Post-Scriptim — As consciencias luscofuscola-
res que lagarteam pelas folhas de couve plantadas
pelos banzeiros gajos da alta «chantage» jornalistica,
continuam, d'aqui, d ali, a entrelinhar sua gosma
marinonica, sobre a obra dos justos, no que respeita
ao expurgo da cooperação, forma de sociedade que
soffreu entre nós outros a mais grosseira deturpação,
Judas deixou no Rio copiosa prole. E cada qual com
o seu sacco sob a bodifica axilla, a esvasial-o no de-
boche, trahe com a maior naturalidade — a patria, a
familia, os idéaes, a humanidade. A penna se trans-
formou em maravilha, e a «verve», na mais réles
chalaça.
Os trapaceiros impam e a ventruda burguezia
tudo reduz a galhofa. Em vertiginoso remoinho a
cidade se cobre com as joias da sua illuminação, na
noite dos seus vicios... E’ o fim. Os egoismos se
assanham em paroxismos de corrupto deslumora-
mento e a corrente do desvario percorre todas as ca-
madas sociaes. Tal mentalidade não é digna da
Cooperação, aliás innata nos povos sadios, jamais
variando a sua essencia. O capital individualístico,
diabolico comediante, a mystificou. — O que, com
a Cooperação nunca passou de patrimonio collectivo
ou commum, regido pela moral a mais humana,
transformou-se aqui em acções, cada acção dando di-
reito a um voto, ou na comediasinha, qual a de cada
grupo de 10 acções valer por um voto ....
Se as raizes do sentimento cooperacionista não
forem encontradas nos lugares onde se empreende a
fundação de cooperativas honestas, é melhor não
tratar disso. Adaptal-as com meios falsos, é permit-
tir coisa peor que o que ha por ahi sob a forma
commum, de sociedades capitalisticas que se devo-
ram entre si, na mais amavel das anthropophagias...
Deixemos que as serpentes, neste maravilhoso
Butantan, se devorem mutuamente.
Mas, em vão os fosseis inimigos dos idéaes ho-
nestos impedirão a acção dos que promovem a sua
defesa, embora platonicamente e sob esse dubio re-
gimen de democracia em decadencia, de derrotismo