
imediato, maior unidade nas diretrizes, planos, programas e
procedimentos das escolas públicas;
c) eliminação da duplicação de meios para fins idênticos na rede pública de
educação infantil e de Ensino Fundamental;
d) nítida melhoria nos índices da aprovação e diminuição da evasão escolar.
Evidentemente porém, todas as cobranças da população, relativamente a esses
graus de ensino, passaram a recair sobre a Prefeitura, independentemente de os
problemas estarem sendo gerados sob a responsabilidade do Município ou não. E, na
maioria das vezes, as dificuldades eram geradas pela omissão do Estado, no sentido de
não responder adequadamente aos compromissos assumidos no convênio antes
mencionado. Narrou-nos o Prefeito, Dilo Binda. que o Município estava sendo muito
onerado com as complementações salariais, substituição de professores e de servidores
em unidades escolares municipalizadas e estaduais, solução de problemas de rede física
(reparos, ampliações e até construções) e programas de apoio (merenda e transporte
escolares) mantidos às expensas exclusivas do orçamento municipal.
Entretanto, como pudemos constatar no estudo do caso de Colatina, ocorreu uma
verdadeira ironia: os maiores problemas foram gerados porque o Município passou a
ter uma consistente politica salarial e um Estatuto da Carreira do Magistério. De fato.
tradicionalmente no Brasil, os docentes das redes municipais ganham menos que os da
rede estadual. Poucos eram, até recentemente, os municípios que apresentavam uma
política salarial mais atraente, quando comparados com os quadros de carreira dos
Estados. E especificamente em Colatina. no momento em que se abrigaram as
administrações educacionais públicas sob um único comando, as comparações puderam
ser feitas com mais nitidez e, embora os professores da rede estadual identificassem o
alvo para o qual deveriam assestar suas baterias reivindicativas (Governo do Estado),
sua paralisação levava a população a reivindicar da Prefeitura uma solução. Se, por um
lado, tal fusão administrativa criava dificuldades para a Administração Municipal
(impotente para administrar a variável "politica salarial" independente do seu controle),
por outro, permitia à população maior visibilidade da responsabilidade estatal sobre a
questão, independentemente da instância governamental. Consequentemente,
permitia-lhe ainda uma maior força de intervenção, dada a proximidade e acessibilidade
maior da Administração Municipal.
Além disso, as próprias categorias docente e de servidores
técnico-administrativos passaram a ter também maior visibilidade da diferença de
tratamento que recebiam das administrações públicas, para desempenho das mesmas
funções, ao mesmo tempo que desenvolveram uma solidariedade de classe nunca antes
esboçada, por pertenceram a redes diferentes. Portanto, outro ponto positivo da