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UFSM
Dissertação de Mestrado
SÍNTESE DE ARILAZIDAS E
1,2,3-TRIAZÓIS 1,4-DISSUBSTITUÍDOS CONTENDO
CALCOGÊNIOS
___________________
ANNA MARIA DEOBALD
PPGQ
Santa Maria, RS, Brasil
2010
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SÍNTESE DE ARILAZIDAS E
1,2,3-TRIAZÓIS 1,4-DISSUBSTITUÍDOS CONTENDO
CALCOGÊNIOS
Por
ANNA MARIA DEOBALD
Dissertação apresentada no Programa de s-Graduação em
Química, Área de Concentração em Química Orgânica, na
Universidade Federal de Santa Maria (RS), como requisito parcial para
a obtenção do grau de Mestre em Química
PPGQ
Santa Maria, RS, Brasil
2010
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Aos meus pais Alfredo e Maria, para os quais não existem
palavras suficientes de agradecimento. Obrigado por me
ensinarem valores e guiarem meus passos. Dedico a vocês
essa conquista. Amo vocês!
Ao Leandro, meu namorado, que sempre esteve, quimicamente
falando, ao meu lado no desenvolvimento deste trabalho.
Obrigada pelo carinho e incentivo.
Eu te amo!
Aos meus irmãos, Jader e Gabriel, pelo apoio e momentos de
descontração. Muito obrigada.
Ao Prof. Braga, que me recebeu de braços
abertos desde a Iniciação Científica. Obrigada pela
oportunidade, confiança e ensinamentos.
AGRADECIMENTOS
Aos antigos amigos do lab: Wolmer, Paulo, Diogo, Jasquer, Thiago, Diana,
Priscila, André, Fabrício, Graci, Cabelo, Paulinho, Juliano, Vanessa.
Aos atuais alunos do LabSelen: Ricardo, Galetto, Kashif, Salman, Senthil,
Diego, Josimar, Devender, Letiére, Eduardo, Cris, Camila, Patrícia, Rafael.
Em especial, para minha IC formada”, Greice, que além de colega é uma
amiga muito especial. Obrigada.
Ao Márcio (Amarello), um agradecimento especial, pela amizade, incentivo,
e principalmente pelos ensinamentos básicos de laboratório. Muito obrigada por
tudo.
Aos colegas e amigos dos Laboratórios do Prof. Gilson e do Prof. Cláudio.
Aos professores Oscar e Luciano, pela ajuda, ensinamentos e correções
deste trabalho.
Ao Prof. João Batista, pelos trabalhos desenvolvidos em conjunto na aréa
da bioquímica.
Ao Ricardo, um agradecimento especial, pelas amostras de massa feitas na
Alemanha.
Ao Prof. Gilson, pelo incentivo e ajudas com o CG em trabalhos paralelos a
este.
Ao Prof. Diego e ao Eduardo, pela amizade e ajuda no desenvolvimento
deste trabalho.
A todos os amigos e colegas que sempre estiveram ao meu lado durante o
desenvolvimento deste trabalho, no dia-a-dia do laboratório.
E em especial aos meus familiares, que sempre souberam compreender as
minhas ausências e me apoiar em minhas decisões. Muito obrigada!
Aos professores e funcionários do Departamento de Química da UFSM.
Às agencias financiadoras FAPERGS, CNPq e CAPES, pelas bolsas e
auxílios concedidos.
ix
RESUMO
Título: Síntese de Arilazidas e 1,2,3-Triazóis 1,4-Dissubstituídos Contendo
Calcogênios
Autor: Anna Maria Deobald
Orientador: Prof. Dr. Antonio Luiz Braga
O presente trabalho apresenta a síntese de azidas orgânicas contendo
selênio, enxofre e telúrio, e subsequente utilização destes compostos na síntese
de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos por reação Click. A estratégia sintética
adotada permitiu a obtenção dos compostos desejados em procedimentos
experimentais simples e com bons rendimentos. Além disso, os compostos
preparados possuem um caráter modular, o que propiciou o acesso rápido a uma
série de compostos com grande diversidade estrutural.
A metodologia utilizada envolveu a clivagem de dicalcogenetos de
diorganoíla, empregando boroidreto de sódio como agente redutor, seguido da
adição dos calcogenolatos formados ao orto- e para-cloronitrobenzeno, através de
uma reação de substituição nucleofílica aromática, formando os nitrocompostos
desejados. Estes foram reduzidos para as correspondentes calcogenoaminas 1a-j
usando zinco metálico na presença de cloreto de amônio. Na etapa seguinte, as
calcogenoaminas 1a-j foram transformadas nas calcogenoazidas 2a-j desejadas
por meio de reação com nitrito isoamílico e trimetilsilil azida.
x
Os dicalcogenetos amínicos 1k e 1l foram sintetizados a partir da o-iodo
anilina empregando selênio ou telúrio elementar, e foram transformados nos
respectivos dicalcogenetos orto-azida 2k e 2l por meio de diazotação com nitrito
isoamílico, seguida de reação com trimetilsilil azida.
Por fim, as calcogeno-azidas 2a-l sintetizadas foram submetidas a reação
de cicloadição catalisada por cobre, também conhecida como reação de
cicloadição 1,3 dipolar de Huisgen ou reação Click. Nesta etapa foram utilizados
diversos alquinos terminais, o que permitiu a síntese de uma grande quantidade
de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos 3a-z.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA
LabSelen - Laboratório de Síntese de Compostos Quirais de Selênio
Dissertação de Mestrado
Santa Maria, 25 de Fevereiro de 2010
xi
ABSTRACT
Title: Synthesis of Aryl Azides and 1,4-Disubstituted 1,2,3-Triazoles
Containing Chalcogenides
Author: Anna Maria Deobald
Academic Advisor: Prof. Dr. Antonio Luiz Braga
This work presents the synthesis of organic azides containing selenium,
sulfur and tellurium, and subsequent use of these compounds in the synthesis of
1,4-disubstituted 1,2,3-triazole by Click Chemistry. The synthetic strategy adopted
allowed to obtain the desired compounds in simple experimental procedures and
with good yields. In addition, the compounds prepared have a modular character,
which provided quick access to a series of compounds with great structural
diversity.
The methodology involved the cleavage of the dichalcogenides, using
sodium borohydride as a reducing agent, followed by the addition of
chalcogenolates generated to ortho- and para-chloronitrobenzene, through a
nucleophilic aromatic substitution reaction to form the desired nitrocompounds.
These were reduced to the corresponding chalcogen amines 1a-j using metallic
zinc in the presence of ammonium chloride. In the next step, the chalcogen amines
1a-j were transformed into the chalcogen azides 2a-j desired by reaction with
isoamyl nitrite and trimethylsilyl azide.
xii
The dichalcogenamines 1k and 1l were synthesized from the o-iodo aniline
using elemental selenium or tellurium, and were processed in their o-
dichalcogenazides 2k and 2l by reacting with isoamyl nitrite, followed by reaction
with trimethylsilyl azide.
Finally, the chalcogenazides 2a-l synthesized reacted by cycloaddition
reaction catalyzed by copper, also known as cycloaddition reaction of 1.3 dipolar
Huisgen reaction or Click reaction. At this stage various alkynes were used, which
allowed the synthesis of a great amount of 1,4-disubstituted 1,2,3-triazoles 3a-z.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA
LabSelen - Laboratório de Síntese de Compostos Quirais de Selênio
Master Dissertation in Chemistry
Santa Maria, February 25, 2010
ÍNDICE
Agradecimentos ...............................................................................................
vii
Resumo ............................................................................................................
ix
Abstract ............................................................................................................
xi
Lista de Tabelas ...............................................................................................
xv
Lista de Figuras ...............................................................................................
xvi
Lista de Siglas, Abreviaturas e Símbolos ........................................................
xvii
Introdução e Objetivos .....................................................................................
1
Capítulo 1: Revisão da Literatura .................................................................
7
1.1 Síntese de Azidas Orgânicas...................................................................... 8
1.2 Reações de Cicloadição 1,3-Dipolar Entre Azidas e Alquinos Terminais
Catalisadas por Sais de Cobre.........................................................................
11
Capítulo 2: Apresentação e Discussão dos Resultados ............................
20
2.1 Preparação das Azidas Aromáticas Contendo Calcogênios......................
21
2.2 Síntese de 1,2,3-Triazóis 1,4-Dissubstituídos Contendo
Calcogênios.......................................................................................................
30
Considerações Finais, Conclusões e Perspectivas ...................................
44
Capítulo 3: Parte Experimental .....................................................................
46
3.1 Materiais e Métodos ...................................................................................
47
3.1.1 Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear .......................
47
3.1.2 Espectroscopia na Região do Infravermelho.................................... 47
3.1.3 Espectrometria de Massas de Alta Resolução................................. 47
3.1.3 Difração de Raios-X.......................................................................... 47
3.1.4 Rota-evaporadores .......................................................................... 48
3.1.5 Solventes e Reagentes..................................................................... 48
3.2 Procedimentos Experimentais ..................................................................
49
3.2.1 Procedimento para a síntese das calcogenoaminas
-
j
.................
49
3.2.2 Procedimento para a síntese dos dicalcogenetos amínicos 1k e 1l.
53
3.2.3 Procedimento para a síntese das calcogenoazidas 2a-j..................
54
3.2.4 Procedimento para a síntese das
dicalcogenoazidas
2k e 2l
..........
57
3.2.5 Procedimento para a preparação dos calcogenotriazóis 3a-y..........
58
3.2.6 Procedimento para a síntese do selenotriazol
3z
.............................
66
3.2.7 Procedimento para a síntese do 1-iodo-fenilacetileno...................... 67
3.2.8 Dados cristalográficos do composto 3a............................................
68
Referências Bibliográficas ............................................................................
71
Capítulo 4: Espectros Selecionados ............................................................
78
xv
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 -
Variação do solvente de reação na obtenção do selenotriazol
3a.................................................................................................
31
Tabela 2
-
Variação do sal CuI para obtenção do triazol
3a
.........................
32
Tabela 3 -
Variação do sal de cobre (II) para obtenção do triazol
3a..................................................................................................
33
Tabela 4 -
Variação da quantidade de sal de cobre (II) e de Ascorbato de
Sódio para obtenção do triazol 3a...............................................
34
Tabela
5
-
Comprimentos de ligação (Å) e ângulos de ligação selecionados
) no composto 3a. Desvio padrão entre
parênteses.....................................................................................
66
Tabela 6 -
Dados da coleta de intensidades e do refinamento da estrutura
cristalina e
molecular do selênio triazol
3a..................................................................................................
67
xvi
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 -
Heterociclos farmacologicamente ativos.................................
2
Figura 2 -
Diversos heterociclos aromáticos azólicos............................. 3
Figura 3
-
Estrutura do AZT.....................................................................
8
Figura 4 -
Calcogenoazidas alvo............................................................. 21
Figura 5
-
Espectro de RMN
1
H do composto
em CDCl
3
a 400
MHz.........................................................................................
27
Figura 6 - Espectro de RMN
13
C do composto 2a em CDCl
3
a 100
MHz.........................................................................................
28
Figura 7 - Espectro de infravermelho do composto 1a. Os valores das
freqüências estão em cm
-1
......................................................
29
Figura 8 - Calcogenotriazóis 3a-l sintetizados........................................
35
Figura 9 -
Intermediário proposto............................................................ 36
Figura 10
-
Selenotriazóis
3m
-
y
sintetizados............................................
38
Figura 11 - Espectro de RMN
1
H do composto 3a em CDCl
3
a 400 MHz.
40
Figura 1
2
-
Espectro de RMN
13
C do composto
em CDCl
3
a 100
MHz.........................................................................................
41
Figura 13 - Espectro de infravermelho do composto 3a
em pastilha de
KBr. Os valores das freqüências estão em cm
-1
.....................
42
Figura 14 - Projeção da estrutura molecular do composto 3a. Elipsóides
térmicos em um nível de probabilidade de 50%...................
42
LISTA DE SIGLAS, ABREVIATURAS E SÍMBOLOS
TsN3 Tosil azida
N
3
SO
2
C
7
H
7
TfN3 Azida tríflica
N
3
SO
2
CF
3
TMSN3 Trimetilsililazida
N
3
Si(CH
3
)
3
t-BuONO Nitrito de terc-butila
TTTA
tris[(1-terc-butil-1H-1,2,3-
triazoil)metil]amina
TBTA
tris[(1-benzil-1H-1,2,3-
triazoil)metil]amina
Fmoc
(9H-fluoren-9-il)metil
carbonocloridato
FGFG-OH Ligações peptídicas
Introdução e Objetivos
Introdução e Objetivos
2
A importância dos compostos heterocíclicos é incontestável,
particularmente devido as inúmeras aplicações como medicamentos.
Comumente, um grande número de heterociclos são encontrados como
princípios ativos de drogas mundialmente consumidas e possuem as mais
diversas atividades farmacológicas: antiviral (ribavirina, 4); antitumoral
(carbamato de fluorouracila, 5); antifúngica (fluconazol, 6); antiinflamatória e
analgésica (dipirona, 7); antiprotozoária (metronidazol, 8); inibidora da
β-
lactamase (tazobactama sódica, 9) e antimicrobiana (benzilpenicilina, 10)
(Figura 1).
1
Figura 1. Heterociclos farmacologicamente ativos.
Os heterociclos aromáticos nitrogenados de cinco membros, contendo
um ou mais átomos de nitrogênio, pertencem à classe de substâncias
denominada genericamente de azol, sendo que o mais simples deles é o pirrol
11 (Figura 2). Os compostos heterocíclicos azólicos contendo átomos de
enxofre ou oxigênio são chamados, respectivamente, de tiazol 12 e oxazol 13.
1
(a) Barreiro, E. J.; Fraga, C. A. F. Em Química Medicinal: As Bases Moleculares de ação de
Fármacos, Artmed Editora, Porto Alegre, RS, 2001, 53. (b) Gilmam, A. G.; Rall, T. W.; Nies, A.
S.; Taylor, P. Em Goodman & Gilman - As Bases Farmacológicas da Terapêutica, 8a ed.,
Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, RJ, 1991.
Introdução e Objetivos
3
Na Figura 2 destacam-se os membros mais simples da classe: pirazol 14,
imidazol 15, 1,2,3-triazol 16, 1,2,4-triazol 17, tetrazol 18 e pentazol 19.
2
Figura 2. Diversos heterociclos aromáticos azólicos.
Dentre os sistemas heterocíclicos mais estudados, os 1,2,3-triazóis têm
despertado muito interesse pelo fato de possuírem um vasto campo de
aplicações, que vão desde usos como explosivos, até como agroquímicos e
fármacos.
3
Os 1,2,3-triazóis são substâncias heteroaromáticas com três átomos
de nitrogênio vicinais, e que apresentam seis elétrons π.
2
Dentre as diferentes metodologias para preparação de heterociclos de
cinco membros, destaca-se a cicloadição 1,3-dipolar de Huisgen
4
entre dois
reagentes insaturados, um dipolo e um dipolarófilo, através de um mecanismo
concertado. A cicloadição de azidas (dipolo) e alquinos (dipolarófilo) leva a
formação de 1,2,3-triazóis.
Contudo, a síntese de 1,2,3-triazóis através da cicloadição [3 + 2] de
Huisgen apresenta algumas desvantagens. Apesar desta reação pericíclica ser
termicamente permitida, ocorre somente em altas temperaturas na ausência de
catalisadores, formando uma mistura regioisomérica de 1,2,3-triazóis
(Esquema 1).
Esquema 1. Reação de Huisgen.
2
(a) Katritzky, A. R.; Pozharskii, A. F. Em Handbook of Heterocyclic Chemistry, Second Edition;
Pergamon: Oxford, 2000. (b) Eicher, T.; Hauptmann, S. Em The Chemistry of Heterocycles,
Second Edition; Wiley-VCH, 2003.
3
Grimett, M. R. Em Comprehensive Organic Chemistry; Barton, D.; Ollis, D., eds.; Pergamon
Press: Reino Unido, 1979.
4
Huisgen, R.; Szemies, G.; Mobius, L. Chem. Ber. 1967, 100, 2494.
Introdução e Objetivos
4
Devido as recentes descobertas de metodologias eficientes na obtenção
regioespecífica de 1,2,3-triazóis substituídos
5
e de diversas atividades
biológicas
6
e aplicações
7
dos mesmos, o interesse relativo a esta classe de
compostos vem aumentando. Dentre estas metodologias de síntese, destaca-
se a cicloadição 1,3-dipolar entre azidas e alquinos terminais catalisadas por
sais de cobre, também denominada reação Click (Esquema 2).
Esquema 2. Reação de Huisgen catalisada por cobre.
Recentemente, Sharpless e colaboradores desenvolveram sistemas
catalíticos para este tipo de reação utilizando espécies de cobre (I), geradas in
situ a partir de sais de cobre (II) na presença de agentes redutores. Os sais de
cobre comumente utilizados são CuSO
4
.5H
2
O e Cu(OAc)
2
e os agentes
redutores mais eficazes são o ácido ascórbico e seu correspondente sal
sódico.
8
A cicloadição 1,3-dipolar mediada por cobre possui ampla aplicação nos
diversos campos da química, como na descoberta
9
e modulação de moléculas
5
(a) Rostovtsev, V. V.; Green, L. G.; Fokin, V. V.; Sharpless, K. B. Angew. Chem. Int. Ed. 2002,
41, 2596. (b) Torn
Ø
e, C. W.; Christensen, C.; Meldal, M. J. Org. Chem. 2002, 67, 3057.
(c)Zhang, L.; Chen, X.; Xue, P.; Sun, H. H. Y.; Williams, I. D.; Sharpless, K. B.; Fokin, V. V.; Jia,
G. J. Am. Chem. Soc. 2005, 127, 15998.
6
(a) Tron, G. C.; Pirali, T.; Billington, R. A.; Canonico, P. L.; Sorba, G.; Genazzani, A. A. Med.
Res. Rev. 2008, 28, 278. (b) Hein, C. D.; Liu, X.; Wang, D. Pharm. Res. 2008, 25, 2216. (c)
Kolb, H. C.; Sharpless, K. B. Drug. Disc. Today 2003, 8, 1128.
7
Moses, J. E.; Moorhouse, A. D. Chem. Soc. Rev. 2007, 36, 1249.
8
(a) Himo, F.; Lovell, T.; Hilgraf, R.; Rostovtsev, V. V.; Noodleman, L.; Sharpless, K. B., Fokin,
V. V. J. Am. Chem. Soc. 2005, 127, 210. (b) Krasinski, A.; Radic, Z.; Manetsch, R.; Raushel, J.;
Taylor, P.; Sharpless, K. B.; Kolb, H. C. J. Am. Chem. Soc. 2005, 127, 6686. (c) Lee, L. V.;
Mitchell, M. L.; Huang, S.; Fokin, V. V.; Sharpless, K. B.; Wong, C. J. Am. Chem. Soc. 2003,
125, 9588.
9
(a) Xie, J.; Seto, C. T. Bioorg. Med. Chem. 2007, 15, 458. (b) Al-Masoudi, N. A.; Al-Soud, Y. A.
Tetrahedron Lett. 2002, 43, 4021. (c) Lee, T.; Cho, M.; Ko, S. Y.; Youn, H. J.; Baek, D. J.; Cho,
W. J.; Kang, C. Y.; Kirn, S. J. Med. Chem. 2007, 50, 585.
Introdução e Objetivos
5
candidatas a fármacos,
10
no desenvolvimento de novos materiais,
11
no design
de novos catalisadores,
12
em química supramolecular
13
e em biotecnologia.
14
Este avanço na obtenção e aplicação de 1,2,3-triazóis através de
cicloadição 1,3 dipolar catalisadas por cobre incentivou o crescimento de uma
classe de compostos altamente versátil do ponto de vista sintético: as azidas
orgânicas. Estas podem reagir diferentemente dependendo das condições de
reação, sendo que reagem tanto com eletrófilos no nitrogênio 1 (Esquema 3)
como com nucleófilos no nitrogênio 3.
15
Esquema 3. Reatividade das azidas orgânicas.
Além das reações de cicloadição com alquinos, as azidas também
reagem com outros dipolarófilos como alquenos
16
e nitrilas
17
levando a
formação de 1,2,3-triazolinas e tetrazóis, respectivamente. Adicionalmente,
organoazidas podem formar nitrenos por meio de decomposição térmica ou
fotoquímica.
18
Nitrenos são intermediários bastante explorados em síntese,
10
Parrish, B.; Emrick, T. Bioconjugate Chem. 2007, 18, 263.
11
(a) Lee, B. S.; Lee, J. K.; Kim, W. J.; Jung, Y. H.; Sim, S. J.; Lee, J.; Choi, I. S.
Biomacromolecules 2007, 8, 744. (b) Nandivada, H.; Jiang, X.; Lahann, J. Adv. Mater. 2007, 19,
2197.
12
(a) Bastero, A.; Font, D.; Pericàs, M. A. J. Org. Chem. 2007, 72, 2460. (b) Chassaing, S.;
Kumarraja, M.; Sido, A. S. S.; Paie, P.; Sommer, J. Org. Lett. 2007, 9, 883. (c) Luo, S.; Xu, H.;
Mi, X.; Li, J.; Zheng, X.; Cheng, J. J. Org. Chem. 2006, 71, 9244. (d) Yan, Z.; Niu, Y.; Wei, H.;
Wu, L.; Zhao, Y.; Liang, Y. Tetrahedron: Asymm. 2006, 17, 3288.
13
Carlqvist, P.; Maseras, F. Chem. Comm. 2007, 748.
14
Nepogodiev, S. A.; Dedola, S.; Marmuse, L.; Oliveira, M. T.; Field, R. A. Carbohydr. Res.
2007, 342, 529.
15
Bräse, s.; Gil, C.; Knepper, K.; Zimmermann, V. Angew. Chem. Int. Ed. 2005, 44, 5188.
16
(a) Blass, B. E., Coburn, K. R.; Faulkner, A. L.; Seibela, W. L.; Srivastava, A. Tetrahedron
Lett. 2003, 44, 2153. (b) Avemaria, F.; Zimmermann, V.; Bräse, S. Synlett 2004, 1163. (c)
Lormann, M. E. P.; Walker, C. H.; Es-Sayed, M.; Bräse, S. Chem. Commun. 2002, 1296. (d)
Bräse, S. Acc. Chem. Res 2004, 37, 804.
17
(a) Huisgen, R. J. Org. Chem. 1968, 33, 2291. (b) Demko, Z. P.; Sharpless, K. B. Org. Lett.
2001, 3, 4091. (c) Demko, Z. P.; Sharpless, K. B. J. Org. Chem. 2001, 66, 7945. (d) Demko, Z.
P.; Sharpless, K. B. Org. Lett. 2002, 4, 2525.
18
Tiemann, F. Ber. Dtsch. Chem. Ges. 1891, 24, 4162.
Introdução e Objetivos
6
sendo que sua reação com alquenos leva a formação de aziridinas.
19
A reação
intramolecular de nitrenos com ligações duplas carbono-heteroátomo (O, N) na
posição orto levam a formação de heterociclos, como indazóis
20
e
benzofuroxanos.
21
Azidas também reagem com reagentes de fósforo
nucleofílicos, como triarilfosfinas, formando iminofosforanas. As mesmas são
utilizadas em inúmeras transformações sintéticas, como formação de aminas
por meio de hidrólise
22
e iminas através da reação Aza-Wittig.
23
Nosso grupo de pesquisa tem grande interesse na síntese e aplicação
de compostos organocalcogênio inéditos, que o desde ligantes quirais
aplicados em catálise de reações enantiosseletivas,
24
a compostos com
atividade biológica
25
ou que possam ser utilizados como blocos sintéticos.
26
Tendo em vista a vasta aplicação que as azidas possuem em síntese
orgânica e a imensa gama de compostos 1,2,3-triazóis que vem sendo
publicados juntamente com suas aplicações, propomos a síntese de azidas
aromáticas contendo selênio, enxofre e telúrio, e sua utilização na síntese de
1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos através da reação de cicloadição catalisada
por cobre.
19
(a) Nicholas, P. P. J. Org. Chem. 1975, 40, 3396. (b) Holzinger, M.; Abraham, J.; Whelan, P.;
Graupner, R.; Ley, L.; Hennrich, F.; Kappes, M.; Hirsch, A. J. Am. Chem. Soc. 2003, 125, 8566.
(c) Bergmeier, S. C.; Stanchina, D. M. J. Org. Chem. 1999, 64, 2852.
20
(a) Rozhkov, V. V.; Kuvshinov, A. M.; Shevelev, S. A. Org. Prep. Proced. Int. 2000, 32, 94. (b)
Rozhkov, V. V.; Kuvshinov, A. M.; Gulevskaya, V. I.; Chervin, I. I.; Shevelev, S. A. Synthesis
1999, 2065.
21
(a) Rauhut, G.; Eckert, F. Phys. Chem. A 1999, 103, 9086. (b) Kamal, M. R.; El-Abadelah, M.
M. Heterocycles 1999, 50, 819.
22
(a) Staudinger, H.; Meyer, J. Helv. Chim. Acta 1919, 2, 635. (b) Gololobov, Y. G.; Kasulhin, L.
F. Tetrahedron 1992, 48, 1353. (c) Chen, B.; Mapp, A. K. J. Am. Chem. Soc. 2004, 126, 5364.
23
(a) Fresneda, P. M.; Molina, P. Synlett 2004, 1. (b) Valentine, Jr., D. H.; Hillhouse, J. H.
Synthesis 2003, 317. (c) Boezio, A. A.; Solberghe, G.; Lauzon, C.; Charette, A. B. J. Org.
Chem. 2003, 68, 3241.
24
(a) Braga, A. L.; Vargas, F.; Sehnem, J. A.; Galetto, F. Z. Tetrahedron 2008, 64, 392. (b)
Braga, A. L.; Galetto, F. Z.; Rodrigues, O. E. D.; Silveira, C. C.; Paixão, M. W. Chirality 2008,
20, 839. (c) Sehnem, J.; Vargas, F.; Milani, P.; Nascimento, V.; Braga, A. L. J. Synth. Org.
Chem. 2008, 2008, 1262.
25
(a) Hassan, W.; Ibrahim, M.; Deobald, A. M.; Braga, A. L.; Nogueira, C. W., Rocha, J. B. T.
FEBS Letters 2009, 583, 1011. (b) Alberto, E. E.; Soares, L. C.; Sudati, J. H.; Borges, A. C. A.;
Rocha, J. B. T.; Braga, A. L. Eur. J. Org. Chem. 2009, 2009, 4211. (c) Braga, A. L.; Alberto, E.
E.; Soares, L. C.; Rocha, J. B. T.; Sudati, J. H.; Roos, D. H. Org. Biomol. Chem. 2008, 7, 43.
26
(a) Marin, G.; Braga, A. L.; Rosa, A. S.; Galetto, F. Z.; Burrow, R. A.; Gallardo, H.; Paixão, M.
W. Tetrahedron 2009, 56, 4614. (b) Braga, A. L.; Severo Filho, W. A.; Schwab, R. S.;
Rodrigues, O. E. D.; Dornelles, L.; Braga, H. C.; Lüdtke, D. S. Tetrahedron Lett. 2009, 50, 3005.
Capítulo 1
Revisão da Literatura
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
8
1.1 SÍNTESE DE AZIDAS ORGÂNICAS
Desde a preparação da primeira azida orgânica, a fenil azida, por Peter
Grie
β em 1864 esta classe de compostos tem despertado considerável
interesse como intermediários sintéticos bastante flexíveis.
27
Novas azidas
orgânicas, como acil, aril e alquil azidas, foram sintetizadas e aplicadas em
síntese na década de 50 e 60. O interesse industrial pelas azidas orgânicas
surgiu com a síntese de heterociclos, como triazóis e tetrazóis, bem como seu
potencial como agentes explosivos e propriedades farmaceuticas. Como
exemplo, convém destacar o azidonucleosídeo utilizado internacionalmente no
tratamento da AIDS, o azidotimidina, também conhecido como AZT e
comercialmente como retrovir® (Figura 3).
28
Figura 3. Estrutura do AZT.
Dentre as azidas orgânicas, destacam-se as aril azidas por sua elevada
estabilidade,
29
devido a conjugação com o sistema aromático. Diferentes
metodologias tem sido descritas para obtenção de aril azidas, como adição de
íons azido a sistemas aromáticos ativados através da reação de substituição
nucleofílica aromática (S
N
Ar),
30
adição de reagentes organometálicos a tosil
azida (TsN
3
)
31
ou diazotação de hidrazinas.
32
Entre elas, destaca-se a síntese
27
(a) Scriven, E. F. V.; Turnbull, K. Chem. Rev. 1988, 88, 297. (b) L’Abbé, G. Chem. Rev. 1969,
69, 345.
28
Lin, T. S.; Prusoff, W. H. J. Med. Chem. 1978, 21, 109.
29
(a) Abramovitch, R. A.; Davis, B. A. Chem. Rev. 1964, 64, 149. (b) Smith, P. A. S. Em Azides
and Nitrenes Reactivity and Utility, Ed.: E. F. V. Scriven, Academic Press, Nova York, 1984.
(c) Borden, W. T.; Gritsan, N. P.; Hadad, C. M.; Karney, W. L.; Kemnitz, C. R.; Platz, M. S. Acc.
Chem. Res. 2000, 33, 765. (d) Platz, M. S. Acc. Chem. Res. 1995, 28, 487.
30
Chehade, K. A. H.; Spielmann, H. P. J. Org. Chem. 2000, 65, 4949.
31
(a) Smith, P. A. S.; Rowe, C. D.; Bruner, L. B. J. Org. Chem. 1969, 34, 3430. (b) Gavenonis,
J.; Tilley, T. D. Organometallics 2002, 21, 5549. (c) Smith, P. A. S.; Budde, G. F.; Chou, S. S. P.
J. Org. Chem. 1985, 50, 2062.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
9
de aril azidas a partir de diazo compostos. Sais de diazônio arílicos reagem
diretamente com íons azido (N
3
-
) para formar as correspondentes aril azidas,
sem a necessidade de catalisador.
33
Como fonte de íons azido, normalmente,
são utilizados azidas inorgânicas (NaN
3
, IN
3
) e orgânicas, como trimetilsililazida
(TMSN
3
). Esta última, a TMSN
3
apresenta vantagens, como boa solubilidade
em solventes orgânicos, não possuir propriedades explosivas
34
e ser
comercialmente acessível.
Desde sua descoberta, o mecanismo para a conversão de íons diazônio
em azidas tem gerado controvérsias. um consenso de que a adição da
azida ao íon diazônio passa pelos intermediários pentazeno e pentazol,
seguido da perda de nitrogênio molecular (Esquema 4).
35
O intermediário
pentazol foi identificado através da análise de raios-X da estrutura cristalina em
1983.
36
Butler e colaboradores, através de estudos de RMN de
1
H e
15
N,
estabeleceram que a formação de três aril pentazenos isoméricos.
Enquanto o isômero (E,Z)-21 forma o aril pentazol 22, o intermediário (Z,E)-21
forma a azida diretamente através da clivagem do pentazeno, evitando assim o
rearranjo para a formação do pentazeno isomérico (E,E)-21. Este mecanismo
também explica os resultados obtidos com a decomposição de sais de diazônio
com atómos de nitrogênio marcados para formação das respectivas aril
azidas.
37
32
(a) Kim, Y. H.; Kim, K.; Shim, S. B. Tetrahedron Lett. 1986, 27, 4749. (b) Pozsgay. V.;
Jennings, H. Tetrahedron Lett. 1987, 28, 5091.
33
(a) Biffin, M. E. C.; Miller, J.; Paul, D. B. Em The Chemistry of the Azido Group, Ed.: S. Patai,
Wiley, Nova York, 1971. (b) Takahashi, M.; Suga, D. Synthesis 1998, 7, 986. (c) Kauer, J. C.;
Carboni, R. A. J. Am. Chem. Soc. 1967, 89, 2633.
34
Groutas, W. C.; Felker, D. Synthesis 1980, 861.
35
(a) Butler, R. N. Em Comprehensive Heterocyclic Chemistry II, Ed.: R. C. Storr, Pergamon,
Oxford, 1996. (b) Huisgen, R.; Ugi, I. Angew. Chem. 1956, 68, 705. (c) Huisgen, R.; Ugi, I.
Chem. Ber. 1958, 91, 531.
36
Wallis, J. D.; Dunitz, J. D. J. Chem. Soc. Chem. Commun. 1983, 910.
37
Butler, R. N.; Fox, A.; Collier, S.; Burke, L. A. J. Chem. Soc. Perkin Trans. 2 1998, 2243.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
10
Esquema 4. Mecanismo de conversão de íon diazônio em azida.
Recentemente, esta metodologia foi utilizada na síntese da
azidotalidomida (Esquema 5).
38
O grupo amino do intermediário 26 sofreu
diazotação por meio da reação com nitrito de sódio (NaNO
2
) em HCl aquoso e
subsequente reação com azida de sódio gerando azidotalidomida 27. Este
composto é mais ativo que a talidomida na inibição de proliferação de células
endoteliais microvasculares humanas.
Esquema 5. Síntese da azidotalidomida.
38
Capitosti, S. M.; Hansen, T. P.; Brown, M. L. Org. Lett. 2003, 5, 2865.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
11
Em 2003, Liu e Tor utilizaram a metodologia desenvolvida por Wong
para obter aril azidas 28 (Esquema 6, rota A) utilizando TfN
3
como fonte de
grupo azido.
39
Apesar de eficiente, esta procedimento apresenta desvantavens
como a toxicidade e o potencial risco de explosão dos reagentes utilizados.
Das e colaboradores reportaram o uso de terc-butil nitrito (t-BuONO)
associado a azida de sódio para obtenção de azidas aromáticas a partir de
aminas aromáticas (Esquema 6, rota B).
40
Na metodologia descrita, os autores
utilizaram um elevado excesso dos reagentes, o que é desvantajoso.
Em 2007, Moses e colaboradores publicaram a síntese de uma série de
azidas aromáticas através de uma metodologia branda e eficiente.
41
Eles
utilizaram t-BuONO e TMSN
3
, reagentes estáveis, viabilizando a obtenção e
aplicação de diversas azidas aromáticas (Esquema 6, rota C).
Esquema 6. Síntese de azidas aromáticas.
1.2 REAÇÕES DE CICLOADIÇÃO 1,3-DIPOLAR ENTRE AZIDAS E
ALQUINOS TERMINAIS CATALISADAS POR SAIS DE COBRE
Em 2001, Sharpless e colaboradores introduziram o termo “reação Click
e identificaram uma série de reações eficientes e seletivas que se enquadram
a esta definição.
42
Reações podem ser definidas como Click desde que tenham
condições de reação brandas e processos de extração e purificação simples,
além de que produzam diversidade modular rapidamente, através do uso de
materias de partidas reativos e com caráter modular.
39
Liu, Q.; Tor, Y. Org. Lett. 2003, 5, 2571.
40
Das, J.; Patil, S. N.; Awasthi, R.; Narasimhulu, C. P.; Trehan, S. Synthesis 2005, 11, 1801.
41
Moses, J. E.; Moorhouse, A. D.; Barral, K. Org. Lett. 2007, 9, 1809.
42
Sharpless, K. B.; Kolb. H. C.; Finn, M. G. Angew. Chem. Int. Ed. 2001, 40, 2004.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
12
Dentre as reações classificadas como Click, a mais eficiente e
explorada, descrita até o momento, é a reação de cicloadição 1,3-dipolar de
Huisgen catalisada por sais de Cu (I).
5a,5b,43
Grande parte do sucesso desta
reação ocorre devido a facilidade com que azidas e alquinos são introduzidos a
diferentes moléculas e a estabilidade que estes grupos apresentam diante de
uma série de condições, como presença de oxigênio molecular e água.
44,5a
A reação de cicloadição entre alquinos e azidas catalisada por sais de
cobre foi descrita por Sharpless
5a
e Meldal
5b
independentemente em 2002.
Sharpless e colaboradores demonstraram que diferentes fontes de Cu (I) e
solventes podem ser utilizados, sendo que as melhores condições de reação
foram a geração de Cu (I) in situ através do uso de um sal de Cu (II) e um
redutor como ascorbato de sódio, a temperatura ambiente e com a combinação
de água e terc-butanol como solvente (Esquema 7). Enquanto que para reação
apresentada no esquema 7, os autores obtiveram exclusivamente 91% do
1,2,3-triazol 1,4-dissubstituído 29, a mesma reação sob condições de
aquecimento (sem solvente, 92 °C, 18 h) forma ambos os regioisômeros 1,4- e
1,5-dissubstituídos, numa relação de 1.6:1, respectivamente.
Esquema 7. Cicloadição catalisada por sal de cobre (II) e agente redutor.
A geração in situ de Cu (I)
a partir de sais de Cu (II), usualmente
CuSO
4
.5H
2
O, pode ocorrer através de comproporcionamento com Cu (0) ou
atráves de sua redução. O comproporcionamento com Cu metálico é
geralmente utilizado em casos especiais, como em sistemas biológicos que
não suportam agentes redutores,
8c,45
pois geralmente exigem longo tempo de
reação. a geração da espécia ativa de Cu (I) pela redução de sais de Cu
(II)
tem sido a metodologia mais explorada, e apresenta vantagens como a
43
Maarseveen, J. H. van; Bock, V. D.; Hiemstra. H. Eur. J. Org. Chem. 2006, 51.
44
(a) Saxon, E.; Bertozzi, C. R. Science 2000, 287, 2007. (b) Kiick, K. L.; Saxon, E.; Tirrel, D.
A.; Bertozzi, C. R. Proc. Natl. Acad. Sci. USA 2002, 99, 19.
45
(a) Deiters, A.; Cropp, T. A.; Mukerji, M.; Chin, J. W.; Anderson, J. C.; Schultz, P. G. J. Am.
Chem. Soc. 2003, 125, 11782. (b) Zhan, W.; Barnhill, H. N.; Sivakumar, K.; Tian, H.; Wang, Q.
Tetrahedron Lett. 2005, 46, 1691.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
13
tolerância ao ar e umidade, miniminiza a obtenção de sub-produtos e não exige
a presença de um ligante nitrogenado para estabilizar a espécie de cobre
gerada.
5a,46
Sais de Cu (I), comumente CuI, também podem ser utilizados
diretamente, na ausência de agente redutor.
5b
Mas estas reações, geralmente,
necessitam de acetonitrila como co-solvente e um equivalente de base
nitrogenada, como 2,6-lutidina, trietilamina, diisopropiletilamina ou piridina, para
diminuir a formação de subprodutos indesejados, como diacetilenos ou bis-
triazóis, que ocorrem com frequencia.
5a,47
Esta metodologia foi reportada
inicialmente por Meldal em 2002, na síntese de peptidotriazois em fase sólida.
Os autores obtiveram excelentes resultados utilizando resinas funcionalizadas
com ligação tripla 30 e 31 e azidas alifáticas 32-34, aromática 35 e derivada de
um glicosídeo 36, obtendo a classe de 1,2,3-triazóis 1,4-substituídos 37 e 38
em conversão total e pureza de 75 a 99%, utilizando CuI em quantidade
catalítica (Esquema 8). Foi observado que a reação não ocorre na ausência de
Cu (I) e com alquinos internos, além de apresentar maior sensibilidade a azidas
bastante impedidas.
5b
46
(a) Rodinov, V. O.; Fokin, V. V.; Finn, M. G. Angew. Chem. Int. Ed. 2005, 44, 2210. (b) Wu,
P.; Feldman, A. K.; Nugent, A. K.; Hawker, C. J.; Scheel, A.; Voit, B.; Pyun, J.; Fréchet, J. M. J.;
Sharpless, K. B.; Fokin, V. V. Angew. Chem. Int. Ed. Engl. 2004, 43, 3928. (c) Taylor, M. S.;
Zalatan, D. N.; Lerchner, A. M.; Jacobsen, E. N. J. Am. Chem. Soc. 2005, 127, 1313. (d) Lewis,
W. G.; Magallon, F. G.; Fokin, V. V.; Finn, M. G. J. Am. Chem. Soc. 2004, 126, 9152. (e) Helms,
B.; Mynar, J. L.; Hawker, C. J.; Fréchet, J. M. J. J. Am. Chem. Soc. 2004, 126, 15020. (f) Ryu,
E. –H.; Zhao, Y. Org. Lett. 2005, 7, 1035. (g) Kuijpers, B. H. M.; Groothuys, S.; Keereweer, A.
R.; Quaedflieg, P. J. L. M.; Blaauw, R. H.; Van Delft, F. L.; Rutjes, F. P. J. T. Org. Lett. 2004, 6,
3123.
47
(a) Fazio, F.; Bryan, M. C.; Blixt, O.; Paulson, J. C.; Wong, C. –H. J. Am. Chem. Soc. 2002,
124, 14397. (b) Horne, W. S.; Stout, C. D.; Ghadiri, M. R. J. Am. Chem. Soc. 2003, 125, 9372.
(c) Horne, W. S.; Yadav, M. K.; Stout, C. D.; Ghadiri, M. R. J. Am. Chem. Soc. 2004, 126,
15366.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
14
Esquema 8. Cicloadição catalisada por sal de cobre (I).
Estudos recentes tem demonstrado que ligantes nitrogenados podem
estabilizar espécies de cobre no estado de oxidação (I) sob condições
aeróbicas e na presença de água, o que permite que ocorra a desejada reação
de cicloadição em condições relativamente simples. Chan e colaboradores,
descreveram o uso de diversos politriazolilaminas como ligantes para Cu (I).
48
Dentre os ligantes testados, o derivado simétrico TBTA 39 (Esquema 9)
mostrou ser o ligante mais eficiente para Cu (I), protegendo o mesmo da
oxidação para Cu (II) e desproporcionamento em Cu (0) e Cu (II), aumentando
consideravelmente sua atividade catalítica. Os autores obtiveram rendimento
de 84 % para o produto 40 após 24h de reação utilizando [Cu(CH
3
CN)
4
]PF
6
como fonte de Cu (I). Também têm sido reportados na literatura o uso catalítico
de complexos de Cu, baseados em carbenos N-heterocíclicos ligados a cobre,
para reação de Click.
49
48
Chan, T. R.; Hilgraf, R.; Sharpless, K. B.; Fokin, V.V. Org. Lett. 2004, 6, 2853.
49
Díez-Gonzálex, S.; Nolan, S. P. Angew. Chem. Int. Ed. 2008, 47, 8881.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
15
Esquema 9. Cicloadição catalisada por Cu (I) e ligante.
A oxidação de cobre metálico é outra maneira de obter o catalisador Cu
(I) para formação de triazóis. A adição de excesso de limalhas de cobre, para a
solução de azida e alquino em água e álcool, leva a formação de triazóis em
bons rendimentos, apesar de exigir tempo de reação e quantidade de cobre
maiores que outras metodologias descritas.
8a
Um método alternativo é o uso de
cobre metálico nanoparticulado para a eficiente formação da espécie ativa de
Cu (I).
50
A dissolução oxidativa de nanopartículas de Cu (0) em pó pelo sal
hidrocloreto de trietilamina leva a geração in situ de Cu (I), o qual fica
coordenado ao ligante nitrogenado derivado do sal, formando triazóis como o
produto 41 em bons rendimentos (Esquema 10). O sal de amina pode
alternativamente estar incorporado a molécula do alquino ou da azida.
50a
Esquema 10. Cicloadição catalisada por cobre (0) nanoparticulado.
Clusters de Cu (0) nanoparticulado também catalisam a cicloadição de
alquinos e azidas de maneira efetiva, sem a necessidade de um sal
hidrocloreto de amina.
51
Recentemente, Sharghi e colaboradores, descreveram
a síntese de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos utilizando nanopartículas de Cu
50
(a) Orgueira, H. A.; Fokas, D.; Isome, Y.; Chane, P. V. –M.; Baldino, C. M. Tetrahedron Lett.
2005, 46, 2911. (b) Sarkat, A.; Mukherjee, T.; Kapoor, S. J. Phys. Chem. C 2008, 112, 3334.
51
Pachón, L. D.; Maarseveen, J. H.; Rothenberg, G. Adv. Synth. Catal. 2005, 347, 811.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
16
(I) imobilizadas em carvão ativado em quantidades catalíticas, a 100 °C,
utilizando somente água como solvente e em bons rendimentos.
52
Apesar das diferentes fontes de cobre descritas na literatura, sabe-se
que a reação é catalisada por Cu (I) sendo que leva a formação regioespecífica
de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos. Cálculos teóricos e estudos cinéticos
mostraram que a cicloadição concertada diretamente entre o complexo π
cobre-acetileno 42 formado (Esquema 11) e a azida é energeticamente
desfavorável, sendo que a barreira energética calculada para esta etapa direta
ultrapassa o valor para reação de cicloadição não catalisada.
8a,46a
Estudos anteriores para inserção de Cu (I) a alquinos terminais
53
e
evidencias experimentais de que alquinos internos são inativos para esta
reação,
5a,5b
sugerem que a etapa chave para reação de Click é a formação da
espécie acetileto de cobre 43. A coordenação do cobre com a ligação tripla
diminui o pKa para a ligação C-H do alquino em 9,8 unidades,
8a
o que explica a
desprotonação do alquino na presença ou não de base.
Estudos cinéticos mostraram que a reação é de segunda ordem em
relação ao cobre, mas que em elevadas concentrações de cobre, espécies
menos reativas, como agregados metálicos, são formadas.
46a
Isto sugere que
um equilíbrio dinâmico entre as diferentes espécies de acetileto de Cu (I)
que possam existir em solução, dependendo das condições de reação.
54
A azida 44 substitui um dos ligantes do acetileto de cobre 43 formando o
intermediário dímero 45, no qual um dos átomos de cobre ativa a azida,
enquanto o outro encontra-se coordenado a um ou dois acetiletos. Em
elevadas concentrações de cobre a reação fica entre primeira e segunda
ordem em relação ao acetileno, mas é inibida em elevadas concentrações do
mesmo.
46a
Ocorre um ataque do N terminal da azida ao C do acetileto formando
o metalociclo 46. Este sofre uma contração do anel, através da associação
transanular do par de elétrons livre da azida com o orbital π* do C-Cu, levando
a formação do cuprato triazol 48, que é protonado formando o produto 1,2,3-
triazol 49 com substituintes nas posições 1 e 4 do anel e regenerando o
52
Sharghi, H.; Khalifeh, R.; Doroodmand, M. M. Adv. Synth. Catal. 2009, 351, 207.
53
(a) Siemsen, P.; Livingston, R. C.; Diederich, F. Angew. Chem. Int. Ed. 2000, 39, 2632. (b)
Sonogashira, K.; Tohda, Y.; Hagihara, N. Tetrahedron Lett. 1975, 16, 4467.
54
(a) Bastide, J.; Henri-Rousseau Em Chemistry of the Carbon-Carbon Triple Bond, Ed.: S.
Patai, Interscience Publishers, London, 1978. (b) Collman, J. P.; Devaraj, N. K.; Chidsey, C. E.
D. Langmuir 2004, 20, 1051.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
17
catalisador. Estudos com deutério sugerem que a base protonada ou uma
molécula de solvente atue como fonte de prótons para esta etapa.
8a,46a
Esquema 11. Mecanismo da reação Click.
Recentemente, Hein e colaboradores publicaram a síntese
regioespecífica de 1,2,3-triazóis 5-iodo 1,4,5-trissubstituídos apartir da reação
Click entre iodo-alquinos e diversas azidas orgânicas (Esquema 12).
55
Eles
utilizaram CuI e tris[(1-terc-butil-1H-1,2,3-triazoil)metil]amina (TTTA) em
quantidades catalíticas e obtiveram diversos triazóis funcionalizados com iodo,
com rendimentos elevados.
Esquema 12. Reação Click com iodoalquinos.
Baseado em estudos anteriores,
55
Spiteri e Moses descreveram o
mecanismo mais plausível para esta reação (Esquema 13).
56
No qual,
inicialmente ocorre a formação do complexo π 52 entre o iodoalquino e Cu (I).
55
Hein, J. E.; Tripp, J. C., Krasnova, L. B.; Sharpless, K. B.; Fokin, V. V. Angew. Chem. Int. Ed.
2009, 48, 8018.
56
Spiteri, C.; Moses, J. E. Angew. Chem. Int. Ed. 2010, 49, 31.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
18
Diferentemente do mecanismo clássico de cicloadição catalisada por cobre,
não ocorre a formação do acetileto de cobre e sim a interação dativa entre a
azida e o centro metálico, formando a espécie 53, seguida do fechamento do
anel através de estado de transição tipo vinilideno 54, para gerar os triazóis 5-
iodo 51.
Esquema 13. Mecanismo da reação Click com iodo-alquinos.
A síntese regioespecífica de 1,2,3-triazóis 1,4,5-trissubstituídos pode ser
obtida através da funcionalização da ligação C-H do anel azol após a obtenção
do triazol isolado ou in situ. Esta pode ser feita através da arilação ou
alquilação da posição 5 do triazol por reações catalisadas por metais, mais
comumente paládio.
57
Ackermann e colaboradores, publicaram em 2008 a
síntese multicomponente de 1,2,3-triazóis 1,4,5-trissubstituídos 55 de maneira
modular e em bons rendimentos. Eles utilizaram CuI como catalisador para
reação Click e para fazer diretamente a arilação in situ dos triazóis obtidos
(Esquema 14).
57d
57
(a) Chuprakov, S.; Chernyak, N.; Dudnik, A. S.; Gevorgyan, V. Org. Lett. 2007, 9, 2333. (b)
Iwasaki, M.; Yorimitsu, H.; Oshima, K. Chem. Asian J. 2007, 2, 1430. (c) Arkermann, L.;
Vicente, R.; Born, R. Adv. Synth. Catal. 2008, 350, 741. (d) Arkermann, L.; Vicente, R.;
Potukuchi, H. K.; Landsberg, D. Org. Lett. 2008, 10, 3081.
Capítulo 1 – Revisão da Literatura
19
Esquema 14. Reação Click multicomponente.
Diversas metodologias para síntese de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos
catalisada por sais de Cu tem sido descritas na literatura. Estas tem abordado
estratégias como a ntese das azidas e in situ a ciclização com alquinos,
41
,
58
síntese intramolecular,
59
síntese ativada por micro-ondas
58
ou ultrassom.
60
58
(a) Appukkuttan, P.; Dehaen, W.; Fokin, V. V.; Eycken, E. V. Org. Lett. 2004, 6, 4223. (b)
Zhang, F.; Moses, J. E. Org. Lett. 2009, 11, 1587.
59
Li, R.; Jansen, D. J.; Datta, A. Org. Biomol. Chem. 2009, 7, 1921.
60
Cravotto, G.; Fokin, V. V.; Garella, D.; Binello, A.; Boffa, L.; Barge, A. J. Comb. Chem. 2010,
12, 13.
Capítulo 2
Apresentação e Discussão dos Resultados
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
21
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Nesta seção serão apresentados e discutidos os resultados obtidos
durante a realização do presente trabalho. Inicialmente será discutida a síntese
das azidas aromáticas contendo calcogênios. E após, serão comentados os
resultados obtidos referentes a síntese dos 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos a
partir das azidas sintetizadas e diferentes alquinos terminais.
2.1 PREPARAÇÃO DAS AZIDAS AROMÁTICAS CONTENDO
CALCOGÊNIOS
Com base nos objetivos propostos na Introdução e Objetivos, planejou-
se a síntese de arilazidas contendo selênio, enxofre ou telúrio conforme
representado na Figura 4.
Figura 4. Calcogenoazidas alvo.
A partir da definição estrutural das moléculas desejadas foi proposta
uma análise retrossintética das mesmas, como pode ser visto nos Esquemas
15 e 16. Pela análise das estruturas das calcogenoazidas 2 (Esquema 15)
pode-se perceber que estas poderiam ser facilmente obtidas a partir de
calcogenoaminas 1, por meio de uma reação de diazotação, seguida de uma
reação com íons azido (N
3
-
). As mesmas poderiam ser preparadas a partir da
redução do grupo nitro nos intermediários 56. Por sua vez, estes poderiam ser
sintetizados atráves da adição de calcogenolatos 57 ao substrato 58, por meio
de uma reação de substituição nucleofílica aromática.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
22
Esquema 15. Análise retrossintética das calcogenoazidas.
Da mesma maneira, as dicalcogenoazidas 2 poderiam ser preparadas a
partir das dicalcogenoaminas 1. Estas, poderiam ser obtidas da reação entre a
espécie nucleofílica 59 e os respectivos calcogênios em sua forma elementar
(Esquema 16). A espécie 59 seria preparada por meio de uma reação de orto-
litiação entre o-Iodoanilina e nBuLi.
Esquema 16. Análise retrossintética das dicalcogenoazidas.
Com base na análise retrossintética, partimos para a parte experimental.
A primeira etapa realizada para obtenção das selenoaminas 1a-h foi a geração
in situ de selenolatos, a partir da reação entre os respectivos disselenetos e
boro hidreto de sódio, seguido da adição destes ao 2-Cloronitrobenzeno
(Esquema 17). Os nitrosselenetos assim obtidos foram isolados e diretamente
reduzidos para as respectivas o-selenoaminas 1a-h. Na etapa de redução
utilizou-se o sistema zinco/cloreto de amônio descrito na literatura.
61
61
Sellmann, D.; Engl, K.; Gottschalk-Gaudig, T.; Heinemann, F. W. Eur. J. Inorg. Chem. 1999,
333.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
23
Esquema 17.ntese das o-selenoaminas 1a-h.
A abordagem sintética empregada permitiu o uso de diversos
disselenetos de diarila. As o-selenoaminas foram obtidas com bons
rendimentos (Esquema 17), observando-se uma diminuição destes quando um
grupo retirador de elétrons (o-Cl, p-Cl) ou substituintes na posição orto (o-Me,
o-OMe) estavam presentes no disseleneto (1d-g, Esquema 17). Da mesma
forma, quando utilizou-se o disseleneto de mesitila, um substrato mais
impedido, observou-se um decréscimo no rendimento da reação (1h, Esquema
17).
Com base nestes resultados, podemos verificar que esta reação sofre
influência de fatores estéricos e eletrônicos. O menor rendimento observado
com disselenetos com substituintes na posição orto pode ser devido ao
impedimento espacial que ocorre durante o ataque nucleofílico dos respectivos
calcogenolatos ao o-cloronitrobenzeno. Por outro lado, substituintes retiradores
de elétrons interferem na eficiência desta etapa reacional pois diminuem a
nucleofilicidade dos selenolatos gerados.
Este mesmo protocolo de reação foi empregado para o disseleneto de
difenila e p-Cloronitrobenzeno (Esquema 18). A amina 1i contendo selênio em
posição para foi obtida com bom rendimento.
Esquema 18. ntese da p-selenoamina 1i.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
24
A o-tioamina 1j também foi preparada por meio da mesma metodologia,
empregando dissulfeto de difenila e 2-Cloronitrobenzeno (Esquema 19). Esta
amina foi obtida com rendimento relativamente menor se comparado ao
análogo de selênio (1a, Esquema 17), o que está de acordo com a menor
nucleofilicidade do tiolato de fenila gerado in situ quando comparado ao
selenolato correspondente.
Esquema 19. ntese da o-tioamina 1j.
Adicionalmente, através desta metodologia tentou-se a síntese de o-
teluroamina utilizando ditelureto de difenila como material de partida. O
intermediário nitrotelureto foi obtido com 50 % de rendimento bruto e submetido
à reação de redução. Esta etapa levou a formação de uma mistura de
compostos. Durante a realização de coluna cromatográfica para isolar a amina
somente produtos de decomposição foram observados.
Para a preparação dos dicalcogenetos o-amínicos empregou-se uma
metodologia descrita na literatura.
62
Na mesma, reagiu-se a espécie nucleofílica
gerada in situ, por meio da reação de orto-litiação da 2-iodoanilina com nBuLi,
com telúrio ou selênio elementar (Esquema 20). Após isolar a reação em meio
oxidante, os respectivos ditelureto 1l e disseleneto 1K foram obtidos em
rendimentos satisfatórios. O ditelureto 1l foi utilizado sem a necessidade de
purificação, enquanto o disseleneto 1K foi recristalizado em etanol.
62
Engman, L.; Stern, D.; Cotgreave, I. A.; Andersson, C. M. J. Am. Chem. Soc. 1992, 114,
9737.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
25
Esquema 20.ntese das dicalcogenoaminas 1k-l.
As aminas 1a-l sintetizadas foram caracterizadas por análise de RMN de
1
H e
13
C e infra-vermelho, cujos dados estão apresentados na Parte
Experimental. Estes compostos foram estocadas sob refrigeração sem se
observar qualquer alteração.
De posse das aminas 1a-l, as respectivas calcogenoazidas 2a-l foram
preparadas. Para isto, as aminas foram transformadas nos respectivos sais de
diazônio, por meio de uma reação de diazotação com nitrito isoamílico, seguido
da reação in situ com trimetilsililazida, que atua como fonte de íons azida.
(Esquema 21). Esta metodologia
41
foi escolhida para a síntese das azidas por
ser simples, não necessitar de atmosfera inerte ou sistema anidro, rápida e
compatível com a solubilidade das aminas em solventes orgânicos, como THF
ou acetonitrila.
Esquema 21.ntese das calcogenoazidas 1a-l.
A azida de sódio também foi testada, como fonte de íons azida, na
reação do esquema 21. Acetonitrila foi utilizada como solvente e não observou-
se a formação de produto, provavelmente devido a baixa solubilidade da NaN
3
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
26
em acetonitrila. Adicionalmente, tentou-se realizar a diazotação da
selenoamina 1a com nitrito de sódio (NaONO) em meio ácido seguida da
adição de NaN
3
.
63
Utilizou-se água como solvente e os ácidos clorídrico e
acético foram testados. Somente traços do produto foram obtidos após 1 hora
de reação, sendo que observou-se baixa solubilidade da amina 1a nestas
condições de reação.
As respectivas calcogeno e dicalcogenoazidas foram preparadas com
rendimentos variando de bom a excelente demostrando a versatilidade da
metodologia empregada para a síntese desta classe de compostos (Esquema
21). Utilizando as mesmas condições de reação, a selenoazida substituída na
posição para foi sintetizada, a partir da amina 1i, com 75 % de rendimento
(Esquema 22).
Esquema 22. ntese da selenoazida 2i.
Estes compostos foram facilmente purificados através de coluna
cromatográfica e são estáveis quando armazenados sob refrigeração.
A confirmação estrutural dos compostos foi determinada através da
análise dos espectros de ressonância magnética nuclear de hidrogênio e
carbono e dos espectros de infra-vermelho. Estes últimos apresentam bandas
características ao grupo azida. Como exemplos, a seguir serão discutidos os
espectros de RMN de
1
H e
13
C e de IV da selenoazida 2a.
A Figura 5 apresenta o espectro de ressonância magnética nuclear de
1
H para a selenoazida 2a, com uma expansão da região dos hidrogênios
aromáticos.
63
Brakel, R.; Vulders, R. C. M.; Bokdam, R. J.; Grüll, H.; Robillard, M. S. Bioconjugate Chem.
2008, 19, 714.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
27
0.00.51.01.52.02.53.03.54.04.55.05.56.06.57.07.5
6.907.007.107.207.307.407.507.60
1
.
0
1
.
0
2
.
0
1
.
0
3
.
0
1
.
1
Figura 5. Espectro de RMN
1
H do composto 2a em CDCl
3
a 400 MHz.
Na região entre 7,56 e 6,94 ppm encontram-se sinais na forma de
multipletos referentes aos hidrogênios aromáticos. Esses apresentam valores
relativos às integrais somadas de 9H. Nas regiões de 7,56 a 7,53 ppm e 7,35 a
7,30 ppm observa-se dois multipletos com integrais para 2H e 3H,
respectivamente. Provavelmente, estes sinais correspondem aos hidrogênios 1
e 2 do composto, relativo ao anel aromático mais desblindado. Com
deslocamento de 7,23 ppm observa-se um tripleto de dubletos com J
1
= 8.0 Hz
e J
2
= 1.2 Hz, proveniente de um dos hidrogênios 5 da molécula. Na sequência,
observa-se dois dubletos de dubletos com deslocamentos de 7,12 ppm e 7,02
ppm. Estes possuem integrais de 1H para cada dubleto de dubletos, J
1
= 8,0 Hz
e J
2
= 1.2 Hz, e podem ser atribuídos aos hidrogênios 3 e 4 da molécula,
respectivamente. Por fim, em campo mais alto, 6,94 ppm, tem-se um tripleto de
dubletos para 1H com constantes de acoplamentos de 8,0 e 1,2 Hz, referente a
um dos hidrogênios 5 do composto.
A figura 6 contém o espectro de RMN de
13
C da selenoazida 2a
juntamente com uma expansão da região entre 136 e 124 ppm.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
28
0102030405060708090100110120130140
124125126127128129130131132133134135
Figura 6. Espectro de RMN
13
C do composto 2a em CDCl
3
a 100 MHz.
Conforme pode ser observado na figura 6, o espectro apresenta os
sinais esperados para este composto totalizando 10 sinais referentes aos
carbonos dos dois anéis aromáticos. Os mesmos possuem deslocamentos de
138,83, 135,10, 131,86, 129,56, 128,30, 128,25, 127,88, 125,52, 124,57,
118,17 ppm.
Na Figura 7 encontra-se o espectro de infravermelho da selenoazida 2a.
O mesmo foi obtido em pastilha de KBr e no intervalo de frequência de 4000-
400 cm
-1
.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
29
Figura 7. Espectro de infravermelho do composto 1a. Os valores das freqüências estão
em cm
-1
.
No espectro de infravermelho da selenoazida 2a observa-se duas
bandas em 3057 cm
-1
e 2923 cm
-1
, referentes aos estiramentos simétricos e
assimétricos das ligações C-H, uma banda em 2130 cm
-1
relativa ao
estiramento das ligações entre os nitrogênios do grupo azida (N
3
). Observa-se,
também, a presença de uma banda em 742 cm
-1
característica de orto
substituição no anel aromático.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
30
2.2 SÍNTESE DE 1,2,3-TRIAZÓIS 1,4-DISSUBSTITUÍDOS CONTENDO
CALCOGÊNIOS
Neste tópico serão apresentados os resultados obtidos na utilização das
calcogenoazidas preparadas para ntese de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos
por meio de reação Click.
Inicialmente, a reação de cicloadição 1,3-dipolar catalisada por cobre foi
efetuada utilizando a selenoazida 2a e fenilacetileno para obtenção do
selenotriazol 3a (Esquema 23). Estes substratos foram usados para obter as
melhores condições para reação Click, como solvente, sal de cobre, tempo e
temperatura de reação.
Esquema 23. Obtenção do selenotrizol 3a.
A primeira condição de reação estudada foi o solvente. Foi empregado
CuSO
4
.5H
2
O a 5 mol% na presença de 10 mol% do agente redutor ascorbato
de sódio. A reação foi realizada na presença de ar, a temperatura ambiente e
com duração de 6 horas. Diversos sistemas H
2
O:solvente foram testados,
inicialmente, na proporção de 1:1 resultando em praticamente o mesmo
rendimento (Reações 2, 4 e 6-8, Tabela 1). Em solventes como metanol e
etanol, que apresentam melhor miscibilidade com água, foi possível modificar a
proporção H
2
O:solvente sem alterar consideravelmente o rendimento da
reação (Reações 1-3). No sistema H
2
O:etanol (1:1) a azida 2a mostrou-se
insolúvel, sendo que não observou-se a formação de produto após duas horas
de reação.
Quando empregou-se acetonitrila ou líquido iônico como solvente para
reação o rendimento da mesma diminuiu, sendo que foi observada pouca
solubilidade da azida 2a na mistura destes solventes e água (Reações 5, 12 e
13). O sistema THF e H
2
O foi escolhido como solvente para a reação, pois foi
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
31
observado uma boa solubilidade da azida 2a na mistura de H
2
O e THF (1:1)
nas condições de reação testadas (Reação 8).
Tabela 1: Variação do solvente de reação na obtenção do selenotriazol 3a.
Reação Solvente Rend. (%)
a
1
H
2
O/EtOH/MeOH
1:1:0,5
81
2
H
2
O/MeOH
1:1
85
3
H
2
O/MeOH
0,5:1
83
4
H
2
O/CH
2
Cl
2
1:1
81
5
H
2
O/CH
3
CN
1:1
10
6
H
2
O/Acetona
1:1
87
7
H
2
O/éter
1:1
86
8
H
2
O/THF
1:1
88
9
H
2
O/THF
0,5:1
47
10
H
2
O/THF
1:1
89
b
1
1
H
2
O/THF
1:1
68
c
1
2
BMIM.BF
4
0
d
1
3
BMIM.BF
4
/H
2
O
1:1
56
d
a
CuSO
4
.5H
2
O (5 mol%), Ascorbato de Sódio (10 mol%), 6 h, t.a., sistema aberto.
b
Reação sob argônio.
c
2 h, ultrassom.
d
2 h.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
32
Adicionalmente, a proporção H
2
O:THF foi estudada. Observou-se que
quando a quantidade de água utilizada foi menor que a de THF a reação foi
menos efetiva (Reação 9).
A fim de avaliar diferentes condições para reação, a mesma foi efetuada
utilizando H
2
O:THF (1:1) sob atmosfera de argônio, formando o produto com
rendimento semelhante (Reação 10), e em ultrassom com tempo de reação de
2 horas, resultando em um menor rendimento (Reação 11).
Com o objetivo de analisar a influência da espécie de cobre (I) para esta
reação, foi realizado um estudo utilizando CuI e trietilamina em diferentes
solventes (Reações 1-3, Tabela 2), sendo que o melhor rendimento obtido foi
de 83 % em H
2
O/Éter. Na tentativa de obter o produto da reação em melhor
rendimento, a mesma foi efetuada com diferentes bases, como hidróxido de
potássio (Reação 4, Tabela 2) e carbonato de potássio (Reação 5, Tabela 2).
Tabela 2: Variação do sal CuI para obtenção do triazol 3a.
Reação
Base Solvente
(1:1)
Rend.
(%)
a
1
Et
3
N H
2
O/MeOH 80
2
Et
3
N H
2
O/THF 63
3
Et
3
N H
2
O/Éter 83
4
KOH H
2
O/Éter 84
5
K
2
CO
3
H
2
O/Éter 78
a
CuI (13 mol%), 6 h, t.a., sistema aberto.
Com base nos dados citados anteriormente, observou-se que os
resultados obtidos com o uso de CuI e base (Tabela 2) foram menos efetivos
que os com CuSO
4
.5H
2
O e agente redutor (Tabela 1). Portanto, o estudo da
influência de diferentes sais de cobre (II) na presença de Ascorbato de dio
para obtenção do selenotriazol 3a foi realizado nas condições de reação
mostradas no Esquema 24.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
33
Esquema 24. Condições de reação para escolha do sal de cobre (II).
Diversos sais de Cu (II) foram empregados nesta otimização e os
resultados obtidos estão na Tabela 3. Observou-se que Cu(OAc)
2
.H
2
O foi o
catalisador mais eficiente na obtenção do selenotriazol com 92 % de
rendimento (Reação 5). Um aumento na temperatura não mostrou influência
significativa neste processo, pois quando realizou-se esta reação à 50 °C, o
rendimento permaneceu semelhante ao obtido à temperatura ambiente
(Reação 6). No entanto, sob condição de refluxo o rendimento da reação
diminuiu consideravelmente ( Reação 7).
Tabela 3: Variação do sal de cobre (II) para obtenção do triazol 3a.
Reação
CuX
(5 mol %)
Rend. (%)
a
1
CuSO
4
.5H
2
O 88
2
CuBr
2
71
3
CuO
2
nano 77
4
Cu(OTf)
2
66
5
Cu(OAc)
2
.H
2
O 92
6
Cu(OAc)
2
.H
2
O 93
b
7
Cu(OAc)
2
.H
2
O 84
c
a
Ascorbato de Sódio (10 mol%), THF:H
2
O (1:1), 6 h, t. a., sistema aberto.
b
Reação foi realizada a 50 °C.
c
Reação foi realizada sob refluxo (80 °C).
De posse do melhor catalisador de cobre, solvente e temperatura de
reação, otimizou-se a quantidade de Cu(OAc)
2
.H
2
O e de ascorbato de sódio
(Tabela 4). Praticamente o mesmo rendimento foi obtido quando diminuiu-se a
quantidade de catalisador para 1 mol% de Cu(OAc)
2
.H
2
O e 2 mol% de
Ascorbato de Sódio (Reação 3, Tabela 4). Quando empregou-se 0.5 mol% do
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
34
sal de cobre e 1 mol% do Ascorbato, o rendimento da reação diminuiu
drasticamente (Reação 4, Tabela 4).
Tabela 4: Variação da quantidade de sal de cobre (II) e de Ascorbato de dio
para obtenção do triazol 3a.
Reação
Cu(OAc)
2
.H
2
O
Ascorbato
de Sódio
Rend.
(%)
a
1
5 mol % 10 mol % 92
2
2.5 mol % 5 mol % 90
3
1 mol % 2 mol % 89
4
0.5 mol % 1 mol % 20
5
1 mol % 2 mol % 97
b
6
1 mol % 1 mol % 50
b
a
THF:H
2
O (1:1), 6 h, t. a., sistema aberto.
b
Tempo de reação de 12 horas.
Assim, a melhor condição obtida para reação Click entre a selenoamina
2a e fenilacetileno foi empregando Cu(OAc)
2
.H
2
O (1 mol%) e ascorbato de
sódio (2 mol%), em THF e H
2
O (1:1), a temperatura ambiente e sistema aberto,
em 12 horas de reação. Nestas condições o selenotriazol 3a foi sintetizado com
97 % de rendimento após purificação por coluna cromatográfica (Reação 5,
Tabela 4).
A fim de avaliar a quantidade de agente redutor necessária, em relação
ao sal de cobre, efetuou-se a reação utilizando 1 mol % de ascorbato de sódio
e 1 mol % Cu(OAc)
2
.H
2
O (Reação 6). Observou-se que o rendimento diminuiu
drasticamente, o que sugere que é preciso um excesso de reagente redutor em
relação ao sal de cobre (II) para que a espécie ativa de cobre (I) possa
permanecer no meio reacional.
Após estabelecidas as condições para a reação Click, tentou-se gerar a
azida 2a, através do protocolo descrito no Esquema 21, e in situ realizar a
etapa de cicloadição com o fenilacetileno. Não observou-se a formação do
produto 3a, possivelmente devido a presença da espécie trimetilsilila, que pode
ter reagido com o ascorbato de sódio, eliminando o agente redutor necessário
à geração de cobre (I) no meio reacional. Então, gerou-se a azida 2a e in situ
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
35
utilizou-se CuI (13 mol %) para fazer a etapa de cicloadição. O selenotriazol 3a
foi obtido com 57% de rendimento após 6 horas de reação à temperatura
ambiente.
As condições de reação otimizadas (Reação 5, Tabela 4) foram
utilizadas para síntese dos calcogenotriazóis 3a-l (Esquema 25). Os mesmos
foram preparados a partir da reação entre as calcogenoazidas 2a-l e
fenilacetileno. Os triazóis sintetizados com seus respectivos rendimentos estão
descritos na Figura 8.
Esquema 25. ntese dos calcogenotriazóis 3a-l.
Figura 8. Calcogenotriazóis 3a-l sintetizados.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
36
Os selenotriazóis foram obtidos com rendimentos excelentes quando as
selenoazidas empregadas continham grupos doadores de elétrons, como
metila e metoxila, tanto na posição para como na orto (3b, 3c, 3e, 3f).
Rendimentos um pouco menores foram observados quando um grupo retirador
de elétrons estava presente nas azidas na posição para (3d) ou orto (3g) e
quando a selenoazida utilizada apresenta maior impedimento estérico (3h).
Interessantemente, quando foi empregada a p-selenoazida o triazol 3i foi
obtido com somente 65 % de rendimento. Possivelmente, o átomo de selênio
na posição orto nas demais azidas auxilie na interação da azida com o átomo
de cobre e assim favoreça a reação Click (Figura 9). Esta interação da azida
com um dos átomos de Cu (intermediário 45, Esquema 11) é indispensável
para que a reação Click ocorra.
8a
Com o átomo de selênio em posição para,
esta interação Se - Cu não é possível, diminuindo o rendimento da reação.
Figura 9. Intermediário proposto.
O análogo de enxofre (tiotriazol 3j) foi gerado com excelente rendimento.
Com relação aos dicalcogenotriazóis, estes foram preparados com rendimento
de 60 e 63 % para o disseleneto e o ditelureto, respectivamente (3k e 3l).
Em seguida, diversos alquinos terminais foram utilizados na reação com
a selenoazida 2a, dando origem a um grande número de selenotriazóis com
variação estrutural (Esquema 26).
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
37
Esquema 26. ntese dos calcogenotriazóis 3m-y.
Inicialmente, utilizou-se o 1-Hexino e o 1-Decino para obtenção dos
selenotriazóis 3m e 3n, respectivamente (Figura 10). Os triazóis contendo
grupos alquila na posição 4 foram obtidos com bons rendimentos, sendo que o
aumento da cadeia alquílica forneceu um efeito positivo com relação ao
rendimento da reação. Para a preparação do bis-triazol 3o foi empregado o
1,13-tetradecadiino, sendo que o respectivo composto foi obtido com excelente
rendimento.
Alquinos terminais conjugados, como o 2-metilbut-1-en-3-ino e o
propriolato de metila, foram empregados levando a formação dos selenotriais
3p e 3q com bons rendimentos. O uso de aril alquinos terminais com grupo
doador e retirador de elétrons, p-Me-fenilacetileno e p-Cl-fenilacetileno
respectivamente, permitiu a síntese dos triazóis 3r e 3s com excelentes
rendimentos. Com isso, observou-se que a reação da selenoazida 2a com
alquinos arílicos não sofre grandes influências de grupos ativantes e
desativantes presentes no anel aromático em posição para, visto que os
rendimentos obtidos foram semelhantes ao do composto 3a (Figura 8).
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
38
Figura 10. Selenotriazóis 3m-y sintetizados.
Alquinos terminais alquílicos contendo alcoóis em sua estrutura também
geraram os correspondentes selenotriazóis em excelentes rendimentos (3t, 3v,
3w), sendo que quando utilizou-se um alquinol de cadeia carbônica longa, a
reação foi menos efetiva (3u). Também foi empregado um alquino contendo
grupamento amina, permitindo a síntese do selenotriazol 3x com bom
rendimento.
Tendo em vista a recente publicação na qual os autores obtém 5-Iodo
1,2,3-triazóis 1,4,5-trissubstituídos por meio da reação Click,
55
planejou-se a
síntese do 5-iodo triazol 3y. Para isso, o iodoalquino utilizado foi facilmente
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
39
preparado, a partir do fenilacetileno,
64
e submetido a reação com a
selenoamina 2a originando o 5-Iodo selenotriazol em 83 % de rendimento.
Adicionalmente, o 5-Iodo selenotriazol obtido foi submetido à reação de
acoplamento do tipo Suzuki com o ácido p-MeO-fenil borônico a fim de obter-se
o selenotriazol 1,4,5-trissubstituído 3z (Esquema 27). Esta etapa foi realizada
em DMF e água sob condições de refluxo, utilizando K
3
PO
4
como base e
Pd(OAc)
2
como catalisador.
65
O selenotriazol trissubstituído foi obtido com
rendimento de 78%.
Esquema 27. ntese do selenotriazol 3z.
Como pode ser observado nas figuras 8 e 10 uma grande variedade
estrutural de 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos contendo calcogênios foram
preparados com bons rendimentos. Estes compostos foram facilmente
purificados por coluna cromatográfica e estocados sob refrigeração sem
nenhum problema de decomposição.
A fim de exemplificar as análises realizadas para caracterizar os
calcogenotriazóis sintetizados, serão discutidos a seguir os espectros de RMN
de
1
H e
13
C, o espectro de infra-vermelho e a estrutura de raios-X do
selenotriazol 3a.
A figura 11 apresenta o espectro de ressonância magnética nuclear de
1
H para o selenotriazol 3a, contendo uma expansão dos sinais na região dos
hidrogênios aromáticos.
64
Dieck, H. A.; Heck, R. F. J. Org. Chem. 1975, 40, 1083.
65
Barancelli, D. A.; Alves, D.; Prediger, P.; Stangherlin, E. C.; Nogueira, C. W.; Zeni, G. Synlett
2008, 119.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
40
0.00.51.01.52.02.53.03.54.04.55.05.56.06.57.07.58.08.5
7.207.407.607.808.00
1
.
0
2
.
0
7
.
1
5
.
0
Figura 11. Espectro de RMN
1
H do composto 3a em CDCl
3
a 400 MHz.
Em 8,07 ppm é observado um singleto com integral para 1H. Este sinal
mais desblindado pode ser atribuído ao hidrogênio 1 ligado diretamente ao
heterociclo. Em seguida, entre 7,91 e 7,89 ppm encontra-se um multipleto
relativo a 2H, que provavelmente correspondem aos dois hidrogênios 2
destacados na figura 11. Nas regiões compreendidas entre 7,51 a 7,43 ppm e
7,38 a 7,27 ppm observa-se dois multipletos com integrais para 5H e 7H,
respectivamente, referentes aos demais hidrogênios dos anéis aromáticos.
A figura 12 contem o espectro de ressonância magnética nuclear de
13
C
para o selenotriazol 3a juntamente com uma expansão da região entre 137 e
125 ppm.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
41
0102030405060708090100110120130140150
125126127128129130131132133134135136137
Figura 12. Espectro de RMN
13
C do composto 3a em CDCl
3
a 100 MHz.
Os sinais observados em 147,67, 136,85 e 135,02 ppm podem ser
atribuídos aos carbonos 1, 2 e 3, respectivamente, destacados na figura 12.
Provavelmente, o carbono mais desblindado se refere ao carbono 1 do anel
heterociclo e o carbono 3 ao carbono hidrogenado do anel azólico. Na região
compreendida entre 133,16 e 99.91 ppm encontram-se os sinais referentes aos
demais carbonos dos três anéis aromáticos do composto, totalizando mais 13
sinais com deslocamentos de 133,16; 130,25; 130,15; 130,12; 129,63; 128,84;
128,60; 128,29; 127,64; 126,05; 125,85; 120,96; 99,91.
O espectro no infravermelho do selenotriazol 3a (Figura 13) mostra uma
banda em 3140 cm
-1
referente ao estiramento simétrico da ligação C-H
do anel
azolidínico. Em 3058 cm
-1
e 2923 cm
-1
aparecem as banda referentes aos
estiramentos simétricos e assimétricos das ligações C-H e em 1573 cm
-1
e
1478 cm
-1
, duas bandas referentes aos anéis aromáticos. Observa-se uma
banda em 988 cm
-1
, característica das ligações -N-N=N- de grupamento
azólico. Observa-se também a presença de uma banda em 749 cm
-1
característica de orto substituição no anel aromático.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
42
Figura 13. Espectro de infravermelho do composto 3a em pastilha de KBr. Os valores
das freqüências estão em cm
-1
.
O selenotriazol 3a também foi caracterizado por difração de raios-X de
monocristal, que confirmou sua estrutura de maneira inequívoca. A Figura 14
apresenta a projeção estrutural do composto 3a, mostrando a orientação
espacial dos seus átomos.
Figura 14. Projeção da estrutura molecular do composto 3a. Elipsóides térmicos em um nível
de probabilidade de 50%.
Capítulo 2 – Apresentação e Discussão dos Resultados
43
A partir da análise da projeção estrutural de 3a, observa-se que o
comprimento da ligação N1-N2 [1,352(2) (Å)] é menor que o valor característico
para uma ligação simples N-N (1,44 Å), enquanto que o comprimento da
ligação N2-N3 [1,310(2) (Å)] é maior que o comprimento de ligação típico para
uma ligação dupla N=N (1,24 Å). Assim como para a ligação C21-C22 = 1,361
Å, é maior que a ligação C=C (1,33 Å). Com relação as ligações N-C, N1-C1 =
1,428(2) Å; N1-C21 = 1,343(2) Å e N3-C22 = 1,364(2) Å, são mais curtas que
as esperadas para uma ligação simples N-C
aril
(1,45 Å). Todos estes valores
citados indicam ligações com caráter parcial de ligações duplas, implicando em
uma deslocalização dos elétrons π do anel triazólico.
Os dados cristalográficos, bem como os comprimentos e ângulos de
ligação, estão na Parte Experimental.
Considerações Finais, Conclusões e Perspectivas
45
CONSIDERAÇÕES FINAIS, CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS
Considerando-se os objetivos propostos para o presente trabalho e
analisando-se os resultados obtidos, algumas considerações finais podem ser
feitas frente ao estudo realizado.
Do ponto de vista sintético, destaca-se que um grande número de
organoaminas e organoazidas aromáticas funcionalizados com calcogênios
foram sintetizadas em bons rendimentos. A estratégia sintética adotada
propiciou o acesso simples a estes compostos, além de conferir aos mesmos
um caráter modular.
Considerando a ampla aplicação que azidas orgânicas possuem como
blocos sintéticos, cabe ressaltar que a obtenção desta classe de organoazidas
contendo calcogênios viabiliza o uso das mesmas em reações descritas na
literatura, como a formação de 1,2,3-triazolinas e tetrazóis; geração de
nitrenos, que são intermediários para formação de heterociclos como
aziridinas, indazóis e benzofuroxanos; e geração de iminofosforanas.
No que diz respeito à obtenção dos 1,2,3-triazóis 1,4-dissubstituídos
contendo calcogênios, estes foram obtidos de maneira simples, regioespecífica
e, em sua maioria, com elevados rendimentos. Um grande número de
calcogenotriazóis foram preparados com diversidade estrutural através da
reação Click. É importante ressaltar que estes calcogenotriazóis ainda podem
ser amplamente explorados em estudos de atividade biológica, na sua
utilização como ligantes e na obtenção de complexos com diversos metais.
O composto 3y (Figura 10), 5-iodo-4-fenil-1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-
triazol, sintetizado mostrou-se capaz de atuar como eletrófilo na obtenção
regioespecífica do 1,2,3-calcogenotriazol 1,4,5-trissubstituído de maneira
eficiente, mostrando a versatilidade que este selenotriazol com a posição 5 do
anel azólico ativada apresenta.
Por fim, cabe salientar que os estudos descritos nesse documento estão
sendo redigidos em dois artigos e serão submetidos, em breve, à periódicos de
nível internacional.
Capítulo 3
Parte Experimental
Capítulo 3 – Parte Experimental
47
3.1 MATERIAIS E MÉTODOS
3.1.1 Espectroscopia de Ressonância Magnética Nuclear
Os espectros de RMN
1
H e RMN
13
C foram obtidos em espectrômetros
Bruker DPX, que operam na freqüência de 200 MHz e 400 MHz,
(Departamento de Química UFSM). Os deslocamentos químicos (δ) estão
relacionados em parte por milhão (ppm) em relação ao tetrametilsilano (TMS),
utilizado como padrão interno para os espectros de RMN
1
H e CDCl
3
ou DMSO
para os espectros de RMN
13
C. Entre parênteses a multiplicidade (s = singleto,
d = dubleto, dd = duplo dubleto, t = tripleto, td = tripleto de dubletos, m =
multipleto, sl = singleto largo), o número de hidrogênios deduzidos da integral
relativa e a constante de acoplamento (J) expressa em Hertz (Hz).
3.1.2 Espectroscopia na Região do Infravermelho
Os dados de absorção na região do infravermelho foram obtidos em um
aparelho Bruker Tensor-27 Spectrometer, do Setor de Química Inorgânica -
UFSM. Os espectros de infravermelho foram registrados no intervalo de 4000-
400 cm
-1
e obtidos em pastilhas de KBr.
3.1.3 Espectrometria de Massas de Alta Resolução
Os espectros de massas de alta resolução foram obtidos a partir de um
aparelho Bruker BioApex 70e (Bruker Daltonics, Billerica, EUA) operando em
modo ESI (Íon Electron Spray Ionization) no Leibniz Institute of Plant
Biochemistry (Halle - Saale, Alemanha).
3.1.4 Difração de Raios-X
A técnica de difração de raios-X em um monocristal adequado permitiu a
coleta dos dados e refinamento da estrutura cristalina para posterior análise
molecular dos compostos em estudo.
Capítulo 3 – Parte Experimental
48
As amostras, na forma de um monocristal adequado, foram acoplados a
um fio de vidro e submetidas à coleta de dados de difração à temperatura
ambiente (20°C) com um difratômetro Bruker CCD X8 Kappa APEX II, com
detector de área, monocromador de grafite e fonte de radiação MoK
α
(λ =
0,71073Å),
66
localizado no Departamento de Química – UFSM.
Tabelas com parâmetros cristalográficos e detalhes referentes às coletas
de dados foram obtidas, utilizando o programa WinGX 1.70.01.
67
As representações gráficas das estruturas e/ou de detalhes estruturais
discutidos foram obtidas com o programa DIAMOND 3.1b
68
e com programa
ORTEP-3 versão 1.08
81
69
para Windows.
Os dados cristalográficos da estrutura do selênio triazol 3a foram
encaminhados para o depósito junto ao Cambridge Crystallographic Data
Centre - CCDC, sob o número 742790. Detalhes podem ser obtidos, sem
custos, via www.ccdc.cam.ac.uk/conts/retrieving.html (or from the CCDC, 12 Union
Road, Cambridge CB2 1EZ, UK; fax: +44 1223 336033; e-mail:
3.1.5 Rota-evaporadores
Para remoção dos solventes das soluções orgânicas, foram utilizados:
- Rota-evaporador Heidolph VV 2000;
- Rota-evaporador - M Büchi HB -140;
- Linha de vácuo equipada com uma bomba de alto-vácuo Vacuumbrand
modelo RD 4, 4,3 m
3
/ h.
3.1.6 Solventes e Reagentes
66
Bruker. APEX2 (Version 1.0.22), COSMO (Version 1.48), SAINT (Version 7.06A). Bruker
AXS Inc., Madison, Wisconsin, USA, 2004.
67
Farrugia, L.J.; J. Appl. Cryst. 32, 837-838; WinGX – An Integrated System of Windows
Programs for Solution, Refinement and Analysis of Single Crystal X-Ray Diffraction Data, Vers.
1.64.04., 1999.
68
Brandenburg. Diamond., Version 3.1. Crystal Impact GbR, Bonn, Germany, 2005.
69
81- Ortep-3 for Windows: L. J. Farrugia, J. Appl. Cryst. 30: 565, 1997.
Capítulo 3 – Parte Experimental
49
Os solventes foram purificados e secos antes de serem utilizados,
conforme técnicas usuais.
70
Os reagentes restantes foram obtidos de fontes
comerciais e utilizados sem prévia purificação.
As placas de cromatografia em camada delgada foram obtidas de fontes
comerciais; Sílica G/UV
254
(0,20 mm). Utilizou-se, como método de revelação,
cuba de iodo, luz ultravioleta e solução ácida de vanilina.
Para os produtos purificados utilizando cromatografia em coluna, o
material usado foi uma coluna de vidro, gel de lica 60 (230-400 mesh
MERCK) e, como eluente, um solvente ou mistura de solventes adequados.
3.2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS
3.2.1 Procedimento para a síntese das calcogenoaminas 1a-j.
Em balão de duas bocas acoplado a um condensador de refluxo e sob
atmosfera de argônio, adicionou-se o disseleneto desejado ou o dissulfeto de
difenila (5 mmol) e 25 mL de EtOH. Sobre esta solução adicionou-se NaBH
4
(10,9 mmol; 0,4128 g) em três porções. A mistura foi agitada até obter-se uma
solução incolor. Em seguida, adicionou-se lentamente 1-cloro-2-nitrobenzeno
ou 1-cloro-4-nitrobenzeno (9,2 mmol; 1,449 g) dissolvido em 2 mL de DMSO.
Agitou-se a solução resultante por 12 horas sob refluxo brando (70 °C). Então,
evaporou-se o solvente, adicionou-se 20 mL de água e extraiu-se a mistura
resultante com diclorometano. Secou-se a fase orgânica utilizando MgSO
4
e
removeu-se o solvente sob vácuo.
Os nitrocalcogenetos foram utilizados posteriormente sem purificação.
Em balão de duas bocas acoplado a condensador e sob atmosfera de
argônio, adicionou-se o nitrocalcogeneto (9,2 mmol), preparado na etapa
anterior, zinco em (138,7 mmol; 9,080 g) e cloreto de amônio (88,1 mmol;
4,719 g) e 70 mL de THF anidro. Refluxou-se a mistura por 20 horas e obteve-
se uma suspensão esbranquiçada. Filtrou-se a mistura sob vácuo lavando o
70
Perrin, D. D.; Armarego, W. L. Em Purification of Laboratory Chemicals, 4
th
ed. Pergamon
Press, New York, 1996.
Capítulo 3 – Parte Experimental
50
resíduo sólido com diclorometano. Secou-se a fase orgânica com MgSO
4
e
evaporou-se o solvente sob vácuo.
O resíduo sólido resultante foi lavado com água para remoção de sais
inorgânicos e o zinco em foi recuperado, tratado e utilizado em reduções
posteriores.
As calcogenoaminas foram purificadas por coluna cromatográfica
utilizando uma mistura de hexano/acetato de etila (80:20) como eluente.
2-(fenilselanil)anilina (1a)
Rendimento: 84%; óleo amarelo; IV (KBr) 3462 cm
-1
, 3363
cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,48 (dd, J
1
= 7,6 Hz,
J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,16 – 7,06 (m, 6H); 6,69 (d, J= 7,6 Hz, 1H);
6,61 (t, J= 7,6 Hz, 1H); 4,17 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,52;
138,47; 130,97; 129,30; 129,18; 127,54; 126,12; 118,74; 114,95; 112,69.
2-(4-metoxi-fenilselanil)anilina (1b)
Rendimento: 75%; sólido amarelo; P.F. = 59-62 °C; IV
(KBr) 3455 cm
-1
, 3357 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz)
δ = 7,51 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,26 (d, J= 8,8,
2H); 7,16 (td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,78 6,73
(m, 3H); 7,66 (td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 4,24 (s, 2H); 3,74 (s, 3H); RMN
C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 158,80; 147,98; 137,49; 132,23; 130,41; 121,13;
118,76; 115,02; 114,99; 114,52; 55,23.
2-(4-toluilselanil)anilina (1c)
Rendimento: 68%; óleo amarelo; IV (KBr) 3445 cm
-1
,
3371 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,55 (dd, J
1
=
7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,23 7,15 (m, 3H); 7,01 (d, J=
8,0, 2H); 6,76 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,67 (td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz,
1H); 4,24 (s, 2H); 2,26 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,32; 138,12;
136,18; 130,71; 130,02; 129,86; 127,57; 118,73; 114,96; 113,42; 20,93.
Capítulo 3 – Parte Experimental
51
2-(4-cloro-fenilselanil)anilina (1d)
Rendimento: 60%; óleo laranja; IV (KBr) 3463 cm
-1
, 3362
cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,54 (d, J= 7,6 Hz,
2H); 7,23 7,19 (m, 2H); 6,78 (d, J= 7,6 Hz, 2H); 6,69
(td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,6 Hz, 2H); 4,25 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ =
148,47; 138,44; 132,20; 131,26; 130,57; 129,27; 127,56; 118,86; 115,07;
112,36.
2-(2-metoxi-fenilselanil)anilina (1e)
Rendimento: 71%; sólido amarelo; P.F. = 90-94 °C; IV (KBr)
3454 cm
-1
, 3356 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,55
(d, J= 7,6 Hz, 1H); 7,21 (t, J= 7,2 Hz, 1H); 7,10 (td, J
1
= 8,4
Hz, J
2
= 2,0 Hz, 1H); 6,79 6,66 (m, 5H); 4,25 (s, 2H); 3,86
(s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 156,19; 149,23; 139,18; 131,10;
128,04; 126,75; 121,60; 120,64; 118,65; 114,69; 110,47; 110,14; 55,66.
2-(2-toluilselanil)anilina (1f)
Rendimento: 65%; sólido amarelo; P.F. = 59-61 °C; I V (KBr)
3466 cm
-1
, 3368 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,35 –
8,32 (m, 1H); 7,74 (d, J= 8,0 Hz, 1H); 7,45 7,39 (m, 2H);
7,31 7,25 (m, 3H); 6,87 6,85 (m, 1H); 2,41 (s, 3H); 1,57
(s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 144,10; 138,99; 135,49; 134,02;
131,14; 131,00; 129,87; 129,16; 127,67; 126,60; 125,94; 100,26; 22,97.
2-(2-cloro-fenilselanil)anilina (1g)
Rendimento: 58%; óleo amarelado; IV (KBr) 3469 cm
-1
, 3369
cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,56 (dd, J
1
= 8,0 Hz,
J
2
= 1,6 Hz, 1H); 7,32 – 7,14 (m, 4H); 7,06 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
=
Capítulo 3 – Parte Experimental
52
1,6 Hz, 1H); 6,98 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6 Hz, 1H); 6,81 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6
Hz, 1H); 4,27 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 149,16; 139,20; 132,76;
131,72; 129,32; 128,60; 127,29; 126,79; 118,93; 115,79; 115,00; 110,91.
2-(mesitilselanil)anilina (1h)
Rendimento: 45%; óleo amarelo; IV (KBr) 3417 cm
-1
;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 6,99 (t, J= 7,6 Hz, 1H);
6,94 (s, 2H); 6,91 (d, J= 7,6, 1H); 6,65 (dd, J
1
= 7,6 Hz,
J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,55 (t, J= 7,6 Hz, 1H); 4,03 (s, 2H); 2,42
(s, 6H); 2,27 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 145,86; 142,95; 138,55;
131,95; 128,96; 127,66; 127,01; 119,40; 117,31; 115,27; 24,10; 20,94.
4-(fenilselanil)anilina (1i)
Rendimento: 79%; sólido amarelo; P.F. = 58-62 °C; IV
3346 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 4 00 MHz) δ = 7,38 (d, J=
8,4 Hz, 2H); 7,30 7,27 (m, 2H); 7,20 7,13 (m, 3H);
6,61 (d, J= 8,4 Hz, 2H); 3,72 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 137,03;
130,73; 130,17; 129,06; 128,99; 126,01; 115,98; 113,28.
2-(feniltio)anilina (1j)
Rendimento: 72%; óleo amarelo claro; IV (KBr) 3424 cm
-1
,
3334 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,44 (d, J= 7,6
Hz, 1H); 7,23 7,18 (m, 3H); 7,11 7,07 (m, 3H); 6,77
6,72 (m, 2H); 4,11 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,76; 137,38;
136,76; 131,05; 128,92; 126,41; 125,34; 118,65; 115,29; 114,30.
Capítulo 3 – Parte Experimental
53
3.2.2 Procedimento para a síntese dos dicalcogenetos amínicos 1k
e 1l.
Em um balão de duas bocas sob atmosfera de argônio, adicionou-se a
2-Iodoanilina (2 mmol; 0,438 g) e 8 mL de THF. O sistema foi resfriado a -78 °C
e adicionou-se, gota a gota, nBuLi (6 mmol; 2,4 mL; sol. 2,48 M em hexano).
Após a adição, manteve-se a reação a -78 °C por 1 h ora. Então, adicionou-se
selênio ou telúrio em (4 mmol) de uma vez com o fluxo de argônio
intenso e deixou-se o sistema atingir a temperatura ambiente por mais 1 hora.
Após este tempo, verteu-se a mistura reacional para uma solução de
K
3
Fe(CN)
6
(2 mmol; 0,662 g) em 28 mL de H
2
O, sob agitação. Em seguida,
extraiu-se a solução resultante com dicloro, secou-se com MgSO
4
e evaporou-
se o solvente.
O disseleneto 1k foi recristalizado em etanol à quente e o ditelureto 1l,
utilizado na etapa seguinte sem purificação.
2,2’-disseleneto de dianilina (1k)
Rendimento: 88%; sólido amarelo; P.F. = 83-84 °C; IV
3452 cm
-1
, 3351 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ =
7,34 (d, J= 7,6 Hz, 2H); 7,13 (t, J= 7,6 Hz, 2H); 6,70 (d,
J= 7,6 Hz, 2H); 6,55 (t, J= 7,6 Hz, 2H); 4,26 (s, 4H); RMN
C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,78; 138,26; 137,31; 131,47; 118,36; 114,70.
2,2’-ditelureto de dianilina (1l)
Rendimento: 50%; sólido marrom; P.F. = 104 -105 °C; IV
3499 cm
-1
, 3302 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ =
6,67 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,10 (t, J= 7,6 Hz,
1H); 6,69 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,49 (td, J
1
=
7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 4,14 (s, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 150,50;
143,09; 131,48; 118,95; 113,52; 94,80.
Capítulo 3 – Parte Experimental
54
3.2.3 Procedimento para a síntese das calcogenoazidas 2a-j.
Em balão de uma boca, adicionou-se a calcogenoamina (1 mmol) e 1,5
mL de THF. Resfriou-se a solução à 0 °C e adicionou -se, gota a gota,
nitritoisoamílico (1,55 mmol; 0,21 mL), seguido de TMSN
3
(1,2 mmol; 0,16 mL).
Agitou-se a mistura reacional por 10 minutos à 0 °C, removeu-se o banho de
gelo e agitou-se por mais 30 minutos a 1 hora à temperatura ambiente (A
reação foi acompanhada por placa cromatográfica em camada delgada
observando-se o consumo da amina). Após esse tempo, removeu-se o
solvente sob vácuo e purificou-se o produto bruto por cromatografia em gel de
sílica eluindo-se com hexano.
seleneto de (2-azidofenil) fenila (2a)
Rendimento: 100%; sólido amarelo; P.F. = 50 °C; IV (KBr)
2130 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,56 7,53 (m,
2H); 7,35 7,30 (m, 3H); 7,23 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz,
1H); 7,12 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,02 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H);
6,94 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 138,83;
135,10; 131,86; 129,56; 128,30; 128,25; 127,88; 125,52; 124,57; 118,17.
seleneto de (2-azidofenil) 4-metoxi-fenila (2b)
Rendimento: 95%; sólido amarelo claro; P.F. = 64 °C ; IV
(KBr) 2133 cm
-1
2091 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ
= 7,54 (d, J= 8,8 Hz, 2H); 7,19 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6 Hz,
1H); 7,10 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6 Hz, 1H); 6,93 6,89
(m, 3H); 6,84 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6 Hz, 1H); 3,84 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
,
100 MHz) δ = 160,14; 137,92; 137,42; 129,77; 126,86; 126,17; 125,30; 117,77;
117,10; 115,18; 55,02.
Capítulo 3 – Parte Experimental
55
seleneto de (2-azidofenil) 4-toluila (2c)
Rendimento: 96%; óleo vermelho; IV (KBr) 2132 cm
-1
;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,45 (d, J= 8,0 Hz, 2H);
7,19 7,06 (m, 4H); 6,94 6,87 (m, 2H); 2,34 (s, 3H);
RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 138,61; 138,17; 135,75; 130,87; 130,39;
127,35; 125,42; 123,96; 119,55; 117,98; 21,15.
seleneto de (2-azidofenil) 4-cloro-fenila (2d)
Rendimento: 88%; sólido amarelo; P.F. = 36°C; IV (K Br)
2135 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,45 (d, J=
8,4 Hz, 2H); 7,29 – 7,24 (m, 3H); 7,14 (d, J= 7,6 Hz, 1H);
7,05 (d, J= 7,6 Hz, 1H); 6,96 (t, J= 7,6 Hz, 1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ =
136,20; 134,67; 132,19; 129,78; 129,44; 128,30; 126,77; 125,64; 123,96;
118,32.
seleneto de (2-azidofenil) 2-metoxi-fenila (2e)
Rendimento: 95%; sólido amarelo claro; P.F. = 57-60 °C; IV
(KBr) 2129 cm
-1
2088 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ =
7,33 7,22 (m, 3H); 7,17 (d, J= 7,6, 1H); 7,11 (d, J= 7,2 Hz,
1H); 6,99 (t, J= 7,2 Hz, 1H); 6,89 (d, J= 7,6, 1H); 6,84 (t, J=
7,2 Hz, 1H); 3,84 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 157,80; 140,74;
134,60; 133,24; 129,00; 128,87; 125,45; 121,61; 118,75; 118,33; 110,67; 99,98;
55,84.
seleneto de (2-azidofenil) 2-toluila (2f)
Rendimento: 99%; óleo vermelho; IV (KBr) 2133 cm
-1
; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,48 (d, J= 8,0 Hz, 1H); 7,31 – 7,28
(m, 2H); 7,25 7,21 (m, 1H); 7,14 7,11 (m, 2H); 6,92 (td,
J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,84 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz,
Capítulo 3 – Parte Experimental
56
1H); 2,40 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 141,80; 138,82; 136,24;
131,12; 130,45; 129,00; 128,81; 127,63; 126,95; 125,58; 124,05; 118,19; 22,52.
seleneto de (2-azidofenil) 2-cloro-fenila (2g)
Rendimento: 80%; óleo amarelo claro; IV (KBr) 2130 cm
-1
.
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,42 7,38 (m, 2H); 7,35
(dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,25 7,17 (m, 2H); 7,12
7,05 (m, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 141,51;
135,77; 135,31; 132,66; 131,09; 129,88; 129,68; 128,33; 127,42; 125,72;
120,77; 118,65.
seleneto de (2-azidofenil) mesitila (2h)
Rendimento: 75%; sólido amarelo; P.F. = 90 °C; IV (KBr)
2130 cm
-1
, 2190 cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,16
7,08 (m, 2H); 7,02 (s, 2H); 6,84 (td, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6
Hz, 1H); 6,47 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6 Hz, 1H); 2,41 (s,
6H); 2,32 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 144,13; 139,54; 137,56;
128,99; 127,74; 126,28; 125,62; 125,37; 125,07; 118,00; 24,02; 21,05.
seleneto de (4-azidofenil) fenila (2i)
Rendimento: 75%; óleo laranja; IV (KBr) 2127 cm
-1
, 2089
cm
-1
; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,46 – 7,40 (m, 4H);
7,26 7,24 (m, 3H); 6,92 (d, J= 8,8 Hz, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 139,57; 134,92; 132,94; 132,49; 129,34; 127,30; 126,67;
119,95.
sulfeto de (2-azidofenil) fenila (2j)
Rendimento: 90%; líquido incolor; IV (KBr) 2131 cm
-1
,2098 cm
-
1
;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,33 7,22 (m, 6H); 7,14
Capítulo 3 – Parte Experimental
57
7,08 (m, 1H); 7,02 6,97 (m, 1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 139,02;
133,77; 131,99; 131,55; 129,24; 128,16; 127,42; 127,21; 125,24; 118,56.
3.2.4 Procedimento para a síntese das dicalcogenoazidas 2k e 2l.
Em balão de uma boca, adicionou-se a dicalcogenoamina (1 mmol) e 2
mL de THF. Resfriou-se a solução a 0 °C e adicionou -se gota a gota
nitritoisoamílico (3,1 mmol, 0,42 mL), seguido de TMSN
3
(2,4 mmol, 0,32 mL).
Agitou-se a mistura por 10 minutos a essa temperatura e por mais 1 hora em
temperatura ambiente. Após esse tempo, removeu-se o solvente sob vácuo e
purificou-se o produto bruto por cromatografia em sílica gel eluindo-se com
hexano.
Disseleneto de 1,2-bis(2-azidofenil) (2k)
Rendimento: 71%; óleo marrom; IV (KBr) 2125 cm
-1
;
RMN H
1
(DMSO
d
, 400 MHz) δ = 8,02 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
=
1,2 Hz, 1H); 7,84 7,73 (m, 2H); 7,60 7,56 (m, 1H);
RMN C
13
(DMSO
d
, 100 MHz) δ = 148,93; 141,24; 139,27;
138,47; 136,21; 128,90.
Ditelureto de 1,2-bis(2-azidofenil) (2l)
Rendimento: 50%; óleo marrom; IV (KBr) 2127 cm
-1
;
RMN H
1
(DMSO
d
, 400 MHz) δ = 8,64 8,62 (m, 1H);
8,22 – 8,15 (m, 2H); 8,03 – 7,99 (m, 1H); RMN C
13
(DMSO
d
, 100 MHz) δ = 138,51; 130,89; 129,13; 128,08;
123,98; 118,53.
Capítulo 3 – Parte Experimental
58
3.2.5 Procedimento para a preparação dos calcogenotriazóis 3a-
y.
Em tubo de ensaio, adicionou-se a calcogenoazida (0,3 mmol), 1 mL de
THF, o alquino desejado (0,33 mmol) e 0,5 mL de água destilada. A esta
mistura sob agitação, adicionou-se uma solução de ascorbato de sódio (2
mol%; 0,0012 g) e Cu(OAc)
2
.H
2
O (1 mol%; 0,0006 g) em 0,5 mL de água
destilada. Agitou-se a mistura por 12 horas à temperatura ambiente. Em
seguida, adicionou-se solução saturada de NaCl (2 mL) e extraiu-se a mistura
com diclorometano (3 x 5 mL). Lavou-se as fases orgânicas combinadas com
solução saturada de NaCl (2 mL) e secou-se com MgSO
4
. Evaporou-se o
solvente e purificou-se o produto por coluna cromatográfica utilizando
hexano/acetato de etila como eluentes.
4-fenil-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3a)
Rendimento: 97%; sólido branco; P.F. = 149-150 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,07 (s, 1H); 7,91 7,89 (m, 2H);
7,51 7,43 (m, 5H); 7,38 7,27 (m, 7H); RMN C
13
(CDCl
3
,
100 MHz) δ = 147,67; 136,85; 135,02; 133,16; 130,25;
130,15; 130,12; 129,63; 128,84; 128,60; 128,29; 127,64;
126,05; 125,85; 120,96; 99,91. Massa do íon para C
20
H
15
N
3
Se + H
+
: 378,0509;
massa do íon determinada: 378,0506.
4-fenil-1-[2-(4-metoxi-fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3b)
Rendimento: 94%; sólido amarelo; P.F. = 138-140 °C;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,08 (s, 1H); 7,92 (d, J=
7,6 Hz, 2H); 7,47 7,41 (m, 5H); 7,37 7,17 (m, 4H);
6,85 (d, J= 7,6 Hz, 2H); 3,78 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
,
100 MHz) δ = 160,38; 147,66; 137,77; 135,99; 131,61;
131,56; 130,42; 130,00; 128,81; 128,27; 126,89; 125,82; 125,76; 120,83;
118,09; 115,36; 55,22. Massa do íon para C
21
H
17
N
3
OSe + H
+
: 408,0615; massa
do íon determinada: 408,0609.
Capítulo 3 – Parte Experimental
59
4-fenil-1-[2-(4-toluilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3c)
Rendimento: 98%; sólido branco; P.F. = 107-108 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,07 (s, 1H); 7,90 (d, J= 8,0 Hz,
2H); 7,44 – 7,22 (m, 9H); 7,09 (d, J= 8,0 Hz, 2H); 2,31 (s,
3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 138,87; 136,29;
135,48; 132,25; 130,71; 130,40; 129,95; 128,76; 128,72;
128,16; 127,80; 127,11; 125,74; 125,74; 124,62; 120,89; 21,08. Massa do íon
para C
21
H
17
N
3
Se + H
+
: 392,0666; massa do íon determinada: 392.0666.
4-fenil-1-[2-(4-cloro-fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3d)
Rendimento: 88%; sólido bege; P.F. = 105-107 °C; RM N
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,06 (s, 1H); 7,89 (d, J= 7,6
Hz, 2H); 7,47 7,29 (m, 9H); 7,24 (d, J= 7,6 Hz, 2H);
RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,74; 136,82; 136,28;
134,95; 133,10; 130,20; 130,09; 129,77; 129,70; 128,82;
128,32; 127,84; 127,13; 125,88; 125,80; 120,78. Massa do íon para
C
20
H
14
ClN
3
Se + H
+
: 412,0120; massa do íon determinada: 412,0114.
4-fenil-1-[2-(2-metoxi-fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3e)
Rendimento: 91%; sólido amarelo; P.F. = 123-124 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,09 (s, 1H); 7,84 (d, J= 7,2 Hz,
2H); 7,51 (t, J= 7,6 Hz, 2H); 7,41 7,37 (m, 3H); 7,29 (t, J=
7,6 Hz, 2H); 7,24 7,19 (m, 2H); 6,82 6,78 (m, 2H); 3,69
(s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 158,10; 147,29;
138,34; 135,16; 134,10; 130,52; 129,90; 129,59; 128,68; 128,26; 128,04;
127,57; 126,33; 125,81; 121,67; 121,20; 119,11; 111,17; 55,79. Massa do íon
para C
21
H
17
N
3
OSe + H
+
: 408,0615; massa do íon determinada: 408,0609.
Capítulo 3 – Parte Experimental
60
4-fenil-1-[2-(2-toluilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3f)
Rendimento: 90%; sólido branco; P.F. = 150-152 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,03 (s, 1H); 7,88 (d, J= 7,2 Hz,
2H); 7,48 7,41 (m, 4H); 7,36 7,32 (m, 2H); 7,28 7,20
(m, 4H); 7,08 (td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 2,4 Hz, 1H); 2,30 (s, 3H);
RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,68; 141,59; 137,27;
136,17; 132,78; 130,60; 130,49; 130,15; 129,77; 129,67; 129,22; 128,83;
128,25; 127,49; 127,03; 126,28; 125,95; 120,89; 22,46. Massa do íon para
C
21
H
17
N
3
Se + H
+
: 392,0666; massa do íon determinada: 392,0665.
4-fenil-1-[2-(2-cloro-fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3g)
Rendimento: 87%; óleo amarelo; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz)
δ = 8,10 (s, 1H); 7,87 7,83 (m, 2H); 7,55 (dd, J
1
= 8,0 Hz,
J
2
= 1,6 Hz, 1H); 7,50 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,45 –
7,32 (m, 4H); 7,26 7,23 (m, 2H); 7,20 (dt, J
1
= 8,0 Hz, J
2
=
1,6 Hz, 1H); 7,16 (dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,06 (dd,
J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,52; 142,59;
138,14; 136,15; 135,25; 134,23; 130,56; 130,30; 129,72; 129,18; 128,91;
128,73; 128,20; 127,52; 126,31; 125,77; 125,70; 120,90. Massa do íon para
C
20
H
14
ClN
3
Se + H
+
: 412,0120; massa do íon determinada: 412,0116.
4-fenil-1-[2-(mesitilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3h)
Rendimento: 75%; sólido branco; P.F. = 162-163 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,13 (s, 1H); 7,95 (d, J= 7,2 Hz,
2H); 7,47 (t, J= 7,2 Hz, 2H); 7,43 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,6
Hz, 1H); 7,37 (t, J= 7,6 Hz, 1H); 7,27 (dd, J
1
= 7,2 Hz, J
2
=
1,6 Hz, 1H); 7,18 (td, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 6,98 (s,
2H); 6,83 (dd, J
1
= 8,0 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 2,37 (s, 6H); 2,29 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,70; 143,76; 139,72; 136,04; 131,03; 130,31; 130,17;
129,40; 129,08; 128,86; 128,31; 126,17; 125,98; 125,91; 125,89; 120,69; 24,01;
Capítulo 3 – Parte Experimental
61
21,02. Massa do íon para C
23
H
21
N
3
Se + H
+
: 420,0979; massa do íon
determinada: 420,0973.
4-fenil-1-[4-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3i)
Rendimento: 65%; sólido branco; P.F. = 180-182 °C;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,15 (s, 1H); 7,89 (d, J=
8,4 Hz, 2H); 7,67 (d, J= 8,4 Hz, 2H); 7,57 7,54 (m, 4H);
7,45 (t, J= 7,2 Hz, 2H); 7,38 7,32 (m, 4H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,48; 135,88; 133,90; 133,28; 132,90; 130,09; 129,82;
129,62; 128,92; 128,48; 128,11; 125,84; 121,13; 117,34. Massa do íon para
C
20
H
15
N
3
Se + H
+
: 378,0509; massa do íon determinada: 378,0503.
4-fenil-1-[2-(tiofenil)fenil]-1,2,3-triazol (3j)
Rendimento: 99%; sólido branco; P.F. = 128-130 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,09 (s, 1H); 7,88 7,85 (m, 2H); 7,53
7,51 (m, 1H); 7,42 (t, J= 7,6 Hz, 2H); 7,37 7,24 (m, 9H);
RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,30; 136,34; 132,89;
132,84; 132,19; 132,02; 130,23; 130,11; 129,40; 128,72;
128,12; 128,09; 127,68; 126,84; 125,73; 121,58. Massa do íon para C
20
H
15
N
3
S
+ H
+
: 330,1065; massa do íon determinada: 330,1059.
1,2-bis[2-(4-fenil-1,2,3-triazol-1-il)fenil]disseleneto (3k)
Rendimento: 60%; sólido marrom; P.F. = 136-138 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,33 (d, J= 8,4 Hz, 1H); 7,93 (d, J= 8,4
Hz, 1H); 7,86 7,83 (m, 2H); 7,63 7,59 (m, 1H); 7,53 7,46
(m, 3H); 7,39 7,35 (m, 1H); 7,26 (s, 1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100
MHz) δ = 130,22; 130,17; 129,05; 128,87; 127,92; 127,55; 127,43; 127,40;
126,57; 125,88; 125,42; 115,97. Massa do íon para C
14
H
10
N
3
Se: 300,0040;
massa do íon determinada: 300,0035.
Capítulo 3 – Parte Experimental
62
1,2-bis[2-(4-fenil-1,2,3-triazol-1-il)fenil]ditelureto (3l)
Rendimento: 63%; sólido marrom; P.F. = 131-133 °C; RMN H
1
(DMSO
d
, 400 MHz) δ =7,36 7,20 (m, 3H); 7,12 7,08 (m, 1H);
RMN C
13
(DMSO
d
, 100 MHz) δ = 138,51; 130,89; 129,13;
128,08; 123,98; 118,53. Massa do íon para C
14
H
10
N
3
Te:
349,9937; massa do íon determinada: 349,9931.
4-butil-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3m)
Rendimento: 85%; sólido amarelo claro; P.F. = 70-71 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,61 (s, 1H); 7,49 – 7,47 (m, 2H); 7,41
– 7,39 (m, 1H); 7,34 – 7,22 (m, 6H); 2,81 (t, J= 7,2 Hz, 2H); 1,73
(qui, J= 7,2 Hz, 2H); 1,43 (sex, J= 7,2 Hz, 2H); 0,96 (t, J= 7,2
Hz, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,19; 136,86; 134,94; 132,68;
129,96; 129,75; 129,48; 128,73; 128,44; 127,31; 125,80; 121,88; 31,29; 25,16;
22,15; 13,71. Massa do íon para C
18
H
19
N
3
Se + H
+
: 358,0822; massa do íon
determinada: 358,0816.
4-octil-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3n)
Rendimento: 95%; sólido amarelado; P.F. = 66-68 °C ; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,61 (s, 1H); 7,49 7,47 (m, 2H); 7,40
7,38 (m, 1H); 7,33 7,21 (m, 6H); 2,79 (t, J= 7,2 Hz, 2H); 1,74
(qui, J= 7,2 Hz, 2H); 1,45 1,27 (m, 10H); 0,87 (t, J= 7,2 Hz,
3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,19; 136,84; 134,92; 132,63; 129,94;
129,70; 129,45; 128,71; 128,41; 127,27; 125,76; 121,85; 31,67; 29,16; 29,13;
29,07; 29,04; 25,46; 22,47; 13,93. Massa do íon para C
22
H
27
N
3
Se + H
+
:
414,1448; massa do íon determinada: 414,1442.
Capítulo 3 – Parte Experimental
63
1,10-bis[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]decano (3o)
Rendimento: 92%; sólido branco; P.F. =
143-144 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ
= 7,58 (s, 2H); 7,48 7,46 (m, 4H); 7,41
(d, J= 7,6 Hz, 2H); 7,34 7,22 (m, 12H); 2,79 (t, J= 7,2 Hz, 4H); 1,74 (qui, J=
7,2 Hz, 4H); 1,41 1,25 (m, 12H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,32;
137,33; 134,95; 133,10; 130,03; 129,83; 129,58; 129,08; 128,49; 127,51;
126,08; 122,01; 29,46; 29,31; 29,29; 29,18; 25,62. Massa do íon para
C
38
H
40
N
6
Se
2
+ H
+
: 741,1723; massa do íon determinada: 741,1717.
1-[2-(fenilselanil)fenil]-4-(prop-1-en-2-il)-1,2,3-triazol (3p)
Rendimento: 87%; sólido amarelo claro; P.F. = 90-92 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,79 (s, 1H); 7,49 7,47 (m, 2H); 7,42
– 7,39 (m, 1H); 7,35 – 7,24 (m, 6H); 5,82 (s, 1H); 5,17 – 5,15 (m,
1H); 2,17 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 148,53;
136,69; 134,94; 133,08; 132,95; 130,60; 130,01; 129,96; 129,53; 128,79;
127,50; 125,82; 120,86; 112,95; 20,55. Massa do íon para C
17
H
15
N
3
Se + Na
+
:
364,0329; massa do íon determinada: 364,0323.
1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol-4-carboxilato de metila (3q)
Rendimento: 87%; sólido amarelo; P.F. = 81-82 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,41 (s, 1H); 7,46 7,26 (m, 9H); 3,98 (s,
3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 160,76; 139,56; 136,11;
134,52; 133,48; 130,65; 129,73; 129,53; 128,85; 128,52; 128,25;
127,85; 126,13; 52,07. Massa do íon para C
16
H
13
N
3
O
2
Se + H
+
:
360,0251; massa do íon determinada: 360,0245.
Capítulo 3 – Parte Experimental
64
1-[2-(fenilselanil)fenil]-4-(4-toluil)-1,2,3-triazol (3r)
Rendimento: 96%; sólido amarelo claro; P.F. = 135-137 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,03 (s, 1H); 7,78 (d, J= 8,0 Hz, 2H);
7,50 7,44 (m, 4H); 7,36 7,24 (m, 7H); 2,38 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 147,72; 138,12; 136,83; 135,03; 133,04;
130,09; 130,04; 129,59; 129,48; 128,81; 128,56; 127,55; 127,39;
125,95; 125,72; 120,56; 21,24. Massa do íon para C
21
H
17
N
3
Se +
Na
+
: 414,0485; massa do íon determinada: 414,0479.
4-(4-cloro-fenil)-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3s)
Rendimento: 94%; sólido amarelo claro; P.F. = 165-167 °C; RMN
H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,06 (s, 1H); 7,83 (d, J= 8,8 Hz, 2H);
7,49 7,46 (m, 4H); 7,43 7,25 (m, 7H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100
MHz) δ = 146,61; 136,78; 134,95; 134,06; 133,26; 130,28;
130,04; 129,66; 129,06; 128,79; 128,76; 128,63; 127,71; 127,09;
126,06; 121,05. Massa do íon para C
20
H
14
ClN
3
Se + H
+
:
412,0120; massa do íon determinada: 412,0114.
2-[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]etanol (3t)
Rendimento: 91%; sólido bege; P.F. = 82-84 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,76 (s, 1H); 7,48 7,45 (m, 2H); 7,39
(dd, J
1
= 7,6 Hz, J
2
= 1,2 Hz, 1H); 7,33 7,22 (m, 6H); 3,99 (t, J=
6,0 Hz, 2H); 3,14 (s, 1H); 3,04 (t, J= 6,0 Hz, 2H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 136,63; 134,92; 132,76; 129,97; 129,88;
129,50; 128,67; 128,48; 127,37; 125,77; 122,99; 61,28; 28,68. Massa do íon
para C
16
H
15
N
3
OSe + H
+
: 346,0459; massa do íon determinada: 346,0453.
Capítulo 3 – Parte Experimental
65
13-[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]tridecan-1-ol (3u)
Rendimento: 75%; sólido branco; P.F. = 80-82 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,61 (s, 1H); 7,49 7,47 (m, 2H); 7,41
7,39 (m, 1H); 7,35 7,24 (m, 6H); 3,62 (t, J= 7,6 Hz, 2H); 2,79
(t, J= 7,6 Hz, 2H); 2,24 (s, 1H); 1,74 (qui, J= 7,6 Hz, 2H); 1,56
(qui, J= 7,6 Hz, 2H); 1,42 – 1,26 (m, 18H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100
MHz) δ = 148,23; 136,84; 134,95; 132,69; 129,98; 129,78; 129,49; 128,71;
128,46; 127,32; 125,82; 121,94; 67,95; 62,67; 32,63; 29,45; 29,42; 29,38;
29,29; 29,21; 29,17; 29,07; 25,62; 25,45. Massa do íon para C
27
H
37
N
3
OSe + H
+
:
500,2180; massa do íon determinada: 500,2174.
2-[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]2-metil-butan-2-ol (3v)
Rendimento: 90%; sólido branco; P.F = 131-133 °C; R MN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,79 (s, 1H); 7,48 7,46 (m, 2H); 7,43
7,40 (m, 1H); 7,33 7,25 (m, 6H); 2,89 (sl, 1H); 1,98 (qua, J=
7,6 Hz, 2H); 1,66 (s, 3H); 0,92 (t, J= 7,6 Hz, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 154,40; 136,79; 134,88; 132,89; 130,05;
129,98; 129,55; 128,72; 128,49; 127,45; 125,96; 121,42; 71,22; 35,83; 27,88;
8,27. Massa do íon para C
18
H
19
N
3
OSe + H
+
: 374,0772; massa do íon
determinada: 374,0766.
1-[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]ciclohexanol (3w)
Rendimento: 97%; sólido branco; P.F. = 154-156 °C; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,79 (s, 1H); 7,47 7,41 (m, 3H); 7,35
7,25 (m, 6H); 2,81 (sl, 1H); 2,10 – 2,04 (m, 2H); 1,97 – 1,93 (m,
2H); 1,83 1,74 (m, 2H); 1,66 1,55 (m, 3H); 1,45 1,38 (m,
1H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 155,32; 136,92; 134,84;
133,06; 129,99; 129,93; 129,58; 128,82; 128,50; 127,56; 126,04; 121,19; 69,56;
38,06; 25,32; 21,98. Massa do íon para C
20
H
21
N
3
OSe + Na
+
: 422,0748; massa
do íon determinada: 422,0742.
Capítulo 3 – Parte Experimental
66
2-[1-(2-(fenilselanil)fenil)-1,2,3-triazol-4-il]2-metil-propan-2-amina
(3x)
Rendimento: 86%; sólido branco; P.F. = 82-83 °C; RM N H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 7,84 (s, 1H); 7,50 7,47 (m, 2H); 7,42
(d, J= 7,6 Hz, 1H); 7,35 7,26 (m, 6H); 3,72 (s, 2H); 2,33 (s,
6H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 144,87; 136,73; 134,92;
132,75; 130,09; 129,96; 129,52; 128,61; 128,48; 127,38;
125,86; 123,79; 54,13; 44,99. Massa do íon para C
17
H
18
N
4
Se + Na
+
: 381,0594;
massa do íon determinada: 381,0588.
5-iodo-4-fenil-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3y)
Rendimento: 83%; óleo amarelo; RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ
= 8,08 8,06 (m, 2H); 7,52 7,47 (m, 4H); 7,43 7,34 (m,
5H); 7,31 7,25 (m, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ =
149,49; 136,77; 135,14; 133,48; 133,24; 131,23; 129,96;
129,51; 128,60; 128,57; 128,55; 128,49; 128,39; 127,61;
127,42. Massa do íon para C
20
H
14
IN
3
Se e + H
+
: 503,9476; massa do íon
determinada: 503,9470.
3.2.6 Procedimento para a síntese do selenotriazol 3z.
Em balão de duas bocas acoplado a um condensador de refluxo e sob
atmosfera de argônio, adicionou-se o composto 3y (0,3 mmol; 0,150 g) e 3 mL
de DMF. Sobre esta solução, adicionou-se Pd(OAc)
2
(5 mol%; 0,015 mmol;
0,004 g) e ácido 4-metoxi-fenil borônico (0,42 mmol; 0,064 g). Agitou-se a
mistura por 30 minutos à temperatura ambiente. Para esta solução, adicionou-
se uma solução de K
3
PO
4
(1,44 mmol; 0,304 g) em 0,8 mL de H
2
O. Agitou-se
sob refluxo por 12 horas. Diluiu-se em diclorometano (10 mL) e lavou-se a fase
orgânica 2 vezes com solução saturada de NaCl (2 mL). Secou-se com MgSO
4
e evaporou-se o solvente.
Capítulo 3 – Parte Experimental
67
O produto foi purificado por coluna cromatográfica utilizando hexano e
acetato de etila (80:20) como eluente.
5-(4-metoxi-fenil)-4-fenil-1-[2-(fenilselanil)fenil]-1,2,3-triazol (3z)
Rendimento: 78%; sólido amarelado; P.F. = 117-119 °C;
RMN H
1
(CDCl
3
, 400 MHz) δ = 8,44 (d, J= 8,4 Hz, 1H); 7,71
(dd, J
1
= 7,6, J
2
= 1,2, 1H); 7,44 7,39 (m, 1H); 7,28 7,05
(m, 15H); 5,03 (s, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ =
170,25; 139,17; 139,06; 138,65; 137,93; 130,97; 130,68;
129,83; 129,46; 128,87; 128,74; 126,85; 126,75; 124,98; 120,38; 118,62; 74,94.
Massa do íon para C
27
H
21
N
3
OSe + H
+
: 484,0928; massa do íon determinada:
484,0922.
3.2.7 Procedimento para a síntese do 1-iodo-fenilacetileno.
Em balão de duas bocas, sob atmosfera de argônio, adicionou-se
fenilacetileno (10 mmol; 1,1 mL) e 10 mL de éter etílico. Resfriou-se o sistema
a -78 °C e gotejou-se nBuLi lentamente. Deixou-se a reação agitando a essa
temperatura por 1 hora e adicionou-se iodo elementar (11 mmol; 2,79 g).
Agitou-se a mistura reacional por 12 horas a temperatura ambiente. Adicionou-
se H
2
O e extraiu-se a solução aquosa com éter etílico. As fases orgânicas
foram combinadas e lavadas com solução saturada de tiossulfato de sódio.
Secou-se e evaporou-se o solvente.
64
O produto foi purificado por coluna cromatográfica usando hexano como
eluente.
Rendimento: 97 %; líquido amarelo; RMN H
1
(CDCl
3
, 400
MHz) δ = 7,41 7,38 (m, 2H); 7,28 7,24 (m, 3H); RMN C
13
(CDCl
3
, 100 MHz) δ = 132,20; 128,70; 128,14; 123,21; 94,08; 77,26.
Capítulo 3 – Parte Experimental
68
3.2.8 Dados cristalográficos do composto 3a.
A Tabela 5 mostra os comprimentos de ligações e os ângulos das
ligações do anel 1,2,3-triazol do composto 3a (Figura 14).
Tabela 5: Comprimentos de ligação (Å) e ângulos de ligação selecionados ) no
composto 3a. Desvio padrão entre parênteses.
N1-N2 1,352(2)
N2-N3 1,310(2)
N1-C1 1,428(2)
N1-C21 1,343(2)
N3-C22 1,364(2)
Se-C2 1,9211(18)
Se-C11 1,924(2)
C21-H21
C21-C22
N3-N2-N1
N2-N1-C1
C2-Se-C11
0,89(2)
1,361(3)
107,22(15)
120,71(15)
98,90(8)
Os dados cristalográficos do selênio triazol 3a encontram-se na Tabela
6.
Tabela 6: Dados da coleta de intensidades e do refinamento da estrutura
cristalina e molecular do selênio triazol 3a. Desvio padrão entre parênteses.
A. Dados do Cristal
Nome
1-fenil(2-fenilseleno)-4-fenil-1H-
(1,2,3)triazol
Capítulo 3 – Parte Experimental
69
Fórmula empírica C
20
H
15
N
3
Se
1
Massa molecular 376,31
Cor / Forma incolor / blocos prismáticos
Dimensões 0,40 x 0,32 x 0,28 mm
Sistema cristalino / Grupo espacial
Monoclínico / P2
1
/c
Parâmetros da cela unitária
a = 8,0670(10) Å
α = 90°
b = 17,8320(3) Å
β
=101,10640(6)°
c = 11,8972(2) Å
γ
= 90°
Volume 1676,68(4) Å
3
Z
4
Densidade (calculada) 1,491 mg/m
3
F(000)
760
B. Intensidades Medidas
Difratômetro Bruker X8 Kappa Apex II
Temperatura 271(2) K
Comprimento de onda / Radiação
0,71073 Å / MoK
α
Coeficiente de absorção 2,244 mm
-
1
Região angular de varredura
para a coleta de dados
2,28 a 28,37 °
Região de índices
-6 h 10
-23 k 23
-15 l 15
C. Solução da Estrutura e Refinamento
Solução da estrutura Métodos Diretos (SHELXS-86)
Refinamento da estrutura SHELXL-97
Tabelas SHELXL-97
Método de refinamento
Mínimos-quadrados, matriz completa
incluindo F
2
Reflexões coletadas 16347
Reflexões independentes
4182 [R(
int
) = 0,0282]
Transmissão (máx. e min.) 0,5722 e 0,4671
Dados / restrições / parâmetros 4182 / 0 / 277
Capítulo 3 – Parte Experimental
70
Índice de confiança incluindo F
2
1,011
Final R
índices
[I>2
σ
(I)]
R
1
= 0,0298, wR
2
= 0,0673
Índices finais de discordância
(todas as reflexões)
R
1
=0,495, wR
2
= 0,0734
Densidade eletrônica residual
(máx. e min.)
0,487 e -0,453 e.Å
3
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Capítulo 4
Espectros Selecionados
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
79
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.5
Espectro de RMN
1
H do composto 2a em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140
Espectro de RMN
13
C do composto 2a em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
80
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
Espectro de RMN
1
H do composto 2b em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
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80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
150
150
160
160
170
170
Espectro de RMN
13
C do composto 2b em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
81
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 2c em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 2c em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
82
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
Espectro de RMN
1
H do composto 2d em CDCl
3
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 2d em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
83
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.5
Espectro de RMN
1
H do composto 2e em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 2e em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
84
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
Espectro de RMN
1
H do composto 2f em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
70
80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
Espectro de RMN
13
C do composto 2f em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
85
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.0
Espectro de RMN
1
H do composto 2h em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
70
80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
150
150
Espectro de RMN
13
C do composto 2h em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
86
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 2i em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140
Espectro de RMN
13
C do composto 2i em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
87
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
1
H Espectro de RMN
1
H do composto 2j em CDCl
3
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 2j em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
88
Espectro de RMN
1
H do composto 2k em DMSO
d
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 2k em DMSO
d
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
89
Espectro de RMN
1
H do composto 2l em DMSO
d
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 2l em DMSO
d
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
90
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3a em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3a em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
91
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3b em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3b em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
92
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3c em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140
Espectro de RMN
13
C do composto 3c em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
93
0.00.51.01.52.02.53.03.54.04.55.05.56.06.57.07.58.08.5
Espectro de RMN
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H do composto 3d em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3d em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
94
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3e em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3e em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
95
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
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3.5
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4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3f em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3f em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
96
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3g em CDCl
3
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 3g em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
97
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3h em CDCl
3
a 400 MHz
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Espectro de RMN
13
C do composto 3h em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
98
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3i em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3i em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
99
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3j em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
70
80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
150
150
Espectro de RMN
13
C do composto 3j em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
100
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3k em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130
Espectro de RMN
13
C do composto 3k em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
101
Espectro de RMN
1
H do composto 3l em DMSO
d
a 400 MHz
Espectro de RMN
13
C do composto 3l em DMSO
d
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
102
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3m em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3m em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
103
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3n em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3n em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
104
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3o em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3o em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
105
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3p em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3p em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
106
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
8.5
8.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3q em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3q em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
107
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3r em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3r em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
108
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3s em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3s em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
109
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3t em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140
Espectro de RMN
13
C do composto 3t em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
110
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3u em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3u em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
111
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3v em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3v em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
112
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3w em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150160160
Espectro de RMN
13
C do composto 3w em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
113
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3x em CDCl
3
a 400 MHz
00101020203030404050506060707080809090100100110110120120130130140140150150
Espectro de RMN
13
C do composto 3x em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
114
0.0
0.0
0.5
0.5
1.0
1.0
1.5
1.5
2.0
2.0
2.5
2.5
3.0
3.0
3.5
3.5
4.0
4.0
4.5
4.5
5.0
5.0
5.5
5.5
6.0
6.0
6.5
6.5
7.0
7.0
7.5
7.5
8.0
8.0
Espectro de RMN
1
H do composto 3y em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
70
80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
150
150
Espectro de RMN
13
C do composto 3y em CDCl
3
a 100 MHz
Capítulo 4 - Espectros Selecionados
115
0.00.00.50.51.01.01.51.52.02.02.52.53.03.03.53.54.04.04.54.55.05.05.55.56.06.06.56.57.07.07.57.58.08.08.58.5
Espectro de RMN
1
H do composto 3z em CDCl
3
a 400 MHz
0
0
10
10
20
20
30
30
40
40
50
50
60
60
70
70
80
80
90
90
100
100
110
110
120
120
130
130
140
140
150
150
160
160
170
170
Espectro de RMN
13
C do composto 3z em CDCl
3
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