Contudo, a tecnologia não pára de progredir e, no século XX,
surgiram os sistemas eletrônicos que ampliaram a forma de criação, transmissão,
armazenagem e visualização de imagens. Segundo (Plaza, 1996),
“Depois das imagens de tradição pictórica, das imagens pré-
fotográficas e das imagens fotoquímicas (foto e cinema), surgem as
Imagens de Terceira Geração, ou seja, as chamadas Imagens de
Síntese, as Imagens Numéricas e as Imagens Holográficas”
Estas imagens revolucionam, até o presente, a forma como são
registradas as informações visuais, visto tratarem-se de formas completamente
diferentes das anteriores e com inúmeras possibilidades de reprodução, armazenagem
(compact disk (CD), fita, hard disk (HD), disco óptico) e preservação, tanto de novas
imagens como de registros feitos com as tecnologias anteriores.
A ciência sempre utilizou a imagem como aliada e com todos esses
avanços tecnológicos, tem sido possível aperfeiçoar cada vez mais esta utilização.
Algumas áreas que a utilizam são: astronomia, medicina, biologia, engenharia, artes e
computação (Joly, 1996). Seu interesse não é a imagem no âmbito social, mas na
ciência.
A utilização de imagem aliada à evolução tecnológica proporcionou
um desenvolvimento exponencial na área da saúde. Com sua introdução no
diagnóstico, mais especificamente na medicina, começando com a aplicação do
microscópio na realização de biópsias (patologia diagnóstica) e, anos mais tarde, a
descoberta dos raios X, considerado o marco inicial deste desenvolvimento, amplia a
exploração de regiões inacessíveis do corpo humano (Joly, 1996; Quéau, 1996;
Galvão, 2000). Atualmente existem muitas formas de diagnóstico por imagem, entre
elas: a ultra-sonografia, a tomografia computadorizada, a microscopia, a ressonância
magnética e outras.
As imagens possuem basicamente três tipos de aplicação na
medicina: profissional, pesquisa e no ensino. No campo profissional e na pesquisa
abrangem o diagnóstico e o tratamento, utilizando as imagens originadas dos exames