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Presidente da República Federativa do Brasil
João Figueiredo
Ministro da Educação e Cultura
Eduardo Portella
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CADERNO TÉCNICO-DIDÁTICO
O TREINAMENTO
DO TIRO ESPORTIVO
Secretário Geral do MEC
João Guilherme de Aragão
Secretário de Educação Física e Desportos
Péricles Cavalcanti
Série - Caderno Técnico-Didático
A752t Arnold, Siegfried.
O treinamento do tiro esportivo. Traduzido por Dicival Ferreira
Guimarães e revisado pela CBTA. Brasília, MEC/D DD/SEED, 1980.
117p. il. (Caderno Técnico-Didático)
1. Tiro ao alvo. I". Guimarães, Dicival Ferreira. II. Confedera-
ção Brasileira de Tiro ao Alvo. III. Brasil. Ministério da Educação e
Cultura. Secretaria de Educação Física e Desportos. IV. Brasil.
Ministério da Educação e Cultura. Departamento de Documenta-
ção e Divulgação. V. Série. VI. Título.
CDU.799.311
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS
CADERNO TÉCNICO-DIDÁTICO
O TREINAMENTO
DO TIRO ESPORTIVO
Siegfried Arnold
Departamento de Documentação e Divulgação
Brasília, DF - 1980
Tradutor: Sócrates Marques Carneiro
Consultor de tradução: Dicival Ferreira Guimarães
Revisão pela CBTA
Capa e diagramação — Luiza Kotaira Taira
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS
SCRN - Q. 706/707 - Bloco G - Lotes 10 e 16 - EC-4
70.740 - Brasília, DF
Uma edição do Departamento de Documentação e Divulgação
Impresso pela Minas Gráfica e Editora Ltda.
SUMÁRIO
I - Introdução 7
II - Prefácio 9
III — Principais Elementos de Treinamento no Tiro 11
1 — Ensinamentos técnicos 11
a — Tomada de uma boa posição exterior 11
b — A visada 11
c — A aprendizagem do disparo 12
2 — Treinamento muscular 13
a — Treinamento muscular geral (condição física) 13
b — Treinamento muscular especial (condição física especial) . . 13
c - Coordenação muscular 13
d — Desenvolvimento e treinamento dos sentidos da muscula-
tura 14
3 — Treinamento dos órgãos 15
a — Coração e circulação sangüínea 15
b — Pulmões 15
c — Comparação e diferenças de freqüência de pulsação entre
os treinados e não-treinados 16
d — Semelhanças e diferenças na freqüência respiratória dos
esportistas treinados e não-treinados 17
e — Semelhanças e diferenças da capacidade do coração e
da tensão nos treinados e não-treinados 17
4-0 ensinamento tático 19
a — Planejamento do treinamento 20
5 — Treinamento — tiro por etapas 25
6-0 Circuit-Training 27
IV — Problemas Psicológicos do Treinamento do Tiro 35
V — Algumas Notas ou Recomendações sobre o Modo de Vida dos Atira-
dores 39
VI — Conselhos para o Treinamento para Prova de Tiro ao Javali 41
VII — Os Planos de Treinamento 43
1 — Algumas regras gerais para o treinamento 43
2 — Explicações para a utilização dos planos de treinamento 43
3 - Ginástica diária (A1) 44
4 — Treinamento da circulação sangüínea (A2) 49
5 — Plano de treinamento de carabina 49
a — Abreviações para o treinamento com carabina 49
6 — Plano de treinamento de pistola livre 66
7 — Plano de treinamento de tiro rápido 80
8 — Plano de treinamento de arma de grosso calibre (.38) 96
VIM - Avaliação dos Alvos e dos Impactos 115
I-INTRODUÇÃO
A CBT A, com o inestimável apoio da SEED/MEC, conseguiu a publicação e
tradução do magnífico livro de Siegfried Arnold — O Treinamento do tiro esportivo.
Recebemos o original do livro das mãos de seu autor, quando o visitamos em
Wiesbaden em maio de 1979.
Aqui deixamos nosso agradecimento a Siegfred Arnold e à SEED/MEC, na
pessoa de seu Secretário, Cel. Péricles Gonçalves, pela excelente contribuição com
o desporto do TIRO, que nos cabe dirigir.
Aos atiradores e treinadores brasileiros que façam bom uso deste trabalho,
em prol da maior difusão e projeção de nosso desporto.
HUGO DE SA CAMPELLO FILHO
Presidente da CBTA
II-PREFÁCIO
O presente livro tem por objeto o conteúdo e a construção de um método
moderno de treinamento no tiro.
Tivemos o cuidado de estabelecer os princípios de valor aprovados em um
método moderno de treinamento e de aprendizagem.
Infelizmente, estes princípios ainda não adquiriram o seu devido lugar no
tiro.
No conjunto, pensamos em estabelecer um processo possuindo a variedade e
a alternância necessárias para um treinamento equilibrado e completo.
Hoje, está perfeitamente estabelecido que um remador não só se treina no
remo e somente para as competições, mas que encontra modos de treinamento
em outras disciplinas afins, para aumentar ou realçar suas qualidades na sua pró-
pria disciplina.
No tiro, como nos outros esportes, as formas de treinamento, tais como o
treinamento por intervalos, o circuit-training e o treinamento de força, são neces-
sárias para estabelecer as bases para resultados de um nível elevado na disciplina
escolhida.
Na pedagogia esportiva, como na prática, é, sem dúvida, o fato de que para
atingir-se uma perfeição técnica nos movimentos complexos deve-se proceder por
elementos separados.
No aprendizado de um novo exercício, é preciso se preparar para aprender
primeiramente os pontos necessários.
Sem a preparação técnica e sem a perfeição física, o atirador iniciante se
esforça em atingir o 10, em lugar de aprender sistematicamente os elementos de
base de sua prova.
Não treina, mas ensaia, e pode, desse modo, ensaiar durante numerosos anos!
Um saltador de esqui confiaria na sorte e arriscaria quebrar o pescoço por erro de
preparação?
Simplesmente porque não se arrisca nada, é desse modo que se aprende a
atirar, sem seguir estudos sistemáticos?
O princípio de um ensinamento, por níveis sucessivos até a perfeição, é a
meta deste livro. Temos a esperança de que os atiradores vão encontrar aqui, uma
introdução e um meio de treinamento que os ajudará a se tornarem excelentes no
seu esporte.
Os planos de treinamento deste livro devem dar uma visão de conjunto no
método e na variedade pelas quais um processo de treinamento pode ser aprofun-
dado.
Desejo muitas alegrias e constância em seu treinamento e muito sucesso nas
suas competições.
III-PRINCIPAIS
ELEMENTOS DE
TREINAMENTO
NO TIRO
1 — Ensinamentos técnicos
a — tomada de uma boa posição exterior
b — a visada
c — aprendizagem do disparo
2 — Treinamento muscular
a - treinamento muscular geral (condição física)
b - treinamento muscular especial (condição física
especial)
c — coordenação muscular
d — desenvolvimento e treinamento dos sentidos da
musculatura
3 - Treinamento dos órgãos
a — coração e circulação sangüínea
b — pulmões
4—0 ensinamento tático
a — planejamento de treinamento
b - preparação para as competições
c — preparação para a participação em uma prova
d - escolha do sistema de visada e dos cartuchos
e - estudo dos lugares de competição, etc.
Num golpe de vista, pode-se, desse modo, inteirar-se
dos principais elementos do treinamento no tiro.
Pode-se, assim, primariamente, tomar conhecimento
do estado atual de seu treinamento.
Por outro lado, esta visão de conjunto será certamen-
te útil para a execução do seu programa de treinamento.
Compreende-se como se ordenam os quatro elemen-
tos e como os subdividir.
Esta divisão de treinamento em quatro elementos de
base é válida para todas as provas de tiro.
As particularidades se encontram em cada planeja-
mento de treinamento de diferentes provas.
Depois desta visão de conjunto, entraremos nos de-
talhes.
1 - ENSINAMENTOS TÉCNICOS
a — Tomada de uma boa posição exterior
O que se entende por isso?
É a posição que é tomada por um atirador, onde se
vê a expressão exterior. Nada diz respeito ao estado da
musculatura durante a tomada da posição.
Existe uma posição exterior e uma interior. Estas
duas posições se diferenciam durante o treinamento e no
método de treinamento.
A posição exterior-é relativamente fácil de aprender,
não importa em que livro sobre tiro, ou com a ajuda de
uma pessoa.
É preciso ter em conta diferentes leis físicas e estáti-
cas para tomar bem esta posição, por exemplo, o lugar do
centro de gravidade e a importância da superfície da base,
etc.
Além disso, deve-se levar em consideração a morfolo-
gia do atirador, p. ex., pernas compridas, tronco curto,
braços compridos, pescoço grosso, etc.
Seria falso para o atirador X adotar a posição do ati-
rador Z se é de uma compleição física diferente.
Para aprender a posição do corpo, o melhor é o trei-
namento em seco!
É um período muito importante. Infelizmente, neste
período inicial, por causa de maus conselhos e erros de
técnica, os hábitos são adquiridos e tornam-se dificilmente
corrigíveis, às vezes impossíveis de melhorar. Desse modo,
o atirador põe a primeira pedra para seus futuros resulta-
dos.
Em resumo, dizemos que, para o treinamento técnico
para uma boa posição, é preciso procurar se situar melhor,
mais racional e mais confortável mente, e mais estável para
permitir conservar esta posição com o menor gasto mus-
cular.
A compleição física do atirador deve ser levada em
consideração, de todos os modos. É preciso recordar que
a posição exterior é o obstáculo no qual se apoiam a car-
reira e o desenvolvimento do atirador.
b — A visada
Esta parte do treinamento é de fácil e rápida apren-
dizagem.
Não será aqui muito tratada, pois é assunto já muito
discutido em um sem-número de bons livros, mas falare-
mos de alguns erros bem enraizados, que hoje em dia
ainda são muito praticados.
O atirador deve saber como é a imagem correta da
visada. Estes ensinamentos se encontram nos livros co-
muns.
Entre os iniciantes, não é sempre evidente (como
para a visada na pistola livre) que o atirador deve-se con-
centrar nos órgãos da visada e não no alvo.
A relação da atenção da visada conduz a erros graves
no alvo.
É, então, necessário, concentrar-se nos órgãos da visa-
da, pela simples razão de que o olho não pode se acomo-
dar entre 50 metros e 1 metro, por sua vez.
O atirador que se acomoda no alvo à distância vê seu
aparelho de visada desfocado e perde, assim, o controle de
sua visada.
É importante, desde o início, habituar-se a jamais
olhar o alvo.
Freqüentemente, massas de mira muito pequenas são
utilizadas pelo fato de que quanto menor a massa, mais
fácil é centrar o tiro.
Esta noção é falsa e não encontramos massas, nas
competições internacionais, mais estreitas do que 3,4mm.
Que se escolham massas verticais corretas ou circula-
res é uma questão discutível. De fato, por meio dos dois
sistemas resultados elevados foram obtidos. Qualquer que
seja a decisão, o que importa é que o atirador aprenda,
desde o início, a determinar a grossura da massa que cor-
responde às situações precisas entre uma alça justa, corre-
ta, e uma alça circular.
Quando o alvo parece ovalizado convém, primeira-
mente, regular a altura do tiro.
A postura da cabeça tem igualmente uma impor-
tância no vigor visual e, portanto, nos resultados.
Uma musculatura contraída do pescoço e da nuca
dará infalivelmente resultados negativos quanto à acuidade
visual.
c — Aprendizagem do disparo
No treinamento técnico, é preciso aprender disparar
o tiro.
O disparo é o que há de mais difícil de se realizar.
Primeiramente, é preciso conhecer o mecanismo do
gatilho, a fim de utilizá-lo melhor.
Algumas regras importantes devem ser seguidas. O
movimento do dedo no gatilho deve sempre seguir o eixo
do cano em direção posterior. Nunca se deve apoiá-lo em
diagonal. Para a maioria das armas em uso, de gatilho
leve, é preciso que o gatilho se encontre no meio da pri-
meira falange do indicador.
E aí se encontra a sensação mais delicada do toque.
Para as armas cujo gatilho exceda a 1 kg, o dedo deve
apoiar-se entre a primeira e a segunda falange.
No ideal, o movimento do gatilho deveria se fazer in-
conscientemente. Um arranque é uma falta muito grave.
Cada atirador deve saber que sua arma deve ser abaixada
se o tiro não sair depois de um tempo normal (8 a 12
segundos).
Eis os métodos e meios de aprender a disparar o tiro:
— estudar o gatilho, primeiro o deslocamento e peso;
— apoiar sem emparelhamento.
Por este modo você não tem a possibilidade de
apoiar rapidamente ou por emparelhamento, se por um rá-
pido instante você tem uma boa visada perfeita e uma boa
posição.
Igualmente, o disparo feito, em uma câmara escura,
ou com os olhos fechados, é um bom meio de chegar ao
apoio estando concentrado.
De modo igual, fica a possibilidade de se fazer con-
trolar por um companheiro.
Isto é válido no treinamento em seco e no tiro a
bala.
Uma outra preparação importante para disparar um
tiro impecável é o relaxamento máximo de todos os gru-
pos de músculos tomando parte na manutenção da posi-
ção (posição interior).
No treinamento, a aprendizagem do disparar o tiro
deve ter lugar com maior intensidade nos meses de março
e abril.
O treinamento em janeiro tem por finalidade tornar
o disparo do tiro tão perfeito tecnicamente quanto o mais
relaxado possível.
Um bom disparo deve ser o objeto de exame durante
todo o ano, bem como durante os períodos de provas, a
fim de ser sempre aperfeiçoado e melhorado.
Durante as horas de treinamento, convém reservar
períodos onde se concentrar somente no gatilho, tornan-
do-se ausente de todos os problemas.
Quando se dispara o tiro e se arrisca, isto não só re-
presenta alguns pontos perdidos na prova, mas também a
perda permanente de um bom disparo do tiro.
Os erros de disparo são geralmente visíveis no terço
inferior esquerdo ou no terço superior direito do alvo.
É bom, a este respeito, que o atirador, vez por outra,
faca uma série de tiros (20 a 30 tiros) sem observação.
Depois disso, poderá constatar certos erros seus e
tentar melhorá-los ou remediá-los.
Poder-se-ia dizer que o disparo do tiro acontece so-
mente sob três condições:
1 - aprendizagem da mecânica da saída do tiro o
mais fácil;
2 - a saída do tiro com cartuchos. Aqui, para mui-
tos atiradores, a apreensão de uma arma trêmula por um
atirador sem segurança de um dez faz cometer erros graves;
3 — o disparo nas competições.
Note-se que o disparo em período de competição se
passa inteiramente de modo diferente do treinamento.
Se uma certa perfeição é conseguida durante o trei-
namento, não se compreende por que não o é durante a
competição.
Esta ordem de acontecimentos tão freqüentes duran
te o treinamento se encontra subvertida amiúde nas com
petições.
Os pesos dos gatilhos que normalmente variam de 20
a 50 gramas chegam a pesar 500 gramas ou mesmo 1 kg
O atirador não pode soltar o tiro. Em razão disse
ficará pouco seguro de si e seus resultados serão baixos e
maus.
É a razão porque, durante todo o ano, é importante
treinar-se como disparar o tiro, como se mostrou anterior
mente nos itens dos parágrafos iniciais; e fazê-lo com a
maior concentração, como se o fizesse em competição,
o refazer até obter uma quase perfeição.
A seguir, você encontrará, em competição, como
possível realizar-se disparo de tiros corretos de maneira
automática.
Voltaremos, na ordem, sobre os movimentos para dispa-
ro do tiro, no correr do capítulo sobre o treinamento
muscular (coordenação muscular) e também veremos, com
mais detalhes, os problemas psicológicos do treinamento.
2 - TREINAMENTO MUSCULAR
Como segundo elemento de base, trataremos do trei-
namento muscular.
Igual ao treinamento técnico, subidividimos este ca-
pítulo em partes diferentes:
—
treinamento muscular geral (a condição em geral);
— treinamento muscular especial (a condição espe-
cial);
— coordenação muscular;
— sentido do músculo, tomada de consciência do
músculo.
Discriminarei mais detalhes com precisão sobre estes
pontos importantes.
a — Treinamento muscular geral (condição física)
Por isso, compreende-se o desenvolvimento geral do
corpo.
Entre outros, pensa-se nos elementos do plano de
treinamento sob a denominação de A1, para reforçar a
musculatura das pernas, do ventre, das costas e das espá-
duas.
Por outro lado, pensamos igualmente em todos os es-
portes que têm por finalidade o desenvolvimento do cor-
po e de seu equilíbrio.
0 trabalho com pesos que não sejam muito pesados,
com extensores ou outros, pode convir ao desenvolvimen-
to dos músculos.
Em resumo, pode-se dizer do conjunto do treinamen-
to muscular que corresponde a duas necessidades:
— desenvolver o corpo e produzir um equilíbrio para
contrabalançar o esforço dos músculos especializados pela
profissão.
b — Treinamento muscular especial (condição física es-
pecial)
Este subtítulo compreende o treinamento dos mús-
culos de que cada prova tem necessidade.
Pensamos igualmente em uma condição especial ou
em uma postura prolongada do músculo.
Compreende-se facilmente o fato de um atirador de
joelho ser capaz de manter a posição perfeitamente, em
uma atitude impecável, não estando, porém, em condições
de ficar 30 minutos mantendo sua arma imóvel. É com o
treinamento intensivo de uma musculatura especializada,
necessária a uma dada posição, que o atirador adquire
uma condição especial; e, uma vez que se treinou, o atira-
dor é capaz de manter seu braço imóvel.
Isto pertence ao treinamento muscular especializado.
Se nós voltarmos aos dois pontos de base, veremos
que, entre os dois treinamentos musculares, um é destina-
do a provocar o poder do conjunto, e, o outro, a mus-
culatura necessária para manter a arma imóvel, como, por
exemplo, 30 minutos na posição de joelho.
Ao treinamento muscular pertence também o ensino
da posição interior. Enquanto que a posição exterior do
atirador pode ser observada por um terceiro, o que se
passa no interior do atirador não pode, ou, muito dificil-
mente, é percebido do exterior.
Para uma posição ideal interior, é preciso um certo
relaxamento do conjunto da musculatura e a tensão sem-
pre idêntica de grupos de músculos necessários à postura
da posição.
A aprendizagem da posição interior consiste em, con-
tinuamente, reduzir-se a utilização de forças inúteis na po-
sição.
Nas posições deitado e de joelho, o dispêndio de for-
ça é relativamente pequeno. É somente no prosseguimento
de um longo treinamento de manter-se na posição e da
concentração que o atirador aprende a descontrair os
músculos inúteis e a só utilizar, na sua posição, o mínimo
de esforço muscular.
Quanto menos os grupos de músculos são retesados,
mais a posição é fácil de ser mantida, reduzindo, assim, a
possibilidade de fazer a arma tremer.
A aprendizagem de uma boa posição interior é junta-
mente com um bom disparo, o elemento-base no esporte
do tiro ao alvo. Este processo é muito longo para ser de-
vidamente dominado; às vezes, dura meses e mesmo se
prolonga por vários anos.
Um atirador que não treina em seco aprende dificil-
mente a tomar uma boa posição, mais particularmente a
interior.
Se ele se esforça, no estande de tiro, em obter pon-
tos elevados, antes mesmo de dominar os elementos de
base: tomar a posição e disparar.
Para o treinamento da posição interior é preciso pro-
ceder um pouco como para o treinamento autógeno.
Você tomará conhecimento do treinamento autógeno
consultando o Caderno para Treinamento Autógeno do
Prof. Schultz.
O atirador deve desse modo, treinar-se pela imagina-
ção e concentração em relaxar mais e mais certos mús-
culos, tais como, por exemplo, a espádua (ombro) direita
na posição de joelho ou o braço esquerdo na posição
deitado.
O fim da operação é chegar-se só à contração dos
músculos unicamente necessários, em uma economia estri-
ta para manter a posição.
Somente após vários meses de treinamento é que o
atirador estará em situação de controlar parcialmente sua
posição.
É somente nesse momento que o movimento de seu
braço diminui.
Incontestavelmente, está implícito que, para obter-se
uma boa posição interior, é preciso sempre tomar cuida-
dosamente a posição exterior e chegar em uma boa resis-
tência da condição física especial. Sem estas condições, é
impossível encontrar uma boa posição interior.
c — Coordenação muscular
Neste capítulo, ocuparemos da coordenação mus-
cular.
Compreendemos por este termo o jogo de conjunto
de certos grupos de músculos durante certas ações.
Este problema ganha importância se concebermos
que durante o tiro há uma modificação estática e dinâmica
constante que explica nosso interesse.
No esporte, diferencia-se dois tipos de trabalho mus-
cular:
— o trabalho muscular estático ou de repouso;
— o trabalho muscular dinâmico ou de movimento.
Estes dois tipos de trabalho encontram-se no tiro.
Na posição corporal há o trabalho estático. O movi-
mento do indicador no gatilho é um trabalho dinâmico.
Devido a estes dois trabalhos simultâneos da mus-
culatura chega-se à dificuldade do tiro.
Estas duas ações musculares — a estática em uma po-
sição de repouso, assim como a dinâmica no movimento
sobre o gatilho — são comandadas pelo sistema nervoso
central.
É, por conseguinte, difícil só dobrar os músculos do
indicador, necessários para o disparo, enquanto que o
resto da musculatura fica em repouso.
Quanto mais o conjunto de músculos está relaxado
mais fácil é fazer trabalhar os músculos necessários no
funcionamento do indicador. Muitos atiradores são capazes
de manter sua arma imóvel.
Então, vem a ordem dos centros nervosos de atirar, e
a imobilidade da arma desaparece. Isto é resultado do fato
de o atirador não ser capaz de pôr em funcionamento uni-
camente os músculos que acionam o indicador.
0 comando de atirar faz funcionar outros grupos
musculares e a arma põe-se a tremer. É certo que as duas
condições (repouso e ação) devem estar treinadas de ma-
neira muito concentrada, freqüentemente como também
em separado.
Uma vez, o atirador treinará para manter sua arma
imóvel com toda a concentração necessária; em outra,
toda a sua concentração terá por objetivo o disparo.
Quando os dois elementos, a posição e o disparo do tiro,
são freqüentes e separadamente trabalhados, tornam-se
automáticos.
É importante coordená-los para que o atirador possa
mexer seu indicador sem que outros grupos musculares se
ponham em movimento e não fazer mexer a arma.
Na maioria dos casos, o iniciante aprende mal a dis-
parar o tiro. Não sabe ainda segurar a arma sem ficar
imóvel, e, já desejando atingir o 10, puxa o gatilho.
Por este modo, nem o disparo nem o empunhar da
arma fazem progresso.
O atirador possivelmente continua deste modo duran-
te anos.
Chega a um automatismo deste mau conjunto de
postura e de disparo, assim como sua coordenação.
O atirador atinge uma perfeição negativa.
Quando mais tarde, o atirador chega a manter sua
arma imóvel, esta perfeição negativa está tão bem arraiga-
da que lhe será muito difícil livrar-se dela.
d — Desenvolvimento e treinamento dos sentidos da mus-
culatura
No fim do estudo sobre o treinamento muscular, es-
tudamos o sentido do músculo. O músculo é um sentido,
como a visão ou a audição.
Em nossa vida normal servimo-nos muitas vezes des-
ses sentidos, sem deles tomar conhecimento de modo par-
ticular.
Por exemplo; encontramos bem, com relativa faci-
lidade, o buraco da fechadura de nossa porta, ou o inter-
ruptor da luz, sem pôr em funcionamento o sentido da
visão.
O mesmo princípio funciona quando se datilografa às
cegas, ou quando se trabalha com um instrumento sem
vê-lo.
A capacidade de certos artistas de tocar seus instru-
mentos com os olhos fechados, com grande precisão, é o
resultado de um treinamento do sentido do músculo. Por
meio de um treinamento concentrado intensivo, o sentido
do músculo do atirador torna-se igualmente seguro, pois
que, sem esforço, reencontra sempre sua posição. Atinge o
centro do alvo praticamente sem ter usado sua visão.
Por meio do sentido do músculo bem treinado, a
postura da posição se fará com a utilização da economia de
força, reduzindo, portanto, os movimentos da arma. Um
bom sentido do músculo faz a visada mais fácil para o
amparo que dará a visão.
O sentido do músculo tem grande importância no
tiro rápido.
O deslocamento de um alvo a outro, em rapidez,
principalmente em 4 segundos, é conduzido pelo sentido
do músculo.
A visão só tem uma função: o controle.
Freqüentemente o atirador percebe que está muito
para a esquerda ou muito para a direita, e, na rapidez,
uma correção quase é impossível. Quanto maior a precisão
do sentido do músculo em rapidez, melhores serão os re-
sultados.
O sentido do músculo só pode ser adquirido por
meio de um treinamento muito severo e concentrado,
com o objetivo principal de melhorar a técnica e não o de
obter pontos.
O desenvolvimento do sentido do músculo deve ser
objeto de uma atenção particular nos exercícios de treina-
mento, em particular, em todos os exercícios a fazer em
seco.
É predeterminante que o atirador retome sempre a
mesma posição exterior. É compreensível que o treinamen-
to do sentido do músculo, o treinamento da posição inte-
rior, assim como a melhora da condição especial, se com-
pletem com freqüência durante as horas de trabalho.
Quando tivermos adquirido os elementos de treina-
mento no tiro (treinamento da técnica e treinamento mus-
cular) estudado até aqui, podemos concluir: a postura
imóvel da arma e o disparo impecável são os dois elemen-
tos de base nesse esporte.
Estes serão melhorados por meio de um treinamento
de facetas diferentes e variadas e por uma repetição con-
centrada dos movimentos.
Um bem-estar físico, uma boa condição especial,
assim como uma boa ação muscular, podem resultar num
bom disparo automático, e estas são as necessidades de
que um atirador não pode prescindir para ficar entre os
melhores.
Devo ainda lembrar, uma vez mais, que é preciso
urna boa condição física geral e especial para aprender a
ter uma boa posição interior, como um bom disparo, a
fim de chegar à coordenação muscular necessária à uma
boa posição exterior.
Como em todas as modalidades esportivas, a regra
geral é boa para os atiradores: o meio de manter uma per-
feição técnica especial depende da condição do esportista.
3 _ TREINAMENTO DOS ÓRGÃOS
No treinamento dos órgãos, pomos em relevo dois
pontos mais importantes:
a — fortificação do coração e da circulação;
b— fortificação dos pulmões.
Espanta-nos o fato de que, ainda hoje, inúmeros atira-
dores abandonam este treinamento necessário.
Há ainda, particularmente entre os atiradores idosos,
os que dizem: por que devo andar ou nadar se quero só
atirar bem?
Têm por argumento que, no passado, atiraram bem,
sem ter feito a caminhada na floresta, e que não têm ra-
zão para mudar. Isto não é mais válido hoje em dia. Nos-
sos pais viviam mais sadiamente que nós, os movimentos
do corpo então eram mais intensivos e mais variados. A
alimentação era mais simples e mais sadia.
Ainda não havia televisão. Os tempos não eram in-
mentes para com os nervos. O enfraquecimento da cir-
culação sangüínea e as doenças só apareciam, quando,
porventura, ocorria num grupo de idade avançada. Fala-
mos, de nossos dias, dum tempo de conforto de nádegas
(Duhamel). Já nossos jovens e mesmo nossas crianças so-
frem da falta de exercício. Isto explica o mau estado de
saúde de nossa juventude, o que nos espanta.
Nos grupos de juniores de nossa escola de tiro, só
havia 50% mais ou menos capazes de nadar 10 minutos
sem interrupção. Era o mesmo para a caminhada. Não
tenho necessidade de avançar muito.
De todo modo, o tiro tem necessidade de homens de
nervos equilibrados, a fim de poder manter um estado de
concentração de longa duração.
Sobre este assunto, muito específico e determinado,
desejo explicar:
— em que consiste o treinamento dos órgãos?
— quais são as condições deste treinamento?
— qual a influência positiva para nosso esporte?
a — Coração e circulação sangüínea
Primeiramente, o treinamento dos órgãos e o reforço
do coração da circulação sangüínea e dos pulmões.
Cada um destes elementos é, até certo ponto, suscep-
tível de melhora. Aqui, a idade tem um papel importante.
Um jovem de 18 ou 20 anos é mais capaz de melhora orgâ-
nica que um homem de 40 ou 50 anos. Com a ajuda de
uma prática esportiva intensiva ou profissional (por exem-
plo, um ferreiro) terá reforço em sua musculatura.
Se a musculatura não trabalha (caso de um membro
engessado), ela enfraquecerá. Isto é válido igualmente para
a musculatura do coração e do sistema sangüíneo. Se a
fazemos trabalhar, ela se fortificará. Se a deixamos ficar
sem trabalho, este se desenvolverá no sentido inverso. E,
por isso, devemos encontrar os meios de fazer trabalhar
estes órgãos. Pode-se dizer simplesmente que toda ativida-
de que nos faz perder o fôlego, todos os gêneros de espor-
tes, como caminhadas, bicicleta, natação, esqui, patim,
etc. servem a nossa necessidade. Damos os detalhes desse
assunto nos planos de treinamento A2.
Obtêm-se bons resultados no treinamento por inter-
valos.
Por esta razão, desejo dizer algumas palavras sobre o
treinamento por intervalos, que considero um excelente
meio de fortificar os órgãos. O termo treinamento por in-
tervalos diz que se trabalhará depois de certos intervalos.
Há, desse modo, uma troca entre tensão e relaxamento.
Tomemos um exemplo prático. Conhece-se a excelência
da bicicleta ou da natação. Se nós escolhermos a caminha-
da, e esta está à mão de todo mundo, procuraremos um
terreno de mais ou menos 200m de comprimento e o
atravessaremos utilizando 70% de nossas forças. No fim
do percurso o pulso deve atingir 180 centímetros/min. Se
passar de 180, você desgastou-se muito. Se está mais
baixo, você empenhou-se de forma lenta. Com o relógio,
pode-se controlar exatamente as saídas. Um pouco de hábi-
to, saber-se-á em que ritmo é preciso fazer estes 200 me-
tros.
Depois destes primeiros 200m, volte sobre seus
passos lentamente. Retome a marcha intensiva à seguir,
quando o pulso descer a 100. Organize o retorno para
chegar a 100 pulsações e fazer de novo a marcha. E o
mesmo ocorre se nadamos 25m, ou andamos 500 ou 800
metros de bicicleta. O exercício pode, desse modo, ter
lugar na escada; sobe-se rapidamente e retoma-se a respira-
ção na descida. O que é importante é fazer subir as pulsa-
ções em 180 e descer em 100. No princípio, basta repetir
este exercício 5 a 10 vezes. Mais tarde, será preciso andar
mais rápido para se chegar às pulsações desejadas, pois o
organismo se habitua ao esforço.
Durante os meses de janeiro e fevereiro, este treina-
mento deve acontecer uma ou duas vezes por semana.
Um outro meio de treinamento muito eficaz é o do
percurso sueco.
É uma marcha na floresta, que põe o esportista em
condição pela variedade de obstáculos e pela troca de rit-
mo. Os psicólogos concordam com o fato de este exercício
ser de grande valor tanto pela sua qualidade de fortifi-
cante de órgãos quanto por sua influência positiva no sis-
tema nervoso. Certamente, este modo de treinamento não
é tão monótono como o precedente. No que me concer-
ne, considero a utilização de um e outro, sucessivamente,
como muito benéficos.
b — Pulmões
Outra consideração: quais são as vantagens para um
atirador ao fortificar seu coração, sua circulação sangüínea
e seus pulmões?
1 - No curso de um trabalho estático (posição)
sempre mais longo e reiterado, um bom funcionamento
do coração produzirá uma melhora de irrigação sangüínea
da musculatura. Além do mais, produz-se uma capílariza-
ção de veias treinadas, deixando, por este modo, os mús-
culos ficarem melhor alimentados de oxigênio. Igualmen-
te, a troca de produtos far-se-á melhor, dando mais resis-
tência aos músculos.
2 — Por um reforço dos pulmões, o atirador pode
prolongar suas pausas respiratórias de 8 a 12 segundos.
Esta é uma vantagem certa sobre o atirador não-treinado.
3 — Um coração possante e uma boa circulação san-
güínea produzem melhor oxigenação, maior resistência do
sistema nervoso.
4 — A falta de oxigênio no sistema reduz a possibili-
dade de concentração do atirador. O tempo de reação se
prolonga. A acuidade visual abaixa mais rapidamente.
5 — Uma musculatura bem irrigada pelo sangue per-
mite conservar o peso do corpo mais tempo em sua posi-
ção.
6 — Uma musculatura bem irrigada se relaxa mais
facilmente e se recupera mais rapidamente.
Em resumo: sobre o treinamento dos órgãos pode-
mos dizer que um treinamento sistemático dos órgãos for-
tifica o coração, a circulação sangüínea e os pulmões. Pro-
duz o que é absolutamente necessário ao seu esporte, uma
arma imóvel, boa capacidade de reação e de concentração,
uma boa condição física especial e um equilíbrio nervoso
sem defeito. Para completar o treinamento, o atirador
deve, então, incluir o desenvolvimento dos órgãos nos seus
planos de trabalho. Para demonstrar a importância desse
problema, convém dar uma vista geral sobre as pesquisas e
resultados obtidos por diversos médicos esportivos. Insisti-
mos nestes fatos porque têm grande importância no tiro.
c — Comparação e diferenças de freqüência de pulsação
entre os treinados e não-treinados
Numerosos médicos esportivos, depois de pesquisas,
afirmaram que importantes mudanças se produzem na for-
ma e capacidade do coração e da circulação do sangue,
em prosseguimento do treinamento esportivo. Tendo em
vista que o trabalho esportivo traz modificações como o
tamanho e o trabalho do coração e bem assim na circula-
ção sangüínea, é evidente que a função do pulso deve ser
diferente entre os esportistas e os não-esportistas. Os mo-
tivos de uma mudança de freqüência entre os treinados e
os não-treinados devem se situar em:
— a coordenação da circulação sangüínea;
— a importância do volume deslocado por um bati-
mento do coração;
— a economia do trabalho do coração;
— a circulação do sangue no coração do atirador e
nas artérias.
Estas quatro funções têm uma grande influência na
freqüência das pulsações. É sabido que as pulsações de
adultos não-treinados se situam entre 70 a 80 batimen-
tos/minuto. Aí pode haver fortes diferenças, o que faz ser
preponderante achar-se em que estado se encontra um es-
portista, como o provam os exames completos nos espor-
tistas entregues em esportes de longa duração. Entre eles,
encontramos pulsações de 40 a 60 batimentos por minu-
to. Mesmo pulsações de 40 ou menos não são raras e não
indicam qualquer presença de doença.
Entre os corredores a pé, os 10 melhores de Berlim,
encontramos uma média de 42,6 pulsações, e a mais baixa
atingiu 32 batimentos/min.
Isto demonstra que as capacidades de duração têm
uma grande influência na freqüência do pulso. Se se
observa o coração de um não-esportista depois de um tra-
balho intensivo, nota-se que ele atinge uma freqüência
mais elevada. Quanto melhor é o treinamento do esportis-
ta menos elevada se encontra a freqüência do pulso (ver
gráfico). Depois de 20 flexões de joelho em 30 segundos,
Nõcker notou que as pulsações aumentam de 10 a 20 ba-
tidas por minuto e volta ao normal depois de três minu-
tos. "Examinei 211 esportistas, na maior parte campeões
de disciplinas atléticas leves e encontrei os valores seguin-
tes:
— nenhum aumento de pulsações 5 casos
— 1 a 10 pulsações por minuto 80 casos
— 11 a 20 pulsações por minuto 103 casos
— 21 a 30 pulsações por minuto 17 casos
— 31 a 40 pulsações por minuto 4 casos
— 41 e + pulsações por minuto 2 casos
Nos dois últimos casos, trata-se de um defeito orgâni-
co do coração" (Nõcker, Grundriss der Biologie der
Kórperübung, 1954. p. 146).
As relações nas somas de pulsação depois da volta à
calma são similares. Vê-se que em todas as modalidades
esportivas o não-esportista tem necessidade de mais tempo
para recobrar a calma. O coração do esportista está habi-
tuado a trabalhar mais economicamente e, quando é posto
a contribuir, reage menos pelas pulsações que pelo volume
sangüíneo transportado. A freqüência pulsatória não
aumenta somente em função do esforço físico, mas tam-
bém como conseqüência de um esforço psicológico. Vê-se
que o medo se manifesta pelo aumento de pulsações.
Neste caso igualmente, o coração treinado reage me-
Ihor que aquele que não o é, o que é muito importante para
um atirador antes ou durante uma competição.
(Comportamento da freqüência de pulsação em cer-
tos controles do nível entre os esportistas treinados, entre
pessoas normais e entre os doentes (VOC) segundo Sjos-
trand.
Verticalmente a freqüência de pulsação horizontal-
mente kg m/min.
Estas diferenças de pulsação são válidas tanto para os
homens como para as mulheres).
Em resumo, pode-se dizer: quanto melhor é a condi-
ção de treinamento, mais baixa é a freqüência do pulso e
mais rapidamente ela volta ao normal. As provas de dura-
ção têm uma grande influência no pulso.
d — Semelhanças e diferenças na freqüência respiratória
dos esportistas treinados e não-treinados
Sabemos que para todo trabalho os músculos têm
necessidade de oxigênio. Cada esportista sabe que, no es-
forço, a irrigação de músculos e de sua periferia em oxigê-
nio é cada vez mais difícil, o que é sobretudo verdadeira
nos esforços estáticos, como os dos atiradores.
Cada esforço, seja estático, seja dinâmico, ocasiona
uma alta de freqüência da respiração.
Vamos primeiramente ver as mudanças na respiração
ocasionada por um trabalho esportivo.
— A freqüência respiratória por um certo trabalho
diminui em seguida ao treino por quê?
— Em seguida a este treinamento, o número de capi-
lares aumenta na região muscular tocada.
— Um aumento de glóbulos vermelhos no sangue,
necessário ao transporte de oxigênio.
Pode-se igualmente dizer que um treinamento espor-
tivo provoca uma melhora na economia respiratória, pois
tem um efeito nas influências vegetativas.
Por este fato, melhor respiração e mais econômica,
segue-se necessariamente a uma melhor freqüência de pul-
sação e melhor irrigação sangüínea.
Todas estas melhoras dão ao esportista, em oposição
ao não-esportista, vantagens preciosas em suas capacidades
físicas. Por uma melhor utilização do oxigênio que se en-
contra no sangue e pelo treinamento para obter uma gran-
de capacidade vital, o esportista pode, sem aumentar sua
freqüência respiratória, obter oxigenação ótima.
Além do mais, o esportista possui grandes reservas
respiratórias. Pelo acréscimo dos capilares nos músculos
que forem necessários se produz na circulação sangüínea
de modo mais completo,
A troca de gás carbônico se faz melhor e mais rápi-
da: o transporte mais rápido de oxigênio para o músculo e
do CO
2
do músculo para o exterior produzem um aumen-
to de capacidade.
Entre os esportistas, a troca de gás carbônico se acele-
ra nas veias e o número de seus glóbulos vermelhos aumenta
Os glóbulos vermelhos são responsáveis pelo transpor-
te de oxigênio e fazem um grande papel pará livrar o or-
ganismo do gás carbônico. Certos fisiólogos esportivos pre-
tendem que o conteúdo em hemoglobina dos glóbulos ver-
melhos pode igualmente variar em seguida a um treina-
mento esportivo.
A influência do treinamento sobre a respiração durante trabalho
semelhante e numa fase de repouso (A. ARNOLD. Ensinamentos
de medicina esportiva, 1960, p. 268) verticalmente: capacidade pul-
monar; volume respiratório por minutos em litros. Horizontalmente:
trabalho 120 Watt. Repouso. Linha cheia: não-treinados; linha in-
terrompida: treinados.
Sabemos que a hemoglobina é o elemento de ligação do
dióxido de carbono nos glóbulos vermelhos. Parece logo,
de pronto, que estes fatores são de grande interesse para
os atiradores. Permitem no trabalho estático melhor cir-
culação sangüínea, e, por isso, uma maior dureza muscular
e nervosa.
e — Semelhanças e diferenças da capacidade do coração e
da tensão nos treinados e não-treinados
Comparemos estas duas funções e encontramos os
mesmos resultados na freqüência do pulso ou da respira-
ção. A tensão arterial média dos adultos se situa entre
120 e 140mm/hg. A tensão diastólica entre 70 e 90
mm/hg.
Em seguida a um treinamento físico, estes valores
podem chegar a abaixar consideravelmente. Aqui igual-
mente tem uma significação a quantidade, a duração e o
gênero da atividade esportiva. Os esportes de duração têm
maior influência no desenvolvimento da atividade do cora-
ção e da tensão arterial.
No quadro seguinte, vê-se claramente a diferença que
há entre a população normal e os esportistas no que diz
respeito às tensões sistólicas e diastólicas, bem como as
amplitudes de tensão.
Amplitude mm Hg
A amplitude da pressão sangüínea entre 20 e 60 anos na população
normal (segundo Bordley Saller e Eichna) em comparação com atle-
tas bem treinados em período de repouso. Verticalmente a amplitu-
de em HGmm e horizontalmente a idade das pessoas. Linha cheia:
conjunto de população. Linha interrompida: atletas.
De todos os modos, os valores medianos, durante o
repouso, ou depois de um esforço, são mais baixos nas
pessoas treinadas do que naquelas que não o são.
Façamos um esforço de 50 flexões de joelho com
qualquer atirador treinado e sua tensão sistólica sobe de
110 a 130mm. A diastólica cai ligeiramente e oscila entre
60 e 70mm. Num mesmo esforço vê-se que uma pessoa
não-treinada atinge 130 a 150mm/hg. Um pulso lento e
uma tensão baixa podem ser a imagem de um bom estado
de treinamento. Uma vez que sabemos que uma tensão
elevada está ligada a um esforço superior do cora-
ção, compreende-se facilmente a importância do es-
forço em um coração não-treinado para um trabalho
determinado.
Um coração bem treinado no curso de um dia, num
estado de repouso, trabalha menos da metade do que um
coração normal. (ArnoId, Lehrbuch der Sportmedizin,
1956. p. 146.)
Devemos nos interrogar a fim de ver porque num es-
forço físico a tensão aumenta e porque todos os valores
(valor no repouso e valor após o esforço) são mais baixos
nos treinados.
Conhecemos os fatores que despertam a tensão. Se
fazemos em um organismo um esforço em razão do au-
mento das veias nos músculos que trabalham, obtém-se
melhor circulação e irrigação sangüínea.
Desse modo, o diâmetro médio das veias aumenta,
enquanto que a resistência periférica diminui. Deveria-se
então chegar em um abaixamento da tensão sistólica. Pela
coordenação das funções da circulação isto não acontece,
pois o coração responde num esforço para um aumento
de volume-minuto.
Trabalho de coração em kilograma-metro entre esportistas muito
treinados em oposição à população normal (segundo Mellerowicz).
Verticalmente: kilograma-metro; horizontalmente: idade; parte su-
perior: conjunto da população; parte inferior: esportistas.
O coração treinado obtém este resultado por outro
meio que o coração não-treinado.
Quase no mesmo momento, onde as veias alargam o
coração, aumenta o volume por pulsações.
Em qualquer um dos bem-treinados, no repouso, este
volume é de 40 a 50ccm (coração normal cerca de
70ccm). Mas durante o esforço pode-se atingir 200 a
250ccm e mais, pois que o limite é atingido e o coração
responde por um aumento de pulsação.
O coração não-treinado, pelo contrário, tem poucas
possibilidades para aumentar seu volume por pulsação. É
preciso que comece por aumentar sua freqüência para che-
gar a bombear a quantidade de sangue necessária às veias.
Nos dois casos, a tensão se eleva e atinge, nos não-treina-
dos, valores mais altos, pois no repouso, como no esforço,
o coração do esportista trabalha mais economicamente. A
circulação sangüínea treinada responde mais rapidamente
às demandas e às trocas. Como vimos, o volume por pul-
sação é de 70ccm contra 40 a 50ccm no coração treinado.
Este volume reduz-se no repouso, e a baixa freqüência das
pulsações do coração são muito vantajosas para obter
bons resultados. Entre os não-treinados, estes valores pro-
vocariam dificuldades respiratórias e aparição de fenôme-
nos doentios.
Graças ao bom equilíbrio das partes periféricas da
circulação sangüínea nos esportistas, graças à capacidade
de músculos treinados, à melhor utilização do conteúdo
sangüíneo e oxigênio e de uma menor contração de ven-
trículos no repouso, o esportista se beneficia de maior re-
serva de potência.
Um esportista bem treinado não produz um esforço
do coração maior durante uma competição normal que
uma pessoa treinada executa 50 flexões de joelho (No-
cker).
De tudo o que vimos de dizer, é preciso concluir
que, para o treinamento físico de um atirador, o treina-
mento da circulação sangüínea não é para ser esquecido.
Traz, entre outros, as necessidades fisiológicas necessárias
à carreira de um atirador.
As vantagens já nomeadas de uma circulação sangüí-
nea treinada são muito importantes no que diz respeito à
concentração, às capacidades de reação e à acuidade vi-
sual, em particular, no curso de longas séries de tiro.
4-0 ENSINAMENTO TÁTICO
Por tática, nós compreendemos colocar em jogo se-
gundo um plano de forças, capacidades e qualidades para
atingir um fim previsto.
As medidas táticas em competição têm um objetivo,
que é o de atingir resultados elevados. 0 atirador acumula
a experiência tática no curso de competições. Mas é preci-
so, para isso, que as competições sejam verdadeiramente
válidas. No processo de treinamento, convém conceder um
certo tempo ao estudo tático.
Quais são as mais importantes medidas táticas em
que se deve prestar atenção durante o treinamento, a fim
de que o atirador possa utilizá-las no tempo desejado?
— A utilização do tempo durante um tempo de
competições, tendo em conta as condições especiais
e as particularidades individuais. Isto significa que o
atirador deve saber claramente depois de quantos tiros
poderá fazer uma pausa, como utilizará esta pausa (re-
creação ativa ou passiva) e qual é o tempo concedido a
estas pausas.
Naturalmente, este plano não deve ser estabelecido
de um modo rígido; é preciso que o atirador possa variar
os elementos no último minuto.
Se, por exemplo, decidiu na série de 60 tiros deita-
do, parar no 40º tiro, mas se percebe que depois de al-
guns tiros está insatisfeito, é bom que volte às suas previ-
sões e que pare seu tiro.
— Estudo dos locais de competição (se possível), on-
de se verá particularmente a luz e o vento.
Para que um atirador possa rapidamente tomar co-
nhecimento de um estande de tiro estrangeiro, deveria no
curso de treinamento trabalhar com as mudanças de ven-
to, de condições de clima e de luz nos estandes que não
lhe são familiares.
— Escolher o sistema de visada, espessura da massa
de mira, abertura do diafragma.
— Escolha dos cartuchos tendo em conta a impor-
tância do evento. É importante notar-se que a escolha do
atirador deve-se manter nos cartuchos com os que já obteve
bons resultados.
Para o treinador, o capitão ou o diretor de
equipe, há várias questões importantes às quais é
preciso responder: por exemplo, a composição de
uma equipe ou a colocação nos postos de tiro na
ordem das séries de acordo com os atiradores que
everão atirar.
As conclusões sobre estas questões dependem, fre-
qüentemente, dos adversários e, por esta razão, é tanto
quanto possível e necessário estudá-los a fim de descobrir
sua fraqueza e sua força. Os atiradores individuais, para se
prepararem para uma competição, devem igualmente ter
conhecimento daquilo que a precede.
Um ponto essencial tático é o da preparação para a
competição.
A experiência mostra que é preferível que o atirador
se deite uma hora mais tarde que o costume. Se quebra
seu hábito e se deita uma hora mais cedo, pode se queixar
da dificuldade de dormir e que deve-se cuidar mais para o
amanhã. Entre os nervosos, pode ser que não cheguem a
conciliar o sono toda a noite ou que tenham, pelo menos,
um sono calmo.
Isto significa que no dia seguinte o atirador chega
cansado, enervado e perdeu a confiança em suas possibili-
dades.
Se o atirador chega a se deitar um pouco mais tarde
que o de costume, deveria utilizar este tempo para fazer
um passeio.
No dia da competição, o atirador deve levantar-se
2h30min. a 3h antes da competição.
Isto é importante para que o organismo acorde e
para que o atirador tenha tempo de executar seus prepara-
tivos para a competição com toda tranqüilidade.
Em geral, a preparação para a competição deve to-
mar a forma de um passeio matinal, ou de uma marcha
sem muito esforço. Outros atiradores preferem, antes da
competição, nadar ou fazer ginástica. É a finalidade do
treinamento tático de procurar melhor variante, pois to-
dos estes exercícios têm por meta aquecer a musculatura,
de excitar a troca de gases na circulação e na respiração, a
fim de que o sangue receba oxigênio por mais tempo. Por
outro lado, servem igualmente para trazer o sistema nervo-
so no melhor estado possível.
As preparações particulares à competição têm por
meta regular o esportista psicológica e fisiologicamente.
A destreza automática necessária à disciplina do ati-
rador deve ser revista. É em razão disto que se aconselha
repetir os movimentos 10 a 15 minutos antes da competi-
ção (técnica do tiro rápido, posição da arma, posição do
braço na Fossa Olímpica ou Skeet, movimento do indica-
dor no gatilho, etc.) de maneira tão escrupulosa e atenta
quanto possível.
Quanto mais o atirador se concentrar nesses exercí-
cios, menos perigo terá de ser incomodado pelo mau
humor. Além do mais, por meio de suas preparações mui-
to concentradas, a atitude nervosa do atirador será favora-
velmente influenciada, o que lhe trará lucros, particular-
mente no princípio do tiro, pois este será imediato e total
na competição.
Caso o atirador estiver distraído com coisas que não
têm relação com a competição deve, no início do tiro, es-
quecê-las, pois poderá perder tempo e pontos preciosos.
Infelizmente, este gênero de preparação especial no
tiro e suas. modalidades ainda não estão totalmente aceitas
pela maioria dos atiradores.
Em outras formas esportivas, seria impensável se
apresentarem no início, sem preparação.
Seria a ocasião de defeitos motores graves, que pode-
riam levar a erros de movimento. Estas preparações são
igualmente necessárias no tiro, e os atiradores devem pres-
tar muita atenção nessas diretrizes, já formuladas e experi-
mentadas.
Quanto às horas e à importância das refeições an-
tecedendo o tiro, há muitas variedades possíveis.
Na prática, é bom ter tomado a última refeição 1 a 2
horas antes da competição. Deve ser alimentos de digestão
fácil.
O atirador só deve se servir de pequenas quantidades.
Durante o tiro, não deve sentir fome; deve-se, de vez
em quando, comer uma banana, um biscoito, tomar um
copo de suco de uva ou chupar uma laranja.
Um mau hábito consiste em comer durante o tiro
uma barra de chocolate. O chocolate contém matérias gra-
xas indigestas.
Se comermos chocolate, contentemo-nos com peque-
nas quantidades. Quando se sobrecarrega os órgãos da di-
gestão, uma parte do sangue deverá servir para ajudar a
digestão, em prejuízo da musculatura e dos nervos. Acha-
se que as decisões táticas devem ser tomadas, caso se te-
nha conhecimento da situação climática de certos locais.
Gostaria de dar aqui o exemplo da preparação olímpica
da equipe alemã.
Fomos levados, em 1967, em um pequeno grupo, ao
México, para tomar parte nos Jogos Pré-olímpicos.
Tomando conhecimento do clima e da altitude do
México, precisou-se tomar medidas de mudança no ritmo
do tiro. Era vital reduzir o tempo na posição pela metade,
na pistola livre e na carabina de pé.
Se um atirador tinha o hábito de soltar o tiro em 10
a 15 segundos, para sair-se bem, precisaria que diminuísse
o tempo pela metade, no México.
Todos os atiradores tiveram, então, apesar de um ano
de preparação olímpica, de mudar seu ritmo de tiro.
Sendo dado pouco tempo de aclimatação do organis-
mo (mais ou menos 10 dias) foi necessário mudar rapida-
mente o ritmo diário convindo à altitude. Os tiros princi-
pais começavam perto de 8h30min. às 9h, devido a isso,
durante nove dias os membros da equipe se levantaram às
6 horas, seguindo-se depois marcha descontraída de 1 a
3km e de 20 a 30 minutos de ginástica. Devia-se obter,
desse modo, no princípio das provas, que os organismos
estivessem habituados a um ritmo diário compatível com
as condições locais.
O treinamento especial foi feito todos os dias na
mesma hora e no lugar onde seriam as competições. Os
dias de treinamento foram utilizados para estudar as con-
dições de luz e vento dos estandes.
Dois dias antes das provas, o treinamento especial
parou. O dia da competição, o ritmo diário foi mantido.
Todos os membros da equipe se encontravam em sua me-
lhor forma física e técnica.
Entrar em mais detalhes nas preparações olímpicas
levaria muito longe a idéia deste livro.
a — Planejamento de treinamento
Um treinamento sem plano fixado nos tempos, sem
construção sistemática — mesmo em vários anos — e sem
meta bem definida não é um treinamento.
Eis por que o planejamento nos esportes modernos
adquiriu uma grande importância.
Este tema hoje leva em conta necessidades de um
treinamento anual, ou de um treinamento sistemático
múltiplo, de um treinamento com esforço e com repouso,
de uma aprendizagem técnica e de uma condição especial.
Todos os atiradores ainda não aceitaram a importância
deste tema, porque são pouco preocupados. Dado o nível
atual, igualmente no tiro é necessário construir e prever
um treinamento sistemático.
É sem contestação que a elite dos atiradores, quer
seja Stolypin, Zapedzki, Anderson, Klinger, quer sejam
outros, são treinados segundo um plano criterioso e sério.
No correr dos últimos anos, os pontos subiram de
modo considerável, de tal forma que é impossível, hoje,
atirar sem estar preparado sistematicamente.
No planejamento, deve-se levar em conta muitos fa-
tores individuais, tais como: a profissão, a idade, as possi-
bilidades de treinamento e os pontos adquiridos.
As particularidades características, assim como a for-
ça de vontade dos esportistas, têm uma influência no esta-
belecimento de um plano de planejamento.
Nos esportes modernos, fazem-se diferenças nas for-
mas de treinamento, abaixo discriminadas:
— plano de treinamento para vários anos (3 a 4
anos);
— plano de treinamento anual;
— plano de treinamento mensal;
— plano de treinamento semanal;
— plano de treinamento horário.
1 — Plano de treinamento para vários anos
É importante tanto para as equipes quanto para os
individuais.
Pelo plano de treinamento, colocar-se-ão as grandes
linhas de metas a atingir e suas etapas programadas.
Para os atiradores de elite, é preciso cuidar dos resul-
tados obtidos nos campeonatos mundiais e nos jogos
olímpicos.
As pequenas competições também têm seu papel.
Nesta linha de treinamento e para os atiradores de nível
mais elevado, é preciso levantar as metas a atingir, a fim
de elevar sistematicamente seu nível potencial.
Igualmente, as dificuldades das competições previstas
devem ser, no correr do ano, objeto de um esforço au-
mentado. O treinador deve, antes de mais nada, procurar
(durante 2 ou 3 anos) as metas a atingir para os atiradores
que lhe são confiados. Um exemplo demonstrará isso de
maneira correta:
— plano de treinamento para o jovem X de 1971 a
1974
Este esquema pode ser ampliado se se tem conheci-
mento das razões técnicas de desenvolvimento corporal.
Igualmente, será preciso ter cuidado nos períodos de com-
petição.
Ano
1971
1972
1973
1974
PLANO DE TREINAMENTO PARA 0 JOVEM X
DE 1971 A 1974
Missão
Passagem de carabina de
ar para Standard
Melhorar resultados na
Standard (deitado 3 x 20)
Passagem para arma livre,
reforçar a posição
0 que deve se atingir
Bom disparo no Standard: 540 pontos
60 deitado: 590
3 x 20: 560
Boa posição, habituar-se com arma
pesada
60 deitado: 593
3x40: 1.135
Esforço de treinamento
Semanal 1 x ar
2 x Standard
Semanal 3 x Standard
Ar no inverno
Semanal 3 x, arma livre
Semanal 2 x em seco
2 x com balas
2 — Treinamento anual
Dividimos o ano em três períodos:
— período de preparação;
— período de competição;
— período de transição.
Vê-se no quadre anexo a divisão
a — Período de preparação
Dividimo-lo em dois:
— primeiro: janeiro — fevereiro
— segundo: março — abril
Pontos importantes do treinamento durante os períodos indicados.
No primeiro período, três metas principais são visa- Em janeiro o atirador começa um treinamento físico
das:' intenso.
1 - chegar a uma boa condição física para a prova Aí diferenciamos o treinamento dos órgãos (marcha,
específica (pistola livre, carabina, etc); natação, passeio a pé) e o treinamento muscular (ginástica
2 - aprender uma boa posição exterior; e exercícios diferentes).
3 - obter as condições especiais da posição. Estas duas tarefas devem assegurar a base para o
Maio Junho Julho Agosto
Setembro Outubro Novembro Dezembro
- Obtenção de boa
condição geral, pela
natação, corrida,
marcha, ginástica,
etc;
— Preparação de
impecável posição
exterior;
— Obtenção de muito
boa condição geral.
— Preparação de boa
posição interior e
aprendizagem do
disparo;
— Aprendizagem do
ritmo de tiro
individual;
— Manutenção e
melhoria das
condições especial
e geral.
— Manutenção e melhoria das
condições especial e geral;
— Melhoria da posição interior;
— Aperfeiçoamento do disparo;
— Coordenação da empunhadura —
disparo;
— Utilização de conhecimentos
táticos;
— Melhoria do ritmo individual
do tiro.
— Avaliação do treinamento
do ano anterior;
— Devo fazer mudanças na
arma ou na posição?
— Colocação em uso de um
bom plano de treinamento
para o ano seguinte, levando
em conta a experiência
adquirida durante o ano de
competição anterior.
1
a
Parte
Janeiro Fevereiro
2
a
Parte
Março Abril
Período de Preparação
Período de Competições Período de Transição
VISTA DE CONJUNTO DO TREINAMENTO ANUAL
prosseguimento do treinamento.
— Fim de janeiro, princípio de fevereiro, o atirador
começa a trabalhar uma posição exterior.
Se no ano anterior o atirador dominava uma boa po-
sição, pode omitir momentaneamente o treinamento especial.
Porventura, se a posição era má, e precisando melho-
rá-la, deve prontamente entrar no treinamento especial.
Recomenda-se, ao mesmo tempo, que nas posições os
atiradores treinem em condição especial.
Deve entender que é preciso ser capaz, por exemplo,
de manter a posição de joelho durante 30 minutos. O ati-
rador de pistola, no fim deste período, deve ter força para
manter a postura.
No fim desta primeira parte do período preparatório,
os pontos um (1) e três (3) acima devem ter sido estuda-
dos, pois serão a base do treinamento futuro.
Os exercícios seguintes devem ser executados durante
a parte do segundo período do treinamento preparatório:
1 — atingir uma boa posição interior e estudar o dis-
paro;
2 — manter e melhorar a condição especial.
A aprendizagem técnica pertence, antes de tudo, à
aprendizagem de uma boa posição interior e do disparo.
Os dois são elementos básicos no tiro. O treinamento
técnico, como nós o compreendemos através do estudo da
posição exterior e do disparo, precisa de grande concen-
tração.
A aprendizagem técnica tem por fim remoto manter,
mesmo em competição, a perfeição adquirida. Este mé-
todo de treinamento está idealizado e experimentado para
o controle dos nervos do atirador.
Nos iniciantes, há possibilidade de relaxamento mui-
to rápido da concentração. É o porquê de ser preferível
conduzir o treinamento técnico numerosas vezes e durante
longos períodos. Depois de pouco tempo, a fadiga pode
aparecer porque a concentração é durante muito tempo
orientada na mesma direção. Apesar da intensificação téc-
nica, o atirador não deve abandonar sua condição especial.
Como já o dissemos, os dois são necessários para a manu-
tenção de uma boa técnica, mesmo quando em competi-
ção.
As qualidades de vontade de um homem se deixam,
deste modo, influenciar positivamente. Pelo treinamento,
as desenvolveremos segundo um plano onde haverá difi-
culdades a serem vencidas. Igualmente no curso do treina-
mento da condição para a disciplina especial, ou na me-
lhora da forma física, e também durante o estudo técnico
concentrado, a vontade intervém.
Só aquele que pensa em seu treinamento de maneira
ativa e trabalha sempre em se sobrepujar, é capaz de sair
de situações graves durante as competições. Com a finali-
dade de melhorar as capacidades de concentração de mo-
do metódico, aconselhamos o estudo do livro do Prof.
Schulz no treinamento autógeno.
b — Período de competição
Como já vimos anteriormente, trata-se do tempo das
competições.
Este período começa no fim de abril e termina em
setembro.
Os deveres do período de competição apresentam-se
como segue-se:
— melhora e estabilização da posição interior e do
disparo;
— automatização de todas as perfeições;
— manter e melhorar as condições nervosas, apesar
de um treinamento intensivo e de duras competições;
— melhora das qualidades de vontade;
— manter e melhorar a condição física e especial;
— estudos táticos.
Durante o período de competições, tudo isto deve
ser não somente mantido, mas melhorado e automatizado.
Pode-se dizer, no conjunto: em período de competição,
divide-se o treinamento em trabalho técnico e automatiza-
ção. Em outros termos, isto quer dizer que mesmo duran-
te este tempo o treinamento técnico e corporal não deve
ser de modo algum abandonado. Sob o termo treinamento
técnico, compreendemos o treinamento que permite atin-
gir a meta; procura-se melhorar, aperfeiçoar e automatizar
todo o conjunto.
Infelizmente, a prática dos estandes de tiro nos mos-
tra um relaxamento geral, enquanto que o cômputo dos
pontos torna-se a única coisa importante.
É a razão por que insistimos no fato de que o treina-
mento geral não deve ser abandonado mesmo em competi-
ção.
Não é verdade que dois meses de preparação são sufi-
cientes para trazer uma perfeição técnica que resista ao
tempo durante as competições. As perfeições técnicas a se-
rem obtidas durante a segunda parte do período prepara-
tório podem, no correr das competições ou de treinamen-
tos intensivos, sofrer contratempos. Que esta perfeição di-
minua e que a qualidade de resultados baixe deixam o
atirador, por vezes, perplexo.
Sua decepção é tão forte que busca desculpas, geral-
mente, onde não estão: na arma, na visada, na coronha,
etc.
Tão importante como o treinamento técnico é o trei-
namento nos resultados durante o período de competição.
Por treinamento nos resultados, compreendemos o que
ponha o atirador nas condições de competir. O treina-
mento nos resultados é, ao mesmo tempo, um controle de
resultados e a vigilância das perfeições adquiridas.
As competições podem também ser encaradas como
treinamento para resultados, mesmo quando só têm pouco
interesse para o atirador. O atirador deve estudá-las como
se fosse uma caminhada para a competição. Estas compe-
tições menores servem à meta que consiste em fiscalizar a
utilização do esforço e as perfeições técnicas, descobrir as
fraquezas e falhas técnicas ou condicionais, e acumular as
experiências táticas.
De todo modo, deve-se fazer uma severa diferença
entre o treinamento para os resultados e o treinamento
técnico.
Para os iniciantes, o treinamento técnico ganha no
período de competições, pois as perfeições postas à prova
da competição podem freqüentemente se estragar. Em
conseqüência, o iniciante perde confiança em si mesmo, o
que produz um efeito negativo no desenvolvimento futu-
ro. Para um atirador de técnica perfeita, o treinamento
técnico está em proporção igual ao treinamento para os
resultados. O treinamento para os resultados deve ser im-
plantado na preparação anterior.
Por outro lado, o atirador deve estabelecer nível de
resultados não acessíveis muito facilmente, mas que exi-
gem esforço combativo e a colocação em funcionamento
de todas suas perfeições técnicas e táticas.
No treinamento para os resultados, é preciso seguir
de muito perto os conselhos dados. As concessões que o
atirador concede ao motivo destes controles não ajudam
de modo algum, mas diminuem suas verdadeiras possibili-
dades, tendo uma influência negativa nos seus resultados
em competição.
c — Período de transição
0 período de transição vai de outubro a dezembro.
Durante este período, vários deveres precisam ser
cumpridos:
— avaliação de treinamento adquirido durante o ano;
— revisão das armas, vestuário e acessórios;
— estabelecer um plano de treinamento para o ano
seguinte, tomando conhecimento do que está adquirido.
Na avaliação desse plano de treinamento, você deve
levar em conta os elementos seguintes:
1 - Em comparação com o ano precedente, você
fez progresso? Compare os resultados obtidos por meio
do seu treinamento e de seus resultados nos anos passa-
dos.
2 — Suas posições estão boas e por meio delas você
pode melhorar seus resultados? Quais são os defeitos que
você notou? Que você deseja mudar em suas posições e
por quê?
3 — Você notou os defeitos nas séries longas de
tiro devido às suas posições (má condição especial)?
4 — Qual era a sua condição geral?
5 — Quantos dias de treinamento foram perdidos por
causa de doença, de férias ou outros?
6 - Qual foi o período de sua melhor forma?
Quando esteve mais baixo em seus resultados normais e
qual a razão?
7 — Quando e como você organizou seus períodos de
repouso? Quais foram os resultados obtidos? Obteve sucesso?
8 — Você ficou esgotado pelo treinamento, ou ficou
pouco esgotado?
9 — Durante o ano você descobriu uma concepção
tática válida para a competição, com o modo de você se
preparar?
a — terminar o treinamento quanto tempo antes de
competir ou antes da competição?
b — quanto de treinamento (em qualidade) antes da
competição?
c — que preparações físicas ou técnicas?
Preparações especiais para as competições:
a — De quanto tempo você dispôs desde que acor-
dou até o início do tiro?
b — Que comeu antes e durante a prova?
c — Quando e quanto tempo parou durante a pro-
va? Que fez durante essas pausas?
10 — Que deve mudar em seu aparelho de visada,
(mira) em seu gatilho, em sua arma, etc?
11 — Confiava em seus resultados antes e durante as
competições? Em caso contrário, por quê? Seus resulta-
dos abalaram sua confiança?
Para responder estas questões e avaliar o valor de seu
treinamento, é preciso ter os resultados e as referências
metódicas nos pontos importantes deste treinamento.
Durante este período, o atirador deve cuidar, levando
em conta sua experiência e decidir se é necessário operar
mudanças nos seus métodos de treinamento ou na sua
preparação física. As mudanças a efetuar nas armas devem
ser feitas durante esse período. Infelizmente, muitos atira-
dores mexem em suas armas durante as competições, sob
o pretexto de que não obtiveram os resultados esperados.
É preciso combater violentamente esta forma de pen-
sar, particularmente porque o atirador procura desculpas
para seus maus resultados.
Uma má compreensão do método de treinamento con-
duz geralmente a esta maneira de agir. Não seria demasiado
insistir sobre este assunto. Quando se utiliza uma nova coro-
nha, ou um novo sistema de mira é preciso encarar um novo
treinamento metódico, num período bem longo, a fim de
poder decidir se as mudanças operadas são válidas.
Uma vez que o atirador estudou os elementos do ano
passado, deve pôr-se a encarar o trabalho a executar para
o ano que vem.
Para isso, é importante que leve em conta suas expe-
riências passadas. Aconselha-se passar uma tarde a encarar
todos os problemas a esclarecer em seu treinamento, por
exemplo, em fevereiro, trabalhar particularmente a posi-
ção de joelho, ou, em março, trabalhar a posição interior.
De todo modo, deve remediar os erros cometidos no
ano anterior.
d — Parada de treinamento
Como na vida normal, uma pausa de recreação é ne-
cessária no treinamento. Na escola, durante o trabalho de
um ano, as férias devem intervir para regenerar o organis-
mo, tanto no físico como nos nervos. Nas pesquisas sobre
psicologia do trabalho encontramos muitas razões para a
necessidade de uma parada. Todos demonstram que uma
parada ativa de 5 a 10 minutos reforça a capacidade ativa
de trabalho e concentração.
Nas grandes empresas, por exemplo, compreendeu-se
a importância do repouso para contrabalançar a fadiga e a
improdutividade.
Mesmo a quantidade de acidentes se reduz com este
método. Isto é válido para os atiradores, pois não se arris-
cam em acidentes, mas cometem erros, que, na maior par-
te dos casos, não são capazes de reconhecer.
É espantoso que mesmo os atiradores de elite ainda
não compreenderam que é preciso se libertar deles.
Continuam a pensar que uma parada de duas ou três
semanas terá uma influência nefasta em seus resultados.
Treinam com constância do primeiro ao último mi-
nuto e, deste modo, não dão meio algum a seu organismo
para se restabelecer.
Esses atiradores ficam geralmente espantados, pois,
apesar de seu treinamento, não obtêm os resultados espe-
rados. Esses atiradores não percebem que não obedeceram
às regras principais de treinamento, p. ex., que este trei-
namento deve ter várias facetas.
Ocupam-se principalmente de seu treinamento espe-
cial, que produz uma diminuição de suas forças nervosas,
com resultados negativos. Quais são as possibilidades a en-
carar nessa parada de treinamento?
Nós diferenciamos a recreação ativa e passiva. Por
recreação ativa, compreendemos as atividades corporais de
todos os tipos, sem esforço particular.
A massagem esportiva igualmente faz parte da recre-
ação ativa. Por recreação passiva, nós entendemos o sono
e todas as formas de atividades que não treinam o físico
(posição deitada ou sentada).
Importantes pesquisas têm sido feitas sobre o valor
da recreação ativa nos esportistas de diferentes provas,
bem como nas pessoas normais. Essas pesquisas demons-
traram que aqueles que descansaram na atividade recupe-
ram mais rapidamente sua capacidade anterior. Na organi-
zação das férias ativas, deve-se prestar atenção em três
pontos:
1 — o esforço deve ser reduzido;
2 — outros músculos devem produzir esforço, dife-
rentes daqueles da prova;
3 — o repouso ativo oferece mais vantagens ao es-
portista bem treinado que a um não-treinado.
Justamente entre os atiradores que, no seu trabalho
normal, fazem esforços nervosos e físicos e que não en-
contram em sua prova o equilíbrio de que têm necessida-
de, o repouso ativo é de uma importância particular (espe-
cial). É por isso também que no tiro os métodos de treina-
mento devem ser também variados. O treinamento espe-
cial e o treinamento físico devem se equilibrar. Ao lado
de um treinamento corporal intenso, em particular duran-
te o período preparatório, pará criar uma boa condição
física, é preciso que o atirador inclua um repouso ativo de
10 a 15 minutos, depois de cada período de treinamento
concentrado.
A meta consiste em relaxar os músculos, em restabe-
lecer a circulação sangüínea ao normal e em repousar o
sistema nervoso.
Graças a estas alternativas o atirador obterá numero-
sas vantagens no curso do ano. Exceto as curtas pausas
que intervém durante o treinamento corporal intensivo, o
atirador deve admitir durante o ano duas a três pausas de
uma semana, durante as quais abandona completamente
todo o treinamento especial.
Igualmente, as pausas mais longas devem ser ativas.
As pausas mais longas são importantes:
— depois de importantes competições;
— depois de um treinamento intensivo;
— depois de uma doença;
— quando falta entusiasmo no treinamento;
— quando os resultados, por razões desconhecidas,
caem abaixo da média normal.
Tão importante como a pausa durante o treinamen-
to especial está a pausa bem prolongada que se faz antes
do período de competição.
Esta deve durar de duas a três semanas. Depois disso
ter-se-á duas a três semanas para se preparar para as próxi-
mas competições.
Quando sugerimos que o procedimento de treina-
mento deve durar todo o ano, o atirador deve, durante
este tempo, ver que isto só é possível alternando o trei-
namento especial e o treinamento corporal, assim como
alternando o esforço e o repouso.
3 — Plano semanal
0 treinamento semanal corresponde ao treinamento
do ano. 0 plano forma a base para o treinamento diário e
insiste em certos pontos particulares.
Uma explicação mais longa não é necessária. É pre-
ciso notar que um treinamento realizado três vezes por se-
mana é o mínimo para obter uma elevação dos resultados.
Os atiradores de elite devem treinar mais tempo. Como se
vê, no plano de treinamento cada ponto tem sua vital im-
portância. Por este meio, o atirador pode treinar de modo
sistemático e coordenado.
De tempos em tempos, considerar os repousos inte-
grantes na ordem natural do plano. Estes repousos podem
ter lugar, em particular, quando uma competição deve ser
preparada.
4 — Treinamento horário
Este plano inspira-se no planejamento semanal. Se-
gundo os pontos importantes da semana, a hora de trei-
namento compreende certas necessidades:
— estudo técnico;
— treinamento da condição especial e da muscula-
tura especializada;
— treinamento da condição geral (muscular e orgâ-
nica);
— aprendizagem tática;
— aprendizagem teórica.
Na preparação de uma hora de treinamento é preci-
so bem conceber qual é o ponto importante e qual é a
meta a atingir. Infelizmente não é desse modo que ocorre
com freqüência, nos estandes, onde esporadicamente se
treina. Por acaso, obtém-se, geralmente, o que se pre-
tende, e, nestes casos, não se pode falar de treinamento.
Segundo nosso modo de encarar uma hora de treina-
mento, é preciso esclarecer:
— uma hora de treinamento durante a qual a condi-
ção física está no primeiro plano (janeiro — fevereiro);
— uma hora de treinamento durante a qual o treina-
mento especial deve ser seguido (março — setembro);
— uma hora de treinamento durante a qual o treina-
mento especial e o treinamento físico devem acontecer.
Nós dividimos uma hora de treinamento em prepara-
ção, parte principal e conclusão.
A preparação de uma hora de treinamento tem por
fim o aquecimento do atirador, a fim de que ele tenha
condição de oferecer o que lhe será pedido. Isto é, em
particular, necessário para evitar ferimentos. A duração da
preparação depende do período do ano, do tempo e da
temperatura.
O esforço depende da idade, do sexo e do assunto
do trabalho.
É nefasto, em todos os casos, começar a preparação
por um esforço intensivo. É ir de encontro com o fim da
hora, sobrecarregar o organismo de maneira pouco econô-
mica, o que pode produzir, como resultado, a perda de
uma hora de tratamento preparado, porque o atirador terá
gasto toda sua energia desde o princípio. O organismo do
atirador teria pouco tempo para se pôr em forma, a troca
He oxigênio não teria o tempo necessário para se realizar
harmoniosamente.
Durante a principal parte da hora, o atirador deve,
em geral, melhorar sua condição e sua força muscular. Por
outro lado, a hora do esporte tem por fim equilibrar o
treinamento especial. A utilização desta hora deve sempre
mudar, a fim de evitar um trabalho de melhora unilateral,
p. ex.., para a construção de músculos, alternar os movi-
mentos de ginástica com e sem pesos. É importante fazer
exercícios dinâmicos e estatísticos, pois no tiro têm-se necessi-
dade de forças dinâmicas e estáticas. Igualmente, quando
o ponto importante da hora consiste em reforçar os ór-
gãos, é preciso utilizar os meios diferentes e alternados,
por exemplo, caminhada, natação, etc.
Por este meio obtém-se um bom treinamento por in-
tervalos. Uma outra vez escolheria a corrida sueca. Uma
mudança de meios e de métodos de treinamento é extre-
mamente benéfica. O fim da parte principal da hora de
treinamento pode igualmente por à prova sua forma
cumprindo um circuit-training. É importante, nestes tes-
tes, sempre escolher o mesmo meio, a fim de poder esta-
belecer comparações. Em páginas a seguir se encontrará
um circuit-training para atiradores de carabina e outro pa-
ra pistolas (armas longas e curtas). Pode-se, do mesmo
modo, medir suas forças numa distância ao correr, no na-
dar ou no andar, ou num percurso de bicicleta.
A conclusão do tempo, segundo o ponto forte do
treinamento-horário, é a de exigir pouco esforço e tornar-
se como forma de um jogo.
Para terminar o treinamento-horário, a recreação com
uma partida de vôlei, de andebol ou basquete é excelente.
Tudo dependerá do espaço e do lugar de jogo. É im-
portante que o esforço seja seguido de um repouso e que
se torne um jogo esportivo com muita satisfação e alegria.
A hora de estudo para o treinamento especial deve
igualmente ter um princípio, uma parte principal e uma
conclusão.
No princípio, o atirador deve-se preparar para o que
deve fazer.
Seja como for, treinamento em seco ou com balas,
sua musculatura e seu sistema nervoso têm necessidade de
um certo tempo para se pôr em sintonia.
A parte principal da hora do treinamento pode ter
por meta a técnica ou um elemento particular; por exem-
plo, o primeiro tiro na série da prova de tiro rápido, ou o
levantar do braço no duelo, a aprendizagem da posição in-
terior, etc.
A parte principal pode ser também um controle de
potencialidades internas ou melhora da condição especial:
20 tiros de joelho, em seguida ficar de joelho 20 a 30 mi-
nutos. Será preciso ter em consideração estes detalhes nos
planos de treinamento.
A conclusão da hora deve ser utilizada para exercí-
cios de relaxamento, com a finalidade de afrouxar a mus-
culatura depois de seu esforço estático.
Nesse ponto, solicitamos rever o parágrafo sobre o
repouso ativo.
É importante devolver ao atirador sua força nervosa
e restabelecê-la.
Depois das solicitações que são feitas durante o tra-
balho diário e durante o treinamento, um relaxamento é
obrigatório.
Infelizmente, é um elemento em que se tem ainda
pouca consideração e atenção no treinamento esportivo.
5 - TREINAMENTO - TIRO POR ETAPAS
No correr dos últimos anos, pusemos em ação esta
forma de treinamento, que foi repetida por vários atirado-
res.
No treinamento por etapas, diferentes resultados po-
dem ser obtidos:
— melhora do aperfeiçoamento técnico;
— melhora da condição especial;
— habituar-se à atmosfera de competição;
— escola tática;
— escola de vontade.
O tiro por etapas é uma boa educação, p. ex.:
para os atiradores de equipe, o sentido de camaradagem,
atenção aos atiradores mais fracos, bem como a descober-
ta de soluções nos casos difíceis.
As etapas são cumpridas tanto individualmente
como por equipe.
Para estabelecer as etapas, é necessário levar em con-
sideração o nível geral. Pode-se fazer atirar bons e médios
atiradores em uma mesma equipe. O que acarreta, certa-
mente, problemas particulares. Os exemplos seguintes le-
vam em consideração os atiradores individuais e por equi-
pes, bem como os de níveis diferentes.
Seja como for, uma etapa nova só pode ser atingida
quando a anterior foi executada satisfatoriamente.
Nos exemplos, os pontos são mínimos. Podem ser
aumentados. Se tratar-se de uma equipe, só serão aumen-
tados quando todos os membros estão aptos a passar por
todas as etapas.
Dos exemplos a seguir, poder-se-á ver todas as possi-
bilidades de variações e criar seus estágios. Os pontos que
damos para certas armas podem ser mudados com aqueles
de outras armas, como, por exemplo: as carabinas e as pis-
tolas. Com a finalidade de tornar o tipo por etapas mais
excitante e competitivo, pode-se distribuir os prêmios,
exemplo: 200 cartuchos para o 1º lugar, 100 para o 2º,
etc. É interessante que o tiro possa ser seguido em um
quadro bem visível e que a posição dos atiradores seja
mostrada por meio de bandeirinhas ou alfinetes.
1° exemplo
Pistola Livre — Individual — Nível de equipe nacional.
1
a
etapa 10 balas 92 pontos
2
a
etapa 5 balas 47 pontos
3
a
etapa 10 balas nenhum inferior a 9 (no caso
de haver um abaixo, toda a
série será refeita)
4
a
etapa 3 balas 28 pontos
5
a
etapa 2 balas 20 pontos
Se o atirador não atingiu 92 na 1
a
etapa, deve reco-
meçar sua série, e esta deve durar o tempo que for necessá-
rio para atingir o número prescrito para a etapa; por exem-
plo: 5 para 3 não é permitido.
O vencedor será o primeiro que terminar a 5
a
etapa.
2º exemplo
Pistola Livre
A equipe compreende 2 vezes 2 atiradores de níveis
equivalentes.
1
a
etapa cada uma 10tiros Conjunto 180 pontos
2
a
etapa cada uma 5 tiros Conjunto 90 pontos
3
a
etapa cada uma 3 tiros Conjunto 27 pontos
4
a
etapa cada uma 2 tiros Conjunto 27 pontos
5
a
etapa cada uma 1 tiro Conjunto 19 pontos
Numa equipe, só se continuará o tiro quando os dois
atiradores tiverem atingido o resultado almejado.
Se este não é o caso, ambos devem recomeçar.
39 exemplo
Carabina de Pé - Equipe - Atiradores de níveis dife-
rentes, isto é, um atirador acima da média e um mediano
devem atirar em conjunto (a e b). Os dois atiradores come-
çam o conjunto.
1º nível
a 10 tiros 90 pontos
b 10 tiros nenhum impacto no branco
2º nível
aeb cada um 5 tiros conjunto 80 pontos
3º nível
a 5 tiros em 5 minutos 42 pontos
b 3 tiros sem limite de tempo 18 pontos
4º nível
Atira cada um por sua vez
a 2 tiros 17 pontos
b 2 tiros 13 pontos
a 1 tiro 9 pontos
b 1 tiro 7 pontos
5º nível
aeb conjunto 3 tiros 23 pontos
No tiro por equipe, só se passa de um nível ao seguin-
te quando todos os atiradores atingirem as metas do nível
anterior.
Que um atinja e o outro não, ou que ambos não atin-
jam, e, nesse caso, que os dois recomecem o nível outra vez.
4º exemplo
Carabina de Joelho — Atiradores de joelho individuais
Este treinamento serve para melhorar a condição es-
pecial.
Para este gênero de tiro é preciso uma pessoa para
mudar os alvos. No decorrer deste exercício, só se poderá
levantar uma única vez.
1º nível 15 tiros 135 pontos
2º nível 10 tiros 92 pontos
(variante 10 tiros em 10 minutos — 92 pontos)
3º nível 5 tiros 45 pontos
5º nível 2 tiros 18 pontos
5º exemplo
Tiro Rápido
Dois atiradores individuais atiram em competição. O
nível dos dois atiradores é praticamente o mesmo.
Neste exemplo, o ganhador de cada nível ganha 1
ponto. Caso haja igualdade, faz-se imediatamente uma bar-
ragem (desempate) em 4 segundos e aí é que temos a
decisão.
Equipe
1
o
2º
Nome
Miller
Meyer
Lõfler
Schulz
1º Nível
3x8 Seg.
X
X
2º Nível
3x6 Seg.
X
X
3º Nível
1x8 Seg.
X
X
4º Nível
1x6 Seg.
X
X
5º Nível
2x4 Seg.
X
Vencedor
X
*
No 3º nível os ganhadores dos dois primeiros níveis
atiram um contra o outro e os dois perdedores também um
contra o outro.
69 exemplo
Pistola Livre - atirador individual. Neste exemplo se-
rá preciso prever antes um tempo determinado. Do contrá-
rio, entre os niveis 3 e 4 deverá se estabelecer um esforço fi-
--co por exemplo, 20 flexões de joelho. Procura-se então o
ponto exato segundo o qual se é capaz de atirar novamente
bem 30 balas durante 75 minutos no total. Antes de come-
çar o tiro: 5 tiros de ensaio que não contam no tempo.
1º nível 10 tiros 90 pontos
2º nível 5 tiros 44 pontos
3º nível 5 tiros 46 pontos,
em seguida 20 flexões de joelho
4º nível 5 tiros 45 pontos
5° nível 3 tiros 26 pontos
6º nível 2 tiros 19 pontos
O CIRCUIT-TRAINING
a — Nos últimos anos, um modo de treinamento
tem sido utilizado é o circuit-training.
Sua particularidade leside no fato de que a força
uscular, a tensão muscular, bem como as funções da cir-
culação sangüínea do coração e dos pulmões, são exigidos
pelos exercícios, alternando-se a postura e o esforço. O
circuit-training é utilizado tanto em grupos como indivi-
dualmente, bastando que os exercícios sejam executados
em um tempo determinado. No treinamento em grupos é
importante que cada exercício seja feito em outro lugar.
Quando se decide que exercícios devem ser feitos é pre-
ciso pensar que em cada estágio um outro grupo de mús-
culos deverá ser posto em ação. A passagem de um está-
gio a outro é ao mesmo tempo um momento de repouso.
As possibilidades de variações entre esforço e repouso são
muito numerosas, p. ex., o esforço em cada estágio dura
1 minuto seguido de 30 segundos de pausa, durante os
quais se muda de posição. Pode-se assim fazer um esforço
de 30 segundos e 1 minuto de pausa ou outras variantes.
Quando se escolhe um circuit-training é importante
que os exercícios não exijam muita habilidade. Uma gran-
de quantidade de instrumentos não é necessária. Os exer-
cícios devem ser escolhidos de sorte que o número de re-
petições de cada exercício em cada estágio possa ser con-
tado. Desse modo, para um mesmo exercício será possível
determinar a melhora do nível. Para se obter uma avalia-
ção exata do nível é necessário que os exercícios sejam
feitos de modo muito escrupuloso.
Como a maior parte dos atiradores pode utilizar este
método de treinamento em suas casas, precisará levar em
consideração que estes exercícios precisam de pouco espaço.
A título de exemplo, eis um circuit-training para
pistoleiros e carabineiros. Partimos do princípio de um
esforço de 45 segundos seguidos de um repouso de 30 se-
gundos.
No total ter-se-ão 10 exercícios diferentes. Como es-
tava previsto acima, e segundo seu estado de treinamento,
você pode mudar o tempo de esforço e o tempo de re-
pouso.
CIRCUIT-TRAINING PARA PISTOLA
Procurar-se-ão exercícios destinados a melhorar as condi-
ções e a força especial e geral dos atiradores de pistola.
Os exercícios apresentados são proposição a cumprir e
podem ser completados ou aumentados.
Exercício 1
Saltos descontraídos ou marcha no mesmo lugar para aquecer.
Exercício 2
Elevação pelos braços, o corpo fica reto.
Exercício 3
Estender-se de costas, elevar rapidamente o alto do corpo, os braços
e as pernas esticados. Os dedos devem tocar os pés.
Exercício 4
Em um pedaço de madeira redondo, um peso de 3 a 5kg será amar-
rado por um fio, fazer girar a madeira em um sentido e depois no
outro, os braços estendidos. Começar com os pesos no estrado. Fa-
zer uma parada quando o peso estiver no alto.
Exercício 5
Deitado no ventre. Segurar um peso de 3 a 5kg com as duas mãos qua-
se a 10 cm acima do solo, levar sob o peito, depois estender o braço.
Exercício 6
Tomar a posição para o Tiro Rápido com a câmara de ar. Levantar o
braço estendido para o alto.
Exercício 7
Segurar a câmara de ar, braços estendidos diante do peito, estender
os braços para fora.
Exercício 8
Mudar de posição: acocorado (expirar) em posição estendida (ins-
pirar).
Exercício 9
Grande movimento de pêndulo, acocorado: expirar, levantando os
braços respirar profundamente.
Exercício 10
Andar no mesmo lugar ou saltar como em 1.
CIRCUIT-TRAINING PARA CA RABINA
Exercícios destinados a reforçar as pernas, o ventre, a mus-
culatura dorsal, bem como os ombros.
Os exercícios propostos são exemplos e devem ser comple-
tados ou prolongados.
Exercício 1
Saltar, começar com braços e pernas verticais, saltar abrindo as per-
nas e batendo as mãos acima da cabeça.
Exercício 2
Posição deitada, levantar o corpo nos braços e abaixando os braços
levantar alternadamente as pernas.
Exercício 3
Deitar de costas. Segurar os pés sob um armário ou um aparelho
de calefação, mãos atrás da nuca. Levantar o tronco e abaixar.
Exercício 4
Os dois pés em uma câmara de ar, os braços estendidos diante do
peito. Elevar os braços em tensão.
Exercício 5
O pé esquerdo na câmara de ar, tomar a posição de pé. Levantar o
braço esquerdo, o tronco inclinado para trás, depois para a frente.
Os canhotos fazem este exercício com o braço direito.
Exercício 6
Flexão do tronco para a direita e para a esquerda, braços levantados.
Exercício 7
Deitado de costas, as pernas dobradas. Pôr os pés sob um armário ou
um aparelho de calefação, levantar o alto do corpo e abaixar.
Exercício 8
Flexão do tronco à direita e à esquerda, segurar um halteres nas
mãos acima da cabeça.
Exercício 9
De barriga, braços estendidos e pernas, levantar e abaixar.
Exercício 10
Pés juntos, halteres nas duas mãos, saltar em posição de pernas
abertas e estender os braços para frente.
IV - PROBLEMAS PSICOLÓGICOS
DO TREINAMENTO
DO TIRO
Quando nós nos ocupamos de questões psicológicas
no campo de treinamento e do tiro, é preciso determinar
muito bem os conhecimentos de base relativos aos proble-
mas psicológicos do treinamento e das competições.
Devemos começar sistematicamente pelos problemas
menos difíceis. Desejo apresentar algumas questões que são
de importância para os atiradores no curso do treinamento.
a — Para que se obtém a estabilização das capacida-
des e dos aperfeiçoamentos do atirador?
A intensidade do treinamento é a razão principal de
melhora do nível do atirador?
b — São as competições que preparam o atirador
para o domínio de uma técnica perfeita?
c — O treinamento só deveria ser a repetição de
aperfeiçoamentos determinados?
Que papel faz o número de repetições e os tempos
destinados a este treinamento?
d — A mesma coisa deve ser repetida sempre ou
melhor, devemos criar novas situações e novos deveres?
P. ex.: é preferível para armas longas (carabinas)
que só se treine uma tarde em uma só posição ou em
duas ou três.
e — Qual a proporção entre o treinamento técnico
e o treinamento para os resultados?
É preferível trabalhar de vez em quando os elemen-
tos particulares ou é preciso trabalhar o conjunto de movi-
mentos?
f — Qual é o sentido da pausa do treinamento?
Quando deve acontecer? Que periodicidade e que
duração é preciso programar?
Os numerosos atiradores no mundo já fizeram estas
perguntas, e colecionaram ordenadamente suas experiên-
cias. Eu me pergunto se encontraram em cada vez uma
boa solução.
Em a
Na aprendizagem do aperfeiçoamento motor, que se
necessita em todos os tipos de esportes, a importância da
repetição exerce um papel essencial. Seria desnecessário
dizer que a lei da freqüência não pode ser evitada nos
processos de treinamentos atuais. É necessário que esta lei
seja seguida à risca segundo o plano previsto.
Admitindo-se que tenha sido mal estabelecida, po-
de-se pensar no princípio de que muito mantém o muito,
como, geralmente, não é suficientemente seguida e não se
treinará muito.
O que importa é a divisão inteligente do conjunto
de treinamento. Em todas as provas de tiro os aperfei-
çoamentos particulares são adquiridos repetindo-se freqüen-
temente os elementos particulares de base. Na psicologia do
ensino fala-se do "caminho árduo de aprendizagem". No
tiro será preciso falar do "caminho árduo do treinamento".
Como se concretiza e aparece em suas particularidades fica
aí uma questão individual.
Em b
Aqui um exemplo em terreno fora do tiro: com a
finalidade de dirigir em pleno tráfego um motorista deve
conhecer todos os elementos da direção como embrear,
mudar de marcha, virar, etc. Pelo exercício, cada vez
mais, ele se tornará mais e mais seguro de si e suas capaci-
dades se tornarão automáticas, de modo que poderá usar sua
atenção para inspecionar o caminho. Se este motorista ti-
vesse subitamente a idéia de participar de uma corrida,
com toda certeza arriscaria sua vida. Suas capacidades sem
preparações especiais seriam insuficientes. O mesmo acon-
tece com um atirador não-treinado quando toma parte em
uma competição que está além de suas possibilidades.
Concluindo, desejava mostrar que somente deve participar
de competições atiradores que tenham atingido um nível
elevado na prova, através de um trabalho técnico e corpo-
ral.
Por um lado, deveriam se contentar em participar de
competições menores e mais fáceis, para ter tempo de se
dominar.
Depois das competições, um período de treinamento
técnico deve ser seguido, em que se recorda, desde o prin-
cípio, dos erros a serem evitados.
Ademais, as competições têm uma grande influência
na personalidade dos atiradores.
Só depois de duras competições, o atirador estará
formado para enfrentar todas as situações com sucesso.
Em c
Nas repetições e treinamentos o importante desde o
início é aprender a empunhadura correta e a técnica de
maneira exata.
Bem sabemos que a correção de hábitos é mais di-
fícil que a aprendizagem de boas atitudes.
O treinamento e o exercício, sem controle contí-
nuo, pessoal e sem correção, para atingir uma técnica per-
feita, é não só inútil mas perigoso. Chega a um certo pon-
to onde os resultados em uma prova devem ou podem es-
tagnar, a menos que recaiam em uma técnica mais perfei-
ta, e o treinamento de elementos particulares seja abando-
nado.
Para muitos atiradores é importante saber que um
exercício sem repouso pode trazer uma baixa sensível do
nível.
Esta baixa do nível é devido a um grande número
de solicitações no sistema nervoso, exercícios muito seve-
ros que não tiveram equilíbrio entre o esporte e o jogo.
Há necessidade de precisar que não é o número de
repetições que conta, mas o modo destas repetições. Um
número reduzido de repetições feitos impecavelmente e de
maneira concentrada é mais frutífero do que um grande
número de repetições, nas quais a perfeição é negligencia-
da. O treinamento nas condições de fadiga é inútil.
Na psicologia do ensinamento prega-se que é prefe-
rível aprender durante meia hora uma ou duas vezes por
dia o alfabeto, antes que seguir um período de repetições
justamente antes do exame.
Relacionado ao tiro, isto significa que nós devemos
inteligentemente usar com atenção os períodos de treina-
mento e os de repouso. Infelizmente este ponto é com
freqüência negligenciado pelos atiradores.
Em d
Igualmente, quanto à questão de saber se é preciso
sempre repetirmos a mesma coisa ou encontrarmos sempre
novas situações, a psicologia do ensino nos traz respostas
válidas para o tiro.
A psicologia do ensino nos traz a noção de que em
todos os processos de ensino é preciso fazer a diferença
entre:
— aprender alguma coisa de novo;
— rever o que foi aprendido;
— automatizar o que está conhecido.
É preciso tomar consciência que se deve progredir
do fácil para o complicado. Um datilografo aprende pri-
meiro as letras separadamente, em seguida os conjuntos de
letras, e, finalmente, as letras formando palavras, permitin-
do-lhe tornar-se perfeito.
Quando nós aprendemos alguma coisa de novo, te-
mos necessidade de um certo tempo. Não é preciso, em
nenhum caso, fazer como, com certa freqüência, certos
atiradores, que aprendem o conjunto de movimentos de
uma só vez e desejam obter os resultados. Quando se
exercita alguma coisa de novo, é preciso fazer de maneira
exata, mesmo se no princípio não se está preparado. Além
disso é preciso pensar em não tentar aprender vários ele-
mentos em uma mesma tarde.
É do mesmo modo importante não deixar passar
muito tempo antes de repetir os elementos que devem ser
apreendidos.
Para concretizar isso, em nosso treinamento, um ele-
mento novamente apreendido deve ser objeto de 20 a 30
minutos de exercício por dia. Um programa de estudo de-
ve ser composto de um conjunto de elementos. Aqui e
desde o início é preciso fazer, cuidar da clareza do estudo
e não dos resultados.
Em e •
O treinamento e o exercício, se não são seguidos de
controle contínuo, são sem efeito.
Por isso, um atirador avançado deve ser capaz de
controlar-se.
Quando o atirador, em período de competição, ne-
gligencia o treinamento dos elementos particulares de sua
técnica encontra-se diante do perigo, seja de pontos muito
elevados, seja de pontos muito baixos; ele se enerva com
o resultado e os aperfeiçoamentos técnicos adquiridos
com muito esforço são esquecidos.
Para evitar isso, convém jamais abandonar uma alter-
nância entre o treinamento técnico e a procura de resulta-
dos.
É característico que entre os atiradores em treina-
mento obtêm melhores resultados do que obtêm em com-
petições.
Isto acontece porque o atirador, durante seu treina-
mento, põe toda sua atenção na perfeição dè sua técnica,
o que o impede de cometer erros graves e grandes faltas.
A competição é uma situação completamente dife-
rente: tem-se necessidade de uma grande quantidade de
sua força nervosa para combater seu medo. Se há imper-
feições técnicas, elas aumentam muito mais durante a
competição.
Um grande erro no decorrer do treinamento é o de
trabalhar sem concentração suficiente, de modo que a ca-
pacidade de concentração não é exercitada. Na competi-
ção, o atirador não consegue mais dominar a situação.
Que conclusões para o treinamento devemos tirar?
Cada atirador precisa dominar uma técnica impecá-
vel em sua prova. Com esta finalidade, é preciso que prati-
que os elementos particulares desta técnica continuamente
e com o máximo de concentração. No primeiro plano des-
te treinamento, buscam-se a automatização e o aperfeiçoa-
mento dos elementos particulares em um conjunto harmo-
nioso. Não tomar conhecimento de todos estes problemas
é um erro capital, que leva a vários erros cometidos por
numerosos atiradores.
O atirador não entende que cai mais ou menos em
competições, apesar de seus resultados satisfatórios no
treinamento. Em seguida a isso procura explicações para
sua queda. Ele muda sua técnica, sua coronha, seu sistema
de mira, etc. Não há nada que não responsabilize pela
queda, e, no entanto, a verdadeira questão não foi nem de
leve tocada: os aperfeiçoamentos técnicos adquiridos no
treinamento eram insuficientes para a competição.
A automatização técnica ou da técnica pode ter as-
pectos positivos, mas pode ser fatal para certos atiradores.
Conhecemos muitos atiradores de tiro rápido que, em
quatro segundos, atiram sua primeira bala no 8, embaixo
ou em cima e são incapazes de fazer uma correção nos
alvos seguintes. Entretanto, devemos adquirir este auto-
matismo que mantém a perfeição técnica durante as com-
petições. Convém explicar bem a relação existente entre o
treinamento técnico e o treinamento para os resultados.
Por treinamento técnico, compreende-se o treina-
mento em direção a uma meta: os elementos separados ou
o conjunto de passos que é preciso melhorar ou automati-
zar.
Por treinamento para os resultados compreende-se
um treinamento muito próximo das condições da compe-
tição. 0 treinamento para os resultados é ao mesmo tem-
po um controle de nível do atirador e o controle de dife-
rentes aperfeiçoamentos adquiridos. Seja como for, em
cada atirador será preciso reconhecer uma diferença pre-
cisa entre os dois treinamentos.
Somente no primeiro, que porá toda sua concentra-
ção para melhorar e automatizar seus aperfeiçoamentos
técnicos. Por outro lado, os controles de nível devem le-
var à proximidade dos problemas de competições. NQ tiro,
desafortunadamente, estes fatores são ignorados amiúde.
Encontram-se erros semelhantes em vários outros esportes.
Conheço futebolistas que jogam desde 10 ou 15 anos. A
única coisa que adquiriram e sabem é atacar sem precisão.
Mas controlar uma bola, conduzir e fazer lances não-progra-
mados, não o sabem, porque não estão ou não são seriamen-
te treinados.
O iniciante, em seu princípio, deveria empreender
seu treinamento técnico sob o controle de um treinador.
A primeira necessidade para um treinamento técnico fa-
vorável é a existência de uma boa condição especial e ge-
ral. Muito diferente é o caso do atirador já adiantado.
Para ele, o treinamento técnico se situa principalmente em
fevereiro, março, abril. Falamos do plano de treinamento
do período preparatório.
Em f
Igualmente, no correr do ano, o treinamento técnico
é um ponto importante do treinamento geral.
Caso este treinamento técnico seja negligenciado, os
erros podem aparecer e considera-se o erro de uma técnica
geral e que o atirador não reconhece.
Na psicologia do ensino fala-se de aperfeiçoamentos
negativos. Com o fim de evitar este perigo, recomenda-se, de-
pois de um fatigante período de competições, abandonar o
treinamento especial, sem abandonar o treinamento corporal.
Em seguida, o atirador deve voltar a seu treinamen-
to técnico.
Em regra geral, pode-se aconselhar aos atiradores: se
os resultados das competições abaixam sem razão inexpli-
cável, não precisa começar a fazer experiências, mas é ne-
cessário cessar o treinamento para os resultados e reiniciar
o treinamento técnico. É preciso insistir que um resultado
baixo ou uma baixa nos resultados não se combate com
um treinamento mais intensivo, por vezes agressivo, mas
de preferência por uma parada. Os controles sistemáticos
de nível podem, por outro lado, ter muito bons resultados
psicológicos no atirador. O atirador adquire confiança em
si e o sentimento do que é capaz.
O estado antes da competição leva o esportista tan-
to no seu psiquismo quanto no seu aspecto biológico à
parede. Ele possui, em princípio, todos os elementos para
recobrar-se, mas se arrisca ao fracasso sob o efeito dos es-
forços contraídos. Com freqüência, a interferência do pe-
dagogo sabe reconhecer o momento de equilíbrio entre o
sucesso e o fracasso. (Prof. Manfred Steinbach, Practique
de l'entraínement corporel, ano 9, n. 11.)
Um dos problemas mais interessantes e mais impor-
tantes é equilibrar os resultados de treinamento e os resul-
tados de competições. É preciso reconhecer que há uma
quantidade de atiradores que jamais obterão, em competi-
ções, os resultados do treinamento. Pelo contrário, outros
atiradores se controlam perfeitamente, desde que são pos-
tos em competição. Os sinais exteriores do estado antes
da competição podem ser muito diferentes; por exemplo:
o aumento da freqüência de pulsação, respiração ou da
tensão.
Igualmente a aparição de transpiração, a mudança
do tônus muscular, mudança da cor do rosto, perturba-
ções intestinais, uma sensação de peso no peito são sinais
característicos e evidentes deste estado. A força destas
aparições nos diferentes tipos de indivíduos é talvez dife-
rente, segundo as circunstâncias. A medida depende geral-
mente dos seguintes fatores:
— importância da competição;
— consciência de si e confiança em suas possibilida-
des;
— preparação para a competição mesmo em um lon-
go período;
— emoções positivas como o contentamento, a ale-
gria ou indiferença;
— as emoções negativas, tais como a ambição mal
posta, o descontentamento, o medo ou a cólera, a lem-
brança do fracasso nas competições anteriores.
A importância de uma competição tem uma grande
influência no estado antes da competição. Por esta razão,
é importante não trazer muito cedo para a competição
um atirador em vias de desenvolvimento, pois o nível dos
resultados para atingir pode provocar emoções negativas.
Seus aperfeiçoamentos seriam insuficientes para uma com-
petição tão importante. O iniciante deve ser levado à com-
petição através de competições de dificuldades crescentes.
Por este meio aprende a reconhecer seu estado e
suas reações, e pode aí tirar seus benefícios e lições. Para
o atirador laureado com medalha ou título de mestre, é
bom verificar suas reações nestas condições e concluir so-
bre a tática favorável. Saberá, mediante uma grande emo-
ção, atrasar seu tiro, pelo tempo que lhe é permitido.
A aparência exterior da emoção é vista no tremer da
arma, no aumento da pulsação e na incapacidade de atirar
com perfeição.
O atirador não pode naturalmente esperar que tudo
volte ao normal; deve esperar e buscar os métodos e
meios para encontrar sua calma. Estes são individuais. Pa-
ra certos atiradores, basta que abandonem o estande um
momento, a fim de poder de novo se concentrar em sua
tarefa. Outros buscam a conversa com os espectadores, o
treinador ou um camarada de tiro para pensar em outra
coisa. A auto-sugestão tem seu valor, isto é, busca-se com
as palavras trazer uma influência benéfica sobre as emo-
ções não habituais. "Quando o atirador luta contra a in-
fluência negativa do medo, é preciso que pense em agir
como quer fazer" (Weistein). Este conselho é parecido ao
princípio do treinamento autógeno, pelo qual, por meio
de palavras ou de pensamentos dirigidos, obtém-se o esta-
do desejado. O atirador não pode esperar que durante
uma competição, pudesse se concentrar em seu trabalho,
se nao está treinado a fazê-lo. A concentração é aprendida
como a força e/ou a rapidez. Uma das tarefas mais impor-
tantes, ao lado da preparação física e técnica, é a de trei-
nar a vontade e a força da concentração. Durante o trei-
namento o atirador deve aprender a concentrar seus pen-
samentos e os conduzir. É então que lhe será possível fa-
zê-lo outro tanto durante a competição. Uma influência
positiva sobre a excitação antes da competição é ter a
confiança de sua própria força e de suas qualidades.
Os sentimentos e as reações às capacidades de cada
atirador são diferentes. Um certo atirador pode ter uma
grande confiança e estar muito seguro de seu feito: está
confiante e equilibrado.
Este atirador não tem medo e não pensa em fracas-
so possível. Ajustou, antes da competição, seu modo de
agir. Para este tipo de indivíduo, o período antes da com-
petição age positivamente, pois permite pô-lo na melhor
forma preparatória.
Há atiradores, entretanto, levados ao pessimismo,
que calculam antecipadamente o número de pontos que
perderam. Interpelam seus camaradas e os fazem saber co-
mo se sentem mal. Todas as variantes são passíveis de
acontecer: desde as perturbações intestinais até os defeitos
na arma. Isso mostra que falta ao atirador confiança. Este
se deixa levar pela dúvida. Quando a competição passa e
ele vai bem, anuncia que é um verdadeiro campeão e se
recupera apesar de todos os seus aborrecimentos. Estes
atiradores são, em geral, sensíveis à crítica antes das com-
petições. Para os pessimistas e os atiradores a que faltam
confiança, uma competição perdida pode ter conseqüên-
cias desastrosas. O fracasso vai marcá-lo e a confiança em
si será seriamente abalada. Não é fácil dar conselhos nes-
ses casos tão negativos. Se o esportista obtém resultados
em outras disciplinas, isto pode ter um resultado positivo.
É bom que o atirador encontre uma consolação ou um
reconhecimento de seus talentos em seus próximos ou em
seus camaradas de equipe.
A confiança em suas próprias capacidades será forti-
ficada pelo processo de treinamento com concentração do
mesmo modo que nas competições. Deve procurar o mais
alto nível de resultados durante os exercícios. Isto não
significa que deve sempre atingir o máximo de pontos,
mas que deve prestar atenção à qualidade de seu trabalho.
Sabe-se que se aprende a ser perfeito em uma atividade
somente se concentrando completamente em seu desenvol-
vimento passo a passo, e que se estuda os elementos dife-
rentes com grande concentração.
No processo de treinamento deve-se dar tarefas su-
cessivas que somente são realizáveis com o auxílio de
grande vontade. Desta maneira, estabelece-se um treina-
mento próximo dos critérios de competição. Isto é válido
tanto para o treinamento em seco como para com balas.
Muitos atiradores ficam doentes com a idéia de fazer trei-
namento em seco. Para estes, se é essa a opinião, será sem
efeito esse treinamento. Por outro lado, nos estandes, sa-
tisfazem-se somente em disparar tiros amiudados, sem fi-
nalidade alguma. Iremos falar de algumas formas de trei-
namento perto das competições. Todas variantes de ti-
po por etapa se aproximam da situação de uma competi
ção. Uma outra possibilidade consiste, para o atirador, em
fixar resultados antes de começar seu tiro, aproximando-se
dos resultados a atingir por meio de treinamento, por
exemplo: 396 deitado, 370 de pé, 392 de joelho. Estes
resultados devem ser escolhidos de modo que só sejam
adquiridos com grande concentração.
É importante treinar em diferentes estandes para ha-
bituar-se com fatores metereológicos como vento, mudan-
ça de luz, alvos em planos situados atrás dos outros. Para
muitos atiradores é bom atirar no programa de seu treina-
mento em menos tempo do que o regulamentar. Deve-se
lembrar de que, durante as competições, passa-se qualquer
coisa de inesperado, seguido de uma dificuldade em dispa-
rar o tiro.
Criar situações iguais durante o treinamento vez por
outra é de bom alvitre e bastante lucrativo.
Prosseguir seu treinamento não somente nas melho-
res condições, isto é, quando você está em sua melhor for-
ma, quando o tempo está bom e o estande está calmo.
Faça-o também quando o tempo não está bom e você não
está bem. Com o tempo, que você esteja treinado nas más
condições e que você aprendeu a dominar-se, isto lhe trará
uma certa calma para a competição.
Em resumo, pode-se dizer que, em muitos casos, o
estado da competição e a atmosfera da competição têm
uma influência negativa nos atiradores. Isto serve a muitos
atiradores, durante seu treinamento; não se preparam psi-
cologicamente em educar sua vontade e sua capacidade de
concentração. Quando o método de treinamento é mal
programado, os aperfeiçoamentos atingidos não são durá-
veis e são postos em evidência na competição.
A influência do estado antes da competição depende
do tipo de atirador e de suas particularidades característi-
cas, igualmente da importância na competição, da cons-
ciência de estar bem ou insuficientemente preparado. Uma
circulação de sangue bem treinada tem também um efeito
positivo no estado antes e durante a competição contra os
incidentes vegetativos. Os atiradores que sofrem fortemen-
te deste estado antes das competições e do medo podem,
com a ajuda de exercícios de concentração, tais como
treinamento autógeno, chegar a influenciar suas funções
vegetativas até um certo ponto. Por outro lado, é preciso
que estes atiradores saibam que seu treinamento não so-
freu nenhuma fraqueza.
V - ALGUMAS NOTAS
OU RECOMENDAÇÕES SOBRE
O MODO DE VIDA DOS
ATIRADORES
Como no correr dos outros anos falou-se muito e
discutiu-se o modo de vida, a alimentação e a necessidade
de ter algumas atividades corporais, nós somente falare-
mos de alguns detalhes importantes para os atiradores. Sa-
be-se que nosso bem-estar social traz uma riqueza alimen-
tar que é, às vezes, defeituosa. Isto conduz ao fato de que
muitas pessoas sofram de excesso de peso, e isto para os
atiradores, como para muitos, é uma desvantagem. A con-
dição geral e especial arrisca-se de aí perder o seu valor.
Compreende-se imediatamente que um atirador de boa
corpulência será ou constituirá uma dificuldade, por
exemplo, nas posições deitado e de joelho. Por outro la-
do, a circulação sangüínea será perturbada pela gordura.
Poder-se-ia montar uma lista de razões para combater a
gordura, mas isto foi feito muitas vezes no correr do ano
passado. As possibilidades de resultado serão proporcional-
mente influenciadas pelo excesso de peso no atirador. Isto
porque é preciso se nutrir de maneira a limitar seu peso.
É preciso saber que a quantidade de alimento depende do
gasto físico, bem como da idade, da corpulência e do
sexo.
Objetivamente um equilíbrio de balanço de energia
se reconhece com um peso estacionado (Nõecker-Gloetzel:
Die Ernaehrung des Sportlers, p. 31).
Nossa alimentação deve ser variada. Deve ser rica em
clara de ovo, pouca gordura, rica em vitaminas e conter
suficiente dose de carboidratos. No regime do atirador, há
necessidade de frutas, legumes, peixe, queijo, ovos, leite,
carne magra. Já enfocamos a alimentação do atirador an-
tes e durante a competição no capítulo sobre a prepara-
ção para as competições. Os atiradores que desejam se in-
formar mais no futuro teriam interesse em ler o livro de
Nõecker e Hans Gloetzel, Die Ernaehrung des Sportlers.
Sobre o assunto álcool, os atiradores têm diferentes
modos de emprego; é preciso primeiramente esclarecer
que o álcool, em grande quantidade, assim como muitos
atiradores o usam para se acalmar antes da competição,
agirá, com o tempo, para o decréscimo da capacidade.
Por razões esportivas, não seria melhor evitá-lo. Só
os atiradores sem vontade, medrosos e que não podem se
controlar utilizando estes meios durante as competições.
Quando o atirador ingere bebidas alcóolicas durante
seu treinamento vai contra o espírito esportivo do tiro.
Cada gota de álcool prejudica o desenvolvimento de suas
capacidades. Não conheço atiradores que um copo de cer-
veja ou vinho tenha feito aumentar seus pontos do dia se-
guinte. Em compensação, é possível à véspera da competi-
ção, que o fará dormir melhor ou será melhor se dormir e
estar mais descansado no dia da competição. Cada atira-
dor deve ter suas próprias responsabilidades e conhecer as
medidas razoáveis para não se exceder. É um mau efeito
que se segue ao treinamento ou competição o fato de que
um atirador venha no estande fumando. O atirador deve
saber que a nicotina tem um efeito constritor nas veias e
justamente o melhor funcionamento das veias é importan-
te na capacidade de um atirador. O endurecimento destas
resulta na incapacidade de concentração e na irrigação da
musculatura. Independente da contrição das veias, o oxido
de carbono age também e uma grande parte da hemoglo-
bina no sangue se liga pelo oxido de carbono. Não resta
mais nada então para o transporte de oxigênio para os
músculos que trabalham para assegurar a boa marcha do
sistema nervoso. O alcatrão, por sua vez, adere-se às pare-
des das vias respiratórias, provocando uma inflamação dos
brônquios.
Obtém-se, desse modo, o catarro dos fumantes. A
capacidade vital é influenciada negativamente. Não é de
bom alvitre diminuir as funções que nós procuramos de-
senvolver. É preferível que o atirador não fume; em com-
pensação não é recomendado a um fumante inveterado
parar de fumar em razão de suas preocupações esportivas,
a não ser de modo adequado. O humor do atirador se res-
sente negativamente do que não é favorável para os bons
resultados. Os fumantes inveterados deveriam se limitar
antes das competições. Para os acompanhadores, treinado-
res, é pouco recomendável proibir ou interditar o fumo. É
preferível aconselhar e pregar, por exemplo, um ponto im-
portante na manutenção da alta capacidade e no de en-
contro de uma boa ordem para o ritmo de vida. A isto
pertence um sono suficiente, regular e tranqüilo. Os fisió-
logos esportistas recomendam oito horas de sono durante
os quais as novas forças serão postas em reserva. Durante
o sono, o corpo tem possibilidade de eliminar, pela pele, a
urina, e os intestinos, os resíduos utilizados. Um sono ir-
regular e desordenado age sobre as capacidades funcionais.
Para chegar a um sono profundo é fácil, é preciso prestar
atenção no jantar, fazendo-o duas horas mais cedo que o
de costume. O jantar não deve ser muito condimentado, a
fim de facilitar a digestão, acelerando o sono profundo e
não sobrecarregando o organismo com esforço desnecessá-
rio durante o repouso noturno.
A fim de acalmar o sistema nervoso posto em fun-
cionamento durante o dia, é preciso evitar tudo que exci-
te ou possa excitar, por exemplo, várias horas de TV são
prejudiciais, particularmente se o programa leva a um cer-
to grau de tensão emocional. Em lugar de ficar sentado
diante da TV, é preferível fazer uma caminhada noturna,
muito mais propícia ao sono profundo.
Um bom sono em um quarto bem arejado. Quando
se observam perturbações no sono ou insônias repetidas, é
bom pedir conselho a um médico. Ele decidirá que meios
devem ser utilizados para provocar o sono. Como certos
soporíferos têm efeitos duráveis durante o dia, só se de-
vem utilizá-los com grande precaução antes da competi-
ção. Nas competições no estrangeiro, a escolha de lugares
de repouso deve depender da calma da noite. Uma grande
quantidade de professores e treinadores com freqüência
perguntaram em que medida as atividades sexuais dimi-
nuem o resultado das provas. Em muitos casos, a absti-
nência sexual duradoura tem por resultado um aumento
nervoso. A abstinência sexual desejada não melhora os re-
sultados, mas, acima de tudo, sua falta provoca perturba-
ções secundárias. É então recomendado, igualmente neste
domínio, conduzir-se segundo o ritmo normal, sem tentar
romper categoricamente. No curso de longos períodos de
treinamento ou de campeonatos, esta questão deve ser
objeto de atenção. A ausência do lar, por parte de um ati-
rador, não deve ser muito prolongada.
Se isto não é possível, será preciso encontrar os de-
rivativos tais como os esforços físicos. É importante para
o treinador observar que seus atiradores estejam no diapa-
são de esforços que tem a fornecer e não relaxam sua
concentração para as aventuras.
No dia do atirador, será preciso observar; em segui-
da a um levantar tardio, o equilíbrio não se estabelece.
Desde o levantar, deve-se fazer um pouco de ginástica de
relaxamento diante da janela aberta, tal como o balancea-
mento dos braços, exercícios respiratórios, flexões do
tronco e dos joelhos, etc. Estes exercícios não têm neces-
sidade de durar mais de três a cinco minutos. Produzem
a irrigação do corpo e levam a circulação em todas as par-
tes do corpo. Em seguida, toma-se banho com água fria, o
que, particularmente, favorece o endurecimento e irrigação
sangüínea. No momento da refeição é preciso levar certo
tempo saboreando a alimentação. 0 passeio diário de 10 a
15 minutos não deve ser abandonado.
VI - CONSELHOS
PARA O TREINAMENTO
PARA PROVA DE
TIRO AO JAVALI
As necessidades de um atirador de javali, para che-
gar à classe internacional, são as seguintes:
— deve estar fisicamente apto;
— a concentração e a capacidade de reação, assim
como uma boa condição geral e especial, são necessárias;
— para um treinamento metódico e sistemático, os
diferentes elementos desta prova devem ser aprendidos e
levados até a perfeição.
Pode-se notar os elementos de base da maneira se-
guinte:
a — adoção de uma boa posição;
b — deslocamento da arma;
c — atirar com segurança.
Não iremos procurar as sutilezas técnicas do javali,
mas o meio de preparar um treinamento. Entre as mais
importantes medidas para atingir bons resultados no javali
é, sem contestação, uma boa fundamentação metódica de
treinamento. Com muita freqüência no curso dos últimos
anos, principalmente na Alemanha, discutiram-se as van-
tagens e os inconvenientes de diferentes sistemas de mira.
Diferentes coronhas, diferentes calibres. E durante este
tempo esqueceu-se o treinamento e sua construção metó-
dica. Certamente todas estas coisas têm finalmente um
efeito. Mas no javali, como nas outras disciplinas, é preci-
so pôr em um primeiro plano o treinamento sistemático
de todos os elementos de base. Isto não será difícil para
atiradores de javali mudar seu sistema de mira quando ti-
ver dominado todos os elementos do tiro. Será, em com-
pensação, muito difícil de corrigir os erros que serão ad-
quiridos com o tempo. Neste capítulo, só os principais
elementos do treinamento do tiro serão enfocados.
O primeiro elemento de base é a tomada de uma
posição e a maneira de levantar a arma para atirar. Nisto
devemos notar que o javali vem uma vez da direita e uma
vez da esquerda. Há hoje dois métodos: em um os pés
mantêm a mesma posição, em outro o atirador muda a
posição segundo a direção de onde vem o javali. Quanto a
meu modo de ver, tomo uma única posição preferencial.
Esta permite obter um melhor sentido dos músculos para
melhorar mais rapidamente e evitar erros. No levantar da
arma, é preciso que os iniciantes evitem fazer movimentos
muito rápidos. Este elemento de treinamento deve ser tra-
balhado todos os dias. É preciso chegar a não fazer corre-
ção na altura quando a carabina está já no ombro, não ter
de mudar a posição da cabeça e encontrar imediatamente
uma boa imagem da mira. Igualmente, a mão esquerda
não deve fazer correção na altura. O atirador deve levan-
tar sua arma de modo que ela se encontre na posição do
5. Na prática, este elemento técnico deve ser objeto do
trabalho seguinte:
— faz-se sair o javali em mais ou menos 2m e se pá-
ra neste lugar. Neste alvo fazem-se 40 ou 50 levantadas.
Depois de alguns meses de trabalho, o atirador terá educa-
do seus músculos de tal modo que o levantar levará a ar-
ma no 5.
Se o atirador deve fazer uma correção na altura será
levado a serpentear todo o comprimento da passagem.
As faltas particulares neste elemento são um movi-
mento muito rápido ou muito brusco.
Este movimento deve ser sempre corrido. O que
conta em primeiro lugar é a exatidão do movimento e não
sua rapidez. Um outro elemento importante é seguir hori-
zontalmente uma linha direita. É preciso, a este respeito,
assegurar que a arma tenha uma rapidez igual, e não ora
rápido, ora vagaroso. Por esta razão, é importante que du-
rante o treinamento em seco sejam no estande, em uma
distância menor, todas as proporções guardadas, observan-
do-se os tempos lentos e rápidos dos movimentos.
O atirador deveria usar todas as possibilidades, espe-
cialmente em seco, para aprender um levantar impecável e
um deslocamento rápido ou lento, perfeito. É importante
notar que os deslocamentos laterais devem se fazer a par-
tir do quadril e não da arma somente. Já no momento de
levantar, a rotação do tronco deve começar. A passagem do
levantar no deslocamento horizontal deve se fazer de ma-
neira corrida. Se o atirador só prepara seu movimento la-
teral quando o levantar está terminado, ele se arrisca em
se deslocar por movimentos bruscos.
Isto não é recomendável. No treinamento com bala o
atirador deve se habituar a um atirar rápido. Em muitos ati-
radores, nota-se que só atiram no último terço da passagem.
No treinamento, na passagem lenta, é preciso atirar
na primeira metade da passagem. Os atiradores que não
prestarem atenção nisso se encontram nos campeonatos
muito embaraçados: quando a bordo do alvo aparece na
ocular, só resta o disparar. A aparição do bordo do alvo
perturba de tal forma o atirador, que esquece a tarefa que
tem de disparar com perfeição. Em geral, o disparo será
mau. Mas a arma segue de longe o javali, mais a muscula-
tura é posta à prova. É o porquê de precisar atirar na pri-
meira metade da passagem lenta e no segundo terço da
passagem rápida. Uma falta grave da maioria dos atirado-
res é parar a arma uma vez que o tiro saiu. É importante
continuar o movimento da arma depois da partida do tiro.
Não deve haver aí relação entre a partida do tiro e a para-
da e abaixamento da arma.
Entre os atiradores que não treinam a seguir o movi-
mento da arma, o defeito aumenta em competição e é
causa de maus resultados. Em competição, pode acontecer
que o tiro parta, no momento, mal, mas o pensamento do
atirar influencia o hábito de parar a arma. Entre os atira-
dores, nota-se que a arma se acelera no momento de atirar. O
javali já passou, É indispensável que os atiradores ao ja-
vali repitam os movimentos em seco ou com balas com a
maior concentração, a fim de que a saída do tiro não mude
a rapidez de deslocamento da arma. É importante notar que
estes movimentos devem ser feitos, freqüentemente, sem ati-
rar. Desse modo o atirador conscientiza melhor a perfeição de
seu movimento. Como em todas as provas de tiro, o dis-
paro é a mais importante. O atirador deve soltar o tiro de
tal modo que o movimento corrido não seja influenciado.
Como nas outras provas, o disparo deve ser objeto de um
treinamento intensivo e sempre retomado. No tiro em se-
co, o atirador pode muito bem se dar conta da técnica do
disparo. Reconhece todas as imperfeições no movimento
horizontal, bem como na rapidez da arma. Durante o trei-
namento, o movimento da arma e o disparo devem ser co-
ordenados. São os dois elementos mais importantes do ti-
ro ao javali, que estes dois elementos não sejam só objeto
de treinamento com bala, como é o caso para muitos ati-
radores. Estes passam por cima dos erros que o atirador
não reconhece. Estes não entendem que aí se originam
grandes variações nos seus impactos no alvo.
Os elementos de base do tiro ao javali devem ser
aprendidos em corrida lenta, quer seja em seco, quer com
balas. Se o atirador se põe em corrida rápida, antes de
atingir a perfeição em corrida lenta, os erros podem não
ser notados e depois tornam-se difíceis de se desenraizar.
A aprendizagem e a perfeição destes elementos devem ser
feitas de fevereiro a abril, no treinamento pessoal.
Além do mais é preciso lembrar que não é necessá-
rio aprender tudo de uma vez, mas sistematicamente, ele-
mento por elemento.
Durante o período de competições o atirador deve
lembrar sempre seu treinamento de base em particular de
maneira separada com a maior concentração.
VII- OS PLANOS DE
TREINAMENTO
1 - ALGUMAS REGRAS GERAIS PARA O TREINA-
MENTO
1 — Não faça seu esporte com obstinação nem com
falsas ambições;
2 — Treinar para um alvo definido e de maneira
conseqüente;
3 — Seu treinamento deve ser variado. O treina-
mento especial e o treinamento corporal devem se suceder
alternativamente;
4 — Não se forçam os resultados, eles se adquirem
pelo trabalho;
5 — Ponha para cada hora, semana ou mês um de-
ver a cumprir. Não se deve fazer passar de um mês para
outro;
6 — Procure seus erros e não os da arma;
7 — As fraquezas e erros individuais devem ser parti-
cularmente estudados. Não se deve continuar treinando
com eles de um mês para o outro;
8 — Ao treinamento também pertence o repouso;
9 — Escolha como exemplo atiradores mais fortes,
mais aperfeiçoados;
10 — Compare seu treinamento às competições.
Alegre-se com seus sucessos mas não fique vaidoso.
2 - EXPLICAÇÕES PARA A UTILIZAÇÃO DOS PLA-
NOS DE TREINAMENTO
Os planos que seguem dão uma orientação para seu
treinamento de janeiro a agosto. Como os campeonatos
nacionais no Brasil em geral iniciam-se em setembro, não
prolongamos estes planos. Para as questões especiais de
preparação pará as competições, se encontrará os detalhe:
úteis no treinamento tático. Os conselhos no que concer-
ne aos meses de setembro a dezembro se encontram no
capítulo: O Plano de Treinamento, Período de Transição.
Naturalmente, os tempos dados nos planos não vão
se adaptar a todos os atiradores, devido à conveniência de
cada um. Alguns podem só treinar uma ou duas vezes
por semana, outros chegam a aumentar a dose. O atira-
dor deve se convencer de que um treinamento três vezes
por semana é o mínimo necessário ao aumento de seus
pontos. A relação entre o treinamento em seco e com ba-
la dependerá, para cada atirador, de vários fatores: distân-
cia do estande, preço dos cartuchos, entre outros. Tome
os planos não como regras imutáveis. Se não se sente em
forma para treinar durante uma semana, não o faça. Ao
treinamento pertence a vontade de trabalhar e mesmo a
alegria. Para outros, em razão de certas fraquezas, será
preciso deslocar certos elementos. Para ajudá-lo a se servir
do plano, lhes damos as seguintes explicações: nos pla-
nos de treinamento você encontrará 3 colunas: dia — sig-
nifica 1º, 2º, 3º dia, na semana em questão; elemento —
aí pensamos no que se deve fazer (veja as diferentes expli-
cações segundo as provas); tempo — o tempo de treina-
mento aparece sempre em minutos. Nesta coluna, se terá
explicações precisas.
Dia
1
2
3
Elemento
D1
D3
A1
A2
t/min.
30
15
20
60
Notas
Cada posição empunhar 1 minuto, depois repouso de 1 mi-
nuto, só se concentrando no atirar;
Ginástica especial para armas longas;
Procurar uma boa posição, e 1 x relaxado, 1 x tenso, 1 x re-
laxado.
Marcha com esforço máximo (no bosque).
3 - GINÁSTICA DIÁRIA (A1)
Nos elementos dos planos de treinamento você en-
contra freqüentemente a abreviação A1. Por isso nós com-
preendemos uma ginástica quotidiana para o equilíbrio e
o reforço do corpo. Reunimos 10 exercícios que você de-
verá fazer sucessivamente, primeiramente uma vez por dia,
mais tarde, se possível, duas ou três vezes. Se os exercí-
cios são feitos um após outro, o esforço será mais intenso.
Se, por razões de saúde, você não puder fazer um ou ou-
tro exercício, isto não é grave. Durante a ginástica, o
quarto deveria estar bem arejado.
Exercício 3
Posição alongada, apoio nos braços. Levantar o braço direito e a
perna esquerda, depois inverter.
Exercício 4
Flexão do tronco, dobrar o tronco para trás. Em flexão para fren-
te, deixar as mãos no solo meio minuto. Este exercício serve para
o reforço do ventre e das costas.
Exercício 5
De costas, levantar e abaixar as pernas estendidas 10 a 20 vezes.
Para reforçar a musculatura do ventre.
Exercício 1
Saltos descontraídos ou marcha em um mesmo lugar, 1 minuto.
Exercício 2
Flexão do tronco, dobra-se o tronco para a esquerda e a direita
44
Exercício 6
De barriga, levantar ao mesmo tempo os braços, o tronco e as
pernas estendidas. Este exercício é para a musculatura das costas.
Exercício 7
De costas, pés sob um suporte, levantar o tronco até a posição sen-
tada. Em seguida voltar 10 a 20 vezes para reforçar a musculatura
do ventre.
Exercício 9
Vela, os braços seguram as ancas (quadris); fazer mover as pernas pa-
ra frente e para trás.
Exercício 10
Alongado, braços estendidos sobre a terra, saltar deslocando as per-
nas alternativamente.
Exercício 8
Os pés contra a parede, deitado, com as mãos caminhar o mais lon-
ge possível, em seguida voltar, 5 a 10 vezes. Para reforçar as costas,
o ventre, os braços e os ombros.
Figura 2
Posição deitada de frente. Se necessário, inclinando a ca-
rabina obtém-se uma posição reta e natural da cabeça. O
cotovelo esquerdo se encontra quase 5cm à esquerda da
perpendicular do cano. Observe a mão esquerda. Se possí-
vel manter os olhos abertos.
Figura 1
Posição vista de costas e de cima, a coluna vertebral do atirador está
reta, o atirador está em um ângulo de cerca de 20° em relação com
a direção do tiro. O cotovelo direito para a direita e um pouco para
frente fornece ombros descontraídos e uma base larga.
Figura 3
Posição deitada vista da esquerda. O apoio da mão esquerda deve se
encontrar 15cm acima do solo. Observe o espaço entre o olho e o
dióptero. Na posição deitada o atirador deve se esforçar para ter seu
olho a 5-10cm do dióptero.
Figura 4
Posição deitada vista da direita. Observe a posição da mão esquerda
e a posição da bandoleira. A mão direita deve segurar a coronha, sem
o que um bom tiro é impossível.
R. Siegl na posição de pé, vista do alto. Posição dos pés quase na
abertura dos ombros.
R. Siegl, posição de pé vista de frente e de costas. Posição da cabe-
ça natural. O ventre saliente. O peso do corpo está repartido nos
dois pés. O centro de gravidade deve se encontrar entre os dois
pés.
Posição de pé de direita e de esquerda. Observe a posição natural
da cabeça devido à elevação da arma e contra o ombro. Veja como
o quadril está deslocado para a frente.
Várias posições da mão esquerda na posição de pé. O gancho da
coronha está deslocado em 3cm no máximo. Isto torna possível
uma posição natural da cabeça durante a mira. As fotos foram ti-
radas deliberadamente sem luva na mão direita, para bem mostrar
a posição dos dedos.
Posição de joelho vista de cima. Veja a posição reta da cabeça, des
contração dos ombros e das costas arredondadas (em curvatura)
Veja a postura da arma na mão esquerda.
R. Siegl, posição de joelho vista de frente. Demonstração com tênis
de basquete. A arma está inclinada pará o interior, para obter um
posição da cabeça normal e não contraída. Ombros descontraídos
Veja a posição da mão esquerda e a colocação da bandoleira. A per
na esquerda está reta vista de frente. A ponta do pé esquerdo esta
virada para o interior. O antebraço e a coxa esquerda formam uma
linha reta.
A posição vista da direita e da esquerda. Observar a posição da mão
esquerda e da mão direita. A mão direita se apoia na coronha para
permitir um bom tiro. A arma deve também estar elevada tanto
quanto possível, para permitir uma posição normal da cabeça. A
linha do pé-joelho esquerdo está vertical. Nos atiradores com pernas
compridas o pé será um pouco avançado. A coxa direita deve se
encontrar quase em 80° da direção do tiro.
4 - TREINAMENTO DA CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
(A2)
Por isto, nós compreendemos os exercícios ou es-
portes que reforçam a circulação, o coração e os pulmões.
Isto acontece nos esforços contínuos. Neste treinamento
dos órgãos entende-se: a natação, o mergulho, a caminha-
da, a marcha, passeios nas montanhas, bicicleta, remo,
passeios prolongados (semelhante ao Cooper).
Deve-se escolher uma atividade e tanto quanto pos-
sível praticá-la uma vez por semana. Mais tarde, se precisa-
rá aumentar a dose para passar o estágio de acomodação.
É recomendado conduzir o treinamento por intervalo.
Suas vantagens devem ser utilizadas como nos exemplos
seguintes:
Caminhada (marcha) 200m, 70% da força, em segui-
da o mesmo percurso lentamente, refazer este percurso 5
a 10 vezes, mais tarde com a continuidade 10 a 20 vezes.
Esta mudança entre esforço e repouso pode se fazer em
outros esportes. Escolhemos o exemplo precedente, por-
que está à mão de maneira a facilitar a maioria dos atira-
dores. Conduza seu esforço de maneira a chegar em 180
pulsações. Depois do esforço faça o repouso. O segundo
esforço deve começar com 90/100 pulsações. Para maiores
detalhes você pode voltar à leitura e fixação do treina-
mento dos órgãos.
tar os pontos importantes de treinamento nas 3 posições.
Diante desses números encontram-se as letras: D, deitado;
P, de pé e J de joelho.
a — Abreviações para o treinamento com carabina
1 — Treinamento em seco para aprender a posição
exterior e melhora da condição especial.
2 — Treinamento em seco para melhora da posição
interior. Neste treinamento se faz a concentração na per-
feição (aperfeiçoamento) da posição. É uma forma de trei-
namento autógeno da posição e será melhor efetuado num
quarto sem barulho e mesmo na obscuridade.
3 — Treinamento do disparo. Este treinamento é
em seco e com balas. Recomenda-se também atirar em um
alvo em branco. Nestes treinamentos, a concentração so-
bre o tiro e o atirar é importante. O número de pontos e
os 10 exercem pouca influência.
4 — Treinamento com bala para melhora das per-
feições técnicas ou aprendizagem, por exemplo, de ele-
mentos táticos (ritmo de tiro, mira, postura depois do ati-
rar). Tudo isto se abriga sobre a rubrica "treinamento téc-
nico".
5 — Controle de resultados ou treinamento de re-
sultados visando sobretudo à postura para obter o ponto
mais alto.
5 - PLANO DE TREINAMENTO DE CARABINA
Salientamos os elementos 1-5; servem para apresen-
Dia Elemento t/min. Notas
CARABINA-JANEIRO
Ponto de importância para o mês:
Pôr-se em uma boa condição geral.
Os atiradores iniciantes ou que cometem erros de posição
devem, desde o meio de janeiro, começar o treinamento em
seco. Isto é necessário pela razão de que será preciso para
eles mais tempo para fazer suas pesquisas.
1
a
semana Condição geral.
Segundo as possibilidades, caminhada ou marcha no lugar
de treinamento. De preferência mudar o ritmo uma vez
lentamente, uma vez mais rápido, finalmente marchar se
descontraindo. Se você nada, de preferência esforços por in-
tervalos, igualmente se descontrair nadando.
Tente mudar seu meio de treinamento, isto é, você deve na-
dar se caminhou na primeira vez, ou o inverso. É preciso,
ainda uma vez, enfatizar que obtenha um bom reforço dos
órgãos por meio de pular corda.
Caminhada, eventualmente em natação ou caminhada livre.
Qualquer que seja a disciplina, procurar o esforço.
Uma vez descontraindo, uma vez com esforço, uma vez des-
contraindo.
1 A2 60/120
2 A2 120
3 A2 100
3 A1
Dia Elemento t/min. Notas
1 Al
1 A2 20
2 A2 60
A1
3 A2 120
A1
1 D1 30
15
2 A2 60
2ª semana
Ponto importante: condição geral.
Uma vez descontraindo, depois uma vez com esforço (isto
é, fazer exercícios rapidamente um após o outro, sem pa-
rar). Para ter condição, uma vez descontraindo para equili-
brar. Entre os dois, intercale uma pausa de 10 minutos.
Abrir a janela e fazer os seguintes exercícios:
1 — 10 a 20 flexões de joelho;
2 — inspirar profundamente ao mesmo tempo em que se
levantam os braços, expirar se agachando 10 vezes;
3 — 5 vezes um minuto, saltar no mesmo lugar em uma
ou nas duas pernas, ou alternativamente, depois de cada
minuto ter 30 segundos de repouso.
Treinamento por intervalos no campo (bosque) ou na pis-
cina. Aquele que não tem essas possibilidades, treinar
com a corda. No início, esforço mínimo, quando estiver
aquecido, aumentar o esforço, por exemplo, 6 vezes 200m,
em seguida se descontrair em mais ou menos 100m. Na na-
tação, 5 vezes 50m, em seguida, ainda 50m e 3 minutos de
repouso. Salto com corda, saltar um minuto, um minuto de
repouso, alternativamente recomeçar 10 vezes.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Passeio ou marcha, pouco importa, mas deve haver aí um
esforço.
3
a
semana
Ponto importante: condição geral todos os dias.
Todos os dias.
Para este treinamento, vestir-se com a roupa de tiro que vai
usar mais tarde para o treinamento com balas ou em compe-
tições. Você entra numa fase muito importante. Observe
muito seriamente sua posição exterior. Observe suas parti-
cularidades individuais (braço longo, pescoço forte, etc).
Não se diz que a posição de seu companheiro de treinamen-
to seja válida para você.
Se você não está contente com a posição, faça as mudan-
ças mais possíveis e acessíveis. Agora você tem ainda tem-
po, mais tarde isto será mais difícil.
Ginástica especial para atiradores de carabina:
1—20 flexões de joelhos;
2—10 flexões de braços em posição estendida.
Neste exercício, esforço máximo. Isto significa que depois
de um esforço de 10/15min. você faz uma pausa que corres-
ponde a sua necessidade pessoal, em seguida você retoma
o esforço seguinte. É importante que o esforço seguinte
não aconteça quando estiver completamente em repouso,
mas um pouco mais adiante.
Dia Elemento t/min. Notas
Um bom meio de treinamento durante este período con-
siste em caminhar por intervalos (3 a 5 mil metros, ou
em nadar 500 a 700 metros).
Observe com muito cuidado sua posição em pé. Lembre-se
que é muito difícil mais tarde perder um mau hábito, isto
porque é preferível aprender logo com perfeição. Os inician-
tes que experimentaram curvaturas nas costas, em seguida a
este treinamento, não o devem interromper. Estas dores de-
saparecem com o tempo.
Os atiradores que tiveram má posição no ano anterior de-
vem reiniciar desde o início o treinamento para melhorar
mais e mais.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
4
a
semana
Ponto importante: condição geral.
Todos os dias.
Este treinamento com o máximo de esforço. É preciso insis-
tir no fato de que você aprofunda os fundamentos que lhe
trarão resultados. Nos meses seguintes, você terá de se
ocupar das posições e ficará pouco tempo para os outros
elementos de treinamento. Verifique sua capacidade para o
trabalho, por meio dos exercícios seguintes:
300m nadados em 7/8 minutos;
1 .000m de caminhada em 4 minutos.
Prestar atenção em suas roupas de tiro, principalmente nos
sapatos que vai usar mais tarde, em competição. O rolo de
joelho é também importante, sua grossura vai depender de
suas medidas. Exercite hoje 2 x 20 minutos. Preste atenção
nos elementos de base da posição. Não é preciso copiar a
posição de um campeão do mundo, se suas medidas não são
idênticas às dele.
Ginástica especial para carabina.
Igualmente, este treinamento com o máximo de esforço.
Você pode pedir à sua família para participar e fazer uma
caminhada dominical de 3 a 4 horas. Isto lhe fará melhor do
que comer carne de manhã ou ficar sentado em um café
diante da TV. O que você deve ter obtido:
— Sua constituição deve estar melhorada. Para muitos o pe-
so depois das festas terá abaixado alguns pontos.
CARABINA-FEVEREIRO
Pontos importantes do mês:
1 — trabalhar a posição exterior;
2 — manter e/ou melhorar a forma física.
Os atiradores de classe que têm uma boa posição podem
abreviar o treinamento especial. Os atiradores com má posi-
ção devem já começar a trabalhá-las intensamente.
1
a
semana
Ponto importante: posição exterior.
Dia Elemento t/min. Notas
A1
1 P1 60
A1
2 J1 60
3 A2 120
A1
1 A2 60
2 P1 60
A1
3 A2 120
A1
1 A2 60
Todos os dias.
Tome a posição que você elaborou como sua. Você conhe-
ce os elementos desta posição, os quais deve observar com
atenção. Quando você encontrar uma boa posição faça as
marcas para seus pés no chão e lembre-se dos detalhes de
sua posição. Agora mantenha cada posição de 30 a 60 se-
gundos a fim de habituar sua musculatura. Se você sentir-se
mal nas costas, faça uma pausa e depois alguns exercícios de
ginástica compensatória.
Uma vez descontraído para compensar.
Exercite 3 x 20m, tente cada vez reencontrar a mesma posi-
ção. Preste atenção (a mesma posição) nos diversos pontos
da posição e compare-as com a ginástica especial para cara-
bina.
Neste treinamento você deve exercitar o máximo esforço
para a circulação e respiração, a escolha do meio depende
de você. Depois deste exercício você deve se sentir fatigado.
2
a
semana
Ponto importante: posição exterior e condição especial.
Diariamente, uma vez.
Os atiradores que não podem andar nem nadar devem fazer
os exercícios seguintes, diante de sua janela ou varanda:
— relaxar, saltitar nos dois pés ou em cada pé alternadamen-
te 1 minuto;
— pernas abertas, dobrar o corpo, braços levantados.
Na volta à posição direita, inspirar profundamente. Expirar
oscilando o tronco para a frente:
— caminhar no lugar, levantando os joelhos até o peito
(1 minuto);
— exercícios respiratórios levantando e abaixando os bra-
ços. Aconselha-se para estes treinamentos pôr uma vesti-
menta quente.
Procure de novo sua posição. Não trabalhe ainda diante de
um ponto de referência, encoste-se em uma parede. A os-
cilação de seus braços o alarmará. Mantenha cada posição
1 minuto. Repouse durante 1 minuto. Não atire.
Relaxar 1 minuto, pausa, esforço 1 minuto, relaxa 1 minuto.
Neste treinamento você deve fazer o máximo de esforço pa-
ra a circulação e respiração. A escolha do meio depende de
você. Depois deste exercício você deve se sentir fatigado.
2
a
semana
Ponto importante: posição exterior e condição especial.
Diariamente, 1 vez.
Os atiradores que não podem nem andar nem nadar devem
fazer os exercícios seguintes diante de sua janela:
Dia Elemento t/min. Notas
— relaxado, saltitar nos dois pés ou em cada pé alternada-
mente durante 1 minuto;
— pernas abertas, curve o corpo, braços levantados. No re-
torno à posição direita, inspirar profundamente. Expirar
movendo o tronco para frente;
— caminhar no lugar, levantando os joelhos até o peito (1
minuto);
— exercícios respiratórios levantando e abaixando os bra-
ços. Aconselha-se para estes exercícios uma vestimenta
quente.
Procure de novo sua posição, não trabalhe ainda contra
ponto de referência, fique de encontro a uma parede: o mo-
vimento de sua arma o alarmará. Fique em cada posição 1
minuto, repouse durante 1 minuto. Não atire, relaxe 1 mi-
nuto. Pausa, esforço de 1 minuto, pausa, relaxe mais 1 mi-
nuto.
Faça uma marcha num parque. Se você se esfalfar (cansar),
caminhe lentamente uns 5 minutos. O esforço geral deste
exercício deve ser educado, muito bem cuidado.
3
a
semana
Uma semana de repouso.
4
a
semana
Ponto importante: condição especial e posição exterior.
Diariamente, 1 vez.
Pense ainda em sua posição impecável. Preste atenção
nos pontos importantes da posição (altura justa, o braço
deitado, posição da cabeça, colocação da bandoleira, o
alto do braço direito não muito distante do corpo, nenhu-
ma curvatura dos quadris, etc). Durante a respiração, o
cano deve se elevar e abaixar. Depois da última expiração,
começar a pontaria. Aqui, também, não trabalhar com ne-
nhum ponto de referência, mas permanecer contra um
alvo branco.
Relaxar 1 minuto, pausa, esforço de 1 minuto, pausa, rela-
xar 1 minuto.
Prestar atenção para encontrar exatamente a mesma posi-
ção, mesmo local e mesmo comprimento da bandoleira. Ob-
servar a posição da cabeça (a arma deve vir à cabeça e não a
cabeça à arma.) Você deve pôr seu boné de modo que possa
apontar com uma postura de cabeça normal, para ver atra-
vés dos diópteros.
Para este treinamento de 2 x 30 minutos, nenhum ponto de
referência, mas um alvo branco.
Ginástica especial para atiradores de carabina.
Este treinamento com esforço intensivo.
Aquele que pode fazer um passeio na montanha terá uma
agradável mudança.
Aqui, também, um esforço intensivo é preponderante.
2 P1 60
3 A2 120
A1
1 D1 60
A1
2 J1 60
15
3 A2 120
Dia Elemento t/min. Notas
CARABINA-MARÇO
Pontos importantes:
1 — melhora da posição exterior e aprendizagem da posição
interior;
2 — melhora da condição especial;
3 — manter as posições e a qualidade corporal adquirida.
1
a
semana
Ponto importante: começo do ensino da posição interior.
Diariamente.
Nesse meio tempo você encontrou sua posição exterior,
pequenas melhoras serão ainda necessárias, mas a forma ge-
ral da posição deve ser estabilizada.
Treine assim:
— procure a posição, com as vestimentas de tiro, sapatos,
etc. Manter cada posição 1 minuto, 30 segundos de pausa.
Sempre sem ponto de referência, não atirar, simplesmente
diante de uma parede branca.
Em casa, exercício de marcha, joelhos até o peito.
2 x 30 minutos. Durante estes 30 minutos você não deve se
levantar, mesmo se seu pé lhe incomoda, não mudar a posi-
ção. Seu braço terá movimentos horizontais, não se inquie-
te. Em nenhum caso você deve tentar remediar o movimen-
to por meio da força muscular, este será o erro mais crasso
que você poderia cometer.
Treinamento com o máximo de esforço. O melhor seria a
caminhada, e a natação (se possível por intervalos).
2
a
semana
Ponto importante: posição interior e condição especial.
Todos os dias.
2 x 30 minutos. Cole um esparadrapo na parede. Na inspi-
ração e expiração, a arma sobe e desce. Observe que na úl-
tima expiração a arma se encontra em face de sua marca.
Não usar força para manter a arma em sua mira; prestar
atenção para que a arma não mude, não mirar muito tempo,
no máximo 5/6 segundos.
Flexão de joelhos ou exercícios de marcha no mesmo lugar.
Observar os detalhes, tais como: colocação da bandoleira,
da mão esquerda. Anote em que medida sua posição se es-
tabiliza.
Observar pequenas coisas como: acomodação da arma da
posição deitada para a de pé. Notar também qual é a estabi-
lidade de sua posição.
Ginástica especial para carabina.
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Dia Elemento t/min. Notas
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Segundo possibilidade, um treinamento com esforço mode-
rado.
3
a
semana
Ponto importante: condição especial e aprendizagem da po-
sição interior.
A condição especial já deve estar melhorada. Preste atenção
na descontração de sua posição. Toda cãibra deve encontrar
seu remédio. Aponte durante os 30 primeiros minutos, des-
contraia sua posição. A partir de agora todo treinamento
tem por fim a condição.
Relaxar uma vez para equilibrar a musculatura fatigada.
Este treinamento com o esforço máximo. Fatigue-se até fal-
tar forças e cuide deste treinamento como uma escola de
vontade.
Tente não se levantar durante este tempo. Se isto não é pos-
sível, pare depois de 30min. Concentre-se nestes pontos:
1 — relaxamento dos ombros, mais o direito;
2 — relaxamento do braço esquerdo. O braço e a arma são
seguros pela bandoleira, e não pelos músculos;
3 — a perna esquerda deve se manter só. Inspire profunda-
mente, expire normalmente e relaxe os músculos tensos.
Observe que sua posição seja estável no rolo.
Você deve levar toda sua concentração à sua posição. Ago-
ra não manter por longo tempo a pontaria depois da oscila-
ção, no máximo 10/12 segundos.
Relaxe uma vez para se equilibrar.
4
a
semana
Ponto importante: aprendizagem da posição interior pelo
treinamento da concentração.
Nós começamos aqui uma aprendizagem concentrada da po-
sição interior. Você deve utilizar todos os recursos de sua
concentração, a fim de atingir um resultado. Eu recomendo
novamente o livro do Prof. Schultz, Introduction à
l'entraínement autogène. Ao lado do treinamento para
obter uma posição interior começa o treinamento das facul-
dades de concentração. A posição exterior e a condição es-
pecial são já supostas adquiridas.
Tome a posição tal como você aprendeu. Aponte a arma no
ponto de visada. Concentre-se 10 minutos sobre o relaxamen-
to da mão esquerda e do braço esquerdo. Procure já encon-
trar um ritmo de tiro; por exemplo, levantar a arma, inspirar,
expirar, inspirar, expirar, inspirar, expirar, apontar não mais
de 8 segundos. Repousar a arma, pegá-la novamente e reco-
meçar em seguida de pé. Faça este exercício em um mesmo
ritmo e, de vez em quando, com os olhos fechados. Durante
este tempo você deve cuidar em conservar seu braço e mão
relaxados. Depois de 10 minutos, concentre-se no relaxamen-
to do ombro direito, mas continue a observar o mesmo ritmo.
Dia Elemento t/min. Notas
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Este treinamento é um treinamento de condição. Um trei-
namento concentrado nos elementos individuais seria um
erro depois do exercício de concentração (veja os proble-
mas psicológicos de treinamento).
Relaxar uma vez para descansar.
Este exercício serve para melhora da condição especial.
Mantenha cada posição 1 minuto. Entre cada postura, 30
segundos de repouso.
2 x 20 minutos. Concentre-se durante os primeiros 20 mi-
nutos no relaxamento dos ombros bem como num ritmo de
tiro. Não atire ainda. Observe os movimentos de sua arma.
Depois destes 20 minutos, 5 minutos de repouso. Concen-
tre-se durante esta segunda sessão somente no relaxamento
dos ombros. Inspire antes de cada posição, profundamente,
e expire mais uma vez, em seguida mire.
Concentre-se durante os 20 primeiros minutos no relaxa-
mento dos ombros. Inspire profundamente, expire antes de
tomar cada posição. Ainda uma vez profundamente e doce-
mente durante tomada da posição. Em seguida comece a
pontaria.
Manter cada posição 1 minuto, em seguida 30 segundos de
pausa, a título de treinamento da posição.
Passeio com pouco esforço para descarregar os nervos.
CARABINA-ABRIL
Pontos importantes: aperfeiçoamento da posição interior,
trabalho de aperfeiçoamento do disparo.
1
a
semana
Ponto importante:atirar.
Treinamento em seco, concentrado num ritmo de tiro cor-
reto. Este treinamento é para atirar, primeiro sem visual.
Em seguida, atirar quando a arma está completamente imó-
vel. Depois de atirar, manter a arma.
Igualmente nenhum visual. Em seguida atirar quando a ar-
ma está imóvel. O tiro não deve influenciar a imobilidade
da arma.
Rápido, lento, rápido.
Dirigir a arma contra um alvo em branco ou uma parede e
atirar quando você pensar ter atingido o máximo de imobi-
lidade. Manter a arma. O fato de atirar não deve levar a
nenhum movimento perceptível. Faça esse exercício em seu
ritmo de tiro exato.
Tanto quanto possível com o máximo de esforço.
A concentração é mantida no tiro perfeito. Você se exerci-
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ta sempre sem visual. Observe o ritmo de tiro.
Igualmente para a posição em pé, observar o tiro. Con-
centre-se para este exercício. Você pode usar um visual,
mas atenção para não gatilhar quando pensar que sua
arma está apontada. Igualmente não force manter a arma
em posição. A oscilação é a prova de que você ainda não
está no ponto.
Com pouco esforço.
2
a
semana
Ponto importante: tiro.
Este treinamento com um alvo preto reduzido. Toda a con-
centração mantida no relaxamento e perfeição do tiro. Pou-
co importa onde você atira. Você já deveria estar automati-
camente centrado.
Igualmente com visual. Atenção: muitos atiradores agora es-
quecem de pressionar lentamente o gatilho, gatilham. Aten-
ção no ritmo, este já deveria estar automatizado.
Relaxar uma vez para descontrair e equilibrar.
O ponto importante é sempre o disparo. Observe de manei-
ra muito crítica a perfeição do disparo. O indicador não de-
ve nem arrancar nem ter um movimento rápido. Você deve-
ria começar a sentir seu gatilho e seu peso.
Atirar no ritmo desejado igual como em seco. Atire cuida-
dosamente, mesmo que a arma balance ainda horizontal-
mente.
Esforço máximo.
Passeio para relaxamento nervoso.
3
a
semana
Neste momento se opera a mudança do treinamento em se-
co para o treinamento com bala. Esta mudança não é sem
perigo para muitos atiradores. Os que aprenderam paciente-
mente, em casa talvez muito rapidamente, preocupam-se no
estande em razão de má atitude. O desejo e a certeza que
em seguida a um treinamento longo e árduo deve-se fazer
um ponto máximo, dá uma cãibra nos melhores atiradores.
Todos os pensamentos são dirigidos para o 10, e quando a
arma passa diante deste, gatilha. Não faça isto. Tome seu
tempo para assimilar as condições novas. Você treinou em
seco durante semanas numa distância de 2 a 5 metros. É
preciso que você se habitue à distância de 50m, mantenha-
se segundo as lições de seu treinamento, a fim de evitar fal-
tas e erros. É preciso dizer que, naturalmente, o tempo de
transição do treinamento em seco em casa e o treinamento
com bala pode passar sem muitas dificuldades. Isto depen-
de, no início da estação, das condições meteorológicas e ou-
Dia Elemento t/min. Notas
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tros fatores. Os atiradores que já possuem uma experiência
de competição só devem seguir o plano desta semana como
treinamento.
Ponto importante: melhora das perfeições técnicas.
Treinamento em seco: a concentração se consubstancia na
posição interior e no disparo.
Prestar atenção em todas as pequenas coisas, nas mudanças
trazidas à arma. Empunhar e disparar no ritmo.
Igualmente, posição perfeita, disparo perfeito, ritmo exato.
Fazer estes exercícios com a mesma concentração que du-
rante uma competição; 20 balas.
20 balas. Inspecione particularmente sua posição. Concen-
tre-se em sua técnica e não no 10.
Atire sempre 5 tiros, sem observação. 30 balas como segue:
10 balas em um alvo em branco, empunhar bem, disparar
bem, não procurar um ponto de impacto. Observe a perfei-
ção do seu disparo. 10 balas no alvo com visual negro, sem
observação. Atire mesmo se sua mira está no 8. Você não
deve de modo nenhum prender. 10 balas com observação.
Regule sua concentração no disparo. Empunhe depois do
disparo, observe se sua previsão (cantada) corresponde ao
local do impacto. Alegre-se de todo tiro que se encontra on-
de você cantou, mesmo sendo um 7. Leve o alvo para casa e
avalie os pontos não pelo seu total, mas pelos erros cometi-
dos. Se a dispersão corresponde ao movimento de sua arma,
tudo está bem. Se a dispersão é mais importante ou se há
disparos que você não pode explicar, você cometeu erros,
principalmente os erros de disparo. (Veja tiros que "can-
tou" e pontos de impacto.)
30 balas. Concentração em uma posição perfeita e no dispa-
ro. Controle-se se a "cantada" e o impacto correspondem.
30 balas como segue: 10 balas para alvo em branco para me-
lhorar o disparo. 15 balas no visual preto, sem observação.
15 balas com observação.
30 balas como segue: 2x15 balas em alvo sem observação.
No primeiro plano deste treinamento busca-se a acomoda-
ção à distância de 50m e melhora dos aperfeiçoamentos
técnicos da posição e do tiro.
Passeio. Avalie os pontos técnicos adquiridos e reveja os er-
ros a corrigir. Preste atenção nestes pontos durante a sema-
na seguinte.
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a
semana
Treinamento individual.
CARABINA-MAIO
Pontos importantes:
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1 — melhora dos aperfeiçoamentos técnicos: a) empunha-
dura; b) disparar;
2 — manutenção das condições especiais e gerais.
1
a
semana
Ponto importante: ensinamento técnico: a) postura; b) dis-
paro.
Treine com maior intensidade possível.
Ginástica especial para carabina.
60 balas no alvo como segue: atire 6x10 balas ou 12 x 5,
onde estão seus maus tiros. Relaxe 1 minuto com força,
2 minutos pausa, relaxe.
30 balas, procure o máximo de pontos.
30 balas, prestar atenção, não siga a linha.
30 balas, os disparos indecisos são contados abaixo da linha.
Deste tiro controlado, você deve tirar a lição. É principal-
mente importante que você saiba a razão de seus maus tiros.
2
a
semana
Ponto importante: ensinamento técnico, empunhar e dispa-
rar.
Concentre-se durante os 20 primeiros minutos no relaxa-
mento da posição e na imobilidade da arma. Não atire. Du-
rante os seguintes 20 minutos, concentre-se no disparo e na
manutenção de um bom ritmo.
Durante os 20 primeiros minutos concentre-se no disparo.
Em seguida, concentrar-se sobre o ritmo de tiro.
Relaxado para equilibrar o esforço.
40 balas como segue: 10 balas sem observação (ponto im-
portante: o ritmo); 10 balas sem observação (ponto impor-
tante: disparo); 10 balas: atirar rápido, não mirar muito
tempo; 10 balas: verifique se suas "cantadas" correspondem
aos impactos.
Esforço máximo.
40 balas.
40 balas, preste atenção durante este exercício de controle
dos resultados, no tempo utilizado.
40 balas; você não deve passar do tempo concedido.
3
a
semana
Ponto importante: ensinamento técnico: posição interior.
Concentre-se no relaxamento da posição, principalmente do
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braço esquerdo e da mão esquerda, bem como do ombro di-
reito. Exercitar o ritmo de tiro na respiração.
Durante os 20 primeiros minutos não disparar, mas obser-
var o relaxamento da posição. Durante os 20 minutos se-
guintes, concentre-se no disparo. Empunhar a arma diante
de um alvo branco.
Ginástica especial para carabina.
Treinamento com bala. Atire primeiramente 20 tiros em
um alvo em branco, em seguida 15 disparos no alvo sem
observação e 15 disparos com observação. Em primeiro pla-
no o disparo.
40 balas, busque para você o melhor método de repartir a
prova: ou você pára depois de 20 balas ou somente depois
de 30 balas. Este conhecimento lhe será útil durante as
competições.
Para equilibrar.
40 balas.
30 balas.
40 balas.
Concentre-se no gatilho e melhore seu ritmo de tiro.
Com esforço máximo.
4
a
semana
Ponto importante: melhora da posição interior.
Treinamento em seco. Durante os primeiros 20 minu-
tos concentre-se na imobilidade de sua arma, igualmente
no relaxamento da sua posição. Nos seguintes 20 minu-
tos disparar sem ponto de referência, não esquecer de
empunhar.
Ginástica especial para carabina.
Com 50% de esforço, segundo as possibilidades.
60 balas.
50 balas.
40 balas.
Que fraqueza ou que defeito você ainda nota?
CARABINA-JUNHO
No treinamento especial nós reservamos uma semana de
pausa. Esta semana será utilizada para o treinamento corpo-
ral. Naturalmente, você pode deslocar esta semana, se isto é
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necessário em razão da competição. A titulo de conselho,
dizemos que o melhor momento para esta pausa seria após
uma competição importante.
1
a
semana
Ponto importante: melhora da condição geral e especial.
Relaxar um minuto com esforço sem interrupção, 2 minu-
tos pausa, relaxar.
Ginástica especial para atiradores de carabina.
Tanto quanto possível caminhar com esforço intercalado.
Ginástica especial para carabina.
Este treinamento com esforço máximo.
2
a
semana
Ponto importante:ensinamento técnico:disparar.
Treinamento em seco, 10 minutos em um alvo em
branco, a concentração se faz no movimento do gatilho.
Nos 30 minutos que seguem igual treinamento no dispa-
rar com ponto de referência; preste atenção em seu ritmo
de tiro.
Concentre-se durante os 10 primeiros minutos em uma posi-
ção perfeita e relaxada (não disparar). Em seguida à concen-
tração, passe ao disparo.
60 balas. Preste atenção no tempo (120). Fixe em um resul-
tado a obter. Neste treinamento para os resultados não se
deixe levar por reflexões que nada têm a ver com o tiro.
Concentre-se no aperfeiçoamento do conjunto técnico.
Atenção em seu ritmo de tiro, que é importante na posi-
ção deitada. O valor deste treinamento para os resulta-
dos é menos o número de pontos que os erros que você
descobre.
Para equilibrar com um esforço médio.
50 balas, fixe um resultado a obter para cada série de 10;
por exemplo, não atire abaixo de 85. Concentre-se princi-
palmente no aperfeiçoamento de sua técnica, sem erro, se o
tiro (disparo) não sai como você deseja. Saber descansar é
um trabalho de caráter e é uma qualidade para obter bons
resultados.
40 balas. Igualmente para a posição de pé. No começo, se
você nao encontra a posição desejada, levante-se e atire
2 x 20, ou 30 e 10.
3
a
semana
Ponto importante: melhora da imobilidade da arma.
Para este treinamento não atirar. Concentração no relaxa-
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mento da posição. Exercite em pôr no ombro a arma e a
respirar. Anote em seguida a posição de sua arma durante
a pausa respiratória e durante a mira. Seu braço esquerdo e
sua esquerda estão relaxados?
Tome sua posição. Segure-a no princípio (5-10 minutos),
somente contra a parede. Em seguida, somente em um pon-
to de referência. Não atire, concentre-se no relaxamento da
posição e na manutenção do ritmo. Preste atenção na res-
piração como durante o treinamento com balas ou durante
a competição. Observe o aperfeiçoamento de sua postura.
O que você ainda deve fazer?
Relaxado uma vez para equilibrar a musculatura posta para
contribuir no exercício.
20 a 30 balas como a seguir:
— procure uma posição perfeita, em seguida faça de 5 a 10 mi-
nutos de treinamento em seco, durante os quais você obser-
va se tudo caminha bem. Em seguida, 10 disparos em alvo
sem observação. Entre cada disparo com bala, um disparo
em seco que será objeto de tanta concentração como o dispa-
ro com bala. 10 disparos com observação. Concentre-se no
aperfeiçoamento da saída do disparo. Não se enerve por 8 ou
9, desde que o conjunto de movimentos tenha sido perfeito.
40 balas.
40 balas.
40 balas.
No dia anterior, fixe os resultados a obter para cada uma
das posições; por exemplo, deitado: 390, joelho: 380, em
pé: 360. As normas escolhidas devem estar nas suas possibi-
lidades, mas não muito baixas, sem o que você não teria es-
forço para fazê-lo.
4
a
semana
Ponto importante: melhora da perfeição do soltar o tiro.
Treinamento em seco para melhora do aperfeiçoamento do
tiro. Primeiramente 15 minutos sem ponto de referência no
alvo em branco. Em seguida, com ponto de referência. Em
todo caso só atire quando a arma está, segundo sua opinião,
o mais imóvel possível. O tiro não deve influenciar a oscila-
ção da arma.
Concentre-se 10 minutos na posição e só levantar se ela não
está no ponto. Em seguida, 30 minutos de tiros.
Relaxado para equilibrar.
40 balas, mas aqui prestar atenção no tiro ao mesmo tempo
que no ritmo de tiro.
40 balas como segue: as 10 balas iniciais em um alvo em
branco, 15 balas em um alvo sem observação (observe então
onde estão as balas mal-atiradas), 15 balas com observação,
anunciar e observar se o prognóstico do tiro está correto.
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20 balas.
20 balas.
20 balas.
Ainda uma vez fixe um resultado a alcançar hoje, e observe
se você melhorou durante os dois (2) últimos meses.
Com esforço máximo.
CARABINA-JULHO
Ponto importante: manter e melhorar os aperfeiçoamentos
técnicos.
1
a
e 2
a
semanas: Pausa.
Pelo que já foi dito, você sabe que uma pausa no treinamen-
to é tão importante como os exercícios concentrados. Mui-
tos atiradores se vangloriam a este respeito, treinam sem pa-
rada e crêem que mais treinando, melhores resultados
obtêm. As pausas recomendadas aqui podem ser feitas em
outra época. Esta aqui está concebida em vista dos campeo-
natos no Brasil se iniciarem em setembro. Utilize a liberdade
dessa pausa o melhor que pode, não prosseguindo num trei-
namento corporal muito intenso; por exemplo, passeios ou
natação diária.
3
a
semana
Ponto importante: manutenção e estudo dos aperfeiçoa-
mentos técnicos.
Procurar encontrar exatamente na sua posição e controle-se
em todas as sutilezas. Exercite de novo a colocação da arma
no ombro e o ritmo exato. Concentre-se no relaxamento da
posição.
Mesmas observações que para a posição deitada.
Ginástica especial para carabineiros.
Treinamento em seco para melhorar a perfeição do disparo.
Mo inicio sem ponto de referência, prestando atenção em
um disparo perfeito.
No início, tudo verificado, começar o treinamento do
disparo.
Relaxado para equilibrar.
30 balas, preste muita atenção no disparo.
40 balas, 10 balas em alvo branco, 15 balas no alvo com vi-
sual sem observação, 15 balas com observação depois de
"cantar" o resultado.
40 balas, 15 balas em alvo sem observação, 15 balas com
observação, para as últimas 10 balas dê um ponto para atin-
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gir, dentro do controle de suas capacidades.
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a
semana
Ponto importante: aprendizagem técnica.
Treinamento em seco. Concentre-se nos pontos impor-
tantes da posição: postura da cabeça, relaxamento dos
ombros.
Treinamento em seco, a concentração se apoia no aperfei-
çoamento do disparo.
A concentração deve incidir sobre o relaxamento do braço
esquerdo, da perna esquerda e dos ombros. Observe bem de
perto sua posição interior.
A concentração se transfere para o disparo.
Relaxado.
20 balas, depois de cada disparo com bala um disparo em
seco. Preste atenção no ritmo do tiro.
20 balas, depois de cada disparo como para a posição deita-
da um disparo em seco. Repousar, quando no início do dis-
paro a arma se põe a mexer.
30 balas, 15 balas sem observação, 15 balas com obser-
vação. O treinamento de hoje tem por meta a melhora
da técnica e do automatismo do tiro. Não conte seus
pontos.
Sem esforço para equilibrar.
40 balas.
40 balas.
40 balas.
No controle de seus resultados, preste atenção em uma téc-
nica perfeita, bem como no ritmo de tiro. Avalie seus pon-
tos tão precisamente quanto possível.
CARABINA-AGOSTO
Ponto importante: manter e melhorar os aperfeiçoamentos
técnicos.
1
a
semana
Ponto importante: melhora da posição interior e do disparo.
Este treinamento com esforço máximo é melhor por inter-
valos.
Concentre-se durante os 5 a 7 primeiros minutos no relaxa-
mento do braço esquerdo, e durante os últimos 5 a 7 minu-
tos no relaxamento dos ombros.
Dia Elemento t/min. Notas
Treinamento em seco para melhora do disparo em relação
com o ritmo do tiro.
Sem ponto de referência, posição relaxada, prestar aten-
ção no ritmo.
Em seco, só atire quando a arma, segundo sua opinião,
está imóvel; se não descansar.
60 balas. Aprecie este controle de sua capacidade, não so-
mente pelo número de pontos, mas procurando as fraque-
zas ou defeitos.
Com 50% de esforço.
2
a
semana
Ponto importante: melhora da condição especial.
Tomar a posição durante 1 minuto. Não atirar. Entre as po-
sições, 30 segundos de pausa.
Durante este treinamento, não se levantar. Prestar atenção
somente na perfeição da posição.
Ginástica especial para carabina.
20 balas, depois de cada bala um disparo em seco.
20 balas, como de pé. Durante este treinamento procurar os
erros individuais, as fraquezas, por exemplo, não continuar
empunhando depois do tiro, apontar muito tempo, hesita-
ções durante o disparo.
40 balas.
40 balas.
40 balas.
Quais são as fraquezas que você ainda nota?
3
a
semana
Ponto importante:treinamento técnico:empunhar e disparar.
Nadar ou caminhar com esforço pleno.
Sem ponto de referência. O movimento da arma não deve
ser aumentado pelo movimento do gatilho.
Ainda só concentrar-se no relaxamento da posição.
Concentre-se no relaxamento dos ombros.
Ginástica especial para carabina.
30 balas sem pausa.
40 balas (2 x 20)
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50 balas, depois de 30 balas, 10 minutos de repouso.
4
a
semana
Ponto importante: preparação individual na competição.
Com esforço médio.
Relaxe uma vez.
Mantenha seu ritmo e preste atenção no relaxamento da po-
sição.
Em seco (empunhar e disparar).
Concentre-se em uma posição perfeita, bem como no tiro.
Treinamento individual. Se você é um atirador que, uma vez
os bons resultados atingidos pode ser negativamente influ-
enciado, atire em um alvo que você tenha retirado os 9 e
10. Outros atiradores atingem a confiança quando atingem
resultados elevados. Você se conhece e deve decidir as pre-
parações que lhe faltam. 2 ou 3 dias antes da competição
você não fará treinamento algum. O que você sabe agora
não aprende em dois dias.
6 - PLANO DE TREINAMENTO DE PISTOLA LIVRE
S1 — Empunhar a arma na boa posição.
É um ponto muito importante para o tiro com ar-
mas curtas.
Este elemento pode ser feito sem ponto de referên-
cia.
Através deste treinamento procura-se trabalhar a po-
sição exterior do atirador e estabilizá-la. Além do mais de-
ve permitir obter-se a imobilização da arma.
S2 - Igual a S1.
Ao punho do atirador deve estar amarrado um peso
de 300 a 500g. Este peso não deve fazer o punho ficar
rígido e não deve descer muito. Por meio deste treinamen-
to obtém-se uma melhora da condição especial do braço.
S3 — Segurar a arma em posição de tiro.
O ponto importante está na manobra do gatilho. Só
se deve atirar quando a arma está estável e a mira correta.
Neste treinamento o atirador não deve ter ponto algum de
referência, mas tomar a posição diante de um alvo branco.
Este treinamento pode igualmente ser feito na obs-
curidade. O atirador não vê o movimento da arma e não
perde a concentração no gatilho. Um outro ponto deste
treinamento é obter a coordenação entre empunhar e dispa-
rar até a perfeição.
S4 — Empunhar a arma na posição.
Sobre um alvo em branco, desenhar um grande pon-
to preto que serve de ponto de referência. Deve ser da
grossura tal que do ponto onde você está a massa da mira
terá metade do diâmetro (ver desenho).
A mira perfeita, durante a empunhadura, a arma
não deve sair do ponto de referência. Para os iniciantes,
este ponto de referência pode ser maior.
Depois do treinamento bem executado, pode ser re-
duzido. Para este exercício você deve fechar os olhos um
ou dois segundos durante a empunhadura. Mesmo com os
olhos fechados você deveria manter uma boa mira e ficar
no ponto de referência (ver o capítulo Sentido dos Mús-
culos).
Para este exercício você não deve atirar.
S5 — Treinamento igual ao de S4, você agora pode atirar.
Você terá desse modo a possibilidade de controlar o
aperfeiçoamento de seu disparo. Se em S4 valia a pena fi-
car no ponto de referência, o mesmo será em S5. Por ou-
tro lado, o movimento no gatilho não deve afetar a estabi-
lidade da arma. Se isto não é o caso, retorne a fazer os
exercícios de S3. A meta deste exercício é o controle do
aperfeiçoamento da empunhadura e do disparo.
S6 - Tiro com bala em alvo em branco.
Este treinamento é particularmente importante por-
quer marca a passagem do treinamento de inverno em se-
co para o da primavera com bala (em país que há inver-
no). Não se deve, imediatamente, buscar resultados (pon-
tos), mas se habituar aos problemas do tiro com bala. Vo-
cê conhece a magia do preto e da bala. É preciso que
você se habitue à distância de 50m. Você treinou em seco
e para você a distância de 3 a 5m é enganosa. Agora são
50m para a pistola livre e 25m para o grosso calibre.
S7 — Atirar no alvo e contar os pontos.
Você deve atirar sem observação. Desse modo você
mudará a posição de seu ponto de referência. Não é preci-
so fazer nenhuma correção de mira. É preciso atirar sem
problema. Depois de 20 a 50 disparos, recolher o alvo e
contar os pontos (ver também o capítulo Avaliação dos
Alvos e dos Impactos). De acordo com as faltas que você
descobre, durante os próximos dias você deve fazer um
treinamento individual para remediar estes erros.
Para alguns atiradores o número de pontos é, com
freqüência, uma causa de confusão. É por isto que se
aconselha sempre a cortar o 9 e o 10 e por este método
só ver os erros. Este método é muito utilizado por muitos
atiradores antes das competições. Você só verá seus erros
e não será incomodado por um determinado resultado.
S8 - Controle de resultados.
Para este treinamento você deve atirar com o desejo
de ganhar. Você deve fixar um índice mantido no quadro
de suas possibilidades e buscar alcançá-lo. Igualmente vo-
cê pode utilizar métodos diferentes cuja variedade assegu-
re ao treinamento um maior êxito.
Procure um parceiro de força igual a sua, ou faça o
tiro por etapa. Como vê, a seqüência de movimentos pará
chegar ao disparo é dividida em elementos de base.
O deslocamento de um exercício para outro permite
ao atirador, como aos demais desportistas em todos os
outros esportes, evoluir do simples para o complexo. Por
meio deste treinamento em etapa, o atirador verifica, ime-
diatamente, onde estão suas fraquezas.
Ele possui um sistema para treinar e para variar seu
treinamento.
Para treinar, precisa de: — haltere de 1,5kg a 3kg;
— 1 peso de braço de 150 a 500g;
— 1 rolo para reforçar o punho;
— uma tira de câmara de ar.
Posição de pistola livre. Heinz Mertel, os pés
sensivelmente na posição vertical dos om-
bros. O peso do corpo está igualmente repar-
tido nos dois pés, ombro descontraído, posi-
ção da cabeça normal, os dois olhos abertos.
Observe a posição perfeita descontraída.
Heinz Mertel se põe quase em frente ao alvo
em oposição a muitos grandes atiradores do
mundo. Durante mira, os dois olhos estão
abertos.
Nesta imagem vê-se que mesmo a musculatu-
ra da vista está descontraída. A concentra-
ção está mantida na perfeição da técnica
do tiro.
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60/80
2 A1 30
30
3 S1 30
S2 15
1 S1 15
S2 30
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2 S2 20
S1 20
A1
3 A2 120
PISTOLA LIVRE -JANEIRO
Pontos importantes:
— chegar à condição geral;
- trabalhar a posição exterior.
Em janeiro você deve constituir os fundamentos físicos nos
quais fundamentará a seqüência de seu treinamento.
Os atiradores que querem ainda fazer qualquer alteração na
coronha não devem demorar a fazê-lo.
1
a
semana: nenhum treinamento.
2
a
semana: nenhum treinamento.
3
a
semana
Ponto importante: melhora da condição geral.
Caminhar ou nadar, esforço intensivo do coração e da cir-
culação sangüínea, de preferência por intervalo. Nos últi-
mos 10 a 15 minutos, relaxar.
Começar relaxado, a segunda vez mais tenso e a terceira vez
relaxado.
Treinamento com halteres, exercício de empunhadura para
reforçar a musculatura do braço. Segurar os halteres cerca
de 30 segundos cada vez. Este exercício é para o braço es-
querdo e o braço direito. No final, sacudir os braços para re-
laxar.
Procurar uma boa posição, prestar atenção que seus pés es-
tejam igualmente distribuídos e o peso sobre ambos esteja
igual. Tentar sempre segurar a arma do mesmo modo. Ainda
não atirar.
Treinamento de condição para melhorar sua força e para
melhorar a força de postura.
4
a
semana
Ponto importante: melhora da força da empunhadura.
Procure de novo encontrar uma boa posição.
Marque o lugar de seus pés, cada empunhadura cerca de 15
segundos. Quando repousar a arma, não solte sua coronha,
mas repouse como se faz quando a arma está carregada.
Ginástica especial para pistola.
Melhora da condição especial.
Procure de novo sua boa posição, grudar uma marca na pa-
rede como ponto de referência, não atire ainda.
Relaxando, com esforço, relaxando.
Caminhada, natação, ou outro esporte com esforço máxi-
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60
10
2 S1 10
S2 20
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3 S1 30
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3 S1 20
S3 15
10
A1
1 S1 10
mo. Procure variar seu esforço: uma vez forte, outra vez
fraco.
PISTOLA LIVRE - FEVEREIRO
Ponto importante: melhora da condição geral e especial
(força dos órgãos e musculatura).
1
a
semana
Ponto importante: melhora da força da empunhadura.
Esforço máximo segundo possibilidades.
Exercício de empunhadura com haltere.
Procure de novo sua posição e preste atenção à colocação
de seus pés.
Cada empunhadura, 15 segundos.
Relaxando, esforço, relaxando.
Preste atenção na posição de seus pés, bem como numa em-
punhadura perfeita da arma.
Para melhorar a condição especial.
Passeio para descontrair a tensão nervosa.
2
a
semana
Ponto importante: melhora da posição exterior.
Tomar uma boa posição, prestar atenção na respiração, en-
tre as empunhaduras, respirar profundamente.
A concentração se faz no trabalho do gatilho. Fazer este
exercício no escuro contra uma parede branca ou na obs-
curidade. Não utilizar ponto de referência.
Treinamento da condição com um peso amarrado no braço.
Não atirar.
Esforço físico máximo, se possível por intervalos, nadar,
correr, terminar por relaxamento.
Concentrar-se em tomar uma posição impecável.
Concentração no gatilho.
Ginástica especial para pistola.
Relaxado, esforço, relaxado.
3ª semana
Ponto importante: melhora das perfeições na empunhadura
e disparo.
Tomar uma boa posição com ponto de referência.
Dia Elemento t/min. Notas
Não utilizar ponto de referência. Concentrar-se em um bom
tiro.
Prestar atenção em uma boa mira e observar a importância
do equilíbrio de sua arma; você deve ficar em um círculo.
Passeio para equilibrar os nervos; relaxando, esforço, rela-
xando.
Ginástica especial para pistola.
Empunhadura com halteres, braço direito e esquerdo. Para
terminar, exercício de afrouxamento do braço.
Observe a imobilidade da arma.
Durante o tiro, a arma não deve saltar.
0 balanço de sua arma (o equilíbrio) deveria estar dimi-
nuído ou diminuindo.
Melhora da força de empunhadura.
4
a
semana
Ponto importante: Treinamento Individual.
Tentar, por um treinamento apropriado, remediar suas
fraquezas, tais como balanço da arma, mau disparo. 0 trei-
namento seguinte vai se basear no que você consegue rea-
lizar.
PISTOLA LIVRE - MARÇO
Pontos importantes do mês:
1 — ensinamento técnico; primeiro aprender o disparo;
2 — manter e melhorar a condição especial e geral.
1
a
semana
Ponto importante: posição interior.
Concentre-se aqui no relaxamento da posição. Os músculos
que não são postos a trabalhar devem estar relaxados. Tra-
balhe com um ritmo de tiro.
A concentração se faz no disparo.
Observe a perfeição de sua empunhadura e de seu disparo.
Para equilibrar depois da concentração.
Esforço máximo.
Tome a posição com halteres, direita e esquerda. Em segui-
da sacudir os braços para relaxar.
Empunhe contra uma parede branca e dispare somente
quando você pensar que a arma está imóvel ou o mais imó-
S3 20
S4 20
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15
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Dia Elemento t/min. Notas
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1 A2 60/120
10
1 S3 15
vel possível. Depois do tiro na posição, prosseguir com a
empunhadura e a mira. Observe o trabalho de encontrar um
ritmo de tiro.
Como se mantém sua arma durante o tiro?
Melhora da condição especial.
Ginástica especial para pistola.
2
a
semana
Esforço máximo; se possível, caminhada por intervalos ou
esforço por intervalo.
Tomar a posição com halteres para melhorar a força da em-
punhadura.
Melhora da posição interior e trabalho para estabelecer um
ritmo de tiro. Desde agora, quando você toma a posição,
você deve chegar muito perto do ponto de referência (sen-
tido do músculo).
A concentração se faz no gatilho. Trabalhe com um ponto
de referência, mas em nenhum caso, por causa desta razão,
atire rápido ou por arrancos.
A massa de mira deve ficar no ponto de referência durante
o tiro.
Melhora da força da empunhadura.
Relaxando, esforço, relaxando.
Melhora da posição interior; concentre-se no relaxamento
total da posição.
Atirar propriamente quando a arma, segundo você, atingiu
sua maior imobilidade. Não empunhe muito tempo. Repou-
sar quando a mira perde sua perfeição ou quando o esforço
no gatilho faz a arma saltar.
Como mantém a arma durante o tiro?
Cada posição ficar 15-20 segundos, para melhorar a força
da empunhadura.
3
a
semana
Ponto importante: coordenação entre a empunhadura e o
disparo.
Caminhar, nadar, sempre com esforço máximo.
Empunhadura com halteres; cada posição um minuto. Em
seguida, balançar os braços.
Observe a perfeição do disparo. A arma não deve trepidar
Dia Elemento t/min. Notas
S5 15
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3 S3 15
S6
S7
1 S1 10
S3 20
20
2 S6
quando você atira. Não se esqueça de empunhar depois de
atirar.
Concentre-se fortemente no disparo. Observe os elementos
desta ação.
Cada empunhadura 10 segundos. Conserve seu ritmo de
tiro.
Passeio para relaxar os nervos.
No estande, procurar a posição, empunhar e atirar.
20 balas. Concentre-se na mira e num bom tiro. Você nao
precisa observar seus impactos. Será errado, durante este
treinamento, procurar um ponto de referência no alvo.
25 balas sem observação dos impactos. Conte seus pon-
tos e procure descobrir suas fraquezas (veja avaliação dos
alvos e impactos). O número de pontos não importa, mas
demonstra o seu comportamento.
4ª semana
Ponto importante: evitar ainda certas fraquezas.
Que estágio você deve alcançar agora?
1 — Uma boa condição geral e especial em relação com a
força dos órgãos e músculos.
2 — A estabilidade da arma deve, em comparação com o pe-
ríodo anterior, estar seriamente melhorada.
3 — Você deve, no geral, ter encontrado seu ritmo de tiro.
4 — Você deve atirar de modo tão perfeito que a arma não
seja afetada.
PISTOLA LIVRE-ABRIL
Pontos importantes:
1 — melhora e aperfeiçoamento de pontos técnicos: empu-
nhadura e disparo;
2 — melhora da condição especial;
3 — trabalhar o ritmo individual do tiro.
A partir do mês de abril será preciso atirar pelo menos duas
vezes com bala e uma vez em seco. Os atiradores que não
podem atirar duas vezes com bala devem inverter:duas vezes
em seco e uma vez com bala.
1
a
semana
Ponto importante: melhora do disparo.
Início de treino.
Com ponto de referência, manter o ritmo de tiro.
Ginástica especial para pistola.
20 balas. Concentrar-se na mira. Só atirar quando a arma es-
Dia Elemento t/min. Notas
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3 S8
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2 S7
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2 S6
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3 S8
tá imóvel. Não esquecer de empunhar depois de atirar.
2 x 25 balas; apreciar os dois alvos e anotar os erros.
15 balas, estabeleça um total de pontos que deve ser alcan-
çado.
60 balas; prestar atenção para avaliação dos impactos. Faça
a conta de seus pontos e anote-os.
Treinamento com esforço médio.
2ª semana
Ponto importante: trabalho do ritmo de tiro.
Concentre-se na finalidade dos elementos já aprendidos.
Relaxando, esforço, relaxando.
30 balas; tente encontrar seu ritmo de tiro e mantê-lo;
não esqueça de descansar sua arma quando a empunhadura
não é boa no momento do atirar (soltar o tiro).
Observe se sua "cantada" e impacto correspondem (em
geral com 30 balas).
Treinamento de marcha com esforço médio.
20 balas; preste atenção em sua mira e no disparo.
50 balas no alvo do qual cortou o 9 e o 10. Onde estão seus
erros?
3ª semana
Ponto importante: melhora do ritmo de tiro.
Treinamento com esforço máximo; melhor por intervalos.
Manter a posição por intervalos, com halteres.
15 balas, concentre-se em um bom tiro.
Fazer um tiro por etapa, cerca de 60 balas.
60 tiros (balas) um tiro completo; fixe um resultado para
atingir, faça o total deste treinamento e tente descobrir seus
erros.
Observe o que se segue:
— A arma está imóvel?
— Como dispara?
— Preste atenção na mira.
— Empunhe depois do tiro.
— Sua "cantada" coincide com o impacto.
Dia Elemento t/min. Notas
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1 S1 10
4ª semana
Ponto importante: melhora do disparo.
Procure uma boa posição; observar o relaxamento da po-
sição.
A maior concentração no disparo. Repousar imediatamente
se a arma tremer.
Faça o menor arco de movimento possível.
A maior concentração no disparo. Repousar logo antes de
atirar, se a arma se põe a tremer.
Relaxando, esforço, relaxando.
Este treinamento no estande de tiro.
Observe os elementos estudados anteriormente.
15 balas. Preste atenção para que o disparo saia sem que vo-
cê faça esforço. Concentre-se cuidadosamente no disparo.
2 x 25 balas. Observe seus alvos e note se seu disparo está
bom.
Tiro completo, antes 5 minutos S1 e 10 minutos S3 para se
pôr em treinamento.
PISTOLA LIVRE - MAIO
Pontos importantes:
1 — aperfeiçoamento das qualidades técnicas;
2 — manter e melhorar as condições especiais e gerais;
3 — melhora do ritmo de tiro.
1
a
semana
Ponto importante: outras melhoras e manutenção das qua-
lidades físicas.
Marcha, natação ou outros com 70% de esforço.
Exercício de empunhadura com halteres.
Esforço máximo.
Relaxando, esforço, relaxando.
Ginástica especial para pistola.
Passeio ou outro tipo sem esforço físico crescente.
2
a
semana
Ponto importante: melhora das perfeições técnicas, empu-
nhar e atirar.
Observar a imobilidade da arma.
Dia Elemento t/min. Notas
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1 S4 10
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2 S6
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3 S8
S1 10
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S4 15
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Concentrar-se no disparo.
Observe a importância do equilíbrio de sua arma.
Como se mantém a arma durante o disparo?
Passeio para equilíbrio nervoso.
15 balas para iniciar o treinamento.
50 balas em um alvo sem 9 e 10. Onde estão os erros?
Pouco esforço.
Tiro completo. Preste atenção no seu ritmo de tiro. Faça a
contagem dos resultados.
3
a
semana
Ponto importante: Treinamento Individual.
4
a
semana
Ponto importante: empunhar a arma e disparar.
Como está sua arma?
0 disparo influi no equilíbrio?
Trabalhar sem ponto de referência, manter o equilíbrio no
tiro, manter a concentração no tiro.
15 balas; repousar cada vez que a arma começar a trepidar
ou o disparo sair inconvenientemente.
30 balas com a finalidade de eliminar faltas graves.
30 balas no alvo, avaliar o alvo não pelos resultados, mas pe-
la posição dos impactos.
Com esforço médio.
Tiro completo, mas antes 20 minutos de passeio, 5 minutos
S1 e 10 minutos S3. Qual o resultado destas preparações?
PISTOLA LIVRE-JUNHO
Pontos importantes:
1 — ensinamento tático;
2 — manter e melhorar os aperfeiçoamentos técnicos.
1
a
semana
Ponto importante: ensinamento tático.
Observe a imobilidade de sua arma.
Observe a perfeição de seu disparo.
Como em S1.
Como em S3. Faça este exercício com a maior concentra-
Dia Elemento t/min. Notas
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2 S6
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3 S1 10
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1 S2 15
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A2 20
2 S1 10
ção. Faça a maior concentração em todos os elementos.
Observe criticamente a perfeição dos 4 elementos. Onde vo-
cê ainda tem fraquezas a corrigir?
Passeio, cada tarde antes de se deitar; reproduzir mental-
mente o que deve ser feito para obter o disparo perfeito.
20 balas (eventualmente, antes de S1 em um alvo em bran-
co). Faça como se você estivesse em uma competição. 0
treinamento de hoje deve servir para reconhecer as fraque-
zas e onde elas se encontram, ou no início, no meio ou no
fim. Você deve, desse modo, encontrar o melhor momento
para repousar.
60 balas, tiro completo. Atire 2 x 30 em 2 alvos onde você
cortou o 9 e o 10.
Mesmo treinamento do dia anterior.
2
a
semana
Ponto importante: treinamento tático.
Esforço máximo, de preferência por intervalos.
Esforço máximo, de preferência por intervalos, tiro por eta-
pas; é possível que as etapas lhe convenham.
Empunhadura com halteres.
Passeio para relaxar os nervos.
Procure sua boa posição, preste atenção no relaxamento da
posição. Só começar a atirar quando tudo estiver preparado.
20 balas, a maior concentração no disparo. Repousar ime-
diatamente quando a arma se põe a saltar. Faça este treina-
mento muito cuidadosamente.
40 balas, num alvo sem 9 e 10. Observe se a "cantada" cor-
responde ao impacto. Quando você atingir o 9 ou 10, não
deve ver nenhum impacto.
20 balas com contagem de resultados. Fixe uma norma an-
tes de atirar.
3? semana
Ponto importante: ensinamento tático.
Apesar do peso no braço você deve manter a arma imóvel, o
peso não passando de 300 gramas.
Concentre-se na perfeição absoluta do disparo; descansar a
arma desde que ela oscile; observe cada tiro, preste atenção
para só olhar a massa da mira.
Passeio.
Trabalho preparatório; é preciso que você elabore uma nor-
Dia Elemento t/min. Notas
S7
3 S7
A2 30
ma de como se preparar antes de cada tiro; a musculatura
tem necessidade de um certo tempo para se aquecer.
60 balas; faça a experiência seguinte:
— 10 balas com observação;
— 10 balas sem observação e assim por diante.
Quais foram os melhores alvos? Com ou sem observação?
50 balas; o ponto importante deste treinamento é a melhora
do atirar. O número de pontos não o deve preocupar. Preste
atenção para sempre guardar o mesmo ponto de referência.
Verifique se você obtém sempre os mesmos impactos.
Faça a bicicleta, faça um passeio ou vá caminhar para relaxar.
4
a
semana
Ponto importante:
Você está fatigado com seu treinamento?
Então treine esta semana ou tente remediar certas faltas ou
erros. Se os seus resultados abaixaram por razões incompre-
ensíveis, não treine 15 dias pelo menos.
PISTOLA LIVRE-JULHO
Ponto importante: melhora da condição nervosa, por meio
do treinamento físico (recuperação ativa).
Para muitos atiradores é o princípio das férias. Você pode
mudar este plano de treinamento se suas férias acontecem
em outra época. Algumas anotações e conselhos, se porven-
tura durante as férias você abandona seu treinamento espe-
cial.
O tiro é um esporte no qual o nível atingido depende do es-
tado de nervos do atirador. É porque é importante variar o
treinamento tanto quanto possível, é porque você encontra
no plano de treinamento exercícios que servem para equili-
brar a tensão e o esforço, tais como passeio, natação, etc.
Suas férias são importantes. Não creia que seu nível será di-
minuído se você tirar 2 ou 3 semanas de repouso. Depois de
10 ou 12 dias de trabalho você recuperou todos os seus re-
sultados. Durante a parada de seu treinamento é preciso
prestar atenção no seguinte:
— muita atividade por meio de passeios, corridas, natação,
jogos;
— é preciso insistir no fato de que os passeios na montanha
têm uma influência positiva nos órgãos e no nosso influxo
nervoso.
Não é bom ficar no sol durante longas horas, bem como ter
uma vida noturna que prive o sono. Por outro lado, suas fé-
rias perdem seu interesse se você se esforça em fazer um
longo percurso em pouco tempo.
Mesmo durante suas férias, você deve, 2 vezes por semana,
fazer um treinamento físico intensivo; por exemplo 2 x 60
minutos A2.
Para manutenção de sua força especial, seria bom que você
fizesse exercício de empunhadura com halteres ou outro
peso.
Dia Elemento t/min. Notas
1 S1 15
S3 15
S4 10
S5 15
S2 15
2 S1 10
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3 S1 10
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S5 30
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2 S3 15
PISTOLA LIVRE - AGOSTO
Ponto importante: novo trabalho de aperfeiçoamento.
1
a
semana
Ponto importante: renovar seus conhecimentos no segurar
e no atirar.
Procure sua boa posição, preste atenção em uma boa posi-
ção dos pés e no relaxamento da posição.
Concentre-se inicialmente no disparo. Só atire quando a ar-
ma está absolutamente imóvel.
Para este treinamento, não utilizar ponto de referência, mas
uma parede nua.
Observe o equilíbrio da arma e preste atenção em uma boa
mira.
Preste atenção no disparo.
Para melhorar a força especial.
Contra um alvo branco procurar a boa posição.
Igual contra um alvo branco.
20 balas; concentre-se unicamente no disparar; repouse do
mesmo modo que quando a arma não está imóvel.
40 balas, em um alvo sem 9 e 10; concentre-se no conjunto
da posição e do trabalho técnico. Não empunhe muito tem-
po, além disso repouse com certa freqüência, preste atenção
em uma boa mira.
O número de pontos não tem nenhum papel importante
neste exercício.
Pôr-se em forma.
Pôr-se em forma.
60 balas; faça deste exercício uma competição; portanto,
no primeiro plano de aperfeiçoamento a técnica importa
mais que os pontos.
2
a
semana
Ponto importante: atirar e ritmo de tiro.
Fazer este exercício muito concentrado contra um fundo
branco ou numa câmara escura; a concentração se mantém
no disparar.
Apesar de o ponto de referência atirar convenientemente,
repousar imediatamente quando a arma pular.
Preste atenção em sua mira e na imobilidade da arma.
Treinamento em seco para se pôr em forma para o tiro com
balas.
Dia Elemento t/min. Notas
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S7
S8
A2 15
3 S1 5
S3 10
S8
2 x 30; primeira série em alvo sem 9 e 10, sem observação;
para a segunda série verifique se suas "cantadas" casam com
os impactos.
Sem esforço excessivo.
Este elemento duplo para preparar para o tiro seguinte.
60 balas; estabeleça para você uma meta a atingir.
3
a
. semana
Ponto importante: preparação para as competições.
Trabalhar a posição no ritmo de tiro sem ponto de referência.
Manter seu ritmo de tiro, prosseguir a empunhadura depois
de atirar, com ponto de referência.
Preste atenção no relaxamento de sua posição e num bom
disparo.
Com esforço médio.
Para preparar-se para o trabalho seguinte.
Para preparar-se para o trabalho seguinte.
30 balas; concentre-se na técnica e não nos pontos.
30 balas.
Passeio.
Para pôr-se em forma.
Para pôr-se em forma.
Prova completa de tiro; segundo o caso, atirar no alvo sem
9 e 10.
4
a
semana
Ponto importante: Treinamento individual.
Aconselha-se manter o seu ritmo de treinamento, mas sem
treinar muito. Segundo sua reação aos pontos elevados,
você deveria escolher muito esforço antes das competições;
por exemplo, treinamento em seco, tiro nos alvos sem 9 e
10. Outros atiradores podem atirar suas 60 balas se sabem
que os pontos não os vão influenciar. Tanto quanto possí-
vel, deveriam todos os dias fazer ginástica sem muito esfor-
ço e passear cerca de 30 minutos. Dois a três dias antes da
competição, você deve abandonar o treinamento especial.
7 - PLANO DE TREINAMENTO DE TIRO RÁPIDO
Visão de conjunto
Como em todas as outras disciplinas, nós dividimos
0 conjunto de tiro em elementos separados.
Você encontrará esses elementos, a seguir, de 01 a
05, sendo O a abreviatura olímpica. Como em outras pro-
vas, o Tiro Rápido necessita que o atirador fique imóvel,
e dispare perfeito, sem o que é impossível obter resulta-
dos. É por isto que, no treinamento do Tiro Rápido, se-
rão retomados certos elementos da pistola livre.
Tem-se por meta assegurar a imobilidade da arma
(S1-S8).
Estes elementos devem ser treinados com a pistola
de Tiro Rápido.
Por outro lado, você encontrará as abreviações A1 e
A2, que são os exercícios para treinar os músculos e os
órgãos.
01 — Desde o início (arma a 45 graus), aprender a levan-
tar a arma.
Este exercício é muito importante para o que se se-
gue.
Quando você atirar com bala e não cuidar sua arma
durante a "levantada", lhe faltará um importante fator.
Se você levanta muito a arma, você deve abaixá-la
até o ponto de pontaria, e assim perderá tempo precioso,
que será contado durante as séries rápidas.
Se no levantar você se encontrar muito à direita ou
à esquerda, deve se corrigir, ou arriscar a ver todos os seus
impactos à direita ou à esquerda.
Isto será complicado se, ao levantar, você não en-
contrar a massa de mira em frente do ponto de pontaria.
Isto o privará de toda segurança em competição: vo-
cê perde o sentido do tempo e geralmente a série é má.
Os iniciantes não devem, imediatamente, se preo-
cupar com a boa altura a atingir.
É importante que, o levantar, se faça primeiramente
de modo rápido, em seguida mais lentamente, em linha re-
ta, seguindo o meio do alvo.
Somente mais tarde será importante chegar no pon-
to de pontaria e aí ficar.
Reunir em seguida o movimento de levantar e aque-
le de pressionar o gatilho para que você pressione mais
forte a partir do 8.
Será errado só pressionar uma vez no 10. No Tiro
Rápido a arma deve ser empunhada com a mesma pressão
durante todo o tiro.
02 - Passagem do movimento vertical para o movimento
horizontal da 1
a
a 2
a
silhueta.
Este elemento é importante e igualmente um exer-
cício de base para os resultados futuros. Observe este ele-
mento e, em seguida, você pode atirar toda a série. Este
exercício pode ser feito em seco ou com balas.
Atire nos dois primeiros alvos 10 disparos em cada
um. Desse modo você pode ver em cada silhueta os erros
cometidos. Aqui é preciso prestar atenção:
Como é o primeiro disparo?
Com o que se parece a primeira silhueta?
Os impactos estão todos na mesma altura nas duas
silhuetas?
Qual é o deslocamento: para a direita ou para a es-
querda nas duas silhuetas?
Para aprender este elemento é preciso se lembrar
que o movimento não se faz pelo braço, mas por uma ro-
tação do tronco e dos ombros.
Se você desloca somente seu braço, você mudará a
linha de visada ollho-massa de mira-alvo.
03 — Treinamento com bala do primeiro disparo.
Para as séries rápidas, a exatidão deste primeiro dis-
paro é de importância primordial. Este exercício deverá
ser sempre retomado.
A diferença entre 01 e 03 é que o último é com
bala e o primeiro em seco. A meta deste exercício é a de
chegar a atirar a primeira bala em 1,5" —1,3" seco.
Mas é preciso, ainda uma vez, lembrar que, no prin-
cípio, é importante fazer o movimento perfeito e a seguir
em menor tempo.
Uma vez que o movimento está perfeito, é relativa-
mente fácil aumentar a rapidez, mas nunca em prejuízo
da perfeição.
Do primeiro disparo depende geralmente o resultado
da série.
Na série de 4" o atirador que não é capaz de levan-
tar em 1,4—1,5", se encontrará perigosamente apertado e-
lo tempo, pelo resto das passagens.
04 — Este elemento é a apreciação do sentido do mús-
culo pela passagem de alvo a alvo, a aprendizagem do
ritmo, bem como o sentido do tempo nas diferentes sé-
ries.
Desejo fazer aqui algumas observações:
— No Tiro Rápido, há hoje duas escolas e cada uma
tem suas vantagens e inconvenientes.
Os atiradores russos fazem o tiro rítmico, isto é, nas
diferentes séries o tempo de passagem de um alvo a ou-
tro é sempre o mesmo.
Isto pressupõe que o atirador é capaz, particular-
mente em 4", de atirar seu primeiro disparo rapidamente
e conservar os tempos do ritmo e acertar no 10.
Os rumenos têm outro método e são os melhores
atiradores do mundo nesta matéria. Dão muita importân-
cia ao primeiro disparo, e por isto prendem um pouco
menos de tempo para aumentar a velocidade das passagens
seguintes. 0 inconveniente do sistema russo confrontado
com o rumeno é que os atiradores são mantidos pelo seu
ritmo.
Uma correção é praticamente impossível na série rá-
pida. A vantagem que se obtém é um bom sentido do
tempo e que se melhora a técnica no ritmo de tiro.
Deve-se notar que, para aos atiradores que atiram
em ritmo ou ritmicamente, a primeira bala parte sempre
com a mesma velocidade.
Toda correção será, em seguida, quase impossível.
Quanto mais o ritmo está fixado, menos a correção
é possível. O sistema dos rumenos tem a vantagem de
deixar ao atirador tempo suficiente para o primeiro disparo.
O ritmo de tiro dependerá em seguida do tempo da
primeira bala.
O inconveniente é que, na falta de tempo, as corre-
ções são igualmente difíceis e podem levar a erros de tem-
po.
Nossa equipe nacional utiliza o tiro rítmico. Pomos
toda a perfeição da técnica na primeira bala. Para a série
de 4" fazemos uma exceção, ensaiando o tiro em 1,5", o
que não é muito rápido. O 2º e o 3º alvo passam quase
no ritmo de 6" e somente do 4º e 5º o tempo está consi-
deravelmente apertado.
Em resumo pode-se dizer:
A meta, o conteúdo e o resultado de 04 consiste em
levar à perfeição os elementos de uma técnica perfeita.
E mesmo quando o conjunto foi perfeitamente assi-
milado, deve-se retomar os exercícios dos elementos. Para
aprender, a série de 6" é escolhida com destaque porque
o atirador se esforça em fazer 10.
Há perigo de que se prenda e arranque. A série de
4", pelo contrário, é muito rápida para aprender, e os er-
ros podem se infiltrar aí ou o aperfeiçoamento dos ele-
mentos separados existia sem que o atirador não se aper-
ceba. Sua série de 6" não é nem muito rápida nem muito
lenta, e é perfeitamente adaptada à aprendizagem e à re-
petição dos gestos. Se você exercita, em particular, os 6"
você verá que fez progressos rápidos em 8 e 4".
05 — Controle das capacidades, isto é, tiro de série como
durante uma competição. Você põe certas condições que
é preciso atingir.
É preciso que seja verdadeira e não vá além de suas
capacidades. Uma vez o tiro terminado, reveja seus alvos e
apure os erros cometidos procurando o porquê.
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60
2 A1 15
15
15
A2 15
3 S1 20
01 20
15
TIRO RÁPIDO-JANEIRO
Ponto importante: estabelecimento de meios físicos gerais e
trabalho da força especial.
Como nas outras provas, janeiro é o mês de preparação fí-
sica. Nesses meses devem ser feitos os elementos A1 e A2 e
os exercícios que aumentem a rapidez das reações, como o
pingue-pongue, peteca ou o jogo de bola.
Todavia, os elementos S1-S8 encontram seu lugar no seu
treinamento; graças a eles você obtém a capacidade de em-
punhar sua arma estável e executar um bom disparo. Você
treinará estes elementos em janeiro e fevereiro, mas também
no meio da estação, e não deve negligenciá-los.
1
a
semana:Treinamento livre.
2
a
semana
Recomece o treinamento físico, mas com 60% de esforço.
Melhor nadar, patinar e caminhar.
Descontraído, esforço, descontraído.
Ginástica especial para pistoleiros.
Posição com halteres.
Passeio.
Só exercitar o disparo e a punhadura.
Nenhum ponto de referência na parede, mas só elevar a ar-
ma, prestar atenção para começar muito rápido e ir, em se-
guida, cada vez mais lentamente. Não prestar ainda aten-
ção na parada ou em uma altura determinada. Não subir
muito alto e descer de novo.
Exercício de postura com halteres.
Dia Elemento t/min. Notas
15
1 S4 20
20
Al
2 01 15
02 15
A2 30
3 S1 15
01 15
15
A1
A2 20
1 A2 60
10
2 S1 10
S3 10
S4 10
S5 10
15
3 A2 60/120
15
Ginástica especial para pistola.
3
a
semana
No início, faça seu ponto de referência em um círculo tão
grande que você possa ficar dentro dele com uma boa mira.
Observe as oscilações da arma.
Ginástica especial para pistola.
Descontraído, esforço, descontraído.
Levante, mas ainda não muito rápido, esforce-se para regu-
lar a diminuição de rapidez ao mesmo tempo em que a subi-
da da arma se faça em uma linha reta.
Você pode montar uma reprodução da silhueta em escala na
sua parede, ou apenas as zonas e os números podem bastar.
Esforce-se, subindo ou deslocando-se horizontalmente, em
descrever linhas retas. Em janeiro, este exercício não deve
ser rápido. Deve educar o sentido do músculo. Preste aten-
ção para não subir muito alto no primeiro alvo.
Passeio em floresta ou marcha intensiva.
Boa posição e boa empunhadura da arma, concentre-se na
imobilidade da arma.
Preste atenção na direção em linha reta da arma e na passa-
gem do ritmo rápido para o lento. Fique imóvel (isto é, pa-
re) e observe se sua visada está correta. Deve estar correta.
Postura com halteres.
1 x descontraído, 1 minuto de pausa, 1 x esforço, 2 minu-
tos de pausa, 1 x descontraído.
Passeio.
Segundo as possibilidades, mas com esforço.
Empunhadura com halteres.
Como se comporta sua arma? (Eventualmente com gatilho
de treinamento.)
Como você dispara?
Permaneça no círculo de visada.
Permaneça nesse círculo durante o disparo.
Ginástica especial para pistola.
Segundo possibilidades, esforço máximo.
Empunhadura com halteres.
Dia Elemento t/min. Notas
1 02 15
S1 10
S4 10
02 15
04 20
2 04 40
20
A2 20
3 A2 120
1 S2 15
S5 10
04 15
A1
2 01 10
Que progresso fez? Deve ter conseguido bons fundamentos
nervosos e físicos, uma boa condição geral, tudo isto visan-
do a uma boa imobilidade de arma. O levantar da arma para
o primeiro disparo já deve ser bom e a mudança de rapidez
deve se operar.
TIRO RÁPIDO - FEVEREIRO
Pontos importantes:
1 — melhora das condições físicas;
2 — melhora das condições físicas;
3 — trabalho com os diversos elementos do Tiro Rápido.
1
a
semana
Agora, prestar atenção na altura. Quando você chega no al-
to, você deve ter uma boa visada. Você não deve ir muito al-
to. Quando você souber fazer este movimento, você poderá
aprender a fazê-lo com mais rapidez, mas prestando sempre
atenção na perfeição da técnica.
Você deve observar que sua arma está mais estável.
Não escolher um círculo de visada muito grande.
Preste atenção para ficar na linha reta. Além disso lembrar-
se que não é o braço que desloca a arma, mas o movimento
do tronco até os quadris.
Em seco, imagine agora um 69 alvo. Preste atenção para fi-
car imóvel em cada alvo. Não preste atenção ainda no tem-
po, mas vá pouco a pouco no ritmo de 8 ou 6 segundos.
De alvo em alvo, prestar atenção no movimento dos qua-
dris. Você deve ter sempre uma boa visada. Não se esqueça
do 69 alvo.
Ginástica para pistola.
Passeio.
Esforço físico máximo segundo as possibilidades.
2ª semana
Concentre-se na pressão da mão e na imobilidade da arma.
Durante o disparo você deve ficar no círculo de visada. A
mudança de rapidez deve-se operar sem acasalamento e mui-
to de leve ou discretamente. Quando você chega no alto, de-
ve ter uma boa mira.
Em seco, cerca de 8" ou 6".
Descontraindo, 1 minuto de pausa, esforço, 2 minutos, pau-
sa, descontraindo.
Prestar sempre atenção mais na qualidade que na rapidez.
Dia Elemento t/min. Notas
02 10
04 15
A2 30
3 20
10
A2 40
1 S4 10
S5 10
01 10
04 40
A2 15
2 01 10
02 10
04 30
20
3 A2 60
10
Como se faz a passagem da vertical para a horizontal? A ar-
ma deve seguir um ângulo reto. Não vá muito longe na se-
gunda silhueta.
Em seco, a musculatura deve se habituar ao caminho de si-
lhueta em silhueta. Se possível, este exercício com gatilho
de treinamento.
Passeio forçado.
Ginástica especial para pistola.
Empunhadura com halteres.
Esforço máximo.
3
a
semana
Concentre-se em sua mira.
Não deve haver mais nenhuma dificuldade no atirar.
Segurar a arma firme, procurar uma boa posição de base:
quando você chega no alto, você não deve estar nem para a
direita nem pará a esquerda, sua visada deve ser boa. Não
subir muito alto.
Controle sua visada a partir da subida, lembre-se que o bra-
ço deve estar em 45 graus. Preste atenção em ajustar sua ar-
ma, faça uma boa visada e um bom disparo.
Para descontração nervosa.
Bem um pouco mais rápido daqui para a frente.
Igual, um pouco mais rápido.
Em seco, não esquecer a 6
a
silhueta, segurar a arma forte-
mente. Atenção na rotação dos quadris, imobilize-se em ca-
da alvo e atire.
Ginástica especial para pistola.
Esforço máximo.
Empunhadura com halteres.
4
a
semana
Nenhum treinamento com arma, somente exercícios físicos.
TIRO RÁPIDO-MARÇO
Pontos importantes:
1 —treinamento técnico;
2 — manutenção da forma física.
Em março começa-se a reunir os elementos da rapidez para
Dia Elemento t/min. Notas
chegar a uma automatização impecável dos movimentos.
Para isto, é preciso ter uma boa fundamentação física e do-
minar bem os elementos aprendidos. Você deve estar apto
a empunhar a arma imóvel, deve ter uma boa posição e che-
gar ao 10, sem passá-lo, por meio de um movimento discre-
to. O ponto importante deste treinamento é educar o senti-
do do músculo para a passagem de silhueta para silhueta,
educar o sentido do tempo para obter um ritmo correto.
Durante este mês, precisa-se aprender a disparar impecavel-
mente. Para educar o sentido do músculo, a série de 6 se-
gundos é a melhor indicada, esta não pede muita rapidez e
permite uma técnica correta. Entretanto, obriga o atirador
a um certo comportamento. A partir de março, você deve-
ria atirar duas vezes (2x) com bala e uma vez (1x) em seco.
Lembrar-se de que é preciso obter o aperfeiçoamento de to-
dos os movimentos, e não sua rapidez ou número de pon-
tos. Se houver mau tempo, você pode fazer o contrário, duas
vezes em seco e uma vez com bala. É preciso que você seja
advertido: muitos atiradores esperam resultados elevados
depois do treinamento intensivo de inverno. Não se desespe-
re durante a passagem do treinamento em seco para o tiro
com bala se os resultados não respondem à sua intenção.
Esta passagem pede um tempo de aclimatação.
1
a
semana
Deve-se fazer a passagem. Você não deve subir acima de
1cm. Habitue-se a segurar firmemente sua arma.
Você não deve subir muito no primeiro alvo nem ir muito
para a esquerda no segundo. Todas as direções devem estar
em linha reta.
Em uma silhueta pequena. Antes de tudo, prestar atenção
no caminho a seguir de alvo para alvo e numa boa mira em
cada um deles; atirar devidamente.
Ginástica especial para pistola.
10-15 balas, se concentrar na imobilidade da arma e num
bom disparo.
20 balas onde nenhuma deve estar muito alta. Em seguida,
levar a arma pará o segundo alvo.
10 x 6 segundos, sem ir aos resultados. Qual é o seu pior
alvo? Anote os resultados. Não se esqueça da 6
a
silhueta (só
na sua mente, pois fisicamente ela não existe).
10x8 segundos, aqui igualmente anotar e revisar os erros.
Este exercício esportivo tem por meta descontraí-lo (pas-
seio, por exemplo).
10x6 segundos, anotar os resultados.
10x4 segundos, anotar os resultados.
Atire as 10 séries sem contar os resultados, deste modo os
erros são mais evidentes.
1 01 10
02 10
04 30
15
2 S7
03
04
A2 20
3 04
Dia Elemento t/min. Notas
A2 20
1 A2 120
2 02
04
3 05
04
1 A2 60
15
10
2 S6
S7
03
04
3 03
02
04
05
Ginástica, passeio para descontrair.
2
a
semana
Esforço físico máximo.
Em cada alvo 10 balas. Qual o melhor alvo? Aqui também
atirar o primeiro disparo em 1,8"—2".
5x8 segundos — Observe os resultados em cada uma das
séries.
6x6 segundos.
3x4 segundos.
2x8 segundos — Fixe um resultado a ser obtido, observe
bem cada alvo; ante de começar, você deveria fazer 10 a 15
minutos em seco.
6x6 segundos.
2x4 segundos.
5x8 segundos.
6x6 segundos.
Onde se encontram seus maiores erros; anote-os no seu livro
de treinamento.
3
a
semana
Esforço máximo.
Ginástica especial para pistola.
Manter a posição com halteres.
20 balas. Concentre-se particularmente no atirar e na mira
(este exercício em 25 minutos).
10 balas. Observe seu alvo. Os disparos devem estar agrupa-
dos, não necessariamente no centro do alvo. Não repouse
sua arma durante o tiro.
15 balas, cerca de 2 segundos cada uma.
5x8 segundos — Se a série de 4" não vai bem, ainda, tro-
car para 6".
10x6 segundos.
4x4 segundos.
10 balas.
Com bala, 10 em cada silhueta.
3x8 segundos.
4x6 segundos.
2x4 segundos.
Tiro completo com 60 balas, verificar ainda quais são seus
erros.
Dia Elemento t/min. Notas
1 01 15
S3 10
15
10
A1
2 A2 120
3 05
1 01 10
02 10
04 20
10
A2 30
2 03
4
a
semana
Agora você pode ir mais rápido, mas prestar atenção princi-
palmente na perfeição dos movimentos.
Com concentração máxima.
Posição com halteres.
Ginástica especial para pistola.
1 x descontraído, 1 minuto de pausa.
1 x com esforço, 1 minuto de pausa.
1 x descontraído.
Esforço máximo.
2 tiros completos como em competição, observe de perto
seus resultados.
TIRO RÁPIDO-ABRIL
Pontos importantes:
1 — melhora dos aperfeiçoamentos técnicos;
2 — manutenção da forma física.
No treinamento técnico, torna-se importante encurtar o
tempo da primeira bala. Os tempos das diferentes séries se
dividem quase como segue:
série 1
a
bala última bala
8" 2,0" 2,4" 7,4" -7,6"
6" 1,7" 2,0" 5,6" -5,8"
4" 1,3" 1,5" 3,7" -3,9"
Observar-se-á sempre a perfeição dos movimentos. Se você
chega a atirar a primeira bala de 4 segundos em 1,6 segun-
dos, lhe resta pouco trabalho para chegar à rapidez deseja-
da; mantendo a perfeição do movimento, vez por outra,
cronometrar sua primeira e sua última bala por um com-
panheiro. Além do mais, é importante que você atire as
séries em um bom ritmo.
1
a
semana
Exercitar-se um pouco mais rápido, mas não muito alto.
Prestar atenção na firmeza da empunhadura.
Cada movimento deve estar em linha reta
Em seco, exercite-se nos 6 segundos.
Postura com halteres ou ginástica especial para pistola.
Bom passeio.
20 balas. Trabalhe seriamente, mas você deveria levar 1,7"
Dia Elemento t/min. Notas
ou 1,8" para a primeira bala. Onde estão as más balas? Mui-
to baixas? À direita ou à esquerda? É preciso corrigir estes
erros.
Com 10x8" apurar os pontos.
10 x 6", 5 x 4", apurar os pontos.
Andar de bicicleta ou fazer um passeio.
2 tiros completos como em competição.
04
A2 20
3 05
Fig. 1 — posição dos ombros. A posição dos pés passa a largura dos
ombros. A posição dos ombros está em 160° da linha de tiro. Posi-
ção natural da cabeça.
Fig. 2 — posição vista de frente, os dois olhos abertos, a passagem de
um alvo para outro se faz pela rotação dos ombros.
Figs. 3-4 — a coronha dá um eixo do cano abaixado pará evitar os
efeitos de recuo da arma.
Figs. 5-6 — demonstração da posição tal qual é tomada por diferen-
tes atiradores internacionais. Posição dos ombros e linha de tiro são
semelhantes. Esta posição facilita a rotação dos quadris para a pas-
sagem de alvo para alvo.
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60/120
2 01 10
04 40
01 10
A2 20
3 03
1 A1
10
2 04
05
3 05
1 A2 120
2ª semana
Esforço corporal com máximo de tensão.
Exercite sua subida na série 4", atire em 1,5".
, Em seco, 10x6", 30 x 4".
Igual para a série de 4".
Passeio.
15 tiros em 1,8" em média, treinamento individual para
corrigir os erros e as fraquezas.
3
a
semana
1 x descontraindo, 1 minuto de pausa.
1 x com esforço, 2 minutos de pausa.
1 x descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
Com balas 3 x 8", 10 x 6", 5 x 4".
Um tiro completo, 60 balas.
2 tiros completos com concentração máxima. Faça como se
fosse uma competição.
4ª semana
Esforço máximo segundo as possibilidades.
Dia Elemento t/min. Notas
2 S1 10
01 10
01 40
A2 20
1 A2 60
15
2 A1 2x10
20
3 03
04
1 A2 40
A1 15
2 03
Segure a arma firmemente e observe sua imobilidade.
Em seco, de preferência 6" e 4".
Rápido.
Passeio.
Depois do treinamento que fez, uma semana de repouso,
em seguida, a aprendizagem e fortalecimento dos aperfei-
çoamentos técnicos, retomando-os desde o início (ver o
treinamento de maio). Você deveria fazer uma vez por hábi-
to diário A1.
TIRO RÁPIDO-MAIO
Pontos importantes:
1 — melhora dos aperfeiçoamentos técnicos;
2 — manter e melhorar as condições gerais e especiais.
1
a
semana
Marcha, natação, bicicleta, com esforço físico máximo.
Postura com halteres.
A primeira vez descontraindo, a segunda com esforço.
Postura com halteres.
10 balas, para a série em 8", isto é, em 2" —2,4".
10 balas para a série em 6", em 1,7"—2"
10 balas.
10 séries em 8". A meta deste exercício é aprender o ritmo
e o sentido do tempo para a primeira e a última bala. Con-
tinuar o movimento da arma em direção a uma 6
a
silhueta
imaginária.
10 séries em 6". Observar igualmente a série anterior, mas
prestar atenção no movimento horizontal da arma nos 5
alvos e também no 69
10 séries em 4". Quando você treina estas séries, você deve
possuir a base da técnica e, apesar da rapidez dos movimen-
tos, ser capaz de fazê-los perfeitamente. Senão, os erros se
acumulam e se instalam. Como sempre, uma vez as 10 sé-
ries terminadas ver os pontos para descobrir seus erros.
Observar qual é a pior silhueta.
2
a
semana
Marcha, natação com cerca de 70% de esforço.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
10 balas em 6", também quase em 1,7"-2".
10 balas em 4", também quase em 1,3"-1,5".
O primeiro plano, prestar atenção na perfeição dos movi-
mentos.
Dia Elemento t/min. Notas
02
04
3 05
1 A2 60
15
2 04
3 05
1 A2 60
10
2 S7
03
04
20 balas, atire na primeira e segunda silhuetas, exercite na
passagem da vertical para a horizontal.
5 x 8" - 5 x 6", 5x4".
Depois de cada 5 séries, ver os resultados.
2 vezes. Tomar este treinamento para uma competição.
Tentar criar a idéia de uma competição.
3
a
semana
Treinamento por intervalos. Esforço.
Ginástica especial para pistola.
5x8", 5x6", 10x4".
Se você nota fraquezas nos 4", treine-os a fim de se desem-
baraçar rapidamente e retomar o ritmo de 6".
2 tiros. Tente nestas duas séries de competição descobrir
seus erros.
4
a
semana — Treinamento Individual.
Sua capacidade técnica deve estar agora bem assentada.
Você deve dominar a primeira bala de todas as séries.
Igualmente seu sentido de tempo deve estar bem ins-
talado.
TIRO RÁPIDO-JUNHO
Pontos importantes:
1 — melhora e manutenção da aquisição física e nervosa;
2 — manutenção e estabilização dos aperfeiçoamentos técni-
cos.
Mesmo se você faz o treinamento 3 vezes por semana,
seria bom conselho pegar sua arma todos os dias, de 15 a
20 minutos, e exercitar cada um dos elementos parti-
culares.
1ª semana
Bicicleta, natação ou passeio com 50% de esforço.
Postura com halteres.
20 balas. Tente agrupar seus impactos e soltar o tiro pro-
priamente.
20 balas para a série em 6", em 1,7"-2".
5 x 8", 5 x 6", 5 x 4".
Ver os resultados, observar os erros.
Dia Elemento t/min. Notas
3 05
1 01 10
04 20
20
2 03
02
04
05
3 A2 10/15
05
1 A2 60
A1 15
2 04
3 04
1 A2 60
A1
2 05
10
3 05
3 x 8", 4 x 6", 5 x 4".
0 resultado deveria quase dar seu nível de competição.
2
a
semana
Com a maior perfeição.
Em seco, treinar a série de 6".
Ginástica especial para pistola.
10 balas para a série 6" (1,7"-2").
10 balas para a série 4" (1,3"-1,5").
20 balas; exercitar a mudança de direção.
3 x 8", 4 x 6", 5 x 4" depois das séries, ver os resultados.
Tiro completo.
Passeio; em seu regresso, deixar passar 20/30 minutos e co-
mece o controle por etapa.
1 tiro — 2 tiros — 3 tiros.
Em que tiro completo você atirou melhor?
A que você atribui isto?
3
a
semana
Esforço físico máximo.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
5 x 8", 6 x 6", 7 x 4".
Principalmente muita atenção à perfeição da técnica.
8 x 8", 8 x 6", 8 x 4".
Quantos pontos em média você tem em cada uma das
séries?
4
a
semana
Segundo possibilidade com 70% de força.
Descontraindo.
Dê a você um resultado a atingir e observe todos os detalhes.
Ginástica especial para pistola.
2 tiros completos. Qual é o melhor? É um bom sinal quan-
do os dois estão praticamente no mesmo nível. Se você ati-
ra bem no primeiro e pior no segundo, é sinal de que você
não se concentra bem durante o tiro.
Dia Elemento t/min. Notas
04
3 04
05
1 A2 60
10
A1 5
2 A1
15
A2 15
1 01 15
02 10
04 30
10
2 03
02
4x 8", 4x6", 6 x 4".
Se você repetiu bem seus exercícios você deve obter quase
os resultados seguintes:
séries 8": 98 ou 96;
séries 6": 97 ou 96;
séries 4": 95 ou 94.
Se o conjunto de movimentos não está ainda no ponto,
exercite-se nos 6" e observe o movimento de alvo em alvo,
esforce-se para remediar seus erros.
5x8"; 5x6"; 5x4".
Em que série os resultados são proporcionalmente os
piores?
2 tiros completos.
2? semana
Treinamento por intervalos com esforço físico médio.
Postura com halteres.
Descontraindo.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
Passeio.
TIRO RÁPIDO-JULHO
Pontos importantes:
1 — estabilização e automatização dos aperfeiçoamentos
técnicos;
2 — exercícios de capacidade de concentração no treina-
mento e na competição.
1? semana
Questão de perfeição. No princípio lentamente, em seguida
mais rápido.
Atinja a boa altura no primeiro golpe, não ultrapasse nunca.
Tente reforçar o seu sentido de músculo, de modo que você
atinja boa altura enquanto que a mudança de movimento
horizontal se faz sem acasalamento (este treinamento em
seco).
Em seco. Exercite sobretudo o sentido do músculo na pas-
sagem de alvo em alvo; exercite-se nos 6".
Ginástica para pistola.
10 balas para a série 6" (1,7").
20 balas para a série 4" (1,4").
20 balas, observe uma boa passagem.
Dia Elemento t/min. Notas
3 04
05
1 01 15
02 15
04 20
10
2 03
04
3 05
1 A2 60
10
2 04
2x 8";2x 6"; 2 x 4".
Para pôr-se em condição especial.
2 séries completas em competição, e controle seus resultados.
3
a
semana
4
a
semana
Nesta época muitos atiradores estão de férias; gostaria de
aconselhar a fazer, se possível, uma ou duas vezes por sema-
na, o treinamento especial.
Durante este tempo você pode ter muitas atividades; por
exemplo, a preferida; natação.
A colocação deste repouso no plano de treinamento pode
ser deslocada segundo o caso.
TIRO RÁPIDO-AGOSTO
Ponto importante: estabilização dos aperfeiçoamentos
técnicos.
1
a
semana
Exercitar-se no primeiro disparo em seco. Depois de suas
férias, preste atenção na perfeição dos movimentos.
Exercitar-se em uma boa passagem da vertical para a hori-
zontal.
Em seco. Exercite principalmente a passagem de alvo em al-
vo. Não cesse seu movimento no 5? alvo, mas passe para
um 69 imaginário.
Postura com halteres.
10 balas para os 8" em cerca de 2".
10 balas para os 6" em cerca de 1,8".
10 balas para os 4" em cerca de 1,4".
10 x 8" — que erros você ainda encontra?
10 x 6" — que erros você ainda encontra?
10 x 4" — que erros você ainda encontra?
Controle dos resultados em duas séries completas.
2
a
semana
Com 60% de esforço.
Postura com halteres.
4 x 8"; o ponto importante deste treinamento se concen-
tra no ritmo. Não se esqueça, em nenhuma circunstância de
ir até a 6
a
silhueta imaginária.
5x6"
6x4"
Dia Elemento t/min. Notas
3 05
1 A2 60
10
2 04
3 05
1 A2 30
4 04
A2 60
15
1 A2 60
A1 30
2 03
02
04
3 S7
05
2 séries completas. Quais os erros?
3
a
semana
Treinamento individual para remediar os erros.
4
a
semana
Esforço físico médio.
Postura com halteres.
5 x 8", observar o ritmo.
5 x 6", observar o ritmo.
5 x 4", observar o ritmo.
2 séries completas.
TIRO RÁPIDO -SETEMBRO
Ponto importante: avaliar o esforço de treinamento e consi-
derar o nível dos resultados em relação ao ano anterior.
1
a
semana
Esforço físico médio, de preferência por intervalos.
4 x 8"; só atire para exercitar seu ritmo, pará conservar seu
sentido corporal do movimento.
5x6".
6x 4".
Com 50% de esforço. Faça uma volta de bicicleta,ou passeio.
Postura com halteres.
Este treinamento deve cair, geralmente em um domingo, an-
tes do campeonato brasileiro.
2
a
semana
Caminhar ou andar de bicicleta com 50% de esforço.
Descontraindo, esforço, descontraindo e recomeçar.
10 balas; série em 8 segundos.
10 balas; série em 6 segundos.
10 balas; série em 4 segundos.
Com bala, atire de modo a ter 10 balas em cada alvo.
3 x 8"; pense em levar sua arma até a 6
a
silhueta imaginária.
10x6".
20 balas, atire com sua pistola de Tiro Rápido em um alvo
de 25m, redondo.
5x6 segundos.
3x8 segundos.
Dia Elemento t/min. Notas
4x4 segundos.
Estas séries duas vezes.
3
a
semana
4
a
semana:Treinamento livre.
TIRO RÁPIDO - OUTUBRO-DEZEMBRO
De outubro até dezembro, o Tiro Rápido deveria ser reduzi-
do. Dever-se-á determinar o valor do treinamento do ano
passado. É preciso observar com relação a este assunto a
seguintes questões:
1 — Você notou uma elevação de seu nível ou você ficou
estacionário?
2 — A que você atribui a melhora ou a piora de seus resul-
tados?
3 - Em que série - 8 segundos, 6 segundos, 4 segundos -
seus pontos aumentaram ou diminuíram?
4 — É preciso fazer correções em sua arma? Caso sim, fa-
zê-las durante estes meses (outubro a dezembro).
Para muitos atiradores, é o momento onde voltam para a
pistola de ar. É preciso dizer o seguinte:
Mantenha o treinamento de tiro com pistola de ar como um
meio de aperfeiçoar a postura e melhorá-la. Mesmo se você
participa de concursos de tiro, você deve, no entanto, conce-
der-se um tempo de repouso dos treinamentos bastante pro-
longado para se descontrair da tensão nervosa.
8 - PLANO DE TREINAMENTO DE ARMA DE GROS-
SO CALIBRE (.38)
A grande maioria de atiradores de pistola também o
fazem com grosso calibre. (Pistola ou revolver .38.)
Antes de dar os planos de treinamento, convém
abordar alguns esclarecimentos.
Uma vez que os atiradores de grosso calibre atingem
certo nível, tentam outras provas.
Não se recomenda treinar junto com a pistola de Ti-
ro Rápido ou Pistola Livre.
Há poucos, muito poucos atiradores capazes de ob-
ter resultados em cada uma dessas disciplinas.
Na verdade, é uma boa combinação atirar grosso ca-
libre Tiro Rápido, ou grosso calibre e Pistola Livre.
O que escolher depende dos resultados seja no alvo
de precisão, seja na silhueta.
Os atiradores de pistola que obtêm melhores resulta-
dos em precisão deveriam escolher a Pistola Livre.
Naturalmente, o que conta é a alegria ou a vontade
por uma ou outra prova.
Isto sim, é que exerce um grande papel nos resulta-
dos que você obtém e obterá no futuro.
Nos planos de treinamento para o grosso calibre, vo-
cê encontra as abreviações seguintes: S1-S8. São os ele-
mentos de treinamento da Pistola Livre. Nós utilizamos
igualmente para construir metodicamente o treinamento
para a precisão.
Ver as explicações referentes a estas abreviações.
Por outro lado, você encontrará as abreviações
D1-D5. Estes elementos referem-se ao Tiro de Due-
lo.
No estabelecimento do planejamento de treinamen-
to, acreditamos que o atirador é de força igual tanto na
precisão como na rapidez.
Os atiradores que estão mais fracos em uma ou
outra prova devem mudar seu treinamento a fim de
chegar a eliminar sua fraqueza tão rapidamente quanto
possível.
D1 - Elevar a arma.
Aqui é preciso prestar atenção nisso: para o Duelo a
pistola deve estar mais firmemente segura do que para o
tiro de precisão. A abertura dos pés pode ser um pouco
maior.
O treinamento compreende a aprendizagem da subi-
da da arma sem atirar.
A elevação deve começar rápida e ficar (morrer) no
10.
É preciso prestar atenção para que a arma não se
eleve muito alto e ter que descer. No 10 termina o movi-
mento.
D2 - Subir e atirar.
O fim do exercício é o de coordenar o movimento
do gatilho com a elevação da arma.
O apoio no gatilho não deve em caso algum fazer
desviar a arma nem tornar a elevação por puxões ou mu-
dar seu ritmo rápido-lento.
É importante notar que a pressão deve começar com
exatidão (no mais tardar no último terço da elevação).
Quanto mais o descanso da pressão está leve sob o
dedo, menor é a possibilidade de arrancar.
D3 — Treinamento com bala sobre silhueta fixa.
0 fim deste exercício é o de ensinar ao atirador a
perder seu medo do tempo.
Ele perceberá rapidamente que não é difícil elevar e
atirar em 3 segundos, e principalmente deixar sair o dispa-
ro devidamente.
Se você não chegar a atirar em 2,5—3", será preciso
que volte aos elementos D1 e D2.
-D4 - Tiro com bala com silhueta fechando e abrindo.
Este treinamento deve permitir ao atirador notar na
silhueta suas faltas e erros.
Propõe-se fazer séries de 10-20 balas
Eu desejaria ainda fazer notar que todas as balas
que se encontram à direita ou à esquerda do 10 são erros
do disparo.
Os atiradores que não param bem no 10 atiram ge-
ralmente muito alto. Os impactos que se encontram abai-
xo do 10 podem ser considerados como um ataque de co-
ragem no disparo que atinge o atirador durante a eleva-
ção. Para estes atiradores não será difícil, mais tarde cen-
tralizar seu tiro. Como para a precisão, é importante que
o atirador se concentre na sua massa de mira.
D5 - Controle de resultados na silhueta.
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60
2 S2 20
S1 10
A1
3 A2 30
A1
10
1 D1
TREINAMENTO COM ARMA DE GROSSO CALIBRE -
JANEIRO
Pontos importantes:
1 — atingir uma boa fundação corporal e trabalhar uma boa
condição geral;
2 — trabalhar a posição.
Estes dois pontos importantes devem ser totalmente atingi-
dos até meados de fevereiro, março. Se houver fraquezas,
estas serão desfavoráveis para melhora dos resultados.
1ªsemana:Treinamento livre.
2
a
semana
Com 70% de esforço, segundo suas possibilidades., nadar ou
correr.
Trabalhar a posição: procure desde agora uma boa posição,
que você encontrará sempre pelo prosseguimento do exer-
cício.
Procure uma boa posição.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Com 50% de esforço.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
3
a
semana
100 elevações, você ainda não tem necessidade de se preocupar
com a altura da mira, mas somente com a linha reta descrita
pelo seu braço durante a elevação. Em nenhum caso atirar.
Não é de bom alvitre ter uma linha reta como referência. É
importante chegar à perfeição do movimento para o alto.
Dia Elemento t/min. Notas
S2 20
15
3 D1
S2 10
Para melhora da condição especial, retomar a posição do dia
anterior. Melhor se você marcou a colocação dos pés.
Ginástica especial para pistola.
150 elevações da arma. Aqui também observar que a linha
reta não se ponha a serpentear. Não levantar a arma muito
alto.
Para trabalhar a condição especial e uma boa posição.
Posição de precisão vista de costas, de frente e de lado, muito rela-
xada. Observe a postura natural: os olhos devem estar abertos. O ele-
mento de treinamento S2 para melhora da força de postura. O peso
do punho deve ser de 200 a 500 gramas. Os pesos deste punho são
mutáveis. Este elemento de treinamento deve acontecer no período
preparatório (fev.-março), diariamente 10-15 minutos.
Dia Elemento t/min. Notas
4ª semana
1 A2 60
2 S2 20
S2 10
D1
3 A1 10
A2 15
A2 20
1 D1
S1 10
S2 10
2 A2 60
3 D1
20
1 A2 60
De preferência por intervalos, com 80% de esforço.
Retome sua posição, preste atenção à postura, não atire.
Para melhora da condição especial.
100 elevações. Estas elevações se fazem seguindo a moldura
de uma porta ou uma linha vertical de papel colado à pa-
rede. A passagem de rápido para lento deve se fazer de mo-
do delicado, descontraído.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
Para equilibrar, descontraindo.
GROSSO CALIBRE - FEVEREIRO
Pontos importantes:
1 — melhora do conjunto físico;
2 — melhora da posição;
3 — início da aprendizagem do disparar o tiro,
4 — trabalho da condição especial.
Até agora você deve ter adquirido.
— sua posição de base;
— deve se sentir mais forte fisicamente;
— o levantar na silhueta deve estar perfeitamente correto e a
passagem do movimento rápido para o lento deve se fazer
discretamente.
1ª semana
100 elevações da arma. Agora a elevação deve estar correta.
Você deve encontrar uma linha de referência. Quando você
chega no alto, não deve notar nenhum desvio para os lados.
Atenção para que a arma não suba demais para depois descer.
Deve-se começar a observar a postura em direção ao alvo.
Para trabalhar a posição e para aprender o sentido do
músculo.
Para trabalhar a condição especial.
Por intervalos, segundo possibilidades, mas com esforço
físico máximo. Neste treinamento você deve dar provas de
sua pessoa.
100 elevações, melhora da passagem de rápido para lento.
Ginástica especial para pistola, para melhora da condição
especial.
2
a
semana
Esforço físico máximo, você deve constatar uma melhora
efetiva.
Dia Elemento t/min. Notas
2 S2 30
D1
3 S1 15
S3 15
D1 50
D2 50
1 S1 15
S3 20
D1 10
D2
2 A2 60
3 D1
D2
10
1 S2 15
A1
15
2 D1
D2
Para melhorar a condição especial no tiro de precisão.
100 elevações da arma. Deve-se sentir uma melhora efetiva
neste elemento.
Para melhora da posição e educação do sentido do músculo.
Só disparar quando a arma está imóvel e a seu gosto. Não
usar ponto de referência e prestar atenção na mira.
Elevações da arma.
Elevações; quando você se exercita no levantar e no esforço
no gatilho, você ainda não precisa se preocupar com a altura
exata. O que é preciso observar é que quando você se apoia
no gatilho não faz a arma desviar durante o levantar e che-
gar na altura; não deve ainda fazer muito esforço para
disparar.
3
a
semana
Prestar atenção na descontração de sua posição.
Exercitar-se no disparo e utilizar uma parede branca ou um
alvo branco. Só atirar quando julgar que sua arma está o
mais imóvel possível. Já no treinamento em seco, o atirador
deve se habituar a repousar sua arma quando o disparo não
saiu depois de 10-12" de mira.
Prestar atenção na linha reta.
50 elevações, se concentrar em um bom disparo.
Segundo possibilidades e de preferência por intervalos, com
esforço máximo.
50 elevações, prestar atenção em manter a altura.
50 elevações, igualmente manter a altura. O ideal é fazer
coincidir a chegada ao ponto morto e a saída do disparo.
Ginástica especial para pistola, melhora das condições espe-
cial e geral.
4
a
semana
Para melhorar a condição especial.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
50 elevações, atingindo o ponto morto, você não deve cons-
tatar nenhum excesso lateral, a mira deve estar impecável;
em nenhum caso levantar muito alto.
50 elevações da arma. Você deve constatar uma melhora de
seu sentido de peso do gatilho.
Dia Elemento t/min. Notas
3 S1 10
S3 20
D1
D2
15
1 S1 5
S3 10
S4 10
S5 10
D1 10
10
2 S1 5
S3 30
D2
3 A2 60
1 A1 15
20
2 S1 5
Concentre-se na descontração da posição.
0 soltar o tiro não deve influir na imobilidade da arma.
20 elevações da arma para se pôr em forma.
50/70 elevações da arma para melhorar o soltar o tiro.
Ginástica especial para pistola.
GROSSO CALIBRE - MARÇO
Pontos importantes:
1 - melhora e automatização do disparo na precisão;
2 — automatização da técnica de duelo;
3 — melhora e estabilização das condições especiais e gerais;
4 — educar num ritmo de tiro.
Até agora você deve ter atingido:
— suas posições devem estar estáveis e constantes;
— deve sentir que o disparo melhorou;
— suas condições especiais e gerais devem estar boas.
1
a
semana
Tomar uma boa posição.
Concentrar-se no disparar o tiro. Fazer este exercício em
uma câmara escura.
Qual é a importância da oscilação de sua arma?
Você não deveria mais sentir a diferença entre S4 e S5. A
arma não deveria mais saltar após disparar o tiro.
Levantar impecável, você não deve mais ter movimentos
laterais. Se os há, mudar a posição dos pés.
Ginástica especial para pistola.
Tomar uma boa posição.
Tentar melhorar o disparar o tiro.
50 elevações da arma, você deve agora atingir o maior gasto
de energia necessário ao disparar o tiro quando chega ao
ponto morto. Você deve ficar em uma posição um instante
apenas e acrescer algumas gramas que fazem sair o disparo.
Com esforço físico máximo.
2ª semana
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola, especialmente reforço da
força na mão e na musculatura de postura.
Tomar a mesma posição impecável. Você deve fazê-la prati-
Dia Elemento t/min. Notas
S3 10
S5 20
D2 20
3 A2 60
1 A2 30
30
2 S3 15
S5 15
D1 5
D2 20
3 S6
S7
D3
D4
camente com os olhos fechados.
Concentre-se especialmente no atirar. Não segurar muito
tempo. Repousar quando o tiro (disparo) não sai nos 10-12".
Disparar o tiro num ponto de referência, prestar atenção
para que o soltar o tiro se faça devidamente e que você se
concentre na mira com os olhos.
O peso do gatilho deve ser igual quando a arma atinge o
ponto morto.
Esforço físico máximo.
3
a
semana
Esforço físico máximo.
Ginástica especial para pistola.
Concentre-se particularmente no atirar.
Por causa do atirar, a arma não deve saltar antes.
Para se pôr em atividade.
Concentre-se no soltar o tiro durante a subida da arma.
20 balas a 50m em um alvo branco sem observação.
30 balas em um alvo sem observação. O importante é a pos-
tura e uma boa técnica, antes que o número de pontos.
20 balas; você não deve ter nenhum impacto à direita ou à
esquerda, isto seria um sinal de que seu tiro está ruim. To-
dos pontos abaixo de 10 são considerados como bons: é um
sinal de que você começa a apoiar-se no gatilho em um bom
momento. Este defeito se corrige logo.
3 x 10 balas no alvo. Aqui, como na precisão é a técnica
que conta. Não espere em caso algum obter pontos fabu-
losos.
Depois deste primeiro treinamento com bala, quais são os
erros que você reconheceu? Pense em que lugar se encon-
tram suas falhas. Estes erros devem ser corrigidos, mas pri-
meiramente no treinamento em seco. Todos os elementos
separados que não estão ainda perfeitamente controlados
devem estar corrigidos durante a semana seguinte à do trei-
namento livre.
4
a
semana — Treinamento Individual
GROSSO CALIBRE - ABRIL
Pontos importantes:
1 — manter e melhorar as condições especiais e gerais;
2 — automatização da perfeição técnica ou dos aperfeiçoa-
mentos técnicos;
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 30
15
A1
2 S1 5
S3 10
S4 5
S5 10
D1
D2
3 S6
S7
S7
S7
S8
D3
D4
3 - trabalhar para obter um ritmo de tiro individual.
0 que você deve ter cumprido até agora?
1 - nas posições; você deve ter obtido um bom sentido do
músculo de tal modo que desde sua posição você cai imedia-
tamente no centro do alvo;
2 - a técnica do tiro de duelo deve estar boa e bem contro-
lada ;
3 — o disparo do tiro em precisão e no duelo deve igualmen-
te estar perfeito.
1
a
semana
Com esforço físico máximo, seja em natação, seja em mar-
cha, ou, segundo possibilidade, de bicicleta. De preferência
por intervalos.
Ginástica especial para pistola.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
A concentração se faz principalmente na imobilidade da ar-
ma e no soltar o tiro.
20 elevações da arma sem atirar. A concentração se faz num
bom levantar e numa linha reta.
50 elevações. Concentrar-se num melhor atirar.
20 balas a 50m sem observação. Tente atirar quando, se-
gundo sua opinião, a arma está em sua maior imobilidade.
Preste atenção em uma boa mira, e igualmente a segurar de-
pois de atirar (ou depois do tiro).
10 balas a 50m. Concentre-se em uma boa mira e num bom
tiro; se você não tiver alvo para 50m atire em 25m.
10 balas em 25m sem observação. Se necessário corrija seu
aparelho de mira.
10 balas em 25m com observação.
10 balas em 25m. Fixe para você um resultado para atingir.
10 balas. Esforce-se para não ter nenhuma bala nem para a
direita ou esquerda. Se isto acontecer, volte ao trabalho da
direção da arma.
3x10 balas em duelo. Avalie o valor dos impactos, não tanto
pelo número de pontos mas pela possibilidade de obter um
melhor agrupamento.
Dia Elemento t/min. Notas
1 S3 10
S5 20
D1
D2
2 A2 30
15
A1 15
3 S8
D5
D4
S7
1 A2 30
20
S2 10
2 S6
S7
D4
3 S7
S8
2ª semana
Este treinamento de preferência em uma câmara escura. Por
este meio se concentra melhor no soltar o tiro.
Preste atenção para não segurar por muito tempo. Observar
sua mira. O tiro não deve ser influenciado pela oscilação da
arma.
50 elevações da arma. Desloque seu ponto de referência na
altura de modo a não educar o seu sentido de músculo de
maneira unilateral. Durante esta época, o levantar e a para-
da devem ser revistos.
50 elevações da arma. Apesar da mudança da altura, você
deve chegar a diminuir o peso do gatilho para um tiro per-
feito, chegando no ponto morto, isto é, você não terá de
deslocar mais do que 100-200 g.
Esforço físico máximo.
Ginástica especial para pistola.
Para manter e melhorar a condição especial e geral.
30 balas para controle das capacidades.
30 balas para controle das capacidades. Prepare-se nesse
controle como se estivesse em uma competição. Concentre-
se portanto em uma técnica perfeita e não se ponha a cal-
cular seus pontos. Faça a conta dos resultados e tente en-
contrar os erros cometidos.
3x10 balas em duelo.
Treinamento individual segundo as fraquezas.
3
a
semana
70% de esforço.
Ginástica especial para pistola.
20 balas a 50m.
3x10 balas a 25m. Retire os 9 e 10 de seus alvos, para não
precisar fazer a conta de seus pontos.
5x10 balas em duelo. Concentre-se em uma boa técnica,
particularmente no tiro.
15 balas sem observação.
25 balas para controle das capacidades.
Dia Elemento t/min. Notas
1
2
3
D3
D4
D5
A2
A1
30
15
15
1 S1 10
S3 10
A2 30
10 balas.
2 x 10 balas em duelo.
20 balas para controle de resultado. Igualmente prestar mui-
ta atenção, durante este treinamento, nos erros passados.
4
a
semana
Ginástica especial para pistola.
Treinamento individual para remediar os erros e faltas.
É preciso que cada atirador corrija seus erros; elevação irre-
gular, tiro insuficiente, não manter a arma em posição de
tiro, após o disparo.
Para alguns atiradores, será época de fazer uma parada de
uma semana. Isto interessa principalmente aos atiradores
que ainda não chegaram a dominar sua técnica. Estão ten-
sos, e uma semana de repouso lhes fará bem e permitirá re-
tomar o estudo dos elementos técnicos desde o início. É
contra-indicado combater uma queda de pontos por um au-
mento de treinamento. Durante o tempo em que o treina-
mento individual é abandonado, recomenda-se prosseguir o
treinamento físico com um esforço médio. Bons esportes
para isso são vôlei, basquete, andebol e futebol. A meta
principal consiste em provocar uma convalescença nervosa.
GROSSO CALIBRE - MAIO
Pontos importantes:
1 — melhora e automatização dos aperfeiçoamentos técnicos;
2 — manutenção da condição geral e especial.
Você deve ter atingido:
— você deve estar em um estado de segurar sua arma imóvel,
e deve notar uma melhora acentuada;
— grandes arranques, principalmente aqueles que são expli-
cáveis não devem mais se apresentar;
— os resultados em precisão e duelo devem se equilibrar;
— sua condição especial e geral deve estar muito boa.
1
a
semana
Tente manter sua arma imóvel e concentre-se neste ele-
mento. Tente descontrair todo músculo inútil.
Concentre-se unicamente no ponto importante deste ele-
mento. Os dois elementos S1 (segurar) e S3 (atirar) devem
estar continuamente sendo trabalhados. Além disso, a con-
centração deve se manter cada vez somente no elemento em
causa.
Para equilibrar com 50% de esforço.
Dia Elemento t/min. Notas
2 D1 15
D3 30
15
A1 10
3 S7
S8
D4
D5
1 A2 30
A1
15
2 SG
S7
D5
3 S8
D4
1 A2 60
2 A1
15
A2 20
3 S8
D5
Para a perfeição do levantar a arma.
Para a perfeição do movimento do gatilho durante o levam-
Ginástica especial para pistola.
Para melhora da condição especial e geral.
20 balas a 50m com observação.
20 balas para controle da capacidade.
2 x 25 balas. Fazer a conta cada vez.
10 balas; controle de nível, fixe em um ponto a atingir.
2
a
semana
Com 50% de esforço.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
20 balas sem observação. Centre sua concentração na mira
e no tiro. Igualmente em um alvo branco, você deve repou-
sar se vê que a saída do tiro não se faz sem esforço.
40 balas em um alvo sem 9 e 10. Onde se encontram as más
balas?
4 x 10 balas para controle de nível. Onde estão as más ba-
las? Para cada série de 10 fixe um resultado a atingir.
40 balas (4 x 10).
3 x 10 balas, para melhora e automatização do movimento
do gatilho.
3
a
semana
Com esforço físico máximo.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Ginástica especial para pistola.
Passeio para relaxar.
30 balas para controle de resultado.
30 balas para controle de resultado.
Este treinamento é destinado a controlar as capacidades.
Para contar seus pontos, não o faça com tolerância. Faça
como em uma competição.
Prepare-se como para uma competição.
Dia Elemento t/min. Notas
1 S1 10
S3 10
D1
D2
A2 20
2 S7
D5
2 A2 20
S1 10
S3 5
S8
D1 5
D2 5
D5
1 A2 60
2 A2 30
15
A1 10
4ª semana
Melhora do trabalho da posição.
Em uma câmara escura, para melhorar o disparo. Obser-
var os dois elementos em que você deve atingir um ritmo
de tiro.
20 elevações da arma. Melhora e automatização da subida
da arma. Desloque ainda seu ponto de referência na altura.
50 elevações da arma, para automatização do movimento
do gatilho.
Para descontração nervosa.
20 balas a 50m. Tente aqui também melhorar seu ritmo de
tiro. Preste atenção em uma boa mira.
25 balas como controle de resultado. Observe bem seus al-
vos e procure os erros ainda cometidos.
Passeio. Faça uma preparação para competição, em seguida
20 a 30 minutos de repouso.
Pôr-se em forma.
Igual a S1.
40 balas para controle de resultado.
Para se pôr em forma.
Para se pôr em forma.
40 balas para controle de resultado.
Onde estão seus erros?
GROSSO CALIBRE - JUNHO
Pontos importantes:
1 — melhora e manutenção da aquisição física e nervosa;
2 — manter e estabilizar os aperfeiçoamentos técnicos na
postura e no atirar.
Durante a primeira semana não haverá treinamento especial
O ponto de importância mais evidente é melhorar a condi
ção nervosa.
1
a
semana
Melhora: passeio com esforço médio.
Segundo a possibilidade, por intervalos com 50% de esforço
Ginástica especial para pistola.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Dia Elemento t/min. Notas
3
1
2
3
1
2
A2
A2
SI
S3
D1
D2
A2
D1
D2
A2
86
S7
S7
D3
D5
S1
S3
D1
D2
S7
S8
D1
120/180
15
15
5
10
30
15
15
Passeio.
Passeio para descontração nervosa.
2
a
semana
Concentração em uma boa posição e na imobilidade da arma
Concentração unicamente no atirar.
Para aperfeiçoar a técnica.
Para aperfeiçoar a técnica.
Passeio.
50 elevações da arma, prestar atenção entre a passagem do
movimento rápido e do movimento lento.
100 elevações da arma para melhorar o tiro no duelo.
Passeio com esforço intensivo.
10 balas a 50m. Observar em particular seu ritmo de tiro e
sua mira.
15 balas a 50m.
30 balas a 25m, em alvo sem 9 e 10.
10 balas.
4x10 balas pará controle de resultado.
3
a
semana
Só se concentrar na postura.
Só se concentrar na postura.
100 elevações da arma; concentre-se na linha reta do levan-
tar e na mudança de rapidez.
100 elevações da arma. Concentrar-se no movimento do ga-
tilho durante o levantar.
3x10 balas. As primeiras 10 balas sem observação, as 10
seguintes com observação e as últimas 10 sem.
Compare os 3 alvos. Não repousar a arma depois de atirar;
continuar a mira.
Controle de resultado; 20 balas. Concentre-se em manter
uma boa técnica e não conte seus pontos.
20 elevações da arma em seco.
Dia Elemento t/min. Notas
3
1
2
1
2
3
D2
S8
D5
A2
A2
S8
D5
S1
S3
D1
D2
S6
S7
S8
D4
S8
05
60
120/180
15
20
10
20 elevações da arma em seco.
Estes dois exercícios com a silhueta abrindo e fechando.
5 balas de ensaio, 30 balas de controle de resultado.
5 balas de ensaio, 30 balas de controle de resultado, faça a
conta exata de seus pontos.
4
a
semana
Ponto importante: idem do início de junho.
Com esforço máximo.
Passeio para descontração nervosa.
Ginástica especial para pistola.
30 balas; controlar o resultado.
30 balas; controlar o resultado.
GROSSO CALIBRE - JULHO
Pontos importantes:
1 — revisão dos elementos técnicos;
2 — manter a aquisição física.
1ª semana
Manter cada empunhadura 10-15" — concentre-se na imo-
bilidade da arma, prestar atenção em sua mira.
Concentre-se na mira, no tiro e em manter um bom ritmo
de tiro.
20 elevações da arma.
100 elevações da arma. Concentre-se no gatilho; uma vez o
ponto morto atingido você não deve ter senão algumas gra-
mas de resistência.
20 balas a 50m. Concentre-se no tiro e em seu ritmo de
atirar.
10 balas a 50m sem observação; observar principalmente
o atirar.
40 balas em 25m.
3 x 10 balas sem observação; observar a perfeição da
técnica.
30 balas, controlar o resultado.
30 balas; controle de resultado, fazer este tiro como uma
competição ou preparação para a mesma.
Dia Elemento t/min. Notas
1 A2 60
10
2 ?? 30
A2 30
3 S7 -
D4
1 S1 10
S3 10
S4 5
S5 10
2 D1
S2 10
A2 30
D1
A2 30
3 S6 -
S7
S7
S7
D4
D4
D5
1 A2 60
10
2 S8 -
2ª semana
Com esforço físico máximo.
Ginástica especial para pistola.
Treinamento da prova mais fraca, seja precisão, seja duelo
em seco. Concentre-se especialmente em suas fraquezas
Passeio.
2x15 balas em alvo sem 9 e 10, e sem observação.
4x10 balas e ver o resultado.
3
a
semana
De S1 a S5, repetição dos elementos técnicos.
20 elevações da arma.
Para melhorar a condição especial.
Passeio.
100 elevações da arma, concentre-se na melhora em soltar
o tiro.
Passeio.
10 balas, concentre-se unicamente no soltar o tiro.
10 balas, concentre-se no movimento do gatilho.
10 balas, concentre-se na mira.
10 balas, concentre-se em manter o ritmo de tiro, isto é,
não segurar muito tempo, repousar a arma quando o dis-
paro não saiu no tempo desejado.
10 balas, concentre-se na mira.
10 balas, concentre-se no movimento do gatilho durante
o levantar.
20 balas.
4
a
semana
Com esforço máximo.
Ginástica especial para pistola.
40 balas, controle de nível.
Dia Elemento t/min. Notas
D5
3 S8 -
D5
1 A2 30
S3 20
S5 10
10
2 A1 30
D1
D2
A1
3 S6
S7
40 balas, controle de nível.
30 balas, controle de nível.
30 balas, controle de nível, tentar encontrar nos alvos os
erros que você ainda comete.
GROSSO CALIBRE - AGOSTO
Pontos importantes:
1 — melhorar e automatizar os elementos técnicos;
2 — manter as aquisições nervosas e físicas.
Para muitos atiradores se apresentam os preparativos do
Campeonato Brasileiro. Eis a razão porque é necessário se-
guir o treinamento especial para esta meta e fazê-lo de
modo bem variado. Não somente o tiro, mas a aquisição do
controle físico e nervoso devem estar melhores, com a fi-
nalidade de estabelecer uma boa base para os resultados ele-
vados que se deseja atingir.
1
a
semana
Com 70% de esforço, segundo possibilidades com intervalos.
De preferência em um quarto onde haja poucos motivos pa-
ra distração. Observar o ritmo de tiro. Neste treinamento é
preciso principalmente observar o atirar (soltar o tiro no
momento exato).
Ligue a postura e o soltar o tiro em uma perfeição técnica.
Igualmente prestar atenção no ritmo de tiro.
Ginástica especial para pistola.
70% de esforço, de preferência por intervalos.
20 elevações da arma, para melhorar e automatizar o levan-
tar da arma.
100 elevações da arma, para melhorar a pressão no gatilho
durante o levantar a arma.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
Fazer este exercício com o máximo de esforço. Somente
mais descontraído no início e no fim.
20 balas em 50m.
Para melhorar o soltar o tiro e o ritmo de atirar. Aqui tam-
bém o tiro em alvo em branco, a arma deve ser posta em re-
pouso se o disparo não sai no seu tempo de postura normal.
(Refugar.)
20 balas (2 x 10 a 50m); depois de cada 10 balas, mudar o
alvo e atirar sem observação. Este exercício tem por meta
aumentar a dificuldade e solicitar do atirador uma muito
maior concentração. O mais ínfimo erro é muito visível a
50m.
Dia Elemento t/min. Notas
D1
D2
D4
1 S1 10
S3 10
S5 10
A2 30
10
2 D1 -
D2
A2 30
A1 10
3 S7 -
S8
D2
D5
1 A2 60
S2 15
2 S7 -
S8
D4
D5
3 S8 -
20 elevações da arma com aparição da silhueta.
10 elevações da arma igualmente com aparição da silhueta
mas em seco.
3 x 10 balas, esforce-se principalmente em uma perfeição
técnica em cada bala.
2
a
semana
Concentre-se em manter o ritmo de tiro.
Concentre-se no ritmo de tiro e no soltar o tiro.
Tente ser perfeito em cada tomada de posição e tiro.
Mesmo em seco, continue a empunhar depois de soltar o
tiro.
Passeio para descontração nervosa.
Ginástica especial para pistola.
30 elevações da arma para aperfeiçoar o movimento para
o alto.
100 elevações da arma para automatizar o conjunto; le-
vantar a pressão no gatilho, este conjunto deve se fazer com
a maior precisão.
Para descontrair os nervos.
Descontraindo, esforço, descontraindo.
15 balas a 25m sem observação.
30 balas em um alvo sem 9 e 10.
20 elevações da arma com apagamento da silhueta, em seco.
3x15 balas.
3
a
semana
Com esforço físico máximo.
20 balas em alvo sem 9 e 10.
20 balas para controle de nível.
20 balas para melhorar o sentido do tempo no duelo.
20 balas para controle de resultado.
2 x 20 balas em alvo sem 9 e 10.
Dia Elemento t/min. Notas
D5
1 S3 15
S2 15
A1 20
10
A2 30
2 S3 20
D2
A1
10
3 S6
S7
D4
D5
40 balas cada vez em séries de 10 balas.
4
a
semana
Concentrar-se no soltar o tiro.
Para melhorar a condição especial.
Descontraindo duas vezes.
Ginástica especial para pistola.
Esforço físico leve.
Concentre-se na perfeição de soltar o tiro e no ritmo de
tiro.
100 elevações da arma, no primeiro plano um bom soltar
do tiro.
2 x descontraindo.
Ginástica especial pará pistola.
15 balas a 50m. Concentre-se numa boa postura do ritmo
de tiro e num bom soltar do tiro.
15 balas a 50m; observar que só deve soltar o tiro quando
sua arma está o mais imóvel possível.
20 balas em alvo (2 x 10 balas em alvo de precisão).
25 balas para controle de resultado.
Os atiradores que tiram férias antes do Campeonato
Brasileiro devem se organizar para retomar seu treinamen-
to cerca de 15 dias desse campeonato.
A partir do mês de setembro, o treinamento especial
deve diminuir e estar completamente abandonado a partir
de outubro.
Em novembro e dezembro, os pontos importantes
seguintes devem ser objeto de maior atenção:
— avaliação do treinamento do ano passado;
— verificação das armas e acessórios.
Outros ensinamentos para o trabalho durante este
período se encontram no capítulo Período de Transição.
VIII-AVALIAÇÃO
DOS ALVOS E DOS
IMPACTOS
Em outros esportes, é fácil descobrir os erros e defei-
tos: os movimentos são tais que terceiros podem criticar.
É por exemplo fácil para o treinador de um nadador
observar as pernas ou os braços nas braçadas e avaliá-los
quanto ao valor técnico.
Quanto ao jogador de futebol, do mesmo modo, é
fácil reconhecer se domina a bola perfeitamente.
No tiro, a crítica dos aperfeiçoamentos técnicos só
podem se fazer em uma certa medida. É possível se ano-
tar se a posição exterior de um atirador de carabina — deitada
ou de joelho — de Tiro Rápido, corresponde à necessidade.
É, pelo, contrário, difícil de saber se a descontração
interior corresponde à posição exterior.
Mais difícil ainda é o controle de um elemento tão
imperceptível como o disparo do tiro.
Também no tiro há muitas razões de cometer erros
que são invisíveis para o observador.
Só se pode remediar os erros quando foram bem
precisados e observados.
Um meio de observar os erros consiste em estudar
os impactos. Neste caso, é preciso principalmente notar
que o atirador atire sem observação e não faça correções.
Além do mais, é preciso que o atirador preste aten-
ção para conservar sempre a mesma mira, isto é, a mesma
imagem de relações entre os aparelhos de pontaria e o alvo.
É importante também que o atirador encontre sem-
pre a mesma posição. Os atiradores de pistola devem sem-
pre segurar sua arma, do mesmo modo. Em um alvo com
impactos típicos, iremos tentar descobrir os erros mais vi-
síveis e indicar como remediá-los.
0 alvo 1 mostra os erros típicos do disparar o tiro,
nos atiradores de pistola e nos de carabina nas 3 posições.
Na posição deitada, os erros são menos acentuados que
nos da posição de pé.
Se o treinador ou o atirador anotam em vários alvos
que o disparo não está tecnicamente perfeito, pode-se re-
mediá-lo do seguinte modo:
- Treinamento em seco, no qual a concentração se
faz somente no disparo. Por este modo, o atirador tem
meios de verificar o movimento de sua arma, é importante
que a musculatura não envolvida no disparo esteja descon-
traída.
— Tiro com bala em um alvo em branco.
Este método tem a vantagem de que o atirador não
é perturbado e não atira rapidamente para obter pontos
elevados.
Por esta razão seria inútil se atirar em um alvo em
branco, tentando manter um ponto de referência. O que é
preciso é que se atire devidamente no momento em que a
arma está o mais imóvel possível.
— Tiro com bala sobre um alvo comum.
Da mesma forma, neste exercício a concentração de-
ve ser feita sobre o disparo e o resultado obtido desempe-
nha papel secundário. O atirador deve disparar ainda mes-
mo que a arma não esteja no centro do alvo, mas só
quando ela estiver imóvel.
Depois do tiro, o atirador deve precisar se o im-
pacto corresponde à previsão. Se este é o caso, houve um
bom tiro.
0 alvo 2 mostra uma dispersão em altura. Para os
atiradores de pistola e de carabina que atiram com uma
massa de mira reta, prova que o espaço entre a massa de
mira e o alvo não é sempre o mesmo.
O atirador deve-se concentrar com esforço em um
ponto de referência imutável. Falta-lhe provavelmente a
condição especial (força de postura), e deve ser melhora-
da. Igualmente para uma posição deitada muito plana, o
alvo pode se ovalizar. 0 atirador deve procurar uma posi-
ção mais elevada. A dispersão vertical acontece igualmente
quando a arma não está sempre igualmente posta no om-
bro, na posição deitada.
No alvo 3, há, ao lado de bons impactos, gatunadas,
que se encontram na parte inferior do alvo.
Este grupamento acontece em particular nos atirado-
res de carabina em posição de pé, em atiradores de pistola
a 50m. A razão é que o atirador não mantém a postura
depois de soltar o tiro. Depois de ter levantado e repousa-
do várias vezes, chega-se a um movimento (disparar), que
provoca outro movimento (repousar). Desse modo se for-
ma uma perfeição negativa, isto é, um reflexo negativo.
Este conjunto nervoso vem de um hábito, e pode
ter conseqüências catastróficas em uma competição, em
particular se a bala parte (dispara) em um momento inde-
sejável. Desde já o pensamento do atirador deve conduzi-
lo a repousar, se a arma se põe a vibrar ou oscilar.
A conclusão disto é que convém prosseguir a visada
uma vez que o disparo saiu; é a maior necessidade do ati-
rador.
0 alvo 4 mostra os impactos desviados horizontal-
mente. Nos bons atiradores, isto levaria a demonstrar que
a posição dos pés ou o conjunto da posição não casa com
o alvo. Quanto mais o sentido do músculo de um atirador
será desenvolvido, mais facilmente remediará este erro (ver
o capítulo sobre o sentido dos músculos).
Se os impactos se deslocam horizontalmente para a
esquerda, considera-se que, principalmente nos atiradores
de pistola, o indicador toca o corpo da pistola, e durante
o disparo (soltar o tiro) desloca a mira. Neste caso, a co-
ronha deve ser acertada para que o indicador não toque
mais o corpo da pistola.
Entre os atiradores de carabina em posição deitada
nota-se este tipo de dispersão, quando o cotovelo esquer-
do está muito longe da arma ou muito à esquerda, encon-
tra-se defeito no alvo. Visto do alto, o cotovelo deveria se
encontrar cerca de 5cm à esquerda da arma.
O alvo 5 mostra os impactos no quarto direito supe-
rior do alvo. Nos atiradores de pistola, reconhece-se um
reflexo de reação contra o recuo da arma depois de soltar
o tiro. É possível também que no disparo (soltar o tiro) o
polegar se apoia contra a coronha. Neste caso, o atirador
deve se esforçar para sempre empunhar a arma da mesma
maneira (ver também "sentido do músculo").
Entre os atiradores de carabina, encontra-se este de-
feito quando o braço esquerdo está contraído. Por causa
da cãibra do braço esquerdo, a arma será desviada durante
o disparo (soltar o tiro).
Igualmente, um tiro em um alvo em branco é um
bom remédio, pela ausência do alvo o atirador pode se
concentrar na posição e disparar o tiro. Igualmente é
bom, nestes casos, fazer o tiro em seco, se concentrando
por sua vez no papel da descontração da posição do tiro e
num disparo perfeito.
Alvo 6
No alvo 6 você observa os piores erros cometidos no
tiro de duelo. Os impactos se encontram baixos, à esquer-
da, freqüentemente até o 7 ou 8.
O erro se encontra no fato de que o atirador "gati-
Iha" as 1.360g do gatilho quando chega no 10.
Para tais atiradores, é preciso refazer os exercícios
D1 e D2, intensamente; ver igualmente o treinamento pa-
ra grosso calibre.
É importante que o atirador comece a apoiar no ga-
tilho a partir do último terço do movimento de levantar e
fazer este movimento regularmente.
Alvo 7
No alvo 7, os maus impactos encontram-se na parte
superior. O erro deve ser atribuído a negligência do traba-
lho de elevar a arma, como no alvo 6.
É possível também que o atirador, por um movi-
mento da palma da mão, ou do braço force a arma pela
apreensão contra o recuo. Para remediar estes erros e fal-
tas, retomar os exercícios D1, D2, D3.
Há igualmente erros inexplicáveis quando o atirador
não se concentra suficientemente em sua massa de mira,
mas olha o alvo de vez em quando.
Nós estamos limitados a notar os erros mais marcan-
tes.
Há naturalmente outras fontes de erros legíveis no
alvo.
Antes que um atirador não possa tirar a lição destes
seus impactos, é preciso que também tenha adquirido uma
certa experiência. A leitura dos alvos deve se fazer duran-
te um período bem prolongado e ser objeto de notas para
considerações concretas.
Uma outra possibilidade consiste em notar os impac-
tos no livro de treinamento ou numa caderneta de notas
para reconstruir, posteriormente, as razões dos impactos.
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