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Magistrados. Na época foram destacados os seguintes resultados:
FATORES DE SUCESSO E RESULTADOS: O apoio prestado pelas
Universidades locais, que cederam profissionais para a realização de
palestras, além de outros profissionais autônomos que se dispuseram a
prestar colaboração à Direção do Foro, especialmente o suporte técnico do
Professor Alberto Schmidt, vinculado à Universidade Federal de Santa
Maria, que assessorou a Direção na avaliação da Comarca conforme o
Nível 1 do Plano Nacional de Qualidade e na elaboração do Plano de
Gestão. Finalmente, o apoio prestado pelo Escritório de Qualidade do
Tribunal de Justiça do Estado, originando estímulo ao público interno...A
organização da Comarca proporcionou ganhos institucionais e materiais.
Entre os últimos, podemos citar: a única Comarca do interior que conta com
“Datashow” para apresentação de palestras; edificação de um galpão
crioulo para a confraternização dos servidores e magistrados; obras para a
conclusão do sexto andar do Prédio do Foro; decoração das áreas comuns
com vasos e plantas; adoção de um novo “layout” dos cartórios, com sala
de atendimento para partes e advogados, entre outros. Os ganhos
institucionais são ainda maiores. As palestras motivacionais, semana de
saúde, palestras jurídicas ministradas pelos magistrados e comemorações
como Dia da Justiça e participação em Feiras, alavancaram o moral do
corpo funcional da Comarca, propiciando um engajamento ainda maior aos
objetivos do plano. Notamos, ainda, uma revigoração da imagem do Poder
Judiciário na Comarca. Os indicadores permitiram desmistificar a propalada
morosidade. Passamos a ter noção de tempo de tramitação dos processos,
número de atendimentos e quantidade de decisões proferidas. Várias
reportagens foram feitas pela imprensa escrita, inclusive com destaque na
capa e, ainda, entrevistas com juízes e servidores no rádio e televisão. Os
resultados das pesquisas de clima e de satisfação apontaram as nossas
deficiências e o caminho a ser trilhado para a melhoria contínua dos
serviços forenses, abrindo-se um importante canal de aproximação dos
servidores com os Juízes e do público com o Poder Judiciário. A rotina de
reuniões entre o Diretor do Foro e os escrivães, trouxe solução linear e
rápida aos problemas comuns e proporcionou uma visão da Comarca como
um todo. A reunião com todos os juízes e servidores também foi canal
importante de democratização do Poder.
Já as dificuldades foram as seguintes:
PRINCIPAIS DIFICULDADES ENCONTRADAS: Destaca-se a resistência
de alguns Servidores e Magistrados às mudanças que estavam sendo
propostas. Alguns permaneciam apegados ao sistema tradicional, onde o
Poder Judiciário se limitava a processar e julgar as ações, sem desenvolver
maiores estudos em relação à forma como os trabalhos estavam se
desenvolvendo nas Varas e na Comarca. A inexistência de uma visão
sistêmica, impedia o compartilhamento de idéias e novas iniciativas bem
como a padronização entre as Varas. Os Servidores se sentiam
desvalorizados pelo público externo. Também não se sentiam valorizados
pelos Magistrados, pois não havia a cultura de reuniões ordinárias de
equipe para tratar os problemas. Por fim, a crença no sentido de que o todo
o processo de mudança deva partir da Alta Direção, leia-se Tribunal de
Justiça. Assim, o convencimento de que uma série de melhorias poderia ser
desenvolvida mediante o desencadeamento de ações que estavam ao
alcance de todos, é um processo que ainda em andamento, na tentativa de
quebra dessa idéia de total submissão em prejuízo da utilização de toda
nossa capacidade de criação, inovação e agentes de mudança.
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Em 2009, a Comarca de Esteio deu início a um trabalho de gestão
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Guia das Melhores Práticas de Gestão. Publicado pela Associação dos Magistrados Brasileiros, p.
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