS, Ricardo Augusto dos, WELTMAN,
Wanda Latmann. A Ciência a Caminho da Roca: imagens das expedições científicas do
Instituto Oswaldo Cruz ao Interior do Brasil entre 1911 e 1913, Rio de Janeiro:
FIOCRUZ/Casa de Oswaldo Cruz, 1991.
California Museum of Photography
http://photo.ucr.edu/california/
O Museu da Pessoa (Brasil)
http://www.museudapessoa.com.br
The EXPOSURE GALLERY (Canadá)
http://www.jamesoncaldwell.com/exposuregallery/
Gallery 44 Centre for Contemporary Photography (EUA)
http://www.gaUery44.org/
The Australian Centre of Photography (Austrália)
http://www.acp.au.com/
The Camera Museum (EUA)
http://www.thecameramuseum.corn/index_írarneset.htrn
Centro de la Imagen (México) http://www.arts-
history.rnx/museos/ext/cen-irnagen.htrnl
The Fox Talbot Museum (Inglaterra)
http://www.r-cube.co.uk/fox-talbot/
George Eastman House
International Museum of Photography and Film (EUA)
http://www.eastman.org/
Gallery of Photography, Dublin (Irlanda)
http://www.irish-photography.com/index2.html
International Center of Photography (EUA)
http://www.icp.org/
The Museum of History of Photography Fratelli Alinari (Itália)
http://www.alinari.com/company/eng/museo.htm
Museum of Photographic Arts (EUA)
http://www.mopa.org/
National Museum of Photography, Film & Television (Inglaterra)
http://www.nmsi.ac.uk/nmpft/
Photography Center of Athens (Grécia)
http://www.pca.gr/
San Francisco Camerawork (EUA)
http://www.sfcamerawork.org/
Southeast Museum of Photography at Daytona, Ohio (EUA)
http://www.smponline.org
Canadian Museum of Contemporary Photography (Canadá)
http://cmcp.gallery.ca/home/index.html
Casa de Cultura Laura Alvim
http://www.netmidia.com.br/lauraalvim/
Casa dos Contos
http://www.esaf.fazenda.gov.br/casadoscontos/indexcontos.html
Centro Cultural Banco Do Brasil
http://www.bancobrasil.com.br/cultura/cent.htm
Centro Cultural da Justiça Federal
http://www.visualnet.com.br/supremo/st-cent.htm
Centro Cultural São Paulo
http://www.prodam.sp.gov.br/ccsp/indexO.html
EspaçoData - Museu Nacional da Informática e Telecomunicações
http://www.mnit.org.br/
Fundação Casa de Rui Barbosa
http://www.casaruibarbosa.gov.br/
Fundação Casa França - Brasil
http://www.ibase.org.br
Museu Imperial
http://www.npoint.com.br/musimp/
Instituto Cultural Itaú
http://www.itaucultural.org.br/itau_cultural/index.html
Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) - Coleções
http://www.ieb.usp.br/acervo/colecoes/index.html
MAC- Museu de Arte Contemporânea de Niterói
http://www.macnit.com.br/
Memorial do Imigrante
http://www.memorialdoimigrante.sp.gov.br/index.htm
Museu Afro-Brasileiro
http://www.ufba.br/instituicoes/uiba/ceao/zaire.html
Museu Casa de Portinari
http://www.casadeportinari.com.br/principal.htm
Museu da Casa Brasileira
http://www. arquitetura.com.br/mcb/index.html
Museu da Cidade do Recife
http://www.ici.org.br/index.html
Museu da Imagem e do Som - Ceará
http://www.secrel.com.br/mis/
Museu da Pessoa
http//www2.uol.com.br/mpessoa/
seu de Arqueologia e Etnologia - Universidade de São Paulo
http://www.mae.usp.br/benvindo.htm
Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC
http://www.usp.br/mac/
Museu de Arte Contemporânea de Niterói
http://www.macnit.com.br/
Museu de Arte da Pampulha - MAP
http://www.ciclope.com.br/map/
Museu de Arte de São Paulo - MASP
http://www2.uol.com.br/masp/
Museu de Arte Moderna da Bahia - MAM
http://www.mam.ba.gov.br/
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM
http://www.mamrio.com.br/menu_mam.html
Museu de Arte Sacra do Brasil Central
http://www.almanak.com.br/uberaba/arte-sacra/txt.htm
Museu do Ceará
http://www.secult.ce.gov.br/indexmc.htm
Museu do Frevo Levino Ferreira
http://www2.netpe.com.br/users/fred/
Museu do Homem do Nordeste
http://www.fundaj.gov.br/docs/indoc/muhne-p.html
Museu do Oratório
http://vAvw.oratorio.com.br/BemVindo.htm
Museu do Telephone
http://www.telerj.com.br/museu/
Museu Frei Galvão e Arquivo Memória de Guaratinguetá
http://www.virtualvale.com.br/museufg/
Museu Histórico Nacional - MNH
http://www.visualnét .corn.br/mhn/
Museu Nacional
http://www.ufrj.br/museu/
Museu Paulista da USP (Museu do Ipiranga)
http://www-mp.usp.br/
Museu Villa-Lobos
http://www.alternex.com.br/~mvillalobos/
Museu Virtual Athos Bulcão
http://www.fundathos.org.br/museuathos/index.htm
Windows Source Magazine, setembro de 1997
Museu Virtual de Arte Brasileira
http://www.museuvirtual.org.br/
Museu Virtual para a Arte Computacional
http://www.unb.br/vis/museu/museu.htm
Paço das Artes
http://www.usp.br/eca/pacoh.htm
Fotografia Pin-Hole
http://www.eba.ufing.br/cfalieri/index.html
8 ANEXOS
Anexo 1 - Doações de Vera Mo lenda
Anexo 2 - Doações de Anitta Hoepcke Silva
Anexo 3 - Doações de André Paiva
Anexo 4 - Doações de Sérgio Gouveia
Anexo 5 - Pareceres avaliativos dos alunos da Escola Autonomia.
Anexo 1
Álbum de Vera Molenda.
Casal, Desterro, fotografia anterior a 1894.
Casal, Desterro, fotografia anterior a 1894.
Florianópolis, início do Século XX
Florianópolis, início do Século XX.
Florianópolis, início do Século XX.
Retrato de família. Rua Bocaiúva, Florianópolis. 1910
Cais Rita Maria, Baía Sul, Florianópolis, início da década de 1930
Praia de Fora (atual Beira-Mar Norte), meados da década de 1930.
Rebocador Max, Cais Rita Maria, Baia Sul, Florianópolis, década de 1930
Aula de ginástica, Colégio Coração de Jesus, Florianópolis, meados da década de 1940.
Residência da família, Rua Bocaiúva, Florianópolis, década de 1930.
Anexo 2
Álbum Anitta Hoepcke Silva
Florianópolis, início do Século XX.
Mercado Público de Florianópolis, início do Século XX.
Transporte de passageiros Ilha-Continente. Florianópolis, década de 1920.
vista da Baia Sul a partir da cabeceira insular da Ponte Hercilio Luz, onde atualmente está
localizado o terminal rodoviário Rita Maria. Florianópolis, década de 1920.
Rua Esteves Júnior, Florianópolis, início do Século XX.
Residência da família. Avenida Trompowski, Florianópolis, início do Século XX.
Interior de residência. Av. Trompowski, Florianópolis, início do Século XX.
Carnaval. Florianópolis, 1926.
Carnaval, Florianópolis, 1926.
Ônibus de linha, Florianópolis, década de 1940.
Hidroavião da linha Buenos Aires - Rio de Janeiro decolando logo abaixo da Ponte
Hercílio Luz. Florianópolis, década de 1930.
Ponta das Almas, Lagoa da Conceição, década de 1930.
Trapiche para desembarque de passageiros localizado no Largo
da Alfândega, no centro de Florianópolis. Década de 1930.
Passeio com alunos de escola. Canal entre a ilha e o continente, meados da
década de 1930.
Marinheiros puxando âncora de embarcação. Cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz,
década de 1950.
Campo de pouso no Campeche. Florianópolis, década de 1950
Barco em reparo. Estaleiro Arataca, Florianópolis, década de 1950
Navio Arma em reparo no estaleiro Arataca. Florianópolis, década de 1950
Cemitério no atual Parque da Luz, próximo à cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz.
Florianópolis, década de 1910.
Anexo 3
Álbum André Paiva
Ponte Hercílio Luz vista a partir da cabeceira continental. Florianópolis, 1962.
Praça XV de Novembro, Florianópolis, 1955
Anexo 4
Álbum Sérgio Gouveia
Os alunos e
professores
convidam para a
IX Feira
Cultural da
Escola
r
Autonomia
a realizar-se de 1
o
a 6 de
dezembro de 2000, na Associação
Catarinense dos Artistas Plásticos
- ACAP, no Largo da Alfândega,
rua Conselheiro Mafra, 141-
Centro, com abertura dia 1° às 19
h. Estará em exposição uma
síntese de alguns projetos
realizados durante o ano, desde o
Ensino Infantil até o Ensino Médio,
traçando o panorama de um olhar
estético, cultural, histórico e social.
Um reflexo do conhecimento
adquirido.
PROGRAMA:
• Recital de Poesia
da 1
a
Série
Matutino.
•Apresentação de
Natal dos alunos
de música-Infantil
a 3
a
Série.
Livros Grátis
( http://www.livrosgratis.com.br )
Milhares de Livros para Download:
Baixar livros de Administração
Baixar livros de Agronomia
Baixar livros de Arquitetura
Baixar livros de Artes
Baixar livros de Astronomia
Baixar livros de Biologia Geral
Baixar livros de Ciência da Computação
Baixar livros de Ciência da Informação
Baixar livros de Ciência Política
Baixar livros de Ciências da Saúde
Baixar livros de Comunicação
Baixar livros do Conselho Nacional de Educação - CNE
Baixar livros de Defesa civil
Baixar livros de Direito
Baixar livros de Direitos humanos
Baixar livros de Economia
Baixar livros de Economia Doméstica
Baixar livros de Educação
Baixar livros de Educação - Trânsito
Baixar livros de Educação Física
Baixar livros de Engenharia Aeroespacial
Baixar livros de Farmácia
Baixar livros de Filosofia
Baixar livros de Física
Baixar livros de Geociências
Baixar livros de Geografia
Baixar livros de História
Baixar livros de Línguas
Baixar livros de Literatura
Baixar livros de Literatura de Cordel
Baixar livros de Literatura Infantil
Baixar livros de Matemática
Baixar livros de Medicina
Baixar livros de Medicina Veterinária
Baixar livros de Meio Ambiente
Baixar livros de Meteorologia
Baixar Monografias e TCC
Baixar livros Multidisciplinar
Baixar livros de Música
Baixar livros de Psicologia
Baixar livros de Química
Baixar livros de Saúde Coletiva
Baixar livros de Serviço Social
Baixar livros de Sociologia
Baixar livros de Teologia
Baixar livros de Trabalho
Baixar livros de Turismo