
queda na relação de alunos por professor, de 12,2 para 11,7.
Nas instituições públicas, essa relação é bastante inferior
à média geral; as universidades federais e estaduais vêem
apresentando, nos últimos 10 anos, em torno de 7 alunos para
cada professor.
Se consideramos o total de docentes contratados, no
país (incluindo os afastados temporariamente), o crescimento
foi em torno de 19% e tivemos, em 1990, uma relação de 10,6
alunos por professor (Tabelas 4, 5 e 6).
Quanto à titulação dos docentes, a Tabela 5 mostra que,
em 1980, 15% eram detentores do título de mestrado e 12% do
título de doutorado. Em 1990, esses percentuais subiram para
21% e 13% respectivamente; um crescimento muito pouco
significativo, indicando que, na década, pouco foi feito
para a melhoria da qualificação docente.
Seguindo uma tendência de crescimento relativamente
inferior àquela das variáveis acima apresentadas, o número
de concluintes praticamente se manteve nos mesmos patamares,
desde 1981; aproximadamente 230 mil novos profissionais de
nível superior foram lançados no mercado de trabalho, a cada
ano, nestes últimos dez anos (Tabela 6).
A maior expansão apresentada, nessa década, pelo ensino
superior, observou-se em relação às vagas oferecidas no
vestibular que cresceu 20% no total do país (Tabela 7). As
universidades particulares foram as que mais contribuíram
com essa expansão, aumentando em 96% a sua oferta. Vale
ressaltar, no entanto, que um grande número dessas
instituições foram criadas, nesse período, a partir de
faculdades já existentes, porém, apenas esse fato, não
explica o crescimento apresentado. É importante frisar que a
autonomia legal de que gozam as universidades lhes confere a
prerrogativa de criar novos cursos e abrir novas vagas, sem
prévia anuência dos órgãos governamentais competentes,
apesar das normas restritivas à expansão.