
partir de textos diversificados: processo de ensino-aprendizagem organizado por oficinas
de projetos; processos flexíveis de educação de adultos com ênfase na perspectiva cultural;
salas-ambiente c módulos geminados; pedagogia de projetos por área ou tema; estudos
sociais e história a partir do resgate da história da comunidade: projetos interdisciplinares
com temas comuns a todos os professores.
Nesta nova perspectiva, aprender deixa de ser um simples ato de memorização ou
de acúmulo de informações. E ensinar não significa mais repassar conteúdos prontos. O
conceito de ensino e aprendizagem ganha um novo significado, deixando de ser um fim
em si mesmo, desvinculado do contexto cm que está inserido. Nesta postura, todo
conhecimento é construído cm estreita relação com os contextos em que são utilizados.
sendo, por isso mesmo, impossível separar os aspectos cognitivos, emocionais c sociais
presentes nesse processo. Uma mudança cognitiva c , ao mesmo tempo, um processo
individual e social.
Dessa forma, o desafio posto, hoje, para a Escola Plural c conjugar, com harmonia,
o aprender a aprender c o aprender a viver, como duas realidades que se encontram e se
fundem constantemente ao longo de todo processo educativo. Isso porque o conhecimento
c global, tem muitas dimensões c não se aprende tendo como referência uma única
perspectiva. Daí ser fundamental considerar-se em todo o processo a prática social dos
sujeitos nele envolvidos, pois não é possível conceber o processo de ensino/aprendizagem
apenas como uma atividade intelectual. Aprende-se participando, vivenciando sentimentos.
tomando atitudes diante de fatos, escolhendo procedimentos para atingir determinados
objetivos. Ensina-se. não só pelas respostas dadas, mas principalmente pelas experiências
proporcionadas, pelos problemas criados, pela ação desencadeada.
O processo ensino/aprendizagem continua sendo, assim, um dos pontos centrais
para discutirmos a escola, mas visto, agora, numa perspectiva mais global e plural da
forma humana.
1. O PROCESSO DE APRENDIZAGEM: UM PROCESSO GLOBAL
A formação, em nossa cultura escolar, é vista apenas como uma atividade
intelectual. Isto faz com que se dê uma grande ênfase na aprendizagem de fatos, conceitos.
princípios, enfim, na teoria. Não se concebe o conhecimento enquanto ação. considerando.
como coisas opostas, o saber c o fazer, a teoria e a prática, o trabalho intelectual c o
trabalho manual, a ciência c a cultura. Isso faz com que haja uma supervalorização dos
processos cognitivos, em detrimento de outros. Muito tem-se avançado na pedagogia do
discurso, da palavra, mas estamos muito distantes de uma pedagogia da ação, da
intervenção. E quando esta está presente, acha-se suficiente que o aluno apenas conheça
quais são as formas de atuar, sem se preocupar com a sua capacidade de atuar, de intervir
na prática ou acreditando que c preciso primeiro "saber sobre" para depois "colocar cm
prática", dissociando o processo de pensar do aluar.