
Muitas vêzes, algumas das atividades já realizadas fora da escola, pelos
alunos, podem ser "revividas", em classe, conscientizando-se, assim, visitas e
passeios rotineiramente feitos, para fins não específicos ao ensino.
Essa é uma das formas indicadas sobretudo quando haja impossibilidade de
organizar e realizar o passeio ou a visita como seriam rnais proveitosos.
Quando essa forma substitutiva
é posta em prática, verifica-se que
o enriquecimento informativo
decorrente das perguntas feitas
pela professora ou pelos colegas e
das explicações e respostas
respectivas, leva, em muitos casos,
a desenvolver a capacidade de ob-
servação nos passeios e visitas
subseqüentes, mesmo que seus
fins não tenham sido inicialmente
os educativos.
— Você foi hoje fazer compras?
— Em que você acha que um armazém é diferente de um mercado?
— Como são guardadas as carnes frescas? Por que?
— E os legumes? Por que?
— Por que há preços diferentes para uma mesma mercadoria em lojas
diferentes, enquanto outras mercadorias têm o preço já tabelado?
— Você acha que a propaganda informa corretamente sobre as qualidades
dos produtos?
Estas e muitas outras perguntas podem possibilitar ao aluno, criança,
adolescente ou adulto, uma maior reflexão sobre pontos e problemas cujo
conhecimento é de interesse para muitas disciplinas.