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República Federativa do Brasil
Fernando Henrique Cardoso
Ministério da Educação e do Desporto - MEC
Paulo Renato Souza
Secretaria Executiva do MEC
Luciano Oliva Patrício
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP
Maria Helena Guimarães de Castro
Diretoria de Avaliação e Acesso ao Ensino Superior
Tancredo Maia filho
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Exame Nacional de
Cursos-1998
Provas e
Questionário
Engenharia Eletrica
Brasília, 1999
Tiragem: 900 exemplares
MEC - Esplanada dos Ministérios, Bloco L, Anexo I,
4
o
andar, sala 431
CEP 70047-900 - Brasília-DF
Fone: (061) 321^312
Fax:(061)321-2760
Sumário
Introdução 5
Análise da Prova 7
Validade do Conteúdo 10
Correção 10
Análise das Questões 10
Estatísticas Básicas: Resultados Gerais 11
Prova e Padrão de Resposta 13
Questionário-Pesquisa 41
Introdução
Este trabalho, focalizando os instrumentos utili-
zados na avaliação, complementa as informações do
Exame Nacional do Curso de Engenharia Elétrica de
1998 divulgadas no Relatório-Síntese
Apresenta, primeiramente, as habilidades e con-
teúdos definidos pela Comissão do Curso, que servi-
ram de parâmetros para a elaboração da prova. Em
seguida, informações que possibilitam a análise da
prova: a) média das questões e estatísticas gerais da
prova; b) distribuição das notas dentro do universo de
participantes; e c) metodologia de correção da prova
discursiva.
Contém ainda a íntegra da prova, trazendo os
padrões de resposta aceitos para as questões
discursivas.
Finalmente, é apresentado o questionário-pes-
quisa aplicado aos participantes do Exame com o ob-
jetivo de traçar um perfil socioeconómico e cultural do
grupo de graduandos de cada um dos cursos avalia-
dos e promover o levantamento de suas opiniões a res-
peito do curso que estão concluindo. As questões abran-
gem indicadores objetivos tais como estado civil, ren-
da, escolaridade dos pais; e apreciações subjetivas
acerca dos recursos e serviços das instituições de
ensino, além de suas expectativas para o futuro. Os
números em destaque no questionário correspondem
aos percentuais de respostas a cada uma das alterna-
tivas que compõem as questões.
Dirigentes, professores, coordenadores e estu-
dantes têm, neste material, mais um instrumento para
a compreensão e utilização adequada dos resultados
do Exame, podendo empregá-los como subsídio na
proposição de ações que visem à melhoria da qualida-
de do ensino de graduação em sua instituição.
Análise
da
Prova
Iprova aplicada no Exame Nacional de Cur-
sos de Engenharia Elétrica foi elaborada segundo os
critérios e diretrizes estabelecidos pela Comissão Na-
cional do Curso de Engenharia Elétrica, amplamente
divulgados através do material informativo publicado pelo
Ministério da Educação e do Desporto. Assim sendo,
o instrumento procurou verificar a aquisição, pelos
graduandos, das habilidades de:
equacionamento de problemas de Engenharia
Elétrica, utilizando conhecimentos de Eletri-
cidade, Matemática, Física, Química e
Informática, com propostas de soluções ade-
quadas e eficientes;
criação e utilização de modelos aplicados a
dispositivos e sistemas elétricos e magnéti-
cos;
coordenação, planejamento, operação e ma-
nutenção de sistemas na área de Engenharia
Elétrica;
análise de novas situações, relacionando-as
com outras anteriormente conhecidas;
aplicações de conhecimentos teóricos de En-
genharia Elétrica a questões gerais encontra-
das em outras áreas;
comunicação oral e escrita;
visão crítica de ordem de grandeza;
leitura, interpretação e expressão por meio
de gráficos.
Os conteúdos definidos para a prova foram os
seguintes:
Matérias de Formação Básica: Matemática,
Física, Química, Informática, Eletricidade, Re-
sistência dos Materiais e Fenómenos de Trans-
porte.
Matérias de Formação Geral: Administração,
Humanidades e Ciências Sociais, Economia
e Ciências do Meio Ambiente.
Matérias de Formação Profissional Geral: Cir-
cuitos Elétricos, Eletromagnetismo, Eletrôni-
ca, Materiais Elétricos, Conversão de Ener-
gia, Controles e Servomecanismos.
Matérias de Formação Profissional Específi-
ca: Geração, Transmissão e Distribuição de
Energia, Análise de Sistemas de Potência,
Instalações Elétricas, Máquinas Elétricas,
Acionamentos Elétricos e Eletrônica Industri-
al, Eletrônica Analógica, Eletrônica Digital,
Dispositivos Semicondutores, Microeletrônica,
Instrumentação Eletrônica e Processamento
de Sinais, Princípios de Comunicação, Pro-
pagação, Antenas, Microondas, Sistemas de
Comunicações, Redes de Comunicações,
Telefonia e Comunicação de Dados, Funda-
mentos da Telemática, Arquitetura de Com-
putadores, Organização de Sistemas Digitais,
Microcomputadores, Sistemas Operacionais,
Software Básico, Linguagens e Técnicas de
Programação, Redes de Computadores e
Engenharia de Software, Controle de Proces-
sos, Automação de Sistemas, Informática In-
dustrial, Administração de Sistemas de Pro-
dução, Desenvolvimento, Estruturação,
Integração e Avaliação de Sistemas.
O instrumento foi composto de duas partes, as-
sim organizadas:
1 PARTE - contendo 07 questões abertas,
comuns e obrigatórias a todos os graduandos
e abrangendo as matérias de Formação-
sica, Geral e Profissional Geral;
2
a
PARTE - contendo 15 questões abertas
das quais cada graduando escolheu 3 para
responder e abrangendo as matérias de For-
mação Profissional Específica.
Segundo recomendação da Comissão do Curso
de Engenharia Elétrica, as questões da prova procura-
ram:
buscar a interdisciplinaridade, conjugando
conhecimentos de diferentes matérias;
verificar a aquisição pelo graduando de habi-
lidades essenciais como: compreensão e in-
terpretação, raciocínio lógico, análise críti-
ca, síntese;
o cobrar exclusivamente memorização;
fornecer informações técnicas específicas em
casos em que seja necessário o conhecimen-
to de tais informações (desde queo se tra-
te de conceitos básicos que o graduando te-
nha obrigação de já ter internalizado);
fornecer também tabelas e fórmulas específi-
cas que se façam necessárias;
evitar temas tratados de maneira diversa por
diferentes correntes teóricas ou filosóficas da
área, a menos que já sejam previstas as dife-
rentes tendências.
Os conteúdos predominantes nas diversas ques-
tõeso apresentados na Tabela 1.
Tabela 1
Conteúdos Predominantes nas Questões
Questões
1
2
3
4
5
6
7
8a10
11 a 13
14a16
17a19
20 a 22
Conteúdo Predominante
Matemática
Economia
Eletricidade e Matemática
Informática
Eletromagnetismo
Eletrônica
Conversão de Energia
Eletrotécnica
Eletrônica
Telecomunicações
Computação
Automação e Controle
Fonle: DAES/INEP/MEC-ENC-98
Como se pode constatar, a prova foi abrangente
e variada, incluindo conteúdos das diferentes matérias
que compõem o currículo do curso e dando, especial-
escolhida por 1.407 formandos. A segunda mais fácil
foi a questão 14, sobre Telecomunicações, mas esco-
lhida por apenas 307 graduandos. As mais difíceis fo-
ram as questões 9 e 20, a primeira sobre Eletrotécnica
e a outra sobre Automação e Controle, escolhidas, res-
pectivamente, por 1.563 e 42 formandos.
Como se pode verificar, as questões tiveram di-
ferentes níveis de dificuldade, oferecendo possibilida-
des variadas aos graduandos.
A questão respondida por maior número de es-
tudantes foi a 8, sobre Eletrotécnica, com nível médio
de facilidade, e a mais rejeitada, a 20, sobre Automação
e Controle.
Analisando-se os cinco blocos de questões
optativas, agrupadas de acordo com o conteúdo de que
tratam, observa-se que as médias mais elevadas fo-
ram alcançadas nas questões relativas a Eletrônica,
Telecomunicações e Computação e que as mais bai-
xas dizem respeito à Eletrotécnica. Por outro lado, as
preferências dos graduandos recaíram principalmente
nas questões referentes a Eletrônica, sendo as menos
escolhidas as que tratavam de Automação e Controle.
Estatísticas Básicas -
Resultados Gerais
Na prova como um todo, os graduandos de En-
genharia Elétrica alcançaram o escore médio de 33,7,
com mediana igual a 30,0, indicando predomínio de
notas mais baixas.
Os graus atribuídos variaram de 0,0 a 99,0, sen-
do 19,8 o desvio-padrão, o que evidencia a existência
de um grupo bastante heterogéneo.
Aproximadamente metade dos formandos atin-
giu apenas escores em torno de 30,0 pontos Pouco
mais de 10% obtiveram graus iguais ou superiores a
70,0 pontos, o que acarretou uma curva de distribuição
de frequência assimétrica negativa.
Tabela 4
Estatísticas Básicas
Número
Média
Desvio-Padrão
Nota Mínima
P10
Q1
Mediana
Q3
P90
Nota Máxima
Discursiva
4.069
33,7
19,8
0,0
10,0
18,5
30,0
46,5
62,0
99,0
Fonte: DAES/INEP/MEC - ENC-98
P10 - é um delimitador que separa as 10% me-
nores notas das restantes.
Q1 - é um delimitador que separa as 25% me-
nores notas das restantes.
Q3 - é um delimitador que separa as 75% me-
nores notas das restantes.
P90 - é um delimitador que separa as 90% me-
nores notas das restantes.
Gráfico 1
Distribuição de Notas
Prova e
Padrão de
Resposta
Você deverá responder às questões de números 1 a 7 e, em seguida, escolher e responder a três outras questões, dentre
as de números 8 a 22, perfazendo, assim, 10 (dez) questões respondidas.
Todas as questõesm o mesmo valor, totalizando 100 (cem) pontos e deverão ser respondidas preferivelmente com tinta
azul ou preta, nos espaços próprios das páginas do Caderno de Respostas no tempo de até 4 (quatro) horas.
O espaço disponível para desenvolvimento, resposta e eventuais rascunhos é SUFICIENTE.O serão fornecidas folhas
adicionais e os rascunhosO serão considerados na correção.
Questão n 1
Um certo transformador monofásico, operando em vazio, é modelado pela seguinte equação:
As grandezas v(t), i(t), ReL são, respectivamente, a tensão, a corrente, a resistência e a indutância do primário desse
transformador.
No instante t = 0,a corrente é nula e o transformador é alimentado com uma tensão, em Volts, dada pela seguinte expressão:
v(t) = 100cos(377t)
Determine a corrente i(t) no transformador, para R = 1 Q e L = 10 mH.
(valor: 10,0 pontos)
Comentários
Conteúdos envolvidos na questão:
Matemática.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: criação e utilização de modelos apli-
cados a dispositivos e sistemas eletromagnèíicosi
equacionamento de problemas de Engenharia Elètri-
ca, utilizando conhecimentos de Matemática, com pro-
postas de soluções adequadas e eficientes.
Padrão de Resposta Esperado:
Equação diferencial
1) Solução homogénea (transitória)
2) Solução particular (permanente) seja
Substituindo na equação diferencial:
i
Soluções alternativas
É admissível a obtenção da mesma resposta fi-
nal utilizando outros métodos, por exemplo:
Transformada de Laplace,
Expressão óa solução de uma equação diferencial
de primeira ordem linear, ou seja, dado
, a solução é:
o
corresponde à raiz quadrada de x.
Questão n 2
Uma concessionária de energia elétrica pretende construir uma nova subestação abaixadora. Seu projeto detalhado de
execução já se encontra pronto.
O terreno custará R$ 100.000,00 mais 4,5% de impostos. Quatro transformadores serão adquiridos por RS
80.000,00 cada. Dez disjuntores serão importados a um custo unitário de R$ 18.000,00, mais 14% de imposto de
importação. Diversos outros equipamentos somarão R$ 100.000,00. O transporte até o canteiro de obras será feito pelos
fornecedores, e já está incluído nos custos. As estruturas, a montagem e as obras civis estão orçadas em R$ 320.000,00.
Você é o Engenheiro encarregado de administrar essa obra. Em uma reunião de trabalho, o Diretor de Produção da
concessionária dirigiu a você as três perguntas a seguir. Responda-as.
a) Qual será o custo total da subestação?
(valor: 2,0 pontos)
b) Levando em conta uma depreciação linear de dez anos para os transformadores, disjuntores e equipamentos diversos,
e de vinte anos para estruturas, montagem e obras civis, qual será o valor Contábil líquido da subestação ao final de
cinco anos? (valor: 4,0 pontos)
c) Caso a concessionária consiga obter uma redução de preços de 6% no terreno e de 3% nos transformadores, qual seria
o percentual resultante de redução do custo total da subestação? (valor: 4,0 pontos)
Comentários
Conteúdos envolvidos na questão:
Economia.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: cálculo aplicado a uma nova situação.
Padrão de Resposta Esperado:
a)Terreno 100.000 x 1,045 =R$ 104.500
Transformadores 4 x 80.000 = R$ 320.000
Disjuntores 10 x 18.000x 1,14 = R$ 205.200
Diversos
E/M/OC
RS 100.000
RS 320.000
Resposta
b)
Total R$1.049.700
Custo Total = R$ 1.049.700,00
Depreciação dos transformadores, disjuntores e
equipamentos diversos:
Depreciação das estruturas, montagem e obras civis:
Valor Contábil ao finai de 5 anos:
» Custo total (a) - Depreciação =
1.049.700 - (312.600 + 80.000)
657.100 = R$657.100,00
Obs: Foram consideradas corretas as respostas que
incluíam ouo o preço do terreno.
c) Terreno 100.000 x (1-0,06) x1,045 = R$ 98.230
Transformadores 4x80.000x(1-0,03) = R$310.400
Disjuntores R$205.200
Diversos R$100.000
E/M/OC R$320.000
Redução (%)
Total R$1 033.830
x100%
Redução (%) = (1 - 0,98488) x 100%
0,0151186 x 100% = 1,51186%
Resposta: redução de 1,51%
Questão n" 3
No circuito da figura acima, a corrente no indutor e a tensão no capacitoro nulas em t = 0. Aplicando os conceitos da
Transformada de Laplace (variável s) para a solução de circuitos, determine:
a) a corrente l(s);
b) a impedância Z
T
(s) "vista" pela carga;
(valor: 3,0 pontos)
(valor: 3,0 pontos)
c) a expressão da Função de Transferência e o módulo desta função quando a fonte for senoidal
com frequência igual a Hz. (valor: 4,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Matemática e Eletricidade.
Habilidades aferidas:
Capacidade de:
# equacionamento de problemas de Engenharia Elé-
trica. utilizando conhecimentos de Eletricidade
Matemática, com propostas de soluções adequa-
das e eficientes;
criação e utilização de modelos apiicados a dis-
positivos e sistemas elétricos e magnéticos.
Padrão de Resposta Esperado:
a) Rearrumando o circuito:
Questão n ° 4
O algoritmo a seguir, usado para comparar as velocidades de processamento de diferentes computadores, foi escrito numa
liguagem hipotética usando os símbolos da tabela abaixo.
Símbolo
+
*
=
II
Operação
adição
multiplicação
atribuição
comentário
ALGORITMO:
// Inicialização do vetor
// com números 1
Variáveis:
Inteira: l,J,N
Vetor Inteiro: X
Início do Programa:
N=20
1=1
Laço 1: Enquanto I for menor ou igual a N faça
X(l)=1
1=1+1
Fim do Laço 1
l=2
Laço 2: Enquanto I for menor ou igual a N faça
J=2
Laço 3: Enquanto (l*J) for menor ou igual a N faça
X(l*J)=0
J=J+1
Fim do Laço 3
1=1+1
Laço 4: Enquanto X(l) for igual a zero e I menor ou igual a N faça
1=1+1
Fim do Laço 4
Fim do Laço 2
1=1
Laço 5: Enquanto I for menor ou igual a N faça
Se X(l) for igual a 1 então imprimir o valor de I // Imprimir resultados
1=1+1
Fim do Laço 5
Fim do Programa
Analise esse algoritmo e:
a) apresente os cinco primeiros valores impressos;
b) determine o número de repetições do Laço 2.
(valor: 5,0 pontos)
(valor: 5,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Informática.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: leitura, interpretação e expressão por
meio de gráficos (aigorítímos)
Padrão de Resposta Esperado:
a) Os 5 primeiros valores impressos são: 1, 2, 3, 5 e 7.
b) O Laço 2 è repetido 7 vezes, ou seja, para f = 2, 3,5,
7, 11, 13, 17e19.
Questão n
2
5
O barramento de uma rede de computadores é composto de um cabo coaxial de 400 m de comprimento. Esse cabo tem
impedância característica de 50 £2 e velocidade de propagação de 200 x 10
6
m/s. A redeo está funcionando
apropriadamente. Medindo-se a impedância em um dos terminais (o outro está terminado com 50 Q), obteve-se o seguinte
resultado:
frequência
kHz
100
Módulo da impedância
Q
100
Considerando a possibilidade de o cabo estar em curto-circuito, determine a provável localização desse defeito, (valor:
10,0 pontos)
Dados/Informações Técnicas:
O cabo coaxial pode ser considerado uma linha de transmissão sem perdas.
Impedância Característica
- Velocidade de Propagação
- Constante de Propagação
- frequência angular, - Indutância e Capacitâncias distribuídas da linha, respectivamente
Z1 é a impedância vista do lado "1" a uma distância d da carga Z2 colocada na extremidade "2".
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eletromagnetismo.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: utillização de modelos aplicados a dis-
positivos e sistemas elétricos e magnéticos; operação
e manutenção de sistemas na área de Engenharia Elé-
trico.
Padrão de Resposta Esperado:
Curto-circuíto à distância d do medidor implica:
Obs.: Nos dados/informações técnicas constou de
modo incorreto a expressão tan h(jç>) = j tan(jó), quan-
do o correto seria tan h(j(j>) = j tan(ó). Foram aceitas
tanto as respostas em que os formandos equacionaram
adequadamente o problema, perceberam o engano na
expressão dada e encontraram a solução constante
do padrão de resposta, como aquelas em que os
formandos demonstraram conhecimento do fenômeno
físico, equacionaram o problema adequadamente, mas
chegaram a um resultado numérico diferente em virtu-
de do uso da expressão tal como foi apresentada.
I A distância provável do curto-circuito é d = 352,4 m
Questão n= 6
Nos sistemas microprocessados, o pulso de inicialização ("reset") é usado para colocar a UCP (Unidade Central de
Processamento) em um estado conhecido. Esse pulso precisa ser gerado automaticamente no ato da energização do
sistema, e deve ser o mais curto possível, desde queo fique aquém da especificação da UCP. No presente caso, o "reset"
deveserativadoem nível alto (lógico 1) durante um intervaloo inferior a 40 períodos de relógio, gerado a partir do cristal.
A figura apresenta um esquema típico para atender a essas necessidades. O inversor é do tipo "Schmitt-Trigger", cujo
comportamento está caracterizado nas informações técnicas e cuja impedância de entrada deve ser considerada infinita.
Pede-se:
a) a duração mínima do pulso de inicialização;
b) o esboço da tensão sobre o capacitor, logo após a energização do sistema;
c) o valor mínimo da constante RC;
d) a escolha dos componentes, supondo a seguinte disponibilidade:
capacitores: 1 jiF, 10 uFe 100 (iF;
resistores: 56 Í2, 62 £2, 72 £2, 82 £2, 100 £2 e 120 £2.
(valor: 2,0 pontos)
(valor: 2,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
(valor: 2,0 pontos)
Circuito para incializar a UCP por ocasião da energização do sistema.
Dados/Informações Técnicas:
Nivel Lógico
Na Salda
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eletrônica.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: equacionamento de problemas de En-
genharia Eiétrica. com propostas de soluções adequa-
das e eficientes; criação e utilização de modelos aplica-
dos a dispositivos e sistemas eiétricos ou magnéticos.
Padrão de Resposta Esperado:
a) O cristal usado é de 1 MHz, logo o período é de
Portanto, o sinal de ínicialízação deverá durar
pelo menos
b) A tensão sobre o capacitor apresenta o comporta-
mento de uma exponencial, partindo de OV e termi-
nando assintoticamente em 5V. A constante de tem-
po dessa carga é dada peio produto RC
c} A tensão sobre o capacitor deve chegar a 1.7 V em
mais de 40 \is.
A carga do capacitadcr é dada pela expressão: =
5(1 - e
!/ÍÍC
).
d) A duração da inicialização deve ser a menor
possível, porém superior a 96,3 us. Dentre as
opções, o par correto é:
levando a
Questão n
s
7
Um condutor simples delm de comprimento movimenta-se a uma velocidade constante v de 25 m/s em um campo
magnético uniforme de 2,5 Wb/m
2
[Tesla] que intercepta perpendicularmente o condutor, como mostrado na figura.
Condutor movendo-se em um campo magnético (vista frontal).
Determine:
a) a fem instantânea induzida no condutor quando 9 = rc/2 rad; (valor: 4,0 pontos)
b) a fem instantânea induzida no condutor quando 6 = 7^6 rad; (valor: 3,0 pontos)
c) a força eletromagnética, considerando 0 • ;t/2 rad, e que circula pelo condutor uma corrente induzida de 10 A. (valor: 3,0 pontos)
Dados/Informações Técnicas:
fem = BLv sen (B, v) sen (B, L)
onde:
fem - é a tensão induzida, em volts;
B - é a densidade de fluxo, em Wb/m
2
[Tesla];
L - é o comprimento da porção ativa do condutor que concatena o fluxo, em metros;
v - é a velocidade relativa entre o condutor e o campo, em m/s;
sen (x, y) - é o seno do ângulo formado pelos vetores x e y.
F = BIL (sen
(B,
L)
onde:
F - é a força eletromagnética;
B - é a densidade de fluxo, em Wb/m
2
[Tesla];
I - é o valor da corrente, em Amperes;
L - é o comprimento do condutor ativo, em metros.
Comentários
Conteúdos envolvidos na questão:
Conversão de Energia.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: equacionamento de problemas de En-
genharia Elétrica, com propostas de soluções adequa-
das e eficientes.
Padrão de Resposta Esperado:
a) A quantificação da Lei de Faraday em função da
densidade média de fluxo, suposta constante, e da
velocidade relativa entre o campo magnético e um
condutor simples movendo-se através dele. é
estabelecida através da seguinte equação-
fem = BLv
Assim, substituindo para os dados do problema:
Resposta:
fem = 2,5 x
1
x 25
fem = 62,5 V
b) A equação da fem induzida do item (a) é válida so-
mente se o condutor, o campo e o sentido no qual o
condutor se move em relação ao campoo mutua-
mente perpendiculares. Portanto, se nenhum dos
fatores B, L ou vo mutuamente perpendiculares
;
esta equação deve ser reescrita como:
fem = BL v sen(B, v) sen (B,L),
onde B é usado como referência.
Neste problema B e Lo perpendiculares, portanto:
c) Existe uma força eíetromagnética entre um condu-
tor e um campo sempre que o condutor, percorrido
por uma corrente, estiver localizado no campo mag-
nético numa posição tal que haja uma componente
do comprimento ativo do condutor queo esteja
paralela ao campo.
Esta força pode ser determinada através da seguinte
expressão.
F = BIL sen(B.L)
Substituindo os valores numéricos:
sen(B,L) = sen(90°) = 1
F = 2,5x10x1 =25 N
ATENÇÃO !
1 - A seguir serão apresentadas as questões de n
QS
8 a 22, relativas às matérias de Formação Profissional Específica,
distribuídas de acordo com as seguintes ênfases:
ELETROTÉCNICA:
ELETRÔNICA:
TELECOMUNICAÇÕES:
COMPUTAÇÃO:
AUTOMAÇÃO E CONTROLE:
Questões 8. 9 e 10
Questões 11, 12 e 13
Questões 14, 15 e 16
Questões 17, 18 e 19
Questões 20, 21 e 22
2 - Deste conjunto, serão corrigidas apenas 3 (três) questões, que deverão ser livremente selecionadas por você,
podendo, inclusive, ser de ênfases (especialidades da Engenharia Elétrica) diferentes.
3 - Você deve indicar as 3 (três) questões que escolheu no local apropriado no Caderno de Respostas.
Questão n i 8 - ELETROTÉCNICA
A Companhia de Eletricidade do Vale Dourado dispõe de duas subestações de 130 kV alimentadas por um sistema de
transmissão cujo diagrama unifilar é apresentado na figura. A impedância série de cada linha é igual a 0,26 + j0,52 Q/km
e o efeito capacitivo é desprezado. A Divisão de Operação da Companhia executou o estudo do fluxo de carga desse
sistema para três condições de carga e, baseado no período de carga máxima, decidiu que deveria ser instalado um banco
de capacitores na SUB02, de forma a obter, nesse ponto, uma tensão de 1,00 pu. A tabela a seguir apresenta alguns
resultados da execução do fluxo de carga do sistema, onde GER00 foi considerada como barra de balanço.
BARRA
GER00
SUB01
SUB02
Módulo da
Tensão(pu)
1,000
0,990
1,000
Fase da
Tensão (rad)
0,0000
-0,03037
-0,03039
r
a) Expresse a impedância das linhas em pu, adotando 100 MVA como base de potência e a tensão de linha como
base de tensão. (valor: 3,0 pontos)
b) Determine a potência do banco de capacitores instalado em SUB02.
Dados/Informações Técnicas:
(valor: 7,0 pontos)
As potências ativa e reativa (em pu) transmitidas entre oss de uma rede elétrica (desprezando-se o efeito
capacitivo)o dadas por:
Nessas equações, £ e E.o os módulos das tensões noss , respectivamente:
é a defasagem entre as tensões noss
Re{z} e Imjzí representam, respectivamente, a parte real e a parte imaginária da variável complexa z.
Comentários
Conteúdos envolvidos na questão:
Análise de Sistemas de Potência.
Habilidades aferidas
Capacidade de: criação e utilização de modelos apli-
cados a dispositivos e sistemas eletromagnéticos;
equacionamento de problemas de Engenharia Elétri-
ca, utilizando conhecimentos de Eletricidade e Mate-
mática, com propostas de soluções adequadas e efici-
entes, análise de novas situações, relacionando-as com
outras anteriormente conhecidas.
Padrão de Respostas Esperado:
a) Impedância
5. Impedâncias em pu:
b) Fluxo nas linhas e determinação do banco de
capacitores
Mesmoo se tendo solicitado o valor da potência ati-
va instalada em SUB02, as potências aiivas nos ra-
mos ligados a este nó serão calculados com o objetivo
de se comprovar a integridade dos dados fornecidos
no diagrama unifilar. Portanto, a obtenção dos valores
de P20 e de P21o faz parte da solução da questão,
o devendo, portanto, ser pontuada.
Para a determinação da potência do banco de
capacitores em SUB02 necessita-se determinar a po-
tência transmitida nos ramos (20 ) e (21).
A admitância destes ramos será:
A verificação da potência ativa è feita por:
que é a potência
ativa mstaiaaa em t>utsu<; a menos dos erros decor-
rentes das aproximações.
Solução alternativa:
As potências reatívas podem ser calculadas de forma
alternativa sem usar o formulário anterior por meio de:
onde !mag(x) indica a parte imaginária de x e o asteris-
co indica o conjugado complexo. As correntes [* e
Questão n 9-ELETROTÉCNICA
A operação de carregamento de uma bateria é realizada por meio de uma ponte retificadora completa alimentada
por tensão CA de 100 volts, conforme mostra a figura.
A amplitude da tensão de alimentação foi escolhida de forma a ser a mínima necessária para garantir, ao final do
carregamento, um valor especificado da corrente de carga média. A tensão (E) da bateria varia do início ao término da carga,
mas sua resistência (R) é considerada constante e igual a 1Í2. Os tiristoreso considerados ideais e com comutação
instantânea.
a) Calcule a corrente de carga média no final do carregamento, quando a bateria estiver a 65 volts, (valor: 4,0 pontos)
b) Calcule a corrente de carga média no início do carregamento, quando a tensão da bateria for 45 volts e o ângulo de
disparo dos tiristores igual a n/2 radianos. (valor: 4,0 pontos)
c) Analise a possibilidade de substituir essa ponte retificadora completa por uma ponte mista.
(valor: 2,0 pontos)
Dados/Informações Técnicas:
A expressão CORRENTE DE CARGA MÉDIA corresponde à corrente fornecida à bateria,
e seu valor médio é calculado sobre um ciclo da frequência da fonte de alimentação.
A potência nesses ramos será: Aplicando a lei doss em SUB02 tem-se-
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eletrônica de Potência.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: anáíise de novas situações, relacio-
nando-as com outras anteriormente conhecidas, cria-
ção e utilização de modeios aplicados a dispositivos e
sistemas eietromagnéticos: equacionamento de pro-
blemas de Engenharia Eiétrica, utilizando conhecimen-
tos de Eletricidade. Matemática, Física, Química e
Informática, com propostas adequadas e eficientes
Padrão de Resposta Esperado:
a) Quando a bateria chega ao fim da carga, sua tensão
é máxima Para que a amplitude da tensão de ali-
mentação ca(V) seja mínima, o conversor deve for-
necer a máxima tensão média. A máxima tensão
média é obtida disparando os tiristores da ponte (T,
e T
4
, para a tensão ca positiva, ou T, e T
3
, para a
tensão ca negativa) antes ou no início da condução
(instante 0), conforme a figura abaixo.
Substituindo os vaiores dos parâmetros na equação
de I,, obtém-se o resultado solicitado
b) A forma de onda para essa situação é a seguinte:
Expressando a equação da malha retificador/carga em
termos médios no período 0 a rc, tem-se
Simplificando
c) A tensão na saida do retificador é sempre negativa.
A ponte mista também só fornece tensão positiva, e
apresenta no trecho de tensão positiva o mesmo
comportamento de saída que a ponte completa dis-
cutida na questão Assim, a ponte mista pode subs-
tituir a completa, e é preferível por ser mais econô-
mica: dois tlristoreso substituídos por dois diodos
de menor custo.
Questão n« 10-ELETROTÉCNICA
O MOTOR SÉRIE CA é um dos tipos de motores monofásicos de corrente alternada mais empregados em baixas
potências. Sua construção é similar à do MOTOR SÉRIE CC, que lhe deu origem.
a) Enquanto o estator do MOTOR SÉRIE CC é maciço, o do MOTOR SÉRIE CA é formado por lâminas justapostas.
Explique o motivo dessa diferença construtiva. (valor: 3,0 pontos)
b) Esses dois tipos de MOTORESo considerados de POTÊNCIA MECÂNICA CONSTANTE. Justifique essa
afirmação. Se necessário, esboce a característica velocidade versus torque (conjugado) para auxiliar a justificativa.
(valor: 4,0 pontos)
bxpressando a equação da malha retificador/carga em
termos médios no período 0 a Jt/2, tem-se:
c) Considere a operação em carga desses dois tipos de motores elétricos. Em qualquer um deles, a correnteo
é diretamente proporcional ao torque produzido pelo motor. Explique de que forma, então, a corrente do motor
varia com o torque. (valor: 3,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Máquinas Elétricas.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: criação e utilização de modelos apli-
cados a dispositivos e sistemas elétricos e magnéti-
cos; análise de novas situações, relacionando-as com
outras anteriormente conhecidas; comunicação escrita.
Padrão de Resposta Esperado:
a) No motor série CA o fluxo magnético produzido pela
corrente alternada também é alternado, provocando
o surgimento de correntes parasitas. A construção
do seu estator em lâminas justapostas minimiza
essas correntes parasitas. No motor de série cc o
fluxo magnético é invariante,o exigindo essa ca-
racterística construtiva do estator.
b) Ambos os tipos produzem altos torques em baixas
velocidades e, inversamente, baixos íorques em al-
tas velocidades. Assim, como a potência mecânica
é resultante do produto torque x velocidade, ela ten-
de a ser constante em toda a operação do motor.
c) A corrente varia com a raiz quadrada do torque.
Outra forma de explicação:
a equação do torque é ~
. onde K é outra constante.
Questão n - 11 - ELETRÔNICA
Usando "flip-flop's" tipo D e a designação de estados da tabela, projete o sistema digital mínimo cujas saídas estão
especificadas no diagrama de tempo. Para tanto, determine:
a) as funções lógicas das entradas dos "flip-flop's";
b) as funções lógicas das saídas X, Y e Z.
(valor: 6,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
Sequência se repete
Designação de estados
Fase 1
Fase 2
Fase 3
Variáveis de Estado
A
1
1
0
B
0
1
0
Suponha que, ao serem ligados, os "flip-flop's"
sempre estejam com suas saídas zeradas.
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eieírônica Digital
Habilidades aferidas:
Capacidade de: criação e utilização de modelos apli-
cados a dispositivos e sistemas elétricos e magnéti-
cos: leitura, interpretação e expressão por meio de grá-
ficos; equacionamento de problemas de Engenharia
Elétrica com propostas de soluções adequadas e efi-
cientes.
Padrão de Resposta Esperado:
a) Diagrama de transição de Estados (MSD) e Saídas
Tabelas de transição dos flip-flops
Funções lógicas das entradas dos "ílips-ficps"
b) Funções lógicas das saídas:
A Saída X é derivada diretamente da Variável de Es-
tado A : X = A
A Saída Y è derivada diretamente da Variável de Es-
tado B: Y = B
A Saída Z é derivada diretamente das Variáveis de
Estado
Obs.: Apesar deo ter sido exigida, existe uma
minimização para a saída Z, pois_o estado AB = 01 é
um "dont case" e isso leva a Z = Ã"
Solução alternativa:
Velocidade
Questão n * 12-ELETRÔNICA
Considerando ideais os amplificadores operacionais, determine:
a) na figura 1, os valores de
b) na figura 2, o ganho de tensão.
(valor: 4,0 pontos)
(valor: 6,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eletrônica Analógica.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: equacionamento de problemas de En-
genharia Elétrica com propostas de soluções adequa-
das e eficientes; análise de novas situações relacio-
nando-as com outras anteriormente conhecidas; cria-
ção e utilização de modelos aplicados a dispositivos e
sistemas elétricos e magnéticos.
Figura 2
Padrão de Resposta Esperado:
a)
Questão n« 13-ELETRÔNICA
Um inversor lógico de uma placa de circuitos digitais, com tecnologia TTL, deve acionar o relê mostrado na figura abaixo.
Deseja-se especificar um transistor para fazer a conexão entre o inversor e o relê. Para isso, determine:
a) o valor da resistência R eo valor mínimo do ganho de corrente p para que o relê seja acionado quando o TTL
estiver no nível lógico "1";
(valor: 5,0 pontos)
b) o valor da resistência R_ para que o limite de corrente da bobina do relêo seja ultrapassado, ainda que o parâmetro
P do transistor seja muito maior que o valor mínimo especificado. (valor: 5,0 pontos)
5 Volts
Dados/Informações Técnicas:
- Resistência elétrica da bobina:
- Corrente mínima para acionar o relê: 40
- Máxima corrente suportada pela bobina do relê: 100
- Quando no estado "1", o inversor lógico TTL fornece corrente de 400 para uma tensão de saída de 2,4 volts.
- O transistor, quando conduzindo, tem uma tensão de 0,7 volts entre a base e o emissor.
- A tensão mínima de saturação entre o coletor e o emissor é 0,2 volts.
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Eletrônica Digitai e Eletrônica Industrial.
Habiiidades aferidas:
Capacidade de: análise de novas situações, relacio-
nando-as corn outras anteriormente conhecidas cria-
ção e utíliização de modelos aplicados a dispositivos e
sistemas elétricos e magnéticos
Padrão de Resposta Esperado:
a) Resistor da Base em kQ:
Beta mínimo:
b) Resisíor! em
Corrente máxima na bobina = 10QmA (transistor
saturado em 0.2 Volts)
Questão n 14-TELECOMUNICAÇÕES
Um sistema remoto de aquisição de dados coleta informação na forma de palavras binárias de 3 bits, a uma taxa
de 10.000 bps (bits por segundo). Para reduzir a taxa de transmissão e utilizar meios de transmissão mais
econômicos, é feita uma codificação das palavras binárias de 3 bits utilizando um código de prefixo de tamanho
variável.
O conjunto de palavras-código é:
{1, 01, 001, 0001, 00001, 000001, 0000001, 0000000}
Através de medidas, obteve-se a frequência de ocorrência das palavras binárias, conforme mostra a tabela.
m
o
000
1%
m,
001
2%
m
2
010
6%
m
3
011
25%
m
4
100
50%
m
5
101
12%
m
6
, 110
3%
m
7
111
1%
a) Determine o código mostrando o mapeamento entre as palavras binárias de 3 bits e as palavras-código de forma
a conseguir a menor taxa de transmissão. (valor: 7,0 pontos)
b) Calcule a taxa de transmissão resultante na linha.
(valor: 3,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Redes de Comunicação e Comunicação de Dados.
código devem corresponder as palavras digitais mais
frequentes:
Habilidades aferidas:
Capacidade de: aplicações de conhecimentos teóricos
de Engenharia Elétrica a questões gerais encontradas
em outras áreas; análise de novas situações, relacio-
nando-as com outras áreas anteriormente conhecidas.
Padrão de Resposta esperado:
a) O mapeamento deve ser tal que às menores palavras-
rr>4
100
1
m3
011
01
m5
101
001
m2
010
0001
nrtS
110
00001
m1
001
000001
m8
000
0000001
m7
111
0000000
b) Taxa R de bits na linha:
A taxa de transmissão resultante é R = 6700 bps
Questão n * 15-TELECOMUNICAÇÕES
O supervisor técnico de uma empresa de telecomunicações incumbiu você de projetar um radioenlace em SHF entre as
cidades ALFA e BETA, distantes 50 km entre si, operando na frequência de 7,5 GHz.
Na cidade ALFA a torre de sustentação da antena, com 100 m de altura, está instalada no topo de uma elevação com 200
m de altitude (em relação ao nível do mar).
Na cidade BETA a torre de sustentação da antena, com 150 m de altura, está instalada no topo de uma elevação com 150
metros de altitude.
Em ambas as cidades as antenas foram instaladas no topo das torres de sustentação e os equipamentos-rádio nas bases
das mesmas.
Após traçar o perfil do radioenlace, você identificou, no percurso entre as cidades ALFA e BETA, uma única
elevação do tipo gume-de-faca (ponteaguda) com 275 metros de altitude, distante 30 km da cidade ALFA.
Os transmissores disponíveism potência de saída de 500 mW, e o limiar de recepção dos receptores é -75 dBm.
A atenuação total nos circuitos de derivação do transmissor e do receptor (filtros passa-faixa e circuladores) é 4,4 dB.
Os guias de onda utilizados para interligar os transceptores com as antenas, nas cidades ALFA e BETA,m
atenuação de 0,047 dB/m na frequência 7,5 GHz.
As antenas comerciais disponíveis para transmissão ou recepçãoo parabólicas, com as seguintes opções de ganho
em relação à antena isotrópica: 15 dBi; 20 dBi; 25,0 dBi; 40,4 dBi; 42,9 dBi; 44,8 dBi; 46,1 dBi; 47,7 dBi; 48,1 dBi.
A margem mínima de desvanecimento especificada é 39 dB.
a) Verifique se o enlace pode ser considerado em espaço livre (sugestão: utilize a carta gráfica da figura 2).
(valor: 2,0 pontos)
b) Escolha as antenas para a transmissão e a recepção.
c) Em função das antenas escolhidas, determine a margem real do radioenlace.
(valor: 6,0 pontos)
(valor: 2,0 pontos)
Dados/Informações Técnicas:
1) Atenuação de espaço livre:o
os ganhos das antenas de transmissão e recepção, respectivamente.
2)o desprezadas as perdas por reflexão.
3) A figura abaixo mostra a 1 Elipse de Fresnel, em uma situação genérica, para um obstáculo tipo gume de faca,
cujo topo é o ponto M.
4) O segmento CE é dado por J (d .d \)l(d +d) , onde X é o comprimento de onda.
5) Há obstrução quando o segmento CM for menor que 60% do segmento CE.
Figura 1
Comentários
Figura 2 - Carta gráfica que considera o raio equivalente
da Terra igual a 4/3 do valor do seu raio real.
Conteúdos estabelecidos na questão:
Propagação.
Habilidades aferidas:
Capacidade de análise de novas situações, reíacio-
nando-as com outras anteriormente conhecidas; pla-
nejamento de sistemas na área de Engenharia Elétri-
ca; utilização de modelos aplicados a dispositivos e
sistemas elétricos magnéticos.
Padrão de Resposta Esperado:
a) O enlace pode ser considerado em espaço livre,
conforme mostra o perfil traçado na Fig.1.
c) A margem real passou a ser
48,46 dB
39+ (80,8-71.34)=
DisiàrclaB vnqtMÚtTMlniB
Questão n 16-TELECOMUNICAÇOES
Você foi selecionado para trabalhar como engenheiro de telecomunicações em uma concessionária de energia elétrica.
A Fig. 1 é uma representação esquemática de um sistema de ondas portadoras, interligando duas subestações S1 e S2.
Os blocos T1 e T2 representam os terminais de comunicações nas subestações S1 e S2, respectivamente. As linhas de
alta tensãoo de 110 kV, com 200 km de extensão e conformação D/H= 0,35. A atenuação devida à transposição
de fases e aos dispositivos de linha totaliza 26,8 dB. O serviço a ser utilizado é o de fonia, com frequência de operação
de 250 kHz, e relação sinal/ruído (S/R) mínima de 35 dB. A Tabela mostra a atenuação superável (máxima) pelos
transmissores disponíveis. A Fig. 2, que se encontra na página seguinte, mostra a curva experimental da atenuação (dB
/100 km) em função da frequência de operação do sistema.
a) Identifique X e Y mostrados na Figura 1, considerando que amboso componentes eletrônicos passivos (resistor,
capacitor ou indutor). (valor: 2,0 pontos)
b) Escolha um transmissor disponível que atenda às especificações mínimas do enlace, e determine a margem (folga) de
garantia do desempenho do sistema. (valor: 4,0 pontos)
c) Modifique as especificações do sistema de telecomunicações de tal forma que a nova margem seja 5,2 dB, supondo
que só estão disponíveis transmissores de 2 Watts. (valor: 3,0 pontos)
d) Determine a potência de ruído no receptor.
(valor: 1,0 ponto)
Tabela: Atenuação superável máxima para S/R = 35 dB (fonia).
Tensão
Linha (kV)
380
220
150
110
Potência Mínima no Receptor
(dBm)
Fonia
8
-1
-9
-18
Atenuação Superável
(dB)
2W
15
24
32
41
10W
22
31
39
48
40 W
28
37
45
54
Figura 2 - Curva experimental da Atenuação da linha
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Sistemas de Comunicação.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: Leitura, interpretação e expressão por
meio de gráficos, planejamento de sistemas na área
de Engenharia Elétríca; utilização de modelos aplica-
dos a dispositivos e sistemas elétricos e magnéticos;
análise de novas situações, relacionando-as com ou-
tras anteriormente conhecidas.
Padrão de Resposta Esperado:
a) X: indutor Y: capacitor
b) A
T
(atenuação total) = 26,8 dB (dispositivos) + A,
(atenuação na linha)
A
t
: (conforme Fig 2). Para 250 kHz: 9dB/100 km.
Para 200 km: 18 dB
A, =26,8+ 18,0 = 44,8 dB
Tabela: para 110 kV, transmissor de 10W supera
48 dB, devendo ser escolhido.
A folga é M = 48 -44.8 = 3,2 dB
c) Diminuir a frequência de operação
Tabela 1: nova atenuação total será 41 - 5,2 = 35,8 dB. A
nova atenuação na linha será
35,8 - 26,8 9,0 dB (em 200 km). A ordenada na
Fig. 2: 9,0 .100/200 = 4,5 dB
Fig. 2: Para 4.5 dB corresponde a frequência de ope-
ração de 125kHz.
d) P
N
= P
R
(potência recebida) - SNR (relação sinal/
ruído) Tabela: P
N
= -18-35 = -53dBm
Questão n«17-COMPUTAÇÃO
Um sistema é composto de três dispositivos similares e funciona, de maneira adequada, se pelo menos dois destes
dispositivos operarem corretamente. O funcionamento dos dispositivos é representado pelas variáveis lógicas X,
Ye Z, as quais assumem o valor lógico "1" quando o dispositivo correspondente falha, e "0" quando opera corretamente.
Determine a expressão da variável lógica W, que representa o funcionamento do sistema (W = 1 para o inadequado e
W- 0 para o adequado), em função das variáveis X, Ye Z, considerando:
a) soma de produtos lógicos e sua expressão simplificada;
b) produto de somas lógicas.
(valor: 6,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Sistemas de Computação.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: Resolver problemas utilizando Lógica
Computacional
Padrão de Resposta Esperado:
Tabela Lógica:
X
0
0
0
0
1
1
1
1
Y
0
0
1
1
0
0
1
1
z
0
1
0
1
0
1
0
1
w
0
0
0
1
0
1
1
1
Obs.:o obrigatória
a) W
v
XYZ
+
XYZ
+
XYZ + XYZ
Simplificação
W = XZ + YZ
+
XY
b) W = (X + Y + Z) (X + Y + Z) (X + Y + Z) (X + Y + Z)
Questão n= 18-COMPUTAÇÃO
Analise o pseudocódigo abaixo.
Inicio
Tipo ARRAY : vetor [1:5] inteiro:
ARRAY; A;
Lógica : B;
Inteiro: Y, AUX;
Atribua 7 a A [ 1 ];
Atribua 2 a A [ 2 ];
Atribua 9 a A [ 3 ];
Atribua 4 a A [4];
Atribua 5 a A [ 5];
Atribua "VERDADEIRO" a B;
Enquanto B faça
Atribua FALSO a B;
Atribua ZERO a Y:
Enquanto Y < 4 faça
Some 1 a Y
SeA[Y]<A[Y+1
Então
Atribua A f Y1 a AUX
AtrjbuaA[Y + 1]aA[Y]
Atribua AUX a A [ Y + 1 ]
Atribua "VERDADEIRO" a B
Fim-se:
Fim-enquanto:
Fim-enquanto:
Para Y de 1 até 5 faça
Imprima (A [Y])
Fim-para
Fira
a) Apresente o resultado da execução do algoritmo.
b) Mostre os valores para as variáveis B e Y, ao final do processamento.
(valor: 3,0 pontos)
(valor: 2,0 pontos)
c) Apresente uma codificação repetir... até que, como alternativa para as estruturas de controle enquanto ... faça,
existentes no código. (valor: 5,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Linguagem e Técnica de Programação.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: Equacionamento de problemas de
Engenharia Elétríca com propostas de soluções.
Padrão de Resposta Esperado:
a) 9 7 õ 4 2
b) B = "FALSO" e Y = 5
c)
Repita
Atribua "VERDADEIRO" a B;
Atribua ZERO a Y;
Atribua
Some 1 a Y
Se A[Y] < A[Y + 1 ]
Então
Atribua
Atribua
Atribua
Atribua
Fim-se:
Até que Y = 4
Até due B = "VERDADEIRO"
A(Yl a AUX
A[Y + 1 ] a A[Y]
AUX a A[Y+1 ]
"FALSO" a B
Questão n° 19-COMPUTAÇÃO
Analise a figura abaixo e:
a) descreva a aplicação do DFD (Diagrama de Fluxo de Dados);
b) identifique os símbolos utilizados indicando suas funções;
c) indique as entidades externas.
(valor: 3,0 pontos)
(valor: 3,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
Dados/Informações Técnicas:
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Fundamentos da Computação de sistemas digitais.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: Equacionamento de problemas de En-
genharia Eiétrica, com propostas de soluções adequa-
das e eficientes; leitura, interpretação e expressão por
meio de gráficos.
Padrão de Resposta Esperado:
a) É um diagrama de modelagem que é utilizado para
descrever as transformações de entradas em saídas.
b)
Processos: Mostrados como círculos
ou "bolhas" no diagrama. Represen-
tam as diversas funções individuais que
o sistema executa. Funções transfor-
mam entradas em saídas.
Fluxos: mostrados por setas dire-
cionadas curvas no diagrama. Elaso
as conexões entre os processos (fun-
ções do sistema), e representam a
informação que os processos exigem
como entrada e/ou as informações
que eles geram como saídas.
Depósitos de Dados:o mostrados
por duas linhas paralelas ou por uma
elipse. Eles mostram coleções (agre-
gados) de dados que o sistema deve
manter na memória por um período
(tempo) Quando os projetistas de sis-
temas e programadores terminam a
construção do sistema, os depósitos
existirão, tipicamente, como arquivos
ou bancos de dados.
Terminadores: mostram as entidades
externas com as quais o sistema se
comunica São, tipicamente, indivídu-
os, grupos de pessoas (p ex., um outro
departamento ou divisão da organiza-
ção), sistemas externos de computa-
dor e organizações externas.
c) Clientes e estoques.
Questão n 20 - AUTOMAÇÃO E CONTROLE
O sistema de controle da figura abaixo apresenta na malha direta um dispositivo com característicaso lineares (zona morta
e saturação).
A função descritiva associada ao elementoo linear é dada por:
N(X)
=
onde X é a amplitude do sinal de entrada no dispositivoo linear e k é a inclinação da parcela linear.
a) Determine a faixa de K que garante a estabilidade em malha fechada, desconsiderando a não-linearidade.
(valor: 2,0 pontos)
b) Obtenha o valor de N(X), tal que o sistema apresente oscilação sustentada (sem amortecimento) na saída,
tomando-se K = 10 e Supondo-se presente a não-linearidade. Obtenha, também, o valor da frequência de oscilação.
(valor: 5,0 pontos)
c) Ajuste o valor de K para obter uma oscilação sustentada na saída com amplitude igual a 0,2, considerando presente
a não-linearidade. (valor: 3,0 pontos) fe
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Controle de Processos.
Habilidades aferidas na questão:
Capacidade de: Aplicação de conhecimentos teóricos
de Engenharia Elétrica a questões gerais encontradas em
outras áreas.
Padrão de Resposta Esperado:
a) Desconsiderando-se a não-linearidade o sistema em
malha fechada é dado por:
Ou seja, a equação característica é:
s3 + 50s2 + 400s + 4000Kp = 0
Aplicando-se o critério de Routh-Hurwitz temos:
400
4000 K
p
0
Portanto, as condições de estabilidade são:
b) Levando-se em conta a não-!inearidade o sistema
em malha fechada é dado por:
Ou seja, para K = 10 a equação característica é:
s
3
+ 50s
2
+ 400s + 4000QN - 0
Aplicando-se o critério de Routh-Hurwitz temos:
Uma oscilação sustentada ocorrerá se:
Portanto, o valor de N(x) é:
N(X) = 0.5
O valor da frequência de oscilação é obtido a partir da
segunda linha do critério de Routh-Hurwitz:
50s
?
+ 40000N f 0 => 50s-~ + 20000 = 0 => s = ± 20j
Portanto, a frequência de oscilação é de 20 rad/s.
c) Para uma oscilação sustentada na saída de ampli-
tude unitária, temos que calcular o valor de N (X).
Para X = 0,2 utilizamos a equação:
onde a inclinação da parcela linear é k = 1.
N (0,2) = 0,9423
Outra maneira de resolver:
a) Uma outra forma de resolver é utilizando o critério de
Nyquist. Isto pode ser feito
;
pois a função descritiva
depende somente da amplitude do sinal de entrada.
Desprezando-se a não-linearidade podemos analisar a
estabilidade do sistema analisando somente G(j(o), fa-
zendo isto em termos do diagrama de Nyquist.
A estabilidade do sistema depende do cruzamento ou
o do eixo real. Ou, equivalentemente, quando a par-
te imaginária de G(j(.o) = 0.
Donde concluímos que u> = 0 rad/s, co = - 20rad/s e to =
20 rad/s. Como a frequência deve ser positiva, temos
que o digrama de Nyquist cruza o eixo real quando co =
20 rad/s.
Portanto, aplicando-se o critério de Routh-Hurwitz
1
50
400
20000 -40000 NK 40000 NK,
50
40000 NK.
Portanto,
20000 ••• 4000 NK
50
0
£- = 0=>4000 NK
p
= 20000
Como N (0.2) = 0.9423,
20000
K =
40000. 9423
5.3062
a frequência de oscilação continua sendo co = 20 rad/s
Como o ponto crítico é -1 + Oj. este ponto será atingido
quando K
p
= 5. Ou seja, para que o sistema seja estável
0 < K
p
< 5
b) Quando a não-línearidade está presente, a existên-
cia de uma oscilação sustentada depende de qual va-
lor de N(X) leva o diagrama de Nyquist a passar exata-
mente pelo ponto -1 + 0j. Matematicamente, devemos
encontrar N(X) tal que:
1 + N(X) + Kp G(20j) = 0
1
Para K = 10 e G(20j) « - temos que:
' 5
N(X)
=
0.5
c) Para X = 0.2 temos que N(0.2) = 0.9423.
1 + N (0.2) + K
p
G(20j) • 0 P K
p
5.3062
Questão n 21 -AUTOMAÇÃO E CONTROLE
Dada a lógica de comando digital acima, escreva:
a) as equações booleanas equivalentes para as saídas S
1
e S
2
;
b) um programa equivalente para CLP em "Instruction List";
c) um programa equivalente para CLP em "Ladder Diagram".
(valor: 2,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
(valor: 4,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Automação de Sistemas.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: aplicação de conhecimentos teóricos
de Engenharia Elètrica a questões gerais encontradas
em outras áreas.
Padrão de Resposta Esperado:
a) As equações booleanas são:
b) O programa em Instruction List
LD
AND
OR
ANDN
OUT
AND
OR
ANDN
otrr
Questão n 22 - AUTOMAÇÃO E CONTROLE
c) Em Ladder Diagram temos:
Um motor de corrente contínua com excitação constante é representado por:
As grandezas v(t), i(t), R e L são, respectivamente, a tensão, a corrente, a resistência e a indutância de armadura do motor
e e(t) é a tensão induzida na armadura, que é proporcional à velocidade do motor.
No controle de i(t), é utilizada uma fonte de tensão CC de saída variável que é modelada com um sistema de 1 - ordem
dado por:
onde:
- V(s) e V"
r
(s) são, respectivamente, as Transformadas de Laplace das tensões de saída da fonte e de referência;
- Tf é a constante de tempo da fonte, igual a 0,5 ms.
Calcule os parâmetros K e K. de um controlador PI contínuo para o controle de i(t), conforme a figura, de forma a compensar,
-R
por cancelamento, o pólo dominante do sistema
s
~ , e a definir um sistema de malha fechada com pólos complexos
2T
A tensão e(t) pode ser considerada nula no cálculo do controlador por variar lentamente. Os parâmetros do
motoro R • 0,5íi e L = 1,5mH. (valor: 10,0 pontos)
Comentários
Conteúdos estabelecidos na questão:
Controle.
Habilidades aferidas:
Capacidade de: equacionamento de problemas de En-
genharia Elétrica com propostas de soluções adequa-
das e eficientes; utilização de modelos aplicados e dis-
positivos e sistemas elétricos e magnéticos.
Padrão de Resposta Esperado:
A função de transferência do motor é obtida aplicando-
se a transformada de Laplace na equação diferencial
fornecida com eo = 0. A transformada de Laplace des-
ta equação fornece.
V(s) = Rl(s) + sLI(s)
assim a função de transferência do motor é
l(s)A/(s) = (1/L)/(s + 1/T)
onde se introduziu a constante de tempo T = L /R
De acordo com o diagrama fornecido, a função de trans-
ferência de malha aberta do sistema G
0
(s) é dada por:
Compensando-se MJ por meio de K AC, isto é
A função de transferência de malha fechada é dada
por:
Substituindo a expressão de obtém-se
os pólos do sistema em malha fechadao dados re-
solvendo-se o seguinte polinómio em s
O sistema deve ser alocado em malha fechada com
, então
ou seja
substituindo em rC /K = 1/T , obtém-se a expressão
deK,
Substituindo-se os valores dos parâmetros, R = 0,5 ,
L = 1,5mH e T, = 0,5ms, obtém-se
K,= 500
K
p
= 1,5
Questionário
Pesquisa
IPsta pesquisa é parte integrante do Exame Na-
cional de Cursos e tem por objetivo levantar informa-
ções que permitam identificar as condições institu-
cionais de ensino, bem como traçar o perfil do conjunto
de graduandos. Ela permitirá o planejamento de ações,
na busca da melhoria da qualidade dos cursos. Para
que essa meta seja alcançada, é importante sua parti-
cipação. Procure responder a este questionário de for-
ma individual, conscienciosa e independente. A fide-
dignidade das suas respostas é fundamental.
Em cada questão, marque apenas uma respos-
ta, ou seja, aquela que melhor corresponde às suas
características pessoais, às condições de ensino
vivenciadas por você e às suas perspectivas para o
futuro. Os dados obtidos serão sempre tratados esta-
tisticamente, de forma agregada, isto é, segundo gru-
pos de indivíduos.o haverá tratamento e divulgação
de dados pessoais.
Preencha o cartão apropriado com as suas res-
postas, utilizando para tanto caneta esferográfica azul
ou preta.
Entregue esse cartão ao coordenador de sua sala,
no local do Exame, no dia 7 de junho de 1998.
Gratos pela sua valiosa contribuição.
01 - Em relação ao Exame Nacional de Cursos,
você gostaria de receber o resultado de seu de-
sempenho na Prova?
(A) - Sim. 90.4
(B)-Não. 9,6
Características Pessoais
(D) Em alojamento universitário.
(E) Sozinho.
Sem informação.
3,0
4,4
0.9
g
JVNOI
ESTI
o
UJ
<
|
c
TRIC/»
LU
UJ
<
1
Lil
z
LU
CO
O)
URSOS
02 - Qual é o seu estado civil?
(A) Solteiro.
(B) Casado.
(C) Separado/desquitado/divorciado.
(D) Viúvo.
(E) Outros.
Sem informação.
03 - Quantos irmãos você tem?
(A) Nenhum.
(B)Um.
(C) Dois.
(D) Três.
(E) Quatro ou mais.
Sem informação.
04 - Quantos filhos você tem?
(A) Nenhum.
(B)Um.
(C) Dois.
(D) Três.
(E) Quatro ou mais.
Sem informação.
79,1
14,2
2,1
0,5
1,8
2,4
7,7
28,6
33,1
15,5
13,7
1.4
87,3
7,4
3,0
0,8
0,3
1,2
05 - Com quem você morou durante a maior par-
te do tempo em que frequentou este curso superi-
or?
(A) Com os pais e/ou outros parentes. 64,7
(B) Com esposo(a) e filho(s). 7,5
(C) Com amigos. 19,4
06 - Você calcula que a soma da renda mensal
dos membros da sua família que moram em sua
casa seja:
(A) Até R$390,00. 3.0
(B) De R$391,00 a R$1.300.00. 25.0
(C) De R$1.301,00 a R$2.600,00. 33,0
(D) De R$2.601,00 a R$6.500,00. 30,7
(E) Mais de R$6.500,00. 7,0
Sem informação. 1,3
07 - Qual o grau de escolaridade do seu pai?
(A) Nenhuma escolaridade. 2,1
(B) Ensino fundamental
(primeiro grau) incompleto. 23,0
(C) Ensino fundamental
(primeiro grau) completo (8 série). 12,1
(D) Ensino médio.
(segundo grau) completo. 24,9
(E) Superior. 37,0
Sem informação. 0,9
08 - Qual o grau de escolaridade da sua mãe?
(A) Nenhuma escolaridade. 1,8
(B) Ensino fundamental
(primeiro grau) incompleto. 24,8
(C) Ensino fundamental
(primeiro grau) completo (8
4
série). 15,3
(D) Ensino médio
(segundo grau) completo. 30,9
(E) Superior. 26,2
Sem informação. 1,0
09 - Qual o meio de transporte mais utilizado por
você para chegar à sua instituição?
(A) Carro ou motocicleta próprios.
(B) Carro dos pais.
(C) Carona com amigos e vizinhos.
(D) Transporte coletivo
(ônibus, trem, metro).
(E) Outro.
Sem informação.
26.1
12,6
3,8
44,6
11,8
1,1
10 - Existe microcomputador em sua casa?
(A) Sim. 72,5
(B) Não. 26,3
Sem informação. 1,3
11 - Durante a maior parte do seu curso, qual foi a
carga horária aproximada de sua atividade remu-
nerada?
(A)o exerci atividade remunerada. 21,7
(B) Trabalhei eventualmente,
sem vínculo empregatício. 16,7
(C) Trabalhei até 20 horas semanais. 19,4
(D) Trabalhei mais de 20 horas e
menos de 40 horas semanais. 15,9
(E) Trabalhei em tempo integral
40 horas semanais ou mais. 25,2
Sem Informação. 1,0
Atividades
12 - Para que você utiliza computador?
(A)o utilizo computador (se optar por esta
alternativa, passe para a Questão 16).
(B) Utilizo-o apenas para entretenimento.
(C) Utilizo-o para trabalhos escolares.
(D) Utilizo-o para trabalhos profissionais.
(E) Utilizo-o para entretenimento, trabalhos
escolares e profissionais.
Sem informação.
(E) Seis ou mais.
Sem informação.
10,3
0.9
13 - Caso utilize computador, como você
aprendeu a operá-lo?
(A) Sozinho.
(B) Por meio de bibliografia especializada.
(C) Na minha Instituição de Ensino Superior.
(D) No meu local de trabalho.
(E) Em cursos especializados.
Sem informação.
2,4
0,5
12.7
4,2
79,0
1,2
52.8
7,0
14,4
13,8
11,9
0,2
54,1
0.2
14 - Caso utilize computador em seus trabalhos
escolares e profissionais que tipos de programas
você opera?
(A) Processadores de texto. 6,3
(B) Processadores de texto e planilhas
eletrônicas. 11,6
(C) Processadores de texto, planilhas
eletrônicas e sistemas de banco de dados. 10,1
(D) Os três tipos de programas acima, além
de programas de apresentação (harvard
graphics, powerpoint e outros congéneres). 17 6
(E) Todos os programas acima, programas
desenvolvidos por você mesmo e programas
específicos da área do seu curso.
Sem informação.
15 - Caso utilize computador, você tem
predominantemente acessado a INTERNET a
partir de que equipamento?
(A) Daquele colocado à disposição pela
minha Instituição de Ensino Superior.
(B) Daquele disponível na minha residência,
por meio de assinatura paga de acesso à
Internet. 25,0
(C) Equipamento disponível no meu local de
trabalho. 9,5
(D) Equipamento colocado à minha
disposição em outro local. 5,0
(E) Nunca tive a oportunidade de acessar a
Internet. 12,6
Sem informação. 0,2
16 - Durante o seu curso de graduação, quantos
livros você tem lido, em média, por ano,
excetuando-se os livros escolares obrigatórios?
(A) Nenhum. 17,7
(B) Um. 25,2
(C) Dois a três. 35,0
(D) Quatro a cinco. 11,0
17 - Durante o seu curso de graduação, quantas
horas por semana você tem dedicado, em
média, aos seus estudos, excetuando-se as
horas de aula?
(A) Nenhuma, apenas assisto às aulas. 5,8
(B) Uma a duas. 22,5
(C) Três a cinco. 32,7
(D) Seis a oito. 16,9
(E) Mais de oito. 213
Sem informação. 0,8
18 - Qual o meio que você mais utiliza para se
manter atualizado sobre os acontecimentos do
mundo contemporâneo?
(A) Jornal. 27,9
(B) Revistas. 13.2
(C) TV. 48,8
(D) Rádio. 3,8
(E) Internet. 5,1
Sem informação. 1,3
19 - Como você avalia seu conhecimento da
língua inglesa?
(A) Praticamente nulo. 9,3
(B) Leio, maso escrevo nem falo.
(C) Leio e escrevo bem, maso falo. 10,6
(D) Leio e escrevo bem e falo razoavelmente. 34,6
(E) Leio, escrevo e falo bem. 16.6
Sem informação. 1,0
20 - Como você avalia seu conhecimento da
língua espanhola?
(A) Praticamente nulo. 41,1
(B) Leio, maso escrevo nem falo. 47 4
(C) Leio e escrevo bem, maso falo. 2,5
(D) Leio e escrevo bem e falo razoavelmente. 5,5
(E) Leio, escrevo e falo bem. 2,5
Sem informação. 1,1
21 - Em qual das línguas estrangeiras abaixo
você é capaz de se comunicar melhor?
(A) Francês. 7,3
(B) Alemão. 5,0
(C) Italiano. 16,4
(D) Japonês. 3,5
(E) Nenhuma dessas. 66,9
Sem informação. 1,0
22 - Simultaneamente ao seu curso de
graduação, em que áreas você desenvolve ou
desenvolveu atividades artísticas?
(A) Teatro. 1,8
(B) Artes plásticas. 2,1
(C) Música. 17,9
(D) Dança. 3,6
(E) Nenhuma. 73,6
Sem informação. 1,1
23 - Simultaneamente ao seu curso de
graduação, em que áreas você desenvolve ou
desenvolveu atividades físicas / desportivas?
(A) Atividades físicas individuais. 34.2
(B) Futebol. 27,9
(C) Voleibol. 5,6
(D) Outro esporte coletivo. 7,4
(E) Nenhuma. 23,8
Sem informação. 1,1
Formação no Ensino Médio
24 - Em que tipo de escola você frequentou o
ensino médio (segundo grau)?
(A) Todo em escola pública (municipal,
estadual, federal). 36,7
(B) Todo em escola privada. 47,9
(C) A maior parte do tempo em escola
pública. 5,9
(D) A maior parte do tempo em escola
privada. 6,5
(E) Metade em escola pública e metade em
escola privada. 2.2
Sem informação. 0,9
25 - Qual foi o tipo de curso do ensino médio
(segundo grau) que você concluiu?
(A) Comum ou de educação geral, no ensino
regular. 54,4
(B) Técnico (eletrônica, contabilidade,
agrícola etc.) no ensino regular. 42,2
(C) Magistério de Primeira a Quarta Séries
(Curso Normal), no ensino regular. 0,5
(D) Curso de Ensino Médio Supletivo.
(E) Outro curso. 1,1
Sem informação. 0,9
Curso de Graudação
26 - Destaque uma dentre as atividades
académicas que você desenvolveu por mais
tempo durante o período de realização do seu
curso de graduação, além daquelas
obrigatórias.
(A) Nenhuma atividade. 47,3
(B) Atividades de iniciação científica ou
tecnológica. 22,9
(C) Atividades de monitoria. 8,0
(D) Atividades em projetos de pesquisa
conduzidos por professores da Instituição. 11,0
(E) Atividades de extensão promovidas pela
Instituição. 9,7
Sem informação. 1,1
27 - Que atividade(s) extraclasse oferecida(s)
pela sua instituição você mais desenvolveu
durante o período da realização do curso?
(A) Nenhuma. 58,5
(B) Estudo de línguas estrangeiras. 12,9
(C) Atividades artísticas diversas. 1,7
(D) Atividades desportivas. 18,3
(E) Mais de uma das atividades acima.
Sem informação. i i
28 - Por qual Instituição, na maioria dos eventos
(Congressos, Jornadas, Cursos de Extensão),
você participou?
(A) Pela minha Instituição de Ensino Superior. 45,7
(B) Por outras instituições de ensino. 6,5
(C) Por diretórios estudantis ou centros
académicos. 11,6
(D) Por associações científicas da área. 6,9
(E)o participei de eventos. 28,1
Sem informação. 1,3
29 - Você foi beneficiado por algum tipo de
bolsa de estudos para custeio das despesas do
curso?
(A) Não. 74,0
(B) Crédito Educativo - Creduc (Caixa
Econômica Federal). 6,8
(C) Bolsa integral oferecida pela instituição.
(D) Bolsa parcial ou desconto nas anuidades
oferecida pela sua instituição. 8,8
(E) Bolsa, parcial ou integral, oferecida por
entidades externas (empresas, organismos
de apoio ao estudante etc). 7,0
Sem informação. 1,2
30 - Durante a maior parte do seu curso de
graduação, considerando-se apenas as aulas
teóricas, qual o número médio de alunos por
turma?
(A) Até 30 alunos. 45,1
(B) Entre 31 e 50 alunos. 37,3
(C) Entre 51 e 70 alunos. 10,3
(D) Entre 71 e 100 alunos. 5,8
(E) Mais de 100. 0,6
Sem informação. 1.0
31 - Quanto às aulas práticas (laboratórios etc.)
do seu curso, você diria que:
(A) as aulas práticasoo necessárias
no meu curso (passe para a Questão 34). 0,6
(B) as aulas práticaso necessárias,
masoo oferecidas (passe para a
Questão 34). 1,2
(C) raramenteo oferecidas aulas
práticas. 9,3
(D) as aulas práticaso oferecidas com
frequência, masoo suficientes. 46,6
(E) as aulas práticaso oferecidas na
frequência exigida pelo curso. 41,0
Sem informação. 1,3
32 - Com relação aos laboratórios utilizados
durante o seu curso, você diria que possuem
equipamentos:
(A) totalmente atualizados e em número
suficiente para todos os alunos. 15,5
(B) atualizados, mas em número insuficiente
para todos os alunos. 21,4
(C) equipamentos desatualizados, mas bem
conservados e em número suficiente para
todos os alunos. 157
(D) equipamentos desatualizados, mas bem
conservados, entretanto insuficientes para
todos os alunos. 36,2
(E) antigos, sem conservação alguma,
inoperantes e insuficientes para os alunos. 10,9
Sem informação. 0,3
33 - As aulas práticas comportam um número
adequado de alunos em relação aos
equipamentos, material e espaço pedagógico
disponíveis?
(A) Sim, todas elas. 16,5
(B) Sim, a maior parte delas. 35,8
(C) Sim, metade delas. 15,1
(D) Sim, poucas. 22,4
(E) Não, nenhuma. 10,1
Sem informação. 0,1
34 - Tomando por base a sua vivência escolar,
você considera que há disciplinas do curso que
deveriam ser eliminadas ou ter seu conteúdo
integrado a outras?
(A) Não, todas as disciplinas ministradas
no cursoo importantes. 13,9
(B) Há poucas disciplinas que deveriam ter
seu conteúdo integrado ao de outras. 43,8
(C) Há muitas disciplinas que poderiam ter
seu conteúdo integrado ao de outras. 22,6
(D) Há várias disciplinas que deveriam ser
totalmente eliminadas. 16,7
(E)o sei. 1,6
Sem informação. 1,4
35 - Ainda tomando por base a sua vivência
escolar, você acha que há novas disciplinas que
deveriam ser incorporadas ao currículo pleno
do curso?
(A) Não, o currículo pleno do curso está
perfeito. 3,9
(B) Sim, embora o currículo do curso seja
bem elaborado, há poucas disciplinas
novas que poderiam ser incorporadas. 38,5
(C) Sim, embora o currículo seja bem
elaborado,há muitas disciplinas novas que
poderiam ser incorporadas. 36,0
(D) Sim, o currículo do curso é deficiente e
há muitas disciplinas que deveriam ser
incorporadas. 19,0
(E)o sei. 1,5
Sem informação. 1,2
36 -Você considera que as disciplinas do curso
estão bem dimensionadas?
(A) Não, algumas disciplinas estão mal
dimensionadas: muito conteúdo e pouco
tempo para o seu desenvolvimento. 55,4
(B) Não, algumas disciplinas estão mal
dimensionadas: muito tempo disponível
para pouco conteúdo a ser ministrado. 8,4
(C) Sim, as disciplinas estão razoavelmente
bem dimensionadas. 30,1
(D) Sim, as disciplinas do curso estão
muito bem dimensionadas. 4,0
(E)o sei. 0,7
Sem informação. 1.4
37 - Quanto ao estágio curricular
supervisionado obrigatório, você diria que:
(A)o é oferecido no meu curso (passe
para a Questão 39). 5,7
(B) tem menos de 200 horas. 34,1
(C) está entre 200 e 299 horas. 17,9
(D) está entre 300 e 399 horas. 19,4
(E) tem mais de 400 horas. 20,1
Sem informação. 2,8
38 - Qual foi, no seu entender, a maior
contribuição do estágio curricular
supervisionado?
(A) O aperfeiçoamento técnico-profissional.
(B) O conhecimento do mercado profissional. 24,3
(C) O conhecimento de novas áreas de
atuação para os graduados no meu curso. 11,4
(D) A reafirmação da escolha profissional feita. 5,3
(E) A demonstração da necessidade de
contínuo estudo para eficiente exercício
profissional. 28.4
Sem informação. 0,8
39 - Quanto à utilização de microcomputadores
em seu curso, você diria que:
(A) o meu cursoo necessita da utilização
de microcomputadores. 0,3
(B) a instituiçãoo possui
microcomputadores. 0,2
(C) a instituição possui microcomputadores,
mas os alunos de graduaçãoom
acesso a eles. 3.2
(D) o acesso aos microcomputadores é
limitado pelo seu número insuficiente ou
pelo horário de utilização. 51,1
(E) a instituição possui um número suficiente
de equipamentos e viabiliza a sua utilização
de acordo com as necessidades do curso. 44.0
Sem informação. 1,3
Biblioteca
40 - Como você utiliza a biblioteca de sua
instituição?
(A) A Instituiçãoo tem biblioteca (se marcou
esta alternativa, salte para a questão 48). 0,5
(B) A Instituição possui biblioteca, mas
euo a utilizo. 6,3
(C) Utilizo pouco a biblioteca, porqueo
sinto muita necessidade dela. 28,3
(D) Utilizo pouco a biblioteca, porque o
horário de funcionamentoo me é favorável. 5,4
(E) Utilizo frequentemente a biblioteca. 58,4
Sem informação. 1,2
41 - Como você avalia a atualização do acervo
da biblioteca em face das necessidades
curriculares do seu curso?
(A) É atualizada 18,2
(B) É medianamente atualizado.
(C) É pouco atualizado. 29,0
(D)o é atualizado. 10,6
(E)o sei. 4,3
Sem informação. 0,1
42 - Como você avalia o número de exemplares
disponíveis na biblioteca para atendimento do
alunado do curso?
(A) É plenamente suficiente. 10,1
(B) Atende medianamente. 46,6
(C) Atende pouco. 19,6
(D) É insuficiente. 20,1
(E)o sei. 3,5
Sem informação. 0,2
43 - Como você avalia a atualização do acervo
de periódicos especializados disponíveis na
biblioteca?
(A)o existe acervo de periódicos. 3,2
(B) Existe, mas é desatualizado. 15,0
(C) É razoavelmente atualizado. 40,1
(D) É atualizado. 22,1
(E)o sei. 19,4
Sem informação. 0,1
44 - A biblioteca de sua instituição oferece
serviço de empréstimo de livros?
(A) Sim, para todo o acervo. 73,0
(B) Apenas para obras de caráter didático. 19,6
(C) Apenas para as obras de interesse geral. 3,8
(D)o há empréstimo. 1,1
(E)o sei. 2,3
Sem informação. 0,3
45 - Como você avalia o serviço de pesquisa
bibliográfica oferecido, você diria que:
(A) utiliza apenas processos manuais
(fichários). 26,3
(B) dispõe de sistema informatizado local. 55,3
(C) dispõe de acesso à rede nacional de
bibliotecas universitárias. 7,3
(D) dispõe de acesso à rede internacional de
bibliotecas. 4,8
(E)o sei. 6,2
Sem informação. 0,2
46 - A biblioteca de sua instituição oferece
horário adequado de funcionamento?
(A) Sim, é plenamente adequado. 67,8
(B) É medianamente adequado. 26,2
(C) É muito pouco adequado. 3,0
(D)o é adequado. 15
(E)o sei. 15
Sem informação. 0,2
47 -A biblioteca de sua instituição oferece
instalações adequadas para leitura e estudo?
(A) Sim, plenamente adequadas. 47,8
(B) Medianamente adequadas. 39,2
(C) Muito pouco adequadas. 8.5
(D) Inadequadas. 3 4
(E)o sei. 0,8
Sem informação. 0,3
Docentes
48 - Qual tipo de material bibliográfico tem sido
o mais utilizado por indicação dos professores
durante o seu curso de graduação?
(A) Apostilas e resumos. 33,0
(B) Livros-texto e manuais. 40,3
(C) Cópias de capítulos e trechos de livros. 12,6
(D) Artigos de periódicos especializados. 0,5
(E) Anotações manuais e cadernos de notas. 12,0
Sem informação. 1,5
49 - Durante o seu curso de graduação, que
técnicas de ensino a maioria dos professores
tem utilizado, predominantemente?
(A) Aulas expositivas. 43,8
(B) Trabalhos de grupo, desenvolvidos em
sala de aula. 0,9
(C) Aulas expositivas e aulas práticas. 25,5
(D) Aulas expositivas e trabalhos de grupo. 14,7
(E) Aulas expositivas, aulas práticas,
trabalhos de grupo e videoaulas. 13,9
Sem informação. 1,2
50 -Você considera que os seus professoresm
demonstrado empenho, assiduidade e
pontualidade?
(A) Nenhum tem demonstrado. 1,0
(B) Poucosm demonstrado. 12,7
(C) Metade tem demonstrado. 13,9
(D) A maior parte tem demonstrado. 60,1
(E) Todosm demonstrado. 10,9
Sem informação. 1,4
51 -Você considera que os seus professores
demonstram domínio atualizado das disciplinas
ministradas?
(A) Nenhum demonstra. 0,7
(B) Poucos demonstram. 10,1
(C) Metade demonstra. 14,4
(D) A maior parte demonstra. 59,9
(E) Todos demonstram. 13,4
Sem informação. 1,5
52 - Que instrumentos de avaliação da
aprendizagem a maioria dos seus professores
adota predominantemente?
(A) Provas escritas periódicas (mensais,
bimensais). 96,4
(B) Trabalhos de grupo, escritos. 0,6
(C) Trabalhos individuais, escritos. 0,4
(D) Prova prática. 0,9
(E)o usa instrumentos específicos de
avaliação. 0,4
Sem informação. 1 4
53 - Ao iniciar os trabalhos com cada disciplina,
os docentes apresentam plano de ensino
contendo objetivos, metodologias, critérios de
avaliação, cronograma e bibliografia?
(A) Nenhum apresenta. 1,6
(B) Poucos apresentam. 10,5
(C) Metade apresenta. 9,3
(D) A maior parte apresenta. 45,2
(E) Todos apresentam. 32,1
Sem informação. 1,4
54 - Como você avalia a orientação extraclasse
prestada pelo corpo docente?
(A) Nunca procurei orientação extraclasse. 12,6
(B) Procurei, mas nunca encontrei. 1,4
(C) Procurei, mas raramente encontrei.
(D) Procurei e encontrei algumas vezes. 47,5
(E) Sempre há disponibilidade do corpo
docente para orientação extraclasse. 21,8
Sem informação. 1,3
Contribuição do Curso
Perspectivas Futuras
58 - Quanto aos estudos, após a conclusão deste
curso, o que pretende?
(A)o fazer qualquer outro curso.
(B) Fazer outro curso de graduação. 10,1
(C) Fazer cursos de aperfeiçoamento e
especialização. 50,5
(D) Fazer curso de mestrado e doutorado
na mesma área. 23,2
(E) Fazer curso de mestrado e doutorado em
outra área. 9,5
Sem informação. 1,5
Questões Específicas
Você considera que, no decorrer do curso, teve
condições de utilizar de forma adequada
(frequência, disponibilidade de equipamentos e
de materiais) os laboratórios da sua faculdade?
59 - Nas disciplinas das matérias básicas?
(A) Sempre. 16,0
(B) Na maioria das vezes. 34,8
(C) Algumas vezes. 40,2
(D) Nunca. 6,5
(E)o sei. 1,3
Sem informação. 1,4
55 - Como você avalia o nível de exigência do
seu curso?
(A) Deveria ter exigido muito mais de mim. 6,2
(B) Deveria ter exigido um pouco mais
de mim. 23,4
(C) Exigiu de mim na medida certa. 42,6
(D) Deveria ter exigido um pouco menos
de mim. 22,0
(E) Deveria ter exigido muito menos de mim. 4,4
Sem informação. 1,4
56 - Qual você considera a maior contribuição
do curso que está concluindo?
(A) Aobtenção de diploma de nível superior. 12.8
(B) A aquisição de cultura geral. 11,9
(C) O aperfeiçoamento técnico-profissional.
(D) A formação teórica. 24,5
(E) Melhores perspectivas de ganhos
materiais. 10,6
Sem informação. 1,3
57 - Qual habilidade foi mais desenvolvida pelo
seu curso?
(A) Capacidade de comunicação.
(B) Habilidade de trabalhar em equipe. 18,9
(C) Capacidade de análise crítica. 50,4
(D) Senso ético. 3,6
(E) Capacidade de tomar iniciativa. 19,4
Sem informação. 1,5
60 - Nas disciplinas das matérias do ciclo
profissional?
(A) Sempre. 19,5
(B) Na maioria das vezes. 42,5
(C) Algumas vezes. 33,3
(D) Nunca. 2,6
(E)o sei. 0,4
Sem informação. 1,6
61 - Você considera que, no decorrer do seu
curso, os laboratórios da sua faculdade
dispunham de equipamentos suficientes para
trabalho dos alunos?
(A) Sempre. 11,4
(B) Na maioria das vezes. 38,5
(C) Algumas vezes. 40,0
(D) Nunca. 8,5
(E)o sei. 0,3
Sem informação. 1,3
Indique a abordagem dada, no curso que você
está concluindo, aos tópicos seguintes.
62 - Ética
(A)o foi focalizada em nenhum momento. 18,2
(B) Foi abordada apenas em atividades
extraclasse (palestras, conferências etc). 17,7
(C) Foi tratada superficialmente em uma
disciplina. 34,3
(D) Foi estudada em várias disciplinas
do curso. 16,8
(E) Foi tema central de uma ou mais
disciplina. 11,6
Sem informação. 1,5
63 - Qualidade
(A)o foi focalizada em nenhum momento. 9,4
(B) Foi abordada apenas em atividades
extraclasse (palestras, conferências etc). 17,7
(C) Foi tratada superficialmente em uma
disciplina. 24,0
(D) Foi estudada em várias disciplinas do
curso. 29,5
(E) Foi tema central de uma ou mais
disciplina. 17,6
Sem informação. 1,7
64 - Ecologia / Meio Ambiente
(A)o foi focalizada em nenhum momento. 2,5
(B) Foi abordada apenas em atividades
extraclasse (palestras, conferências etc). 4,0
(C) Foi tratada superficialmente em uma
disciplina. 31,2
(D) Foi estudada em várias disciplinas do
curso. 5,5
(E) Foi tema central de uma ou mais
disciplina. 55,4
Sem informação. 1,4
65 - Tecnologia de informação (ex.: Internet,
videoconferência, informática aplicada na sua
área etc.)
(A)o foi focalizada em nenhum momento. 11,3
(B) Foi abordada apenas em atividades
extraclasse (palestras, conferências etc). 21,1
(C) Foi tratada superficialmente em uma
disciplina. 18,8
(D) Foi estudada em várias disciplinas do
curso. 27.3
(E) Foi tema central de uma ou mais
disciplina. 19,8
Sem informação. 1.6
66 - Assinale a alternativa que melhor define
suas perspectivas futuras:
(A) Já tenho trabalho garantido, na área de
Engenharia Elétrica, após a conclusão do
meu curso. 15,6
(B) Existem perspectivas favoráveis com
relação ao meu ingresso no mercado de
trabalho, atuando na área de Engenharia
Elétrica. 41,7
(C) Pretendo montar ou continuar traba-
lhando em empresa própria na área de
Engenharia Elétrica, após a conclusão do
meu curso. 8,7
(D) Optei por continuar me dedicando
exclusivamente a estudos em nível de
pós-graduação ou outros, após a conclusão
do meu curso. 7,6
(E)o tenho, ainda, definições ou perspec-
tivas para após a conclusão do curso. 24,5
Sem informação. 1,8
67 - Quaiso as suas perspectivas após a
conclusão do curso?
(A) Pretendo trabalhar apenas na área de
Engenharia Elétrica. 49,1
(B) Procurar emprego em outra área. 12,3
(C) Continuar com o mesmo emprego que
tem agora. 17,1
(D) Montar um negócio próprio. 15.8
(E) Continuar participando de negócio próprio. 3,8
Sem informação. 2,0
Análise das Respostas ao Questionário-Pesquisa
Aqui se apresenta a distribuição das frequências obtida a partir das respostas dos graduandos dos cursos
de Engenharia Elétrica ao questionário sociocultural que integra o Exame Nacional de Cursos 1998 - ENC-98.
As respostas correspondem a um máximo de 3.924. Naturalmente, existem variações em torno deste total
devido às diferenças de respostas válidas
1
.
A análise aqui apresentada focaliza os dados agregados por região geopolítica e por dependência adminis-
trativa das instituições. O objetivo deste estudo é traçar um perfil socioeconómico e atitudinal dos graduandos de
Engenharia Elétrica, contemplando um variado leque de questões que incluem desde indicadores objetivos, como
estado civil, renda e escolaridade dos pais, até apreciações subjetivas sobre os recursos e serviços das institui-
ções de ensino nas quais os alunos estavam matriculados, avaliações de desempenho dos professores e do nível
de exigência do curso, além de expectativas para o futuro.
1. Características Socioeconómicas e Ambiente Cultural dos Graduandos
Os graduandos de Engenharia Elétricao majoritariamente solteiros. Observa-se, entretanto, que os
percentuais de outro estado civilo mais elevados no Norte e entre os que estudaram nas IES municipais e
privadas.
Exceto no Norte e no Nordeste, ondeo mais frequentes os quem quatro ou mais irmãos, a maioria
dos graduandos é proveniente de famílias pequenas, predominando os quem um e dois irmãos.
Tambémo pouco numerosos os quem filhos, Observando-se o maior percentual na região Norte e nas
IES municipais. Em todos os casos,o mais significativos os percentuais de graduandos quem apenas um
filho.
Tabela 1
Estado Civil dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições
em1998(%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Solteiro
73,1
79,8
80,1
75,9
78.9
81,5
87,6
66,4
74,2
79,1
Casado
19,4
12,0
14,0
17,3
6,2
11,1
8,2
23,9
18,8
14,2
Separado/
Desquitado/
Divorciado
1,1
3,2
1,7
2,7
5,0
2,0
1,7
6,2
2,1
2,1
Viúvo
0,5
0,8
0,4
0,2
1,9
0,8
0,0
0,0
0,5
0,5
Outro
3,8
3,2
1,2
2,3
3,7
2,2
1,0
3,5
1,5
1,8
SI
2,2
1,1
2,7
1,6
4,4
2,4
1,4
0,0
3,0
2,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
1
As Tabelas apresentam, na categoria SI (Sem Informação), o percentual de graduandos que deixou a pergunta sem resposta. Em
algumas perguntas, os valores absolutos podem apresentar pequenas variações devido à eventual perda de informação.
Tabela 2
Número de Irmãos dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
6,5
6,7
8,2
6,3
8,7
7,7
7,2
5,3
8,1
7,7
Um
17,7
15,7
32,1
27,4
18,6
23,2
33,5
30,1
31,4
28,6
Dois
28,0
34,3
32,8
33,2
41,0
33,8
37,4
32,7
30,8
33,1
Três
18,3
20,7
14,1
18,4
14,3
17,7
13,3
16,8
14,5
15,5
Quatro ou
mais
29,6
22,3
11,1
14,1
15,5
16,8
7,2
15,0
13,4
13,7
SI
0,0
0,3
1,7
0,7
1,9
0,8
1,4
0,0
1.9
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 3
Número de Filhos dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
82,8
85,4
87,5
87,9
91,9
89,3
92,6
77,0
84,0
87,3
Um
9,1
9,3
7,3
7,2
3,7
6,8
4,2
12,4
9,1
7,4
Dois
4,8
3,5
2,8
3,1
3,1
2,4
1,3
5,3
4,1
3,0
Três
1,1
1,1
0,8
0,9
0,6
0,4
0,6
5,3
1,0
0,8
Quatro ou
Mais
2,2
0,5
0,1
0,2
0,0
0,3
0,1
0,0
0,2
0,3
SI
0,0
0,3
1,5
0,7
0,6
0,8
1,2
0,0
1,6
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A maioria dos que estavam concluindo o curso de Engenharia Elétrica residiu com os pais ou parentes.
Entretanto, observa-se que os percentuais encontrados no Sul e Sudesteo bem inferiores aos das demais
regiões. O mesmo ocorre com os graduandos das lES municipais e das estaduais frente aos das federais e
privadas. No caso do Sul e do Sudeste, parcelas significativas informaram ter residido com amigos, o mesmo
ocorrendo com os graduandos das lES estaduais. Já entre os que estudaram em lES municipais, além da
residência com amigos, registra-se uma proporção significativa dos que residiram com cônjuge e filhos.
Tabela 4
Situação de Moradia dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Com
Pais ou
Parentes
83,3
77,7
63,0
54,1
77,0
66,5
55,3
39,8
68,7
64,7
Com
Cônjuge e
Filhos
9,1
5,1
7,4
10,6
3,7
5,4
3,0
21,2
10,5
7,5
Com
Amigos
2,7
10,4
21,5
24,5
7,5
19,0
29,9
34,5
14,4
19,4
Alojamento
Universitário
2,2
2,7
3,0
3,4
4,4
4,1
6,2
0,0
0,9
3,0
Sozinho
2,2
3,7
4,0
6,9
6,8
4,5
4,5
4,4
4,4
4,4
SI
0,5
0,5
1,1
0,5
0,6
0,5
1,2
0,0
1,2
0,9
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
No que se refere à renda familiar mensal, predominam aqueles situados na faixa de R$ 1.301,00 a R$
2.600,00. Observa-se, entretanto, que no Sudesteo mais elevados os percentuais dos que informaram renda
familiar mensal superior a R$ 2.601,00, enquanto no Norteo mais numerosos os quem renda familiar abaixo
de R$ 1.301,00. Já no Centro-Oeste registra-se a maior assimetria: apenas 24,2% situam-se na faixa intermedi-
ária de R$ 1.301,00 a R$ 2.600,00, enquanto 35,4% tem renda inferior a R$ 1.300,00 e 39,8%m renda superior
a R$2.601,00.
Por outro lado, o exame da distribuição de renda conforme a dependência das IES mostra que nas estaduais
44,6% contam com renda superior a R$ 2.601,00, seguindo-se 40,0% dos graduandos das IES privadas na
mesma faixa. Em contrapartida, nas IES municipais encontram-se 39,0% com renda familiar mensal inferior a R$
1.300,00.
Tabela 5
Renda Familiar Mensal dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Reg iões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
AtéR$
390,00
3,8
4,0
2,5
3,8
5,0
4,3
2,7
2,7
2,0
3,0
De RS
391,00
a R$
1.300,00
33,9
31,4
22,4
28,3
30,4
30,4
16,6
36,3
22,9
25,0
De RS
1.301,00
a RS
2.600,00
32,8
31,4
33,6
33,9
24,2
31,4
34,8
36,3
33,4
33,0
De RS
2.601,00
a R$
6.500,00
25,3
28,7
31,8
29,2
29,2
27,8
34,5
23,9
32,3
30,7
Mais de
R$
6.500,00
3,8
4,0
8,1
4,1
10,6
5,4
10,1
0,0
7,7
7,0
SI
0,5
0,5
1,6
0,7
0,6
0,7
1,3
0,9
1,8
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os graduandos do Centro-Oeste, Sudeste e Nordesteo os que mais frequentemente contam com carro
ou motocicleta próprio ou dos pais, enquanto no Norte registra-se o maior percentual dos que usam transporte
coletivo. Entre as IES segundo a dependência, os graduandos que menos utilizam transporte coletivoo os que
estavam matriculados nas estaduais e particulares.
Tabela 6
Meio de Transporte mais Utilizado pelos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Carro ou
Motocicleta
Próprios
21,0
23,1
26,8
26,0
27,3
19,6
27,0
29,2
31,3
26,1
Carro dos
pais
9,7
17,8
13,5
5,6
14,3
10,7
14,4
8,9
13,9
12,6
Carona
0,0
2,7
5,0
0,7
2,5
2,7
5,1
1,8
4,4
3,8
Coletivos
68,8
52,7
38,6
58,9
47,2
oo,o
38,0
43,4
39,3
44,6
Outro
0,5
3,5
14,9
8,1
6,8
l^,o
14,3
15,9
9,7
11,8
SI
0,0
0,3
1,3
0,7
1,9
0,5
1,3
0,9
1,5
1,1
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Em todo o Brasil, a maior parte dos graduandos em Engenharia Elétrica estudou todo o curso médio ou a
maior parte dele em escolas particulares. Todavia, os percentuais dos que estudaram o curso médio exclusiva-
mente em instituições privadas só excederam a metade nas regiões Nordeste e Sudeste. Por outro lado, ao
contrário do que usualmente se supõe, os graduandos que estudaram em escolas particulares de ensino médio
só predominam efetivamente sobre os que estudaram em escolas públicas nas IES estaduais (57,3% contra
28,3%) e nas particulares (47,9% contra 36,2%). Nas federais, os dois gruposo quase equivalentes e nas
municipais, a distribuição se inverte: a maior proporção fez o curso médio em escolas públicas.
Tabela 7
Tipo de Escola na qual os Graduandos cursaram o Ensino Médio, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Todo
público
48,9
33,2
34,0
47,0
39,8
40,4
28,3
46,9
36,2
36,7
Todo
privado
32,8
56,1
50,1
36,6
47,8
44,6
57,3
31,9
47,9
47,9
Mais
público
8,1
5,6
5,6
7,2
3,7
6,3
5,6
10,6
5,4
5,9
Mais
privado
7,0
3,7
7,0
6,0
5,6
6,1
6,2
7,1
6,8
6,5
Metade público,
metade privado
3,2
1,3
2,2
2,5
2,5
2,1
1,7
3,5
2,4
2,2
SI
0,0
0,0
1,1
0,7
0,6
0,5
0,9
0,0
1,3
0,9
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados da Tabela 8 mostram que há uma significativa proporção de graduandos proveniente de cursos
técnicos, embora a maioria tenha realizado cursos médios regulares. O maior percentual dos que fizeram cursos
técnicos é observado no Norte e nas lES municipais e particulares. O Centro-Oeste, o Nordeste e as lES estaduais
concentram as maiores proporções de graduandos que concluíram cursos médios regulares. As demais modali-
dades de ensino médioo agregam percentuais significativos na composição desta população.
Tabela 8
Tipo de Curso Médio concluído pelos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Regular
46,8
60,6
53,4
53,0
70,2
59,6
66,2
46,0
45,4
54,4
Técnico
50,0
37,8
42,9
43,8
27,3
38,1
30,7
53,1
50,0
42,2
Magistério
1,6
0,0
0,5
1,1
0,0
0,3
0,3
0,0
0,9
0,5
Supletivo
1,1
0,8
0,8
0,4
1,9
0,5
0,9
0,0
1,1
0,8
Outro
0,5
0,5
1,3
1,1
0,0
0,9
1,0
0,9
1,3
1,1
SI
0,0
0,3
1,2
0,7
0,6
0,7
0,9
0,0
1,3
0,9
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A maioriao contou com bolsa de estudos para custear as despesas do curso. Entretanto, nas regiões
Sudeste e Sul, um pouco menos de 30,0% dispuseram de algum tipo de bolsa.
Na primeira dessas regiões, o maior percentual foi de bolsas parciais das próprias lES, seguidas do Crédito
Educativo; na outra, foram mais frequentes as bolsas de entidades externas, também seguidas do Crédito Educativo.
Sob a perspectiva da dependência das lES, os graduandos das municipais foram os que mais frequentemente
contaram com custeio dos estudos via bolsas de entidades externas e do Crédito Educativo, cabendo aos das lES
privadas o maior percentual de bolsas parciais da própria lES, seguidas pelo Crédito Educativo.
Tabela 9
Tipo de Bolsa de Estudos Utilizada pelos Graduandos para o Custeio do Curso de Engenharia
Elétrica segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o
tiveram
bolsa
93,6
87,0
70,1
71,9
93,2
88,9
88,7
51,3
56,0
74,0
Crédito
Educativo
0,5
3,7
7,6
8,8
0,6
0,5
0,7
19,5
14,1
6,8
Bolsa
Integral
dalES
1,1
2,1
2,6
1,6
0,6
2,8
2,0
0,0
2,0
2,2
Bolsa
Parcial da
lES
0,0
2,1
11,5
4,7
3,1
1,0
2,3
8,0
18,5
8,8
Bolsa de
Entidades
Externas
3,8
4,8
6,8
11,9
1,9
5,8
5,1
20,4
7,9
7,0
SI
1,1
0,3
1,4
1,1
0,6
1,0
1,2
0,9
1,5
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os que mais frequentemente se dedicaram exclusivamente aos estudos foram os graduandos das regiões
Sul e Norte e das lES particulares. Entre aqueles que, além de estudar, também desempenharam atividades
remuneradas, os do Sudeste e do Sul e das lES municipais foram os que mais registraram jornadas de trabalho
semanais integrais Os graduandos do Centro-Oeste e os das lES federais e estaduais foram os que mais
trabalharam em meio expediente, cumprindo jornadas de trabalho semanais de até 20 horas.
Tabela 10
Carga Horária Semanal de Trabalho Remunerado dos Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
lotai Brasil
o
traba-
lharam
18,3
25,5
22,8
13,7
28,0
25,3
31,0
20,4
14,7
21,7
Trabalho
eventual,
sem
vínculo
24,7
21,3
15,6
14,2
24,2
21,6
18,2
5,3
12,6
16,7
Trabalha-
ram até 20
horas
16,1
23,1
17,7
23,6
28,0
26,4
24,2
5,3
12,1
19,4
Trabalharam
mais de
20 e menos
de 40 horas
21,5
14,9
14,4
22,5
13,7
16,4
16,3
4,4
16,2
15,9
Trabalha-
ram em
tempo
integral
18,8
15,2
28,3
25,1
4,4
9,6
9,0
64,6
43,2
25,2
SI
0,5
0,0
1,2
0,9
1,9
0,8
1,3
0,0
1,2
1,0
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Cerca de 1/3 desses estudantes dedicou de três a cinco horas semanais aos estudos fora de sala de aula.
No Centro-Oeste e no Nordeste, foram mais frequentes os que afirmaram estudar mais de oito horas semanais
fora de sala de aula. No Sudeste, talvez devido ao fato de maiores percentuais trabalharem em horário integral,
o mais numerosos os que apenas assistiram às aulas ou que dedicaram somente uma ou duas horas sema-
nais aos estudos fora de sala de aula.
Entre as lES segundo a dependência, os que mais afirmaram estudar mais de oito horas fora de sala de aula
foram os graduandos das federais, seguidos pelos das estaduais. Observa-se que, enquanto estes, na média, foram
os que mais frequentemente estudaram mais de cinco horas semanais, os graduandos das lES municipais e
particulares foram os que mais afirmaram estudar menos de três horas semanais fora de sala de aula.
7abe/a 11
Número Médio de Horas Semanais dedicadas ao Estudo fora de Sala de Aula pelos Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhuma,
só assistem
às aulas
2,7
2,9
7,3
2,9
1,9
2,2
3,5
4,4
10,0
5,8
Uma
a
duas
18,8
13,3
24,9
20,9
14,3
14,1
18,8
38,1
30,5
22,5
Três
a
cinco
36,0
31,7
32,8
32,8
29,8
30,7
33,0
38,9
34,0
32,7
Seis
a
oito
22,6
19,7
15,0
21,3
18,6
21,0
16,6
12,4
13,6
16,9
Mais
de
Oito
19,9
31,9
19,0
21,6
34,8
31,5
27,1
6,2
10,8
21,3
SI
0,0
0,5
1,0
0,5
0,6
0,5
1,0
0,0
1,2
0,8
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
De um modo geral, a escolaridade paterna e materna dos graduandos em Engenharia Elétrica é pouco
elevada, já que em nenhuma das regiões ou das dependências administrativas chega à metade o percentual de
graduandos cujos pais e/ou mães possuem diploma superior. Esses valores sugerem a persistência de um
processo de ascensão educacional intergeracional, que se traduz na razão entre filhos graduados pela média de
pais e mãeso graduados. Assim, esse processo é menos acentuado ondeo mais elevados os índices de
escolaridade paterna e materna dos graduandos: regiões Centro-Oeste e Nordeste e IES federais e estaduais. E
é mais intenso ondeo mais baixos os índices de escolaridade paterna e materna, que, por sua vez, registram-
se entre os graduandos do Norte e das IES municipais.
Uma vez que os hábitos de estudoo fortemente influenciados pelo ambiente cultural familiar, é possível
sugerir que as variações na escolaridade paterna e materna seja um dos fatores que explicam a maior dedicação
aos estudos fora de sala de aula, observada entre os graduandos do Centro-Oeste e do Nordeste e das IES
federais e estaduais.
Tabela 12
Escolaridade dos Pais dos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhu-
ma
3,2
3,5
1,9
1,6
3,1
2,4
1,3
5,3
2,0
2,1
Ensino
Funda-
mental
Incompleto
31,2
19,2
23,4
21,6
19,3
22,3
15,0
38,1
25,9
23,0
Ensino
Funda-
mental
Completo (*)
15,6
7,7
12,7
11,7
9,9
10,8
10,1
15,9
13,8
12,1
Ensino
Médio
Completo
24,7
27,1
24,0
27,6
26,7
24,8
22,7
23,9
26,1
24,9
Supe-
rior
24,7
41,8
37,0
36,8
40,4
39,1
49,9
16,8
31,1
37,0
SI
0,5
0,8
1,1
0,7
0,6
0,7
1,0
0,0
1,2
0,9
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
(*) 8
8
série.
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 13
Escolaridade das Mães dos Graduandos, segundo as Regiõe
Instituições em 1998 (%
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhu-
ma
3,2
2,4
1,7
1,1
1,9
1,8
1,6
0,9
2,0
1,8
Ensino
Funda-
mental
Incompleto
28,0
20,0
25,8
24,7
17,4
22,5
17,6
32,7
29,4
24,8
Ensino
Funda-
mental
Completo (*)
15,1
12,0
16,0
15,5
12,4
12,8
14,0
14,2
18,2
15,3
s e a Dependência Administrativa das
Ensino
Médio
Completo
35,0
30,9
30,7
30,5
31,1
32,0
32,3
34,5
29,0
30,9
Supe-
rior
18,8
34,3
24,8
27,2
35,4
30,2
33,5
16,8
20,2
26,2
SI
0,0
0,5
1,1
1,1
1,9
0,7
1,0
0,9
1,3
1,0
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
(*) 8 série
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Seja devido aos padrões culturais familiares, ao poder aquisitivo ou às diferenças regionais de acesso a
bens que incorporam tecnologia mais avançada, os microcomputadores em ambiente domésticoo mais gene-
ralizados entre os graduandos do Sudeste e do Sul. Tambémo muito mais frequentes entre os que estudaram
em IES estaduais do que entre os que estavam em vias de concluir o curso em IES municipais.
Tabela 14
Disponibilidade de Microcomputador em Ambiente Doméstico entre os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Sim
53,2
67,3
74,7
74,1
65,2
70,5
80,2
61,1
71,8
72,5
o
46,2
31,7
23,9
25,1
33,5
28,6
18,6
38,9
26,6
26,2
SI
0,5
1,1
1,4
0,9
1,2
1,0
1,2
0,0
1,6
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A grande maioria dos graduandos usa os microcomputadores para fins de entretenimento, e para a realiza-
ção de trabalhos escolares e/ou profissionais. Percentuais significativos utilizam-nos apenas para trabalhos
escolares, especialmente nas IES municipais e nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde é menos frequente a
disponibilidade desses equipamentos em ambiente doméstico.
Tabela 15
Finalidades da Utilização de Microcomputadores entre os Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o
usam
3,2
2,7
2,5
1,1
4,4
2,2
2,2
0,0
2,9
2,4
Entrete-
nimento
0,5
1,1
0,5
0,4
0,0
0,3
0,4
1,8
0,7
0,5
Trabalhos
Escolares
16,7
13,8
12,0
13,2
15,5
15,7
11,0
23,0
10,1
12,7
Trabalhos
Profis-
sionais
6,5
3,2
4,8
2,0
2,5
2,9
2,0
2,7
6,4
4,2
Entrete-
nimento e
Trabalhos
Escolares e
Profissionais
73,1
78,7
78,8
82,7
76,4
78,2
83,1
72,6
78,3
79,0
SI
0,0
0,5
1,5
0,7
1,2
0,8
1,3
0,0
1,6
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Conforme mostra a Tabela 16, excetuando-se o Norte e o Nordeste e as lES municipais e particulares, a
maioria dos graduandos aprendeu por conta própria a utilizar os recursos de microinformática. Foram pouco
frequentes, em todas as regiões e em todos os tipos de lES, os que receberam treinamento por parte da lES para
utilizar os microcomputadores. Os maiores percentuais dos que aprenderam a operar os microcomputadores na
própria lES foram registrados no Norte e nas lES federais. Nas lES municipais e privadas foram maiores as
proporções daqueles que realizaram o seu aprendizado no local de trabalho.
Tabela 16
Forma de Aprendizado de Operação de Microcomputadores entre os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Apren-
deram
Sozinhos
35,0
47,5
53,4
56,7
61,8
55,0
62,3
41,6
47,6
52,8
Usaram
Bibliogra-
fia Espe-
cializada
11,7
6,9
6,5
7,7
7,9
7,5
8,2
3,5
6,3
7,0
Apren-
deram na
Instituição
de Ensino
Superior
20,6
16,5
14,0
13,2
13,2
18,8
12,4
14,2
11,2
14,4
Apren-
deram
no
Trabalho
13,9
9,1
15,0
13,6
6,6
7,8
6,3
27,4
21,5
13,8
Fizeram
Cursos
Especia-
lizados
18,9
20,1
11,1
8,4
9,9
10,7
10,6
13,3
13,4
11,9
SI
0,0
0,0
0,1
0,4
0,7
0,3
0,2
0,0
0,1
0,2
Total (N)
180
364
2.542
545
152
1.430
669
113
1.571
3.783
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Em todas as regiões, os graduandos exibem, na maioria, habilidades bastante amplas para lidar com os
recursos de microinformática: com exceção do Norte (46,7%), mais da metade usam processadores de texto,
planilhas eletrônicas, bancos de dados e programas de apresentação, além de programas pessoais e programas
específicos do seu curso. Contudo, essas habilidadeso concentradas nos graduandos das lES federais e
estaduais, Observando-se percentuais bem menores entre aqueles que estavam para se formar em lES privadas
e, especialmente, municipais.
Tabela 17
Programas de Microcomputador mais Utilizados pelos Graduandos, segundo as Regiões e
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Proces-
sadores
de Texto
13,3
7,1
6,3
4,6
3,3
6,3
3,3
23,9
6,4
6,3
Proces-
sadores
de Texto
e Plani-
lhas Ele-
trônicas
13,3
9,3
12,2
9,7
12,5
9,7
9,4
13,3
14,3
11,6
Proces-
sadores
de Texto,
Planilhas
Eletrô-
nicas e
Banco de
Dados
8,3
9,1
11,0
7,7
9,2
7,6
7,0
13,3
13,6
10,1
Processado-
res de Texto,
Planilhas
Eletrônicas,
Banco de
Dados e
Programas de
Apresentação
18,3
13,7
18,7
16,3
11,8
12,3
12,6
23,0
24,1
17,6
Todos os
anteriores,
além de
programas
pessoais e
programas
específicos
do curso
46,7
60,7
51,7
61,5
61,8
63,8
67,7
26,6
41,6
54,1
SI
0,0
0,0
0,2
0,2
1,3
0,4
0,0
0,0
0,2
0,2
Total (N)
180
364
2.542
545
152
1.430
669
113
1.571
3.783
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Consistentemente com essas habilidades,o bastante elevados os percentuais de graduandos, em
todas as regiões, quem acesso à Internet. Os queo tiveram oportunidade de acessar a Internet só represen-
taram percentuais significativos no Norte e no Centro-Oeste e nas IES municipais. Entre os que acessam a rede,
predominam aqueles cujo equipamento de acesso foi disponibilizado pela IES, especialmente no Sul, Nordeste e
Sudeste e nas IES municipais, estaduais e federais.
Tabela 18
Equipamento de Acesso à Internet, usado pelos Graduandos em Engenharia Elétrica segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Disponí-
vel na
IES
20,6
40,1
38,2
43,5
20,4
40,6
44,7
56,6
30,5
37,6
Residencial,
mediante
assinatura
paga
18,3
24,5
25,7
22,6
32,2
23,1
28,3
8,9
26,5
25,0
Disponí-
vel no
trabalho
17,8
18,4
19,1
24,0
15,1
17,8
17,5
12,4
22,4
19,5
Disponí-
vel em
outro
local
11,7
6,6
4,4
3,5
9,9
6,1
4,5
0,9
4,6
5,0
o teve
oportuni-
dade de
acessar a
Internet
31,7
10,4
12,4
6,1
21,7
12,2
5,1
21,2
15,6
12,6
SI
0,0
0,0
0,2
0,4
0,7
0,2
0,0
0,0
0,4
0,2
Total (N)
180
364
2.542
545
152
1.430
669
113
1.571
3.783
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
o obstante a disponibilidade de acesso à Internet, esseo é um meio de informação generalizado entre
os graduandos em Engenharia Elétrica. De fato, com exceção do Sudeste e do Sul, a maioria tem na televisão o
principal meio de informação. A leitura de jornais é pouco generalizada, variando do mínimo de 14,5% dos graduandos
no Norte ao máximo de 30,7% no Sudeste e de 23,0% nas IES municipais ao máximo de 33,9% nas estaduais.
Tabela 19
Meio de Informação mais utilizado pelos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Jornal
14,5
17,0
30,7
27,9
23,0
23,4
33,9
23,0
29,7
27,9
Revistas
20,4
16,2
11,6
14,8
18,6
15,2
10,8
23,0
11,7
13,2
Televisão
62,9
57,7
46,7
47,0
52,8
53,1
45,5
46,9
46,5
48,8
Rádio
0,5
1,9
4,3
4,7
1,9
1,9
2,6
2,7
6,1
3,8
Internet
1,6
6,7
5,3
4,5
2,5
5,4
6,1
3,5
4,4
5,1
SI
0,0
0,5
1,5
1,1
1,2
1,0
1,2
0,9
1,6
1,3
Total(N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Talvez os baixos percentuais de graduandos quem no jornal o principal meio de informação sejam
explicáveis em razão da inexistência de hábitos generalizados de leitura. De fato, conforme mostra a Tabela 20,
a leitura de livros não-escolares durante o curso foi pouco frequente em todas as regiões. A maioria dos graduandos
leu de um a três livros não-escolares, por ano, durante o curso. Os graduandos do Norte foram os que mais
frequentemente leram livros não-escolares, cabendo os menores percentuais àqueles que estavam concluindo o
curso nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e nas IES municipais e privadas.
Tabela 20
Leitura Média Anual de Livros Não-Escolares durante o Curso pelos Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
9,1
16,0
18,9
15,7
18,6
14,9
15,4
23,0
20,4
17,7
Um
18,8
22,9
26,6
24,3
16,8
22,3
24,4
37,2
27,2
25,2
Dois a
Três
40,9
36,7
34,2
35,3
36,0
36,2
35,8
29,2
33,9
35,0
Quatro a
Cinco
19,9
11.2
10,0
11,4
15,5
12,9
12,4
7,1
8,9
11,0
Seis ou
mais
11,3
12,8
9,3
12,4
12,4
13,2
11,0
3,5
7,8
10,3
SI
0,0
0,5
1,0
0,9
0,6
0,5
1,0
0,0
1,2
0,9
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados apresentados na Tabela 21 informam que, quanto à língua inglesa, a capacidade comunicacional
dos graduandos em Engenharia Elétrica caracteriza dois grupos: o primeiro reúne os que só lêem ou lêem e
escrevem, masoo capazes de expressão oral, e que representam um pouco mais de 1/3. O outro grupo
reúne os queo capazes de ler, escrever e falar inglês: varia do mínimo de 36,5%, no Norte, ao máximo de
55,0%, no Sudeste. Esses percentuais correspondem principalmente aos graduandos das IES federais e estadu-
ais. Chamam a atenção os percentuais relativamente elevados de graduandos que afirmaram ser nulo o seu
conhecimento de inglês, nas regiões Norte e Centro-Oeste e nas IES particulares e municipais.
Tabela 21
Auto-avaliação do Conhecimento de Língua Inglesa pelos Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nulo
15,6
7,7
8,5
9,7
16,8
7,9
3,3
18,6
12,4
9,3
Só Lêem
36,0
35,9
25,1
31,9
32,9
28,6
18,2
34,5
31,0
27,9
Lêem e
escrevem,
maso
falam
11,8
10,6
10,3
12,6
6,2
10,9
8,4
9,7
11,2
10,6
Lêem, es-
crevem e
falam ra-
zoavelmente
23,1
33,8
36,4
31,4
31,7
34,5
40,8
29,2
32,4
34,6
Lêem,
escrevem
e falam
bem
13,4
10,9
18,6
13,9
11,8
17,3
28,1
8,0
11,8
16,6
SI
0,0
1,1
1,2
0,5
0,6
0,8
1,2
0,0
1,2
1,0
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Além de ser pouco generalizado o hábito de leitura de livros não-escolares e de jornais, os graduandos em
Engenharia Elétrica se dedicaram pouco às atividades extraclasses durante o curso. Em todas as regiões, especi-
almente o Nordeste e o Norte, e em todos os tipos de lES, notadamente as municipais e particulares, a maioriao
desenvolveu essas atividades Entre os que o fizeram, destacam-se no Sul e nas lES federais os que estudaram
língua estrangeira e no Centro-Oeste e nas lES estaduais os que se dedicaram às atividades esportivas.
Tabela 24
Atividade Extraclasse oferecida pela Instituição mais Desenvolvida pelos Graduandos durante o
Curso de Engenharia Elétrica, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições
em1998(%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhu-
ma
65,1
66,0
57,5
58,4
51,6
55,2
51,1
66,4
64,1
58,5
Língua
Estrangeira
14,0
12,2
12,6
16,0
8,1
16,2
13,0
8,0
10,2
12,9
Atividades
Artísticas
1,1
2,7
1,4
2,5
3,1
2,1
2,3
0,9
1,2
1,7
Atividades
Desportivas
13,4
12,8
19,2
15,9
28,6
17,7
22,9
18,6
16,8
18,3
-
rias
5,4
5,9
8,1
6,5
8,1
7,8
9,7
6,2
6,4
7,5
SI
1,1
0,5
1,3
0,7
0,6
1,0
1,0
0,0
1,3
1,1
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados mostram que os que, simultaneamente ao curso, se dedicaram às atividades artísticas, preferi-
ram majoritariamente a música, em todas as regiões e em todos os tipos de lES. É predominante, também, a
preferência pelas atividades físicas individuais, que supera até mesmo os percentuais dos que optaram pelo
futebol, exceto nas lES municipais.
Tabela 25
Atividades Artísticas desenvolvidas pelos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Teatro
3,8
1,6
1,7
1,3
3,1
2,0
1,6
0,9
1,7
1,8
Artes
Plásticas
2,2
2,1
2,2
1,6
1,9
2,2
2,9
0,0
1,9
2,1
Música
17,7
18,9
18,0
17,8
13,0
19,4
19,1
11,5
16,4
17,9
Dança
3,2
2,1
3,3
5,8
5,0
4,2
4,5
0,9
2,8
3,6
Nenhuma
72,6
74,7
73,5
73,0
75,2
71,2
70,9
86,7
75,9
73,6
SI
0,5
0,5
1,3
0,5
1,9
1,0
1,2
0,0
1,3
1,1
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 26
Atividades Físicas/Desportivas desenvolvidas pelos Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Atividades
Físicas
Individuais
32,3
33,2
34,5
34,8
"^1 1
36,0
40,6
19,5
30,9
34,2
Futebol
21,5
28,2
28,3
28,1
27,3
27,8
24,8
42,5
28,3
27,9
Voleibol
9,1
5,1
5,3
5,4
8,1
6,7
6,1
1,8
4,7
5,6
Outro
esporte
coletivo
8,6
7,7
7,1
7,4
11,2
7,2
7,2
3,5
8,0
7,4
Nenhuma
28,0
25,3
23,4
23,8
21,1
21,4
20,2
32,7
26,8
23,8
SI
0,5
0,5
1,3
0,5
1,2
1,0
1,2
0,0
1,3
1,1
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
2. Características das Instituições e dos Cursos
O exame das características das instituições e dos cursos se destina a esclarecer que atividades foram
propostas, como foram desenvolvidas, qual o grau de participação dos alunos, de maneira a proporcionar uma
imagem de como transcorreu o processo de formação dos graduandos.
O primeiro dado a ser explorado é a distribuição dos graduandos segundo a dependência administrativa
das instituições. O conjunto dos graduandos de Engenharia Elétrica que responderam ao questionário
socioeconómico do ENC-98 é formado por 37,5% provenientes das IES federais, 17,6% que estudaram nas
estaduais, 2,8% nas municipais e 42,1% que realizaram o curso nas IES particulares.
O exame das características dos cursos de Engenharia Elétrica permite observar, em primeiro lugar, que a
maioria dos graduandos teve aulas teóricas em turmas compostas por, no máximo, 50 alunos. Turmas mais
numerosas só ocorreram em proporções significativas no Sudeste e nas IES particulares. Nestas últimas, foram
menos frequentes as turmas com até 50 alunos e chegaram a ser significativos os percentuais de graduandos
cujas turmas de aulas teóricas tiveram entre 71 e 100 alunos.
Tabela 27
Número Médio de Alunos por Turma nas Aulas Teóricas, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Até 30
59,1
77,7
36,9
57,8
44,1
56,6
35,1
72,6
37,2
54,1
De 31
a 50
38,7
20,7
38,6
38,0
49,7
39,0
48,6
26,6
31,7
37,3
De 51
a 70
1,6
0,8
14,3
2,0
5,0
3,1
11,8
0,0
16,7
10,3
De 71
a 100
0,0
0,3
8,4
0,7
0,0
0,4
2,7
0,0
12,3
5,8
Mais
de 100
0,0
0,0
0,6
0,7
0,6
0,2
0,7
0,9
0,8
0,6
SI
0,5
0,5
1,2
0,7
0,6
0,7
1,0
0,0
1,3
1,0
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
No que diz respeito às aulas práticas, em todas as regiõeso minoria os que informaram que foram
oferecidas com a frequência exigida pelo currículo do curso. Entretanto, chama a atenção o baixíssimo percentual
correspondente no Norte, cuja contrapartidao as proporções de graduandos que informaram que as aulas
práticaso necessárias, masoo oferecidas e/ou que raramenteo oferecidas.
Embora com percentuais menos preocupantes, o Nordeste exibe situação similar, com 18,4% dos graduandos
informando que as aulas práticas raramenteo oferecidas e apenas 21,0% registrando queo oferecidas com a
frequência exigida pelo currículo do curso. No Sudeste e nas lES estaduais, observam-se os maiores percentuais
de graduandos que registraram a oferta das aulas práticas com a frequência exigida. Entre as lES, as federaiso
aquelas onde os graduandos mais informaram que as aulas práticas raramenteo oferecidas.
Tabela 28
Oferta de Aulas Práticas, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
oo
neces-
sárias ao
Curso
0,5
1,1
0,5
1,1
0,6
0,8
0,4
0,9
0,6
0,6
o ne-
cessárias
maso
o ofe-
recidas
3,8
1,3
1,0
1,4
0,0
1,2
1,2
0,0
1,3
1,2
Rara-
mente
o
ofere-
cidas
25,8
18,4
6,0
13,9
7,5
13,7
7,4
2,7
6,6
9,3
o ofe-
recidas
maso
o sufi-
cientes
60,2
57,5
43,7
45,2
58,4
47,2
38,5
50,4
49,3
46,6
o ofe-
recidas
na fre-
quência
exigida
8,6
21,0
47,4
37,7
32,3
36,2
51,5
46,0
40,6
41,0
SI
1,1
0,8
1,5
0,7
1,2
1,1
1,0
0,0
1,6
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
É possível imaginar que algumas das deficiências na oferta das aulas práticas possam ser compensadas
mediante a oferta de Estágio Supervisionado de maior duração e melhor qualidade. A Tabela 29 mostra que, embora
os graduandos do Nordeste aparentemente tenham tido essa oportunidade, com a oferta de estágios com duração
variada, o mesmoo ocorreu com os graduandos do Norte: para quase 2/3 o estágio teve menos de 200 horas de
duração. Entre os graduandos das lES federais, registra-se o maior percentual daqueles que contaram com estági-
os de 300 a 399 horas de duração, sendo os estágios de mais de 400 horas mais frequentes nas lES estaduais.
Tabela 29
Oferta do Estágio Curricular Supervisionado Obrigatório, pelos Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o é
oferecido
3,8
1,1
7,6
0,4
5,6
4,4
3,3
0,9
8,2
5,7
Menos
de 200
horas
64,5
23,1
35,1
31,9
14,3
33,1
36,8
31,9
33,9
34,1
Entre
200 e 299
horas
13,4
26,9
16,5
21,6
11,8
20,9
13,9
24,8
16,4
17,9
Entre
300 e 399
horas
10,2
27,1
26,9
29,4
19,9
24,0
18,2
15,9
16,2
19,4
Mais
de 400
horas
6,5
18,9
20,9
14,2
45,3
15,3
25,8
23,0
21,8
20,1
SI
1,6
2,9
3,0
2,5
3,1
2,3
2,0
3,5
3,6
2,8
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Em contrapartida, com exceção dos graduandos do Norte e das lES municipais e particulares, foi majori-
tário o envolvimento com atividades académicas não-obrigatórias oferecidas pelas instituições responsáveis pe-
los cursos. Destacam-se os percentuais dos que participaram de atividades de iniciação científica e tecnológica,
no Nordeste e nas lES federais e estaduais; os que cumpriram atividades de monitoria e de extensão promovidas
pela lES, no Centro-Oeste: os que atuaram em projetos de pesquisa conduzidos por professores, no Sudeste e
no Sul e nas lES municipais.
Tabela 30
Atividade Académica Não-Obrigatória, Desenvolvida por mais Tempo durante o Curso, pelos
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhu-
ma
58,1
41,2
48,3
46,9
32,3
35,8
50,8
54,0
55,6
47,3
Iniciação
Científica
ou Tecno-
lógica
25,3
36,4
20,8
22,7
23,6
32,8
25,4
13,3
13,7
22,9
Monitoria
4,3
9,3
7,6
8,3
14,9
10,8
5,1
5,3
7,0
8,0
Projetos de
Pesquisa
conduzidos
por profes-
sores
7,0
7,7
11,6
12,4
9,9
10,5
10,4
14,2
11,6
11,0
Exten-
o
promo-
vida
pela lES
4,8
5,3
10,2
9,2
18,6
9,4
7,4
13,3
10,7
9,7
SI
0,5
0,0
1,4
0,5
0,6
0,7
1,0
0,0
1,5
1,1
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Além disso, mais da metade dos graduandos de Engenharia Elétrica, em todas as regiões e lES, partici-
param de eventos académicos, principalmente oferecidos pela instituição. Vale destacar, ainda, o maior percentual
de participantes em eventos promovidos por outras lES, no Norte; por Diretórios Estudantis e Centros Académi-
cos, no Centro-Oeste, no Sul e nas lES municipais; e por associações científicas, no Nordeste.
Tabela 31
Instituição que promoveu a Maioria dos Eventos dos quais participaram os Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
A
própria
lES
37,1
43,1
46,5
45,8
49,1
47,8
39,0
57,5
45,8
45,7
Outras
lES
11,3
9,8
5,4
7,8
7,5
7,5
7,4
2,7
5,5
6,5
Diretórios e
Centros Aca-
démicos
7,0
9,0
10,6
16,4
22,4
13,8
15,4
23,0
7,2
11,6
Associa-
ções Cientí-
ficas
7,5
13,8
6,0
6,7
5,0
9,3
5,8
0,9
5,5
6,9
o
parti-
ciparam
35,5
23,4
30,2
22,9
15,5
20,6
31,3
15,9
34,4
28,1
SI
1,6
0,8
1,5
0,5
0,6
1,1
1,2
0,0
1,5
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
O exame da oferta de equipamentos de microinformática pela instituição aos alunos de graduação indica,
primeiro, que os estudantes reconhecem a importância desse recurso para os seus estudos; em segundo, que
as instituições possuem os equipamentos; em terceiro, queo foi vetado o acesso dos alunos de graduação
aos mesmos.
Entretanto, persistem os problemas de insuficiência do número de equipamentos, cuja tentativa de solu-
ção frequentemente envolve o estabelecimento de horários de utilização que nem sempreo vistos como ade-
quados pelos alunos. Assim, em nenhuma das regiões chegam a constituir maioria os percentuais de graduandos
que informaram que os equipamentoso suficientes e o acesso a eles é viabilizado. Entre os diferentes tipos de
IES, percentuais majoritários neste sentido só foram constatados nas municipais e nas particulares.
Tabela 32
Acesso dos Alunos aos Microcomputadores da Instituição, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
O Curso
nao ne-
cessita
0,5
0,0
0,3
0,2
0,0
0,3
0,1
0,9
0,2
0,3
A IES
nao
possui
0,5
0,3
0,1
0,2
0,0
0,1
0,4
0,0
0,1
0,2
Alunos de
gra-
duação
om
acesso
1,6
8,0
2,2
3,2
9,9
4,3
3,3
0,9
2,3
3,2
O número é
insufici-
ente; o
horário é
inadequado
78,0
61,2
46,3
53,0
67,7
64,8
53,5
27,4
39,4
51,1
o sufi-
cientes e o
acesso é
viabilizado
18,8
29,3
49,6
42,5
21,7
29,5
41,6
70,8
56,2
44,0
SI
0,5
1,3
1,5
0,9
0,6
1,0
1,0
0,0
1,8
1,3
Total(N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados da Tabela 33 indicam que, segundo os graduandos, quase todas as IES possuem bibliotecas.
Todavia, a utilização da biblioteca é pouco generalizada, especialmente no Centro-Oeste , Sudeste e Norte e nas
IES privadas. No Centro-Oeste e nas IES privadas, registra-se o maior percentual de graduandos que acham
desnecessário utilizar a biblioteca.
Tabela 33
Utilização da Biblioteca da Instituição pelos Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
A IESo
possui
biblioteca
1,1
0,5
0,3
0,4
2,5
0,8
0,3
0,0
0,4
0,5
o
utilizam
biblioteca
4,8
5,3
6,8
4,0
9,3
4,8
5,5
4,4
8,1
6,3
Utilizam
pouco: nao
m neces-
sidade
27,4
18,4
31,1
20,4
33,5
23,6
27,4
24,8
33,1
28,3
Utilizam
pouco: ho-
rário desfa-
vorável
8,6
5,3
5,4
3,8
6,2
5,5
3,8
4,4
6,0
5,4
Utilizam
frequen-
temente
57,5
69,7
54,9
70,5
47,8
64,5
61,8
66,4
50,9
58,4
SI
0,5
0,8
1,4
1,1
0,6
1,0
1,3
0,0
1,5
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
3. Indicadores de Qualidade
Além das características dos cursos e dos recursos e atividades oferecidos pelas instituições, menciona-
dos na seção anterior, que podem ser considerados indicadores objetivos da qualidade dos cursos, um instru-
mento de grande importânciao as apreciações subjetivas dos estudantes sobre a adequação dos recursos
disponíveis, o currículo do curso, o desempenho dos docentes e o nível de exigência do curso.
Um importante indicador de qualidade é o material bibliográfico ao qual os alunos foram expostos durante
o curso. Os dados da Tabela 34 mostram que predominaram os livros-texto e manuais, seguidos de apostilas e
resumos. Os capítulos e trechos de livros só foram usados por percentuais significativos no Norte e, com índices
muito menores, no Nordeste e Sul, assim como nas IES federais e estaduais. Chama a atenção a escassez de
indicações de artigos de periódicos especializados e os percentuais relativamente altos de graduandos que
informaram a utilização de anotações manuais e cadernos de notas, no Sudeste, Sul e Centro-Oeste e nas IES
municipais e privadas.
Tabela 34
Tipo de Material Bibliográfico mais Indicado pelos Professores, conforme os Graduandos, segundo
as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Aposti-
las e
resumos
14,0
11,2
37,6
32,4
31,1
23,2
23,4
38,1
45,4
33,0
Livros-
texto
e ma-
nuais
38,2
62,8
37,4
37.3
48,5
48,8
48,1
37,2
29,7
40,3
Cópias de
capítulos e
trechos de
livros
40,9
16,8
9,9
14,8
7,5
17,0
16,5
5,3
7,7
12,6
Artigos de
periódi-
cos espe-
cializados
1,1
0,3
0,5
0,9
0,6
0,5
0,7
1.8
0,4
0,5
Anotações
manuais e
cadernos
de notas
5,4
8,2
12,9
13,2
11,2
9,3
10,1
15,9
15,0
12,0
SI
0,5
0,8
1,7
1,4
1,2
1,3
1,3
1,8
1,8
1,5
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Quando o foco da avaliação se transfere para a qualidade dos recursos bibliotecários, apenas os graduandos
do Sudeste e do Sul majoritariamente indicam que o acervo da biblioteca é atualizado ou medianamente atualiza-
do. Nas demais regiões predominam aqueles que afirmaram que o acervo é pouco atualizado ouo é atualizado.
Esta mesma apreciação prevalece entre os graduandos das IES federais, enquanto avaliações mais positivas
foram registradas pelos que estavam concluindo seus cursos nas estaduais, municipais e particulares.
Tabela 35
Atualização do Acervo da Biblioteca, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Atua-
lizado
3,8
5,9
22,5
15,7
2,6
9,8
19,8
30,1
24,3
18,2
Mediana-
mente
atualizado
12,6
29,7
40,3
43,5
25,6
31,9
37,0
52,2
42,4
37,8
Pouco
atualizado
47,5
42,6
24,7
30,4
41,0
38,7
28,6
10,6
21,6
29,0
o é
atualizado
34,4
21,0
7,4
7,5
21,2
17,0
12,5
0,9
4,7
10,6
o
sabem
1,1
0,8
5,1
2,7
9,6
2,4
2,2
6,2
6,8
4,3
SI
0,6
0,0
0,1
0,2
0,0
0,1
0,0
0,0
0,2
0,1
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Como mostram os dados das Tabelas 36 e 37, o mesmo padrão de avaliações emerge quando é focalizado
o número de exemplares da biblioteca e a atualização do acervo de periódicos.
Tabela 36
Avaliação do Número de Exemplares da Biblioteca, pelos Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Plenamente
suficiente
1,6
4,6
12,5
8,4
0,0
5,9
6,7
14,2
15,1
10,1
Atende me-
dianamente
13,7
36,4
50,8
49,4
30,1
40,3
43,4
62,0
52,5
46,6
Atende
pouco
30,1
24,3
17,0
23,2
26,3
23,5
24,5
16,8
14,2
19,6
Insu-
ficiente
53,6
34,2
15,4
17,6
34,0
28,3
24,1
5,3
12,0
20,1
o
sabem
1,1
0,5
4,2
1,5
9,6
1,9
1,3
1,8
6,0
3,5
SI
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
0,2
0,0
0,0
0,2
0,2
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 37
Atualização do Acervo de Periódicos Especializados da Biblioteca, conforme os Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
o
o
i-
LU
O
LU
CO
1
cr
O-
<
o
o.
K
LU
UJ
<
<
I
z
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o
existe
2,2
7,8
2,9
1,5
5,1
3,9
2,2
2,7
3,1
3,2
Existe, mas
é desa-
tualizado
24,6
29,7
12,8
9,9
23,7
19,3
19,4
7,1
9,8
15,0
Razoavel-
mente
atualizado
51,4
32,4
39,5
45,7
36,5
42,3
34,9
34,5
40,8
40,1
Atua-
lizado
6,6
7,6
24,5
30,5
6,4
17,2
25,2
34,5
24,4
22,1
o
sabem
15,3
22,6
20,2
12,3
28,2
17,3
18,2
21,2
21,7
19,4
SI
0,0
0,0
0,2
0,2
0,0
0,1
0,2
0,0
0,2
0,1
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Conforme pode ser observado na Tabela 38, a maioria informou que a biblioteca oferece serviço de emprés-
timo para todo o acervo. Entretanto, expressivo percentual de graduandos do Norte registrou que os empréstimos
se limitam às obras didáticas.
Com exceção do Centro-Oeste, em todas as outras regiões a maioria informou que as bibliotecas das
instituições contavam com serviço de pesquisa bibliográfica mediante sistema informatizado local. Esses
percentuaiso particularmente elevados no Sul. No Nordeste e no Centro-Oeste, mais de 1/3 registrou haver
serviço de pesquisa bibliográfica mediante processos manuais. Estes foram também apontados por percentuais
elevados dos que estavam para se formar nas IES municipais. Os graduandos das federais foram os que mais
registraram haver pesquisa bibliográfica mediante sistema informatizado local. Porém, foram os que estavam se
graduando nas estaduais que mais frequentemente dispuseram de serviço de pesquisa bibliográfica com acesso
à rede nacional de bibliotecas universitárias e à rede internacional de bibliotecas.
Tabela 38
Oferta de Serviço de Empréstimo de Livros pela Biblioteca da Instituição, conforme os Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Para
todo o
acervo
53,6
71,7
73,9
76,6
70,5
72,2
77,7
77,0
71,3
73,0
Só para
obras
didáticas
39,3
22,1
18,2
17,9
19,9
22,0
17,7
20,4
18,2
19,6
Só para o-
bras de inte-
resse geral
6,6
4,9
3,3
3,8
5,1
3,9
3,4
2,7
3,9
3,8
o há
emprés-
timo
0,0
0,0
1,7
0,2
0,0
0,1
0,2
0,0
2,5
1,1
o
sabem
0,6
1,4
2,6
1,1
4,5
1,2
0,9
0,0
3,9
2,3
SI
0,0
0,0
0,4
0,4
0,0
0,5
0,2
0,0
0,2
0,3
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 39
Caracterização do Serviço de Pesquisa Bibliográfica, conforme os Graduandos, segundo as Regiões
e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Proces-
sos
manuais
25,7
34,5
27,8
11,0
35,9
24,7
28,6
42,5
25,7
26,3
Sistema
informa-
tizado
local
65,0
56,9
51,5
71,1
46,2
60,4
35,0
46,9
59,8
55,3
Acesso à re-
de nacional
de bibliote-
cas univer-
sitárias
3,3
4,6
7,6
9,3
5,8
6,7
20,1
1,8
2,8
7,3
Acesso à
rede inter-
nacional de
bibliotecas
1.1
1,4
5,7
5,1
1,3
2,7
12,3
4,4
3,6
4,8
o
sabem
4,9
2,4
7,1
3,3
10,9
5,3
4,0
4,4
8,1
6,2
SI
0,0
0,3
0,2
0,2
0,0
0,4
0,0
0,0
0,1
0,2
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Em todas as regiões e tipos de IES, segundo a dependência administrativa,o maioria os graduandos
que informaram que o horário de funcionamento e as condições de estudo e leitura da bibliotecao plenamente
ou medianamente adequados.
Tabela 40
Adequação do Horário de Funcionamento da Biblioteca da Instituição, conforme os Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Plenamente
adequado
61,2
60,4
68,2
72,8
67,3
61,1
59,8
77,0
76,4
67,8
Mediana-
mente
adequado
33,3
31,3
25,8
23,8
21,8
30,9
34,3
20,4
19,0
26,2
Pouco
adequado
4,4
5,9
2,6
2,2
2,6
4,7
3,5
1,8
1,2
3,0
Ina-
dequado
1,1
1,9
1,7
0,2
1,9
1,7
1,8
0,0
1,2
1,5
o
sabem
0,0
0,5
1,6
0,7
6,4
1,2
0,6
0,9
2,2
1,5
SI
0,0
0,0
0,2
0,4
0,0
0,4
0,0
0,0
0,1
0,2
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 41
Adequação das Condições de Leitura e Estudo na Biblioteca da Instituição, conforme os
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Plenamente
adequadas
23,0
32,1
51,4
53,6
34,6
42,2
32,6
38,9
59,9
47,8
Mediana-
mente
adequadas
56,3
42,6
37,1
37,3
51,9
44,0
42,2
53,1
32,5
39,2
Pouco
ade-
quadas
16,4
16,7
7,3
6,0
9,0
10,2
15,4
4,4
4,5
8,5
Inade-
quadas
3,8
7,8
3,0
2,6
1,3
2,5
9,1
2,7
1,9
3,4
o
sabem
0,6
0,5
0,8
0,6
3,2
0,7
0,7
0,9
1,0
0,8
SI
0,0
0,3
0,4
0,0
0,0
0,5
0,0
0,0
0,3
0,3
Total (N)
183
371
2.600
547
156
1.448
682
113
1.641
3.857
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
As técnicas de ensino predominantes foram as aulas, especialmente as expositivas, e a combinação de
aulas expositivas com aulas práticas. Maior diversidade de técnicas - combinando as anteriores com trabalhos
de grupo e videoaulas - só foi registrada por percentuais significativos no Sudeste, Sul e nas IES municipais e
privadas.
Tabela 42
Técnicas de Ensino Predominantemente Utilizadas pela Maioria dos Professores, conforme os
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Aulas
expo-
sitivas
52,2
58,0
41,5
40,9
49,1
46,8
55,3
29,2
37,3
43,8
Traba-
lhos de
grupo
em sala
de aula
1,1
0,8
1,0
0,9
0,0
0,8
1,0
1,8
1,0
0,9
Aulas
exposi-
tivas e
aulas
práticas
14,0
23,9
25,6
28,8
29,2
25,7
19,9
31,0
27,2
25,5
Aulas
exposi-
tivas e
trabalhos
de grupo
24,2
6,7
15,2
15,3
11,2
14,5
14,1
9,7
15,4
14,7
Aulas expo-
sitivas, aulas
práticas,
trabalhos de
grupo e
videoaulas
8,1
9,8
15,3
13,5
9.9
11,3
8,5
28,3
17,6
13,9
SI
0,5
0,8
1,4
0,5
0,6
1,0
1,2
0,0
1,5
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A partir das técnicas de ensino utilizadas é possível levantar importantes informações, capazes de escla-
recer algumas das dificuldades observadas nos cursos de Engenharia Elétrica em algumas regiões. Por exem-
plo, a natureza das deficiências na oferta de aulas práticas, anteriormente assinaladas pelos graduandos da
Região Norte,o se resume ao número de aulas ofertadas, mas também à sua relação com o número de alunos,
os equipamentos, o material e o espaço pedagógico. Assim, 77,9% dos graduandos do Norte afirmaram que
poucas ou nenhuma dessas aulaso oferecidas em condições adequadas. Embora menos generalizada, é
igualmente preocupante a situação constatada no Centro-Oeste, onde 54,5% dos graduandos registraram a
mesma avaliação; acompanha-se o Nordeste, com 42,3%. Entre as IES, destacam-se as federais, onde 44,3%
dos graduandos afirmaram haver o mesmo problema.
Tabela 43
Quantidade de Aulas Práticas que Comportam Número Adequado de Alunos em Relação aos
Equipamentos, Material e Espaço Pedagógico Disponível, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Todas
1,1
7,7
19,6
15,1
7,6
9,5
21,8
18,8
20,4
16,5
A maioria
8,0
29,7
39,2
38,2
18,4
30,9
43,4
42,9
36,6
35,8
Metade
12,5
20,3
13,9
16,6
19,6
15,2
13,3
17,0
15,6
15,1
Poucas
47,2
29,7
19,2
22,4
29,8
29,5
14,7
14,3
19,8
22,4
Nenhuma
30,7
12,6
7,9
7,6
24,7
14,8
6,7
7,1
7,5
10,1
SI
0,6
0,0
0,1
0,2
0,0
0,1
0,2
0,0
0,2
0,1
Total (N)
176
364
2.568
537
158
1.429
675
112
1.587
3.803
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Também elucidativos acerca da qualidade dos cursos de Engenharia Elétricao os dados da Tabela 44.
Observa-se que a situação de atualidade e suficiência dos equipamentos dos laboratórios só foi registrada por
percentuais significativos de graduandos do Sudeste e do Sul. Nas demais regiões, os maiores percentuais
apontaram para situações difíceis: 87,5% dos graduandos do Norte afirmaram que os equipamentoso conser-
vados, mas desatualizados e insuficientes e/ou antigos, inoperantes e insuficientes; no Centro-Oeste, o percentual
equivalente foi de 84,2% e no Nordeste foi de 67,6%. O exame dos dados segundo a dependência administrativa
das IES mostra situações de grande precariedade nas federais e nas estaduais.
Tabela 44
Situação dos Equipamentos Utilizados nos Laboratórios, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Atualiza-
dos e
sufi-
cientes
0,0
4,1
18,6
17,9
0,6
5,5
21,6
26,8
21,1
15,5
Atualiza-
dos mas
insufi-
cientes
10,8
15,4
23,5
22,9
6,3
14,9
20,4
35,7
26,5
21,4
Desatuali-
zados,mas
conserva-
dos e su-
ficientes
1,7
12,9
17,9
13,6
8,9
13,2
18,4
13,4
17,0
15,7
Desatualiza-
dos, mas
conserva-
dos e in-
suficientes
41,5
55,0
31,7
37,1
58,9
49,6
31,0
22,3
27,4
36,2
Antigos,
inope-
rantes e
insufi-
cientes
46,0
12,6
8,0
8,2
25,3
16,9
7,9
1,8
7,6
10,9
SI
0,0
0,0
0,4
0,4
0,0
0,0
0,7
0,0
0,4
0,3
Total(N)
176
364
2.568
537
158
1.429
675
112
1.587
3.803
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Estas constataçõeso reforçadas quandoo colocadas em tela as apreciações dos graduandos acerca
da disponibilidade de equipamentos suficientes para o trabalho nos laboratórios da instituição. As condições de
estudo dos alunos de Engenharia Elétrica nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste e nas IES federais
mostraram-se ainda mais precárias, já que para elevados percentuais apenas algumas vezes ou mesmo nunca
houve equipamentos disponíveis suficientes.
Tabela 45
Disponibilidade de Equipamentos Suficientes para o Trabalho dos Alunos nos Laboratórios da
Instituição, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Sempre
2,7
2,9
13,8
11,2
1,2
4,6
17,6
15,0
14,6
11,4
Na maioria
das vezes
5,9
23,7
43,7
41,6
16,2
30,6
42,6
54,9
42,9
38,5
Algumas
vezes
60,8
59,3
34,6
39,5
60,9
50,1
31,0
26,6
35,6
40,0
Nunca
30,1
13,0
6,0
6,3
21,1
13,2
7,4
2,7
5,1
8,5
o
sabem
0,0
0,3
0,3
0,9
0,0
0,3
0,3
0,9
0,3
0,3
SI
0,5
0,8
1,7
0,5
0,6
1,2
1,2
0,0
1,6
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A avaliação dos graduandos acerca da utilização dos laboratórios nas disciplinas relativas às matérias
básicas e às matérias do ciclo profissional mostra que no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para os maiores
percentuais de graduandos, seo para a maioria, só algumas vezes houve adequação das condições de uso,
em ambos os tipos de disciplinas. Esta é também a avaliação mais frequentemente apresentada pelos graduandos
das IES federais.
Tabela 46
Condições Adequadas de Utilização dos Laboratórios das Instituições nas Disciplinas Relativas às
Matérias Básicas, Conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa
das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Sempre
houve
3,8
8,8
18,8
14,8
5,0
10,5
19,3
27,4
18,6
16,0
Na maioria
das vezes
houve
20,4
24,2
37,0
35,3
36,7
31,6
34,1
41,6
37,4
34,8
Algumas
vezes
houve
62,4
56,4
35,9
39,3
49,1
46,5
35,6
28,2
37,2
40,2
Nunca
houve
12,4
9,3
5,3
8,1
6,8
9,0
7,9
1,8
4,0
6,5
o
sabem
0,5
0,8
1,2
1,8
1,9
1,1
1,9
0,9
1,2
1,3
SI
0,5
0,5
1,7
0,7
0,6
1,2
1,2
0,0
1,7
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 47
Condições Adequadas de Utilização dos Laboratórios das Instituições nas Disciplinas Relativas às
Matérias do Ciclo Profissional, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Sempre N
houve d
2,7
9,0
23,0
18,7
9,3
13,0
24,5
31,0
22,4
19,5
a maioria
as vezes
houve
24,7
34,6
44,7
45,6
34,8
40,1
43,7
40,7
44,3
42,5
Algumas
vezes
houve
66,1
51,1
27,8
32,1
49,7
41,7
26,7
27,4
29,1
33,3
Nunca
houve
5,9
3,7
2,2
2,2
5,6
3,6
2,6
0,0
2,0
2,6
o
sabem
0,0
0,3
0,5
0,5
0,0
0,1
1,2
0,9
0,4
0,4
SI
0,5
1,3
1,9
0,9
0,6
1,5
1,3
0,0
1,9
1,6
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Uma outra dimensão a ser explorada no que diz respeito à qualidade dos cursos de Engenharia Elétrica é
o currículo do curso. Como pode ser constatado na Tabela 48, foi pouco generalizada a percepção de que o
currículo está perfeito e queo há disciplinas a serem eliminadas ou cujo conteúdo deveria ser integrado a
outras disciplinas. Os maiores percentuais de graduandos que manifestaram esta percepção foram os do Centro-
Oeste e das IES municipais.
Tabela 48
Existência de Disciplinas que deveriam ser eliminadas ou ter o seu Conteúdo Integrado a Outras,
conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em
1998(%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o há
10,2
10,1
14,6
12,6
21,1
12,4
8,8
25,7
16,7
13,9
Integrar
poucas
43,6
42,0
44,2
43,1
44,1
45,4
40,6
49,6
43,4
43,8
Integrar
muitas
29,0
27,4
21,7
20,9
23,0
23,9
28,7
6,2
19,9
22,6
Eliminar
várias
14,5
18,4
16,3
20,0
9,3
15,2
19,8
13,3
16,9
16,7
o
sabem
1,6
1,1
1,6
2,3
1,2
1,9
0,9
4,4
1,5
1,6
SI
1,1
1,1
1,6
1,1
1,2
1,2
1,3
0,9
1,6
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Já os graduandos do Norte e Nordeste e das IES estaduaiso os que mais frequentemente apontaram a
necessidade de integrar muitas e eliminar várias disciplinas.
Bastante distintoso os resultados quando se trata da inovação curricular. Em primeiro lugar,o pouco
significativos, em geral, os percentuais dos que afirmaram que o currículo está perfeito. Em segundo lugar, a
afirmativa de que o currículo é deficiente atinge elevados percentuais, entre 1/4 e 2/5, especialmente no Norte,
Nordeste e IES federais. Em terceiro, o Centro-Oeste reúne o maior percentual dos que entenderam que há
necessidade de incorporar muitas novas disciplinas ao currículo pleno do curso.
Tabela 49
Necessidade de Incorporação de Novas Disciplinas ao Currículo Pleno do Curso, conforme os
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
O Currí-
culo está
perfeito
2,2
1,3
4,8
2,0
4,4
2,8
3,2
3,5
5,3
3,9
Incorporar
algumas
disciplinas
19,4
28,2
41,8
36,9
35,4
33,9
36,7
54,9
42,3
38,5
Incorporar
muitas
disciplinas
36,0
38,0
35,0
36,9
43,5
36,9
38,4
32,7
34,4
36,0
O Currí-
culo é de-
ficiente
40,3
30,3
15,7
21,1
14,3
24,0
19,5
8,9
15,0
19,0
o
sa-
bem
1,6
1,3
1,3
2,3
1,9
1,6
1,0
0,0
1,6
1,5
SI
0,5
0,8
1,5
0,7
0,6
1,0
1,3
0,0
1,5
1,2
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Da mesma forma, a maior parte dos graduandos considerou insatisfatório o dimensionamento das discipli-
nas do curso, havendo muito conteúdo para pouco tempo, exceto os que estavam para se formar nas IES
municipais, cujo maior percentual se agregou em torno da avaliação de que as disciplinas estão razoavelmente
bem dimensionadas. Vale assinalar, que neste tipo de IES registra-se o maior percentual dos que informaram que
há tempo demais para pouco conteúdo. Esta apreciação emerge também com mais frequência no Sul e no
Centro-Oeste que nas demais regiões.
Tabela 50
Avaliação do Dimensionamento das Disciplinas do Curso, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Muito
conteúdo
para pou-
co tempo
69,9
67,0
53,1
53,0
59,0
59,0
63,5
31,0
50,5
55,4
Muito
tempo para
pouco
conteúdo
4,8
7,5
8,1
11,5
10,6
7,6
6,9
10,6
9,7
8,4
Razoavel-
mente bem
dimen-
sionadas
24,2
22,3
31,4
31,5
28,6
28,8
24,0
55,8
32,2
30,1
Muito
bem di-
mensio-
nadas
0,0
1,6
5,2
1,8
1,2
2,7
3,8
2,7
5,3
4,0
o
sabem
0,5
0,5
0,7
1,1
0,0
0,8
0,6
0,0
0,7
0,7
SI
0,5
1,1
1,6
1,1
0,6
1,2
1,3
0,0
1,6
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte. DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados das Tabelas 51 e 52 mostram que os temas Ética e Qualidade, na maioria das vezes, receberam
abordagem superficial, em apenas uma disciplina, ou foram focalizados apenas em atividades extraclasses ou
o foram focalizados. Os percentuais de graduandos que mencionaram essas formas de tratamentoo mais
elevados no Centro-Oeste, Norte e Nordeste e nas IES federais e estaduais. Em se tratando do tema Ética,
chama a atenção o fato de que cerca de 1/4 dos graduandos do Norte, do Nordeste e das IES federais e estaduais
afirma que nem sequer chegou a ser focalizado. Quanto ao tema Qualidade, os graduandos dessas duas regiões
e das IES estaduaiso os que mais assinalaramo ter sido tratado no curso, enquanto os que estavam
concluindo o curso na região Centro-Oeste mais frequentemente mencionaram que o assunto foi focalizado
apenas em atividades extraclasses.
Tabela 51
Abordagem dada, no Curso, ao Tema Ética, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o foi
foca-
lizado
24,2
27,9
16,7
16,0
19,3
24,8
25,5
12,4
9,5
18,2
Focalizado
apenas em
atividades
extraclasses
22,6
21,8
16,3
16,4
29,8
23,9
18,0
23,0
11,7
17,7
Superfi-
cialmente
em uma
disciplina
37,1
33,8
33,8
37,8
28,6
31,4
35,4
30,1
36,7
34,3
Estudado
em-
rias disci-
plinas
9,7
10,9
18,3
15,5
17,4
14,0
9,5
25,7
21,7
16,8
Tema cen-
tral de uma
ou mais
disciplinas
5,4
4,8
13,0
13,5
4,4
4,8
10,1
8,9
18,5
11,6
SI
1,1
0,8
1,9
0,7
0,6
1,2
1,4
0,0
2,0
1,5
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 52
Abordagem dada, no Curso, ao Tema Qualidade, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o foi
foca-
lizado
16,1
13,6
8,5
9,4
6,8
9,6
11,1
6,2
8,8
9,4
Focalizado
apenas em
atividades
extraclasses
21,0
25,0
15,4
19,6
29,2
20,4
18,0
23,9
14,8
17,7
Superfi-
cialmente
em uma
disciplina
25,8
23,9
24,7
21,6
18,6
22,2
32,8
19,5
22,3
24,0
Estudado
em-
rias disci-
plinas
19,4
27,7
30,3
29,2
34,8
30,8
24,0
37,2
30,3
29,5
Tema cen-
tral de uma
ou mais
disciplinas
17,2
8,8
19,1
18,9
9,9
15,8
12,6
12,4
21,7
17,6
SI
0,5
1,1
2,0
1,3
0,6
1,2
1,6
0,9
2,2
1,7
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
O mesmoo ocorreu com Ecologia/Meio Ambiente, que foi estudado em várias disciplinas ou foi tema
central de uma ou mais disciplinas, segundo a maioria dos graduandos em todas as regiões e tipos de lES. Já a
Tecnologia da Informaçãoo chegou a receber um tratamento similar, exceto nas lES estaduais. Dada a
importância específica desta temática, chama a atenção que percentuaiso elevados registrem um tratamento
o assistemático e superficial.
Tabela 53
Abordagem dada, no Curso, ao Tema Ecologia/Meio Ambiente, conforme os Graduandos, segundo
as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o foi
foca-
lizado
2,2
2,7
2,3
3,6
2,5
3,0
2,6
0,0
2,2
2,5
Focalizado
apenas em
atividades
extraclasses
8,1
3,7
3,6
3,6
6,2
4,7
2,9
0,9
4,0
4,0
Superfi-
cialmente
em uma
disciplina
38,7
35,9
30,6
29,6
27,3
31,5
34,8
23,0
30,0
31,2
Estudado
em várias
disci-
plinas
3,2
4,0
5,6
6,3
8,1
5,1
4,2
8,9
6,2
5,5
Tema cen-
tral de uma
ou mais
disciplinas
47,3
53,2
56,2
56,2
55,3
54,5
54,3
67,3
56,0
55,4
SI
0,5
0,5
1,8
0,7
0,6
1,3
1,3
0,0
1,6
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Tabela 54
Abordagem dada, no Curso, ao Tema Tecnologia da Informação, conforme os Graduandos, segundo
as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
o foi
foca-
lizado
9,1
13,3
11,3
10,8
12,4
10,9
10,7
10,6
12,0
11,3
Focalizado Superfi-
apenas em
atividades
extraclasses
23,1
21,3
19,3
25,8
32,9
24,1
20,9
31,9
17,8
21,1
cialmente
em uma
disciplina
28,0
17,0
19,5
15,0
14.9
15,6
15,3
22,1
23,0
18,8
Estudado
em varias
disci-
plinas
19,9
31,7
26,3
31,7
26,7
30,4
29,6
26,6
23,7
27,3
Tema cen-
tral de uma
ou mais
disciplinas
18,8
16,0
21,7
16,0
12,4
17,7
21,9
8,9
21,6
19,8
SI
1,1
0,8
2.0
0,7
0,6
1,3
1,6
0,0
2,0
1,6
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Conforme a maior parte dos graduandos, os professores dos cursos de Engenharia Elétrica, todos ou a
maioria, demonstram empenho, assiduidade e pontualidade. Somente no Norte menos da metade dos graduandos
sustentaram que esses atributoso compartilhados por todos ou a maioria dos professores.
Tabela 55
Avaliação do Empenho, Assiduidade e Pontualidade dos Professores, pelos Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
dcmons-
tra
2,2
1,9
0,7
1,4
0,0
1,1
1,3
0,9
0,7
1,0
Poucos
demons-
tram
32,3
15,7
11,2
10,6
15,5
14,1
17,2
9,7
9,9
12,7
Metade
demons-
tra
16,1
20,2
12,9
14,2
12,4
15,1
19,1
16,8
10,5
13,9
Maioria
demons-
tra
42,5
58,5
60,7
63,4
63,4
61,5
52,5
66,4
61,6
60,1
Todos
demons-
tram
6,5
2,9
12,8
9,4
8,1
7,2
8,7
5,3
15,5
10,9
SI
0,5
0,8
1,7
0,9
0,6
1,1
1,3
0,9
1,8
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Resultados ainda mais favoráveis, inclusive entre os graduandos do Norte,o encontrados quando a
avaliação incide sobre o domínio atualizado do conteúdo das disciplinas ministradas. A maioria dos graduandos
informou que todos ou a maioria dos seus professores exibem domínio atualizado dos conteúdos disciplinares
que ministram.
Tabela 56
Avaliação do Domínio Atualizado das Disciplinas Ministradas pelos Professores, conforme os
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
demons-
tra
1,1
1,3
0,6
0,9
0,0
0,9
0,6
0,9
0,6
0,7
Poucos
demons-
tram
25,8
14,6
8,5
9,0
11,8
12,1
13,0
6,2
7,4
10,1
Metade
demons-
tra
19,4
20,5
12,2
16,8
23,0
16,8
14,9
13,3
12,2
14,4
Maioria
demons-
tra
50,0
57,5
60,6
62,9
54,0
59,3
58,9
65,5
60,4
59,9
Todos
demons-
tram
3,2
5,3
16,3
9,6
9,9
9,8
11,0
14,2
17,5
13,4
SI
0,5
0,8
1,8
0,9
1,2
1,2
1,7
0,0
1,8
1,5
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Vale chamara atenção, entretanto, para o fato de que os graduandos do Norte, do Nordeste e do Centro-
Oeste, bem como os das lES federais e estaduais,o os que mais frequentemente exibiram ressalvas aos
desempenhos dos seus professores, seja no que se refere ao empenho, pontualidade e assiduidade, seja quanto
ao domínio atualizado do conteúdo. O contrário ocorre no Sui e no Sudeste, como também nas lES municipais e
particulares.
De acordo com a maioria dos graduandos de todas as regiões e tipos de lES, todos ou a maioria dos seus
professores apresentam Plano de Ensino, contendo os objetivos, metodologia, critérios de avaliação, cronograma
e bibliografia das disciplinas que ministram.
Tabela 57
Apresentação do Plano de Ensino pelos Professores, conforme os Graduandos, segundo as Regiões
e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nenhum
apresenta
1,6
2,7
1,6
1,6
0,0
1,4
1,7
3,5
1,6
1,6
Poucos
apresen-
tam
16,1
17,3
9,6
9,2
6,8
10,4
12,4
4,4
10,1
10,5
Metade
apresenta
15,6
13,3
8,8
7,9
5,0
10,3
8,7
8,0
8,8
9,3
Maioria
apresenta
39,8
47,3
44,3
48,1
51,6
47,9
42,3
48,7
43,8
45,2
Todos
apresen-
tam
26,9
18,6
34,1
32,6
36,0
28,9
33,8
35,4
34,0
32,1
SI
0,0
0,8
1,7
0,5
0,6
1,2
1,2
0,0
1,7
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Da mesma forma,o majoritários os graduandos que afirmaram procurar os professores para orientação
extraclasse e os encontraram várias vezes, e que o corpo docente está sempre disponível para prestar essa
orientação aos alunos.
Vale observar, entretanto, que os graduandos que mais frequentemente assinalaram nunca ter procurado a
orientação extraclasseo os das IES municipais e privadas e que os que estavam concluindo o curso na Região
Norte foram os que mais informaram procurara orientação docente extraclasse e raramente a encontraram.
Tabela 58
Avaliação da Disponibilidade de Orientação Extraclasse pelos Professores, conforme os Graduandos,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Nunca
procu-
raram
15,6
13,8
13,5
8,5
7,5
8,8
10,7
16,8
16,7
12,6
Procura-
ram, mas
o en-
contraram
1,1
2,9
1,3
0,9
0,6
1,0
1,2
0,9
1,8
1,4
Procura-
ram: rara-
mente en-
contraram
29,6
16,8
13,9
16,9
13,7
16,7
17,0
13,3
13,5
15,3
Procura-
ram: en-
contraram
várias vezes
43,0
47,6
46,2
51,0
62,7
52,6
48,5
38,9
43,2
47,5
Corpo do-
cente está
sempre
disponível
10,2
18,4
23,5
22,2
14,9
19,9
21,4
30,1
23,2
21,8
SI
0,5
0,5
1,7
0,5
0,6
1,2
1,3
0,0
1,6
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados da Tabela 59 mostram que o principal instrumento de avaliação de aprendizagemo as provas
escritas periódicas, apontados por quase todos os graduandos. Vale observar que as provas práticaso muito
pouco utilizadas como instrumento de avaliação de aprendizagem.
Tabela 59
Instrumentos de Avaliação Predominantemente Utilizados pela Maioria dos Professores, conforme os
Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Provas
escritas
perió-
dicas
97,9
98,9
96,0
96,6
96,3
96,9
97,4
95,6
95,7
96,4
Trabalhos
de grupo
escritos
0,5
0,0
0,6
1,1
0,0
0,4
0,3
1,8
0,7
0,6
Trabalhos
indivi-
duais
escritos
0,5
0,0
0,5
0,5
0,0
0,5
0,0
0,9
0,5
0,4
Provas
práticas
0,5
0,3
0,9
0,7
1,9
0,8
1,0
1,8
0,8
0,9
o usam
instrumen-
tos espe-
cíficos
0,0
0,0
0,4
0,5
0,6
0,3
0,0
0,0
0,6
0,4
SI
0,5
0,8
1,7
0,5
1,2
1,1
1,3
0,0
1,8
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Ao avaliar o nível de exigência do curso de Engenharia Elétrica, somente cerca de 30,0%, no Brasil como
um todo, afirmaram ter ficado abaixo das suas expectativas e necessidades de formação. Os graduandos do
Norte e das lES municipais e privadaso os que mais frequentemente concluíram que o curso deveria ter exigido
mais deles próprios, seja muito mais ou um pouco mais.
Tabela 60
Avaliação do Nível de Exigência do Curso, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a
Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Deveria
ter
exigido
muito
mais
16,1
9,8
5,4
4,5
6,2
5,8
3,6
13,3
7,2
6,2
Deveria
ter
exigido
um pouco
mais
32,3
23,1
22,7
22,7
26,2
20,0
13,6
46,9
28,9
23,4
Exigiu na
medida
certa
35,0
38,8
44,5
40,2
38,5
40,9
36,9
37,2
47,0
42,6
Deveria
ter
exigido
um pouco
menos
14,5
22,9
21,2
27,0
24,2
27,2
34,8
1,8
13,3
22,0
Deveria
ter
exigido
muito
menos
2,2
4,3
4,5
4,7
3,7
5,2
9,5
0,9
1.8
4,4
SI
0,0
1,1
1,7
0,9
0,6
1,0
1,6
0,0
1,8
1,4
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
4. Os Resultados Obtidos e as Perspectivas para o Futuro
Como consequência de todos esses elementos, que resultados obtiveram os graduandos? Que habilida-
des desenvolveram? O que conquistaram com o curso que estavam concluindo? E como pretendem prosseguir,
em termos de estudos e de trabalho, no futuro próximo?
Ao avaliar as habilidades desenvolvidas pelo curso, as maiores parcelas de graduandos, em todas as regiões
e tipos de lES, apontaram a capacidade de análise crítica. Seguem-se, com percentuais mais ou menos equivalen-
tes, a habilidade de trabalhar em equipe e a capacidade de iniciativa. A exceção cabe aos graduandos das lES
municipais, os quais apontaram muito mais a capacidade de iniciativa do que a habilidade de trabalhar em equipe.
Tabela 61
Habilidades mais Desenvolvidas pelo Curso, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a
De
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
pendência l
Capacida-
de de
comuni-
cação
5,4
4,8
6,8
4,3
6,8
4,6
5,2
6,2
8,2
6,2
tdministrativ
Habilida-
de de
trabalhar
em equipe
24,7
14,9
20,1
15,0
15,5
17,8
15,7
18,6
21,3
18,9
a das Institi
Capacida-
de de
análise
crítica
45,7
58,5
48,1
56,9
52,2
55,6
57,4
45,1
43,1
50,4
uçoes em 1
Senso
ético
3,2
3,5
3,6
4,0
3,1
3,1
2,3
2,7
4,6
3,6
998 (%)
Capacida-
de de
iniciativa
20,4
17,8
19,5
18,9
21,7
17,9
17,8
27,4
21,0
19,4
SI
0,5
0,5
1,9
0,9
0,6
1,1
1,6
0,0
1,9
1,5
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Os dados da Tabela 62 mostram que cerca de 1/3 dos graduandoso considerou o aperfeiçoamento
técnico profissional e/ou a formação teórica a principal contribuição do seu curso. Chama a atenção o percentual
relativamente elevado de graduandos do Norte que consideraram a conquista do diploma superior em si mesmo
a principal contribuição do curso, como também a proporção de graduandos das IES municipais que constataram
que a principal contribuição do curso de Engenharia Elétrica foi a aquisição de cultura geral.
Tabela 62
Principal Contribuição do Curso, conforme os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência
Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Diploma
superior
19,4
10,9
13,1
12,1
8,7
11,9
15,3
9,7
12,9
12,8
Cultura
geral
6,5
11,7
12,7
10,1
11,8
10,4
10,7
15,0
13,6
11,9
Aperfeiçoa-
mento
técnico
profissional
31,7
32,2
39,9
40,9
37,3
36,0
33,0
48,7
43,1
38,8
Forma-
ção
teórica
30,1
34,8
21,8
26,0
32,9
30,7
28,7
16,8
17,7
24,5
Perspecti-
vas de
ganhos
materiais
12,4
9,8
10,8
10,3
8,7
10,1
11,1
9,7
10,9
10,6
SI
0,0
0,5
1,7
0,7
0,6
1,0
1,2
0,0
1,8
1,3
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Por outro lado, os dados da Tabela 63 mostram que só para um pouco menos de 1/3 dos graduandos o
Estágio Supervisionado contribuiu principalmente para o aperfeiçoamento técnico-profissional, independentemente
da região e da dependência das IES. E, para percentuais equivalentes, apenas despertou a atenção para a
necessidade de mais estudo para o eficiente exercício profissional.
Tabela 63
Principal Contribuição do Estágio Curricular Supervisionado, conforme os Graduandos, segundo as
Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Aperfei-
çoamen-
to técni-
co pro-
fissional
29,0
28,0
30,4
29,9
24,5
28,7
30,2
33,3
30,3
29,8
Conheci-
mento
do
mercado
19,9
23,3
25,6
22,1
20,4
25,4
32,3
18,5
20,1
24,3
Conhe-
cimento
de novas
áreas de
atuação
10,8
10,5
11,7
10,8
12,2
11,5
9,8
8,3
12,3
11,4
Reafir-
mação
da esco-
lha pro-
fissional
6,8
5,8
4,7
6,7
6,8
4,8
3,8
4,6
6,4
5,3
Demonstração
da necessidade
de estudo conti-
nuo para efici-
ente exercício
profissional
33,5
29,9
27,2
29,5
35,4
28,5
23,2
34,3
30,4
28,4
SI
0,0
2,5
0,6
1,1
0,7
1,2
0,8
0,9
0,5
0,8
Total (N)
176
361
2.367
539
147
1.374
656
108
1.452
3.590
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
A maioria dos graduandos em todas as regiões e IES pretende prosseguir os estudos. A maior parcela
pretende fazê-lo mediante cursos de aperfeiçoamento ou especialização. Em segundo lugarm os que preten-
dem fazer cursos de mestrado ou doutorado na área. Em terceiro lugar encontram-se os que pretendem se
dedicar a outro curso de graduação, especialmente numerosos no Centro-Oeste.
Tabela 64
Perspectivas de Estudo após a Conclusão do Curso, entre os Graduandos em Engenharia Elétrica,
segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das Instituições em 1998 (%)
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Parar de
estudar
5,4
5,3
5,0
6,1
5,0
6,5
5,8
5,3
3,8
5,2
Outro
curso de
gradua-
ção
11,3
11,2
9,9
8,7
14,9
9,8
8,4
8,9
11,2
10,1
Aperfeiçoa-
mento ou
especiali-
zação
54,3
51,9
49,6
53,3
49,1
48,2
45,2
59,3
54,3
50,5
Mestrado
ou douto-
rado na
área
26,3
25,5
22,6
22,7
25,5
26,8
22,7
20,4
20,4
23,2
Mestrado
ou douto-
rado em
outra área
2,7
5,3
11,3
7,6
4,4
7,5
16,9
6,2
8,5
9,5
SI
0,0
0,8
1,6
1,6
1,2
1,2
1,2
0,0
1,9
1,5
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
As perspectivas futuras dos graduandos exibem grandes assimetrias. Os que afirmaram ter trabalho ga-
rantido na área ou perspectivas favoráveis de ingresso no mercado na áreao percentualmente iguais ou supe-
riores à metade em todos os tipos de IES. Entretanto, concentram-se nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Os graduandos do Norte e do Nordeste agregam os maiores percentuais dos que afirmaram pretender continuar
só estudando após o curso ou queom definições nem perspectivas para após o curso. Nas mesmas
condições,o mais numerosos os graduandos das IES federais.
Tabela 65
Perspectivas Futuras entre os Graduandos, segundo as Regiões e a Dependência Administrativa das
Instituições em 1998 (%)
Regiões /
Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
Tem
trabalho
garantido
na área
8,6
7,5
17,8
15,5
8,1
11,8
16,3
24,8
18,1
15,6
Tem pers-
pectivas
favoráveis
de ingresso
no mercado
na área
26,3
35,4
43,5
40,9
46,0
38,2
40,1
29,2
46,3
41,7
Tem traba-
lho ou pos-
sibilidade
de trabalho
em outra
área
12,4
10,1
7,5
13,0
5,6
7,7
6,5
18,6
9,9
8,7
Escolheu
continuar
só estudan-
do após o
curso
14,0
12,0
6,8
6,1
7,5
11,3
6,2
5,3
5,0
7,6
o tem
definições
nem pers-
pectivas
para após
o curso
38,2
33,5
22,2
23,4
31,7
29,3
28,9
22,1
18,8
24,6
SI
0,5
1,6
2,2
1,1
1,2
1,8
2,0
0,0
2,0
1,8
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
Finalmente, os dados da Tabela 66 mostram que a maior parcela dos graduandos deseja trabalhar exclu-
sivamente na sua área de formação. Especialmente no Norte, Nordeste e Sudeste e nas lES estaduais, percentuais
significativos pretendem empregar-se ou permanecer em seus empregos atuais. Proporções um pouco inferiores,
mais frequentes no Norte e no Sul e nas lES municipais, afirmaram preferir dedicar-se a negócio próprio, já
existente ou a ser montado.
Tabela 66
Perspectivas de Trabalho após a Conclusão do Curso, entre os Graduandos, segundo as Regiões e a
De
Regiões/Dependência
Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Dependência
Federal
Estadual
Municipal
Particular
Total Brasil
pendência
Só quer
traba-
lhar na
área
41,9
49,5
49,2
48,3
59,0
52,1
42,6
46,0
49,4
49,1
Administrai
Procurará
emprego
em qual-
quer área
19,9
18,6
11,8
7,6
13,0
14,8
21,4
5,3
6,8
12,3
iva das Insti
Continuará
com o
emprego
atual
12,4
9,6
19,5
15,0
7,5
11,3
17,0
16,8
22,2
17,1
tuigoes err
Montará
negócio
próprio
21,0
16,8
14,1
21,8
14,9
16,9
14,4
24,8
14,7
15,8
iyyi
J (%)
Continuará
participan-
do de negó-
cio próprio
3,2
4,5
3,3
5,8
2,5
3,1
2,7
7,1
4,6
3,8
SI
1,6
1,1
2,2
1,6
3,1
1,8
1,9
0,0
2,7
2,0
Total (N)
186
376
2.646
555
161
1.473
693
113
1.645
3.924
Fonte: DAES/INEP/MEC-ENC/98.
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