
lização local da renda dos produtos de exportação é o problema fundamental do
Amapá, mas, também, não deixa de ser importante para o Acre e Rondônia.
A difusão da lavoura de produtos de subsistência tem em vista garantir o
suprimento de gêneros alimentícios por preços inferiores aos dos importados,
baixando o custo da vida nas cidades, hoje situado em níveis dos mais altos do
País. Por outro lado, o plantio da seringueira, com a instituição da produção
racional da borracha, embora não alcance o rendimento acusado pelas
plantações do Oriente, sem dúvida alguma terá um rendimento bem maior do
que o processo primitivo de coleta de látex no seio da floresta.
A difusão da hèveacultura ressente-se da carência de recursos financeiros.
A seringueira plantada só começa a produzir no 6.° ano, e só atinge pleno
rendimento depois do 15.° ano. Durante esse prazo, morrem cêrca de 50% dos
pés inicialmente plantados. Até ao 5.° ano, portanto, o plantador de seringueira
precisa ser financiado em parcelas anuais equivalentes a 20% do custo total da
formação do seringal. Em 1957, esse custo era estimado à razão de Cr$
20.000,00 por hectare, por meio de uma atualização grosseira do cálculo
efetuado pela S.P.V. E.A. em 1951. Considerando que, num hectare, subsistam
320 árvores a partir do 15.° ano de formação do seringal e que um seringueiro
possa cortar em média 1000 árvores dispostas racionalmente, temos que seriam
necessários Cr$ 60.000,00, em 1957, para formar um seringal plantado de 3
hectares.
De posse dêste dado, fácil será avaliar o significado do esfôrço despendido
pelo B.C.A. no sentido de amparar financeiramente a difusão da hèveacultura.
Em 1957, o valor dos contratos de financiamento de seringais plantados, nos
Territórios, firmados pelo B.C.A., apenas alcançava 1 milhão de cruzeiros,
correspondendo, quando muito, a um plantio de 50 hectares. Como se vê, é
reduzido o esfôrço financeiro do B.C.A. no fomento da hèveacultura na região.
A conveniência da hèveacultura faz-se sentir tanto no plano social, por tirar
o extrator do isolamento na floresta, quanto no plano econômico, ao propiciar
maior remuneração ao trabalho e melhor padrão de vida à coletividade. Supondo
que, na pior das hipóteses, cada pé de hévea dê um rendimento médio anual de 2
quilos, num seringal de 3 hectares o seringueiro pode obter uma renda bruta de
Cr$ 84.000,00.