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Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República
Tarso Genro
Ministro de Estado da Educação
Marcos Dantas
Secretário de Educação a Distância
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Sumário
A-Introdução................................................................................................... 5
B - O que é o acompanhamento da prática pedagógica.......................................... 6
C - O que fazer antes da visita............................................................................ 6
1) Fazendo o planejamento de suas visitas............................................................ 6
2) Construindo uma relação de confiança com o Professor Cursista........................ 7
3) Relembrando as competências e os resultados a serem alcançados pelo
Professor Cursista ................................................................................................. 8
4) Lendo as sugestões de "Abrindo Nossos Horizontes"do Guia de Estudo............. 10
5) Esclarecendo dúvidas no preenchimento da Ficha de Acompanhamento Mensal
do Professor Cursista............................................................................................. 10
6) Relendo outros documentos............................................................................... 10
D-Como fazer a observação da Prática Pedagógica.............................................. 10
1) Chegando à escola............................................................................................. 10
2) Observando o espaço físico............................................................................... 12
3) Observando o material utilizado.......................................................................... 12
4) Observando o processo de ensino e aprendizagem.............................................. 13
5) Observando a dinâmica da sala de aula .............................................................. 14
E - Comentando com o professor Cursista os resultados da visita............................ 15
A - Introdução
Olá Tufor!
Este Texto de Apoio apresenta algumas orientações para a
realização da sua importante tarefa de acompanhamento e
avaliação da Prática Pedagógica do Professor Cursista.
Você deve estar se perguntando:
? Como farei as visitas?
? O que devo observar primeiro?
? Onde devo ficar na sala de aula?
? Como e onde vou anotar minhas observações?
? Devo ir falando com o Cursista sempre que achar que ele não
está agindo adequadamente?
? E quando devo elogiá-lo?
São essas e muitas outras questões, não é? Pois esperamos
que este texto o ajude a respondê-las!
LEMBRE-SE
? Utilize o Manual do Tutor.
? Reserve um horário para estudá-lo.
? Escolha uma forma de anotar suas
observações: caderno, fichas, quadros.
? Leia as sugestões e orientações e anote os pontos
principais.
? Relacione os materiais necessários e as atividades que
você precisa fazer.
? Faça uma agenda, com os passos detalhados,
lembretes e providências.
B - O que é o acompanhamento da
Prática Pedagógica
É o acompanhamento das atividades docentes do Professor
Cursista e deve ser feito nas visitas mensais à escola onde ele
atua. Para isso, é importante que você observe:
? Se ele está colocando em prática em sua sala de aula o que
estuda durante o Proformação.
? Se está desenvolvendo as competências e atingindo os
resultados esperados, descritos no Manual do Tutor.
? Se segue as orientações da seção "Abrindo Nossos Horizontes"
dos Guias de Estudo.
Neste Texto de Apoio, você encontrará sugestões de como
auxiliá-lo a melhorar a sua prática de ensino cada vez mais.
LEMBRE-SE
? As competências e os resultados esperados estão
descritos no Manual do Tutor, separados por
módulos.
? Também existem exemplos de como o professor
Cursista pode desenvolver essas competências no
Manual do Tutor.
C - O que fazer antes da visita
1) Fazendo o planejamento de suas visitas
Visitar o Cursista em sua sala de aula, para avaliar sua prática
docente, é uma grande responsabilidade. Para fazer essa
avaliação de uma maneira efetiva e justa, é preciso preparar-se
muito bem.
Mas como fazer isso?
Você deve organizar um planejamento para as suas visitas de
observação, montando dias e horários correspondentes a cada
escola.
Sempre que possível, informe-o sobre seu planejamento.
2) Construindo uma relação de confiança com o
Professor Cursista
Lembre-se:
Você não é um fiscal das ações do Professor; é
alguém que pode ajudá-lo a melhorar sua prática.
É importante ele entender que seu papel é o de um
colaborador, que quer ajudá-lo a melhorar sempre.
Quando você perceber que o Cursista está tendo dificuldades
na condução do processo de ensino e aprendizagem, faça o
exercício de se colocar no lugar dele, como se você estivesse
experimentando essas dificuldades. O que você faria?
Procurar conhecer melhor o Professor é um caminho.
Os Encontros Quinzenais de Sábado, a leitura do Memorial, o
acompanhamento do desenvolvimento da aprendizagem do
Cursista são momentos privilegiados para que você conheça
melhor os Professores que estão sob sua tutoria.
Prepare-se para isso, Tutor!
Lembrando-se de cada um dos Professores Cursistas que
estão sob sua tutoria, reflita:
? Quais são suas características pessoais? Ele é tímido,
falante, acomodado, lento, dinâmico, alegre, preocupado,
organizado, pessimista, objetivo, paciente ou tem outras
características mais marcantes?
? Como ele trabalha no grupo? Lidera os comentários, espera
os outros falarem, pergunta demais, ouve as orientações, tem
facilidade para trocar suas experiências e conhecimentos,
preocupa-se com o grupo?
? Você já conhece algumas formas de ele trabalhar como
professor? Ele é organizado, intuitivo, autoritário, disciplinador,
brincalhão?
Duas dicas importantes para você poder auxiliar cada Cursista:
? Seja paciente com as dúvidas do Cursista.
? Leia e estude os Guias de Estudo para dar sugestões refletidas
e preparadas.
Lembre-se de que os erros e as dificuldades fazem parte do
processo de aprendizagem e não devem ser encarados de forma
negativa e pessimista. Você deve ser o grande incentivador desse
Professor.
Uma relação de confiança começa com a criação de um
processo de comunicação mais direto, afetivo e verdadeiro entre
vocês, evitando "melindres" e reações de distanciamento.
3) Relembrando as competências e os resultados a
serem alcançados pelo Professor Cursista
Leia, primeiro, no Manual do Tutor, capítulo 4, as competências
previstas para o módulo em que vocês estarão trabalhando.
Faça, depois, anotações sobre os principais pontos previstos
e sobre aqueles que você ainda precisa esclarecer ou entender
melhor.
Veja um exemplo:
No Manual do Tutor, item 4.3.2, letra c, é apresentada a
competência "Comunicar-se de modo adequado à situação
educacional" e alguns exemplos de como observar e avaliar se o
Professor Cursista está desenvolvendo essa competência.
Mas o que realmente significa essa competência?
Experimente fazer uma lista de comportamentos ou situações
que indicariam a competência de "comunicar-se de modo
adequado" que o Cursista precisa desenvolver.
Pode ser uma lista parecida com esta:
? Usar um tom amistoso ao falar com os alunos, mas firme quando
necessário.
? Ao ser solicitado, aproximar-se do aluno, olhar, ouvi-lo e dar a
devida atenção.
? Expor de forma objetiva e clara suas idéias e informações aos alunos.
No Manual do Tutor, no capítulo 4.3, você irá encontrar mais
exemplos sobre as competências e, no capítulo 4.2, como avaliar
e pontuar a Prática Pedagógica.
Veja como pode ser fácil se você fizer um quadro assim para
sua própria orientação:
4) Lendo as sugestões de "Abrindo Nossos
Horizontes'" do Cuia de Estudo
Os Guias de Estudo são materiais fundamentais tanto para o
Professor Cursista quanto para o Tutor. Não há necessidade de
consultar ou usar qualquer outro material para complementá-los.
A leitura deve ajudá-lo a:
? Saber o que está nos Guias e quais as atividades sugeridas,
especialmente para a Prática Pedagógica.
? Fazer uma revisão nas sugestões de "Abrindo Nossos Horizontes"
para a quinzena.
? Sugerir alternativas ao que está sendo desenvolvido pelo Cursista.
Não esqueça, também, de conversar com o Cursista, para
saber como ele utiliza as sugestões da seção "Abrindo Nossos
Horizontes".
Assim você saberá se o Professor:
? Faz adaptações das sugestões para utilizá-las em sua sala de aula.
? Usa as sugestões de todas as áreas ou escolhe uma e a utiliza
em cada dia.
? Junta várias sugestões e as aproveita em um mesmo conteúdo.
5) Esclarecendo dúvidas no preenchimento da Ficha
de Acompanhamento Mensal do Professor Cursista
Antes de ir para a observação, você deverá saber se está
preparado para o preenchimento da Ficha de Acompanhamento
Mensal do Professor Cursista, cujos modelos estão nos "Anexos"
do Manual do Tutor.
Você tem dúvidas quanto ao preenchimento de alguma parte?
Estão claras as anotações que você terá de fazerem cada espaço?
As dúvidas que surgirem nesse momento poderão ser esclarecidas
antes de sua visita à escola, com os Professores da AGF.
6) Relendo outros documentos
? Suas anotações feitas na última visita.
? A Ficha de Acompanhamento Mensal do Professor Cursista.
? Suas observações do último Encontro Quinzenal de Sábado.
Essa releitura pode facilitar sua observação, mostrar os avanços
desde a última visita e apontar para o que ainda pode ser
melhorado.
A leitura do Memorial também pode auxiliar a entender a
relação que deve ser estabelecida entre o planejamento da aula,
sua realização e o crescimento do Cursista no Proformação.
D - Como fazer a observação da Prática
Pedagógica
Tutor, vamos ver, a seguir, alguns pontos importantes que você
deve considerar em sua visita de observação.
1) Chegando à escola
Chegue mais cedo, antes do início da aula, para que você
possa conversar e acertar alguns pontos com o Cursista sobre
sua observação:
■ Lembre os objetivos da visita.
? Combinem onde você ficará na sala.
? Saiba o que ele estará trabalhando naquele dia.
■ Avise que você fará algumas anotações durante a observação
para facilitar sua organização.
É, também, um bom momento para ler o Plano de Aula para
aquele dia, observando:
? Como está elaborado o Plano de Aula?
? As metodologias usadas são adequadas aos conteúdos?
? Há criatividade nas tarefas e atividades propostas?
LEMBRE-SE
Nem sempre o plano que o Cursista entregou
no Encontro Quinzenal de Sábado é o mesmo
que ele estará desenvolvendo na prática
supervisionada no dia da visita.
Verifique alguns pontos no Plano de Aula que poderão
orientar a observação da Prática Pedagógica:
? De modo geral, há uma correspondência entre o que está
previsto no Plano de Aula e o que está realmente sendo
desenvolvido em sala de aula?
? A Prática Pedagógica do Cursista acompanha seu Plano de Aula?
? Ele o utiliza durante a aula?
? As novidades que aparecem na sala de aula são consideradas
e dão origem a mudanças nas atividades previstas no Plano?
? As sugestões dos alunos modificam o Plano?
Chegar cedo pode facilitar, ainda, uma conversa com a direção da
escola, quando for o caso.
Agora, você já está preparado!
Vá para a sala de aula, peça para ser apresentado aos alunos e
sente-se.
Mantenha o clima agradável e o mais natural possível entre
você, o Professor Cursista e os alunos.
LEMBRE-SE:
Você está ali para ajudar!
2) Observando o espaço físico
Procure registrar como está organizado o espaço físico da sala
de aula do Professor Cursista. Para isso, você pode usar
esquemas, desenhos ou uma lista.
Observe por exemplo, como está a posição das carteiras: em
filas, em semicírculo, em grupos, encostadas à parede?
Veja onde está a mesa do Professor: é fácil o acesso de todos
os alunos à sua mesa ou só os que estão na frente conseguem
atenção mais rapidamente?
E os outros objetos e móveis da sala, como estão localizados?
Os alunos esbarram em armários, cadeiras, filtro?
Há espaço para tudo que está na sala? Tudo que está lá é
realmente necessário?
Há trabalhos das crianças nas paredes?
LEMBRE-SE
A comunicação entre os alunos, as
possibilidades de trocas entre eles, a
valorização de sua produção e outros
resultados esperados na Prática Pedagógica
do PC podem ser expressos pela forma como
a sala de aula está organizada.
3) Observando o material utilizado
Bom, sabemos que, ao planejarmos uma aula, devemos
prever quais os materiais serão utilizados e também prepará-los
previamente.
Você deverá, então, observar se o Professor organizou e
preparou, antecipadamente, o material a ser utilizado em cada
atividade, de acordo com seu planejamento.
Esse material pode incluir papel de todo tipo, elementos da
natureza, alimentos, grãos, palitos, livros de literatura, jogos,
objetos de casa e muitas outras idéias, além das sugestões que
estão nos Guias.
LEMBRE-SE
? O material deve ser apropriado para a realização
das atividades planejadas.
? O Cursista pode elaborar o material a ser utilizado,
mas deve também estimular a produção criativa
dos alunos.
? Alguns materiais precisam ser explorados pelos
alunos, antes mesmo da atividade.
? Os alunos devem ter acesso a todo material
disponível na escola.
4) Observando o processo de ensino e
aprendizagem
Tutor, este é um dos momentos mais importantes no seu
trabalho, pois você irá verificar se o Professor Cursista está
conseguindo fazer a aplicação do que está aprendendo na
realidade de sua sala de aula.
Veja se o Professor Cursista consegue atingir estes pontos:
? Adaptar o conteúdo à realidade do aluno, usando exemplos,
relatos de experiências, vivências e pesquisas.
? Trabalhar o conteúdo com exercícios, atividades ou técnicas para ajudar
os alunos a compreendê-lo melhor.
? Incentivar os alunos a descobrir e construir conhecimentos de forma
dinâmica e participativa.
? Propor trabalhos coletivos para troca de experiência entre os
alunos, promovendo espaços de interação social.
? Corrigir os exercícios e trabalhos na sala de aula, com a
participação de todos de forma dinâmica.
? Preparar atividades e trabalhos para serem feitos fora da classe que
sejam adequados ao desenvolvimento dos alunos.
? Incentivar a pesquisa no processo de ensino e nas atividades em
sala.
? Planejar uma quantidade de atividades dentro das possibilidades de
realização dos alunos.
? Organizar o tempo em sala de aula, possibilitando que todos
concluam as atividades
? Planejar momentos de avaliação individual e também coletiva.
? Esclarecer as dúvidas dos alunos.
Anote todas as novidades que o Professor trouxe para a sala
de aula que tenham resultado de seus estudos e experiências no
Proformação. Com isso você poderá ajudá-lo a avaliar quais
competências já adquiriu.
5) Observando a dinâmica da sala de aula
No item 4 do Manual do Tutor, sobre as competências, há
vários exemplos de como o Cursista poderá exercitar o que é
sugerido para a realização dos resultados esperados.
Veja se estas situações ocorrem na Prática Pedagógica do
Professor Cursista:
? Há atividades em outros espaços, além da sala de aula.
? A comunicação entre o Professor e os alunos é amigável,
respeitosa e agradável, com possibilidades para que os alunos
falem e exponham suas dúvidas e opiniões.
? O Professor fala uma linguagem clara, de fácil compreensão
para os alunos, e se preocupa em entendê-los e esclarecer suas
questões.
? Os alunos são incentivados a discutir e negociar coletivamente
algumas decisões como: organização de normas e regras,
escolha de algumas atividades etc.
Finalmente, não esqueça de pontuar cada competência
utilizando uma escala de 1 a 8:
E - Comentando com o Professor
Cursista os resultados da visita
Bem, Tutor, como e em que momento fazer chegar ao Cursista
todo o resultado dessa observação?
Precisamos mostrar a ele os avanços em seu crescimento
profissional e, ao mesmo tempo, fazer com que ele reflita sobre
alguns obstáculos que ainda precisam ser superados.
Para orientar e auxiliar o Cursista nesse caminho de
superação é preciso que você:
? Faça uma lista dos principais avanços e problemas de
desempenho do Professor.
? Pense na melhor forma de comunicar a ele os resultados dessa
análise. Lembre-se de que cada Professor tem uma história,
um jeito de ser. Um comentário indevido pode desmotivá-lo.
? Relacione sugestões que possam ser dadas para que o Cursista
melhore sua prática, corrigindo equívocos e intensificando os acertos.
É importante que essa conversa com o Professor Cursista
seja amigável e motivadora de mudanças. Mas é preciso,
também, que ela seja:
? Direcionada: deve tratar de comportamentos e objetivos que o
Professor possa mudar e que estejam relacionados à sua
atuação profissional; e não apontar críticas em áreas que não é
da competência do Tutor avaliar.
? Oportuna: deve acontecer o mais próximo possível do momento
em que a ação ocorreu, para que seja mais útil. Por isso, você
deve conversar com o Professor logo após sua observação e
término da aula.
? Esclarecida: deve ser clara, direta e precisa, para não dar
margem a outras interpretações.
LEMBRE-SE
Não aponte aspectos gerais nem use um tom
avaliativo na conversa. Descreva as ações em
vez de julgá-las e seja bem específico ao
indicar os comportamentos do Professor
Cursista, sem classificar suas atitudes dentro
de nenhuma categoria.
Veja um exemplo:
Em vez de dizer "Você foi autoritário e centralizador", é mais
adequado que você observe: "No momento em que o aluno ia
fazer mais perguntas, você não lhe deu a palavra e não permitiu
que mais ninguém fosse contra a sua opinião".
Para assegurar que o Professor Cursista compreenda o que
foi comunicado, é interessante sugerir a ele que comente sua
avaliação, ainda que não concorde com ela.
Bem, Tutor, chegamos ao fim deste Texto de Apoio.
Esperamos que tenha sido útil para você, ajudando-o a
melhorar e avançar no seu trabalho.
Sucesso!
Coordenação Nacional do Proformação
Esplanada dos Ministérios - Bloco L - Sala 100
Edifício Sede - CEP 70047-900 - Brasília - DF
Fone: (61) 2104-9721 Fax: (61) 2104-9102
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Revisão:
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