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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
SECRETARIA GERAL
A Política e
o Plano Setorial
de Educação
e Cultura
Confúcio Pamplona
Brasília—Agosto—1973
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"A escolha das grandes opções do plano econômico e
social deve repousar, ao mesmo tempo, sobre considerações
imediatas, peculiares a cada país e sobre a imagem que cada
sociedade se faz de seu futuro. Na medida em que são
guardiães e criadores dos valores morais e espirituais de seu
país, quem, melhor que os educadores, poderia contribuir para
definir essa imagem do futuro da nação?"
RAYMOND POIGNANT
SUMARIO
Pág.
1. Elementos para uma Política........................................ 11
2. Plano Nacional de Desenvolvimento ........................... 15
3. Formulação da Política............................................... 17
4. Plano Setorial de Educação e Cultura.......................... 18
4.1—Estratégia ........................................................... 18
4.2—Objetivos Conjunturais ........................................ 19
4.3—Projetos Prioritários .......................................... 22
4.4—Orçamento Plurianual de Investimentos............... 25
5. Alguns Resultados ...................................................... 27
5 .1—Evolução de Matrícula do Ensino de 1º Grau. . . 27
5. 2—Evolução de Matrícula do Ensino de 2º Grau. . . 31
5.3—Evolução de Matrícula do Ensino Superior......... 33
5 .4—Expansão de Recursos Financeiros.................... 36
6. Conclusões ................................................................... 39
CONJUNTURA EDUCACIONAL
OBSTÁCULOS INSTITUCIONAIS
RESISTÊNCIAS ANTAGONISMOS
PRESSÕES
1. ELEMENTOS PARA uma POLÍTICA
A fixação de uma política educacional e cultural exige a análise
de diversos elementos e aspectos conjunturais e setoriais. Essa
análise fornece, como consequência, os fatores componentes da
política, necessários à definição de prioridades considerando
contradições, problemas, meios, tempo, face à grandiosidade da
tarefa.
Apresentaremos uma síntese dos principais elementos e as-
pectos considerados por ocasião da fixação da política que rege o
atual Plano Setorial de Educação e Cultura para o triénio
72/74.
1.1. Analfabetismo
O problema do analfabetismo no Brasil, de proporções e
repercussões negativas no contexto sócio-econômico, estava a exigir
uma concentração de esforços que assegurasse sua erradicação ao
longo da década de 70.
O quadro seguinte nos dá uma visão da evolução do analfa-
betismo no Brasil.
EVOLUÇÃO DO ANALFABETISMO NO BRASIL—1940/70
Anos
População
de mais de
15 anos
Analfabeto s
de mais de
15 anos
Analfa-
betismo
População
de 15 a 39
anos
Analfabet s o
de 15 a 39
anos
Analfa-
betismo
1940
1950
1960
1970
23.639.769
30.249.423
40.187.590
54.336.606
13.279.899
15.272.432
15.815.903
17.936.887
56%
50%
39%
33%
16.515.300
20.911.777
27.017.011
35.954.488
8.937.282
9.964.060
9.422.610
9.911.744
54%
46%
35%
28%
FONTE: Censo Demográfico de 1940.1950. 1960 e 1970.
A concentração de esforços e recursos para a erradicação do
analfabetismo se definiu, então, a partir de uma linha de ação de
âmbito nacional, por interveniência do Governo Federal, com a
colaboração efetiva da comunidade.
1.2. Ensino Primário
O diagnóstico da área do ensino primário, em resumo, carac-
terizava os seguintes problemas:
—responsabilidade quase total do poder público; a participação
do setor privado abrange somente cerca de 10%;
—remuneração do corpo docente incompatível com as funções
exercidas, constituindo um gravame para a seleção, treina-
mento e profissionalização;
—deficiência da oferta de matrículas, provocando uma baixa
média de taxa de escolarização e contribuindo diretamente
para o índice de analfabetismo na faixa etária dos 15 aos 39
anos;
—evasão e reprovação, particularmente na 1* série, caracteri-
zada por deficiências de recursos humanos (mais de 40% de
professores leigos), de material didático-pedagógico e de
currículos funcionais;
—inadequação das construções escolares e inexistência de espe-
cificações educacionais para elas e para os equipamentos
escolares.
1.3. Ensino Médio
Na área do ensino médio, envolvendo o secundário e 2° ciclo,
os principais problemas constatados foram os seguintes:
—aspecto elitizante, evidenciado pelo percentual de 47,4%
pertencer ao sistema particular;
—baixa remuneração do corpo docente;
—insuficiência da rede escolar, em equipamento e instalações,
absorvendo somente 20% da faixa etária;
—permanência de uma evasão de aproximadamente 70%;
—inadequação dos currículos às necessidades do mercado e
força de trabalho, provocando desajustamentos individuais e
ociosidade de mão-de-obra;
—inadequado preparo do corpo docente, principalmente quanto
ao aspecto didático.
1.4. Ensino Superior
No nível do ensino superior—graduação e pós-graduação—
podemos sintetizar os seguintes problemas:
—expansão desordenada, inclusive face ao mercado de
trabalho;
—falta de vagas, considerando a demanda;
—morosidade na implantação da Reforma Universitária que
visa economizar meios, aprimorar a qualidade e expandir o
ensino superior;
—estruturas deficientes para a obtenção de maior rentabilidade;
—inexistência de planejamento, controle e avaliação, inclusive
das atividades pedagógicas;
—despreparo do corpo docente para as funções de ensino e
pesquisa;
—má remuneração do corpo docente, impedindo o aperfeiçoa-
mento e o estímulo à carreira do magistério;
—inadequação dos currículos, principalmente considerando o
desenvolvimento científico-tecnológico;
—falta de instalação e equipamentos para o ensino e a pesquisa;
—desnível no desenvolvimento das diversas universidades.
1.5. Educação Permanente
Estudos relativos à educação permanente, em programas não
formais de valorização dos recursos humanos, além da alfabetização,
evidenciaram a necessidade das seguintes medidas:
—reformulação do ensino supletivo, nos diversos níveis,
abrangendo, ao máximo, a população não escolarizada, parti-
cularmente em programas profissionalizantes;
—utilização e aprimoramento de tecnologia educacional, obje-
tivando atingir as massas e aprimorar os processos educa-
cionais;
—ativação de pesquisas educacionais para a permanente reno-
vação de currículos e de técnicas para cursos diferenciados;
—abertura universitária para a execução de programas de atua-
lização e aperfeiçoamento, face às imposições do mercado de
trabalho.
1.6. Outros Elementos
A análise dos sistemas educacionais—federal, estaduais e mu-
nicipais—indicou ainda a necessidade de:
—observância dos princípios de planejamento, orçamento, con-
trole e avaliação e descentralização;
—reformulação das estruturas administrativas, constituindo em
sistemas alguns dos princípios citados, para tornar essas
estruturas dinâmicas e produtivas;
—esforço a ser feito para a atualização e interpretação das
estatísticas, capazes de orientar o planejamento e alimentar a
avaliação;
—urgente aprimoramento dos recursos humanos das áreas de
atividades-meio, em benefício da rentabilidade das ativi-
dades-fim.
2. PLANO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO
Dando continuidade às "Metas e Bases do Governo", o I Plano
Nacional de Desenvolvimento econômico e Social, em suas dire-
trizes governamentais de planejamento, fixava, em 1971, para o
triénio 1972/1974, os seguintes Objetivos Nacionais, de interesse do
planejamento global e setorial:
—colocar o Brasil, no espaço de uma geração, na categoria das
Nações Desenvolvidas;
—duplicar, em 1980, a renda per capita do Brasil (em com-
paração com a de 1969), devendo verificar-se, para isso,
crescimento anual do PIB equivalente ao dos últimos três
anos;
—elevar a Economia, em 1974, às dimensões resultantes de um
crescimento anual do PIB entre 8 e 10%.
Esses objetivos constituem-se, particularmente, em metas de de-
senvolvimento econômico. A educação é investimento necessário ao
desenvolvimento, pela preparação e qualificação de recursos huma-
nos como força-suporte. Em consequência, conforme definição do
Ministro Jarbas Passarinho, resultam compromissos:
—do Governo, em atribuir ao setor educacional o tratamento
prioritário, em recursos;
—dos administradores e docentes, que devem obter o máximo
de rendimento na aplicação dos meios;
—dos alunos, pelo bom aproveitamento.
De interesse, também, para a formulação da Política Educa-
cional, são os pressupostos para o desenvolvimento, arrolados no
PND:
—ampla disseminação dos resultados do progresso econômico,
alcançando todas as classes de renda e todas as regiões;
—.transformação social, para modernizar as instituições, ace-
lerar o crescimento, distribuir melhor renda e manter uma
sociedade aberta;
—estabilidade política, para realizar o desenvolvimento sob
regime democrático;
—segurança, interna e externa.
Esses pressupostos implicam determinados aspectos da estra-
tégia educacional, que orientaria a política:
—sentido não elitizante da educação;
—educação como fator de mobilidade social;
—educação de amplitude nacional, inclusive como determi-
nante de integração;
—reforma institucional, visando à rentabilidade;
—formação da cidadania dentro e para o regime democrático e
uma sociedade aberta;
—estabilidade dentro do sistema, de forma a eliminar anta-
gonismos tendo a segurança como objetivo.
O PND, além dos objetivos e pressupostos, envolvendo,
também, o Setor da Educação e Cultura, fixou as principais metas:
PRIORIDADES
Situação
em 1970
Metas
p/1974
Aumento
%
—Ensino de lº grau
Número de matrículas—mil 16.300 22.000 35
—Taxa de escolarização real 73% 80%
—
—Ensino de 2.'' grau
—Número de matrículas—mil 1.100 2.200 100
—Ensino Superior 430 820 90
—Número de matrículas—mil
—Docentes em regime de
tempo integral e dedicação
exclusiva
2.880 4.000 43
—Docentes em outros regimes
6.000 8.000 33
—Preparo de mão-de-obra (treinados
Dor ano)
100.000 217.000 117
—Dispêndios públicos no Setor
(Cr$ milhões de 1972)
5.500 10.550 92
—Dispêndios Federais no Setor
(Cr$ milhões de 1972)
1.800 3.060 70
3. FORMULAÇÃO DA POLÍTICA
Conhecida a conjuntura educacional, pelo diagnóstico em todos
os seus níveis e face aos objetivos e metas nacionais a serem
perseguidos, o Ministro da Educação e Cultura, definiu a políti-
ca para o triénio 72/74, ao aprovar o Plano Setorial de Educação e
Cultura, de acordo com princípios doutrinários que considera a
Educação:
—"um direito natural, que flui da evidência de que o homem é
um ser dotado de potencialidade que cabe atualizar e
desenvolver;
—um direito individual, que tem contrapartida no dever do
Estado de torná-lo efetivo;
—constitui em função una e indissociável da valorização do
homem;
—deve preservar os valo:es permanentes que dignificam a
pessoa humana;
—ser encarada como instrumento de democratização, pela uni-
versalização do ensino e das oportunidades;
—deve significar o esforço para se transmitirem, não apenas
conhecimentos e técnicas, mas lealdade para com os valores e
ideais que sustentam e animam a Nação;
—é investimento em favor do desenvolvimento econômico e
social."
4. PLANO SETORIAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA
Estabelecida a política em seus princípios e prioridades, foi
elaborado, de acordo com diretrizes ministeriais, o Plano Setorial de
Educação e Cultura para o triénio 72/74, fixando-se uma estratégia,
os objetivos permanentes e conjunturais e os projetos prioritários .
4.1. Estratégia
Da estratégia concebida, devemos destacar:
—"a importância política de um sistema educacional capaz de
contribuir eficazmente para modelar uma sociedade, em
função de objetivos definidos, suas estruturas econômica,
institucional e cultural;
—que a educação brasileira deve orientar o esforço de aper-
feiçoamento do processo político nacional, no sentido da
construção de uma sociedade de participação cada vez mais
justa;
—que a aceleração da revolução na educação brasileira deve ser
fundamentada na formação de uma adequada estrutura de
recursos humanos, condizente com as necessidades socio-
económicas, políticas e culturais e no incremento da renta-
bilidade, produtividade e eficiência do sistema educacional;
—que para tanto deverá haver a melhoria da qualidade do
ensino, a eliminação da capacidade ociosa, a planificação do
crescimento quantitativo da oferta de vagas, a adaptação de
currículos à realidade nacional e às peculiaridades regionais e
a articulação da educação, da pesquisa e da tecnologia com o
desenvolvimento global do País;
—o objetivo de se visar aprimorar, gradativamente, o processo
de democratização de oportunidades de formação de uma
consciência nacional".
4.2. Objetivos Conjunturais
De modo concreto, a estratégia educacional e cultural perse-
guirá os objetivos seguintes que, então, deram origem aos projetos
prioritários.
a) Quanto ao analfabetismo:
(1) Secar-lhe a fonte, pela universalização do ensino fun-
damental obrigatório e gratuito, na faixa dos 7 aos 14
anos de idade.
(2) Eliminar, possivelmente, no decorrer da década de
1970, o analfabetismo de adolescentes e adultos, com o
esforço concentrado na faixa dos 15 aos 35 anos de
idade.
como instrumentos principais para consecução
desses objetivos temos os projetos "Operação-Escola"
(nº 1) e o "Programa Nacional de Alfabetização" (nº 5)
com recursos, respectivamente, do Salário-Educação e
da Loteria Esportiva.
Esses objetivos e seus projetos inerentes visam
minorar as deficiências, solucionar problemas ou dis-
torções apontadas em estudos a respeito do analfa-
betismo e do percentual baixo de escolarização no
nível do ensino de 1" grau.
b) Quanto ao desenvolvimento de recursos humanos para uma
sociedade democrática:
(1) Preparar o homem para o exercício consciente da cida-
dania, com fundamento nos princípios do idealismo
que aprimoram o caráter e asseguram a prevalência dos
valores espirituais e morais.
(2) Despertar as vocações, desde o nível do ensino de 1º
grau.
(3) Estimular a expansão dos sistemas de treinamento e de
retreinamento.
(4) Proporcionar terminalidade ao ensino de 2" grau, vi-
sando à formação de técnicos de nível médio.
(5) Expandir, sem prejuízo dos padrões qualitativos, a
oferta do ensino superior, especialmente nas áreas das
técnicas, da formação do magistério e das ciências da
saúde.
(6) Acelerar a Reforma Universitária.
(7) Instituir os centros regionais de Pós-graduação.
(8) Manter o princípio da gratuidade do ensino ulterior ao
fundamental para todos que sejam carentes ou tenham
insuficiência de recursos, até que se institua um
adequado sistema de bolsas para estudantes.
Visando também a esses objetivos há a legislação
correspondente à Reforma Universitária e a Lei n"
5.692 que fixou a reforma do ensino de 1' e 2" graus.
Diversos projetos prioritários visam à consecução
desses objetivos conforme especificaremos no item 4.3.
Os objetivos enumerados correspondem a proble-
mas em todos os níveis de ensino referentes ao des-
preparo de recursos humanos, inadequação de currí-
culos e outras deficiências relativas à produtividade do
ensino e insuficiência de meios e prática da educação
física e desporto no meio estudantil.
c) Quanto a integração da unidade educacional com a comu
nidade:
(1) Estabelecer instrumentos para a ação da escola em sua
zona de influência comunitária, especialmente sob a
forma de estágios supervisionados, como parte da
organização curricular e de integração da escola com a
empresa.
(2) Desenvolver organizações intermédias do tipo comu-
nitário na área educacional, permitindo assim maior
interação entre a escola e a comunidade.
Para consecução desses objetivos serão especifi-
cados no item 4.3 projetos prioritários que visam à
integração escola-empresa—comunidade-governo.
d) Quanto à ciência, tecnologia e cultura:
(1) Estimular a pesquisa contínua como processo de desen-
volvimento e aquisição de conhecimento.
(2) Dotar as instituições educacionais de estruturas flexí-
veis e permeáveis à inovação.
(3) Experimentar as modernas tecnologias no campo edu-
cacional, absorvendo aquelas que sejam adequadas às
nossas condições.
(4) Incrementar os programas de educação física e des-
porto e de assistência ao educando.
Diversos são os projetos prioritários, conforme
veremos no item 4.3, que são instrumentos para con-
secução desses objetivos.
e) Quanto a instrumentos de apoio essenciais aos sistemas
educacionais:
(1) adequar os recursos humanos necessários à sua
operação.
(2) Utilizar métodos e técnicas que levam a uma operação
planificada.
Os projetos pertinentes à Reforma Administrativa
ou o Decreto-lei nº 200 e aqueles específicos de
aprimoramento das pesquisas e de estatísticas educa-
cionais servem de instrumentos a esses objetivos.
4.3. Projetos prioritários
Inicialmente foi estabelecido um elenco de 33 projetos priori-
tários que vieram compor o Plano Setorial da Educação e Cultura
para o triénio 72/74. Por diretriz ministerial para 1973/74, outros três
projetos foram incorporados ao Plano.
Todos os projetos prioritários encontram-se em fase de exe-
cução, sendo controlados e avaliados sistematicamente.
Apresentaremos, nos quadros seguintes, uma síntese desses
projetos, fornecendo apenas os dados principais que lhes são perti-
nentes, dada a extensão das informações a respeito. Essa síntese
inclui os seguintes elementos:
—designação
—objetivos
—recursos atribuídos em 1973
—órgãos de coordenação, de execução e outros envolvidos
—alguns dados que refletem a situação atual da implantação.
Os quadros serão apresentados de acordo com a seguinte
classificação:
—Projetos no Setor do Ensino de 1º grau
—Projetos no Setor do Ensino de 2º grau
—Projetos no Setor do Ensino Universitário
—Projetos diversos no âmbito da Educação e Cultura
—Projetos no Setor Administrativo.
PROJETOS NO SETOR DO ENSINO DE 1« GRAU
Nº DESIGNAÇÃO OBJETIVOS
RECURSO EM
1973 - CR$
COORDENAÇÃO - ÓR-
GÃOS ENVOLVIDOS
ALGUNS DADOS
1 OPERAÇÃO ESCOLA
- Melhoria da capaci
dade instalada;
- Construção, ampliação e
reforma;
- Recrutamento e seleção de
pessoal docente;
- Equipamento.
175.576.900,00
- Execução: DEF e Se--
cretarias de Educa çao dos
Estadas,DF. e Territórios.
- Construção salas 1.383
- Ampliações 25 4
- Equipamento sala 4.852
- Manutenção classe 13.140
- Treinamento prof. 2 .918 1
- Treinamento espe—
- Suplementação sa—
2
CONSTRUÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E
EQUIPAMENTO DE ESCOLAS
POLIVALENTES
- Construção inicial; 284
Escolas;
.- Transformação: 30;
-- Aumenta de matrícula:
240.000;
- Treinamento; 23.400 pro
fessores;
- Equipamento das Escolas
215.997.600,00
- Coord.: SEB
- Execução: PREMEN
- Participação: Se
cretarias Estaduais
—
Administração de lo e 2
a
acordos MEC/USAID no va
lor de 64 e 100 milhões de
dólares;
—
Estados ja beneficiados:
MG, BA, ES, RS;
—
Outros Estados: CE, SC,GO,
PR, RJ e PE.
3
APERFEIÇOAMENTO E TREINAMEN
TO DE PROFESSORES PARA 0
ENSINO FUNDAMENTAL E NORMAL
•- Atualização dos professores
face a Lei 5.692;
- Qualificação e titulação de
professores não tituladas.
32.461.600,00
—Execução: DEF e Se-
cretarias Educação dos
Estados, DF e
Territórios.
Habilitação; 804 pro
fessores;
Atualização: 365 do--
centes;
- Seminários;
- Encontros.
12
PLANO DE CARREIRA E MELHORIA
DE REMUNERAÇÃO DO MAGISTÉRIO
DO ENSINO FUNDAMENTAL
- Estatuto do Magistério;
- Plano de carreira;
- Melhoria salarial,
694.000,00
- Coordenação: SEG
- Execução: DEF, DEM
a Secretarias dos
Estados, DF e Terri
tórios.
- Decreto no 71.244/72
Projetos dos Estados em
diversos estágios.
27
PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA TEC
NICA AOS ESTADOS, TERRITÓ-
RIOS E DISTRITO FEDERAL
— Implantação de técnicas
de planejamento, orçamen
to e avaliação;
- Assistência, face à Refor
ma,aos Planos de Educa
ção.
- 2.699.000,00
do DEF; -
12.059.2 6,00 3
do DEM.
- Coordenação: SEG
- Execução: DEF, DEM
e DSU;
- Envolvidas: Secreta
rias de Educação.
—
Ensino Fundamental — exis
tente em todos Estados ,
DF e Territórios.
- DEM e DSU (em fase inicial)
23
REFORMULAÇÃO DE CURRÍCULOS
DE ENSINO FUNDAMENTAL
- Aperfeiçoamento dos cur
rículos;
- Definição dos mecanismos
de implantação;
- Treinamento de Professo
res;
- Material didático.
1.061.900,00
- Coordenação: DEF
- Execução: DEF e Se
cretarias de Educa
ção dos Estados e
DF.
Execução centralizada no
Centro de Recursos Humanos
"João Pin ro"; hei
- Cursos;
- Encontros.
29 CARTA ESCOLAR
- Levantamento de dados es
tatísticos de 1º e 2º
graus;
- Obtenção de instrumentos
para planejamento;
- Visu ização dos dados a al
purados
17.573.200,00
- Coordenação: SEG;
- Execução: PROCARTA
com cooperação das
Secretarias Educa -
ça*o dos Estados, DF
e Territórios.
—
Levantamento e apuração
no DF e Estados: MG, SP,
ES, RJ e GB;
—
Prosseguimento nos demais
Estados e Territórios.
34
MELHORIA DO ENSINO DE CIÊN-
CIAS PARA 0 1º E 2º GRAUS
— Montagem e avaliação de
projetos;
— Produção de material di
dático;
— Fixação de currículos;
— Titulação de pessoal.
6.860.900,00
- Coordenação: SEG.
- Execução: PREMEN
- Articulação com o
DEF, DEM e Centros
de Ciências.
- Preparo de currículos;
-
Treinamento de professo
res na licenciatura par
celada ;
-
Elaboração de material di
dático.
35 EDUCAÇÃO ESPECIAL
- Promover a expansão e me lhoria
do ensino aos excepcionais.
8.262.500,00 - Coordenação: SEG
- Execução: CENESP
-
Criação do Centro pelo
Decreto nº 72.425, de
03/7/73;
- Preparação de projetos.
PROJETOS NO SETOR DO ENSINO DE 29 GRAU
Nº DESIGNAÇÃO OBJETIVOS
RECURSO EM
1973 - CR$
COORDENAÇÃO - ÔR
GÃOS ENVOLVIDOS
ALGUNS PADOS
13
PLANO DE CARREIRA E MELHORIA
DO ENSINO MÉDIO.
29 CARTA ESCOLAR
35 EDUCAÇÃO ESPECIAL
CONSULTAR OS DADOS CONTIDOS NO QUADRO
"PROJETOS NO SETOR DO ENSINO DE 1º GRAU"
34
MELHORIA DO ENSINO DE CIÊN
CIAS E 2º GRAUS
- Montagem e avaliação de
projetos;
- Produção de material di
dático;
- Fixação de currículos.
- Titulação de pessoal.
6.860.900,00
- Coordenação: SEG.
- Execução: PREMEN
- Atualização com o
DEF, DEM e Centros
de Ciências.
- Preparo de currículos;
Treinamento de professo
res na licenciatura par
celada;
Elaboração de material di
dático.
4
TREINAMENTO E APERFEIÇOA-
MENTO DE PROFESSORES PARA 0
ENSINO MÉDIO
- Preparação de Professo
res;
- Aperfeiçoamento;
- Assistência Técnica.
13.700.000,00 - Coordenação: DEM
- Órgãos envolvi
dos: CENAFOR, Cen
tros de Educação
Técnica, UTRAMIG
e Estados.
- 122 Cursos pelo C NAFOR; E
- Estágios e Bolsas;
3346 concluintes pelo
CENAFOR;
- 1278 pelos Centros;
1?
CONSTRUÇÃO, TRANSFORMAÇÃO E
EQUIPAMENTO DE COLÉGIOS
INDUSTRIAIS, AGRÍCOLAS,CO
MERCIAIS E COMPREENSIVOS E
DAS ESCOLAS FAZENDAS.
- Equipamento e moderniza
ção de colégios;
- Ampliação dos Centras;
- Construções e ampliação
de Escolas e Colégios.
37.677.800,00 - Coordenação: DEM
- Execução:PR0DEM
Empréstimo atual com o
BID;
Empréstimo com o BIRD,em
execução;
Negociação sobre outros
empréstimos com os dois
Bancos
16
INTEGRAÇÃO ESCOLA-EMPRESA-
GOVERNO
- Integrar os estudantes
nas empresas, com trei
namento;
- Atualização curricular
7.603.200,00
- Coordenação do DAU
e CEM;
- Execução convénio
com o IEL(DAU);
- Execução pelos Ser
viços de Integra
ção Escola-Empresa
(SIEE) .
Convénio com Universida
des;
—
Convénio com as empresas
e Escolas Técnicas Fede
rais.
19
INCENTIVO Ã IMPLANTAÇÃO
DAS CARREIRAS DE CURTA
DURAÇÃO
- Atender a demanda do mercado
de Trabalho; Atender a procura
as Universidades.
1.200.000,00 e
parte do pro jeto 17
e dos ETF e
Universi dades.
- Coordenação: DEM e
DAU;
- Execução: PRODEM e
Universidades
-
Cursos de Engenharia Ope
racional em 5 Escolas
Técnicas;
-
Cursos em algumas Univer
sidades;
-
Cursos de Professores em
licenciatura curta.
PROJETOS NO SETOR DO ENSINO UNIVERSITÁRIO
Nº DESIGNAÇÃO OBJETIVOS
RECURSOS EM
1973 - Cr$
COORDENAÇÃO
ORGAOS ENVOLVIDOS
ALGUNS DADOS
8
PROGRAMA DE EQUIPAMENTO DOS
CENTROS AVANÇADOS E OUTROS
ESTABELECIMENTOS DO ENSINO
SUPERIOR.
- Construção dos Campi Uni
versitarios;
- Equipamento dos estabele
cimentos de Ensino Supe
rior.
- 46.704.000,00
e
US$12.621.000,00
- Coordenação: DAU ;
- Execução: CEPES.
Convénios com Hungria e
RDA;total de 60 milhões
de dólares;
Convénio com o BID em
execução;
Estudo de novos projetos
de 110 milhões, de dóla
res;
Levantamento do Plano G_a
ral de Desenvolvimento
das Universidades.
9
PROGRAMA DE CONSTRUÇÃO DA 1ª
ETAPA DOS CAMPI UNIVERSITÁ-
RIOS.
— Racionalização das cons
truções;
- Implantação do sistema
ensino-pesquisa.
- 126.664,300,00
- Coordenação: DAU;
- Execução: CEFES ,
Universidades e Es
calas Isoladas.
A 1ª etapa da UFRJ custou
420 milhões;
Prioridade para as uni -
versidades de BSB,PA,
PB, MG e RS;
Todas as universidades em
andamento.
10
OPERAÇÃO PRODUTIVIDADE NO EN
SINO SUPERIOR.
- Aplicação de moder
nas técnicas didá-
ticas e de aprendi
zagem;
- Utilização da capacidade
instalada.
3.000.000,00
- Coordenação: DAU;
- Execução: Universj.
dades e Escalas Iso
lades.
- Em execução na área Saúde
Implantação das Seções
Técnicas de Ensina.
11
IMPLANTAÇÃO DOS CURSOS DE
PÓS-GRADUAÇÃO E CENTROS RE-
GIONAIS DE PÓS-GRADUAÇÃO
_ Desenvolvimento do programa
de aperfeiçoamento da corpo
docente e de pesquisa.
- 31.000.000,00
- Coordenação: DAU
- Execução: CAPES e
Universidades.
- 1187 Bolsas novas;
- 452 Balsas renovadas;
Levantamento dos dados
de Posgraduação;
- Cursos de especialização.
REGIME COMCRETIDE UNIV TOTAL
RETIDE 3031 547 3.578 40
h 351 357 708.
24h 6179 1393 7.572
14
PROGRAMA DE IMPLANTAÇÃO PRO
GRESSIVA DO TEMPO INTEGRAL
NO ENSINO SUPERIOR.
- Implantação dos regimes
especiais;
- Incentivo a pesquisa;
- Melhoria do corpo docen-
te universitário;
- Instituição do pro
grama de monitoria.
- 261.000.000,00
- Coordenação: DAU
- Execução: Concreti-
de e Universidades.
SOMA 9551 2297 11.856
- 0 Programa de Monitoria abrange
2.840 estudantes.
16
INTEGRAÇÃO ESC0LA-EMPRE SA-
GOVERNO
CONSULTAR OS DADOS REFERENTES AO PROJETO Nº 16 NO
QUADRO "PROJETOS NO SETOR DO ENSINO DE 2º GRAU"
16
PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO DAS
UNIVERSIDADES NAS COMUNIDA-
DES
- Estágio supervisionado
nas comunidades;
- Integração das estudan
tes nos problemas locais
3.650.000,00
- Coordenação:
CINCRUTAC;
- Execução: CRUTAC
das Universidades.
CRUTACs em 17 Universi
dades;
Ação em ÓBIDOS E FERNAN
DO NORONHA
19
INCENTIVO A IMPLANTAÇÃO DAS
CARREIRAS DE CURTA DURAÇÃO
CONSULTAR OS DADOS REFERENTES AO PROJETO Nº 19 NO
QUADRO "PROJETOS NO SETOR DO ENSINO DE 2º GRAU"
30
UNIVERSIDADE ABERTA - SISTEMA
DE CRÉDITO PARA OS DIPLO-
MADOS.
- Propiciar a obten
ção de créditos aos
já formados confor
me suas necessida
des;
- Melhoria profissional.
10.000.000,00 - Coordenação - DAU
- Execução: Universi-
dadeje Escalas Iso-
ladas.
Implantado em 10 Univer
sidades: CE,JF,M3,RS,BS8,
MA,FRS,PE,SC e MT.
- Falta Implantar: 7.
- Em implantação: 21;
PROJETOS DIVERSOS NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
Nº
DESIGNAÇÃO OBJETIVOS
RECURSOS EM
1973 - CR$
COORDENAÇÃO - ÓR-
GÃOS ENVOLVIDOS
ALGUNS DADOS
7
MECANISMO DE FINANCIAMENTO
DA EDUCAÇÃO E CULTURA
- Eliminar progressivamente
a gratuidade do Ensino SIJ
perior;
- Criar sistema de financia
mento da educação;
350.000,00
Coordenação: SEG
Execução FNDE
- Elaboração do projeto;
-
Nova Lei do FUNDEC
(Educação e Cultura)
-
Estudos sobre os mecanis
mos necessários.
20
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA AVAN
ÇADO DE TECNOLOGIA EDUCACIO
NAL
3G
PROGRAMA NACIONAL DE TELE-
DUCAÇÃO
- Coordenar os programas,
entidades e meios teledu—
cacionais;
- Colaborar na universaliza
ção do ensino;
- Apoiar experimentos
de novas tecnologias
29.672.400,00
Coordenação: SEG
Execução: PRONTEL,
SRE, FCBTVE e outros
orgaos.
-
Construção do Centro de
Produção da FCBTVE;
- Projeto Minerva;
- Canal 2 de TV na GB;
-
Diversos programas no
país;
-
Projeto SACY em coordena
çao com o INPE;
-
Preparação de recuros hu
manos.
15
PROGRAMA INTENSIVO DE PRE-
PARAÇÃO DE MÃO DE OBRA
— Especializar, treinar e
aperfeiçoar pessoal dos setores
primário, secundário e terciário,
34.301.000,00
Coordenação: DSU
Execução: PIPMO
Órgãos Envolvidos MT
(DNMO), SENAI,
SUVALE
-
Convénio com diversos or
gãos;
— Execução no 19 semes re t
- setor primaria -19.026
- setor secundário 22..166
- setor terciária 16.927
Soma ... 58.119
21
APERFEIÇOAMENTO DO SISTEMA
DE INFORMAÇÃO SOBRE EDUCA-
ÇÃO E CULTURA
- Proporcionar estatísticas
e informações fidedignas
e oportunas
- Implantar o Sistema Esta
tístico;
- Envolver órgãos estaduais
3.533.830,00
Coordenação: SEG
Execução: SEEC
Estados, UnB
-
Atualização das estatisti
cas (ja difundidas as de
1972 )
- Convénio com os Estados;
- Projeto pelo MEC-UnB;
- Reformulação do SEEC
22
PROGRAMA DE EDUCAÇÃO FÍSICA
E DESPORTOS
- Integração das Esc. de
Educação Física;
- Construção de Instalações
Esportivas;
- Auxílio ao desporto nacio
nal;
- Aperfeiçoamento de recur
sos humanos,
114.797.200,00
Coordenação: DED e
CND
Execução — Entidades
diversas e Estados
-
Construção nas Universi
dades;
-
Apoio as Secretarias de
Educação;
- Olimpíadas;
-
Jogos regionais e nacio
nais;
-
Vinda de técnicos estran-
geíros;
- Pesquisas necessárias,
24
PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO
HISTÓRICO
- Restaurar e conservar mo
numentos históricos;
- Localizar, cadas
trar, jazidas arque
ológicas;
12.168.000,00
Coordenação: DAC
Execução: IPHAN e ou trás
entidades.
- Tombamentos;
-
Planejamento integrado do
Município de Parati;
-
Implantação do Parque Na_
cianal de Guararapes;
-
Conservação de inúmeros
monumentos.
25
PROGRAMA DE INCENTIVO À Dl
FUSÃO E %. CRIAÇÃO, NO ÂM-
BITO DE ASSUNTOS CULTURAIS
- Estimular e dinamizar ini-
ciativas culturais;
- Apoiar com prémios a
criatividade.
17.076.812,00
Coordenação: DAC
Execução: Museus, Bi-
bliotecas, Institutos e outras
entidades,
- Publicação de obras;
-
Ação da Campanha de Defe
sa do Folclore;
-
Premies pela Comissão Na
cional de Belas Artes;
-
Funcionamento da Casa Ruy
Barbosa;
- Pesquisas pelo IJNPS;
-
Programação do INC e
Embrafilme;
- SRE: Minerva Cultural,
5
PROGRAMA NACIONAL DE ALFA-
BETIZAÇÃO
- Alfabetizar 6 mi
lhões no triénio;
Proporcionar educação continuada;
- Preparar material didati^
co especializado;
- Preparar recursos humanos
172.700.000,00 Coordenação: DSU
MOBRAL
Execução: MOBRAL, Es-
tados, comunidade e
entidades diversas
MOBRAL 1º semestre:
- alfabetização 2.780.000
-
Educação In
tegrada 778.600
DSU:
alfabetização 17.140 Ed.
continuada 91,900
4.4. Orçamento Plurianual de Investimentos
Concomitantemente à elaboração do Plano Setorial de Educação
e Cultura foi preparado o Orçamento Plurianual de Investimento para
o triénio 72/74 e a proposta do Orçamento-programa para 1972.
O quadro da página nº 21 retrata o resumo dos recursos pre-
vistos no OPI, com preços de 1972.
As previsões de recursos têm sido atualizadas anualmente face
às suas fontes, recebendo o MEC, como programa prioritário do
Governo, índices de correção privilegiados.
Os recursos vinculados ao tesouro ou extra-orçamentários têm
sido corrigidos em virtude da elevação real além das previsões
contidas no OPI.
Atualmente o MEC se orgulha de possuir um sistema orça-
mentário e de administração financeira que satisfaz e facilita o
complexo sistema educacional e cultural.
5. ALGUNS RESULTADOS
Daremos em seguida uma síntese de alguns resultados físicos
obtidos para o atingimento das metas do Plano Setorial de Educação
e Cultura.
5.1. Evolução da Matrícula do Ensino de 1.° Grau
com a implantação e implementação dos projetos relativos ao
ensino de lº grau, pode-se observar pelos quadros I e II, a crescente
evolução da matrícula no ensino de lº grau.
Apresentamos os dados relativos ao lº grau, separadamente, as
quatro primeiras e as quatro últimas séries em virtude de a
implantação da Reforma ser progressiva a partir de 1972 e de as
estatísticas ainda, logicamente, compartimentarem o ensino de lº
grau.
QUADRO I
Crescimento da matrícula inicial total no ensino de 1.° Grau (quatro
primeiras séries)
Brasil—1968/1973
ANOS MATRICULAS N.° RELATIVOS
1968 11.943.506 100,0%
1969 12.294.343 103,0%
1970 12.812.029 107,3%
1971 13.640.967 114,2%
1972 14.523.538 122,0%
1973 15.463.211 129,5%
QUADRO II
Crescimento da matrícula inicial total no ensino de 1.° Grau (quatro últimas
séries)
Brasil —1968/1973
ANOS MATRÍCULAS N.os RELATIVOS
1968 2.404.614 100.0%
1969 2.719.165 113,1%
1970 3.082.598 128,2%
1971 3.442.705 143,2%
1972 3.961.003 165,0%
1973 4.475.933 186,0%
Fonte: SEEC/SG/MEC.
Obs.: Os dados para 1972/1973 estão estimados.
Pelos quadros apresentados pode-se notar que o crescimento da
matrícula geral para 1972 apresentou um aumento relativo da ordem
de 30,0% sobre 1968 para as 4 (quatro) primeiras séries e de 86,0%
para as 4 (quatro) últimas séries do ensino de lº grau. Tais dados nos
permitem antever o cumprimento das metas propostas ou seja o
atendimento de 80,0% da população em idade escolar. Havendo, em
1973, no lº grau, o total de 19.939.144 matriculados, a meta do PND
para 1974 de 22.000.000 será atingida.
Ressalte-se ainda que o projeto prioritário n
9º
2 ºConstrução,
Transformação, Equipamento, Treinamento de Pessoal para as
Escolas Polivalentes" (PREMEN) entregou, em 1972, 87 prédios
escolares, propiciando um aumento de 69.600 vagas para o lº grau, e
deverá entregar mais 8 Escolas Polivalentes acrescentando mais
6.400 vagas (sendo que 2 destas escolas serão na rodovia
Transamazônica).
CRESCIMENTO DA MATRÍCULA NO ENSINO DE 1º GRAU
(4 PRIMEIRAS SÉRIES)
BRASIL 1968/1973
CRESCIMENTO DA MATRÍCULA NO ENSINO DE 1ºGRAU
(4 ÚLTIMAS SÉRIES)
BRASIL 1968/1973
5.2 Evolução da Matrícula de 2° Grau
O quadro III representa o aumento de matrícula no Ensino de
2.º Grau.
QUADRO III
Matrícula inicial total do Ensino de 2.° Grau
Brasil—1968/1972
ANOS MATRICULAS N.°» RELATIVOS
1968 801.075
100,0%
1969 910.210
114,0%
1970 1.003.475
125,3%
1971 1.119.421
149,1%
1972 1.312.560
164,0%
1973 1.483.192
185,2%
Fonte: SEEC/SG/MEC.
Obs.: Os dados de 1972/1973 estão estimados.
Pelo quadro apresentado pode-se notar que o crescimento da
matrícula inicial, de 1973, apresentou um aumento relativo da ordem
de 85,0% sobre o ano de 1968.
Ressalte-se, ainda, que com a assinatura do 2.º acordo
MEC/USAID, no total de US$ 100.000.000, e os recursos federais,
podemos prever um esforço para o atendimento da meta estipulada
pelo 1.º Plano Nacional de Desenvolvimento econômico e Social
1972/74 de 2.200.000 matrículas.
CRESCIMENTO DA MATRÍCULA NO ENSINO DE 2
o
GRAU
(MATRÍCULA INICIAL)
BRASIL 1968/1973
5.3 Evolução de Matrícula do Ensino Superior
como decorrência dos diversos projetos na área do ensino
superior, particularmente a implementação da reforma universitária e
a construção dos campi universitários, o índice de matrículas no
ensino superior expandiu vertiginosamente.
Pelo quadro pode-se aquilatar o crescimento do ensino superior
no período.
QUADRO IV Expansão da matrícula
inicial total no Ensino Superior
ANOS MATRICULAS N.º RELATIVOS
1968 278.295 100,0%
1969 342.886 123,2%
1970 425.478 153,0%
1971 561.397 202,0%
1972 694.100 249,4%
1973 836.469 300,6%
Fonte: SEEC/SG/MEC.
Obs.: Os dados de 1972/1973 estão estimados.
Pela leitura do quadro pode-se notar o vertiginoso crescimento
do ensino superior e verificar, desde 1973, o cumprimento da meta
proposta pelo l.
ç
Plano de Desenvolvimento econômico e Social
1972/74 de alcançar 820.000 matrículas em 1974.
CRESCIMENTO DA MATRÍCULA NO ENSINO SUPERIOR BRASIL
1968/1973
DIAGRAMA FUNCIONAL DO SISTEMA DE ENSINO DE 1º e 2º GRAUS
Aprendizagem e Qualificação Profissional (ensino supletivo)
Formação especial diversificada segundo a demanda do mercado de trabalho, interesses e aptidões
dos alunos
Educação Geral comum a todos os cursos expressos na forma da núcleo comum de matarias
Sondagem da aptidões, iniciação para o trabalho (ensino regular)
Aproveitamento pala Universidade, de estudos específicos afins aos cursos de 2" ^rau. Estágio ern
empresas (sem vinculo empregaticio)
5.4 Expansão dos Recursos Financeiros
No exercício de 1972, o Ministério da Educação e Cultura
permaneceu, de acordo com a política traçada desde 1965, como
setor prioritário do Governo, não só quanto ao desenvolvimento de
seu programa, mas, também, quanto aos recursos orçamentários.
O quadro e o gráfico mostram os totais de recursos atribuídos ao
Ministério da Educação e Cultura no período 1969/73.
Observa-se pela análise dos dados, um aumento de recursos de
1.853.057 em 1971 para 2.504.455.000 em 1972, correspondendo a
um acréscimo de 35%, orçamentariamente.
Em 1972, a realização global do Ministério, incluindo recursos
orçamentários e vinculados, chegou a Cr$ 2.911.000.000,00. O PND
previa para 1974, a custos de 1972, a soma de Cr$ 3.060.000.000,00
como gastos federais para a educação. Considerando outros
programas educacionais do Governo, constata-se, então, que desde o
primeiro ano de vigência do PND os recursos federais ultrapassaram
a previsão de 1974.
6. CONCLUSÕES
Do exposto, que é uma síntese de aspectos do complexo e
amplo sistema educacional e cultural do qual o MEC é o órgão
central, concluímos que:
a) A Reforma Administrativa do Ministério permitiu que uma
nova forma de administração desse rentabilidade ao sistema,
dentro de uma educação planificada e planejada, o que
constitui uma nova etapa no setor cultural e educacional.
b) As Reformas do Ensino de lº e 2º Graus e a Universitária
vem obtendo seus êxitos não só quantitativamente, mas,
sobretudo, por reformulações que vêm produzindo melhores
índices ou indicadores qualitativos.
c) O Governo Federal e os de quase todos os Estados tem atri-
buído ao Setor Educacional alta prioridade no planejamento
e na alocação de recursos, possibilitando que a educação,
como investimento, contribua efetivamente para o desen-
volvimento.
d) A Política Educacional traçada, com sua estratégia, obje-
tivos e projetos prioritários, vem sendo fielmente cumprida e
implementada com o objetivo maior de, em proporcionando
segurança, contribuir direta e eficazmente para o
desenvolvimento brasileiro.
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