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semelhante ao relatado na obra Teaching the Media, de Andrew Hart, mas também diferente
dele em alguns aspectos. Na descrição da proposta, a intenção de trabalhar com histórias da
prática pedagógica e de buscar o perfil dos protagonistas da educação para a mídia tornou-
se explícita: A idéia básica era convidar um líder de cada país de língua inglesa a localizar
um professor de educação para a mídia que concordasse em dar uma aula ou uma série de
aulas sobre um determinado assunto. O exemplo usado para discussão eram os “estereótipos”.
A seguir, o professor e o líder, juntos, fariam um relatório sobre a aula ou série de aulas,
através de um questionário comum, usando também, talvez, outros instrumentos para relató-
rio, como o videoteipe das aulas, se disponível. Uma vez que os relatórios fossem recebidos,
deveriam ser juntados e analisados, e os resultados publicados de alguma forma para o
Conselho Mundial, se possível a tempo para o terceiro encontro em Toronto, maio de 2000.
10. Henri Dieuzeide, Le Nouvelles Technologies, outils d’enseignement. Paris, Nathan Pédagogie-
UNESCO, 1994.
11. Também podemos citar, no mesmo país, outros institutos, como o Educational Technology
Center e o Sciences Instructional Computing Group da Universidade de Harvard, com Paul
Bergen, William Batherlemy, David Heitmeyer e Alexander Parker; o Instructional Media
Development Center e Learning Technology and Distance Education, Universidade de
Wisconsin, Madison; e o Stanford Learning Lab, Stanford Commission on Technology in
Teaching and Learning Centers e o Projeto Pessoas, Computadores e Design, Universidade de
Stanford, com os pesquisadores: Steve Boxer, John Bravman, Henry Breitrose, Paul Brest e
Terry Winograd; o Berkeley Multimedia Research Center (grupo interdisciplinar de artistas,
educadores, profissionais dos meios de comunicação e cientistas sociais que trabalha com
multimeios interativos na educação) e o Berkeley Multimedia and Graphics Seminar (autor de
Universities in the Digital Age — Universidades na Era Digital), Universidade da Califórnia,
Berkeley; e Uma Sala de Aula do Futuro, da Apple Computer Company.
12. Beatriz Fainholc, La Tecnologia Educativa Propria y Apropriada. Democratizando el saber
tecnológico. Buenos Aires, EH Humanitas, 1994, p. 48.
13. Paulo Freire, Educação como Prática da Liberdade. São Paulo, Paz e Terra, 1976.
14. Ismar de Oliveira Soares, “Gestión de la comunicación en el Espacio Educativo (o los
desafios de la Era de la Información para el sistema educativo)”; in Alfonso M. Gutiérrez,
Formación del Profesorado en la Sociedad de la Información, Universidad de Valladolid,
1998, pp. 33-46.
15. Projeto “Cala-a-boca-já-morreu”, desenvolvido pela Companhia Gens, São Paulo.
16. No evento “Comunicação, Educação e as Instituições”, patrocinado pela Itaú Cultural em
outubro de 1997, a professora Margarida Ramos, superintendente do Canal Futura/Fundação
Roberto Marinho, apresentou uma experiência explicando a estrutura e os objetivos do novo
empreendimento, típico de um processo de gerenciamento nos Espaços Educacionais entre
empresas privadas.
17. “Apesar dos esforços dos educadores de mídia em todos os Estados Unidos, é certo dizer que
há poucos esforços organizados com relação à educação para a mídia no currículo escolar e
ainda há muitas barreiras à sua implementação. Há uma necessidade desesperada de treina-
mento a priori de professores que ensinam mídia. A maior barreira para aqueles que já dão
aula é a falta de tempo para aprender a tratar da mídia em sala de aula” (Extraído do artigo
“The Media Education Elephant”, http:/www.kqed.org/fromKQED/cell/ml/elephant.html).
18. “Os norte-americanos têm mostrado tipicamente uma xenofobia com relação a incorporar
idéias educacionais de outros países. Os educadores de mídia norte-americanos aprenderiam
muito com nossos colegas internacionais”(Extraído do mesmo artigo “The Media Education
Elephant”, como na nota 17).