
FLACSO, foi realizado com o apoio financeiro do INEP, e agluti
nou, em torno dos livros didáticos mais usados, pesquisadores de
todas as áreas, preocupados em analisar e criticar os con teúdos
psico-pedagógicos, lingüísticos a ideológicos do livro didático
de 1º e 2º graus. Essa equipe, compos ta, entre outros, por Carlos
Eduardo Ferraço , Conceição S. Turchetti, Elíane Mo reira da
Costa, Heloisa Beatriz Santos Rocha, Kátia Regina A. Nunes, Lira
Maria V. Brasileiro, Maria Antonieta Pirrone, Ma ria Teresa
Telles, Marilena Guersola, Miriam W. Chaves, Neila G. Alves,
Regina Leite Garcia, encarregou-se da análise de cin co coleções
de Português (Comunicação e Expressão), seis cole ções de
Matemática, seis coleções de Biologia/Química e Fisica
(Ciências), cinco coleções de História e Geografia (Estudos So_
ciais) e quatro Cartilhas (cf. Relatório Final, Rio, Brasília,
1986 , pp. 2 e 3).
Em Brasília, a discussão em torno do livro didático e
seus conteúdos encontra-se dispersa, ocorrendo, simultaneamen te
no Congresso Nacional, nos centros de pesquisa do MEC (INEP/ INL)
e na Universidade de Brasília.
Nao deixou de chamar atenção o discurso proferido pe_
lo Senador Benedito Ferreira (1º.09.85) do partido conservador,
o PDS (Partido Democrático Social), alarmando-se, com justiça, com
deterioração do ensino humanístico no Brasil e com menos jus_ tiça,
com os conteúdos "heréticos", divulgados pelos livros di_ dáticos
brasileiros. Menciona, como exemplo, o poema de Luiz Vi tor
Martinello (em Os Anjos Nao Mascam Chicletes, manuscrito, Bauru,
Sao Paulo), recomendado para "atividades de reflexão e
coticlusao"do final do ano escolar, fazendo ainda menção a outros
textos aos quais vale a pena voltar, mais adiante, quando efe
tivamente mergulharmos no debate dos conteúdos específicos do
livro didático .
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais não so
mente coordena debates como o Seminário Multidisciplinar de Al-
fabetização (1983) ou, mais recen temente, a mesa-redonda televi_
sionada (23/03/87) Em Aberto: Livro Didático (23/03/87), como
financia equipes de pesquisa externas (a de Fracalanza em Cam
pinas, a de Oliveira, J.B.A., 1984, em Brasília/Rio e de Nilda
Alves na Fluminense no Rio) e mantém ainda os seus próprios pes_
quisadores, destacando-se aqui os nomes de Maria Izaura Belloni
(1981) e Nelson Pretto (1985), atual coordenador de Estudos e
Análises do INEP .
Na Universidade de Brasília, o livro didático tem rece
bido pouca atenção. No programa de pós-graduacão em educação,
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