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Penso também haver esclarecido uma dúvida
sôbre a edição da “Teoria e Prática da Cooperação”
do Sr. Sarandy Rapôso. Seu trabalho surgiu em edi-
ção autônoma da Imprensa Nacional, em 1912, co
a indicação de ser a “primeira edição”. Em 1935,
surge outra, com a indicação de 3.ª. Logo uma
questão se apresentou: qual a data e o editor da
2.ª edição, que se interpolara?
A explicação, porém, encontrei-a nesta mes-
ma “3.ª edição”. Com efeito, à pg. 26 há uma nota,
que assim começa: “Em 1911, data da 1.ª edição
etc.” Logo, a indicação contida no rôsto da edição de
1912, seria errônea, pois o autor já se referia a uma
anterior. Ao fim do livro, inseriu uma crí-
tica do “Jornal do Comércio”, que começa dizendo:
“No meio do trabalho de construção que felizmente
á vamos fazendo, na República, acaba de surgir,
como mais um bom sintoma, o livro cujo título acima
enunciamos, com o detalhe característico de faze
arte integrante do 3.º volu
e do Relatório de
1911 do Sr. Ministro da Agricultura”. E adiante:
“Essa integração, nós a encontramos no excelente
trabalho do Sr. Sarandy Rapôso, anexo ao terceiro
volume do Relatório de 1911 etc.” E no estudo crítico
do Sr. Cunha Bueno Junior, também anexado
ao volume, é dito que o trabalho “merecera o laurel
de ser incluído no terceiro volume do relatório geral
de 1911, do mesmo ministro”. Como sabem, êste
fôra o Sr. Pedro de Tolêdo.
Não houve, pois, a rigor, três edições da
“Teoria e Prática da Cooperação”, porque não pode
ser considerada como tal a inserção de um trabalho
no texto do relatório ministerial. Nesses têrmos, a
edição de 1912 efetivamente é a primeira; a de 1933
é a segunda, não existindo uma terceira, como, por