COSTA, Adriana. A Educação Estatística na Formação do professor de
Matemática. Dissertação (Mestrado em Educação), 2007, 153p. Programa de Pós-
Graduação Stricto Sensu em Educação. Universidade São Francisco, Itatiba/SP.
RESUMO
A presente pesquisa centra-se nas seguintes questões de investigação: “Como os
professores da escola básica percebem a inserção da Educação Estatística nos currículos
escolares? Como os professores formadores percebem o ensino de Estocástica na
formação do futuro professor de Matemática?”. Tem como objetivos: (1) analisar as
percepções dos professores da escola básica sobre a inserção da Educação Estatística no
currículo; (2) analisar alguns indícios de inserção da Educação Estatística na sala de
aula da educação básica; (3) identificar as percepções dos professores formadores sobre
a inclusão da Estocástica nos currículos escolares e como estes vêm abordando seus
conteúdos na formação de futuros professores. Inicialmente aplicou-se um questionário
a professores da escola básica, buscando identificar se estes trabalham ou não com a
Estocástica. Os 30 questionários que retornaram respondidos permitiram constatar que a
maioria dos professores não recebeu formação inicial que lhes possibilitasse trabalhar
com o bloco Tratamento da Informação na educação básica. Essa constatação levou-nos
a redirecionar o trabalho para os professores formadores; assim, realizamos entrevistas
com tais profissionais, que, provavelmente, não atuaram na formação desses
professores; no entanto, nosso interesse é analisar se aqueles se preocupam atualmente
com o fato de que a Estocástica está presente nos currículos da educação básica e se
redirecionam suas propostas para atender a essas novas exigências. Desta forma, o
material de análise desta pesquisa é constituído dos questionários respondidos e das
transcrições das entrevistas. O trabalho está organizado em sete capítulos: no capítulo 1,
trazemos elementos de nossa trajetória, apontando nossa aproximação com o objeto de
investigação; no capítulo 2, discutimos a presença e a importância da Estocástica nos
currículos de educação básica; no capítulo 3, tecemos algumas considerações sobre o
diálogo entre Educação Matemática Crítica e Educação Estatística; no capítulo 4,
discutimos a formação do professor e, em especial, o perfil do professor formador; no
capítulo 5, apresentamos os caminhos metodológicos da pesquisa, as mudanças de rumo
que aconteceram durante sua realização; no capítulo 6, trazemos a caracterização dos
professores que responderam o questionário aplicado no início da pesquisa e a análise
da forma como eles vêm tentando ou não incluir conteúdos de Estocástica na educação
básica; no capítulo 7, fazemos considerações sobre o ensino da Estatística, com base nas
entrevistas aplicadas aos formadores. A análise possibilitou constatar que os
professores, mesmo não recebendo formação adequada, quer inicial, quer continuada,
para o exercício profissional – corroborando nossa hipótese inicial de pesquisa –,
buscam formas de inserir a Estocástica em suas aulas, apoiando-se, principalmente, em
livros didáticos e paradidáticos. Quanto aos professores formadores, estes reconhecem
que existem lacunas na formação docente, bem como problemas conceituais e
epistemológicos nos livros didáticos; destacam também a pouca flexibilidade nas atuais
ementas dos cursos de licenciatura e sinalizam a necessidade de sua reformulação, de
forma a atender às necessidades da formação do pensamento estatístico nos futuros
professores, para que estes possam atuar com segurança na Educação Básica.
Palavras-chave: Estocástica; formação de professores; Educação Estatística