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acesso fácil e rápido, quase que instantâneo, à informação relativiza
a questão do tempo e do espaço. As informações infiltram-se por
todos os lados, quase que não precisamos ir atrás delas, pois elas
passam a se apresentar a nós exaustivamente, intervindo nas
nossas relações e comportamentos. O ambiente familiar, antes
convergente e constituído em volta das figuras da mãe e do pai, fica
diluído entre os mitos eletrônicos que são endeusados e assumem a
tutoria da infância.
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Nesse contexto revolucionário, é importante perguntar: como o homem
fez para se adaptar tão rápido a tantas mudanças? Será que ele conseguiu absorver
tantas novas tecnologias em um período tão curto de tempo? Como essas novas
tecnologias foram assimiladas por pessoas de diferentes gerações?
Na busca destas respostas, surge a inevitável conclusão da exclusão
digital, a segregação por conta da inserção ou não no mundo tecnológico, muitas
vezes imposto como padrão comportamental, com conseqüências não só
econômicas, mas culturais. Nunca houve realmente uma escolha: a solução é
ingressar no universo tecnológico ou acabar “fossilizado” num panorama que já não
mais existe. Como comenta Sá (1999):
Vendo a tecnologia instalando-se cada vez mais no processo de vida
das pessoas, a decisão é enfrentar, pois a alternativa é adentrar esse
mundo ou ficar excluído. Acompanhar a evolução tecnológica e os
progressos na comunicação, para diminuir o isolamento, sentir-se
parte integrante deste novo mundo.
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Diante disso, atualmente muitos estudos são desenvolvidos e recursos
despendidos buscando diminuir distâncias no mundo digital. Apesar de diferentes as
estratégias adotadas, todos estes estudos consideram que incluir digitalmente é
ampliar possibilidades. Por fim, vale referir a importância da inclusão digital nas
palavras de Spigaroli (2005):
O objetivo da inclusão é despertar nas pessoas uma consciência de
respeito ao outro, em que este “outro”, antes considerado ineficiente,
sinta-se parte da sociedade. Assim, inclusão digital e social não é
apenas ter acesso ou viver junto, mas é participar, agir, criar,
contribuir.
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17
KACHAR, Vitória. “A inclusão digital da população idosa”, disponível em
http://telecentros.saci.org.br/telecentros/?IZUMI_SECAO=102&IZUMI_IDIOMA=pt-
br&modulo=telecentro¶metro=10148, acessado em 28/02/2010.
18
SÁ, M. Auxiliadora Ávila dos Santos. “O idoso e o computador: condições facilitadoras e
dificultadoras para o aprendizado”, 1999. (Dissertação de Mestrado em Educação: Psicologia da
Educação, PUC-SP).
19
SPIGAROLI, A. A. “As tecnologias de informação e comunicação (TIC) como ferramentas
potencializadoras para inclusão: um desafio para a sociedade”. In: PELLANDA, N. M. C. – p. 213.