
Cap´ıtulo 4. Uma Abordagem Geom´etrica
Como podemos sempre assumir que 0 ≤ α ≤ π obtemos α = π, logo I ´e a aplica¸c˜ao
ant´ıpoda. Neste caso, os c´ırculos de F s˜ao grandes c´ırculos, e portanto tˆem curvatura
nula de onde obtem-se, pelo lemma 4.1.2, que a curva γ ´e um c´ırculo de curvatura 1.
Considerando-se uma varia¸c˜ao de γ por c´ırculos paralelos, verifica-se facilmente que, nesse
caso, a curva γ n˜ao ´e ponto cr´ıtico de F.
Suponha agora que a isometria considerada seja apenas uma rota¸c˜ao. Neste caso a
reta D, mediatriz dos pontos p e p, coincide com o eixo
−→
ox, e portanto, tem inclina¸c˜ao
nula. Logo, temos que S
D
(z) = z, e conseq¨uentemente S
D
e
iψ
= e
−iψ
. Agora, pelo que
mostramos anteriormente, arg (dM
α
(p)) = −2θ + π e portanto
dM
α
(p)
e
iψ
= e
−i2θ
.e
i(ψ+π)
= −e
−i2θ
.e
iψ
.
Novamente (4.5) implica que θ = π. Isso se justifica pelo fato de S
D
inverter a
orienta¸c˜ao de T
p
γ ao passo que a rota¸c˜ao M
α
a preserva. Agora se α < π obtemos uma
contradi¸c˜ao, pois nesse caso necessariamente θ = π (veja figura (d)). Por outro lado, se
α = π a condi¸c˜ao θ = 0 implica que devemos ter p e p sobre o equador. Nesse caso as
curvas γ, γ e os c´ırculos de F se confundem e a condi¸c˜ao do lema 4.1.2 n˜ao ´e satisfeita.
Concluimos que devemos ter α = 0 ou α = 2π e portanto a rota¸c˜ao ´e a identidade.
No caso em que a isometria ´e apenas uma reflex˜ao por um grande c´ırculo temos que
todo c´ırculo passando por p, p = I(p) e tangente a γ e γ deve, necessariamente, estar
centrado sobre o grande c´ırculo da reflex˜ao, o que conclui nossa demonstra¸c˜ao.
4.3 Reformula¸c˜ao do Problema
Pelo lema 4.2.1, sabemos que toda curva γ que ´e ponto cr´ıtico de F ´e envelope de uma
fam´ılia de c´ırculos de S
2
centrados em um grande c´ırculo. Este resultado, juntamente com
a rela¸c˜ao entre as curvaturas dos c´ırculos e das curvas, nos permitir˜ao reobter a condi¸c˜ao
necess´aria e suficiente para que uma curva fechada γ , parametrizada por comprimento de
arco, seja ponto cr´ıtico de F, i.e, provaremos que a sua fun¸c˜ao curvatura deve satisfazer a
equa¸c˜ao diferencial obtida em (2.20) com λ = G = 1, explicitamente:
k
= −k
2
k +
1
k
2
. (4.7)
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