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aprendizagem, seminários, entre outras. Algumas atividades como das mesas de
aprendizagem quando são discutidas temáticas de interesse da comunidade, elas são
preparadas previamente e aberta a quem quiser participar. Por exemplo, foram discutidas
nesses espaços amplas reflexões sobre código Civil, ética e política, entre outras.
A concepção original preconiza a superação de níveis e etapas existentes na escola
convencional. Entretanto, considerando a realidade de nossa sociedade e as necessidades dos
coartisentes, especialmente, no que se refere ao mundo do trabalho, estão previstas a
certificação no ensino fundamental, médio e superior. Estes conceitos entendidos como
espaciotemporalidades de causação (aprendizagem - evolvição, desconstrução e tessitura de
saberes, conhecimentos, vivências e afetos), são espaços que se entrelaçam no cotidiano,
sendo impossível determinar o fim e o começo de cada um.
Mesas: originam-se de produtos para os quais não há capacitâncias [capacidades
potencializadas ou sapienciais] suficientes ou firmadas entre artisentes e
coartisentes – posição de horizontalidade – todos, nos campi são coartisentes [os
capacitânciais são estrangeiros, passageiros, formadores] (SME, PDI, 2004, p.
33,34).
Oficinas: organizadas a partir de habilidades dos coartisentes, onde estes assumem
o papel de artisentes em capacitânciais que lhes são próprias – artisentes e outros
coartisentes, neste caso, tornam-se todos coartisentes. Posição de verticalidade
potencializada pela práxis, pelo saber ou pela arte. Oficina, conceitualmente remete
ao fazer manual, a arte, ao invento (SME, PDI, 2004, p. 33).
Ferramentarias: os artisentes exercitam a partir das demandas realmente
verificadas capacitânciais que lhes são próprios. Posição de verticalidade
potencializada pelo saber. Conceitualmente é o saber, habilidade necessária, útil
para o desenvolvimento de outras atividades (SME, PDI, 2004, p. 34).
Laboratório de Intervenção: espaciotemporalidade de causação, intervenção no
ambiente e nas condições reais onde acontece a vida. Os artisentes atuam
informando e potencializando os coartisentes.
Com o intuito de objetivar a emancipação humana e social do coartisentis na
perspectiva do exercício pleno da cidadania, o laboratório de intervenção busca
propiciar mobilização e intervenção na vida social do coartisentis. Como exemplos,
a organização e formação de associações, cooperativas e pequenos
empreendimentos que venham contribuir na geração de trabalho e renda para as
famílias dos envolvidos no projeto da UPC, atividades de melhoria e qualificação
de ambientes e paisagens ou envolvimento em processos de demanda cidadã de
qualquer ordem. (SME, PDI, 2004, p. 34).
Saberências: espaciotemporalidade de trocas de experiências e saberes entre os
artisentes e coartisentes. Tem-se constituído em espaço de administração,
articulação, planejamento, avaliação e reflexão das vivências da UPC, bem como
da implementação de ações coletivas (SME, PDI, 2004, p. 35).