Demonstra¸c˜ao. Suponha inicialmente que M ´e um conjunto compacto tal que M ⊂ S ×T .
Fixado x ∈ S , considere o conjunto de todos os pontos (x, y) ∈ S ×T . Este conjunto
´e fechado, da´ı, sua interse¸c˜ao com M ´e compacto. Se denotarmos esta interse¸c˜ao por M
x
,
ent˜ao a proje¸c˜ao de M
x
sobre T, (M
x
)
T
´e novamente compacta. Por´em, (M
x
)
T
= M
x
.
Assim, se M ´e compacto, M
x
´e um conjunto de Borel para todo x, e analogamente, M
y
´e
um conjunto Borel para todo y.
Sendo M compacto, temos que µ(M
y
) ´e uma fun¸c˜ao semicont´ınua superiormente de
y para y ∈ T. Pois, dados ε > 0 e y
o
∈ T podemos encontrar um conjunto aberto
O ⊂ S tal que M
y
o
⊂ O e µ(O) ≤ µ(M
y
o
) + ε. De acordo com 2.3.6 podemos ent˜ao
encontrar uma vizinhan¸ca P de y
o
, P ⊂ T, tal que para y ∈ P , M
y
⊂ O de modo que
µ(M
y
) ≤ µ(M
y
o
) + ε. O que garante a semi-continuidade superior de µ(M
y
).
Podemos agora provar que ν(M
x
) e µ(M
y
) s˜ao fun¸c˜oes de Baire em x e y, respectiva-
mente. Por simetria podemos nos restringir a considerar apenas µ(M
y
).
Considere α > 0. Como µ(M
y
) ´e semicont´ınua superiormente, o conjunto dos y
s
com µ(M
y
) < α ´e aberto. Assim, o conjunto complementar dos y
s com µ(M
y
) ≥ α
´e fechado. Este conjunto ´e um subconjunto do conjunto compacto M
T
, pois y /∈ M
T
implica M
y
= ∅, µ(M
y
) = 0, de modo que o conjunto de todos os y
s com µ(M
y
) ≥ α ´e
compacto e portanto, um conjunto de Borel. Deste mo do, µ(M
y
) ´e uma fun¸c˜ao de Baire
de y.
Assumindo ainda que M ´e compacto, provaremos a seguir, que dado δ > 0 podemos
encontrar um conjunto retangular K, como no exemplo dado anteriormente tal que M ⊂
K e
T
µ(K
y
)dν(y) ≤
T
µ(M
y
)dν(y) + δ.
Tome ε > 0 arbitr´ario. A compacidade de M implica a compacidade de M
S
de modo
que µ(M
S
) < ∞; podemos encontrar um inteiro positivo k tal que µ(M
S
) < kε. Para
todo i ∈ {0, 1, . . . , k − 1, k}, definamos M
i
T
como o conjunto dos pontos y ∈ M
T
para os
quais µ(M
y
) ≥ iε. Ent˜ao, temos
(2.19) M
T
= M
o
T
⊃ M
1
T
⊃ ··· ⊃ M
k−1
T
⊃ M
k
T
= ∅
e todo M
i
T
´e um conjunto de Borel.
Para cada y ∈ M
T
tome O
y
como sendo um conjunto aberto (O
y
⊂ S) tal que M
y
⊂ O
y
e µ(O
y
) ≤ µ(M
y
) + ε. Ent˜ao, por 2.3.6, podemos encontrar uma vizinhan¸ca P
y
de y tal
que y
∈ P
y
implica M
y
⊂ O
y
. Da´ı, para 1 ≤ i ≤ n,
M
i−1
T
∩ (M
i
T
)
c
⊂
y∈M
T
P
y
, y ∈ M
i−1
T
∩ (M
i
T
)
c
.
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