entre eles pra depois adotar. Aí surgiu a idéia da pesquisa participativa, porque a gente perguntou: o quê que
eles gostariam de experimentá? Na verdade o agricultor já é um eterno experimentador, ele vive testando as
coisas, né. Aí eles alegaram que um dos pontos cruciais deles era a pastagem. Eles queriam conhecer melhor,
como que ela produzia? Como que era o rendimento dessa pastagem? Quanto ela suportava de lotação? E aí
essa questão técnica foi uma demanda que apareceu no PDMH. Tá lá apontado em 2004, no PDMH da
microbacia, como o principal foco a questão da pastagem, né. E a questão do arranjo silvipastoril. Questão da
árvore, da sombra, todo esse processo aí. E aí, a partir desse tema abordado (...) dessa demanda, foi feita uma
reunião na UPR7 e dos PDMH que tinha demandas de pesquisa participativa, o nosso foi escolhido como uma
prioridade da UPR7 aqui (...), da encosta, né, da Serra Geral. Porque aqui tem e é umas das prioridades da
UPR7, da região de Florianópolis, e a gente foi elencado como uma prioridade do componente de pesquisa
participativa.
ATOR-CHAVE 4
O trabalho iniciô com o Grupo do Pasto, da necessidade de pesquisá sombra. Evoluiu até pra uma
(...), pra outras (...), pra questão do plantio de árvores, onde plantá, onde não plantá. Se plantá depois pode
aproveitá isso ou não. Ser uma fonte de renda. Na conversa que a gente tinha no Grupo do Pasto essa era a
necessidade, até mesmo da questão legal de tudo isso. De tu podê aproveitá isso ou não, e como fazê. E até
mesmo a possibilidade de a gente tê algum subsídio pra questioná a aplicação da legislação dentro da pequena
propriedade de agricultura familiar. Tanto é que hoje se aplicá a legislação, de forma a explorá a propriedade
rural, se torna inviável. Então a além da sombra, além da retirada, um dos objetivos que se tinha era
exatamente esse: era questioná (...) ter subsídio pra se questioná a exploração desta área.
ATOR-CHAVE 5
Éh, o trabalho, na verdade (...), especificamente sobre árvore ou arranjo silvipastoril ele começou em
cima de uma demanda da pesquisa participativa, aonde uma (...) num dia de campo do Grupo do Pasto, os
agricultores questionaram a questão de sombra pro gado. Então, como a gente sempre presa a
multidisciplinaridade da coisa, do trabalho em si, a gente buscou então (...), meios de dá este retorno pra os
agricultores com alguém especificamente direcionado nesta área, né. Aí o ator-chave 3 juntamente com o Y, eu
me recordo do dia de campo ainda, contactaram a (...), eu me esqueci o nome dela, a professora que era
orientadora da (...), a X, exatamente, e aí ela trouxe o ator-chave 6 pra essa reunião. Nessa reunião, ah (...) o
grupo tinha uma outra dúvida que era a questão (...) a questão ambiental da coisa, neste processo todo. Então,
se dividiram em duas (...) em duas linhas de trabalho: uma seria o arranjo silvipastoril, em cima de árvores pra
o sombreamento do gado; e a outra seria ah (...) um zoneamento, um mapeamento, aí em cima da legislação
ambiental, mas com o objetivo de dar subsídio de contestá esta legislação. Sei que é uma coisa difícil, mas
quando tem base científica e participação de agricultores que na verdade, nesta situação são os maiores
prejudicados, né. Porque você sabe, você conhece a lei se for aplicada na íntegra em São Bonifácio, poucos
ficam aqui, né. Dada a conjuntura do (...) deste ecossistema, né (...) dessa bacia hidrográfica. Então, estas duas
linhas de trabalho elas (...) elas começaram. Então, em princípio o grupo (...) ou ator-chave 6, junto com a Z
fizeram visitas, e fizeram levantamento etno (...) de etnoespécies, trabalho de campo, um trabalho interessante e
tal, pra buscar espécies nativas (...) da região pra compor esse arranjo silvipastoril. E, esse trabalho se
estendeu eu acho que durante o ano de 2006, inteiro, né. Com esse trabalho paralelo delas, indo a campo e (...)
mobilizando os agricultores e os agricultores participando da (...) dos dias de campo que elas tinham
organizado, em fim. E, nós é (...), na verdade, continuamos o nosso trabalho esperando (...) esperando o
momento em que (...) em que a pastagem e árvores, na verdade, iam se encontrar. Praí nós termos uma (...) até
uma situação mais palpável pra começá. Aí, tu sabe da (...) da situação, o ano de 2007 não foi um ano muito
(...) é (...) questão financeira do projeto, aí houve um declínio das atividades, né. Aonde houve um
questionamento dos agricultores quanto a continuidade deste trabalho, né, e agora mais ao final desse ano, a
coisa começou a retornar, né. Tanto é que teve as visitas e tal. Éh, em fim, o trabalho ele se iniciou assim, e ele
está até este ponto com bastante dúvidas. Eu tive um feedback dos agricultores até após essa viagem de
Curitiba que foi ao Paraná, e bastante questionamento. Isso é importante, quando há questionamento então há
trabalho. Então aí, é questão de trabalhar.
ATOR-CHAVE 6
O trabalho começou por uma demanda dos agricultores que observavam que o gado precisava ter
sombra quando manejado em PRV. Porque antes de ter PRV eles procuravam ter remanescentes de mata
nativa, daí com PRV como eles ficam cercados e, assim, entre aspas confinados numa área, é um manejo mais
intensivo. Então resolveu essa possibilidade e aí, também com um diagnóstico realizado na pesquisa
participativa. Num processo de formação e aprendizado de pesquisa participativa da Epagri, a professora X
identificou isso na fala de alguns agricultores e foi o que estimulou a começar a trabalhar com este assunto.
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